Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS 
ESCOLA DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA 
 CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA 
 ALIMENTOS E ALIMENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO: COLEÇÃO DE ALIMENTOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARAGUAÍNA-TO 
DEZEMBRO/2017 
 
 
 
 
 
 
Jheferson Jardim Araújo 
 
João Gabriel Melo da Silva 
Tone Rezende Nascimento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO: COLEÇÃO DE ALIMENTOS 
Exposição escrita dos alimentos 
presentes na coleção de alimentos 
referente à segunda nota da matéria 
de “Alimentos e Alimentação” 
ministrada pela Prof. Dra. Fabiana 
Cordeiro Rosa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARAGUAÍNA-TO 
DEZEMBRO/2017 
 
 
 
 
Sumário 
 
Introdução.............................................................................................................................4 
• Alimentos volumosos.............................................................................................4 
• Alimentos concentrados........................................................................................4 
• Minerais..................................................................................................................4 
 
1. Alimentos concentrados proteicos de origem vegetal......................................................5 
1.1. Soja grão........................................................................................................5 
1.2. Linhaça...........................................................................................................6 
1.3. Farinha de linhaça...........................................................................................7 
1.4. Amendoim.....................................................................................................8 
1.5. Gergelim........................................................................................................9 
1.6. Farelo de algodão..........................................................................................10 
1.7. Torta de algodão............................................................................................11 
2. Alimentos concentrados proteicos de origem animal.....................................................12 
2.1. Leite desnatado em pó..................................................................................12 
3. Alimentos concentrados energéticos de origem vegetal.................................................13 
3.1. Óleo de soja..................................................................................................13 
3.2. Óleo de coco.................................................................................................14 
3.3. Óleo de girassol.............................................................................................15 
3.4. Milho em grão...............................................................................................16 
3.5. Quirera de milho............................................................................................17 
3.6. Sorgo em grão................................................................................................18 
3.7. Semente de girassol.......................................................................................19 
3.8. Raíz de mandioca .................................................................................................20 
3.9. Aveia.............................................................................................................21 
3.10. Milheto em grão...........................................................................................22 
4. Alimentos volumosos................................................................................................ .....24 
4.1. Bagaço de cana..............................................................................................24 
4.2. Capim Mombaça............................................................................................25 
4.3. Capim elefante roxo.......................................................................................26 
4.4. Capim quicuio.................................................................................................27 
5. Minerais ........................................................................................................................28 
5.1. Fosfato bicálcico...............................................................................................28 
5.2. Sulfato de cálcio...............................................................................................28 
6. Outros ..........................................................................................................................29 
6.1. Ureia...............................................................................................................29 
 
Referências bibliográficas..............................................................................................................31 
 
 
INTRODUÇÃO 
 Os alimentos são classificados de acordo com a Associação Americana 
Oficial de Controle de Alimentos (AAFCO) e o Conselho Nacional de Pesquisas dos 
EUA (NRC) e adaptada por F.B. MORRISON: 
• Alimentos volumosos - são aqueles alimentos de baixo teor energético, com 
altos teores em fibra ou em água. Possuem menos de 60% de NDT e ou mais de 
18% de fibra bruta (FB) e podem ser divididos em secos e úmidos. São os de mais 
baixo custo na propriedade. Os mais usados para os bovinos de corte são as 
pastagens naturais ou artificiais (braquiárias e panicuns em sua maioria), 
capineiras (capim elefante), silagens (capim, milho, sorgo), cana-de-açúcar, 
bagaço de cana hidrolisado; entre os menos usados estão: milheto, fenos de 
gramíneas, silagem de girassol, palhadas de culturas, etc. 
• Alimentos concentrados - são aqueles com alto teor de energia, mais de 60% de 
NDT, menos de 18% de FB, sendo divididos em: 
o Energético: alimentos concentrados com menos de 20% de proteína bruta 
(PB); origem vegetal - milho, sorgo, trigo, arroz, melaço, polpa cítrica; origem 
animal - sebos e gordura animal; 
o Protéicos: alimentos concentrados com mais de 20% de PB; origem vegetal - 
farelo de soja, farelo de algodão, farelo de girassol, soja grão, farelo de 
amendoim, caroço de algodão, cama de frango -; origem animal - farinha de 
sangue, de peixe, carne e ossos (sendo esta última atualmente proibida pelo 
Ministério Agricultura para uso em ruminantes). 
• Minerais - compostos de minerais usados na alimentação animal: fosfato 
bicálcico, calcário, sal comum, sulfato de cobre, sulfato de zinco, óxido de 
magnésio, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. ALIMENTOS CONCENTRADOS PROTEICOS DE ORIGEM VEGETAL 
 
1.1 - SOJA GRÃO (Glycine max) 
Soja é uma planta pertencente à família das leguminosas, são entre as 
sementes de oleaginosas, as mais utilizadas em alimentação. É um grão rico em 
proteínas, cultivado como alimento tanto para humanos quanto para animais. 
Dentre os minerais, os mais presentes são: potássio, cálcio, magnésio, fósforo, 
cobre e zinco. É fonte de algumas vitaminas do complexo B, entre elas: ariboflavina 
e a niacina, como também em vitamina C (ácido ascórbico). Porém, é pobre em 
vitamina A e não contém vitamina D e B12. 
COMPOSIÇAO QUÍMICA E VALOR NUTRICIONAL 
 A soja apresenta uma grande quantidade de proteína bruta entre 38% e 
39%, contém pouca fibra é rica em tiamina, colina e niacina, e pobre em caroteno. 
Possui alto teor em óleo, em torno de 20%. 
 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
Na soja não tratada encontram-se os seguintes fatores antinutricionais. 
Ácidofítico que provoca retenção de minerais e retenção de nutrientes, pode ser 
neutralizado com a enzima fitase que quebra o arranjo molecular do ácido fítico. 
Inibidores de proteases que inibe a atividade de enzimas digestivas como a 
tripsina, a quimiotripsina e a carboxipeptidase. Os dois principais inibidores de 
proteases presentes na soja, Kunitz e Bowman-Birk, constituem aproximadamente 
6% da proteína bruta da soja. 
As lectinas que são proteínas que apresentam a propriedade de formar 
complexos com compostos glicídicos, sendo que há uma interação entre as lectinas 
e as glicoproteínas da superfície das hemáceas gerando aglutinação entre tais 
estruturas. Acabam interferindo seriamente na digestão e na absorção dos 
diversos nutrientes. As saponinas alteram a permeabilidade intestinal. 
Caracterizam-se pelo sabor amargo. As aves são mais sensíveis as saponinas do 
que outros monogástricos ou ruminantes. 
 
 
 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
 Pode ser utilizada na alimentação de ruminantes em sua forma original 
(crua), no entanto, o alto conteúdo de gordura (aproximadamente 20%) pode 
interferir na fermentação ruminal, diminuindo a digestibilidade da fibra. Na 
alimentação de animais monogástricos o grão de soja “in natura” não deve ser 
utilizado, devido à presença de fatores antinutricionais que atuam negativamente 
sobre o desempenho animal, necessitando de um adequado processamento 
térmico para desativação destes componentes sem afetar suas propriedades 
nutritivas. As sementes cruas moídas, não devem ser armazenadas por longos 
períodos, principalmente em presença de calor e umidade, pois rancificam devido 
ao elevado teor de ácidos graxos insaturados. 
 
