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CÉLULAS PROCARIÓTICAS E EUCARIÓTICAS Célula Procarionte: A célula das bactérias não apresenta núcleo definido. • Cápsula: cobertura externa adicional que protege a célula, que impede a desidratação e favorece a adesão às superfícies; • Parede celular: cobertura externa que protege a célula bacteriana e dá a sua forma; • Citoplasma: é uma substância semelhante a um gel. Seu papel é dar estrutura e manter a forma da célula; • Plasmídeo: são moléculas duplas de DNA que armazenam material genético; • Membrana Celular: é responsável por envolver o citoplasma da célula e regula o fluxo de substâncias dentro e fora dela; • Flagelo e cílio: ajudam na locomoção da célula; • Ribossoma: são estruturas celulares responsáveis pela produção de proteínas; • Nucleoide: área do citoplasma que contém a molécula de DNA. • Núcleo: é a maior e mais visível organela em uma célula eucariótica. Ele contém o DNA da célula; • Retículo Endoplasmático: tem como função produzir e enviar proteínas e lipídios; • Complexo de Golgi: é responsável por modificar as moléculas celulares e enviar materiais para fora da célula. É também a única organela que pode gerar lisossomos; • Lisossomos: desempenham importante função na digestão celular; • Peroxissomas: são estruturas que possuem enzimas que transformam átomos de hidrogênio em oxigênio; • Nucléolos: estão localizadas no interior do núcleo, onde acontece a síntese de ribossomos; • Mitocôndrias: responsáveis por liberar energia das moléculas de glicose e dos ácidos graxos; • Vacúolos: estruturas que armazenam substâncias relacionadas à digestão ou à nutrição celular; • Plastos: presentes apenas em células eucarióticas vegetais. Responsáveis pela fotossíntese e armazenamento de substâncias. São de três tipos: cloroplastos, cromoplastos e leucoplastos. A Diferença entre procarionte e eucarionte: Procariontes Eucariontes O que é As células procariotas são as células mais primitivas. Possuem uma estrutura menos complexa, sem núcleo, e o material genético fica disperso dentro do citoplasma. Acredita-se que tenham evoluído a partir das procariotas. As células eucarióticas são maiores do que as procarióticas, e demostram uma melhor organização estrutural e eficiência funcional. Núcleo Eles não possuem um núcleo definido. Contém núcleo. Tipo Geralmente unicelular. Pluricelular. Parede celular A parede celular, se presente, contém peptidoglicano. A parede celular, quando existente, contém celulose. Significado Do grego, "antes do núcleo" (pro = antes, primitivo e karyon = núcleo). Do grego, "núcleo verdadeiro" (eu = verdadeiro e karyon = núcleo). DNA O DNA é geralmente circular, e não tem associação com proteínas das histonas. O DNA é comumente linear, está dentro do núcleo, e é associado às histonas. Transcrição A transcrição ocorre no citoplasma. A transcrição ocorre dentro do núcleo. Exemplos Seres unicelulares, como algumas bactérias, algas cianofíceas, algas azuis e micoplasmas. Animais, plantas, fungos e protistas. Tamanho 1 a 5 μm de diâmetro. 10 a 100 μm de diâmetro. FAZER RESUMO! Organelas citoplasmáticas e suas funções O que são organelas? São estruturas compostas pelas membranas internas, com formas e funções diferentes, sendo as principais: os retículos endoplasmáticos lisos e rugosos, o aparelho de Golgi e as mitocôndrias. Nas células vegetais há também organelas específicas os cloroplastos. Cada organela celular tem uma função, como se fossem nossos órgãos internos, digerem os alimentos, quebram as moléculas que precisam, excretam o que não é necessário, e assim por diante. A célula animal é muito complexa e composta de diversas estruturas, que são as organelas. Vamos conhecer agora todas elas: • Membrana plasmática: é o que envolve a célula, que a delimita e tem a função de permeabilidade seletiva, quer dizer, é ela que vai liberar o que vai entrar e o que vai sair. Sua composição é de duas camadas de lipídeos. • Núcleo: encontrado nas células eucariontes, guarda o material genético, o DNA do ser