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Câncer de Colo Introdução Problema de Saúde Pública 3º Mundo 5-10/100.000 mulheres ano 1º Mundo 2ª neoplasia genital feminina Brasil 22-90/100.000 mulheres/ano 500.000 novos casos mundo/ano – 85% países em desenvolvimento 50% casos morrem Incidência/mortalidade 3x maior - subestimadas – subnotificação CÂNCER DO COLO DO ÚTERO – UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL Corresponde a 15% de todos os cânceres que ocorrem no sexo feminino. Pico de incidência – entre 35 e 49 anos de idade, sendo pouco frequente abaixo dos 30 anos Como surge o câncer? FATORES DE RISCO Infecção por HPV Paridade elevada Início precoce da vida sexual ativa Multiplicidade de parceiros sexuais Tabagismo Uso de contraceptivo oral Casos de imunossupressão Baixo nível socioeconômico Diagnóstico Sintomatologia pobre em fase inicial – retardo diagnóstico MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS No estágio invasor da doença os principais sintomas são: Sangramento vaginal (espontâneo, após o coito ou esforço), Leucorréia e dor pélvica, que podem estar associados com queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados. Diagnóstico Especular – áreas ocultadas espéculo Tríade Diagnóstica: Citologia + Colposcopia + Histologia CP – espátula Ayre + citobrush Colposcopia – vasos atípicos, necrose, erosão, lesão vegetante Histologia – biópsia. Exame Especular Exame dos genitais internos. Exame especular Utilizar espéculo bivalvar (Collins). Observar a vagina: coloração rósea, rugosidade, trofismo, comprimento, elasticidade, fundo de sacos, presença de secreção ou corrimento. Observar colo uterino: coloração, forma, volume e orifício externo, Junção Escamo-Colunar (JEC). Teste de Schiller (iodo). RECOMENDAÇÕES PRÉVIAS AO EXAME Não utilizar duchas ou medicamentos vaginais ou exames intravaginais 48 horas antes da coleta; Não ter relações sexuais durante 48 horas antes da coleta; Não fazer uso de anticoncepcionais locais, espermicidas, nas 48 horas anteriores ao exame; Não deve ser feito durante o período menstrual. MÉTODOS DE DETECÇÃO CLÍNICO - LABORATORIAIS Citopatológico Colposcópico Histopatológico COLPOSCOPIA 1925 - Hinselman Aumento de 6 a 40 vezes Teste de schiller: : - iodo-positivo (solução de lugol) - iodo-claro - iodo-negativo (schiller positivo) SITUAÇÕES ESPECIAIS Mulheres Grávidas Realizar o rastreamento em qualquer período da gestação, preferencialmente até o 7º mês. Utiliza-se a espátula de Ayre. Avaliar a coleta da escova endocervical. CLASSIFICAÇÃO CITOLÓGICA BETHESDA (revisão 2001) Qualidade do esfregaço: - satisfatória - insatisfatória Diagnóstico geral : - dentro dos limites da normalidade - modificações celulares benignas - células epiteliais anormais Diagnóstico descritivo: Anormalidades células epiteliais : Lesão intra-epitelial de baixo grau Lesão intra-epitelial de alto grau Carcinoma escamoso invasor Anormalidades células glandulares: Adenocarcinoma in situ-AIS Adenocarcinoma invasor Nova Classificação Bethesda System NIC I » lesão escamosa intra-epitelial de baixo grau (LSIL) NIC II, III e carcinoma in situ » lesão escamosa intra-epitelial de alto grau (HSIL) Células escamosas atípicas de significado indeterminado » ASCUS Células glandulares atípicas de significado indeterminado » AGUS CARCINOMA INVASOR DO COLO Segunda causa de morte por câncer em mulheres Epidermóide – 85% AdenoCarcinoma-15% Ca células escamosas -grau I,II e III ( moderadamente diferenciado em 60%) Adenocarcinoma pior prognóstico Fatores de risco Primário: infecção pelo HPV Secundário: alta paridade, > número de parceiros, idade primeiro coito,baixo nível sócio-cultural, tabagismo