1.2 - LINHAÇA (Linum usitatissimum) 
 
A linhaça são grãos ovoides, achatados e pontiagudos numa das 
extremidades, pertencente à família das lináceas. Ela é geralmente encontrada 
como grão integral, moído, ou na forma de óleo. É rica em ácidos graxos, ômega 3 e 
6 e é um suplemento proteico de excelente palatabilidade e efeito laxante. 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA E VALOR NUTRICIONAL 
É rica em proteína, gordura e fibra, sendo a maior parte de sua composição 
entre 32,3% a 41% feita de lipídios, seguida por 30,0% de fibra e 11,0% de 
proteína bruta. Uma pequena parte é composta de outros carboidratos (açúcares, 
ácidos fenólicos, lignina e hemicelulose). 
 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
Na linhaça está presente a linatina, que se liga a vitamina B6, impedindo a 
absorção e causando a deficiência dessa vitamina. Outras substâncias presentes 
 
são a linustatina e o ácido fítico, sendo o último, antagonista na absorção de zinco e 
cálcio. Porém, essas substâncias não são nocivas à saúde por estarem presentes em 
pequenas quantidades. 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
Excesso de energia na dieta causa timpanismo, diarreias, queda dos tônus 
digestivos levando a contrações e possíveis cólicas, dilatação do ceco, degeneração 
cardíaca, hepática e renal, dismicrobismo e laminite. 
Excesso de proteína na dieta causa uma série de distúrbios como 
enterotoxemia, problemas hepáticos, emagrecimento, problemas renais, má 
recuperação após esforço, problemas de fertilidade em garanhões, transpiração 
excessiva, cólicas e timpanismo. 
O desequilíbrio vitamínico mineral leva a distúrbios de absorção de nutrientes 
além de poder proporcionar doenças carênciais ou por excesso de um ou outro 
nutriente, como consequência desagradáveis a médio prazo. 
Portanto, visto que, apesar dos benefícios reais de seu uso, a linhaça 
também pode proporcionar problemas quando de seu uso incorreto, deve-se 
pensar e fazer uma dieta balanceada aos animais para melhor utilização dos 
nutrientes presentes neste alimento. 
1.3 - FARINHA DE LINHAÇA 
A semente do linho, denominada de linhaça, é um cereal (monocotileônea) 
do grupo das oleaginosas ( sementes com altos teores de lipídio) que se caracteriza 
por ser chata e oval com uma extremidade pontiaguda e possui coloração que varia 
de marrom-avermelhado ao dourado. 
A linhaça nada mais é que uma planta herbácea que produz uma semente 
oleaginosa com altos teores de gordura vegetal e impressionantemente superiores 
a todos os vegetais e comparáveis apenas a alguns peixes de água gelada como o 
salmão. Vários criatórios de cavalos do Brasil têm se rendido ao produto, capaz de 
reduzir em demasia os índices de cólica e laminite na tropa, além de proporcionar 
uma melhoria considerável nos aspectos de pêlo e crinas. 
 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA 
 Pode-se encontrar de 30 a 40% de lipídios, 20 a 25% de proteínas, 20 a 
28% de fibra total, 4 a 8% de umidade 3 a 4 % de cinzas, de vitaminas A,D,E e \k, e 
minerais, esses teores podem variar de acordo com o cultivar ou variedade, o meio 
ambiente. 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
Inibidores de enzimas digestivas de mamíferos na fração albumina, como as 
lectinas, inibidores alfa-amilase, inibidores de tripsina, quimotripsina. 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
Para os animais, a linhaça vem sendo administrada na forma de farinha 
integral ou óleo prensado a frio, o que significa com raras exceções que o processo 
industrial possa ser denominado justa e seguramente como beneficiamento, já que 
mantém intactas suas qualidades nutricionais. O ideal é que ambos, tanto na forma 
líquida como sólida, sejam fornecidos em pequenas doses misturados à ração, cada 
um na sua devida proporção. A utilização da linhaça na alimentação de equinos 
implicaria na redução da quantidade de concentrado ao cavalo. 
“Nas rações de eqüinos e de gado, o farelo e óleo de linhaça bruto costumam 
ser empregados como suplementos de ômega-3 em contraponto ao excesso de 
ômega-6 encontrado no milho da ração, de modo a promover um equilíbrio na 
proporção entre eles, reduzindo a freqüência de desordens orgânicas nesses 
animais, como inflamações e hipertensão. 
 
1.4 - AMENDOIM (Arachis hypogaea) 
 
 O amendoim é uma planta da família Fabaceae, herbácea, com caule pequeno 
e folhas compostas e pinadas, contendo quatro folíolos de formato elíptico e com 
inserção alternada. Possui abundante indumento, raiz aprumada, medindo entre 
30–50 cm de profundidade. As flores são pequenas e amareladas e, depois 
de fecundadas, penetram no solo, com a ajuda de uma estrutura 
denominada ginóforo e de um fenômeno conhecido como geocarpia, onde os 
legumes se desenvolvem subterraneamente. O fruto é uma vagem. O amendoim é 
 
 
cultivado em larga escala em muitos países, inclusive no Brasil, da indústria do 
óleo resulta o farelo, que é um suplemento protético para alimentação animal. 
Quando proveniente por processos vindo do amendoim descascado e desticulado, 
tem seu valor nutritivo muito próximo ao farelo de soja e superior ao do algodão. 
 
 
COMPOSIÇAO QUÍMICA E VALOR NUTRICIONAL 
 É pobre em cálcio, caroteno e metionina, triptofano e lisina e é rico em 
niacina e ácido pantotênico. É composto por 89,55% de MS, 48 a 45% de PB, 1,02% 
de gordura e 15,45% de FDN. 
 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
 
Apresenta saponinas e goitrogênicos. Os goitrogênicos são moléculas que se 
ligam aos receptores de iodo inibindo sua absorção, consequentemente causa 
disfunção na tireóide. As saponinas são glicosídeos presentes em numerosas 
plantas, que se caracterizam pelo sabor amargo, seus efeitos estão relacionados às 
modificações na permeabilidade da mucosa intestinal, inibindo o transporte de 
alguns nutrientes e facilitando a absorção de compostos para os quais o intestino é 
normalmente impermeável. 
 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
Um sério problema no uso do amendoim é sua frequente contaminação por 
fungos produtores de micotoxina. Quando a estocagem é feita em ambiente 
favorável de temperatura e umidade,ocorre condição ótima para desenvolvimento 
de fungos. Seu teor de aflatoxina deve ser declarado para comercialização de no 
máximo 0,5 ppm (ANFAR, 1985). 
 
