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1 Curso de Engenharia Mecânica – Automação e Sistemas AUTOMAÇÃO DE BOMBAS DOSADORAS COM AUXÍLIO DE CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL André Zelioli Sturaro Campinas – São Paulo – Brasil Junho de 2009 2 Curso de Engenharia Mecânica - Automação e Sistemas AUTOMAÇÃO DE BOMBAS DOSADORAS COM AUXÍLIO DE CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL André Zelioli Sturaro Monografia apresentada à disciplina Trabalho de Conclusão de Curso, do Curso de Engenharia Mecânica – Automação e Sistemas da Universidade São Francisco, sob a orientação do Prof. Paulo José Coelho Canavezi, como exigência parcial para conclusão do curso de graduação. Orientador: Prof. Paulo José Coelho Canavezi Campinas – São Paulo – Brasil Junho de 2009 3 AUTOMAÇÃO DE BOMBAS DOSADORAS COM AUXÍLIO DE CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL André Zelioli Sturaro Monografia defendida e aprovada em 24 de junho de 2009 pela Banca Examinadora assim constituída: Prof Paulo José Coelho Canavezi (Orientador) USF – Universidade São Francisco – Campinas – SP. Prof Dr Guilherme Bezzon (Membro Interno) USF – Universidade São Francisco – Campinas – SP. Prof Lúcio Roberto Magioli (Membro Interno) USF – Universidade São Francisco – Campinas – SP. 4 “No meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade” (Albert Einstein) 5 .Agradecimentos Agradeço primeiramente ao Professor Paulo José Coelho Canavezi, meu orientador, que acreditou em mim e incentivou-me para a conclusão deste trabalho, face aos inúmeros percalços do trajeto. Agradeço também aos demais professores com os quais tive contato durante o curso, que sempre transmitiram seus conhecimentos com companheirismo e dedicação. Aos meus amigos, dentro e fora da Universidade, os quais me acompanharam nesta caminhada, me auxiliando e incentivando em todos os momentos. Aos meus pais e familiares, que com apoio moral e financeiro, possibilitaram que eu chegasse até aqui, pois sem dúvida, sem eles nada eu teria conseguido. À Deus. Eu agradeço fraternalmente a todos. 6 Sumário Lista de Figuras ........................................................................................................................ 8 Lista de Tabelas ........................................................................................................................ 9 Resumo .................................................................................................................................... 10 1 Introdução ........................................................................................................................ 11 1.1 Objetivos ..................................................................................................................... 11 1.2 Justificativa.................................................................................................................. 12 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ....................................................................................... 13 2.1 CLP (Controlador Lógico Programável)..................................................................... 13 2.1.1 Histórico ...............................................................................................................13 2.1.2 Princípio de Funcionamento.................................................................................14 2.1.3 I/O digitais e analógicos .......................................................................................16 2.1.3.1 Módulos Discretos ......................................................................................... 16 2.1.3.2 Módulos Analógicos ...................................................................................... 17 2.1.4 Sistema de Memória .............................................................................................17 2.1.4.1 Memória do Sistema de Operação ................................................................. 17 2.1.4.2 Memória de Aplicação ou Memória do Usuário............................................ 18 2.1.5 Programação – Linguagem LADDER..................................................................19 2.1.5.1 Funções Lógicas em LADDER ..................................................................... 20 2.1.5.2 Circuitos em selo ........................................................................................... 21 2.1.5.3 Instruções de “SET” e “RESET” ................................................................... 22 2.1.5.4 Circuitos de Detecção de Borda..................................................................... 22 2.1.5.5 Temporizadores ............................................................................................. 23 2.1.5.6 Variáveis Analógicas ..................................................................................... 24 2.2 IHM ............................................................................................................................. 25 2.3 Bombas Dosadoras...................................................................................................... 26 2.3.1 Principais tipos de bombas dosadoras ..................................................................26 2.3.1.1 Bomba dosadora de mecanismo tipo eixo de manivela-biela (diafragma/êmbolo/pistão).............................................................................................. 27 2.3.1.2 Bombas Rotativas de Engrenagem ................................................................ 27 2.3.2 Bomba dosadora utilizada no projeto ...................................................................28 2.3.3 Vazão x Velocidade..............................................................................................29 2.3.4 Linearização..........................................................................................................29 2.4 Regime de trabalho do sistema.................................................................................... 30 2.4.1 Fluxo contínuo......................................................................................................30 2.4.2 Bateladas...............................................................................................................30 2.4.3 Remoto (4-20mA) ................................................................................................31 2.4.4 Temporizado.........................................................................................................31 7 3 MATERIAIS E MÉTODOS ........................................................................................... 32 3.1 Materiais Utilizados....................................................................................................32 3.1.1 CLP (Controlador Lógico Programável).............................................................32 3.1.2 Conjunto Moto-Bomba Dosadora........................................................................32 3.1.3 Periféricos............................................................................................................33 3.1.4 Esquema Hidráulico.............................................................................................34 3.1.5 Esquema Elétrico.................................................................................................35 3.2 Metodologia................................................................................................................363.2.1 Programação........................................................................................................36 4 RESULTADOS ................................................................................................................ 