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Pele e fâneros Pele 2 É o maior órgão do corpo humano. Assegura as relações entre o meio interior e exterior, sendo um órgão resistente, flexível e impermeável. Possui capacidade de se auto-reparar. Área cutânea = 1,85 m2 (altura 1,70 m e 70 Kg) Peso = 4,2 Kg correspondente a 6% do peso corporal Constituintes – água, sais minerais (Na, K, Mg, Ca, Fe, Cu, Zn, Mn, etc…) Pele 3 Vasos cutâneos, volume = 1800 ml correspondente a 30% do sangue circulante pH: ácido (4,5 – 5,5) Temperatura superficial: 30 – 33°C Carga elétrica: negativa Coloração: primariamente pela melanina e pigmentos sanguíneos e secundariamente pelos pigmentos alimentares Esquema de um corte de pele 4 Camadas da pele 5 EPIDERME: compreende a camada de descamação, camada córnea externa, que se sustenta sobre a derme. Função: produção de queratina, defesa contra subst estranhas e formação de pigmento. De fora pra dentro: camada córnea - granulosa - espinhosa - germinativa ou basal. Camada córnea: células são anucleadas, achatadas, desidratadas, com aspecto de finas lâminas superpostas. A esta camada se deve a resistência e a impermeabilidade da pele. Derme e Hipoderme 6 DERME: camada fibrilar. Nela estão inseridas a camada capilar, nervos, vasos sanguíneos e demais fibras. Função: nutrir a epiderme. Hipoderme: É um tecido subcutâneo. Não faz parte da pele. Formado basicamente por tecido adiposo. Função de proteção, armazenamento de gordura e prevenção da perda de calor. Liga a pele aos tecidos mais profundos. 7 Proteção contra ao frio, calor e as radiações Proteção contra a golpes, pressão e a tração Proteção contra agentes químicos e 6) Proteção e defesa contra a entrada de m.os por barreira mecânica e química (manto hidro-lipo-proteico). 8 5) Proteção contra a perda de água e calor Absorção de determinados princípios ativos Secreção de suor e resíduos Termoregulação e regulação da circulação sanguínea Órgão sensorial – rede de nervos localizada na pele Flora cutânea 9 Germes gram-positivos (S. albus , S. epidermidis, ppalmente). Nos cabelos e espaços interdigitais. Micrococus (M. saccharolyticus, M. candidus, M. flavus) no couro cabeludo, axilas e entre os dedos dos pés. A pele oleosa facilita o crescimento de m.o. que também se alojam no funil folicular. Gram-negativos que podem ser encontrados também nas zonas úmidas (Proteus, nos artelhos, E. coli, no períneo) Fungos – Pityrosporum, C. albicans, Aspergillus, etc. Tipos de pele 10 Quanto à coloração: Leucodermes: branca Xantodermes: amarela Melanodermes: negra. Tipos de pele 11 Pele eudérmica (normal) Pele oleosa – emulsão A/O Pele seca: alípica desidratada Pele hidratada Pigmentação cutânea 12 A epiderme, os cabelos e os pêlos são coloridos por pigmentos: as melaninas. São produzidas pelos melanócitos, células especializadas, que se encontram na camada basal (junção dermoepidérmica). Unidade epidérmica de melanização: conjunto de melanócito e queratinócitos associados. Sistema melanocitário 13 Morfologia do melanócito melanossomos queratinócitos 13 Sistema melanocitário 14 Seus dendritos se desenvolvem lateralmente e para cima, entrando em contato com os queratinócitos vizinhos. Cada unidade é formada por um melanócito e trinta queratinócitos. No pêlo, os melanócitos se localizam no bulbo pilar. Após os 40 anos, o nº de melanócitos diminui, bem como sua atividade de síntese. Melanogênese 15 O melanócito, a partir do aparelho de Golgi, sintetisa o melanossomo (organela complexa que contém melanina) - SÍNTESE Em presença da tirosinase ocorre a melanização (produção de melanina) do melanossomo - MELANIZAÇÃO O melanossomo maduro é transferido aos dendritos do melanócito para os queratinócitos vizinhos - TRANSFERÊNCIA Melanogênese 16 Tirosina tirosinase + íons de cobre DOPA (hidroxi-fenil-alanina) Dopaquinona polimerização (+ O2) Eumelanina Dopaquinona (melanina negra ou castanha) adição de cisteína (+ S) Feomelanina (vermelhas e amarelas e castanho-avermelhadas, cabelos ruivos, loiros) Tipos de melanina 17 Eumelaninas – pigmentos castanhos ou marrons. Epiderme, cabelos e pelos. Polimerização da dopaquinona. Feomelaninas – pigmentos castanho-avermelhados (cabelos ruivos). Adição de cisteína (que contém enxofre) na dopaquinona. Tipos de melanina 18 As diferenças raciais não repousam sobre o número de melanócitos. Variam segundo o tipo de melanina, o tamanho dos melanossomos e o nível de degradação nos queratinócitos. Nenhum grupo racial é caracterizado por uma só cor. A despigmentação patológica é devida à destruição parcial dos melanócitos (vitiligo, acronemias cicatriciais). O albinismo é constitucional. Fatores que influenciam a melanogênese 19 Fator genético – as características dos melanossomos são codificadas pelos genes de pigmentação. Fator hormonal – o MSH (Melanocyte Stimulating Hormone), hormônio hipofisário, estimula a melanogênese. Ação dos UV – induzem uma reação de escurecimento cutâneo. Hidratação cutânea 20 Filme hidrolipídico – emulsão A/O que recobre a camada córnea. É formado por substâncias complexas de origem físico- química: produtos de desintegração dos queratinócitos e da queratina; fração hidrossolúvel de origem sudoral (NaCl, K, Ca, Mg); fração liposolúvel de origem sebácea e epidérmica (colesterol, ceras, triglicerídeos, ácidos graxos livres). Hidratação cutânea 21 A pele contém 70% de água, a maior parte da qual se encontra na derme. A nível de epiderme, a água se encontra no interior das células (água intracelular). Corneócitos (células da camada córnea) contém uma membrana espessa (lipídios) e substâncias higroscópicas (FNH) capazes de fixar a água. Fator Natural de Hidratação (FNH) 22 Uréia (7%) Ácido úrico, glucosamina, creatinina (15%) Na, Ca, K (11%) Aminoácidos livres (40%) Ácido pirrolidínico carboxílico (12%) Fosfatos (0,5%) Lactatos, citratos, funções variáveis pouco conhecidas da epiderme. APÊNDICES CUTÂNEOS 23 Diversas formações de origem epitelial se invaginam e se diferenciam dentro da pele. Unhas Sebáceas Glândulas Sudoríparas Pêlos Unhas 24 São lâminas córneas duras e flexíveis que ocupam a parte dorsal da última falange dos dedos. Matriz Raiz Cutícula Lâmina ungueal Estrutura da unha 25 Estrutura da unha 26 O leito da unha se divide em 2 partes: Posterior: que corresponde a matriz que é a parte formadora da unha, assim como a raiz e a cutícula. Anterior: corresponde a lâmina ungueal, compostas por células achatadas, sem núcleo e justapostas em camadas sucessivas. Estrutura da unha 27 Glândulas sebáceas 28 Geralmente estão anexadas a um pêlo, exceto sobre as pálpebras, nas aréolas dos seios, na mucosa genital e no lábio superior da boca, onde são independentes. Está situada na derme média e sua secreção depende do tamanho da glândula. Seu tamanho é inversamente proporcional ao do pêlo que lhe é anexado. Não são encontradas a nível de palma das mãos, planta dos pés e lábio inferior. Morfologia do folículo pilosebáceo 29 Glândulas sebáceas 30 É uma glândula alveolar composta, em forma de cacho. Composição do sebo: o sebo contém 96% de lipídios (glicerídeos, ácidos graxos livres, ceras) O sebo é uma graxa fluídica sai pelo óstio folicular numa razão de 1 a 2g por 24 horas. As células se carregam de gotículas lipídicas ficando cada vez mais volumosas. Quando ocorre a lipidização completa, as células se desintegram, tornando-seelas mesmas o sebo. A reposição das células se dá na camada basal. Glândulas sebáceas 31 Lubrifica o pêlo e a pele; faz parte do filme hidrolipídico de superfície e mantém a flexibilidade do estrato córneo. Vernix caseosa (o sebo importante do nascimento): sua secreção é fraca na criança, ativa na puberdade, estacionária no adulto, diminui na idade madura. O sebo possui propriedades antibacterianas e antifúngicas e veicula os odores individuais (feromônios). Glândulas sudoríparas 32 ÉCRINAS Quase toda superfície do corpo (exceto lábios e órgãos sexuais) Camadas inferiores derme e subderme, fino ducto de suor desemboca na superfície Líquido transparente, fluido aquoso (99% água) Glândulas sudoríparas écrinas 33 Glândulas sudoríparas 34 APÓCRINAS São maiores Não desembocam diretamente na superfície – folículos pilosebáceos Axilas, região mamária, umbilical e anogenital Menos aquoso: gorduras, fragmentos celulares, rico em substâncias