vivo e comanda tudo que acontece dentro da célula. • Mitocôndria: tem a função principal de respiração celular, de produzir energia (ATP) para aquela célula funcionar e exercer suas atividades. Tem seu próprio DNA e seus próprios ribossomos. • Ribossomos: fazem a síntese proteica, ou seja, produzem a proteína, que são compostos extremamente importantes para todo o funcionamento das células, principalmente o DNA. • Lisossomos: têm função de digestão celular, são “bolsinhas” que contém enzimas que vão realizar a degradação de substâncias dentro da célula. Eles podem digerir substâncias que vêm de fora (heterofagia), ou pode digerir substâncias que já estão ali dentro (autofagia). • Retículo endoplasmático: conjunto de bolsas e tubos que têm função principal de transportar algumas substâncias. E quais substâncias eles vão transportar, depende de qual retículo endoplasmático nós estamos falando. Existem dois tipos, Rugoso ou Granuloso (RER) e liso ou Granuloso (REL). O granuloso tem esse nome por conter vários ribossomos grudadinhos nele, aí a sua função será a síntese de proteínas. A diferença é que ele vai sintetizar proteínas que serão utilizadas fora da célula. Os ribossomos que ficam soltos pela célula irão sintetizar proteínas que são utilizadas pelas células. O retículo endoplasmático liso tem a função de sintetizar lipídeos. Ele vai desintoxicar a célula, vai degradar as substâncias tóxicas que estão ali dentro. • Complexo de Golgi: formado também por bolsas, um pouco mais achatadas, formando como se fossem cisternas, tem a função de secreção celular, isto é, de levar o que está dentro da célula para fora dela. Também tem a função de sintetizar carboidratos do tipo polissacarídeos. • Centríolos: são formados por microtúbulos que vão ajudar os cromossomos a se separarem na hora da divisão celular. Estão presentes também em cílios e flagelos, auxiliando na locomoção de algumas células. • Peroxissomos: tem a função de quebrar água-oxigenada. Isso mesmo! Essas substâncias podem estar presentes dentro das células devido a alguns processos, e dentro dessas bolsinhas têm uma enzima chamada catalase, que vai quebrar a água-oxigenada, que é uma substância tóxica para a célula. • Citoplasma: é composto por uma substância gelatinosa chamada citosol, e pelas organelas presentes naquela célula, é todo o espaço onde as organelas estão “presas”. • Citoesqueleto: é o que dá sustentação e forma àquela célula, formado por um conjunto de estruturas proteicas que ficam no citoplasma e ajudam nessa sustentação. FAZER RESUMO! DNA e RNA O RNA (ácido ribonucleico) é uma molécula responsável pela síntese de proteínas das células do corpo. Sua principal função é a produção de proteínas. A molécula de RNA é composta por ribonucleotídeos, os quais são formados por uma ribose (açúcar), um fosfato e as bases nitrogenadas. As bases nitrogenadas são classificadas em: • Adenina (A) e Guanina (G): purinas • Citosina (C) e Uracila (U): pirimidinas Tipos de RNA • RNA Ribossômico (RNAr): recebe esse nome pois é o principal constituinte dos ribossomos. Ele possui o maior peso, sendo o principal responsável pela síntese de proteínas. • RNA Mensageiro (RNAm): junto ao RNA ribossômico, ele auxilia na síntese de proteínas, orientando a ordem dos aminoácidos para a formação proteica. Ele é responsável por levar do núcleo celular até o citoplasma as informações genéticasrecebidas do DNA. Seu peso é menor que o RNA ribossômico. • RNA Transportador (RNAt): seu nome já indica que sua função é transportar as moléculas de aminoácidos que serão utilizados na síntese de proteínas. Ele transporta essas moléculas até os ribossomos, local em que se unem e formam as proteínas. Comparado com os outros, este possui o menor peso. O DNA (Ácido Desoxirribonucleico) é uma molécula presente no núcleo das células de todos os seres vivos e que carrega toda a informação genética de um organismo. É formado por uma fita dupla em forma de espiral (dupla hélice), composta por nucleotídeos. Estrutura do DNA Os dois filamentos que