54 5 Conclusão.......................................................................................................................... 56 5.1 Contribuições .............................................................................................................. 56 5.2 Extensões..................................................................................................................... 57 Referências Bibliográficas ..................................................................................................... 58 8 Lista de Figuras Figura 1.1 - Fluxograma esquemático do funcionamento de um CLP [2]................................15 Figura 1.2 - Diagrama elétrico de uma partida direta[2]...........................................................19 Figura 1.3 - Linha de programação Ladder e Tabela Verdade da função AND[2]..................20 Figura 1.4 - Linha de programação Ladder e Tabela Verdade da função OR[2]......................20 Figura 1.5 - Linha de programação Ladder e Tabela Verdade da função NAND[2]................21 Figura 1.6 - Linha de programação Ladder e Tabela Verdade da função NOR[2]...................21 Figura 1.7 - Exemplo da utilização das instruções de SET e RESET[2]..................................22 Figura 1.8 - Circuito de detecção de borda[2]...........................................................................22 Figura 1.9 - Bloco do Temporizador do CLP HI ZAP500 [2]..................................................24 Figura 2.0 - Programa para partida com reversão mensagens[2]..............................................25 Figura 2.1 - Esquema de funcionamento de bomba de engrenagens[3]...................................27 Figura 2.2 - Vista em Corte [3].................................................................................................28 Figura 2.3 - Vista Explodida [3]...............................................................................................28 Figura 2.4 - Esquema Hidráulico..............................................................................................34 Figura 2.5 - Esquema Elétrico...................................................................................................35 Figura 2.6 - Fluxograma da Lógica de Programação................................................................37 Figura 2.7 - Programação em Linguagem Ladder – Telas IHM...............................................39 Figura 2.8 - Programação em Linguagem Ladder – Telas IHM...............................................40 Figura 2.9 - Programação em Linguagem Ladder....................................................................41 Figura 3.0 - Programação em Linguagem Ladder....................................................................42 Figura 3.1 - Programação em Linguagem Ladder....................................................................43 Figura 3.2 - Programação em Linguagem Ladder....................................................................44 Figura 3.3 - Programação em Linguagem Ladder....................................................................45 Figura 3.4 - Programação em Linguagem Ladder....................................................................46 Figura 3.5 - Programação em Linguagem Ladder....................................................................47 Figura 3.6 - Programação em Linguagem Ladder....................................................................48 Figura 3.7 - Programação em Linguagem Ladder....................................................................49 Figura 3.8 - Programação em Linguagem Ladder....................................................................50 Figura 3.9 - Curva da Bomba Dosadora Micropump, modelo GJ-N23.FF1S.A[6].................51 9 Lista de Tabelas Tabela 2.0 - Tipos de memória para o Sistema de Operação e de Aplicação[1]......................18 Tabela 2.1 - Elementos Básicos da Linguagem Ladder[2].......................................................19 Tabela 2.2 - Elementos de Pulso da Linguagem Ladder[2]......................................................23 Tabela 2.3 - Exemplos de funções utilizadas com variáveis analógicas[2]..............................24 Tabela 2.4 - Materiais e Custos.................................................................................................33 Tabela 2.5 - Mapeamento de Memórias de Valores Inteiros de 16 bits (M)............................51 Tabela 2.6 - Mapeamento de Memórias de Constantes Inteiras (K).........................................51 Tabela 2.7 - Mapeamento de Memórias de Valores Reais (D).................................................52 Tabela 2.8 - Mapeamento de Contatos Auxiliares (R)..............................................................52 Tabela 2.9 - Mapeamento de Constantes Reais (Q)..................................................................52 Tabela 3.0 - Mapeamento de Entradas e Saídas Digitais e Analógicas....................................53 Tabela 3.1 - Valores de Vazão x Velocidade............................................................................54 10 Resumo Na área técnica-comercial são analisadas diversas aplicações e selecionados os equipamentos mais adequados às solicitações de trabalho. Um cliente necessitava aplicar um fluido à base de Ácido Propiônico no processo de fabricação de seu produto. Surgiu assim a possibilidade de desenvolver melhorias em um sistema já existente para esta aplicação de dosagem, utilizando um Controlador Lógico Programável e 04 micro-bombas dosadoras. Com o aumento das linhas de processo, o sistema antigo passou a se mostrar oneroso devido ao seu custo, seu dimensional e sua limitação do controle de vazão de apenas uma bomba pela velocidade da rotação do motor elétrico, feita através de inversor de freqüência. Primeiramente foram definidas as variáveis do processo e elaborado o fluxograma para a lógica de programação, posteriormente foi desenvolvido o programa em linguagem Ladder. Ao término do desenvolvimento do programa, o mesmo é executado no CLP para verificação da lógica e correção de possíveis erros, sendo por fim definido o programa de aplicação. Para execução e teste no CLP, é habilitada apenas uma receita e uma bomba. Posteriormente são habilitados todos os modos de operação da bomba, sendo um por vez, devido às limitações de entradas e saídas (I/O) e de memória do CLP utilizado no teste. Através do CLP, podem ser programadas de 01 à 04 bombas para trabalhar com 04 modos de operação: fluxo contínuo, batelada, acionamento remoto e temporizado, contando também com uma função de desabilitação; podendo registrar até 04 diferentes receitas. Com isso, tem-se um sistema mais leve, compacto e com maior flexibilidade de controle, que evita a necessidade de se implantar um sistema para cada linha e com várias possibilidades de operação através da programação das receitas e modos de operação. O custo inicial por linha de processo se mostra próximo ao custo do antigo sistema, com boa relação custo-benefício. Este projeto proporciona melhorias em uma linha de produção com o auxílio de ferramentas de automação, que permitiram maior agilidade, flexibilidade e economia no processo. PALAVRAS-CHAVE: CLP, dosagem, micro-bombas, modos, receitas, operação 11 1 INTRODUÇÃO A Tetralon Indústria e Comércio de EquipamentosIndustriais Ltda, atua no mercado de equipamentos de transferência de fluídos (bombas) e acessórios à 25 anos, com