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E x p r e s s ã o g r á f i c a 
2_Aula - 11/08/2016
Material de Trabalho
Prof. Esp. Marcelo Salmon
LAPISEIRAS E GRAFITES PARA DESENHO
 As lapiseiras, também conhecidas como porta-minas, tiveram sua
primeira patente em 1822, na Inglaterra, sendo seguidas por inúmeras
alterações nos anos seguintes, como o mecanismo de mola para
alimentação, em 1877, e a alimentação por rotação, em 1895.
 A primeira mina (grafite) 0.9 mm, que não precisava ser apontada, foi
lançada em 1938.
 Utilizadas em desenho técnico, elas devem obedecer às normas
técnicas (NBR 8403) quanto a sua numeração, pois cada traço
desenhado, contínuo ou tracejado, com espessura diferente, possui
um significado, representando algum elemento específico.
 Lapiseira 0.9 mm ou 0.7 mm
 As lapiseiras 0.9 e 0.7 são direcionadas para traços de
espessura mais forte, linhas de contorno, utilizadas para
representar elementos construídos como paredes, bordas
de peças ou elementos com espessura.
 Também são utilizadas para elaborar esboços, croquis,
isto é, desenhos na fase de criação.
LAPISEIRAS E GRAFITES PARA DESENHO
 Lapiseira 0.5 mm
 Utilizada para desenhar elementos como cotas, textos,
caixilhos (em desenhos arquitetônicos), linhas em vista,
como degraus, linhas de dobras, ou indicativas, em casos
de desenhos mecânicos. Quando tracejadas, podem
indicar projeção (traços menores) ou linhas de eixo (traços
maiores ou traço-ponto).
LAPISEIRAS E GRAFITES PARA DESENHO
 Lapiseira 0.3 mm 
 Traçadas levemente, as linhas auxiliares, ou de
construção, representam as linhas que apóiam o desenho
principal; geralmente não necessitam ser apagadas devido
à extrema leveza da linha, como a linha de extensão da
cota.
LAPISEIRAS E GRAFITES PARA DESENHO
 Apesar da descoberta da grafite por volta de 1400, na
Baviera, somente em 1564, na Inglaterra, surgiram os
primeiros lápis graças à descoberta de enormes minas
que irão fornecer material à Europa até o século XIX.
 Antigamente chamadas de minas, as grafites são
extremamente importantes, pois, conforme sua escolha,
o desenho terá uma evolução específica.
LAPISEIRAS E GRAFITES PARA DESENHO
 Grafite H (hard)
 As grafites com numeração H são mais duras, isto é, possuem
 mais argila, logo, soltam menos pó, borrando menos, gerando
traços mais finos e claros, que não apagam facilmente quando
usados com muita pressão.
 São utilizadas geralmente nas linhas de auxiliares e em
desenhos finais pelo fato de não borrarem facilmente. Sua
numeração pode ir de 9H a 2H, H e HB, sendo estas três
últimas utilizadas para desenho técnico, nas lapiseiras 0.3 (2H e
H) e 0.5 (H e HB).
LAPISEIRAS E GRAFITES PARA DESENHO
 Grafite B (brand ou black)
 É utilizada para traços mais fortes e escuros, escritas
maiores e, como tem menos argila, tende a borrar mais, pois
deposita mais grafite no papel, soltando mais pó.
 Pelo fato de ser macia, é muitas vezes usada na elaboração
de esboços e croquis. Sua numeração vai de 9B a 2B e B,
sendo as duas últimas para desenho técnico. Tem-se 0.5 e
0.7 (HB e B) e 0.9 (HB, B e 2B).
LAPISEIRAS E GRAFITES PARA DESENHO
 Grafite HB 
 Grafite de dureza média, muito utilizada para escrita, para
traçados de linhas densas e fortes, é considerada de uso
geral, apesar de borrar e ser fácil de apagar.
LAPISEIRAS E GRAFITES PARA DESENHO
Média
HB
Macias
B 2B 3B 4B 5B 6B 7B 8B 9B
Duras 
9H 8H 7H 6H 5H 4H 2H H 
LAPISEIRAS E GRAFITES PARA DESENHO
LAPISEIRAS E GRAFITES PARA DESENHO
BORRACHA
 A escolha da borracha adequada colabora para o desenvolvimento de um
desenho limpo, sem manchas ou duplicidade de informação. Há vários tipos e
formatos no mercado, sendo que para o desenho técnico os mais indicados
são:
 Borracha plástica – muito importante para o desenho técnico, pois permite
apagar traços mais fortes e, por ser mais dura do que as demais, permite um
acabamento mais refinado.