constituem o DNA enrolam-se um sobre o outro e unem-se através de pontes de hidrogênio, que se formam entre as 4 bases nitrogenadas dos nucleotídeos: • A - Adenina; • T - Timina; • C - Citosina; • G - Guanina. Gene Os genes são unidades de informação hereditária que formam os cromossomos, formados por sequências especiais de centenas ou milhares de pares de bases nitrogenadas (A-T ou C-G). São eles que determinam tanto as características próprias da espécie humana, quanto as características próprias de cada indivíduo. Os genes especificam as sequências de aminoácidos que servem de base para a síntese de proteínas celulares. Essas proteínas, em geral enzimas, atuam na estrutura e nas funções metabólicas das células e, consequentemente, no funcionamento de todo o organismo. Cromossomos As diferentes sequências de DNA formam os cromossomos. O ser humano possui 46 cromossomos: 23 recebidos da mãe e 23 do pai. Cada par de cromossomos é composto de inúmeros genes. Genoma O Genoma é toda a informação hereditária codificada no DNA de um organismo ou no RNA, no caso dos vírus. É o conjunto de todos os genes de determinada espécie. O sequenciamento de DNA ou genoma é a técnica usada para determinar em que ordem as bases nitrogenadas (Adenina, Timina, Citosina, Guanina) se encontram no DNA. Sequenciar um genoma significa determinar a ordem em que as informações, ou seja os genes, estão colocados no genoma, o que permite obter informações sobre a linha evolutiva dos organismos, podendo trazer novos métodos para diagnosticar doenças ou formular medicamentos e vacinas. FAZER RESUMO! Sistema ABO e Fator RH O sistema ABO são classificações do sangue humano nos quatro tipos existentes: A, B, AB e O. Enquanto que o Fator Rh é um grupo de antígenos que determina se o sangue possui o Rh positivo ou negativo. A herança sanguínea, ou seja, o tipo sanguíneo de uma pessoa, é determinada geneticamente, sendo um caso de alelos múltiplos, pelos genes IA , IB e i. Como foram descobertos os Sistemas ABO e Rh? Técnica que levou à descoberta do fator Rh O sistema ABO foi descoberto no início do século XX, pelo biólogo austríaco Karl Landsteiner (1868-1943) e sua equipe de cientistas. Eles constataram algumas diferenças no sangue dos indivíduos, o que, certamente, esclareceu a morte de muitas pessoas após transfusões de sangue. A descoberta do Sistema ABO foi um marco importante da história da medicina. Por causa deste estudo, o médico e biólogo Karl Landsteiner ganhou, em 1930, o “Prêmio Nobel de Fisiologia”. Segundo os cientistas, a propriedade da incompatibilidade dos tipos sanguíneos foi confirmada a partir da reação imunológica entre as substâncias presentes no plasma sanguíneo e nas hemácias. Com isso, o sangue que sofreu aglutinação a partir de determinados antígenos presentes nas membranas das hemácias, ficaram conhecidos por aglutinogênios (A e B). Enquanto que as substâncias aglutinadoras, anticorpos, encontradas no plasma sanguíneo, foram denominadas de aglutininas (anti-A e anti-B). Além de desvendar a tipologia sanguínea, Karl Landsteiner (1868-1943) descobriu o Fator Rh (anticorpos), derivado do nome do “macaco do gênero Reshus”. Este animal foi utilizado como cobaia nas investigações para o avanço do sistema ABO. As pesquisas apontam que determinados tipos de sangue possuem ausência do fator Rh. Isso acontece pois os indivíduos que apresentaram as hemácias aglutinadas pelo anticorpo Rh foram classificadas como Rh positivas (Rh+). Em contrapartida, as hemácias dos que não se aglutinaram foram chamadas de Rh negativas (Rh-). Tipos de Sangue Tipos sanguíneos e suas características Os grupos sanguíneos, de acordo com o sistema ABO, são classificados em: A, B, AB e O. Os tipos diferenciam-se pela presença ou ausência de aglutininas, no plasma sanguíneo, e de aglutinogênios, na membrana das hemácias. • Tipo A: O sangue do tipo A apresenta aglutinina (anticorpos) anti-B no plasma. Assim, indivíduos com esse tipo de sangue podem receber dos tipos A e O, contudo, não recebem do tipo B e nem do tipo