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Universidade Federal Rural de Pernambuco Bacharelado em Administração Administração da Produção Atividade – Planejamento e Controle da Produção e Planejamento da Capacidade LAVANDERIA ESPECIALIZADA As lavanderias especializadas podem ser divididas em duas categorias: lavanderia por quilo ou de autosserviço e lavanderia de roupas hospitalares ou lavanderia industrial. As lavanderias por quilo ou de autosserviço vendem serviço diferenciado; muitas delas oferecem a pré-lavagem da roupa no tanque. O principal atrativo é o preço por peso, que é bem inferior ao que se cobra por peça (serviço pouco procurado atualmente). O autosserviço, caracterizado pela participação do cliente no processo, reduz o preço final. O tempo médio para a lavagem é aproximadamente 30 minutos. Para a secagem o tempo estimado é de 25 minutos. As lavanderias de roupas hospitalares caracterizam-se pela demanda contínua. O elevado investimento em tecnologia, funcionários especializados em segurança, esterilização e regras exigidas pela vigilância sanitária fazem com que os hospitais e as clínicas de saúde terceirizem a lavagem das roupas. Na lavanderia de roupas hospitalares, a recepção e a lavagem das roupas ocorrem na área suja, onde também são armazenados os produtos químicos. Também, nesse local, são instaladas as barreiras sanitárias. As seções de acabamento, rouparia, costura e distribuições e a seção administrativa localizam-se na área limpa. O público-alvo de uma lavanderia especializada são, normalmente, os clientes residenciais e empresas, como hotéis, motéis, restaurantes, hospitais, clínicas, prédios residenciais, flats e indústrias, dependendo da especialidade da lavanderia. ESTRUTURA O imóvel deve dispor dos serviços básicos como, água, luz, esgoto, telefone e internet. É fundamental verificar, antes da compra ou aluguel do ponto comercial, se o local precisa de um sistema de encanamento específico para as máquinas e um sistema de caixas d’água à parte, caso o serviço de água existente não seja considerado de bom a excelente. A estrutura de uma lavanderia especializada deve ser bem ampla e oferecer o melhor conforto ao cliente e aos funcionários. O ideal é que a área seja de 100m2, a qual será dividida entre os seguintes ambientes: recepção, espaço para separação das roupas recebidas, local para as mesas de passar, máquina de lavar, centrifugadora, cestos para retirada de roupas limpas, cabides com roupas lavadas e embaladas. Porém, pode-se iniciar uma lavanderia com uma área mínima de 40m2. O maquinário ideal para começar com uma lavanderia de médio porte inclui: seis máquinas de lavar, dois tanquinhos, dois ferros elétricos, duas máquinas de passar roupas, seis secadoras a gás, um computador completo, um telefone e móveis de escritório. O projeto arquitetônico é um fator muito importante. Os equipamentos devem ser dispostos de modo a facilitar o manuseio das roupas, a movimentação dos funcionários e o fluxo geral do trabalho, tornando-o mais eficiente e produtivo. Em uma lavanderia especializada em roupa doméstica, por exemplo, 25% da área devem ser destinados à separação e à lavagem, 45% ao acabamento e 30% à rouparia, costura e controle. O espaço deve ser amplo e livre, permitindo a movimentação dos funcionários, e contar com boa circulação de ar, visando ao conforto e à saúde dos colaboradores. Outros itens importantes no momento de projetar o espaço são: banheiros com chuveiros para higiene dos colaboradores, além de pias e vasos sanitários; estantes para armazenamento e descanso das roupas processadas; reservatório de água para o caso de interrupção do abastecimento. A Associação Nacional das Empresas de Lavanderia (ANEL) recomenda a distribuição espacial em forma de U ou L. Nesse desenho, a roupa entra por um lado e sai por outro. A disposição das máquinas na área física deve seguir a lógica do caminho da roupa (processamento). PESSOAL O quadro de profissionais para uma lavanderia depende do tamanho e das especialidades atendidas. Da mesma forma, a composição da equipe poderá variar de acordo com a estrutura do negócio. O número de funcionários dependerá da quantidade de roupa a ser lavada. Cada trabalhador processa, em média, entre 60 e 80 kg de roupa por hora de trabalho. Sugere-se o seguinte quadro de funcionários para uma lavanderia doméstica: gerente da lavanderia, separador de roupa, lavador de roupa, auxiliar para