 
1.5 - GERGELIM (Sesamum indicum) 
 
O gergelim é um alimento de alto valor nutricional, rico em óleo e proteínas. Além 
dos fins alimentares, seus grãos encontram diversas aplicações na indústria farmacêutica, 
cosmética e óleo-química. A torta obtida da prensagem dos grãos se constitui em excelente 
concentrados para alimentação animal. 
 Para sua tolerância a seca e facilidade de cultivo, apresenta alto potencial 
agronômico, podendo ser usado em rotação e sucessão de culturas, consorciado com o 
algodão. O gergelim possui variedades que diferem em tamanho, forma, hábitos de 
crescimento, cor. As cores das sementes podem variar entre creme e escuro. Quando 
inteiras, elas apresentam sabor amargo devido a acidez oxálica presente no tegumento, 
que pode ser removida por processos manual, mecânico, físico e químico. 
 
COMPOSIÇAO QUÍMICA E VALOR NUTRICIONAL 
A sua composição química é de: MS 92%; PB 24,08%; E.E. 46,62%, FB 11,2% e FDA 
14%. 
 
 
 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
 Apresenta ácido fitico, que formam substancias insolúveis com os ions de 
minerais, como: Ca, Fe, Zn, Mg, Cu. Apresenta também oxalato, que se liga apenas 
aos ions de cálcio, e isso pode muitas vezes dar ás sementes de gergelim um gosto 
amargo e causar cálculos renais. 
 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
 
Para a nutrição animal é utilizada a torta de gergelim (concentrado) ou 
sementes. Outro ponto importante é a ação antioxidante das suas sementes, o 
controle glicêmico e do peso corporal e a redução do colesterol sérico. Utilizado na 
alimentação de aves e bovinos, principalmente vacas leiteiras. Importância: A sua 
semente é rica em constituintes minerais, como: cálcio, ferro, fósforo, potássio, 
magnésio, zinco e selênio, conforme Namiki (1995). Usado para ruminantes como 
suplemento proteico e em forma de torta na alimentação de frangos de corte. A 
literatura sobre a utilização de torta de gergelim na alimentação de caprinos ou 
ovinos é escassa. Sua composição apresenta um teor de proteína intermediário 
(30%) que a classifica como alimento proteico. 
 
1.6 – FARELO DE ALGODÃO 
 O uso de derivados do algodão na ração animal, como o farelo de algodão, é 
bastante difundido pela sua composição nutricional e por conter proteína de boa 
qualidade. O farelo de algodão é o terceiro farelo protéico mais produzido no 
mundo, perdendo apenas para o farelo de soja e de canola. 
COMPOSIÇAO QUÍMICA E VALOR NUTRICIONAL 
 Matéria seca 89%, níveis de PB variam entre 30 e 39% de acordo com o 
teor de casca, FB 23 e 14 %. 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
 A planta do algodão produz um pigmento tóxico, um aldeído polifenólico 
denominado gossipol. A semente do algodão pode conter quinze pigmentos 
diferentes do gossipol, sendo que no processamento das sementes, as glândulas se 
rompem e liberam o gossipol, assim, a concentração de gossipol nos derivados de 
algodão é em função do grau de extração do óleo e do método utilizado. O gossipol 
atua no metabolismo de aminoácidos, ligando-se às proteínas que contém 
aminoácidos livres. Além disso, o ferro forma complexos com o gossipol e estes 
complexos não são absorvidos pelo organismo. 
 Outro fator antinutricional presente no algodão são os ácidos graxos 
ciclopenóides encontrados no óleo contido na semente. Estes ácidos provocam a 
deposição de ácido esteárico e ácido palmítico na gordura do ovo e na carne de 
aves. Estes ácidos também são conhecidos por ser carcinogênico como a aflatoxina. 
 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
 Produtos derivados do algodão podem ser altamente tóxicos para animais 
monogástricos, mesmo quando tratados termicamente e utilizado juntamente com 
sais de ferro, portanto o nível de inclusão destes produtos nas dietas deve ser 
cuidadoso. 
 Para suínos o nível máximo de gossipol livre no farelo de algodão sugerido 
por Ezequiel (2002) é de 400 ppm,12% de farelo de algodão (36% de PB) em 
rações balanceadas para leitões (15 a 30 kg) não prejudica o desempenho desses 
animais, sendo desnecessária a inclusão de sulfato de ferro (Moreira et al., 2006). 
O farelo de algodão pode ser usado nas rações de crescimento de frango de corte, 
se o gossipol livre não exceder a 0,03%, pois abaixo deste nível o ferro, na 
proporção 2:1 ferro:gossipol livre, pode completamente superar o efeito 
antinutricional. Segundo Butolo (2002) a formulação das rações para aves de 
postura deve conter níveis de gossipol abaixo de 0,015%, considerado como limite. 
 O gossipol tem efeito anticoncepcional em animais reprodutores e, por isso, 
alguns pesquisadores recomendam a não utilização de derivados de algodão em 
dietas de reprodutores machos. Dietas com até 30 mg de gossipol por quilo de peso 
vivo não causam efeito tóxico sobre a quantidade e qualidade do sêmen 
 Recomenda-se adicionar sulfato de ferro, óxido ou hidróxido de cálcio a 
dietas para ruminantes contendo subprodutos de algodão, no entanto, o uso de 
sulfato ferroso nas rações é pouco comum, pois onera o custo da produção. 
 
1.7 – TORTA DE ALGODÃO 
 A torta de algodão é o subproduto da extração do óleo contido no grão do 
algodão, que ao ser esmagado é conhecido por torta. É usada na forma obtida 
originalmente ou moída e peletizada. 
 Podem ser produzidos dois tipos de torta, a torta gorda (5% de óleo 
residual), que é mais energética, proveniente da prensagem mecânica, e com um 
menor teor de proteína, e a torta magra (menos de 2% de óleo residual), que é 
menos energética, oriunda da extração de solventes, apresentando maior teor de 
proteínas. 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA E VALOR NUTRICIONAL 
46% de PB, 5% de EE, 18% de FDA, 31% de FDN e 80% de NDT. 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
 As limitações ao uso dos subprodutos do algodão são decorrentes 
principalmente da presença do gossipol. Este é um aldeído polifenólico, de cor 
 
amarelada, que pode estar na forma livre ou ligada a aminoácidos. No grão intacto, 
o gossipol se apresenta na forma livre, mas na torta ele está principalmente ligado 
às proteínas, em função do processamento do grão para a retirada do óleo. 
 
RECOMENDAÇOES DE USO 
 As mesmas usadas no farelo, de acordo com níveis descritos para 
monogástricos e ruminantes. 
 
2. ALIMENTOS CONENTRADOS PROTEICO DE ORIGEM ANIMAL 
 
2.1 - LEITE DESNATADO EM PÓ 
 
É o leite desengordurado e desidratado, contém excelente suprimento 
proteico, muito rico em aminoácidos essenciais. Rico em riboflavinas e carente em 
vitaminas lipossolúveis. É recomendado para animais submetidos a regimes de 
desmame precoce bem como para rações de aves, tanto para aquelas destinadas ao 
abate como em particular para poedeiras em produção. 
Recomendado ainda para dietas pré- iniciais de leitões em face da lactose que, 
além de ser o único glicídio digestível pelos mesmos na idade também dá condições 
para instalação de uma adequada flora intestinal. Deve ser isento de microrganismos 
patogênicos e de material estranho em sua composição. 
 