AB. • Tipo B: O sangue do tipo B apresenta aglutinina (anticorpos) anti-A no plasma. Assim, indivíduos com esse tipo de sangue podem receber de B e O, porém, não podem receber sangue dos tipos A e AB. • Tipo AB: O sangue do tipo AB é o “Receptor Universal”, de forma que AB não possui aglutininas no plasma e pode receber qualquer tipo de sangue. Em outras palavras, o sangue AB possuem os antígenos A e B, entretanto, nenhum anticorpo. • Tipo O: O sangue do tipo O é o “Doador Universal”, uma vez que possuem os dois tipos de aglutininas (anticorpos) no plasma, anti-A e anti-B, e não apresentam aglutinogênios (antígenos) dos tipos A e B. A despeito de serem os doadores universais, ou seja, podem doar seu sangue para qualquer grupo sanguíneo, esses indivíduos só recebem sangue do tipo O. Confira abaixo a tabela indicando as relações existentes na doação de sangue: Grupo Sanguíneo Aglutinogêni os nas Hemácias Aglutininas no Plasma Recebe de Doa para A A anti-B A e O A e AB B B anti-A B e O B e AB AB AB - A, B, AB e O AB O - anti-A e anti-B O A, B, AB e O FAZER RESUMO! Genes Os genes são partículas diminutas que contém material genético (DNA, ácido dioxirribonucleico) e produzem proteínas responsáveis pela determinação e transmissão dos caracteres hereditários. Dessa maneira, os genes podem expressar categorias genéticas distintas. Por exemplo, características dominantes, expressa pelos seres homozigotos (AA) e heterozigotos (Aa), e as características recessivas encontrado somente nos homozigotos (aa). Genes Alelos Os genes alelos são segmentos de DNA (ácido desoxirribonucleico) constituídos de pares. Um deles é proveniente da mãe (óvulo) e outro do pai (espermatozoide), os quais se encontram no mesmo lócus nos cromossomos homólogos. Eles são classificados em: • Genes Alelos Recessivos: representados por letras minúsculas (aa, bb, vv) donde os fenótipos são expressos somente em homozigose • Genes Alelos Dominantes: representados por letras maiúsculas (AA, BB, VV) e expressos fenotipicamente em heterozigose. Quando os genes alelos são iguais denomina-se "homozigotos" e quando diferentes, "heterozigotos". Genes Dominantes Os genes dominantes são aqueles que determinam uma característica hereditária mesmo quando em dose simples nos genótipo. Ou seja, eles determinam seu caráter mesmo na ausência de seu alelo dominante. Eles são classificados em: • Dominante Homozigoto (puro), representado pelas letras maiúsculas, AA, BB, VV. • Dominante Heterozigoto (híbrido) expresso por uma letra maiúscula e uma minúscula Aa, Bb, Vv. Características Dominantes Algumas características expressas nos genes alelos dominantes: • Nariz aquilino • Lobo da orelha deslocado • Queixo com covinhae prógnato • Lábios grossos • Cabelo escuro • Calvície • Olhos escuros • Capacidade de enrolar a língua • Dedo mindinho curvado • Polegar curvado Doenças Relacionadas aos Genes Dominantes Algumas doenças relacionadas aos genes alelos dominantes: • Polidactilia • Doença de Huntington • Doença de von Hippel Genes Recessivos Os genes recessivos produzem proteínas consideradas “defeituosas”, na medida que eles se tornam inativos. Ou seja, ficam escondidos (recessivos) com a presença de um gene dominante manifestando suas características na ausência de seu alelo dominante. São representados por letras minúsculas, aa, bb e vv e diferentemente dos dominantes, expressam seu caráter somente em dose dupla, ou seja, recessivo homozigoto (puro). Características Recessivas Algumas características expressas nos genes alelos recessivos: • Nariz reto • Lobo da orelha colado • Queixo sem covinha e reto • Lábios Finos • Cabelo louro e ruivo • Olhos azuis • Não possui a capacidade de enrolar a língua • Dedo mindinho reto • Polegar reto • Canhoto • Tipo Sanguíneo Negativo FAZER RESUMO! Fenótipo e Genótipo Fenótipo e Genótipo são dois conceitos fundamentais no estudo da genética, visto que representam as características físicas e comportamentais dos indivíduos (fenótipo), bem como suas caraterísticas genéticas (genótipo). Esses