passagem, costureiras, roupeiro, balconista e entregador. ESTOQUE O estoque de produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa. ORGANIZAÇÂO DO PROCESSO PRODUTIVO As seguintes atividades devem ocorrer numa lavanderia especializada: Recebimento e separação, colocação na máquina, enxagues iniciais, intermediários e finais, umectação, pré-lavagem, lavagem, alvejação/ desinfectação, centrifugação, secagem, passadoria, controle de qualidade e armazenamento e expedição de entrega. FONTE: SEBRAE. Como Montar um Lavanderia Especializada. Disponível em: <https://goo.gl/EG5m3b> Acesso em: 02 jul. 2018. Questões: 1. Nesse tipo de negócio, é possível identificar se a produção é para frente ou para trás. Indique em que situação a produção seria para frente ou para trás e justifique. 2. Existe nivelamento da produção? Quais as demandas? 3. Quais as limitações do processo produtivo deste empreendimento? 4. Represente, graficamente, quais as etapas do processo produtivo. Quais destas etapas podem ocorrer paralelamente? 5. Aponte o arranjo físico ideal para esse tipo de negócio. 6. Nesse empreendimento, o planejamento deverá ser da capacidade, agregado ou plano mestre a produção? Justifique. 7. Aponte, graficamente, as etapas de carregamento, sequenciamento e programação. Lembre-se dos gráficos apresentados no Cap. 10 – A natureza do planejamento e controle (SLACK, Nigel; CHAMBERS, Stuart; JOHNSTON, David Robert. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009). 8. Indique qual o tipo de sequenciamento é o mais adequado a este tipo de atividade. Justifique. Universidade Federal Rural de Pernambuco Bacharelado em Administração Administração da Produção Atividade – Planejamento e Controle da Produção e Planejamento da Capacidade RESTAURANTE SELF-SERVICE Um restaurante self-service está relacionado à conveniência e proximidade, além de oferecer sociabilidade, prazer e qualidade. Ele atende às características locais e um público que não dispõe de muito tempo para suas refeições, tornando-se uma ótima opção para quem precisa almoçar fora de casa, com a opção de escolher o que quer consumir, apresentando uma relação direta entre o que foi consumido e o valor que está sendo pago. Diferente dos restaurantes à lá carte, onde os clientes escolhem seus pratos de uma lista e aguardam o chef de cozinha preparar sua refeição para ser servida à mesa, os restaurantes self-service são chamados desta forma devido ao conceito de autosserviço, onde o próprio cliente vai até o alimento e coloca em seu prato, podendo ou não pesar ao final. Com este sistema, o cliente tem uma variedade maior de opções para colocar em seu prato, além de não precisar esperar que fique pronto Pode ser observado que o setor de foodservice no país tem crescido bastante nos últimos anos, conforme demonstra pesquisafeita pelo Instituto de Foodservice Brasil (IFB), onde afirma que no ano de 2012 cerca de 37% da população brasileira, nos grandes centros, fizeram suas refeições fora de casa ou compraram alimentos prontos e levaram para suas residências. Os números apresentados pelo Anuário Brasileiro da Alimentação fora do lar, edição de 2013, apresenta números animadores para o setor. Em 2012, o consumo interno apenas de alimentos processados foi de R$ 329,2 bilhões, representando para o setor o faturamento de R$ 100,5 bilhões, ou seja, um terço do total. LOCALIZAÇÃO Definir a localização e escolher o imóvel para a instalação da loja é uma das decisões mais importantes para o negócio, sendo fator de sucesso do empreendimento. O restaurante pode ser próximo a grandes centros comerciais, a escritórios ou residências e isto irá refletir em todo o planejamento do negócio. Afinal, seus potenciais clientes transitam em uma região relativamente pequena em torno do restaurante, e é daí que sai a maior parte do movimento. Então, na localização do restaurante deve-se considerar: 1) o objetivo do negócio, 2) o público-alvo que se quer atingir, 3) a população dos arredores, 5) a concorrência existente ou potencial nas redondezas, 5) as condições do imóvel e 6) as vias de acesso. A localização e a estrutura do imóvel deverão estar de acordo com as normas de higiene e limpeza da Vigilância Sanitária e com o Plano Diretor Urbano do município. ESTRUTURA A estrutura de um restaurante self-service é simples, sendo necessária uma área para acomodar um salão para refeições, banheiros, depósito para o estoque e a área da cozinha. Quando a opção for pela