nitrogenadas Glândulas sudoríparas apócrinas 35 Pêlos 36 Rica e complexa inervação folicular, que contribuem para veicular os estímulos da superfície para a rede nervosa da derme. A substância fundamental do pelo é a QUERATINA. A queratina do pelo e da unha (queratina dura), difere da queratina da pele (queratina mole), por apresentar um conteúdo maior do aminoácido cistina ( R – H2C – S – S – CH2 – R ) Pêlos 37 Pêlos 38 A forma do pelo é determinada pela estrutura do córtex, esta estrutura consiste fundamentalmente de cadeias peptídicas da queratina ligadas por pontes cruzadas. Pêlos 39 Dependendo do tipo de organização destas pontes no córtex, podemos ter diferentes tipos de cabelos: Liso Ondulado Crespo Super crespo O ciclo de crescimento do pêlo 40 O ciclo de crescimento do pêlo 41 Anágena ou anagênica é considerada a fase do crescimento do fio do cabelo Catágena ou catagênica é considerada a fase de descanso do fio do cabelo Telógena ou telogênica é considerada a fase de morte e queda do fio do cabelo. Ação dos cosméticos 42 A ação dos cosméticos sobre a pele pode ser diversa. Alguns vão exercer uma ação física ou físico-química superficial (cosméticos decorativos, detergentes, sabões, etc) Outros uma ação química superficial entre alguns de seus componentes e a pele (cosméticos queratolíticos, adstringentes, emolientes, etc.). Ação dos cosméticos 43 Há ainda aqueles que vão desempenhar uma ação biológica profunda, direta ou indireta, atuando sobre células ou tecido vivo, provocando modificações metabólicas e funcionais (despigmentadores, vitaminas, hormônios, etc.). Dependendo do tipo de ação que se deseja de um cosmético sobre a pele, seu grau de penetração será diferente. Penetração cutânea 44 Diversos fatores atuam na penetração cutânea, entre eles: IMPERMEABILIDADE CUTÂNEA: Está baseada nas propriedades estruturais da pele, tais como: espessura da camada córnea, integridade anatômica desta camada, presença de glândulas sebáceas e sudoríparas, existência de filme lipídico superficial, idade da pele, local de aplicação, pH… Penetração cutânea 45 SUBSTÂNCIA ATIVA: A absorção de uma substância vai variar em função de certas constantes físico-químicas: constante de difusão, coeficiente de partição e concentração. 45 Penetração cutânea 46 EXCIPIENTE OU VEÍCULO: A natureza do veículo e a afinidade entre a substância a ser absorvida e este veículo pode influir na absorção. Se esta afinidade for muito grande, haverá dificuldades na penetração. 46 Penetração cutânea 47 caminho intercelular caminho transcelular Promotores da permeação cutânea 48 A pele é uma importante via de aplicação de ativos cosméticos e nos últimos anos houve um aumento significativo dos estudos para o desenvolvimento de formulações específicas para esse fim. O uso de recursos físicos como ultrassom e algumas modalidades de correntes podem favorecer a permeação potencializando os tratamentos estéticos. Promotores da permeação cutânea 49 Equipamentos modernos permitem ainda a combinação destas técnicas. SONOFORESE ou FONOFORESE são termos similares que descrevem a habilidade do ultrassom em incrementar a penetração de agentes farmacologicamente ativos através na pele. Sonoforese ou Fonoforese 50 Os efeitos térmicos, mecânicos e químicos do ultrassom aceleram a difusão dos ativos presentes no gel condutor e a principal via de penetração desses ativos são os folículos pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas. Iontoforese 51 Neste caso o princípio ativo (fármaco) incorporado ao gel (solução doadora) deve ter polaridade definida, isto é, deve ser ionizado. Importante ressaltar que os fármacos aplicados por essa via têm ação superficial e in loco e devem possuir características essenciais tais como hidrossolubilidade, serem positivos ou negativamente carregados e tamanho molecular relativamente pequeno. Iontoforese 52 Os íons, sendo partículas carregadas (+ ou -) são repelidos para dentro da pele quando o eletrodo colocado sobre a pele apresentar carga idêntica ao do produto. Eletroporação 53 É uma perturbação estrutural transitória da bicamada lipídica devido à aplicação de pulsos de alta voltagem. A