conceitos foram criados no início do século XX, pelo pesquisador dinamarquês Wilhelm Ludvig Johannsen (1857-1927). Fenótipo O conceito de fenótipo está relacionado com as característica externas, morfológicas, fisiológicas e comportamentais dos indivíduos, ou seja, o fenótipo determina a aparência do indivíduo (em sua maioria, aspectos visíveis), resultante da interação do meio e de seu conjunto de genes (genótipo). Exemplos de fenótipo são o formato dos olhos, a tonalidade da pele, cor e textura do cabelo, dentre outros. Nesse sentido, podemos pensar em dois irmãos, os quais possuem a mesma tonalidade de pele; porém, um deles vive numa cidade praiana, toma muito mais sol e possui pele mais morena. Por outro lado, seu irmão, o qual vive na cidade grande, possui uma pele mais clara, determinada pelo meio em que vive. Por isso, o fenótipo é sobretudo, resultado da interação do genótipo com o ambiente. Genótipo O conceito de genótipo associa-se às características internas, à constituição genética do indivíduo, ou seja, o conjunto de cromossomos ou sequência de genes herdado dos pais, os quais somado às influências ambientais, determinará seu fenótipo (características externas). Em outras palavras, o genótipo determina o fenótipo, sendo portanto, um característica fixa do organismo e mantida durante toda a vida e, diferentemente do fenótipo, não sofre alterações em contato com o meio ambiente. Dessa forma, o genótipo representa a constituição gênica de cada pessoa, composto dos genes maternos e paternos, e sua representação é baseada nos genes alelos dominantes, indicados pelas letras maiúsculas (AA) ou genes recessivos (aa), como exemplo, tem-se o albinismo, doença rara associada à falta de melanina na pele, representada por genes alelos recessivos (aa), em contraposição aos indivíduos que apresentam taxas normais de melanina na pele, os dominantes (AA), ou em maior número. FAZER RESUMO! Herança ligada ao sexo A herança ligada ao sexo refere-se aos genes localizados em cromossomos sexuais que estão envolvidos na determinação de características. Na espécie humana, o cromossomo sexual masculino Y apresenta poucos genes. Já, o cromossomo sexual feminino X possui grande quantidade de genes envolvidos na determinação de várias características. Os cromossomos XY apresentam pequenas regiões homólogas em suas extremidades. Assim, praticamente não há recombinação entre os seus genes. Os genes localizados no cromossomo X que têm alelo correspondente no cromossomo Y, seguem o padrão da herança ligada ao sexo. Assim, a herança ligada ao sexo está restrita aos cromossomos sexuais. Enquanto, a herança autossômica é a que ocorre nos cromossomos autossômicos. Os tipos de herança ligada ao sexo são: • Herança ligada ao cromossomo X; • Herança restrita ao sexo; • Herança influenciada pelo sexo. Herança ligada ao cromossomo X Quando o gene alterado está no cromossomo X. Esse tipo de herança tem o padrão recessivo. É a herança materna. Nesse caso, os filhos homens herdam genes do cromossomo X apenas da mãe. Enquanto, as filhas mulheres herdam um do pai e outro da mãe. As manifestações vão estar presentes nos machos pois apresentam apenas um cromossomo X, ou seja, não apresentam nenhum gene normal para aquela característica. Algumas doenças relacionadas ao cromossomo X Daltonismo ou cegueira a cores O daltonismo é a incapacidade de distinguir as cores vermelha e verde. Acomete 5% a 8% dos homens e 0,04% das mulheres. A pessoa daltônica não consegue diferenciar as cores da imagem É determinado por um gene recessivo ligado ao sexo, sendo representado pelo alelo Xd . O alelo dominante XD condiciona a visão normal. Uma mulher só será daltônica se o seu pai for e se a mãe for portadora do alelo recessivo. Os homens afetados transmitem o gene a todas as suas filhas, enquanto os filhos não são afetados. Existe 50% de chance da mãe portadora passar o gene afetado a um filho ou filha. Hemofilia A hemofilia é uma doença hereditária em que há uma falha no sistema de coagulação do sangue. Os acometidos pela