 Limpa-tipo – borracha bastante maleável, similar a uma massa de modelar,
tem a capacidade de absorver as partículas menores de grafites sem estragar
o papel, isto é, tem como função básica a remoção do excesso de grafite sem
borrar.
 Caneta-borracha – muito importante, pois serve para apagar detalhes em
locais que necessitam de maior precisão.
BORRACHA
ESQUADRO, GABARITO, CURVAS FRANCESAS E 
GABARITOS
 Os esquadros, gabaritos e curvas atuam como instrumentos
complementares à régua paralela ou “T” para apoiarem o traço de diversas
formas com a precisão de uma régua.
 Esquadros: podem ser de 45º ou 30º/60º. Quando apoiados na régua
paralela ou “T”, servem de apoio ao traço conforme seu respectivo ângulo
ou, quando associados conjuntamente, podem formar outros diversos
ângulos. Sugere-se a aquisição de esquadros de acrílico sem graduação,
pois estes podem gerar confusões durante o desenho. Podem ser
vendidos em diversos tamanhos, sendo os menores adequados para
transporte, os medianos, para uso em geral, e os grandes são muito
utilizados para desenhos de perspectivas.
ESQUADRO, GABARITO, CURVAS FRANCESAS E 
GABARITOS
 Gabaritos: os gabaritos servem como apoio a desenhos de peças
sanitárias, mobiliários, formas geométricas, círculos (bolômetros), elipses,
símbolos, etc. Funcionam como réguas, em diversas escalas, que
colaboram para o desenvolvimento de um desenho “reto”.
 Curvas francesas e flexíveis: atuam como os gabaritos, dando apoio ao
desenho de curvas
ESQUADRO, GABARITO, CURVAS FRANCESAS E 
GABARITOS
ESCALÍMETRO
 Trata-se de uma régua triangular com seis diferentes graduações que
serve para medir e conceber desenhos em escalas e medições
específicas. O convencional, utilizado em engenharia e arquitetura (no 1),
possui as escalas 1:125, 1:100, 1:75, 1:50, 1:20 e 1:25, simbolizadas em
duplas e geralmente nas respectivas cores (vermelho, verde e azul),
colaborando assim para facilitar seu manuseio. Há também escalímetros
com outras numerações:
 no 2 – escalas: 1:100, 1:200, 1:250, 1:300, 1:400, 1:500;
 no 3 – escalas: 1:20, 1:25, 1:33, 1:50, 1:75, 1:100;
 no 4 – escalas: 1:500, 1:1.000, 1:1.250, 1:1.500, 1:2.000, 1:2.500;
 no 5 – escalas em polegada: 3/32”, 3/16”, 1/8”, 1/4”, 3/8”, 3/4”, 1/2”, 1”,
11/2”, 3”.
ESCALÍMETRO
COMPASSO
 Trata-se de um instrumento composto por uma ponta seca e outra com
grafite, utilizado na elaboração de circunferências, elipses e outros
elementos geométricos.
 O compasso ajustável em ambos os lados permite seu maior alongamento,
alcançando assim maiores diâmetros.
ESCOVA DE DESENHO (BIGODE)
 O bigode é uma escova utilizada para a limpeza da superfície de trabalho
a fim de evitar que se borre o desenho devido à existência de restos de
grafite ou de borracha.
FITA ADESIVA
 Podendo ser fita adesiva do tipo crepe ou vegetal, serve para fixar a folha 
na prancheta, conforme a explicação abaixo.
CANETA NANQUIM
 Nas opções recarregável e descartável, é utilizada para a execução do
desenho finalizado, passado a limpo, feito à mão. Pode ser aplicada nos
papéis-manteiga, sulfite ou vegetal, sendo mais comum nos dois últimos.
Há várias espessuras: 0.1 mm,
 0.2 mm, 0.3 mm, 0.4 mm, 0.5 mm e outras. Para um melhor resultado do
desenho, escolha usar canetas pares ou ímpares, pois a diferença da
espessura dos traços ficará mais evidente. Com relação às descartáveis,
procure ter todas da mesma marca, porque é comum uma caneta 0.5 mm
de uma marca ter espessura muito próxima à de uma caneta 0.7 mm de
outra marca.
CANETA NANQUIM
UTILIZAÇÃO DO MATERIAL
 Para obter um desenho de qualidade (limpo, preciso, rápido e bonito), épreciso utilizar corretamente os instrumentos e realizar alguns
procedimentos que tornam a atividade de desenhar mais prática e exata.
