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PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE DOS ATOS PROCESSUAIS
De acordo como declarado na Constituição Federal Art. 5º inc. LX “a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem.”
Mediante esse instrumento uma forma de resguardar os direitos de todo cidadão, por declarar uma transparência nos atos processuais, como um controle e uma “fiscalização” do que acontece na justiça, como também consagrado na Constituição o Direito a Informação, sendo de interesse público que ações que transcorram na justiça seja de acesso população, garantindo, em regra, acesso a qualquer indivíduo, desta mesma forma o Código de Processo Civil assegura que os processos serão públicos e veda esta publicidade de acordo com as prerrogativas da nossa Carta Magna. 
Um divórcio como exemplificação não há necessidade de expor ambas intimidade do casal, não é de interesse social o que houve na vida do casal para tal motivação, então como forma de defesa é um dos atos processuais que possa transcorrer em segredo de Justiça, portanto uma publicidade restrita, pode ocorrer de esta mesma publicidade ser restringida até para a parte contrária, porém não permitido se delimitar aos Procuradores das partes, advogados e Ministério Público do caso acesso a esta publicidade.
A publicidade dos atos processuais se tornam uma preocupação, e também uma ferramenta de garantia contra o arbítrio, enquanto ao exercício do poder do Estado, se manifestando de forma secreta, fora das possibilidades do controle público.
 
O QUE ACONTECEU NO PROCESSO
No processo aconteceu a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), regulamentada na Lei 9.868/99, e em muitos casos contrariam a Constituição Federal. Ela se diferencia de outras decisões proferidas por dirigir – se em regra apenas as partes interessadas, que participaram do processo, não alcançando quem não participou do processo em questão.
O autor alega que os dispositivos ofendem os Art. 5 º, LX e Art. 93, ambos da Constituição Federal. 
Sustenta a garantia da publicidade dos atos processuais, assegurando a ampla defesa, o contraditório e o julgamento imparcial, valendo da publicidade restrita, sendo que os atos devem ser presenciados unicamente pelas partes e por seus advogados, resguardando assim sua intimidade e principalmente o interesse público. 
COMO ACONTECEU
Devido a art.16 lei 8.185/91 ser considerado inconstitucional, o fato de uma ação criminal ser segredo de justiça por foro de cargo público, o Procurador Geral da República propôs a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade).
ALEGAÇÕES DAS PARTES
O Procurador Geral da República propôs a ação de inconstitucionalidade, alegando que está sendo violado a publicidade dos atos processuais de acordo com Art. 93 Inciso IX/CF 88 no que diz respeito art.16 da Lei 8.185/91;
A Constituição admite que lei ordinária restrinja essa garantia, não fazendo sentido todo e qualquer julgamento penal de autoridade de cargo público corra em segredo de justiça; 
Requerente alega que o Processo Penal Brasileiro adota Publicidade Plena, e restrita no caso de intimidade ou interesse público assim como na CF/88, sendo assim não se justifica para que todo julgamento penal haja razão pela qual o processo corra em segredo de justiça pelo cargo público ocupado, alegando que na lei 8.038/90 não se encontra prerrogativa para casos assim.
O Procurador Geral da República alega que não há um interesse público suficiente para justificar que ações penais da competência originaria do tribunal sejam julgadas em segredo, sustenta que diante multiplicidade e complexidade dos casos que podem haver ou ser submetidos ao julgamento do tribunal não cabe a lei prever e segmentar quais casos aplicando publicidade plena ou restrita.
Advocacia Geral da União sustenta que a própria norma admite exceções, argumentando que deverá ser visto caso a caso, para que não ocorra um linchamento antecipado, livre de pressões; argumentando ainda que a própria constituição reconhece a constitucionalidade da norma que prevê sessão secreta.
A AGU (Advocacia Geral da União) sustenta que a norma é dirigida ao legislador, a restrição de publicidade constitui preservar pessoas que exerçam funções públicas, como forma de medida protetiva de atentados não só dos agentes públicos como das instituições que representam, alegando que mais que as pessoas comuns em um processo criminal que podem sofrer com pré-julgamentos, uma pessoa que ocupa um cargo público pode sofrer consequências perante sociedade mesmo que seja absolvido
OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO JUDICIAL
A relatora alega que como se depreende do relatório, a questão em mérito passaria pelo exame de legitimidade da restrição ao direito fundamental da publicidade dos julgamentos e pela consequente averiguação da adequação, da necessidade e da proporcionalidade em sentido restrito, e a forma secreta de sessão para julgamento das ações criminais de competência originária do TJ DFT, movidas contra autoridades detentoras de foro por prerrogativa no âmbito do Distrito Industrial.
Alega também que muito antes do ajuizamento da presente ação, a determinação do grau de publicidade das sessões de julgamento de ações penais no TJDFT já se encontrava disciplinada pela norma contida no art. 12 da lei 8038/90.
Pede a análise dos dois dispositivos do Regimento Interno do TJDFT que impõem a realização de sessão secreta, no Âmbito da Corte Distrital, no julgamento e também naquele que é apreciada a procedência ou a improcedência da acusação.
Alega a peculiaridade da presente ação direta em sessão secreta, formado por dispositivo de lei federal e por dois outros pertencentes ao regime interno de tribunal. Conforme as normas regimentais constante no TJDFT art. 144 e 150, pede – se para regulamentar – se o pedido de julgamento penal de autoridades possuidoras de foro por prerrogativa de função, impondo a modalidade secreta de sessão, com presença das partes e do Procurador da Justiça.
CONCLUSÃO DA DECISÃO JUDICIAL
Julgado procedente o pedido e declarado a Inconstitucionalidade formal da expressão “deliberando o Tribunal em sessão secreta, com a presença das partes e do Procurador Geral da Justiça”, contida no art. 144, parágrafo único do Regimento interno do tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, bem como o art. 150, deste mesmo regimento.

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