doença apresentam hemorragias abundantes, mesmo em pequenos ferimentos. Essa anomalia é condicionada por um gene recessivo Xh ligado ao sexo. O seu alelo dominante XH condiciona a normalidade. A hemofilia é mais comum nos homens e rara entre as mulheres. Se um homem hemofílico tiver filhos com uma mulher sem hemofilia (XH XH), os filhos não terão hemofilia. Porém, as filhas serão portadoras do gene (XH Xh). Herança restrita ao sexo Esse tipo de herança corresponde aos poucos genes localizados no cromossomo Y, denominados de genes holândricos. Esses genes são herdados de pai para filho. Um exemplo de gene holândrico é o SRY, responsável pela diferenciação dos testículos nos embriões de mamíferos. Um exemplo de herança restrita ao sexo é a hipertricose, que se caracteriza pela presença de pelos grossos e longos nas orelhas masculinas. Herança influenciada pelo sexo Esse tipo de herança ocorre quando alguns genes expressam-se em ambos os sexos, mas comportam-se de modo diferente em homens e mulheres. Um exemplo dessa herança é a calvície. O gene que condiciona essa característica encontra-se em um alelo autossômico e comporta-se como dominante no homem e recessivo nas mulheres. Para a mulher ser calva é necessário que seja homozigota recessiva. Enquanto, o homem precisa de apenas um alelo dominante. Essa diferença de comportamento é devido ao ambiente hormonal de cada indivíduo. FAZER RESUMO! Reprodução Sexuada A reprodução sexuada consiste na união dos gametas masculino e feminino, formando o zigoto que dará origem a um novo ser. A reprodução é uma característica dos seres vivos. A partir dela, novos indivíduos são gerados e assegura-se a perpetuação das espécies. É por meio da reprodução que as informações genéticas são transmitidas entre as gerações. Cada indivíduo originado herda o material genético de seus progenitores. Etapas da Reprodução Sexuada As etapas da reprodução sexuada são as seguintes: Produção dos gametas Nos animais, os gametas são formados durante a meiose nas gônadas masculinas e femininas.Em seres humanos, as gônadas masculinas são os testículos e produzem os espermatozoides. As gônadas femininas são os ovários e produzem os óvulos. Os gametas são haploides, ou seja, contém metade do número total de cromossomos da espécie (n). Fecundação A fecundação consiste na união entre o gameta feminino (n) e masculino (n). O zigoto ou célula-ovo é o resultado da união entre os dois gametas, originando uma célula diplóide (2n). Com isso, os descendentes apresentam características de cada progenitor. Seu material genético é constituído por metade dos cromossomos de origem materna e a outra metade de origem paterna. A fecundação pode ser interna ou externa: No caso da fecundação externa, o encontro entre os gametas ocorre no exterior do corpo, ou seja, no ambiente. Nesse tipo de fecundação, as fêmeas depositam seus óvulos em ambiente aquático e o macho lança os seus espermatozoides. A união entre os gametas ocorre no ambiente. A fecundação externa ocorre em sapos e peixes. No caso da fecundação interna, o encontro entre os gametas ocorre dentro do organismo. Os gametas masculinos são colocados no interior do organismo feminino. Realizam fecundação interna, os mamíferos, aves e répteis. O ser humano realiza reprodução sexuada com fecundação interna. Após a fecundação, o zigoto sofre uma série de divisões e diferenciações, de acordo com o organismo, até originar um novo ser. Hereditariedade Hereditariedade ou Herança Genética é o mecanismo biológicoatravés do qual as características de cada ser vivo são transmitidas de uma geração para outra. Envolve processos genéticos, uma vez que o meio de transmissão das informações de um indivíduo a outro é o gene. Genética e Hereditariedade A Genética é a área científica que estuda os fenômenos biológicos relacionados com a herança biológica, ou seja, a forma como os filhos recebem características de seus pais e as transmitem para seus filhos. Desse modo, hereditariedade é um dos conceitos mais básicos da Genética. Pai e filho