diferenciação, para atender a um nicho de clientela mais exigente, é recomendável a contratação de serviços profissionais de um arquiteto, para elaboração de projeto específico. Salão de refeições – O espaço mais nobre e amplo, de fácil acesso, é destinado aos clientes e deve corresponder aproximadamente a 60% da área total do restaurante. A decoração deve ser agradável, o layout funcional, a iluminação adequada, a climatização suficiente para proporcionar sensação de conforto. O atendimento deve se processar com rapidez e eficiência. O caixa deve estar localizado próximo à saída, facilitando e controlando melhor os pagamentos. Na cozinha são elaborados os pratos do cardápio e deve ocupar, em média, 25% do espaço total. Sua localização deve ser estratégica, com fácil acesso aos empregados que vêm do salão para repor as travessas vazias e/ou com pouco conteúdo. Não deve estar muito próxima ao salão de refeições para evitar calor, e o barulho característico do local e odores. Além disso, precisa ter ligação com as outras dependências, tais como despensa, câmaras frigoríficas, depósitos, etc. Os equipamentos devem ser dispostos de forma que não atrapalhem a circulação dos funcionários. A cozinha deve ser dividida em duas áreas: uma para os pratos quentes e outra para os frios. Depósito – Local destinado ao acondicionamento do estoque de alimentos, bebidas, utensílios, objetos de reserva para o restaurante e peças de reposição. Deve estar localizado em local seco, fresco e de fácil higienização. Banheiros – Não devem ficar muito distantes do salão de refeições, mas devem ficar distantes da cozinha. Devem ser bem sinalizados, amplos, arejados, limpos e confortáveis. Devem atender adequadamente os portadores de necessidades especiais. A legislação exige banheiros separados para homens e mulheres. É uma solução bastante requerida pelos clientes. O empresário pode realizar convênios com estacionamentos próximos, ou contratar serviços de manobristas. PESSOAL Seleção: A escolha de profissionais que irão trabalhar no empreendimento precisa ser feita com muita responsabilidade, pois são estes colaboradores que irão atender os clientes do novo empreendimento e fazê-los voltar ou não. Quantidade: A quantidade de funcionários está relacionada ao porte do empreendimento, observando que devem ser adequados ao tipo de serviço que será oferecido e com o horário de funcionamento. A vantagem de um self-service está na quantidade reduzida de profissionais contratados. Como em todo mercado varejista, neste ramo de atividade a rotatividade de pessoal é muito grande, ou seja, os colaboradores não permanecem muito tempo na empresa. Isto demonstra a necessidade de se pensar na retenção destes profissionais. Segundo especialistas, algumas ações são comuns para reter profissionais como: treinamento para qualificação, aumento de salários, planos de carreira baseados no desempenho ou até mesmo troca de departamento/área de atuação. EQUIPAMENTOS Para o salão serão necessários os seguintes móveis e equipamentos: Mesas, cadeiras, aparelho de TV, DVD player. Material de uso diário, talheres, xícaras e pires, pratos, porta-guardanapos, copos, balcão para refeições, réchaud balança eletrônica, geladeira, freezer, chapeira, processador de alimentos, liquidificador, fritadeira, centrífuga de frutas, forno micro-ondas, fogão industrial, mesa, panelas, batedeiras, lixeiras, impressoras, computadores, periféricos e software. ESTOQUE O estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa. ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO 1) Os processos produtivos são: Compra de produtos – processo responsável pela pesquisa de fornecedores que comercializam os produtos que serão transformados nas refeições. É fundamental realizar periodicamente pesquisa de interesses dos clientes para disponibilizar os alimentos mais procurados pela clientela. 2) Serviços de Atendimento ao Cliente – É o processo responsável pelo atendimento ao cliente durante sua permanência no estabelecimento, que compreende a abordagem inicial, orientação para tirar alguma dúvida eventual, oferecimento de bebidas, pesagem, recebimento da conta e controle da saída dos clientes após o pagamento. 3) Serviço de Produção de Alimentos e Montagem do Buffet – Processo que compreende a montagem dos cardápios, higienização dos ingredientes, preparação dos pratos e distribuição destes nos balcões de auto-serviço. Por existir manipulação de alimentos, necessita de um POP (Procedimento Operacional Padrão), mantendo o nível de controle de qualidade e planejamento, observando desde a forma de preparo à entrega ao cliente. 