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Prof. Dr. José Roberto Arêas de Azevedo
F.O.C-UNIFLU
PROTEÇÃO DO COMPLEXO DENTINAPOLPA
Proteção do Complexo 
Dentinopulpar
CÁRIE DENTÁRIA
>Todas as faces do dente são susceptíveis à lesão cariogênica
>Controle – Dieta – Hábitos de Higiene Oral
Teoria da conservação das estruturas dentárias:
Dentina
• 65% em peso de matéria 
inorgânica 
• 20% de colágeno
• 2% de proteoglicanas, 
glicosaminoglicanas, 
glicoproteínas e lipídios
• 13% de água
MJÖR, 1983
Densidade Tubular x ProfundidadeDensidade Tubular x Profundidade
A- LIMITE AMELODENTINÁRIO 
10.000/mm2
B- REGIÃO MÉDIA 
20.000/mm2 a 30.000/mm2
C- PRÓXIMO à POLPA 
50.000/mm2 
Profundidade Cavitária
GARBEROGLIO; BRÄNNSTRÖM, 1962
O Complexo Dentinopulpar
Os principais componentes do complexo 
dentinopulpar são a dentina, formada pela dentina 
tubular e pré-dentina, e a polpa, dividida em 
camada odontoblástica, zona acelular de Weil, zona 
rica em células e corpo pulpar 
MJÖR, 2002 
D=Dentina 
PD=Pré-Dentina 
CO=Camada Odontoblás-
tica 
ZA=Zona Acelular
ZC=Zona rica em células
CP=Corpo Pulpar
Importância da Manutenção da 
Vitalidade Pulpar
POLPA: mecanismos inerentes para limitar 
os danos causados por agentes agressores
Proteção do complexo Dentinapolpa
SMITH, et al. 1995, TZIAFAS, 2004 
Idade 
Volume pulpar
Permeabilidade dentinária
Qualidade- maturação
Quantidade – profundidade
Fatores condicionantes
Paciente Jovem
Paciente Idoso
Proteção do complexo Dentinapolpa
Idade 
Volume pulpar
Fatores condicionantes
Paciente IdosoPaciente jovem
Principais Causas de Injúrias 
Pulpares
• Lesões Cariosas
•Preparo Cavitário
•Trauma Oclusal
•Procedimento Restaurador
Atividades Formadora e Protetora da Polpa 
Características da lesão
■ Cárie Aguda
■ Cárie Crônica
Dentina esclerosada substrato menos permeável, com 
túbulos dentinários parcialmente ou totalmente obliterados
Qualidade e Tipo de Dentina 
Remanescente
Lesões Cariosas
MONDELLI, 1998
A lesão de cárie ativa é um processo dinâmico, com zonas 
distintas
Rasa
Bastante profunda
Profunda
Bastante profunda 
com exposição pulpar
Profundidade Cavitária
1 – superficial – aquém, ao nível ou ultrapassando ligeira/ a junção AD
2 – rasa – 0,5 a 1,0mm além da junção AD
3 – média – metade da dentina remanescente
4 – profunda – Além da metade da espessura da dentina, aquém de 0,5mm da polpa
5 – bastante profunda – assoalho dentinário a 0,5mm ou menos da polpa
Diagnóstico da Condição Pulpar
I. Anamnese
II. Exame Clínico
III. Testes Objetivos de Diagnóstico (Térmico e elétrico)
IV. Exame Radiográfico
Localização
Freqüência
Intensidade
Duração
Dor
POLPA POTENCIALMENTE REVERSÍVEL POLPA PROVAVELMENTE IRREVERSÍVEL
Dor Dor
Provocada
Necessita de estímulo externo
(frio, calor, doce, sondagem, etc).
Espontânea
Não necessita de estímulo externo primário, 
sugerindo tecido pulpar injuriado ou necrosado.
Momentânea
Desaparece rapidamente com a remoção do 
estímulo.
Contínua
Persiste por minutos, horas depois que o 
estímulo é removido.
Intermitente
Dor espontânea de curta duração.
Pulsátil
Pode refletir a pulsação arterial devido a áreas 
de pressão intrapulpar aumentada.
Reflexa
Evento comum.
Em decúbito
Comum, pois o aumento de pressão sangüínea 
cefálica causa também aumento da pressão 
intrapulpar.
