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Acesso à lesão para higienização. Idade e risco cariogênico geral. 30. Descreva o protocolo clínico ideal para acompanhar uma lesão não cavitada ativa em dente decíduo. Aplicação tópica de verniz fluoretado, orientação alimentar e de higiene, e acompanhamento frequente (a cada 3 a 6 meses). Evita-se restaurar se ainda for possível remineralizar. 🦷Evolução dos preparos cavitários🦷 31. Quem foi G.V. Black e qual foi sua importância para os preparos cavitários na odontologia? Foi um dos pioneiros da odontologia moderna. Criou os princípios clássicos de preparo cavitário, baseados em retenção mecânica, resistência e remoção total da cárie, visando a durabilidade das restaurações com amálgama. 32. Explique os princípios do preparo cavitário segundo G.V. Black e comente como eles eram aplicados na prática clínica. · Forma de contorno – visualização do contorno de onde está abrangendo a cárie e onde será incluído o preparo cavitário. · Forma de resistência – convergência das paredes vestibular e lingual/palatal para a oclusal, para evitar fraturas na restauração. · Forma de retenção – evita o deslocamento do material restaurador. · Forma de conveniência – procedimento operatório que se dá ao preparo cavitário para que fique o mais conveniente possível para se trabalhar na cavidade. · Remoção da dentina cariada remanescente – remove o tecido cariado. · Acabamento das paredes de esmalte – remoção de irregularidades e prismas de esmalte sem suporte dentinário que garante adaptação marginal da cavidade e do material restaurador. · Limpeza da cavidade – é fundamental para todos os procedimentos restauradores. A cavidade deve ficar limpa e seca antes da restauração. 33. Quais foram os principais avanços tecnológicos que permitiram a transição dos preparos tradicionais para os minimamente invasivos? Foram os sistemas adesivos, as resinas compostas, instrumentos mais precisos e o diagnóstico precoce, esse conjunto permitiu a preservação do tecido dental saudável. 34. Como a introdução dos sistemas adesivos mudou o desenho dos preparos cavitários? Permitiu o uso de retenção química em vez de mecânica, possibilitando preparos cavitários mais conservadores, com remoção mínima de tecido sadio e formatos menos padronizados. 35. O que caracteriza um preparo cavitário conservador e quais são os seus benefícios? Remove apenas o tecido cariado, preservando ao máximo a estrutura dental sadia. Seus benefícios são: menos desgaste dental, melhor prognóstico a longo prazo e maior preservação da vitalidade pulpar. 36. Quais são as principais diferenças entre os preparos cavitários da Era de G.V. Black e os preparos atuais utilizados para resina composta? Os preparos cavitários de Black eram menos conservadores, exigia maior desgaste da estrutura dental, padronizados e baseados em retenção mecânica. Já os atuais para resina composta, são conservadores, não seguem padrão, realiza menor desgaste da estrutura do dente e são baseados em adesão química. 37. Explique o conceito de “odontologia minimamente invasiva” e como ele impactou as técnicas restauradoras. Prioriza-se a prevenção e preservação do tecido dentário. Ela impactou as técnicas ao incentivar preparos cavitários menores, uso de selantes, remoção seletiva da cárie e maior valorização do diagnóstico precoce da cárie. 38. Como a evolução dos materiais restauradores influenciou as indicações de preparo cavitário? Com materiais como a resina composta e o ionômero de vidro, que aderem quimicamente ao tecido dentário, possibilitou a realização de preparos cavitários menores e com melhores resultados estéticos e biológicos. 39. Em que situações clínicas ainda pode ser necessário aplicar princípios dos preparos convencionais, mesmo com os avanços atuais? Em restaurações com amálgama, casos com grande perda de estrutura dentária, fraturas extensas ou quando não há boa retenção adesiva. 40. De que forma a evolução dos diagnósticos por imagem e da detecção precoce da cárie alteraram a abordagem dos preparos cavitários? Permitiram detectar lesões iniciais, muitas vezes reversíveis ou tratáveis sem preparo invasivo. 🦷Complexo dentinopulpar🦷 41. O que compõe o complexo dentinopulpar? A dentina e a polpa. 42. Qual estrutura é responsável pela formação contínua de dentina ao longo da vida? Os odontoblastos. 43. A dentina reacional ou terciária é formada em resposta a: Lesões ou agressões locais. 