a proposta de fornecer soluções em transferência e dosagem de fluidos. Na área técnica-comercial, são analisadas diversas aplicações enviadas por clientes e selecionados os equipamentos mais adequados às solicitações de trabalho, sempre aliando performance e custo benefício. Um cliente necessitava aplicar um fluido à base de Ácido Propiônico sobre cereal usado no processo de fabricação de seu produto, porém, devido à falta de equipamento para fazer a dosagem controlada desta substância, não conseguia disponibilizar seu produto para o mercado. Sendo assim, foi desenvolvido um sistema que transferia o fluido acondicionado em um tanque para a linha de processo, fazendo a dosagem do mesmo de forma eficiente, com segurança e sem desperdício. O sistema era acionado através de um sensor de presença que detectava o cereal em uma esteira que transferia os grãos do setor de descarregamento até a linha de produção. Contudo, com o aumento das linhas de processo, o sistema passou a se mostrar oneroso devido ao seu custo, seu dimensional e sua limitação do controle de vazão de apenas uma bomba pela velocidade da rotação do motor elétrico, feita através de inversor de freqüência. 1.1 Objetivos Otimizar o processo de dosagem de fluido à base de Ácido Propiônico através de um Controlador Lógico Programável, visando controlar as variações de dosagem em mais de uma bomba dosadora, eliminando as deficiências de um sistema desenvolvido anteriormente, com a vantagem de ser um sistema que pode ser usado e adaptado a outros tipos de aplicações, com características e necessidades variadas, trabalhando através da programação das bombas dentro do sistema de receitas. 12 1.2 Justificativa O projeto se baseia em uma aplicação real, já desenvolvida, sobre a qual uma melhoria pode gerar agilidade no processo de produção e conseqüente redução de custo, agregando valor ao produto oferecido ao cliente, além de proporcionar maior segurança aos operadores e ao meio ambiente, pois o produto a ser bombeado é corrosivo para pele, olhos e sistema respiratório e também apresenta custo elevado. 13 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Na revisão bibliográfica à seguir, são abordados os conceitos e as características dos dois principais itens necessários para realização do projeto: o Controlador Lógico Programável e a Micro-Bomba Dosadora. 2.1 CLP (Controlador Lógico Programável) 2.1.1 Histórico Na década de 60, o aumento da competitividade fez com que a indústria automotiva melhorasse o desempenho de suas linhas de produção, aumentando tanto a qualidade como a produtividade. Fazia-se necessário encontrar uma alternativa para os sistemas de controle a relés. Uma saída possível, imaginada pela General Motors, seria um sistema baseado no computador. Assim, em 1968, a Divisão Hydramatic da General Motors determinou os critérios para o projeto do CLP, sendo que o primeiro dispositivo a atender às especificações foi desenvolvido pela Goulds Modicon em 1969. As principais características desejadas nos novos equipamentos de estado sólido com flexibilidade dos computadores eram: - preço competitivo com o sistema a relés; - dispositivos de entrada e saída facilmente substituíveis; - funcionamento em ambiente industrial (vibração, calor, poeira, ruídos); - facilidade de programação e manutenção por técnicos e engenheiros; - repetibilidade de operação e uso. Originalmente os CLPs foram usados em operações de controle discreto (on/off – liga/desliga), como os sistemas a relés, porém eram facilmente instalados, economizando espaço e energia, além de possuírem indicadores de diagnósticos que facilitavam a manutenção.[1] 14 Uma eventual necessidade de alteração na lógica de controle da máquina era realizada em pouco tempo, apenas com mudanças no programa, sem necessidade de alteração nas ligações elétricas. A década de 70 marca uma fase de grande aprimoramento dos CLPs. Com as inovações tecnológicas dos microprocessadores, maior flexibilidade e um grau também maior de inteligência. Nos anos 80, aperfeiçoamentos foram atingidos, fazendo do CLP um dos equipamentos mais atraentes na Automação Industrial. A possibilidade de comunicação em rede (1981) é hoje uma característica indispensável na indústria. Além dessa evolução tecnológica, foi atingido um alto grau de integração, tanto no número de pontos como no tamanho físico, que possibilitou o fornecimento de minis e micros CLPs (a partir de 1982). Atualmente, os CLPs apresentam características como módulos de I/O de alta densidade, módulos remotos controlados por uma mesma CPU, módulos inteligentes (co- processados que permitem realização de tarefas complexas: controle PID, posicionamento de eixos, transmissão via rádio ou modem, leitura de código de barras), softwares de programação em ambiente Windows (facilidade de programação), integração de Aplicativos Windows (Access, Excel, Visual Basic) para comunicação com CLPs, recursos de monitoramento da execução do programa, diagnósticos e detecção de falhas, instruções avançadas que permitem operações complexas (ponto flutuante, funções trigonométricas), Scan Time (tempo de varredura) reduzido (maior velocidade de processamento), dentre outras. [1] 2.1.2 Princípio de Funcionamento O Controlador Lógico Programável, ou simplesmente PLC (Programmable Logic Controller), pode ser definido como um dispositivo de estado sólido – um computador industrial, capaz de armazenar instruções para implementação de funções de controle (seqüência lógica, temporização e contagem por exemplo), além de realizar operações lógicas aritméticas, manipulação de dados e comunicação em rede, sendo utilizado no controle de Sistemas Automatizados. De acordo com a definição do Vocabulário Eletrotécnico Internacional, capítulo 351: Controle Automático – IEC 60050(351), um Sistema de Controle poder ser dividido em duas partes independentes:[1] 15 - Sistema Controlado: sistema que executa a operação física. - Sistema de Controle: equipamento que recebe informações provenientes do operador e/ou do processo a ser controlado, dentre outros, e emite ordens ao Sistema Controlado.[1] Conforme a Figura 1.1 abaixo, o CLP funciona de forma seqüencial, fazendo um ciclo de varredura em algumas etapas. É importante observar que quando cada etapa do ciclo é executada, as outras etapas ficam inativas. O tempo total para realizar o ciclo é denominado CLOCK. Isso justifica a exigência de processadores com velocidades cada vez mais altas.[2] Figura 1.1 - Fluxograma esquemático do funcionamento de um CLP [2] Início: Verifica o funcionamento da CPU, memórias, circuitos auxiliares, estados das chaves, existência de um programa de usuário, emite aviso de erro em caso de falha. Desativa todas as saídas. Verifica o estado das entradas: Lê cada uma das entradas, verificando se houve acionamento. O processo é chamado de ciclo de varredura. Compara com o programa do usuário: Através das instruções do usuário sobre qual ação tomar em caso de acionamento das entradas o CLP atualiza a memória imagem das saídas. Atualiza as saídas: As saídas são acionadas ou desativadas conforme a determinação da CPU. Um novo ciclo é iniciado.[2] 16 2.1.3 I/O digitais e analógicos Os Módulos de I/O fazem a comunicação entre a CPU e o meio externo (por meio dos dispositivos de Entrada e Saída), além de garantir isolação e proteção à CPU. De forma genérica, são divididos em Módulos de Entrada e Módulos de Saída.Para CLPs modulares, há também os Módulos Combinados (Pontos de Entrada e Saída no mesmo Módulo). - Módulo de Entrada (Input Modules): recebem os sinais dos dispositivos de entrada, tais como: sensores, chaves e transdutores, e os convertem em níveis adequados para serem processados pela CPU. - Módulos de Saída (Output Modules): enviam os sinais aos dispositivos de saída, tais como motores, atuadores e sinalizadores. Esses sinais podem ser resultantes da lógica de controle, pela execução do Programa de Aplicação, ou podem ser ‘forçados’ pelo usuário, independente da lógica de controle.