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Osteopatia Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Osteopatia, do grego osteon (ὀστέον), "osso" e pathos (-πάθὀσ), "doença",[1] é uma prática de medicina alternativa,[2] que consiste na utilização de técnicas de mobilização e manipulação articular, bem como de tecidos moles.[3] Os osteopatas creem que esses procedimentos ajudam o corpo a se curar sozinho.[3] A Osteopatia foi criada em 1874 pelo médico estadunidense Andrew Taylor Still.[4] Há muito pouca evidência de que a osteopatia seja de alguma ajuda no tratamento de qualquer condição médica, já que não há estudos que comprovem a eficácia desse tipo de tratamento.[4] Seus praticantes são considerados osteopatas. Em sentido literal, osteopatia significa doença dos ossos. Assim, esta prática deveria chamar-se osteoterapia e os seus praticantes de osteoterapeutas. A prática osteopática se baseia na crença de que todos os sistemas do corpo estão relacionados. Assim, qualquer disfunção em um sistema afeta todos os outros. Além disso, crê que o corpo tem total capacidade de se curar sozinho, desde que todas as suas estruturas estejam equilibradas.[5] Índice 1 Princípios 2 Regulamentação 3 Formação 4 Referências Princípios Em seu livro Filosofia da Osteopatia, Still anuncia os quatro grandes princípios sobre os quais repousa a filosofia osteopática[6]: 1. A estrutura determina a função O Ser Humano é um todo indivisível. Suas estruturas são as diferentes partes de seu corpo (ossos, músculos, pele, glândulas etc.) e a função é a atividade de cada uma das partes (respiratória, cardíaca, digestiva etc.). Todas as partes do corpo tem uma relação entre estrutura e função. Para Still, se a estrutura está em harmonia, não pode haver doença. Toda doença se origina de um distúrbio na harmonia da estrutura. 2. A unidade do corpo O corpo humano tem a capacidade de se autorregular, reencontrando a harmonia e o equilíbrio em suas estruturas. Para se referir a essa capacidade, Still usa o termo homeostasia, situando-a no que ele chama de sistema miofascioesquelético. Tal sistema teria a capacidade de guardar "na memória" qualquer trauma físico sofrido. 3. A Autocura Still afirma que o corpo tem em si mesmo tudo o que é necessário para curar e evitar as doenças, porém é necessário que não haja obstruções nos canais nervosos, linfáticos, vasculares, além da nutrição celular e eliminação de dejetos. 4. A regra da artéria é absoluta. Segundo Still, sendo o mecanismo de envio de nutrientes para as células, a função arterial é primordial. Se as artérias não funcionarem corretamente, o sistema venoso será mais lento, o que acumulará toxinas, gerando doenças. Regulamentação No Brasil, o profissional osteopata foi classificado na CBO - Classificação Brasileira de Ocupações sob o número 2261-10. A CBO identifica as ocupações no mercado de trabalho e inventaria as atividades, os requisitos de formação, a experiência profissional e as condições de trabalho. Essa classificação representou um grande passo para a regulamentação da profissão em nosso país. Os profissionais Osteopatas são registrados no Registro Brasileiro dos Osteopatas. O relatório tabela de atividades do osteopata pode ser extraído isoladamente do site do Ministério do trabalho http://www.mtecbo.gov.br/ cbosite/pages/home.jsf Busca código 2261-10 – relatório tabela de atividades – osteopata Formação e Experiências – Para o exercício da ocupação Osteopata, é exigida formação osteopática segundo modelos de formação sistematizados pelo OMS para profissionais com diploma de graduação previa em medicina e fisioterapia ou graduação especifica em osteopatia. Em 2001, através da RESOLUÇÃO No. 220 o Conselho Federal de Fisioterapia reconhece a Quiropraxia e a Osteopatia como especialidades do profissional Fisioterapeuta. Fisioterapeutas capacitados recebem o titulo de especialistas em osteopatia e são classificados na CBO com codigo 2236-40 como Fisioterapeuta osteopata. http://www.mtecbo.gov.br/ cbosite/pages/pesquisas/ BuscaPorTitulo.jsf Os profissionais Fisioterapeutas Osteopatas são registrados nos Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Em Portugal, a prática da Osteopatia é uma profissão de saúde, autónoma (em diagnóstico e terapêutica), e é classificada no âmbito das terapêuticas não convencionais (acupuntura, fitoterapia, homeopatia, medicina tradicional chinesa, naturopatia, osteopatia, e quiropraxia e regulamentada como tal pelas Leis: 45/2003, de 22 de outubro, e 71/2013 de 02 setembro,[7] sendo o título de osteopata protegido por Lei. Atualmente, em Portugal, existem cinco faculdades que ensinam o curso de quatro anos com atribuição do grau de licenciado em osteopatia. As consultas e tratamentos de osteopatia, tal como as restantes terapêuticas não convencionais já mencionadas, passaram a estar isentas do imposto de valor acrescentado (IVA), desde janeiro de 2017 pela Lei 1/2007 de 16 de janeiro, à imagem dos restantes profissionais paramédicos[8][9][10][11][12] Formação Os praticantes da Osteopatia são formados em cursos livres ou especialização lato sensu.