eletroporação induz a um rearranjo estrutural e reversível da bicamada lipídica da membrana celular que forma canais aquosos temporários (poros), que aumentam a absorção. Eletroporação 54 Alguns promotores químicos de absorção 55 Dimetil-sulfóxido (DMSO), ácido láctico, ácido oléico, acido salicílico, tensoativos, uréia, solventes orgânicos ( etanol, metanol, acetona), entre outros. Alguns promotores químicos de absorção 56 Organogel de lecitina: PLO (Pluronic® Lecithin Organogel) – formado por um sistema fosfolipídico estruturado para administração de fármacos via transdérmica. Os organogéis de lecitina são termodinamicamente estáveis, viscoelásticos e biocompatíveis. São preparados através de emulsificação espontânea, por isso apresentam boa estabilidade. Tratamentos estéticos Numa pele livre de cosméticos deve-se observar: secreção sebácea, granulação e tipo de poros, grau de hidratação, acidentes cutâneos (comedões, pontos negros, vermelhidões, vênulas, etc.) 57 Biometria cutânea 58 Estudo através de medidas científicas não invasivas, das características biológicas, mecânicas e funcionais da pele. Sabendo as propriedades da anátomo fisiologia da pele pode-se determinar a atividade do cosmético. Análise da pele 59 Qualitativo Kits para análise da pele: Sebutape (oleosidade) e D – Squane (hidratação) Quantitativo: pHmeter: pH: mulher = 5,5 – 5,8 homem = 5,0 – 5,4 Análise da pele 60 Corneometer : hidratação do estrato córneo Temperatura: 20°C Umidade relativa: 45% Hidratação normal: 80 95 UA (unidades arbitrárias) Pele muito hidratada: 130 – 150 UA a 60 Análise da pele 61 Tewameter mede a perda transdérmica de água Skinvisiometer visão da superfície da pele (profundidade, formação de rugas) Mexameter mede as mudanças de coloração da pele Cutometer mede a elasticidade da pele 61 Cronologia da pele Ao longo da vida a pele passa por diferentes etapas: formação, maturação e degradação. Diferentes problemas podem surgir, de acordo com: a idade, o uso de medicamentos (de uso sistêmico ou tópico) ou devido à gravidez e contracepção. 62 Recém-nascido Particularmente frágil e susceptível de ser irritada ao entrar em contato com fraldas molhadas. Irritação ligada ao crescimento dentário ou à alimentação. Produtos de higiene infantil evitam ou melhoram o estado da zona afetada. Não se deve usar produtos irritantes como os sabões. 63 Adolescência O estado da pele é dependente da evolução hormonal Fenômenos de seborréia (mulher: 11 e 15; homem: 13 e 18 anos) Poros foliculares dilatados com secreção das glândulas sebáceas (pele brilhante) Camada córnea espessada atua como um tampão: o filamento de sebo ficaobstruído formando um comedão Ponto negro: oxidação dos corpos graxos em contato com o ar, que não é um depósito de sujidades ou impurezas e sim, melanina acumulada 64 Adolescência Acne desenvolve-se sempre em terreno seborréico Ponto de partida: comedão podendo inflamar e dar origem a uma pequena supuração que se trata da acne pustulenta superficial Acne vulgar pode durar meses ou até anos deixando sequelas na forma de cicatrizes Limpeza: suprimir a retenção sebácea e assegurar o fluxo normal do sebo cutâneo (peles oleosas e acneicas) 65 Adolescência Detergentes: contribuem para reações locais: a pele fica vermelha, seca e pruriginosa (considerar a tolerância local da pele) Loções de limpeza (emulsões fluídas) suavizam a epiderme e impedem a seborréia reacional Para infecções locais: anti-sépticos de manhã e de noite Emulsões com pigmentos naturais mascaram as lesões e cicatrizes 66 Classificação dos tipos de Acne 67 Acne comedonal ou grau I – apresenta apenas comedões fechados e abertos; acne não inflamatória Acne suave ou grau II – presença de poucas ou várias pápulas e pústulas, além dos comedões. Sem nódulos. Acne pápulo-postulosa Acne moderada ou grau III – presença de várias a muitas pápulas e pústulas com nódulos e cistos Classificação dos tipos de Acne 68 Acne severa ou grau IV – pápulas e pústulas numerosas ou extensivas com muitos nódulos inflamatórios e formação de abscessos e fístulas (acne conglobata). Acne fulminante ou grau V – é uma forma rara e grave de acne acompanhada