4) Serviço Administrativo – responsável pela gerência e controle das atividades produtivas do restaurante self-service, geralmente é uma atividade exercida pelo proprietário. Inclui a definição da estratégia do negócio, definição da política de relacionamento com clientes, propaganda, compras, pagamentos e recebimentos, controle de bancos, controles financeiros em geral, gestão de pessoas, a representação da empresa perante órgãos públicos e privados e outras que o empreendedor julgar necessárias para o bom andamento do empreendimento. 5) Estoque para reposição – Será necessário manter um nível de estoque para garantir a reposição de produtos no restaurante. O empreendedor deverá tomar o máximo de cuidado para não manter altos níveis de estoque e comprometer a qualidade e o capital de giro. FONTE: SEBRAE. Como Montar um Restaurante, Disponível em< https://goo.gl/ncGsar> Acesso em: 02 jul. 2018. Questões: 1. Nesse tipo de negócio, é possível identificar se a produção é para frente ou para trás. Indique em que situação a produção seria parafrente ou para trás e justifique 2. Existe nivelamento da produção? Quais as demandas? 3. Quais as limitações do processo produtivo deste empreendimento? 4. Represente, graficamente, quais as etapas do processo produtivo. Quais destas etapas podem ocorrer paralelamente? 5. Aponte o arranjo físico ideal para esse tipo de negócio. 6. Nesse empreendimento, o planejamento deverá ser da capacidade, agregado ou plano mestre a produção? Justifique. 7. Aponte, graficamente, as etapas de carregamento, sequenciamento e programação. Lembre-se dos gráficos apresentados no Cap. 10 – A natureza do planejamento e controle (SLACK, Nigel; CHAMBERS, Stuart; JOHNSTON, David Robert. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009). 8. Indique qual o tipo de sequenciamento é o mais adequado a este tipo de atividade. Justifique. Universidade Federal Rural de Pernambuco Bacharelado em Administração Administração da Produção Atividade – Planejamento e Controle da Produção e Planejamento da Capacidade GRÁFICA Gráfica é uma empresa prestadora de serviços cuja função é transferir tinta para um substrato (papel, plásticos, etc..) através de um sistema de impressão, como off-set, rotogravura, flexografia e outros. As gráficas podem ainda oferecer serviços de pós-impressão, como acabamento, dobraduras, encadernação, colagem e efeitos. A indústria gráfica é um setor de grande importância na economia nacional. Na esteira do crescimento da indústria gráfica, o setor acredita que é preciso conquistar mais competitividade no mercado. Em 2010, o patamar de crescimento foi de 4,2% e gerou aproximadamente 11 mil novos postos de trabalho. No Brasil, a indústria gráfica emprega mais de 200 mil pessoas, distribuídas em aproximadamente 19 mil gráficas. O faturamento do segmento gráfico tem girado em torno de R$ 23 bilhões anuais. O setor participa com 1% do PIB nacional e quase 6% do total na indústria de transformação. Segundo dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações brasileiras de produtos gráficos totalizaram US$ 255 milhões, no ano de 2008 representando queda de 8,4%, comparadas ao mesmo período do ano anterior. As importações totalizaram US$ 369 milhões, refletindo aumento de 15,7% em relação à igual período de 2007. LOCALIZAÇÃO A localização ideal do negócio depende da estratégia de venda adotada pelo empresário e pelo público-alvo escolhido. A instalação de uma empresa gráfica deverá ser procedida em uma área de preferência industrial, no caso de uso de equipamentos rotativos por emitirem muitos ruídos ou em uma região comercial, caso a opção seja de uma gráfica rápida. Caso a opção for para montar uma gráfica rápida, a área de instalação deve ser em local de fácil acesso, de preferência numa via de grande movimento tanto de veículos quanto de pedestres, com estacionamento próprio ou que tenha nas imediações a prestação desse serviço A escolha do local de funcionamento da indústria gráfica deverá ser feito com muito critério e contar com apoio técnico profissional, visando não incorrer em falha nesse importante momento. Além disso, a infraestrutura do local deve ser adequada para o recebimento e movimentação das matérias-primas utilizadas no processo produtivo e de expedição de produtos