 FATORES ANTINUTRICIONAIS 
 Isento de fator antinutricional. 
 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA E VALOR NUTRICIONAL 
 
 
 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
 
É importante destacar, que o uso do leite em pó evita diversas doenças que 
são transmissíveis pelo leite, tuberculose, paraturbeculose, leucose, etc., no 
 
entanto, deve-se respeitar a inclusão de imunidade ao animal recém-nascido pelo 
colostro. 
O produto é recomendado para animais submetidas a regimes de desmame 
precoce bem como para raçoes de aves, tanto paraaquelas destinadas ao abate 
como em particular para as poedeiras em produção. É recomendável ainda para 
dietas pré-iniciais de leitões em fase de lactose que, além de ser o único glicídio 
digestível pelos mesmos, na idade, também dá condições para a instalação de uma 
adequada flora intestinal. 
3. ALIMENTOS CONCENTRADOS ENERGÉTICOS DE ORIGEM VEGETAL 
 
3.1 - ÓLEO DE SOJA (Glycine max) 
Os óleos vegetais em sua maioria são compostos por ácidos graxos 
insaturados, porém, estes são extensivamente modificados por microorganismos 
ruminais. A dieta dos ruminantes é normalmente composta por baixos teores de 
extrato etéreo e, portanto, a suplementação em algumas condições, provoca 
modificações na fermentação ruminal e afeta a ingestão de MS e digestibilidade dos 
nutrientes, bem como a síntese de metano e amônia, e a eficiência microbiana. O 
uso de fontes de gordura 19 na dieta pode incrementar a produção de leite, 
podendo ainda apresentar efeitos benéficos sobre a reprodução. A suplementação 
lipídica com óleos vegetais é uma prática promissora na nutrição animal e, assim 
sendo, deve ser cada vez mais elucidada. A utilização de fontes de gordura 
suplementar na dieta tem sido prática comum na alimentação de vacas leiteiras, 
principalmente por permitir melhora no perfil energético desses animais. É 
utilizada durante o pós-parto para aumentar a densidade calórica da dieta, sem 
reduzir o conteúdo de fibras, e promover aumento da ingestão de energia e 
produção de leite. 
 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
Usado na suplementação animal, na dieta de ruminantes e incrementar a 
produção de vacas leiteiras. Sua composição geral do grão de soja favorece o seu 
uso em rações, para vacas de alta produção de leite, mas também pode ser uma 
 
fonte proteica/energética em rações para engorda de novilhos mestiços ou nelores 
em confinamento. Um outro aspecto que pode favorecer o seu uso é a relação custo 
do grão de soja: farelo de soja. Os bovinos podem utilizar grãos de soja sem a 
necessidade de um tratamento térmico. 
O grão é recomendado para bovinos em até 20% da matéria seca total da 
ração, desde que o teor final de lipídios na ração não ultrapasse 5%, podendo ser 
fornecido inteiro ou moído. Para suínos acima de 45 kg, recomenda-se fazer 
tostagem (100°C por 30-45 minutos) e moagem, e adicionar em até 10% da ração. 
A soja não deve ser fornecida na dieta juntamente com a Ureia pois 
aumenta a concentração de uréase contida nas sementes da soja converter a ureia 
em amônia. 
FATORES LIMITANTES 
Está relacionado com a ingestão de grandes quantidades de lipídeos na 
dieta, interferindo da digestão dos nutrientes. 
 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA 
 
 
 
3.2 - ÓLEO DE COCO 
 O óleo de coco é comumente dividido em duas amplas categorias: refinado e 
virgem. O óleo refinado é tipicamente obtido do coco seco, chamado de copra. O 
óleo de coco virgem (não refinado) é obtido a partir de cocos frescos. Como 
elevadas temperaturas e solventes químicos não são empregados, o óleo virgem 
mantém seus fitoquímicos naturais, responsáveis pelos seus suaves sabor e aroma. 
 
A gordura da coco é de cadeia média, e ao contrário dos óleos polinsaturados, não 
deixa as células famintas, permitindo a entrada de insulina nas células. 
FATORES LIMITANTES 
Quando o nível de gordura excede de 5% a 7% da dieta, podem ocorrer 
distúrbios digestivos, diarréia e redução no consumo. Os altos níveis de gordura no 
rúmen, onde há falta de agente emulsificante (bile) e enzimas como lipase, 
provocam interferências no processo digestivo por revestir o conteúdo do rúmen, 
particularmente na digestão da fibra. A gordura tem efeitos inibitórios sobre os 
microrganismos. 
No rúmen, os ácidos graxos insaturados são transformados em saturados 
pelo processo de hidrogenação. Por esta razão, as gorduras corporais dos 
ruminantes tendem a ser tipicamente saturadas, independentemente do tipo de 
dieta. Os efeitos negativos das gorduras no rúmen podem ser prevenidos pela 
adição de cátions, como o cálcio. O cálcio reage com os ácidos graxos e forma 
sabões insolúveis, reduzindo o efeito inibitório sobre os microrganismos. Os 
sabões de cálcio são boas fontes de gordura na ração de ruminantes porque não 
afetam a fermentação ruminal. 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
Os ruminantes são menos tolerantes a dietas de gorduras do que os 
monogástricos. A vantagem das gorduras saturadas, como as do coco, porco e 
outras, é que são mais resistentes à oxidação e mais estáveis ao calor. 
 
3.3 - ÓLEO DE GIRASSOL 
O óleo de girassol é produzido industrialmente a partir das sementes de 
girassol. Estas são limpas, secas, descascadas, trituradas e extraídas com solvente. 
Finalmente, o produto assim obtido é desolventizado e sofre todo um processo de 
refinação, com diferentes etapas que incluem processos químicos e físicos de 
tratamento, como por exemplo: desgomagem, branqueamento, desodorização. 
 
 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA 
Como todos os óleos vegetais, o óleo de girassol é essencialmente 
constituído por triacilgliceróis (98 a 99%). Tem um elevado teor em ácidos 
insaturados (cerca de 83%), mas um reduzido teor em ácido linolénico (≤ 0,2%). O 
óleo de girassol é essencialmente rico no ácido gordo essencial (AGE), ácido 
linoleico. As variações no seu teor são consequência não só da variedade, mas 
também das diferenças climáticas durante o seu cultivo 
 
FATORES LIMITANTES 
Está relacionado com a ingestão de grandes quantidades de lipídeos na 
dieta, interferindo da digestão dos nutrientes. 
O ruminante parece apresentar certas limitações no aproveitamento de 
dietas com alto teor de gordura, pois estas acarretam modificações nos padrões de 
fermentação ruminal podendo prejudicar a degradação e absorção dos nutrientes. 
O custo da suplementação com óleos vegetais tem sido ainda um fator limitante do 
seu uso no Brasil (Eifert et al., 2005). 
 