44. Funções da polpa: · Indutiva – induz a diferenciação do epitélio em lâmina dental e a formação em órgão do esmalte. · Formativa – produzir dentina. · Nutritiva – conduzir metabólitos importantes até a dentina por meio dos prolongamentos odontoblásticos. · Protetora – promover resposta dolorosa por estímulo químico-físico. · Defesa/reparadora – através do estímulo, inicia o processo de esclerose dos túbulos dentinários ou formação de dentina reparadora. 45. A dor aguda e localizada, provocada por estímulo térmico, geralmente indica: Pulpite reversível. 46. Explique por que a dentina e a polpa são consideradas um "complexo funcional". Porque, trabalham de forma integrada, os odontoblastos da polpa produzem dentina, e essa relação íntima garante respostas coordenadas a estímulos externos. 47. Quais são os três tipos de dentina e em que situações cada uma é formada? · Dentina primária – formada durante o desenvolvimento do dente. · Dentina secundária – formada ao longo da vida, sem estímulo externo. · Dentina terciária – formada a partir de células afetadas por estímulos patológicos. – Reacional: formada em resposta a lesões leves. – Reparativa: formada em resposta às agressões intensas. · Dentina esclerosada - formada em resposta a estímulos adversos, como: abrasão, cáries ou renovação química, levando a obliteração dos túbulos dentinários com material calcificado. 48. Quais sinais clínicos podem indicar inflamação do complexo dentinopulpar? Dor espontânea, dor prolongada ao frio ou calor, sensibilidade intensa, alteração na coloração do dente, e possível aumento de volume. 49. Por que é importante preservar a vitalidade pulpar em procedimentos restauradores? Porque a polpa é responsável pela nutrição e defesa do dente, além de manter a capacidade de formar a dentina, manter a vitalidade contribui para a longevidade do dente. 50. O que são túbulos dentinários e qual sua importância na sensibilidade dentária? São canais microscópicos que atravessam a dentina, comunicando com a polpa. Permitem a condução de estímulos, sendo os principais responsáveis pela sensibilidade. 51. O que é o complexo dentinopulpar e por que sua proteção é essencial durante procedimentos odontológicos? É a relação funcional e estrutural entre a dentina e a polpa. Sua proteção é essencial para garantir a vitalidade, defesa e capacidade regenerativa do dente. 52. Quais cuidados devem ser tomados durante o preparo cavitário para evitar danos ao complexo dentinopulpar? Usar brocas afiadas, refrigeração adequada, evitar pressões em excesso, controlar a profundidade do preparo e preservar a dentina sadia sempre que possível. 53. Explique a função dos forradores e como eles ajudam na proteção pulpar. Eles formam uma fina camada que funciona como uma barreira protetora e estimula a formação de ponte de dentina. 54. Qual a diferença entre forradores, bases cavitárias e selantes cavitários na proteção pulpar? Os forradores são para cavidades muito profundas, usando espessuras finas para a proteção direta da polpa, as bases cavitárias são para cavidades profundas e para suportar o material restaurador e os selantes cavitários são para cavidades rasas ou médias e promovem vedamento dos túbulos dentinários. 55. Como a espessura remanescente de dentina influencia na proteção da polpa dental? Quanto maior a espessura de dentina remanescente, maior será a proteção natural contra estímulos térmicos, químicos e bacterianos. Menos de 0,5 mm exige proteção pulpar. 56. O que pode acontecer com o complexo dentinopulpar quando há exposição pulpar acidental? E quais condutas podem ser tomadas? Pode ocorrer inflamaçãoe necrose. E a conduta depende da situação, pode capeamento direto ou tratamento endodôntico em casos mais severos. 57. Como os materiais bioativos, como o hidróxido de cálcio e o MTA, contribuem para a proteção e recuperação da polpa? Estimulam a formação de dentina reparadora, possuem ação antimicrobiana e favorecem a cicatrização da polpa. 58. Quais fatores clínicos devem ser avaliados antes de decidir entre proteção indireta ou exposição pulpar com capeamento direto? Deve ser avaliado a profundidade da cárie, a presença de dor, sangramento da exposição, idade do paciente, controle do campo operatório e condição da polpa. 59. Explique como a vedação marginal influencia na saúde do complexo dentinopulpar após uma restauração. Uma boa vedação marginal evita infiltração bacteriana, que pode levar à inflamação pulpar e falhas restauradoras. 