A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
14 pág.
ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (3)

Pré-visualização | Página 3 de 6

o grau de êxito econômico da empresa. 
Alguns aspectos devem ser observados no cálculo da rentabilidade, conforme Marion (2012, 
P.131), 
Quando compararmos lucro com Ativo, ou lucro com Patrimônio Líquido, 
devemos considerar dois aspectos: 
 
 Muitos conceitos de lucro poderão Sr utilizados: Lucro Líquido, Lucro 
Operacional, Lucro Bruto etc. é imprescindível que o numerador seja coerente 
com o denominador. Se utilizarmos o Lucro Líquido no numerador, utilizaremos 
o Ativo Total no denominador. Utilizando o Lucro Operacional no numerador, 
utilizaremos Ativo Operacional no denominador, e assim sucessivamente. 
 Tanto o Ativo como o Patrimônio líquido, utilizados no denominador 
para cálculo da Taxa de Retorno, poderiam ser o médio: 
 
Ativo Médio ( (Ativo Inicial + Ativo final)/2) e PLM ((PL Inicial + PL final)/2). 
A razão é que no Ativo Final nem o Ativo Inicial geraram o resultado, mas a 
média do ativo Utilizado no ano. Idem para o Patrimônio Líquido. 
Todavia para fins de Análise Horizontal, o cálculo com o Ativo ou Patrimônio 
Líquido final é válido. 
 
 
 
2.3.1.1 Análise da Alavancagem Financeira 
 
De acordo com Matarazzo (2003, P.25), 
 
Por comparar o custo do capital das diferentes alternativas de capital de 
terceiros com o custo do capital próprio, a análise da “alavancagem financeira” 
é imprescindível para as decisões de subscrição de ações e muito 
recomendável nas decisões de financiamento de longo prazo. 
 
Marion (2012, P.135) explica que, 
A ideia de alavanca é obter-se um bom resultado com pouco esforço. E ainda 
explica: Os proprietários estão interessados em melhorar o retorno de 
investimento, seus dividendos, com dinheiro e financiamento de terceiros, que 
aumentam o Ativo (Investimento) da empresa, a Receita (as Vendas) e, 
consequentemente, o Lucro Líquido. 
 
Contudo, Marion (2012, p.135) alerta que, o aumento desmedido do endividamento e 
consequente aumento da Taxa de Retorno do Patrimônio Líquido poderão enfraquecer o tripé da 
empresa, propiciando enriquecimento dos proprietários e empobrecimento da empresa. 
 
2.4 PROCESSO DE TOMADA DE DECISÃO 
 
É sem dúvida primordial, que as informações constantes nos demonstrativos contábeis devam ser 
bem selecionadas, ou seja, devem estar revestidas de qualidade, por isso, não basta que se tenha uma 
grande quantidade de informações para serem úteis à tomada de decisão. 
Refletir a realidade da empresa é fator essencial para informação contábil, pois de acordo com 
Matarazzo (2003, p.17), o grau de excelência da Análise de Balanços é dado exatamente pela qualidade e 
extensão das informações que conseguir gerar. 
É primordial que o processo decisório das organizações tenha o amparo das informações 
contábeis, que são encontradas nos relatórios gerados pela contabilidade e traduzida pela análise dos 
mesmos. 
Conforme Matarazzo (2003, P27), o diagnóstico de uma empresa quase sempre começa com uma 
rigorosa Análise de Balanços, cuja finalidade é determinar quais os pontos críticos e permitir, de imediato, 
apresentar um esboço das prioridades para a solução de seus problemas. 
A Análise de Balanços permite uma visão da estratégia e dos planos da empresa analisada; 
permite estimar o seu futuro, suas limitações e suas potencialidades, Matarazzo ( 2003, P.28). 
Matarazzo (2003, P.35) ainda explica a respeito do uso da análise de balanços por gestores: 
 
A Análise de Balanços, para os administradores da empresa, é instrumento 
complementar para a tomada de decisões. Ela será utilizada como auxiliar na 
formulação de estratégia da empresa, e tanto pode fornecer subsídios úteis 
como informações fundamentais sobre a rentabilidade e a liquidez da empresa 
hoje em comparação com os dados dos balanços orçados. Qual será a liquidez 
da empresa, no próximo ano, obtida através do balanço orçado? Essa liquidez 
permitirá folga suficiente? Dará flexibilidade aos administradores financeiros? 
Qual será o índice de rotação de estoques que a empresa deverá ter nos 
próximos exercícios, comparando com o índice de rotação que tem hoje?(...) 
 