3.4 – MILHO EM GRÃO 
O milho é considerado um alimento energético para as dietas animal, devido à 
sua composição predominantemente de carboidratos (amido) e lipídeos (óleo). A 
proteína presente nesse cereal, embora em quantidade significante, possui 
qualidade inferior a de outras fontes vegetais e animais. Os grãos do milho são, 
geralmente, amarelos ou brancos, podendo apresentar colorações variando desde 
o preto até o vermelho. O peso individual do grão varia, em média, de 250 a 300mg. 
 
 
 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA 
87,11%MS, 8,26%PB, 1,73% FB. 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
Embora existam informações limitadas, dois fatores antinutricionais são de 
maior relevância no milho: fitato e xilanos (pentosanos). 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
O uso de grãos de milho inteiro pode ser interessante em determinadas 
situações, pois permite trabalhar com níveis mínimos de forragem ou sem foragem 
alguma na dieta total (Gorocica-Buenfil e Loerch, 2005). De acordo com a revisão 
de Owens et al. (1997), animais alimentados com rações contendo grãos de milho 
inteiro sem forragem ou com mínimo de forragem, podem apresentar melhor 
desempenho quando comparados com animais alimentados com dietas contendo 
milho quebrado, laminado a seco ou moído grosso. 
 
3.5 - QUIRERA DE MILHO 
É obtido da moagem dos grãos (com ou sem remoção do óleo), sendo a 
fonte energética mais amplamente utilizadas pelos produtores rurais. 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA 
A composição química do farelo de milho é semelhante a do milho em grão, 
entretanto esta é melhor aproveitada pelos animais pois o processo de 
desintegração do grão aumenta a superfície de contato do mesmo com o trato 
gastrointestinal dos animais a qual esse produto se destina. 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
Não apresenta fatores antinutricionaisRECOMENDAÇÕES DE USO 
 A quirera pode ser fornecida a todas espécies animais respeitando se os 
níveis de inclusão na dieta de acordo com a categoria animal e espessura da 
mesma após a trituração do grão de milho, é uma das formas mais práticas e 
utilizadas do milho na alimentação de ruminantes. 
 
 
 
 
 
3.6 – SORGO EM GRÃO (Sorghum bicolor) 
 
É deficiente em pigmentos xantofílicos, e pobre em isoleucina e leucina em 
relação ao milho. 
 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA 
O grão de sorgo apresenta composição semelhante à do milho 
possibilitando seu emprego em rações para bovinos, suínos e aves, e substituindo-
o como fonte energética. Pode ser utilizado para produção de forragem. Através do 
processamento industrial há produção de amido, açúcar e óleo. 
 
 
 
 
 FATORES ANTINUTRICIONAIS 
 
 O grão de sorgo apresenta como limitação a presença do tanino, um 
composto fenólico que é responsável por inibição de algumas enzimas no sistema 
digestivo, interferindo no metabolismo de proteínas e carboidratos e que diminui a 
digestibilidade e a palatabilidade (sabor adstringente). A concentração de tanino 
depende da variedade, sendo encontradas variedades de baixo, médio e alta 
concentração de tanino. As variedades mais comuns são as de médio teor de 
tanino, que reduz o ataque de pássaros aos grãos que ficam expostos nas panículas. 
 O ácido tânico, quando presente nas dietas, combina com grupamentos 
metil da metionina e colina, provocando redução nas disponibilidades destes 
compostos, o que reduz a taxa de crescimento. Deve conter no máximo 1% de 
taninos, expressos em ácido tânico, ser fornecido triturado ou moído por causa da 
baixa digestibilidade do grão inteiro. Pode ainda inibir a ação da tripsina. 
 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
Vacas leiteiras: substitui o milho. Deve ser fornecido moído o sorgo grão 
pode ser usado na alimentação de ruminantes, pois não acarreta problemas 
nutricionais. Cuidado com os bezerros. 
 Equinos: Tem efeito constipante, devendo ser fornecido juntamente com 
farelo de trigo ou aveia. Não precisa moer. 
Aves: Pode substituir até 50% do milho da ração. Não possibilita a 
pigmentação da carcaça ou da gema, assim, deve-se adicionar pigmentantes à 
ração. 
 
 
 
Coelhos: Até 33% da ração. 21 Suínos: Pode ser substituído totalmente 
(100%) pelos sorgos de baixo tanino e 85% pelo de alto tanino, não afetando o 
ganho de peso dos suínos nas fases de crescimento e terminação. 
 
 
3.7 - SEMENTE DE GIRASSOL (Helianthus anus) 
 
O girassol, denominado cientificamente Helianthus annus, produz semente 
oleaginosas. Atualmente estão desenvolvidas variedades mais ricas em óleo, 
resultando em aumento da disponibilidade mundial em farinha de torta de 
girassol. A semente apresenta apenas regular qualidade devido ao seu alto teor em 
fibra e consequente baixo valor energético. 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA E VALOR NUTRICIONAL 
Sementes de girassol são importantes na nutrição animal, pois possuem 
aproximadamente 40% de óleo, sendo a maioria ácidos graxos insaturados, 
podendo provocar aumento das concentrações do ácido linoleico conjugado, na 
gordura animal. Além da boa quantidade de óleo em sua composição as sementes 
de girassol apresentam em média, 19% de proteína e 24% de fibra em detergente 
neutro. Por conta dessas características as sementes de girassol podem ser 
utilizadas na alimentação tanto de bovinos, aves e outros animais especialmente os 
de estimação. 
 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
 A semente de girassol é pobre em compostos antinutricionais. Entre eles há 
a arginase, o inibidor de tripsina, que são inativados através de processos térmicos 
e o Gossipol. O girassol possui, ainda, alguns compostos fenólicos, sendo o ácido 
clorogênico o de maior relevância, a concentração na semente deste composto 
varia de 1,1 a 4,5%, sendo a média de 2,8%, a presença de tal composto é 
responsável pelo escurecimento de produtos fabricados com concentrado, isolado 
ou farinha de girassol, acarretando, ainda, a diminuição da digestibilidade das 
proteínas. O gossipol também é fator antinutricional desta oleaginosa, podendo 
causar infertilidade em touros entre outros fatores. 
 
 
 
 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
É utilizada para ruminantes e não indicado na utilização de rações para aves 
(frangos) e suínos. A semente de girassol é um ingrediente bastante interessante 
para a utilização em dietas de bovinos de corte confinados, sendo boa fonte de 
energia (óleo), incremento de fibras na dieta e o seu processamento não irá 
promover melhorias na ingestão e desempenho. Como todo ingrediente a ser 
inserido em dietas de animais confinados deve-se realizar avaliação criteriosa de 
custos e possibilidades de substituição para o novo ingrediente. O girassol pode ser 
oferecido como alimento para os animais na forma de silagem, torta, grão e farelo. 
Hegedus e Fekete (19) consideram o farelo de girassol como potencial substituto 
ao farelo de soja na alimentação animal, desde que mantido o valor energético da 
dieta. 
3.8 - RAIZ DE MANDIOCA, mansa(Manihot esculenta) 
Em termos nutricionais, a mandioca se destaca por ser uma cultura de 
duplo propósito (Preston, 2001), ou seja, ela pode ser utilizada na dieta como fonte 
de energia (raízes) e também proteína (parte aérea). A mandioca de mesa 
("mansa") pode ser fornecida "in natura" na alimentação de ruminantes sem 
causar problemas de intoxicação. No caso da mandioca de indústria ("brava") 
somente deve ser fornecida depois de triturada e exposta ao sol por um período 
mínimo de 24 horas, em função do elevado teor de ácido cianídrico. 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA 
 
A sua composição química é de: FDN 57,2%; FDA 50%; PB 5,9%; MS 31,3% 
e Cinza 3,3%. As raízes frescas são ricas em amido e pobre nos outros nutrientes. 
 