60. Quais são as consequências de uma má manipulação dos materiais restauradores sobre a vitalidade pulpar? Pode causar irritação química, liberação de calor, microinfiltração e, eventualmente, necrose pulpar ou falha da restauração. 61. Diferencie os tipos de proteção. · Proteção pulpar indireta – remoção de todo o tecido cariado e aplicação do material protetor sobre a dentina sadia profunda. · Remoção parcial da dentina cariada – quando se deixa a dentina infectada na cavidade pulpar para evitar a exposição pulpar eminente. · Proteção pulpar direta – quando a polpa é exposta e o material protetor é aplicado diretamente sobre a polpa exposta. 62. Quais são as classificações das profundidades das cavidades. Superficial, rasa, média, profunda e muito profunda. 63. Cite as propriedades ideias dos materiais protetores. Ser isolante térmico e elétrico, ser bactericida e bacteriostático, ser estimulador de remineralização e formação de dentina reparadora, ser biocompatível, ter resistência mecânica capaz de suportar a condensação dos materiais restauradores, evitar infiltrações dos elementos tóxicos dos materiais restauradores e cimentares e de microrganismos para o interior dos túbulos dentinários, ser insolúvel no ambiente bucal. 64. Quais são os principais tipos de materiais protetores usados em odontologia restauradora e em que situações cada um é indicado? Selantes cavitários, como: verniz cavitário e adesivo para cavidades rasas e médias, bases cavitárias, são o cimento de ionômero de vidro e o cimento de óxido de zinco e eugenol para cavidades profundas e, os forradores cavitários, como o hidróxido de cálcio e o agregado trióxido mineral para cavidades muito profundas. 65. Qual a diferença entre capeamento pulpar direto e indireto, e que tipo de material é indicado em cada caso? · Capeamento (proteção) pulpar direto - quando há exposição da polpa e o material protetor é aplicado diretamente sobre a polpa exposta, usa-se o hidróxido de cálcio e o agregado trióxido mineral. · Capeamento (proteção) pulpar indireta – quando a cárie está próxima a polpa, mas não há exposição e o material protetor é aplicado sobre a dentina sadia profunda, usa-se cimento de ionômero de vidro e hidróxido de cálcio. 66. Explique por que o hidróxido de cálcio é amplamente utilizado como material de proteção pulpar. Quais são suas vantagens e limitações? É bactericida e bacteriostático, promove cicatrização e reparo e, é de fácil aplicação. Já suas limitações são a baixa resistência mecânica, alta solubilidade e adesão deficiente, por isso necessita ser recoberto por outro material. 67. O que é o MTA (Agregado Trióxido Mineral) e por que ele tem se tornado uma alternativa ao hidróxido de cálcio em procedimentos de proteção pulpar? É um material bioativo, tem ação semelhante ao hidróxido de cálcio, porém apresenta menor solubilidade e maior estabilidade. 68. Em que situações clínicas é indicado o uso de cimento de ionômero de vidro como material protetor? Quais são seus benefícios? Ele é indicado em cavidades profundas ou como base e, seus benefícios são: liberação de flúor, adesão química à dentina, é biocompatível e possui boa resistência mecânica. 69. Por que o uso de forradores à base de resina ou vernizes cavitários pode ser contraindicado em cavidades profundas? Porque, podem liberar substâncias tóxicas para a polpa, causar irritação e não estimulam a formação de dentina. 70. Como os materiais bioativos atuam na indução da dentinogênese reparadora? Dê exemplos. Eles liberam cálcio que estimulam os odontoblastos a formar dentina reparadora. Exemplos: MTA e hidróxido de cálcio. 71. Explique a importância da biocompatibilidade dos materiais protetores em procedimentos restauradores. Evita a inflamação e a necrose pulpar, permitindo a regeneração e a manutenção da vitalidade do tecido. 72. Quais fatores clínicos influenciam na escolha do material protetor a ser utilizado em uma cavidade profunda? Profundidade da cavidade, proximidade da polpa, presença de exposição pulpar, controle da umidade, tipo de material restaurador e a condição da polpa. 🦷Odontogênese🦷 73.e necrose. E a conduta depende da situação, pode capeamento direto ou tratamento endodôntico em casos mais severos. 57. Como os materiais bioativos, como o hidróxido de cálcio e o MTA, contribuem para a proteção e recuperação da polpa? Estimulam a formação de dentina reparadora, possuem ação antimicrobiana e favorecem a cicatrização da polpa. 