[13] Referências «osteopathy» (em inglês). Online Etymology Dictionary. Consultado em 26 de novembro de 2014. «O que é Osteopatia?». Instituto Docusse de Osteopatia e Terapia Manual. Consultado em 26 de novembro de 2014. «Osteopathy - Introduction» (em inglês). NHS Choices. Consultado em 26 de novembro de 2014. «Osteopathic Manipulative Treatment» (em inglês). NYU Langone Medical Center. Consultado em 26 de novembro de 2014. «¿Qué es y para qué sirve la Osteopatía?» (em espanhol). Innatia. Consultado em 26 de novembro de 2014. «Princípios da Osteopatia». FisioWeb. Consultado em 26 de novembro de 2014. «Lei n.º 71/2013» (PDF). Diário da República, 1.ª série — N.º 168. 2 de setembro de 2013. Consultado em 26 de novembro de 2014. https://dre.pt/home/-/dre/105762362/details/maximized https://www.ipp.pt/noticias/nova-licenciatura-em-osteopatia https://www.ipiaget.org/osteopatia/ www.esscvp.eu/ https://www.cespu.pt/.../licenciatura-em-osteopatia-novo-curso-para-a-escola-superior... «Cursos de osteopatia». Osteopatia em Portugal. Consultado em 26 de novembro de 2014. O Que é a Osteopatia? Trata-se de uma área terapêutica baseada num conjunto de conhecimentos de anatomia e fisiologia do corpo humano. Estes conhecimentos são fundamentais na construção de um raciocínio clinico, de forma a selecionar as melhores técnicas de intervenção. As técnicas de Osteopatia têm sido desenvolvidas ao longo de mais de um século (a primeira Escola de Osteopatia data de 1892 nos Estados Unidos) quer em escolas de Osteopatia quer em escolas de Medicina Osteopática. Embora a Osteopatia se relacione, fundamentalmente, com problemas que afetam o aparelho locomotor, trata o ser humano de forma global, como um todo, restabelecendo um equilíbrio perturbado, mediante técnicas manuais, dirigidas a quaisquer tecidos afetados, sejam eles do sistema musculo-esquelético, visceral, nervoso, etc. Trata-se de um tratamento manual que ajuda a aliviar, corrigir e recuperar lesões musculo-esqueléticas e patologias orgânicas. A intervenção osteopática realiza um diagnóstico funcional a partir da qual utiliza um conjunto de técnicas e métodos com a finalidade terapêutica e/ou preventiva, que aplicados manualmente sobre os tecidos musculares, articulares, conjuntivos, nervosos, etc, obtém uma reação direta ou reflete-se em reações fisiológicas que equilibram e normalizam as diferentes alterações musculares, osteoarticulares, orgânicas e funcionais, melhorando ou resolvendo o quadro clínico e incidindo, principalmente em manifestações dolorosas. Os mecanismos de autorregulação no organismo estão assegurados pelo sistema nervoso, circulatório e linfático. A perda ou diminuição destes mecanismos intrínsecos, pode levar a estados patológicos. A intervenção osteopática pode incidir sobretudo em estados pre-patologicos, isto é, em fases de perturbação funcionalou em manifestações sintomáticas iniciais. Quer por falta de informação ou de cultura a nível da saúde, recorre-se na maioria das vezes ao tratamento osteopático em alterações na saúde já avançadas. Assim, a Osteopatia funciona, respeitando e facilitando a auto-regulação do organismo em qualquer patologia e sem depender de soluções puramente externas ou passivas, como é utilizado, às vezes de forma excessiva, com os medicamentos. A osteopatia, numa abordagem holística, e através de modelos globais bio-medico-psico-sociais, promove ou recupera a homeostasia mecânica do conjunto dos tecidos corporais musculo-esqueléticos, nervosos, viscerais, circulatórios, etc. Tudo isto é conseguido através da aplicação de técnicas manuais concebidas para os tecidos identificados como patológicos no diagnóstico osteopático funcional. O desenvolvimento tecnológico manual da Osteopatia, ao incidir sobre o conjunto de tecidos mencionados anteriormente, propicia a classificação das técnicas em diversos grandes grupos, consoante o tecido em que atua: OSTEOPATÍA ESTRUCTURAL dirigida ao sistema musculo-esquelético, onde se aplica diversas técnicas adaptadas a cada disfunção, a cada tecido, a cada paciente, dando, durante a sessão de tratamento, uma continua análise e decisão ao Osteopata sobre a técnica a aplicar. OSTEOPATÍA VISCERAL atua sobre os tecidos que participam nas funções das vísceras, membranas fibrosas, músculos, nos diferentes planos de deslizamento entre órgãos, nos vasos sanguíneos e nos nervos. Todos os tecidos que asseguram o funcionamento orgânico, devem estar livres no seu espaço anatómico, o que nem sempre acontece podendo dever-se a aderências, trações miofasciais, que dificultam o normal movimento das vísceras. Osteopatia Craniana e Terapia Craneosagrada atuam também mediante técnicas manuais, libertando e facilitando a micromobilidade do cranio em conjunto com a relação craneosagrada, através das membranas meníngeas e do liquido cefalorraquideano. Durante o exame fisio-osteopatico do paciente, o osteopata avalia o estado anatomo-funcional à procura de disfunções em diferentes tecidos, em diferentes sistemas, relacionados com a sintomatología, estabelecendo e correlacionando possíveis reflexos psico-somáticos, somato-psiquicos, viscerosomáticos, etc. Um aspeto importante na competência do osteopata, é o mesmo ser capaz de estabelecer o diagnóstico, acompanhando a evolução das disfunções.