FATORES ANTINUTICIONAIS 
 Nas cascas e raízes inteiras das mandiocas chamadas bravas, existe o ácido 
cianídrico (HCN) com teores variando de 0,02 a 0,03%. Estes efeitos tóxicos podem 
ser evitados pela desidratação da mandioca, que consiste em picá-la e deixá-la 
espalhada ao ar livre por 24 horas. Nas variedades mansas o teor de HCN não 
passa de 0,005%. 
RWCOMWNDAÇÕES DE USO 
 A raiz fresca é recomendada de 2 a 3% do peso do animal/dia. A raspa de 
mandioca moída não tem caroteno e é deficiente em proteína, metionina e 
pigmentantes (LANA, 2000). As raízes de variedades de mandioca mansa ou 
macaxeiras poderão ser picadas e fornecidas imediatamente aos animais. Diversas 
 
são as formas de utilização da mandioca na alimentação de ruminantes. No 
entanto, as principais são: raiz de mandioca fresca; parte aérea de mandioca fresca; 
silagem da planta integral de mandioca (planta integral, triturada e ensilada); 
silagem de raiz de mandioca (raiz, triturada e ensilada); silagem da parte aérea da 
mandioca (parte aérea, triturada e ensilada); feno de mandioca (parte aérea, 
triturada e seca ao sol); farinha integral ou raspa integral (raiz moída ou picada e 
seca ao sol); farelo de raspas ou raspa residual (subproduto resultante da extração 
do amido); farelo de farinha de mesa (subproduto resultante da fabricação de 
farinha de mesa). 
 
3.9 – AVEIA (Avena sativa) 
Uma planta da família das gramíneas possui a variedade preta e branca, 
tendo a primeira maior produção de forragem. É um alimento tradicional para 
cavalos, mas pode ser utilizada na alimentação de outros animais principalmente 
para ruminantes. Não é um bom alimento para a engorda, por isso é usada, 
geralmente, com limitação para esse tipo de ração. 
 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA E VALOR NUTRICIONAL 
 As aveias contem cerca de 11,50% de proteína bruta, cuja digestibilidade 
está em torno de 80%. Apresenta um teor de fibra bruta superior ao do milho comcerca de 10,60%, e consequentemente menor valor energético. Os teores de cálcio 
e fosforo são um pouco superiores. 
Para aves o limite da utilização de aveia é o seu teor em fibra, não se 
aconselhando empregar mais do que 15% nas rações. 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
 Possuem como fator antinutricional Polissacarídeos não amiláceos, ou 
simplesmente fibras, principais constituintes da parede celular dos alimentos de 
origem vegetal, não podem ser digeridos pelas aves devido à natureza de suas 
ligações, sendo resistentes à hidrolise no trato digestivo. 
 A dificuldade na digestão da fibra, além de reduzir a energia do alimento, 
pode prejudicar a utilização de todos os outros nutrientes. Isto ocorre 
 
principalmente quando o tipo de fibra do alimento é solúvel, ou seja, tem grande 
capacidade de absorver água e formar substância gelatinosa no trato intestinal. A 
fibra solúvel é composta principalmente pela hemicelulose, a qual é composta 
principalmente por beta-glucanos na cevada, aveia, arabinoxilanos no trigo, 
centeio e farelo de arroz. 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
São múltiplas suas possibilidades de uso: produção de grãos (alimentação 
humana e animal), forragem (pastejo, feno, silagem ou cortada e fornecida fresca 
no cocho), cobertura do solo, adubação verde e inibição de plantas invasoras pelo 
efeito alelopático (processo pelo qual a planta libera substâncias químicas assim 
alterando o desenvolvimento de outras espécies de vegetais). 
Para aves, a utilização é limitada devido ao seu teor de fibra. Por isso, não é 
aconselhável usar mais do que 15% nas rações. A fibra solúvel, presente na aveia, é 
responsável por parte das vantagens, retardando o esvaziamento gástrico, o que 
resulta em maior saciedade, e, ao entrar em contato com a água, forma géis que 
tornam o bolo fecal maior e mais viscoso. Dessa maneira, ocorre uma menor 
absorção de substâncias presentes, como glicose e colesterol, em decorrência de 
uma menor ação de enzimas digestivas. A aveia constitui o alimento básico dos 
cavalos de corrida, por formar uma massa fofa no estômago dos equinos, 
facilmente adaptável e digestível. 
 
3.10 - MILHETO EM GRÃO (Pennisetum americanum) 
 
O milheto é uma forrageira de clima tropical, anual, de hábito ereto, porte 
alto, com desenvolvimento uniforme e bom perfilhamento, e produção de 
sementes entre 500 quilos/hectare e 1.500 quilos/hectare. Apresenta excelente 
valor nutritivo, boa palatabilidade e digestibilidade em pastejo, sendo atóxica aos 
animais em qualquer estágio vegetativo. 
 
COMPOSIÇÃO QUIMICA E VALOR NUTRICIONAL 
Os bons resultados obtidos em pesquisas utilizando este cereal em 
substituição ao milho e ao sorgo devem-se ao valor nutricional do grão de milheto, 
que tem densidade energética alta, devido a seu maior teor de ácidos graxos em 
 
comparação com outros cereais. Sua composição química inclui em média 5% de 
extrato etéreo (óleo). 
Possui teor de proteína superior a do milho e do sorgo cujo nível oscila 
entre 8,8% e 20,9%, o milheto é considerado como bom alimento para 
monogástrico. 
 
 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
 
O milheto é isento de fatores antinutricionais. 
 
LIMITANTES DE USO 
 
 O limitante de uso do milheto está relacionado ao tamanho do grão, pois 
grande parte passa de forma íntegra pelo moinho, resultando em uma diminuição 
da digestibilidade deste grão no trato intestinal. Porém para aves isso tem maior 
importância, pois ocorre uma maceração do grão na moela, mas deve-se atentar 
para o índice de pigmentação da gema. 
 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
Com o encarecimento de cereais tradicionalmente usados em dietas de 
engorda, como milho e o sorgo, muitos pecuaristas que suplementam seus animais 
a pasto ou em confinamento buscam fontes alternativas de energia para diminuir 
custos sendo o milheto uma destas excelentes fontes de substituição ao milho e o 
sorgo tanto na dieta de ruminantes com de monogástricos. 
 