[1] 2.1.3.1 Módulos Discretos Tratam sinais digitais (On/Off – 0/1). São utilizados em sistemas seqüenciais e na maioria das aplicações com CLPs, mesmo como parte de sistemas contínuos. Cada Ponto de Entrada ou de Saída, dos Módulos Discretos corresponde a um bit de um determinado endereço da Tabela de Dados (Tabela de Imagem das Entradas e Tabela Imagem das Saídas), a qual é acessada durante a execução do Programa de Aplicação. A quantidade de pontos de um módulo determina sua densidade. Para os Módulos de Saída, quanto maior a densidade, menor a corrente que cada ponto pode fornecer. Um fator importante durante a configuração dos Módulos de Saída relaciona-se ao acionamento dos dispositivos controlados. Não é recomendada a utilização de saídas à relé para acionamentos cíclicos, mesmo de baixa freqüência, ou acionamentos rápidos, devido à fadiga mecânica que eles podem sofrer.[1] 17 2.1.3.2 Módulos Analógicos Tratam sinais analógicos (tensão, corrente, temperatura, por exemplo). São utilizados em sistemas contínuos ou como parte de sistemas seqüenciais. Os Módulos Analógicos de Entrada convertem sinais analógicos, provenientes dos dispositivos de entrada (transdutor, conversor, termopar), em sinais digitais por meio de Conversor Analógico/Digital (ADC – Analog to Digital Converter), disponibilizando-os adequadamente ao barramento da CPU. Os Módulos Analógicos de Saída convertem sinais digitais, disponíveis no barramento da CPU, em sinais analógicos por meio de Conversor Digital/Analógico (DAC – Digital to Analog Converter), enviando-os aos dispositivos de saída (driver, amplificador). Cada entrada ou saída analógica é denominada de canal em vez de ponto, como nos Módulos Discretos. O valor convertido referente a cada canal analógico de entrada, ou o valor a ser convertido e enviado para cada canal analógico de saída, é armazenado em um endereço específico na Tabela de Dados, determinado pelo Programa de Aplicação, e a quantidade de bits relativos a cada canal depende da resolução dos Conversores A/D e D/A. Independente da quantidade de canais disponíveis e da resolução dos conversores, cada Módulo Analógico de Entrada ou de Saída consome certa quantidade de Pontos de I/O, a qual tem variações de acordo com a Família de CLP utilizada.[1] 2.1.4 Sistema de Memória 2.1.4.1 Memória do Sistema de Operação - Programa de Execução (Firmware): Constitui o programa desenvolvido pelo fabricante do CLP, o qual determina como o sistema deve operar, incluindo a execução do Programa de Aplicação, controle de serviços periféricos, atualização dos Módulos de I/O, dentre outras funções. O Programa de Execução é responsável pela ‘tradução’ do Programa de Aplicação desenvolvido pelo usuário – em linguagem em alto nível, para instruções que o Processador da CPU possa executar – em linguagem de máquina. É armazenado em memória não volátil – tipo ROM, normalmente EPROM.[1] 18 - Rascunho do Sistema: Trata-se de uma área de memória reservada para o armazenamento temporário de uma quantidade pequena de dados , utilizados pelo Sistema de Operação para cálculos ou controle (calendário e relógio internos, sinalizadores – flags – de alarmes e erros). Uma característica dessa área de memória é o acesso rápido, sendo do tipo RAM.[1] 2.1.4.2 Memória de Aplicação ou Memória do Usuário - Programa de Aplicação: Nessa área é armazenado o programa desenvolvido pelo usuário para execução do controle desejado. Trata-se normalmente de memória EEPROM, podendo ser também EPROM, ou ainda RAM com bateria de segurança. - Tabela de Dados: Essa área armazena dados que são utilizados pelo Programa da Aplicação, como valores atuais e de preset (pré-configurado) de temporizadores / contadores e variáveis do programa, além dos status dos Pontos de Entrada e de Saída (Tabela de Imagem das Entradas e Tabela de Imagem das Saídas, que são lidas e escritas pelo Programa de Aplicação, respectivamente). A atualização desses status é realizada constantemente, refletindo as mudanças ocorridas nos Pontos de Entrada, e as atualizações das saídas são efetuadas pelo Programa de Aplicação. Cada Ponto de Entrada e de Saída, conectado aos Módulos de I/O, tem um endereço específico na Tabela de Dados, o qual é acessado pelo Programa de Aplicação. Essa memória é do tipo RAM, podendo ser alimentada com bateria de lítio (memória retentiva).[1] Além da quantidade de memória, pode haver diferenças na forma de armazenamento dos dados, conforme indicado na Tabela 2.0: Tabela 2.0 - Sistema de Memória – CPU Memória do Sistema de Operação Memória de Aplicação Programa de Execução Programa de Aplicação - ROM / EPROM - - RAM (Bateria) / EPROM / EEPROM Rascunho do Sistema Tabela de Dados - RAM (Bateria Opcional) - - RAM (Bateria Opcional) - Tabela 2.0 - Tipos de memória para o Sistema de Operação e de Aplicação[1] 19 2.1.5 Programação – Linguagem LADDER A linguagem Ladder foi a primeira que surgiu na programação dos Controladores Lógico Programáveis (CLPs), pois sua funcionalidade procurava imitar os antigos diagramas elétricos, utilizados pelos Técnicos e Engenheiros da época. O objetivo era o de evitar uma quebra de paradigmas muito grande, permitindo assim a melhor aceitação do produto no mercado. O diagrama de contatos (Ladder) consiste em um desenho formado por duas linhas verticais, que representam os pólos positivo e negativo de uma bateria, ou fonte de alimentação genérica. Entre as duas linhas verticais são desenhados ramais horizontais que possuem chaves. Estas podem ser normalmente abertas, ou fechadas e representam os estados das entradas do CLP. Dessa forma fica muito fácil passar um diagrama elétrico para linguagem Ladder. Basta transformar as colunas em linhas, como se mostra na figura 1.2, para o caso de uma simples partida direta:[2] Figura 1.2 - Diagrama elétrico de uma partida direta[2] Elementos essenciais em uma programação Ladder – Tabela 2.1[2] Tabela 2.1 - Elementos Básicos da Linguagem Ladder[2] 20 2.1.5.1 Funções Lógicas em LADDER As funções lógicas são estudadas em todos e quaisquer elementos. A combinação entre os contatos NA e NF servem de importante orientação para o projetista e programador de circuitos lógicos.[2] As figuras que vão da Figura 1.3 à Figura 1.6 mostram as principais funções: Figura 1.3 - Linha de programação Ladder e Tabela Verdade da função AND[2] Figura 1.4 - Linha de programação Ladder e Tabela Verdade da função OR[2] 21 Figura 1.5 - Linha de programação Ladder e Tabela Verdade da função NAND[2] Figura 1.6 - Linha de programação Ladder e Tabela Verdade da função NOR[2] 2.1.5.2 Circuitos em selo Os selos são as combinações mais básicas entre elementos, destinados a manter uma saída ligada, quando se utilizam botoeiras.[2] 22 2.1.5.3 Instruções de “SET” e “RESET” A instrução de “SET” liga uma saída e mantém a mesma ligada mesmo que a alimentação da entrada seja retirada. Para se desligar a saída, utiliza-se ainstrução “RESET”.