Prévia do material em texto
SARA BORGES OLIVEIRA – P7 QUIMIORRECEPÇÃO ANATOMIA PATOLOGICA Quimiorreceptores o Transformam estímulo químico em estímulo nervoso; Gustação Principal órgão LÍNGUA o Nela terão estruturas que captam estimulo químico e transformá-lo em estímulo nervoso; Dependendo da região, podemos sentir melhor um tipo de sabor Botão gustativo/papilas gustativas; LINGUA É um órgão sensorial e muscular; Doce o Sente melhor pelos botões gustativos na ponta da língua; Azedo o Melhor nas regiões laterais; Salgado o Melhor na ponta; Amargo o Melhor no fundo da língua; Umami o Quase toda língua; o Glutamato de sódio o São alimentos que vão bem em tudo, como alho e tomate o Sabor bom aos alimentos Ardor o Por terminações nervosas de dor Isso acontece pois temos papilas de formas diferentes; Botão gustativo o Céls sensoriais gustativas que o Sente os sabores o Um poro na papila com 2 tipos de células Céls de suporte Céls degustativas Entram em contato com terminações nervosas; Estimulo químico convertivo em sentido sensorial QUIMIORRECEPÇÃO Página 1 Língua converte estimulo químico em estimulo nervoso > conduzido ao nervo glossofaríngeo > SNC > córtex degustativo (opérculo insular frontal anterior) LESÕES INFLAMÁTORIAS/ REATIVAS Úlceras aftosas (aftas) Ulceração rasa, única ou múltipla, recorrente, que afeta principalmente lábios, língua, bochechas, assoalho da boca e palato mole; Ulcerações são rasas, recobertas por exsudato amarelo e circundadas por halo eritematoso; Microscopia: o Infiltrado inflamatório em torno da ulcera (principalmente MONONUCLEARES); mas pode ter infecção bacteriana secundaria e aí apresentar neutrófilos; Dolorosa e geralmente resolve em 1 semana. LESÕES FIBROSAS PROLIFERATIVAS Fibroma de irritação Massa nodular de tecido fibroso, com poucas células inflamatórias, cobertas por mucosa escamosa. O tratamento é a excisão cirúrgica completa. Granuloma piogênico: Lesão pedunculada ALTAMENTE vascular, geralmente ocorre na gengiva de crianças, jovens adultos e gravidas (tumor da gravidez); Superfície da lesão é tipicamente ulcerada e cor de vermelha a roxa; Microscopia o Lesões com proliferação altamente vascular que é similar a tecido de granulação; Tratamento por excisão cirúrgica completa. QUIMIORRECEPÇÃO Página 2 Fibroma ossificante periférico: Lesão de crescimento da gengiva, considerado de natureza reativa; Alguns podem surgir como resultado de um amadurencimento de um granuloma piogênico de longa data; Lesões vermelhas, ulcerada e nodulares da gengiva; Excisão cirúrgica até o periósteo; Nele começa a parecer ÁREAS DE OSSIFICAÇÃO! Ossificação Granuloma de células gigantes periféricas Geralmente coberto por mucosa gengival intacta, mas tbm pode ficar ulcerada; Agregação impressionante de céls gigantes multinucleadas de corpo estranho, separadas por um estroma fibroangiomatoso; Bem delimitadas e facilmente retiráveis; Diagnóstico diferencial: o Granuloma de celular centrais encontrados dentro da maxila ou da mandíbula o Tumor marrom do hiperparatireoidismo. QUIMIORRECEPÇÃO Página 3 INFECÇÃO PELO VÍRUS HERPES SIMPLES Estomatite herpética Infecção extremamente comum causada pelo vírus do herpes simple (HSV) tipo 1. Aparecem vesículas solitárias ou múltiplas pequenas (<5 mm de diâmetro) contendo fluido transparente se rompem, deixando úlceras superficiais e dolorosas que se curam dentro de algumas semanas, mas as recorrências são comuns. As vesículas começam como foco intra- epitelialde edema intercelular e intracelular. As células infectadas tornam-se