 
 
 
 
 
 
4. ALIMENTOS VOLUMOSOS 
 
4.1 - BAGAÇO DE CANA DE AÇÚCAR 
O bagaço de cana é resultante da extração do caldo da cana-de açúcar. 
Estima-se que cerca de 12 milhões de toneladas de bagaço são gerados 
anualmente, sendo aproximadamente 320 kg por tonelada de cana moída. O 
bagaço, atualmente, tem diversas aplicações na economia brasileira: na 
alimentação animal, na produção de combustível, na cogeração de energia, na 
indústria de cosméticos e na engenharia civil. 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA E VALOR NUTRICIONAL 
 O bagaço de cana-de-açúcar apresenta em média 46% de matéria seca, 2% 
de proteína bruta e 60% de FDN. É caracterizado como um alimento com altos 
teores de parede celular, baixa densidade energética e pobre em proteína e 
minerais, constituindo-se em um volumoso de baixo valor nutritivo e de baixo 
potencial de uso na alimentação animal. 
 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
 Apresenta altos teores de lignina que é uma macromolécula tridimensional 
amorfa encontrada nas plantas terrestres, associada à celulose na parede celular 
cuja função é de conferir rigidez, impermeabilidade e resistência a ataques 
microbiológicos e mecânicos aos tecidos vegetais. 
 
 
 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
Por outro lado, o bagaço pode ser incluindo em rações para ruminantes, 
como fonte de volumoso, utilizado especialmente na região sudeste do Brasil, onde 
é aproveitado como subproduto da indústria do álcool, podendo ser utilizado 
principalmente para corrigir a deficiência de fibra e os distúrbios verificados em 
animais alimentados com dietas de baixo teor de fibra. 
 
4.2 - CAPIM MOMBAÇA (Panicum maximun) 
 
O capim mombaça (Panicum maximum cv. Mombaça) é uma gramínea que 
forma touceiras com até 1,65 m de altura e folhas quebradiças. Os colmos são 
levemente arroxeados. As folhas possuem poucos pelos na face superior e as 
bainhas são glabras, mas ambas não apresentam cerosidade. A inflorescência é do 
tipo panícula, semelhante a do capim colonião comum. Recomendado para bovinos 
em fase de engorda e produção leiteira. Pode ser consumida por equinos e ovinos. 
Por se tratar de uma forrageira os valores bromatológicos dela variam de acordo 
com as épocas do ano. 
 
TABELA 1 - Conteúdos (%) médios anual de fibra em detergente neutro 
(FDN), fibra em detergente ácido (FDA), cálcio (Ca) e fósforo (P) na matéria seca 
total da forragem da cultivares analisada. 
CULTIVAR FDN FDA Ca P 
MOMBAÇA 69,36 34,13 0,628 0,196 
 
 
TABELA 2 - Conteúdo (%) de proteína bruta(PB), de nutrientes 
digestíveis totais(NDT), matéria mineral(MM), fibra bruta(FB) e matéria seca(MS) 
na matéria seca total de cada cultivar analisada nas estações. 
 
 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
Dentre os principais fatores antinutricionais dos compostos fenólicos 
encontrase a lignina e os taninos. A lignina possui dupla função contra ações 
bióticas e abióticas, pois age quimicamente como bloqueio enzimático e 
fisicamente proporciona rigidez à parede celular (TAIZ; ZEIGER., 2004). Os taninos 
 
quando em baixas concentrações produzem efeitos benéficos ao metabolismo 
animal, como aumento na absorção de aminoácidos no intestino, redução de 
parasitóides (MIN et al., 2003), porém em altas concentrações os taninos 
prejudicam a palatabilidade do animal devido as ligações de pontes de hidrogênio 
com proteínas salivares, que resultam na adstringência diminuindo o consumo 
voluntário (BROOKER., 2000). 
 
4.3 – CAPIM ELEFANTE ROXO (Pennisetum purpureum Schumach.) 
Principal atributo desta forrageira é sua alta produção de forragem quando 
submetida a cortes frequentes, adubada e irrigada. O capim elefante exige solos de 
média e alta fertilidade, é sensível ao frio e ao fogo, nãotolera solos úmidos. 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA 
 
 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
Embora esse potencial forrageiro, possuem também fatores anti-
nutricionais com destaque para os taninos, que apresentam-se com teores 
 
variáveis nas leguminosas (LASCANO, 1994), podendo influenciar no desempenho 
dos animais, especialmente quanto ao consumo de forragem. Estudos que avaliam 
o valor nutritivo e a composição química de leguminosas forrageiras sob consórcio 
e em condições de pastejo, notadamente quanto aos níveis de taninos, são 
escassos. 
 
4.4 - CAPIM QUICUIO (Brachiaria humidicula) 
O capim quicuio é de origem africana, foi introduzido no Brasil em 1923. É 
uma gramínea perene de porte geralmente baixo (40 a 60 cm), que forma densos 
gramados de folhas estreitas e longas com colmos enraizados de mais de dois 
metros, com reprodução exclusivamente por rizomas e estolões. Descrita como 
espécie de clima subtropical úmido, próprio de altitudes superiores a 1500 metros, 
muito exigente em fertilidade e solos com altos teores de matéria orgânica, 
resistente ao pisoteio e a secas temporárias e por ser muito agressivo não serve 
para utilização em consórcio com outras espécies e é suscetível a pragas como a 
cigarrinha das pastagens. 
COMPOSIÇÃO QUÍMICA E VALOR NUTRICIONAL 
O capim quicuio destaca-se por possuir elevados níveis de FDN (66,01%) e 
PB (18,05%). O quicuio apresenta potencial de produção de leite superior às 
demais gramíneas tropicais. 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
Apresenta alto teor de oxalato, um composto capaz de quebrar os íons 
cálcio insdisponibilizando o mesmo, fazendo com que o animal mobilize suas 
reservas de cálcio dos ossos causando alterações no tamanho dos mesmos, mas 
evidenciando nos ossos da face. 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
É uma das gramíneas que compõe a base da alimentação do rebanho 
brasileiro, especialmente da espécie bovina. Não é indicado para equinos pois estes 
são muitas sensíveis a deficiência de cálcio. 
 
 
 
5. MINERAIS 
5.1 - FOSFATO BICÁLCICO 
O fosfato bicálcico é obtido através do ácido ortofosfórico, que por sua vez 
tem origem nas rochas fosfáticas. Quanto mais pura for esta rocha, maior a 
qualidade do ácido dela originado. É sabido que as rochas ígneas são mais puras 
que as metamórficas, que são mais puras que as sedimentares. 
As rochas então, através de reações, dão origem ao ácido ortofosfórico, 
conhecido vulgarmente como ácido fosfórico. O ácido fosfórico por sua vez, depois 
de desfluorizado, reage com calcário ou cal e da origem ao ortofosfato bicálcico, 
conhecido popularmente como fosfato bicálcico. 
 
COMPOSICÃO QUÍMICA E VALOR NUTRICIONAL 
É a fonte de fósforo e cálcio mais utilizada no Brasil, porém com custo 
elevado. 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
Não apresenta fatores antinutricionais. 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
Utilizado como fonte principalmente de fósforo e também de cálcio em 
misturas e concentrados para animais de produção. 
 
5.2 – SULFATO DE CÁLCIO 
Representado quimicamente pela fórmula CaSO4, o sulfato de cálcio é um 
sal inorgânico, de estrutura rômbica, encontrado normalmente sob o estado sólido, 
de cor branca, parcialmente solúvel em água. Esse sal está presente na natureza 
sob a forma de anidrita e gipsita. 
 