[2] A figura 1.7 mostra um exemplo da utilização destas instruções na partida direta de um motor: Figura 1.7 – Exemplo da utilização das instruções de SET e RESET[2] 2.1.5.4 Circuitos de Detecção de Borda Existem situações em que é necessário registrar não o estado da entrada, mas sim o instante em que essa entrada comuta. Isso é realizado pelos circuitos de detecção de borda, que podem detectar o flanco ascendente (instante de ativação da entrada) quanto o flanco descendente (instante de desativação da entrada). Estes circuitos se aproveitam do modo de operação do CLP onde a varredura é feita através de uma linha de cada vez. A figura 1.8 mostra o exemplo de detecção de borda durante a subida.[2] Figura 1.8 - Circuito de detecção de borda[2] 23 É importante notar que no programa da figura 1.8 utilizou-se a letra “R” na saída e não “O”. A diferença é que “R” significa “Relé de contato auxiliar”, ou seja, quando se aciona “R” nenhuma saída externa ao CLP é ligada. Este relé representa uma “memória” interna do CLP e como o próprio nome já diz, serve somente para auxiliar na lógica do programa. Este elemento é muito utilizado em programação com diagramas de contato.[2] As instruções específicas que facilitam a elaboração deste circuito e a programação do CLP (funções de detecção de borda e acionamento com um único pulsador) são apresentadas na tabela 2.2:[2] Tabela 2.2 - Elementos de Pulso da Linguagem Ladder[2] 2.1.5.5 Temporizadores O temporizador é um elemento fundamental na programação em Ladder, pois a partir deste elemento pode-se montar diversas aplicações. O símbolo do temporizador para o CLP HI ZAP 500 é mostrado na figura 1.9. Este tem duas entradas E1 e E2, uma saída S1. A saída é acionada após a contagem do tempo programado em M2, que pode ser uma memória inteira, real ou uma constante. A memória M1 é de uso próprio do controlador e se destina a fazer a contagem regressiva do tempo, quando o temporizador estiver acionado. A entrada E1 destina-se a paralisação da contagem do tempo e a entrada E2 zera a contagem do mesmo.[2] 24 Figura 1.9 – Bloco do Temporizador do CLP HI ZAP500 [2] Outra característica importante do temporizador é que ele conta tempos de 0,01s. Assim para programar 5s seria necessário fazer M1=500.[2] 2.1.5.6 Variáveis Analógicas No CLP utilizado as entradas analógicas tem resolução de 10 bits, e são configuráveis para sinais de correntes de 0 a 20 mA, 4 a 20 mA, ou tensão de 0 a 5 Vdc ou 1 a 5 Vdc. A configuração dependerá do sensor que será ligado à referida entrada. A saída analógica tem resolução de 9 bits com sinal de corrente de 4 a 20 mA e impedância máxima de 1Kohm.[2] A leitura dos valores analógicos é feita através da função MOV. Outras funções que podem ser utilizadas são encontradas nas guias “movimento”, “matemáticas” e “comparação”. Na tabela 2.3 encontram-se os símbolos de algumas destas funções.[2] Tabela 2.3 – Exemplos de funções utilizadas com variáveis analógicas[2] Tabela 2.3 – Exemplo de funções utilizadas com variáveis analógicas 25 2.2 IHM Todos os Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) tem como opcional a chamada Interface Homem Máquina (IHM). Esta normalmente consiste de um teclado para entrada de dados e uma tela (display) onde se pode visualizar dados e mensagens destinadas ao operador, técnico de manutenção ou programador. Como exemplo, tem-se o seguinte problema: deve-se fazer um programa em LADDER para comandar uma partida com reversão, de forma a mostrar na IHM do controlador, as mensagens de “sentido-horário”, “anti-horário” e “operação ilegal”. Esta última deve aparecer em três condições distintas: o operador pressiona as duas botoeiras de forma simultânea, o motor gira no sentido anti-horário e ele pressiona a botoeira do sentido contrário e vice-versa. O programa correspondente é mostrado na figura 2.0:[2] Figura 2.0 - Programa para partida com reversão mensagens[2] 26 Na tela de inserção de mensagens foram inseridas: - T0000 _ operação ilegal; - T0001 _ Sentido Horário; - T0002 _ Sentido Anti-horário. Deve-se lembrar que o CLP não pode mostrar duas mensagens na tela ao mesmo tempo, assim ele prioriza as mensagens por ordem crescente de inserção, ou seja, T0000 tem prioridade sobre T0001, que por sua vez tem prioridade sobre T0002, e assim por diante. No programa da Figura 2.0 a mensagem de operação ilegal tem prioridade sobre as demais, pois ela pode aparecer mesmo quando existe outra mensagem sobre a tela, assim sendo ela foi inserida em T0000.[2] 2.3 Bombas Dosadoras Bombas dosadoras são bombas de deslocamento positivo, possuem uma ou mais câmaras em cujo interior o movimento de um órgão propulsor comunica energia de pressão ao líquido, provocando o seu deslocamento. Proporciona assim as condições para que se realize o escoamento na tubulação de aspiração até a bomba e na tubulação de recalque até o ponto de utilização.[3] 2.3.1 Principais tipos de bombas dosadoras Podem ser classificadas como bombas de Descarga Controlada, deslocam com precisão um determinado volume de líquido em um tempo pré-estabelecido. São acionadas por motores, usando em geral mecanismos do tipo eixo de manivela-biela. Dividem-se em bombas dosadoras de: - êmbolo - pistão - diafragma[4] 27 2.3.1.1 Bomba dosadora de mecanismo tipo eixo de manivela-biela (diafragma/êmbolo/pistão) Nessas bombas, o órgão que fornece energia para o líquido (membrana, êmbolo ou pistão) é acionado por uma haste com movimento alternativo. Há casos de construção mais complexa em que a haste age em um fluido (normalmente óleo) que por sua vez atua na membrana. O movimento da membrana, em um sentido, diminui a pressão da câmara fazendo com que seja admitido um volume de líquido. Ao ser invertido, o sentido do movimento da haste, esse volume é descarregado na linha de recalque. Essas bombas são usadas para serviços de dosagem de produtos, já que, ao ser variado o curso da haste, varia-se o volume admitido. O controle ou graduação da vazão da bomba pode ser feito manualmente ou automaticamente.[5] 2.3.1.2 Bombas Rotativas de Engrenagem Consiste em duas rodas dentadas, trabalhando dentro de uma caixa com folgas muito pequenas. Com o movimento das engrenagens em um determinado sentido, o fluido, aprisionado nos vazios entre os dentes e a carcaça, é empurrado pelos dentes e forçado a sair pela tubulação. Novos espaços formam-se do outro lado, sendo preenchidos pelo fluído, e assim sucessivamente, conforme ilustração da figura 2.1:[5] Figura 2.1 - Esquema de funcionamento de bomba de engrenagens[3] 28 Nestas bombas, quando a velocidade (rotação) é constante, a vazão é constante, sendo que, caso ocorra variação da velocidade, a vazão irá variar na mesma proporção, apresentando assim um comportamento linear,[5] podendo assim ser usada como bomba dosadora. 2.3.2 Bomba dosadora utilizada no projeto A bomba utilizada no desenvolvimento do projeto é a micro-bomba dosadora de engrenagens com acoplamento magnético marca Micropump, com acionamento através de Motor Elétrico. 2.3.2.1 Características da Micro-Bomba Dosadora Micropump Trata-se de uma bomba para dosagens contínuas, baixas vazões, capacidade para altas viscosidades, muito utilizada por fabricantes de equipamentos para processos em gráficas, equipamentos hospitalares e de laboratório, dosagem de nutrientes em ração animal, dentre outras. [3] O Acoplamento Magnético consiste de dois magnetos, um magneto motor acoplado ao eixo do motore outro magneto movido que é completamente selado e parte integrante do corpo da bomba e conectado por um eixo a engrenagem motora. O magneto movido é o componente molhado totalmente encapsulado[3], conforme mostram as Figuras 2.2 e 2.3 abaixo: Figura 2.2 – Vista em Corte [3] Figura 2.3 – Vista Explodida [3] 29 Os dois magnetos acoplam-se automaticamente quando o magneto motor gira, girando o magneto movido e as engrenagens sem nenhum contato físico. O desacoplamento acontece quando ocorre um excesso de carga que excede o torque magnético entre os dois magnetos. Esta característica pode agir como um instrumento de segurança que protege a bomba, motor e tubulação associada, quando da ocorrência de problemas de sobre-pressão ou outro problema que trave a bomba. Os magnetos poderão ser reacoplados após o desligamento do motor, eliminando a causa do desacoplamento e religando.