inchadas e desenvolvem inclusões vírais acidófilas intranucleares. Às vezes, células adjacentes se fundem para formar células gigantes conhecidas como policariontes multinucleados. A necrose das células infectadas e as coleções focais do líquido edema são responsáveis pelas vesículas intraepiteliais detectadas clinicamente. A: vesícula, c/ edema e necrose B: céls vão ficando com inclusões > núcleo vai ficando bem rosa (em vidro fosco); INFECÇÃO PELO FUNGO CANDIDA Candidíase oral (sapinho) A candidíase pseudomembranosa (tordo, monilíase) é a infecção fúngica mais comum da cavidade oral o Diabetes mellitus, anemia, antibiótico ou terapia com glicocorticóides, imunodeficiência ou doenças debilitantes, como o câncer disseminado. Morfologia o Normalmente, a candidíase oral assume a forma de uma placa aderente branca, curda e circunscrita em qualquer lugar dentro da cavidade oral o Histologicamente, a pseudomembrana é composta por uma miríade de organismos fúngicos superficialmente ligados à mucosa subjacente QUIMIORRECEPÇÃO Página 4 Hifa fungica MANIFESTAÇÕES ORAIS DE DOENÇAS SISTÉMICAS Leucoplasia pilosa Doença epitelial benigna associada ao vírus Epstein-Barr (EBV) e quase sempre identificada em pacientes infectados pelo HIV e / ou imunocomprometidos. O LH geralmente se apresenta na borda lateral da língua como uma placa branca, ou estrias verticais, ou com uma superfície enrugada. A lesão é assintomática e não pode ser removida por fricção. O LH é caracterizada por acentuada acantose epitelial com alongamento das cristas e hiperqueratose proeminente. Na camada espinhosa superficial, estão presentes “células-balão”, caracterizadas por degeneração intracelular em balão, clareamento nuclear e marginação da cromatina indicativa de um efeito citopáticoviral, Acantose epitelial: aumento da camada espinhosa com alongamento das cristas; LESÕES PRÉ CANCEROSAS E CANCEROSAS Placa mucosa parda e bem definida, causada por espessamento epidérmico ou hiperqueratose. Leucoplasia Placa ou área esbranquiçada que não pode ser raspada e não pode ser caracterizada como qualquer outra doença. Aparecem como áreas localizadas, às vezes multifocais ou mesmo difusas, suaves ou rugosas, coriáceas, brancas e discretas de espessamento da mucosa. Microscópica o Variam de hiperqueratose banal sem displasia epitelial subjacente a displasia leve a grave que faz fronteira com carcinoma in situ. As lesões são de causa desconhecida, exceto que existe uma forte associação com o uso de tabaco. Achado importante porque 3% a 25% (dependendo um pouco da localização) passam por transformação para carcinoma de células escamosas QUIMIORRECEPÇÃO Página 5 Eritroplastia: o Menos comum e mais ameaçadora/ área avermelhada aveludada e possivelmente erodida. Carcinomas de células esponjosas Final da vida e raramente antes dos 40 anos de idade Leucoplasia e eritroplastia o Risco de transformação na leucoplasia 3% a 25%/ o Mais de 50% de risco em eritroplastia Uso do tabaco o Influência melhor estabelecida, particularmente tabagismo e tabaco sem fumaça Papilomavírushumano tipos 16 e 18 o Identificados por sondas moleculares em 30% a 50% dos casos; provavelmente tem um papel em um subconjunto de casos Abuso de álcool o Influência mais fraca do que o uso do tabaco, mas os dois hábitos interagem para aumentar significativamente o risco Manifestações: o Dor local ou dificuldade em mastigar, mas muitas são relativamente assintomáticas e, portanto, a lesão (muito familiar para a língua exploradora) é ignorada 1ª Normal 2ª Hiperplasia o