de uma instalação abrupta de febre, leucocitose e artragia. Idade adulta A pele atingiu sua plenitude e desenvolvimento fisiológico Epiderme mais espessa: planta dos pés e palmas das mãos Epiderme mais fina: pálpebras e orelhas Panículo adiposo: maior na zona das nádegas, abdômen e rosto O funcionamento das glândulas sebáceas condiciona os vários tipos de pele: oleosas, normais, mistas e secas 69 Terceira idade A pele torna-se pálida, cor marfim ou terrosa em certas partes (60 anos) Epiderme diminui sua espessura transparecendo vasos superficiais As linhas tornam-se mais fundas e surgem as rugas de expressão Tecido cutâneo sofre transformação gradual e torna-se frouxo e sem elasticidade Aparecimento de pápulas suboculares, rugas no pescoço, bochechas caídas e queixo duplo 70 Terceira idade A rarefação das fibras na junção dermoepidérmica levam a um aumento da superfície cutânea Aparecimento de manchas pigmentares nas partes descobertas: queratoses e melanoses solares O sistema piloso se modifica: os cabelos tornam-se menos abastecidos e embranquecem O envelhecimento é um fenômeno fisiológico fatal, que pode ser acelerado por outros fatores como o sol e o fumo 71 Pele normal Características: Aspecto liso e aveludado, relevo fino, não é brilhante, é flexível e elástica (tipo pele infantil) Glândulas sebáceas com funcionamento normal Emulsão epicutânea O/A Suporta bem o sabonete, sem ressecamento, nem sensação de ardor 72 Pele normal Demaquilante, limpeza: Loção de limpeza tipo pele normal (teor de matérias graxas) Loção (enxaguamento) com propriedades tonificantes (levemente alcoolizada) Proteção: creme pouco oleoso para manutenção do teor de hidratação Tratamento (noite): depois da limpeza (creme de noite), máscara purificante e repousante à base de argila, cânfora, proteínas 73 Pele seca Características: Tendência à vermelhidões, rugas, linhas, impíngens Equilíbrio hidro-lipídico do manto epidérmico alterado (secreções sebáceas retardadas) Não suporta sabonete: irritações, sensações de ardor e ressecamento da pele, após a lavagem do rosto Vulnerável ao ar seco, frio ou quente 74 Pele seca Demaquilante, limpeza: Loção para pele seca (teor de matérias graxas de 30%) com óleos vitaminados e emulsionantes não iônicos compatíveis com o caráter ácido mais indicado para este tipo de pele Loção suavizante, descongestionante, tônica, para enxaguar (sem álcool, ou no máximo 6°GL) com ativos umectantes, derivados de placenta, etc. Peles desidratadas requerem emulsão A/O Proteção: reforço da película hidrolipídica, ação hidratante, permitir melhor aderência da maquiagem Tratamento: focado na regeneração celular, preventiva de rugas; creme de noite para pele muito seca e sensível 75 Pele oleosa Características: Em geral espessa, com poros dilatados, por vezes com pontos negros ou acneicas, transpiração exagerada Pode ser desidratada à superfície, com vermelhidões e ser irritável se submetida a tratamentos agressivos Produção de sebo cutâneo exagerado (inflamação dos tecidos devido ao excesso de matérias graxas) Constata-se certa alcalinização da pele 76 Pele oleosa Demaquilante, limpeza: loção cujo teor de matérias graxas permita limpeza sem provocar reação seborréica (para pele oleosa), loção de enxaguamento com ação adstringente, ação tônica e por vezes anti-séptica Proteção: gel, gel-creme ou serum de dia para pele oleosa conferindo aspecto mais uniforme à epiderme Tratamento: gel-creme com ativos que atuem a nível das glândulas sebáceas (enxofre orgânico), máscara de argila (ajuda a limpar e/ou permitir maior penetração dos ativos, se aplicada após o creme de tratamento 77 Pele mista Características: Tipo indefinido com alternância de zonas secas e oleosas Testa, nariz e queixo mais oleosos devido à abundância de glândulas sebáceas Demaquilante, limpeza Mista/oleosa: loção para pele oleosa ou normal Mista/seca: loção para pele seca com leve teor alcoólico (6°GL), loção adstringente nas zonas oleosas 78 Pele mista Proteção: Mista/oleosa: creme para pele oleosa alternando com para pele normal Mista/seca: creme para pele normal alternando com para pele seca Tratamento: Mista/oleosa: creme