[3] A seguir, são apresentados os limites de operação da bomba: - Deslocamento: 0,316 ml/revolução - Máxima Pressão Diferencial: 5,6 bar (80 psi) - Máxima Pressão do Sistema: 21 bar (300 psi) - Temperatura: -46 a 121°C - Viscosidade: 0,2 a 1500 cPs - Velocidade Máxima: 10.000 RPM - Peso: 0,45 kg [6] 2.3.3 Vazão x Velocidade A vazão só pode ser alterada se houver meios para modificar o volume deslocado ou a velocidade de rotação. No caso da variação da rotação, a vazão e a potência variarão na proporção direta da rotação, apresentando assim um comportamento linear.[5] 2.3.4 Linearização Para um sistema não-linear, não se pode obter a resposta a duas entradas simultâneas considerando as entradas individualmente e somando os resultados.[7] 30 Embora muitas relações de grandezas físicas sejam representadas por equações lineares, na maioria dos casos a relação entre elas não é efetivamente linear. São realmente lineares somente para intervalos limitados de operação. Na prática, muitos sistemas eletromecânicos, hidráulicos e outros envolvem relações não lineares entre as variáveis. Na engenharia de controle, uma operação normal do sistema pode ser em torno do ponto de equilíbrio, e os sinais podem ser considerados pequenos sinais em torno do equilíbrio (deve-se notar que existem várias exceções para esse caso).[7] No sistema apresentado neste projeto, é utilizado um conjunto moto-bomba dosadora que apresenta duas entradas: velocidade de rotação e potência, e uma saída: vazão. Se houver variação em qualquer uma destas três variáveis, as outras duas restantes vão variar igualmente, na mesma proporção, o que caracteriza um comportamento linear. 2.4 Regime de trabalho do sistema O controlador pode ser programado para o controle de até 04 bombas simultaneamente, sendo que estas podem trabalhar em 04 diferentes regimes de trabalho ou serem simplesmente desabilitadas. 2.4.1 Fluxo contínuo A bomba operará indefinidamente em uma velocidade programada, ou seja, enquanto a receita estiver em operação, à bomba estará dosando com uma vazão fixa, não ocorrendo variação na velocidade de rotação do motor elétrico. 2.4.2 Bateladas A bomba operará de maneira intermitente, ou seja, vai operar em ciclos com tempo de operação e tempo de intervalo pré-estabelecidos. 31 2.4.3 Remoto (4-20mA) A bomba vai responder a um sinal de controle analógico externo, que poderá ser individual ou coletivo: 1. A bomba um vai responder ao sinal analógico de entrada 1, a bomba dois vai responder ao sinal de entrada 2 e assim sucessivamente; 2. A bomba vai responder a este sinal de maneira proporcional e poderá comportar-se seguindo: I - Uma reta, onde programa-se os pontos máximo e mínimo: a. 4mA = Velocidade X b. 20mA = Velocidade Y II - De maneira discreta, programando-se ponto a ponto: a. 4mA= Velocidade X b. 5mA= Velocidade Y c. ... d. 20mA= Velocidade Z 2.4.4 Temporizado A bomba vai entrar em operação no instante que a receita se iniciar e vai se desligar após um tempo pré-estabelecido, trabalhando de acordo com a vazão solicitada (programada). 32 3 MATERIAIS E MÉTODOS Este tópico tem por objetivo listar os materiais necessários para realização do projeto, bem como os métodos utilizados em seu desenvolvimento. 3.1 Materiais Utilizados 3.1.1 CLP (Controlador Lógico Programável) É utilizado um CLP HI ZAP500, com as seguintes características: - Alimentação de 8 a 38 Vcc; - Consumo: 2,5 Watts; - Temperatura de operação de 0 a 65 °C; - 10 canais de I/O (Entradas / Saídas); - Interface IHM com teclado de 15 teclas e 10 Led’s Programáveis. 3.1.2 Conjunto Moto-Bomba Dosadora São utilizados quatro conjuntos moto-bomba dosadora compostos por: - 04 Micro-bombas dosadoras de engrenagens com acoplamento magnético, marca Micropump, modelo GJ-N23.FF1S.A, construída com o corpo em Aço Inox AISI 316, engrenagens e vedações estáticas em Teflon/PTFE, magnetos (movido e motor) em Ferrite com conexões de diâmetro 1/8”, Norma NPT; - 04 Motores elétricos marca WEG, trifásicos, com potência de 0,25 cv, 2 pólos, 3500 RPM, freqüência de 60 Hz, tensão de 220/380V, grau de proteção IP55 e classe de isolamento B, carcaça IEC 63. 33 3.1.3 Periféricos Os demais materiais necessários para montagem do sistema têm suas especificações, quantidades e custos detalhados conforme a Tabela 2.4 a seguir: Quantidade Custo Unit. (R$) Custo Total (R$) 1 Inversor de Freqüência - WEG Modelo CFW080010T3848PSZ - 1,0 A In 1 R$ 834,40 834,40R$ 1 Controlador Lógico Programável ZAP 500 - Hi Tecnologia 1 R$ 2.075,70 2.075,70R$ 2 Micro-bomba Micropump Modelo GJ-N23.FF1S.A 4 R$ 1.931,66 7.726,64R$ 3 Motor Elétrico Trifásico - 0,25 cv 3500 rpm - 60 Hz - 220/380V WEG W21 - IEC 63 4 R$ 321,35 1.285,40R$ 4 Válvula de Alívio Alldos DN 4 0-11 bar - mod. 525-0583 4 R$ 582,00 2.328,00R$ 5 Mangueira Piraflex/Goodyear 3/8" x 30,0m 4 R$ 91,50 366,00R$ 6 Válvula de Retenção 1/8" para Bico Spray 4 R$ 92,00 368,00R$ 7 Válvula Globo 4 R$ 40,00 160,00R$ 8 Bico Spray - Spray Sistem modelo Veejet H 1/8" AISI 4 R$ 71,00 284,00R$ 9 Abraçadeira em Aço Inox 1/2" M1216 56 R$ 0,57 31,92R$ 10 Abraçadeira em Aço Inox 1/2" BD02 (fixação de cabos e mangueiras nas paredes) 80 R$ 0,35 28,00R$ 11 Espigão em Aço Inox p/ mangueira de 1/2" x 3/8" NPT 32 R$ 8,50 272,00R$ 12 Espigão em Aço Inox p/ mangueira de 1/8" x 3/8" NPT 12 R$ 8,50 102,00R$ 13 Tee 1/2" x 1/2" 4 R$ 6,00 24,00R$ 14 Manômetro em Aço Inox - Escala 0-10 bar 4 R$ 109,25 437,00R$ 15 Painel em Aço para alojamento do CLP - 800 x 400mm 1 R$ 1.700,00 1.700,00R$ 16 Cabo Flexível PT 3 x 1,0mm Isol. 750V - 25,0m 4 R$ 34,00 136,00R$ 17 Cabo Flexível PT 4 x 1,0mm Isol. 750V - 25,0m 4 R$ 34,00 136,00R$ 18 Disjuntor Geral 1 R$ 80,00 80,00R$ 19 Disjuntor de Comando 1 R$ 80,00 80,00R$ 20 Disjuntor de Motores 1 R$ 80,00 80,00R$ 21 Fonte 220Vac / 24Vdc - 3,0A 1 R$ 84,00 84,00R$ 22 Sensor de presença 4 R$ 130,00 520,00R$ Impostos: IPI e ICMS inclusos Total: 19.139,06R$ Total / Linha: 4.784,77R$ Item Descrição Cálculo de Custo - Materiais Controle - CLP Tabela 2.4 – Materiais e Custos 343.1.4 Esquema Hidráulico A Figura 2.4 a seguir, mostra o esquema hidráulico do sistema: TankNoRes CheckValve3 PressureSensor3 DisplacementPump3 PressureReliefValve3 CheckValve2 PressureSensor2 DisplacementPump2 PressureReliefValve2 CheckValve1 PressureSensor1 DisplacementPump1 PressureReliefValve1 CheckValve PressureSensor PressureReliefValve DisplacementPump 20-sim 4.0 Viewer (c) CLP 2008 Figura 2.4 – Esquema Hidráulico 35 3.1.5 Esquema Elétrico Figura 2.5 – Esquema Elétrico 36 3.2 Metodologia Através do CLP, podem ser programadas de 01 à 04 bombas para trabalhar com 04 modos de operação: fluxo contínuo, batelada, acionamento remoto e temporizado, contando também com uma função de desabilitação; podendo registrar até 04 diferentes receitas. As bombas deverão efetuar a dosagem de fluído à base de Ácido Propiônico (C3H6O2) com as seguintes características: - Viscosidade: 10,0 cP - Densidade: 0,992 g/cm² - Temperatura de Fusão: -21°C - Temperatura de Ebulição: 141°C[8] As condições operacionais as quais as bombas estão sujeitas são: - Pressão de Sucção: Afogada - Pressão de Descarga: 2,00 bar - Temperatura do Fluído: Ambiente (25°C) - Vazão (variável de acordo com a velocidade do acionamento ou fixa para operação em