acabados. Estando definido o formato da empresa a ser constituída, passa-se então para a identificação da localização e clientela a ser atendida. ESTRUTURA A estrutura para iniciar o negócio irá depender do formato da empresa, dos tipos de produtos ofertados ao mercado e da expectativa do empreendedor, no que tange a capacidade produtiva de seu maquinário e comercialização. Para um empreendimento de pequeno porte de uma empresa que trabalhe com produção de formulários planos, rotativo e PDV, um espaço de 500 m² é suficiente para o atendimento, produção e almoxarifado. A estrutura física pode dividir-se em: • Balcão / recepção para atendimento direto aos clientes (vendas); • Caixa para recebimento dos valores; • Almoxarifado / estoque; • Sala dos equipamentos (indústria); • Sala do proprietário para atividades administrativo-financeira; • Área para recebimento de matéria-prima e expedição de produtos acabados; • Banheiro e pequena copa. Os espaços indicados acima devem ser dotados de layout adequado, respeitando a facilidade de movimentação, conforme segue: a) INDÚSTRIA 400 m² – proceder a disponibilização e instalação dos equipamentos e maquinário envolvido na produção, de forma organizada e harmônica, possibilitando assim facilidade de circulação das pessoas que trabalhem nesse espaço. A iluminação é um item a ser bem observado, pois, o ideal é que a área de produção seja amplamente iluminada pela luz natural, evitando sempre que possível à utilização de iluminação artificial. Caso seja inevitável, deve-se optar pelas lâmpadas fluorescentes, pois tais lâmpadas não emitem grandes níveis de calor e também não exigem tanto esforço visual dos operários. Nesse espaço, além do maquinário, deverão ser observados espaços fechados para armazenamento da matéria-prima, produtos acabados, área de criação de arte e outros que se fizerem necessário. b) ADMINISTRATIVA 55 m² – da mesma forma que na linha de produção, o mobiliário, microcomputadores, dentre outros, devem estar alocados organizadamente, possibilitando o desenvolvimento das atividades de escritório, sendo essa uma das atividades fundamentais para o sucesso do empreendimento, pois uma empresa bem organizada e bem administrada terá maiores possibilidades de sucesso. c) VENDAS 45 m² – esse espaço deverá ser dotado de mesas, cadeiras, telefones para que seja possível atender os clientes com relativo conforto e tranquilidade, bem como possibilitar aos vendedores atuarem na área de televendas. Para a instalação da área de produção / indústria da gráfica o ideal é que o espaço escolhido seja um galpão. O que irá facilitar bastante a distribuição dos ambientes requeridos para esse tipo de empreendimento, tanto na parte da instalação das máquinas e equipamentos envolvidos na produção, quanto à área administrativa, comercial e ainda, amplos espaços destinados ao estoque de matéria-prima e produtos acabados. PESSOAL Considerando a estrutura sugerida para a gráfica, entende-se que o quadro de funcionários para o início das atividades deve ser na ordem de 12 (doze) profissionais, além do empreendedor como gestor do negócio, distribuídos conforme abaixo: Administrativo • Uma pessoa para recepção: essa pessoa que fará a recepção de clientes e também o atendimento telefônico na empresa gráfica; • Uma pessoa para a área de faturamento; • Duas pessoas para a área financeira (caixa e tesouraria) e controle de documentação a ser encaminhada para a área contábil; • Uma pessoa para a área de criação e arte, denominado arte finalista. Vendas • Duas pessoas para área de vendas internas e também para atuar com televendas. Esse profissionais deverão ter treinamento específico sobre os produtos gráficos produzidos na empresa, pois serão esses profissionais que irão apresentar a empresa para os clientes seja de forma presencial, quando o cliente visita a gráfica, ou via telefone; • Duas pessoas para área de venda externa. Serão esses profissionais que irão visitar os clientes em suas empresas ou escritórios comerciais. Indústria / Produção • Quatro funcionários, sendo dois operadores de máquinas gráficas e dois auxiliares. Esses profissionais serão os responsáveis para traduzir o projeto elaborado no momentoda venda de formulários personalizados. • Um funcionário para trabalhar com o fornecimento de matéria- prima e controle de produtos acabados. Já a administração do empreendimento (finanças, compras, pessoal), o acompanhamento periódico de controle de