58. Quais fatores clínicos devem ser avaliados antes de decidir entre proteção indireta ou exposição pulpar com capeamento direto? Deve ser avaliado a profundidade da cárie, a presença de dor, sangramento da exposição, idade do paciente, controle do campo operatório e condição da polpa. 59. Explique como a vedação marginal influencia na saúde do complexo dentinopulpar após uma restauração. Uma boa vedação marginal evita infiltração bacteriana, que pode levar à inflamação pulpar e falhas restauradoras. 60. Quais são as consequências de uma má manipulação dos materiais restauradores sobre a vitalidade pulpar? Pode causar irritação química, liberação de calor, microinfiltração e, eventualmente, necrose pulpar ou falha da restauração. 61. Diferencie os tipos de proteção. · Proteção pulpar indireta – remoção de todo o tecido cariado e aplicação do material protetor sobre a dentina sadia profunda. · Remoção parcial da dentina cariada – quando se deixa a dentina infectada na cavidade pulpar para evitar a exposição pulpar eminente. · Proteção pulpar direta – quando a polpa é exposta e o material protetor é aplicado diretamente sobre a polpa exposta. 62. Quais são as classificações das profundidades das cavidades. Superficial, rasa, média, profunda e muito profunda. 63. Cite as propriedades ideias dos materiais protetores. Ser isolante térmico e elétrico, ser bactericida e bacteriostático, ser estimulador de remineralização e formação de dentina reparadora, ser biocompatível, ter resistência mecânica capaz de suportar a condensação dos materiais restauradores, evitar infiltrações dos elementos tóxicos dos materiais restauradores e cimentares e de microrganismos para o interior dos túbulos dentinários, ser insolúvel no ambiente bucal. 64. Quais são os principais tipos de materiais protetores usados em odontologia restauradora e em que situações cada um é indicado? Selantes cavitários, como: verniz cavitário e adesivo para cavidades rasas e médias, bases cavitárias, são o cimento de ionômero de vidro e o cimento de óxido de zinco e eugenol para cavidades profundas e, os forradores cavitários, como o hidróxido de cálcio e o agregado trióxido mineral para cavidades muito profundas. 65. Qual a diferença entre capeamento pulpar direto e indireto, e que tipo de material é indicado em cada caso? · Capeamento (proteção) pulpar direto - quando há exposição da polpa e o material protetor é aplicado diretamente sobre a polpa exposta, usa-se o hidróxido de cálcio e o agregado trióxido mineral. · Capeamento (proteção) pulpar indireta – quando a cárie está próxima a polpa, mas não há exposição e o material protetor é aplicado sobre a dentina sadia profunda, usa-se cimento de ionômero de vidro e hidróxido de cálcio. 66. Explique por que o hidróxido de cálcio é amplamente utilizado como material de proteção pulpar. Quais são suas vantagens e limitações? É bactericida e bacteriostático, promove cicatrização e reparo e, é de fácil aplicação. Já suas limitações são a baixa resistência mecânica, alta solubilidade e adesão deficiente, por isso necessita ser recoberto por outro material. 67. O que é o MTA (Agregado Trióxido Mineral) e por que ele tem se tornado uma alternativa ao hidróxido de cálcio em procedimentos de proteção pulpar? É um material bioativo, tem ação semelhante ao hidróxido de cálcio, porém apresenta menor solubilidade e maior estabilidade. 68. Em que situações clínicas é indicado o uso de cimento de ionômero de vidro como material protetor? Quais são seus benefícios? Ele é indicado em cavidades profundas ou como base e, seus benefícios são: liberação de flúor, adesão química à dentina, é biocompatível e possui boa resistência mecânica. 69. Por que o uso de forradores à base de resina ou vernizes cavitários pode ser contraindicado em cavidades profundas? Porque, podem liberar substâncias tóxicas para a polpa, causar irritação e não estimulam a formação de dentina. 70. Como os materiais bioativos atuam na indução da dentinogênese reparadora? Dê exemplos. Eles liberam cálcio que estimulam os odontoblastos a formar dentina reparadora. Exemplos: MTA e hidróxido de cálcio. 71. Explique a importância da biocompatibilidade dos materiais protetores em procedimentos restauradores. Evita a inflamação e a necrose pulpar, permitindo a regeneração e a manutenção da vitalidade do tecido. 72. Quais fatores clínicos influenciam na escolha do material protetor a ser utilizado em uma cavidade profunda? Profundidade da cavidade, proximidade da polpa, presença de exposição pulpar, controle da umidade, tipo de material restaurador e a condição da polpa. 🦷Odontogênese🦷 73.