Ainda segundo Matarazzo (2003, P.17), 
 
Ao contrário das demonstrações financeiras, os relatórios de análise devem ser 
elaborados como se fossem dirigidos a leigos, ainda que não sejam, isto é, sua 
linguagem deve ser inteligível por qualquer mediano dirigente de empresa, 
gerente de banco ou gerente de crédito. 
 
 
 
 
 
3. METODOLOGIA 
 
Para a realização dessa pesquisa foi feita uma abordagem empírico analítica, onde buscou unir referencial 
teórico a uma pesquisa de campo com aplicação de questionários, para atingir os objetivos propostos 
para este estudo. 
Os questionários disponíveis nos apêndices A e B deste texto, foram aplicados no mês de abril de 
2013 na cidade de Maceió-AL, a quatro contadores, são eles: Valdo Nascimento, empresa Valdo 
Contabilidade; Symony Cavalcante, empresa UNIMED Maceió; Rosiete Venâncio, empresa Venâncio 
Contabilidade e Tarcísio José Freire Dumont da empresa Vitória Forte, que responderam o questionário 
do Apêndice B, e além destes, foram respondidos também por três gestores de empresas o questionário 
do Apêndice A; os gestores foram: Angela Omena, Diretora Financeira da UNIMED Maceió; Antônio 
Marcos Marroquin, Empresário da Marroquin Engenharia e Antônio Muritiba, Empresário da Caracol 
Construções. 
 
A análise destes questionários foram feitos no sentido de identificar a utilização e compreensão 
dos demonstrativos contábeis para decisões estratégicas dos gestores, bem como as técnicas utilizadas 
pelos contadores durante a análise e seu auxilio nas decisões das empresas, utilizando-se de comparações 
feitas a partir das normas e da doutrina contábil, entendida como a conjunção das recomendações dos 
autores pesquisados. 
No que diz respeito à Doutrina foram consideradas as proposições de Matarazzo (2003), 
Adriano (2012) e Marion (2012), além das normas do CFC, Resolução nº 1.282/10, e nº 750/93 e as Leis nº 
6.404/76 e 11.638/07. 
 
 
4- APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS 
 
Neste capitulo estão apresentados os resultados obtidos a partir da aplicação do questionário, 
bem como a análise desses resultados. A figura 01 apresenta o quantitativo de questionários aplicados. 
 
GESTORES 3 
 
CONTADORES 4 
 
Figura 01: Amostra da pesquisa 
Fonte: Elaboração própria (2013) 
 
4.1 VISÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS NO PROCESSO DECISÓRIO POR PARTE DO GESTOR 
 
Iniciando a apresentação e análise dos dados, a figura 02 ilustra a opinião dos gestores sobre 
quais demonstrativos contábeis são utilizados para análise da situação da empresa. 
 
Demonstração Contábil Quantidade 
Balanço Patrimonial 3 
Demonstração de resultado de Exercício 2 
Demonstração de fluxo de caixa 2 
Demonstração das mutações do Patrimônio Líquido 1 
Outra - 
Não conheço os demonstrativos descritos nas alternativas acima. 
 
Figura 02: Demonstrações contábeis utilizadas na tomada de decisões, conforme opinião dos gestores. 
Fonte: Elaboração própria (2013) 
 
 
De acordo com a figura 02, observa-se que a maioria dos gestores utiliza-se mais do Balanço 
Patrimonial tendo este adesão de 100%, Demonstração de Resultado de Exercício e Fluxo de Caixa 
utilizados para análise por 67% dos gestores e a Demonstração das Mutações de Patrimônio Líquido 
apenas 33% fazem uso da mesma, não sendo mencionadas pelos gestores a utilização de qualquer outro 
demonstrativo contábil. Para análise da situação da empresa, conforme o referencial teórico, estes 
relatórios são os mais utilizados para o cálculo dos índices aqui apresentados, porém outras 
demonstrações podem ser utilizadas, como a Demonstração de Origem e Aplicação de Recursos. Ficando 
o gráfico de utilização conforme abaixo: 
0%
20%
40%
60%

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.