Hiperqueratose e acantose o Início da leucoplasia (placabranca) 3ª Displasia moderada 4ª Displasia severa o Desorganização 5ª Câncer QUIMIORRECEPÇÃO Página 6 Carcinoma em células escamosas As lesões iniciais aparecem como brancas peroladas a cinzas, espessamentos circunscritos da mucosa que se assemelham a manchas leucoplasicas. Normalmente tumores queratinizantes moderadamente diferenciados. Antes de as lesões se tornarem avançadas, pode ser possível identificar as aberturas epiteliais, a displasia ou o carcinoma in situ nas margens, sugerindo a origem da leucoplasiaou da eritroplastia A propagação para linfonodos regionais está presente no momento do diagnóstico inicial, raramente com câncer de lábios, em cerca de 50% dos casos de câncer de língua e em mais de 60% das pessoas com câncer no chão da boca. A disseminação mais remota para os tecidos ou órgãos no tórax ou no abdômen é menos comum que a extensa disseminação regional. GLÂNDULAS SALIVARES Glândulas salivares maiores o Parótida o Submandibular o Sublingual Glândulas salivares menores Doenças inflamatórias ou neoplásicas podem se desenvolver em qualquer uma delas. DOENÇAS NÃO NEOPLÁSICAS Xerostomia Boca seca o Diminuição na produção de saliva. 20% dos indivíduos com mais de 70 anos. Pode ocorrer na inflamação autoimune e fibrose ou pode ser uma complicação da radioterapia ou de uma ampla variedade de agentes farmacológicos. As apresentações variam desde secura oral até́ fissura lingual e ulceração com atrofia papilar As complicações incluem aumento da cárie, candidíase e dificuldade para engolir e falar. A síndromede Sjögren é doença autoimune que se caracteriza por secura na boca (xerostomia) e nos olhos (ceratoconjuntivite seca), devido a proliferação linfoide progressiva e destruição acinardas glândulas salivares e lacrimais. Macroscopicamente o A glândula salivar apresenta-se aumentada de tamanho difusamente ou contém nódulos esbranquiçados. Microscopicamente o Sialadenite linfoepitelial caracteriza-se por infiltrado linfoide circundando e infiltrando-se nos ductos salivares, que apresentam proliferação e desorganização das células epitelial Inflamação Sialodenite Trauma, infecção viral ou bacteriana ou doença autoimune; As mucoce lessão o tipo mais comum de lesão inflamatória da glândula salivar; A forma mais comum de sialadeniteviral é a caxumba > parótidas Mucocele Lesões mais comum das glândulas salivares; Resultam do bloqueio ou ruptura ductalcom vazamento de saliva no estroma circundante. QUIMIORRECEPÇÃO Página 7 Pseudocistos revestidos por tecido de granulação ou tecido conjuntivo fibroso O espaço cístico é preeenchidopor mucina e células inflamatórias A excisão incompleta pode resultar em recorrência. o Rúcula: mucocele da glândula sublingual. o Rânula: cistos revestidos por epitélio que surgem quando o ducto da glândula sublingual foi danificado. Sialolitíase Obstrução ductal das glândulas salivares causada por cálculos (devido a edema e / ou detritos alimentares impactados); Sialodenite inespecífica Aumento doloroso da glândula salivar e secreção purulenta tipicamente segue a obstrução ductal. Desidratação e diminuição da função secretora predispõem à infecção secundária por Staphylococcusaureus ou Streptococcusviridans. DOENÇAS NEOPLÁSICAS BENIGNOS Adenoma pleomorfo São tumores benignos exibindo diferenciação mista, epitelial e mesenquimal; Eles constituem 60% de todos os tumores de parótida e menores porcentagens em outras glândulas salivares. Os tumores são massas indolores, discretas, móveis, de