qualidade e, principalmente, as atividades comerciais normalmente são atribuições do empreendedor EQUIPAMENTOS Os equipamentos necessários para a montagem de uma empresa gráfica, considerando uma empresa de pequeno porte, são os seguintes: 1. Maquinário para montagem da gráfica a. Impressora tipográfica; b. Impressora offset nos formatos 4 ou 8; c. Guilhotina automática ou semi-automática com, pelo menos, 0,8 cm de boca; d. Grampeador, de preferência elétrico; e. Serrilhadeira; f. Picotadeira; g. Numerador tipográfico; h. Gravadora de chapas; i. Encadernadora; j. Dobradeira; k. Envelopadeira; l. Perfuradora; m. Toner; n. Tintas, diversas cores; o. Químicos: i. Pó revelador; ii. Limpador de chapas; iii. Restaurador de blanqueta; iv. Solução de fonte. p. Fotolitos; q. Programas especializados (Corel Draw, Quark, InDesign, Photoshop, etc). 2. Equipamentos para a área administrativa a. Mesas; b. Cadeiras; c. Computador; d. Impressora a laser e matricial; e. Telefones; f. Fax. ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO A estrutura para iniciar o negócio irá depender do formato da empresa, dos tipos de produtos ofertados ao mercado e da expectativa do empreendedor, no que tange a capacidade produtiva de seu maquinário e comercialização. Para um empreendimento de pequeno porte de uma empresa que trabalhe com produção de formulários planos, rotativo e PDV, um espaço de 500 m² é suficiente para o atendimento, produção e almoxarifado. A estrutura física pode dividir-se em: • Balcão / recepção para atendimento direto aos clientes (vendas); • Caixa para recebimento dos valores; • Almoxarifado / estoque; • Sala dos equipamentos (indústria); • Sala do proprietário para atividades administrativo-financeira; • Área para recebimento de matéria-prima e expedição de produtos acabados; • Banheiro e pequena copa. Os espaços indicados acima devem ser dotados de layout adequado, respeitando a facilidade de movimentação, conforme segue: a) INDÚSTRIA 400 m² – proceder a disponibilização e instalação dos equipamentos e maquinário envolvido na produção, de forma organizada e harmônica, possibilitando assim facilidade de circulação das pessoas que trabalhem nesse espaço. A iluminação é um item a ser bem observado, pois, o ideal é que a área de produção seja amplamente iluminada pela luz natural, evitando sempre que possível à utilização de iluminação artificial. Caso seja inevitável, deve-se optar pelas lâmpadas fluorescentes, pois tais lâmpadas não emitem grandes níveis de calor e também não exigem tanto esforço visual dos operários. Nesse espaço, além do maquinário, deverão ser observados espaços fechados para armazenamento da matéria-prima, produtos acabados, área de criação de arte e outros que se fizerem necessário. b) ADMINISTRATIVA 55 m² – da mesma forma que na linha de produção, o mobiliário, microcomputadores, dentre outros, devem estar alocados organizadamente, possibilitando o desenvolvimento das atividades de escritório, sendo essa uma das atividades fundamentais para o sucesso do empreendimento, pois uma empresa bem organizada e bem administrada terá maiores possibilidades de sucesso. c) VENDAS 45 m² – esse espaço deverá ser dotado de mesas, cadeiras, telefones para que seja possível atender os clientes com relativo conforto e tranquilidade, bem como possibilitar aos vendedores atuarem na área de televendas. FONTE: SEBRAE. Como Montar uma Gráfica. Disponível em: < https://goo.gl/HsQtnj> Acesso em 02 jul. 2018. 1. Nesse tipo de negócio, é possível identificar se a produção é para frente ou para trás. Indique em que situação a produção seria para frente ou para trás e justifique 2. Existe nivelamento da produção? Quais as demandas? 3. Quais as limitações do processo produtivo deste empreendimento? 4. Represente, graficamente, quais as etapas do processo produtivo. Quais destas etapas podem ocorrer paralelamente? 5. Aponte o arranjo físico ideal para esse tipo de negócio. 6. Nesse empreendimento, o planejamento deverá ser da capacidade, agregado ou plano mestre a produção? Justifique. 7. Aponte, graficamente, as etapas de carregamento, sequenciamento e programação. Lembre-se dos gráficos apresentados no Cap. 10 – A natureza do planejamento e controle (SLACK, Nigel; CHAMBERS, Stuart; JOHNSTON, David Robert. Administração da produção. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009). 8. Indique qual o tipo de sequenciamento é o mais adequado a este tipo de atividade. Justifique.