batelada) 3.2.1 Programação Definidas as variáveis, foi elaborado o fluxograma para elaboração da lógica de programação e posteriormente, foi desenvolvido o programa em linguagem Ladder. O fluxograma se desenvolve através de níveis de programação. Na Figura 2.6 a seguir é mostrado o primeiro nível, que corresponde à seleção e habilitação de uma a quatro receitas, o segundo nível, que corresponde à seleção das bombas, podendo também ser de uma à quatro e o terceiro e último nível que apresenta os quatro diferentes modos de operação da bomba que podem ser selecionados: 37 1111 Incio = 1 1 2222 =1 2 3 HABILITA RECEITA 2HABILITA RECEITA 1 4 HABILITA RECEITA 3 5 HABILITA RECEITA 4 3333 =1 6 7 8 9 4444 =1 SELECIONA BOMBA 4SELECIONA BOMBA 3SELECIONA BOMBA 2SELECIONA BOMBA 1 11 13 5555 =1 TEMPORIZADO BATELADA 15 14 DESABILITADOCONTROLE REMOTO1210 FLUXO CONTINUO 16 6666 =1 CHECAR SENSOR S1 7777 17 LIGA MOTOR 1 SE S1=1 18 8888 =0 TEMPO BATELADA SELECIONAR RECEITA VAZAO 9999 =0 1 01 01 01 0 =1 19 TEMPO INTERVALO 1 11 11 11 1 =1 20 CHECAR SENSOR S2 1 21 21 21 2 21 LIGA M OTOR 2 SE S2=1 22 1 31 31 31 3 =1 CHECAR SINAL 1 41 41 41 4 =1 23 CHECA SENSOR S3 1 51 51 51 5 24 LIGA MOTOR 3 SE S3=1 25 1 61 61 61 6 =0 VAZAO 1 71 71 71 7 =0 1 81 81 81 8 =1 26 TEMPO 1 91 91 91 9 =1 27 CHECAR SENSOR S4 2 02 02 02 0 28 LIGA MOTOR 4 SE S4=1 Figura 2.6 – Fluxograma da Lógica de Programação Após a conclusão da lógica, inicia-se o desenvolvimento da programação. O ambiente de desenvolvimento do CLP é composto por um Menu Principal com as seguintes opções: - Projeto: carrega um projeto existente ou cria um novo; - Programa: edita um programa em Ladder; - Controlador: gera um código executável para ser enviado ao controlador ZAP500; - Depurador: permite a visualização do programa em funcionamento no micro-controlador; - Supervisão: gera a supervisão de blocos de controle (PID) ou gráficos de tendência (“Trend Variáveis” ).[2] Os principais operadores utilizados neste CLP são: - I: Representa as entradas digitais. As diferentes entradas são distinguidas através de números seqüenciais. Ex: I1, I2, I3; - O: Representa as saídas digitais. As diferentes saídas são distinguidas através de números seqüenciais. Ex: O1, O2, O3; - R: Representa um contato auxiliar. Estes não tem conexão direta com o meio físico (processo) e são úteis na definição das lógicas. Também são diferenciados através de números seqüenciais. Ex: R1, R2, R3; 38 - M: Memória destinada a guardar valores inteiros de 16 bits, ou seja, números de –32768 a +32768; - D: Memória destinada a armazenar valores reais, ou seja, números de –10-38 a +10+38; - K: Memória destinada a armazenar uma constante inteira de 16 bits. Pode assumir valores de –999 a +9999; - H: Representa o valor de uma constante Hexadecimal. Pode assumir valores na faixa de 0 a FFFF; - Q: Representa o valor de uma constante real. Pode ser usado com números na faixa de –10- 38 a +10+38; - E: Representa um canal de entrada analógica. Usado pelo bloco de movimentação “MOV”, quando se deseja lê o valor de uma entrada analógica do controlador em uma memória; - S: Representa um canal de saída analógica. Usado pelo bloco de movimentação “MOV”, quando se deseja movimentar o valor de uma memória a uma saída; - T: Representa um elemento de sinalização de eventos, como por exemplo, para identificar uma mensagem. Identifica uma lógica qualquer, presente em um programa. Representa um malha de controle PID.[2] Dos operadores citados acima, o único que não foi utilizado no desenvolvimento do programa de aplicação foi o operador H. Além disso, foram utilizadas as funções Básicas (contatos NA, NF e relés de saída), elementos de Pulso (flip flops SET e RESET), Temporizadores, Funções Matemáticas (adição, multiplicação e divisão), Funções de Comparação e de Movimento. Foram usadas também Funções de Fluxo, como início de relé mestre (MRL) e fim de relé mestre (EMR) na criação de sub-rotinas (caso um bloco referente a uma parte da programação não seja ativado, o CLP executa a leitura do próximo bloco subseqüente). Foi utilizada também a Função de finalização do programa (END). Ao término do desenvolvimento do programa, o mesmo é executado no CLP para verificação da lógica de programação e correção de possíveis erros, sendo por fim definido o programa mostrado nas figuras que vão da Figura 2.7 à Figura 3.8, sendo que as duas primeiras figuras (2.7 e 2.8) tratam das mensagens da IHM: 39 Figura 2.7 – Programação em Linguagem Ladder – Telas IHM 40 Figura 2.8 – Programação em Linguagem Ladder – Telas IHM 41 Figura 2.9 – Programação em Linguagem Ladder 42 Figura 3.0 – Programação em Linguagem Ladder 43 Figura 3.1 – Programação em Linguagem Ladder 44 Figura 3.2 – Programação em Linguagem Ladder 45 Figura 3.3 – Programação em Linguagem Ladder 46 Figura 3.4 – Programação em Linguagem Ladder 47 Figura 3.5 – Programação em Linguagem Ladder 48 Figura 3.6 – Programação em Linguagem Ladder 49 Figura 3.7 – Programação em Linguagem Ladder 50 Figura 3.8 – Programação em Linguagem Ladder Para execução e teste no CLP, é habilitada apenas uma receita e uma bomba. Posteriormente são habilitados todos os modos de operação da bomba, sendo um por vez, devido às limitações de entradas e saídas (I/O) e de memória do CLP utilizado no teste. 51 O mapeamento das memórias, contatos, constantes, entradas e saídas utilizadas na programação, é apresentado a seguir, da Tabela 2.5 à Tabela 3.0: Memória TAG M0000 INDEX M0050 - M0100 FLUXO M0101 TBAT M0102 TINT M0103 - M0104 - M0105 VAZAO M0106 TEMPO M0107 - M0500 - M0501 - M0502 -M0503 - M0504 - M0505 - M0506 - M0507 - M0508 - M0509 - Memórias de Valores Inteiros de 16 bits (M) Função Auxílio no avanço / passagem de etapas Tempo para desativação das Teclas IHM Valor (%) da vazão (Fluxo Contínuo) Tempo de Batelada Tempo de Intervalo (Batelada) Contador do Tempo de Batelada Contador do Tempo de Intervalo (Batelada) Valor (%) da vazão (Temporizado) Tempo de Operação Contador do Tempo de Operação Contador do Tempo para desativação da Tecla 0 (IHM) Contador do Tempo para desativação da Tecla 1 (IHM) Contador do Tempo para desativação da Tecla 2 (IHM) Contador do Tempo para desativação da Tecla 3 (IHM) Contador do Tempo para desativação da Tecla 4 (IHM) Contador do Tempo para desativação da Tecla 5 (IHM) Contador do Tempo para desativação da Tecla 6 (IHM) Contador do Tempo para desativação da Tecla 7 (IHM) Contador do Tempo para desativação da Tecla 8 (IHM) Contador do Tempo para desativação da Tecla 9 (IHM) Tabela 2.5 – Mapeamento de Memórias de Valores Inteiros de 16 bits (M) Memória TAG K0000 0 K0050 - K0001 1 K0001 1 K0002 2 K0003 3 K0004 4 K0005 5 K0006 6 K0007 7 K0008 8 K0009 9 K0010 10 K0010 10 K0011 11 K0012 12 K0013 13 K0014 14 K0100 100 Memórias de Constantes Inteiras (K) Função Identificar / avançar etapa em execução Tempo para desativação das Teclas IHM Identificar / avançar etapa em execução Incrementar Tempos e Vazões Identificar / avançar etapa em execução Identificar / avançar etapa em execução Identificar / avançar etapa em execução Identificar / avançar etapa em execução Identificar / avançar etapa em execução Identificar / avançar etapa em execução Identificar / avançar etapa em execução Identificar / avançar etapa em execução Identificar / avançar etapa em execução Incrementar Tempos e Vazões Identificar / avançar etapa em execução Identificar / avançar etapa em execução Identificar / avançar etapa em execução Identificar / avançar etapa em execução Incrementar Tempos e Vazões Tabela 2.6 – Mapeamento de Memórias de Constantes Inteiras (K) 52 Memória TAG D0000 - D0001 P VAZAO D0002 - D0003 P