 Primeiramente, antes de iniciar o trabalho, verifi que a iluminação e a
limpeza da prancheta e de todos os instrumentos; se necessário, limpe-os
com flanela, água e sabão.
 Prenda o papel à prancheta com a fi ta adesiva na diagonal e na ordem
descrita no item 2.10 (fi ta adesiva). Essa forma facilita o prendimento do
papel e evita a formação de rugas, deixando-o bem esticado e rente à
superfície. A fita na diagonal também diminui as chances de que ela se
solte no decorrer do trabalho.
UTILIZAÇÃO DO MATERIAL
 A folha também deve ser fixada horizontalmente à régua paralela, para
garantir que as linhas feitas com esse instrumento fi quem paralelas às
bordas da folha, não dando a impressão de um desenho torto.
 A lapiseira deve ter uma ponta fi na, comprida, reta e não retrátil. No final
dessa ponta deve haver um degrau que servirá de apoio a ser encostado
na régua e nos esquadros para facilitar o deslizamento da lapiseira.
UTILIZAÇÃO DO MATERIAL
 Ao segurar a lapiseira, incline-a ligeiramente no sentido do traço e apoie
apenas o dedo mínimo na folha, evitando o contato da mão ou do braço
com o papel para não causar borrões.
UTILIZAÇÃO DO MATERIAL
 Procure também girar a lapiseira entre os dedos enquanto realiza o traço.
Dessa forma, haverá um desgaste por igual da grafite mantendo-se esta
do mesmo tamanho e, assim, preserva-se o traço sempre com a mesma
espessura.
UTILIZAÇÃO DO MATERIAL
 A régua paralela pode ser movimentada para cima e para baixo, para a
escolha dos locais onde serão traçadas as linhas. Para traçar linhas na
horizontal, utiliza-se qualquer uma das faces da régua paralela. Para obter
linhas na vertical, necessita-se dos esquadros, que devem ser apoiados na
régua paralela. Repare na figura abaixo: o esquadro está apoiado na régua
de forma que uma das laterais fique perpendicular à régua.
UTILIZAÇÃO DO MATERIAL
 Utiliza-se essa lateral para traçar as linhas na vertical. Tenha o cuidado de
verificar se a base do esquadro está completamente apoiada na régua
para evitar traços tortos.
UTILIZAÇÃO DO MATERIAL
 Nota
 Nunca utilize a régua graduada ou o escalímetro para traçar linhas
paralelas verticais ou horizontais. Eles servem apenas para fazer
medições.
 O apoio do esquadro na régua paralela permite que ele deslize de um lado
para o outro, possibilitando a execução de várias linhas verticais paralelas.
Com os esquadros podem-se também traçar linhas em ângulo. Podem ser
os ângulos convencionais, ou seja, os do próprio esquadro (30°, 45°, 60°),
ou a utilização de dois esquadros para obtenção de outros ângulos (15° e
75°) conforme os exemplos abaixo:
UTILIZAÇÃO DO MATERIAL
UTILIZAÇÃO DO MATERIAL
 Ao passar a limpo o desenho no papel vegetal, utilize a caneta nanquim
perpendicular à folha, apoiada na régua paralela ou no esquadro. Para
evitar borrões, limpe os restos de borracha sobre o papel e não deixe que
a ponta da caneta fique muito rente à régua ou ao esquadro, pois o
excesso de tinta pode escorrer por debaixo da superfície desses
instrumentos, manchando o papel. Outra orientação é programar os traços
de forma a evitar que a régua e o esquadro fiquem passando por cima do
nanquim ainda molhado.
PRINCIPAIS NORMAS TÉCNICAS
 NBR 6492: Representação de projetos de arquitetura.
 NBR 10067: Princípios Gerais de representação em
desenho técnico.
 NBR 6492: Representação de projetos de arquitetura
 NBR 8196: Emprego de escalas em desenho técnico
 NBR 8402: Execução de caractere para escrita em
desenho técnico
 NBR 8403: Aplicação de linhas em desenhos – Tipos de
linhas – Larguras das linhas
 NBR 10068: Folha de desenho – Layout e dimensões –
Out./1987
PRINCIPAIS NORMAS TÉCNICAS
 NBR 10126: Cotagem em desenho técnico
 NBR ISO 10209-2: Documentação técnica de produto –
Vocabulário – Termos relativos
 aos métodos de projeção
 NBR 10582: Apresentação da folha para desenho
técnico
 NBR 13142: Dobramento de cópias de desenho técnico
PRINCIPAIS NORMAS TÉCNICAS
F I M ...
BOA NOITE ...

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