nutritivo com extratos de proteínas Mista/seca: creme de tratamento adaptado ao ressecamento das faces; máscara para pele seca (1 X por semana) 79 Pele asfixiada Características: Poros obstruídos e pontos negros. Aspecto baço (desvitalizada). Granulações e aspereza ao contato Tipo de pele oleosa, mas com aparência de seca devido a oleosidade cutânea superficial ter sido dissolvida (tratamentos agressivos) Demaquilante, limpeza: supressão do sabonete, deve ser considerada, primeiramente, uma pele seca (recuperação da camada superficial da epiderme, elasticidade e a hidratação normal) 80 Pele asfixiada (continuação) Depois, quando o desenvolvimento do sebo cutâneo estiver normalizado, são aconselhados produtos para pele oleosa. Alternar o uso de loção de limpeza de pele seca com pele oleosa Tratamento: aplicar, todas as noites creme com ação nutritiva e hidratante, com pH 5,5 81 pH O pH normal da pele oscila entre 5 e 6 É mantido graças ao efeito tampão Alteração do pH em caráter permanente (causa patológica) leva à perda da capacidade defensiva pH alcalino dá origem a hidratação da camada córnea A queratina fica embebida tornando a pele mais permeável e susceptível ao desenvolvimento microbiano 82 Loções de limpeza ou demaquilantes Geralmente são emulsões O/A Têm a propriedade de absorver, na fase oleosa, as impurezas lipossolúveis e na fase aquosa, as hidrossolúveis Permitem a limpeza da pele ou remoção da maquiagem sem os problemas provocados pelo uso de sabões ou detergentes sólidos Devem ter composição simples, sem ativos, sem colóides mucilaginosos e com pequeno teor de perfume A concentração de matérias graxas deve respeitar os vários tipos de pele 83 Composição Fase oleosa: o teor de matérias graxas é de 20% Vaselina Parafina Esqualeno Álcoois graxos com 16 e 18 átomos de C, saturados ou insaturados (álcool cetílico, estearílico, oléico, etc.) Ácidos graxos saturados ou insaturados (esteárico, oléico) Ésteres de ácidos graxos e de álcoois graxos ou glicerina (miristato de isopropila, oleato de etila, oleato de oleílo) Ceras, óleos vegetais e/ou animais, silicones 84 Composição Fase aquosa: representa 75% da totalidade da fórmula. Podem ser utilizadas águas aromáticas(águade rosas) Como emoliente e umectante: glicerol ou propilenoglicol Ácidos orgânicos fracos para acertar o pH: tartárico, propiônico, lático Extratos vegetais Perfumes 85 Composição Emulsionantes: podem ser naturais ou sintéticos e em torno de 5% do total da fórmula. Os sintéticos, não iônicos são preferidos pela sua inocuidade e poder detergente Preferência para misturas binárias (hidrofílico + lipofílico) Tensoativos anfotéricos com baixa toxicidade são os derivados da betaína e da imidazolina Os aniônicos também são muito utilizados (lauril sulfato de sódio) Emulsionantes de origem natural possuem conservação muito difícil (lecitina do ovo e da soja) 86 Como utilizar Devem ser utilizadas à noite (tensoativo pode provocar ressecamento da pele) Deve ser espalhada pelo rosto com os dedos e massageada levemente para incorporar na fase oleosa, as gorduras da pele e da maquiagem Retirar com algodão ou lenço de papel Enxaguar com água Após essa etapa o tratamento de beleza poderá prosseguir 87 Formulação Vaselina líquida..................................15,0% Álcool cetílico......................................0,5% Ácido esteárico..................................3,0% Trietanolamina...................................3,0% Preservantes.......................................0,18% Perfume e água qsp.........................100,0% 88 Mecanismos de hidratação 89 Função oclusiva: Reduzem a perda de água transepidérmica; Forma filme hidrofóbico entre corneócitos; Ingredientes oleosos; Agente oclusivo mais eficiente: Vaselina (98% de redução da perda de água transepidermal). Função umectante: Umectantes: Atraem e retêm a água no estrato córneo; Agente umectante mais eficaz: Glicerina (Auxilia na proteólise dos desmossomos dos corneócitos, ajudando na descamação). Função emoliente: Preenchem as fendas entre os corneócitos; Proporcionam aparência de pele mais macia, com maior elasticidade e mais suave; Hidratação instantânea.