FC D0004 P VAZAO Memória de Valores Reais (D) Função Auxiliar na obtenção da escala de vazão (%) Valor de vazão (%) (Controle Remoto) Auxiliar na obtenção da escala de vazão (%) Valor de vazão (%) (Fluxo Contínuo) Valor da vazão (%) (Temporizado) Tabela 2.7 – Mapeamento de Memórias de Valores Reais (D) Contato TAG R0000 Start R0001 - R0002 - R0003 - R0004 - R0005 - R0006 - R0007 - R0008 - R0009 - R0010 KEY 0 R0011 KEY 1 R0012 KEY 2 R0013 KEY 3 R0014 KEY 4 R0015 KEY 5 R0016 KEY 6 R0017 KEY 7 R0018 KEY 8 R0019 KEY 9 R0020 R AUXT1 R0021 R AUXT2 R0022 R AUXV R0024 - R0025 - Contatos Auxiliares (R) Função Ativar Tecla 0 Ativar Tecla 1 Ativar Tecla 2 Ativar Tecla 3 Ativar Tecla 4 Ativar Tecla 5 Ativar Tecla 6 Ativar Tecla 7 Ativar Tecla 8 Ativar Tecla 9 Tecla 0 Tecla 1 Tecla 2 Tecla 3 Tecla 4 Tecla 5 Tecla 6 Tecla 7 Tecla 8 Tecla 9 Ativar Tempo de Intervalo / Sensor de Preseça (Batelada) Ativar Tempo de Batelada Ativar Vazão / Sensor de Presença (Temporizado) Sensor de Presença (Fluxo Contínuo) Sensor de Presença (Controle Remoto) Tabela 2.8 – Mapeamento de Contatos Auxiliares (R) Constante TAG Q0000 - Constante Real (Q) Função Auxiliar na obtenção da escala de vazão (%) Tabela 2.9 – Mapeamento de Constantes Reais (Q) 53 Entrada TAG I0000 LIG CLP I0001 - I0002 - Saída TAG O0010 - Entrada TAG E0000 - Saída TAG S0000 - Entradas Digitais (I) Função Carregar/Recarregar programa Acionar Sensor de Presença / Temporizador (Temporização) Acionar Sensor de Presença (Controle Remoto) Saída Digital (O) Função Ativar dispositivo de saída Entrada Analógica (E) Função Entrada de Sinal 4-20mA (Controle Remoto) Saída Analógica (S) Função Ativar dispositivo de saída (Fluxo Contínuo) Tabela 3.0 – Mapeamento de Entradas e Saídas Digitais e Analógicas 54 4 RESULTADOS O programa desenvolvido foi testado no CLP, possibilitando a programação dos 04 modos de operação, variando a vazão de acordo com o valor inserido no programa em porcentagem. A variação da vazão deve ocorrer de acordo com a curva de performance da bomba na Figura 3.9, considerando os dados operacionais citados anteriormente na metodologia: Figura 3.9 – Curva da Bomba Dosadora Micropump, modelo GJ-N23.FF1S.A[6] O modo de operação por batelada não possui programação de vazão, sendo a mesma fixada na vazão máxima (100%) de 2100 ml/min com velocidade de 3450 rpm. Também não é programado o número de ciclos, o controle é feito apenas pela programação dos tempos de operação e de intervalo. Todos os tempos são programados em segundo. A bomba apresentará uma pressão de descarga de 2,0 bar e tem a vazão programada de acordo com seu valor em porcentagem. Na Tabela 3.1 apresentada à seguir, encontramos a relação de vazão e velocidade do acionamento (RPM) em paralelo com os valores em porcentagem da vazão, utilizados para programação das bombas no CLP: 55 Vazão (ml/ min) Velocidade (RPM) Vazão (%) 105 173 5 210 345 10 315 518 15 420 690 20 525 863 25 630 1035 30 735 1208 35 840 1380 40 945 1553 45 1050 1725 50 1155 1898 55 1260 2070 60 1365 2243 65 1470 2415 70 1575 2588 75 1680 2760 80 1785 2933 85 1890 3105 90 1995 3278 95 2100 3450 100 Tabela 3.1 - Valores de Vazão x Velocidade A vazão mínima recomendada é 210 ml/min (10%) com 345 rpm, devido ao limite de operação mínimo do motor elétrico para freqüência ser 6 Hz, pois se reduzirmos mais a mesma (reduzindo portanto a velocidade de rotação), a refrigeração do motor será prejudicada pela baixa velocidade do ventilador, necessitando da instalação de um kit de ventilação forçada para evitar o aquecimento do motor elétrico, porém, este dispositivo está disponível apenas para motores elétricos à partir de 1,0 cv de potência e carcaça IEC 90, o motor utilizado no projeto tem potência de 0,25 cv e carcaça IEC 63. O sistema também seguiu os tempos de operação programados nos modos batelada e temporizado, além de obedecer o comando de desabilitação. Devido as limitações de I/O (entradas e saídas) e memória, quando selecionadas as receitas e bombas de 2 à 4, é exibida pela IHM a mensagem: “Indisponível”, conforme programado. 56 5 CONCLUSÃO O projeto desenvolvido teve por objetivo executar uma melhoria em um projeto anterior de um sistema de dosagem de solução à base de Ácido Propiônico, visando reduzir as deficiências do mesmo através do controle por CLP de até 04 bombas dosadoras e até 04 receitas, podendo cada bomba operar em 04 modos diferentes. Através do Controlador Lógico Programável, foi possível desenvolver a programação em linguagem Ladder e testar a lógica para o comando das bombas dosadoras de acordo com as receitas, bombas e o modos de operação solicitados, mesmo com as limitações de memória e de I/O (entradas e saídas de sinal) do CLP. Assim, temos um sistema mais leve, compacto e com maior flexibilidade de controle, que evita a necessidade de se implantar um sistema para cada linha, eliminando as deficiências do sistema anterior como acessibilidade, necessidade de mudança e transporte do sistema de acordo com a linha em operação, com várias possibilidades de operação através da programação das receitas e modos de operação e custo inicial por linha de processo próximo ao custo do antigo sistema, proporcionando boa relação custo-benefício. Não é possível identificar o cliente e nem oproduto no qual é feita a dosagem devido às cláusulas de sigilo exigidas pelo mesmo. Devido a isso, o custo de sistema desenvolvido anteriormente também não pode ser divulgado. 5.1 Contribuições Resumidamente, as principais contribuições gerais deste projeto foram as melhorias em uma linha de produção com o auxílio de ferramentas de automação, que permitiram maior agilidade, flexibilidade e economia no processo. 57 5.2 Extensões Este trabalho pode ser continuado estendendo-se o estudo a outras aplicações que apresentam as mesmas características, como diferentes linhas de produção que apresentam variações na vazão de fluído e diferentes regimes de operação. Deve-se checar também, o comportamento do sistema com outras tecnologias de bombas, como peristálticas e de engrenagens internas, e ainda com bombas de comportamento não linear como centrífugas e pneumáticas, executando a linearização das mesmas através da realimentação de dados com auxílio de sensores para comparar a saída obtida com a saída desejada, enviando o sinal de leitura para entrada para execução das correções necessárias. Pode-se agregar mais uma ferramenta de controle através da implantação de uma chave de nível no tanque, conectada ao CLP, para monitorar o nível de fluído enviando sinais de alerta e paralisando a operação do equipamento no caso de esvaziamento total do tanque. Em conjunto com o sensores de presença, este dispositivo impede que as bombas trabalhem sem produto, evitando desperdício de energia e possíveis danos aos conjuntos moto-bombas. 58 Referências Bibliográficas [1] GEORGINI, M. Automação Aplicada - Descrição e Implementação de Sistemas Seqüenciais com PLCs. 6 Ed. Editora Érica. [2] SILVA, M. E. Controladores Lógicos Programáveis- Ladder. EEP Escola de Engenharia de Piracicaba. 2007. Apostila. [3] TETRALON, Ind. e Com. de Equips Inds. Ltda. ABC de Bombas. São Paulo. Apostila. [4] MACINTYRE, A. J. Bombas e Instalações de Bombeamento. 2 Ed. Rio de Janeiro. Editora LTC. 1997 [5] MATTOS, E. E., FALCO R. F. Bombas Industriais. 2 Ed. Rio de Janeiro. Editora Interciência. 1998 [6] MICROPUMP, INC. Series 120 Magnetic Drive Gear Pump. Catálogo TT2746MPV-05/2001 [7] OGATA, K. Engenharia de Controle Moderno. 4ª Ed. São Paulo. Prentice Hall. 2003. [8] ÁCIDO PROPIÔNICO. Disponível em: <http://www.tiosam.net/enciclopedia/acido_propionico>. Acesso em 19.Mar.2009