 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
Inexistente. um fator limitante que é sua solubilidade à água. 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
O sulfato de cálcio (CaSO4) ou gesso agrícola é utilizado na piscicultura 
para minimizar as respostas de estresse durante o transporte. Em vacas leiteiras 
uso por kg de ração => 5,0 g/kg. BENDHACK, Fabiano. 
 
6. OUTROS 
6.1 - UREIA 
A ureia, CO(NH2)2 é uma carbamida que se apresenta como cristais 
brancos, solúvel em água, álcool e benzeno. Pode ser obtida pelo aquecimento do 
cianeto de amônio ou tratando-se a cianamida cálcica com ácidos diluídos. A ureia 
é um composto sólido, nitrogenado não proteico derivado do petróleo. Ao alcançar 
o rúmen do animal, através da enzima uréase é desdobrada em amônia e CO2, daí 
os microrganismos passam a usar essa fonte de nitrogênio para síntese de nova 
proteína. Composição Química: A sua composição química é de ureia. 
 
FATORES ANTINUTRICIONAIS 
 Inexistentes. 
 
FATORES LIMITANTES 
 
A toxidez ocorre quando a ureia é fornecida de forma rápida, ou quando os 
animais estão fracos ou não adaptados à dieta com ureia, ou ainda quando não há 
fontes de carboidratos solúveis na dieta, ou quando a mistura não está bem feita. A 
intoxicação é devida ao excesso de amônia no rúmen. A melhor forma de adaptar o 
animal a dieta contendo uréia pelo aumento gradual semanalmente, até alcançar a 
ingestão da quantidade desejada. Deve-se iniciar com um quarto (25%), da 
quantidade total. 
 
RECOMENDAÇÕES DE USO 
 Utilizado na alimentação de bovinos e pequenos ruminantes (ovinos e 
caprinos). Importância: É um alimento de uso moderado, por ser toxico em alta 
concentração, sendo usado tanto para substituição parcial de proteínas tendo 
como intuito a redução de custo de produção, e quanto para fornecer quantidade 
adequada de proteína degradável no rúmen, melhorando a eficiência de digestão 
da fibra e síntese de proteína microbiana. 
Silagem: a silagem tem sido usada amplamente como veiculo para ministrar 
ureia nos animais. Trabalhos mostram que silagem sem nenhum aditivo foi incapaz 
de manter o peso vivo dos animais, e quando adicionou ureia, (0,5%) houve 
ganhos da ordem de 0,880kg por dia. 
 
Ureia com cana-de-açúcar: A mistura de ureia com cana-de-açúcar é 
relativamente simples, deve ser utilizada a 0,5% no período de adaptação e a 1% 
após a segunda semana de uso. Para uma melhor performance dos animais, a cana-
de-açúcar deve ser corrigida com minerais, proteínas e gordura. 
Ureia com restos culturais: as palhadas (arroz, cevada, feijão, bagaço de 
cana) são caracterizadas pelo alto conteúdo de parede celular e baixo teor de 
digestibilidade. A utilização da ureia nas palhadas consiste em: 
Preparar uma solução de 5% de ureia (5kg para cada 100 litros de água) 
aplicar esta solução de 0,5 litros por kg de palha, em seguida cobrir o material com 
lona plástica, vedando todos os orifícios. Após 3 semanas remover o material e 
expor ao sol para secagem. Os seguintes resultados com palha de arroz foram 
obtidos: teor de proteína passou de 3% para 7,1%. A digestibilidade da matéria 
orgânica passou de 41% para 52%. Houve aumento na ingestão de matéria seca 
em 27%. 
Ureia com concentrados: diversos trabalhos mostram que é necessário usar 
fonte de nitrogênio proteico quando se usa ureia (melaço, farelo de algodão, farelo 
de trigo e fubá de milho). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-
35982000000100010 
http://www.agronomia.com.br/conteudo/artigos/artigos_gramineas_tropicais_br
achiaria_humidicola.htm 
https://www.embrapa.br/gado-de-corte/busca-de-publicacoes/-
/publicacao/1016973/analise-fitoquimica-de-genotipos-de-panicum-maximum-
jacq 
ANDRIGUETTO, J.M; PERLY, L; MINARDI, I et. Al. As bases e os fundamentos da 
nutrição animal. V.1. São Paulo-SP,2002, p 287-335. 
BARBOSA, F.A. Alimentos na nutrição de bovinos de corte. 
ZARDO, A.O. Alimentos para suínos. Boletim técnico EMBRAPA- dezembro 1999. 
ROSTAGNO, H.S; ALBINO, L.F.T; DONZELE, J, L; et al. Tabelas brasileiras para aves e 
suínos: composição de alimentos e exigências nutricionais. 
Disponível:<http://zootecniae10.blogspot.com.br/2012/08/capim-quicuio-
pennisetum-clandestinum.html>. 
Disponível em:<http://www.okamoto.com.br/corretora/calcario-calcitico-racao-
animal->. 
BAIDOO, S.K.A. et al. 1991. Effect of kernel densityon the apparent and true 
metabolizable energy value of corn for chikens. Poultry Science, v.70, p. 2102-
2107. 
 BIAGI, J.D. et al. 1996. Importância da qualidade dos grãos na alimentação animal. 
In: Simpósio Latino-Americano de Nutrição Animal e Seminário sobre Tecnologia 
de Produção de Rações. Anais... Nov. p. 21-45. 
CARVALHO, J.L.H. A Mandioca - Raiz e parte aérea na alimentação animal. Circular 
Técnica n. 17, Brasília: Embrapa CPAC, 1983. 44p. 
http://www.agronomia.com.br/conteudo/artigos/artigos_nutricao_bovinos.htm 
Disponível:<http://biosan.ind.br/artigos/importancia-da-suplementacao-mineral-para-
bovinos/>. 
 
Disponível:<https://pt.slideshare.net/AlexandrePanerai/amendoim-forrageiro-
embrapa>. 
Disponível:<http://www.agronomia.com.br/conteudo/artigos/artigos_leguminosas_tropi
cais_arachis.htm>. 
ANDRIGUETTO, J.M; PERLY, L; MINARDI, I et. Al. As bases e os fundamentos da nutrição 
animal. V.1. São Paulo-SP,2002, p 287-335. 
BARBOSA, F.A. Alimentos na nutrição de bovinos de corte. 
ZARDO, A.O. Alimentos para suínos. Boletim técnico EMBRAPA- dezembro 1999. 
ROSTAGNO, H.S; ALBINO, L.F.T; DONZELE, J, L; et al. Tabelas brasileiras para aves e suínos: 
composição de alimentos e exigências nutricionais. 
Disponível:<http://zootecniae10.blogspot.com.br/2012/08/capim-quicuio-pennisetum-
clandestinum.html>. 
Disponível em:<http://www.okamoto.com.br/corretora/calcario-calcitico-racao-animal- 
	1.2 - LINHAÇA (Linum usitatissimum)

Mais conteúdos dessa disciplina