PEREIRA; SEGALA, 2002
Limpeza Cavitária
Visa a eliminar resíduos que possam 
interferir com a interação entre os 
materiais restauradores e os substratos 
dentários
MONDELLI, 1998
Agentes de Limpeza
• Não desmineralizantes:
– Substâncias germicidas
– Soluções fluoretadas
– Substâncias detersivas
 Substâncias alcalinizantes
• Desmineralizantes:
 Soluções ácidas – ác. fracos e ác. fortes
MONDELLI, 1998
Proteção do Complexo 
Dentinopulpar
MATERIAL PROTETOR:
> Biocompatibilidade 
> Propriedades Terapêuticas
> Propriedade Anti-bacteriana
> Resistência à Desintegração
> Resistência à Fratura 
> Adesividade
 Profundidade cavitária
 Qualidade e tipo de 
dentina remanescente 
 Idade do paciente
 Material restaurador
Fatores que Orientam as Estratégias de 
Proteção do Complexo Dentinopulpar
PHILLIPS; SWARTZ, NORMAN (1969)
STANLEY; BOWEN; FOLIO (1979)
Potencial agressor dos materiais 
restauradores
Material Restaurador
Cimentos de Ionômero de Vidro 
Menor Toxicidade
DAVIDSON; MJÖR, 1999
Material RestauradorMaterial Restaurador
Diferentes Categorias de 
Materiais de Proteção Pulpar
• Verniz Cavitário
• Cimentos de Hidróxido de Cálcio 
• Sistema Adesivo
• Cimentos de Ionômero de Vidro
Composição:
 Resina natural (copal) 
ou sintética
 Solventes 
- acetona 
- clorofórmio
- éter
Verniz Cavitário
Formas de apresentação:
 Pó (hidróxido de cálcio P.A.)
 Pasta (pó de Ca(OH)2 + água destilada)
 Cimento
Hidróxido de Cálcio
Propriedades:
- Estimula a formação de dentina esclerosada, 
reparadora 
- Possui pH alcalino
- Protege a polpa contra estímulos térmicos e 
elétricos
- Apresenta ação antimicrobiana
Hidróxido de Cálcio
Composição:
 Monômeros resinosos de diferentes pesos e 
viscosidades
 Diluentes resinosos, solventes orgânicos (acetona, 
etanol), além da água, presente em várias formulações.
CARVALHO et al., 2004
Sistema Adesivo
Os sistemas adesivos são amplamente utilizados nos dias atuais com
as resinas compostas como materiais restauradores.
São eles que permitirão a adesão deste material restaurador à estrutura
dentária.
Condicionamento Ácido
• Tempo: 15” em esmalte + 15” 
em dentina e esmalte
• Irrigar abundantemente
• Manter a umidade adequada 
para o sistema adesivo
• Evitar a desidratação 
excessiva da dentina
• Alternativa: utilizar sistemas 
autocondicionantes
Como otimizar o condicionamento ácido:
BRESCHI et al., 2001
PASHLEY, 1992
Hibridização
“A consideração da camada híbrida como barreira 
permanente ao ingresso de irritantes e como procedimento 
inócuo à polpa tem criado julgamento equivocado das suas 
potenciais conseqüências”
PEREIRA; SEGALA, 2002
• Falha na adesão pode causar irritação pulpar
Gap externo:
microinfiltração
Penetração de MO na polpaCamada Híbrida idealMEV – 6600 aumentos
PASHLEY; 
NAKABAYASHI, 1998
Composição:
Pó: sílica, alumina e fluoreto de cálcio
Líquido: solução aquosa de ácidos policalcenóicos, com a 
inclusão de aceleradores de presa (ácido tartárico)
NAVARRO, 1998
Cimento de Ionômero de Vidro
Menor toxicidade Coeficiente de expansão
térmica semelhante à 
Estrutura dentalLiberação de flúor
NAVARRO, 1998
Cimento de Ionômero de Vidro
Proteção do Complexo Dentinopulpar
Proteção Indireta
Fatores a serem observados:
 Grau de comprometimento pulpar
 Profundidade da lesão
 Idade do paciente
Proteção Direta
Proteção Pulpar Indireta
Proteção Pulpar Indireta
Tratamento Expectante
Tratamento Expectante
1ª Sessão
Tratamento Expectante
2ª Sessão
Tratamento Expectante
1ª Sessão
Tratamento Expectante
1ª Sessão
Tratamento Expectante
2ª Sessão
Tratamento Expectante
2ª Sessão
Tratamento Expectante
2ª Sessão
Tratamento Expectante
2ª Sessão
Proteção Pulpar Direta
 Capeamento pulpar
 Curetagem
Fatores a serem observados:
 Grau de comprometimento pulpar
 Extensão da lesão
 Tempo de exposição
Visa ao restabelecimento pulpar 
Promove a formação de uma barreira 
mineralizada
Objetivos:
Proteção Pulpar Direta
Proteção Pulpar Direta
Proteção do Complexo Dentina 
Polpa
Literatura a ser pesquisada:• MONDELLI, J. et al - Dentística – Proteção do Complexo
Dentino-Pulpar – Artes Médicas: EAP-PCD, 
São Paulo S.P.1998. *
4- CONSOLARO, A. - Cárie Dentária – Consolaro Editora, 
Bauru, S.P. 1996.
5- GALAN JR, J.. Materiais Dentários - O essencial para o
estudante e o clinico geral. São Paulo, Ed. Santos p. 75-90. 
1999.
Obrigado pela atenção

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