crescimento lento, com ninhos epiteliais dispersos em uma matriz variável de diferenciação mixóide, hialina, condróideou óssea. As taxas de recorrência se aproximam de 25% se não forem bem removidas. o A transformação maligna (geralmente como adenocarcinoma ou carcinoma indiferenciado) ocorre em 10% dos tumores com> 15 anos de duração. Carcinoma exadenoma pleomórfico ou tumor misto maligno. Transformação maligna está associada com mortalidade de 5 anos Tumor de Warthin / Cistadenoma papilar linfomatoso O tumor de Warthiné um tumor benigno de histogênese desconhecida encontrado quase exclusivamente na parótida; 10% são multifocais e 10% são bilaterais. O tumor é 8 vezes mais comum em fumantes. QUIMIORRECEPÇÃO Página 8 É bem encapsulado, consistindo de espaços glandulares revestidos por uma dupla camada de células epiteliais sobre um denso estroma linfóide. DOENÇAS NEOPLÁSICAS MALIGNOS Carcinoma mucoepidermoide Tumor salivar maligno primário mais comum, constituindo 15% de todas as neoplasias de glândulas salivares. Até́ 8 cm de tamanho, estes não possuem cápsulas bem definidas. Histologicamente: o Cordões, lençóis ou arranjos císticos de células escamosas, mucinosas ou intermediárias com vacúolos preenchidos com muco. Tumores de baixo grau podem invadir localmente com taxas de recorrência de 15%; Os tumores de alto grau têm taxas de recorrência de 25% e taxas de sobrevida em cinco anos de 50%. Carcinoma adenoide cístico Glândulas salivares menores (palato) Células pequenas com núcleo compacto, hipercromaticoe citoplasma escasso, dispostas em padrão tubular, sólido ou cribiforme Imprevisiveis, com tendência a invadir espaços perineurais 50% metástase a distância VIAS AÉREAS SUPERIORES INFLAMAÇÕES DO NARIZ Renite infecciosa “Resfriado comum", é na maioria dos casos causada por um ou mais vírus. o Os infratores principais são adenovírus e rinovírus. Durante os estágios agudos iniciais, a mucosa nasal é engrossada, edematosa e vermelha; as cavidades nasais são reduzidas; e as conchas nasais aumentadas A infecção bacteriana secundária aumenta a reação inflamatória e produz um exsudato essencialmente mucopurulento ou às vezes frouxamente supurativo. Rinite alérgica Reações de hipersensibilidade a um grande grupo de alérgenos, mais comumente os pólens das plantas, fungos, alérgenos animais e ácaros do pó. É uma reação imune mediada por IgE com uma resposta de fase precoce e tardia A reação alérgica é caracterizada por edema mucosal marcado, vermelhidão e QUIMIORRECEPÇÃO Página 9 secreção mucosa, acompanhada de uma infiltração leucocitária na qual os eosinófilos são proeminentes. Pólipos nasais Os ataques recorrentes de rinite podem eventualmente levar a protrusões focais da mucosa, produzindo os chamados pólipos nasais, que podem atingir 3 a 4 cm de comprimento. Exame histológico o Mucosa edematosa com estroma frouxo, frequentemente abrigando glândulas mucosas hiperplásicas ou císticas o Infiltradas com uma variedade de células inflamatórias, incluindo neutrófilos, eosinófilos e plasmócitos. Rinite crônica A rinite crônica é uma sequela de ataques repetidos de rinite aguda, de origem microbiana ou alérgica, com o eventual desenvolvimento de infecção bacteriana sobreposta. Um septo nasal desviado ou pólipos nasais com dificuldade de drenagem das secreções contribuem para a probabilidade de invasão microbiana. Frequentemente, há descamação superficial ou ulceração do epitélio mucoso e um infiltrado inflamatório variável de neutrófilos, linfócitos e células plasmáticas subjacentes ao epitélio.