albinos, essa condição é herdada geneticamente. São apresentados a seguir os princípios básicos relacionados com a hereditariedade: • Os filhos herdam dos pais as informações genéticas contidas nos genes e a partir disso desenvolvem suas características; • Os genes são transmitidos através dos gametas (espermatozoides e óvulos), de uma geração a outra. • Os gametas (espermatozoide ou óvulo) contém toda a informação genética da espéciea qual pertence; • Cada ser vivo contém pares de genes, originados no zigoto, quando o gameta feminino (óvulo) é fecundado pelo masculino (espermatozoide). • Cada gene oriundo de um dos progenitores (mãe ou pai) é denominado alelo. Os genes alelos não se misturam nos descendentes, formam os pares e se separam durante a formação dos gametas (gametogênese). FAZER RESUMO! Anticorpos Anticorpos, também chamados de imunoglobulinas (Ig), são estruturas proteicas encontradas no plasma sanguíneo. Eles atuam contra organismos invasores do corpo, tais quais as bactérias e os vírus. Função A principal função dos anticorpos é a defesa do organismo, os quais atuam diretamente contra os microrganismos invasores que podem causar diversas infecções e doenças. Dessa maneira, eles neutralizam as toxinas dos parasitas extracelulares. Produção e Ação As proteínas de anticorpos são produzidas e secretadas por um glóbulo branco específico, chamada de linfócito B (plasmócitos). Assim que eles reconhecem o antígeno que ameaça o corpo, prontamente produzem os anticorpos para atacar o agente invasor. Dessa forma, eles impedem a multiplicação do agente invasor inibindo a ação das toxinas liberadas, colaborando com o sistema imunológico do corpo. Quer saber mais? Leia mais sobre o tema: • Linfócitos • Leucócitos • Sistema Imunológico Estrutura Estrutura dos anticorpos A estrutura dos anticorpos é formada por quatro cadeias polipeptídicas compostas por aminoácidos. Duas delas são maiores e mais pesadas (P) e duas são menores e mais leves (L). Essas cadeias são conectadas por pontes de dissulfetos. Tipos Isotipos de anticorpos Há diversos isotipos de anticorpos, os quais variam segundo a função e o tipo de cadeia que apresentam: • IgG (Imunoglobulina G): muito importante nos processo inflamatórios pois neutraliza as toxinas lançadas pelos agentes externos. O IgG está presente na linfa e no sangue e dividi-se em subclasses: IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4. Note que a Imunoglobulina G é a única que atravessa a placenta. • IgE (Imunoglobulina E): importante isotipo de anticorpo que atua nos processos alérgicos, nas verminoses e protozooses. Presente no soro sanguíneo, o IgE é encontrado na superfície dos basófilos e mastócitos. • IgD (Imunoglobulina D): tem como função a ativação de células que protegem o organismo. O IgD é encontrado no sangue e ainda suas funções estão sendo definidas e estudadas por diversos pesquisadores. • IgM (Imunoglobulina M): encontrada no meio intravascular, esse tipo de anticorpo funciona como receptor dos antígenos. Assim, quando o corpo apresenta níveis altos de IgM, isso indica uma infecção recente. Por ser grande, esse tipo não atravessa a placenta. • IgA (Imunoglobulina A): presente nas secreções do corpo (saliva, suor, lágrimas, suco gástrico, etc.), a IgA tem como função proteger o corpo através das mucosas. Ou seja, ela evita que o agente invasor penetre no epitélio. Esse tipo está subdivido em duas classes: IgA1 e IgA2. Antígenos Os antígenos são os agentes invasores que causam diversos problemas de saúde no corpo. Eles podem ser bactérias, fungos, vírus, etc. FAZER RESUMO! Doenças genéticas As doenças genéticas são aquelas que envolvem alterações no material genético, ou seja, no DNA. Algumas delas podem possuir o caráter hereditário, sendo repassadas de pais para filhos. Entretanto, nem toda doença genética é hereditária. Um exemplo é o câncer, ele é causado por alterações no material genético, mas não é transmitido aos descendentes. Tipos Existem três tipos de doenças genéticas: • Monogenéticas ou mendelianas: Quando apenas um gene é modificado. • Multifatorial ou poligênicas: Quando mais de um gene é atingido e ocorre ainda interferência dos fatores ambientais. • Cromossômicas: Quando os cromossomos sofrem modificações em sua estrutura e número. Por exemplo, sabemos que a espécie humana possui 23 pares de cromossomos, caso apresente a falta ou excesso de um deles surge uma doença genética. Quais as doenças genéticas mais comuns? As principais doenças genéticas em humanos são: Síndrome de Down A síndrome de Down é uma alteração genética causada pela presença de um cromossomo extra no par 21. Os portadores da síndrome apresentam fraqueza muscular, orelhas mais baixas que o normal, leve retardo mental e baixa estatura. Anemia falciforme A anemia falciforme é uma alteração genética e com caráter hereditário, na qual as hemácias perdem o seu formato normal e adquirem a forma de foice. Essa condição dificulta a passagem das hemácias pelos vasos sanguíneos e compromete a oxigenação dos tecidos. Diabetes A diabetes é uma doença que compromete a produção do hormônio insulina, responsável por controlar o nível de glicose no sangue. No Brasil, aproximadamente 7% da população possui diabetes. Câncer Alguns tipos de câncer são causados por fatores genéticos. O termo representa um conjunto de doenças que se caracterizam pelo crescimento celular desordenado e que pode se espalhar pelo corpo. Daltonismo O daltonismo é uma herançaligada ao sexo, especificamente ao cromossomo X. Ele caracteriza-se pela incapacidade de distinguir cores, como o vermelho e o verde. Doenças genéticas raras Algumas doenças genéticas são extremamente raras, ou seja, apresentam baixa incidência na população. Conheça algumas das mais conhecidas: Distrofia muscular de Duchene A distrofia muscular de Duchene possui caráter recessivo e ligado ao cromossomo X. Ela caracteriza-se pela ausência da proteína distrofina, o que leva ao enfraquecimento dos músculos. Fibrose cística A fibrose cística é uma herança autossômica recessiva que se caracteriza pela produção de secreções que se acumulam nos pulmões e pâncreas. Síndrome de Patau A síndrome de Patau ou trissomia do 13 é causada pela presença de um cromossomo a mais no par de número 13. A doença pode causar uma série de alterações físicas e fisiológicas. Síndrome de Turner A síndrome de Turner é uma doença genética caracterizada pela presença de apenas um cromossomo sexual X, o que dá origem ao seguinte cariótipo 45, X. Por isso, afeta apenas indivíduos de sexo feminino. A doença acomete 1 a cada 3.000 nascimentos de mulheres. Além disso, a taxa de aborto pode chegar a até 97%. Albinismo O albinismo é uma doença de caráter autossômico recessivo. Ele compromete a produção da melanina, o pigmento responsável pela coloração da pele, olhos e pelos. Por isso, as pessoas afetadas apresentam a pele bastante branca, além de cabelos e olhos claros. Fenilcetonúria A fenilcetonúria é uma herança autossômica recessiva. A doença impede a metabolização do aminoácido fenilalanina, o qual acumula-se no sangue e pode comprometer algumas funções do organismo, principalmente no cérebro. Progeria A progeria manisfesta-se na infância e caracteriza-se por ser um envelhecimento acelerado, o qual pode ser até 7 vezes mais rápido do que o natural. Estima-se que atinja 1 a cada 8 milhões de nascidos. É comum que as pessoas com a doença vivam até aos 15 anos de idade. Hipertricose A hipertricose é uma condição bastante rara, caracterizada pelo crescimento excessivo dos pelos, os quais cobrem praticamente todo o corpo. Estima-se que a hipertricose acometa 1 a cada 1 bilhão de nascidos. FAZER RESUMO! Estudo da histologia • É o estudo dos tecidos que compõem o organismo. • Uma das técnicas mais utilizadas é a que reúne dois corantes chamados hematoxilina e eosina. TECIDOS DO CORPO HUMANO • Tecido epitelial • Tecido conjuntivo - TC propriamente dito - Tecido adiposo - Tecido cartilaginoso - Tecido ósseo • Tecido muscular • Tecido nervoso Tecido epitelial O tecido epitelial é formado por células justapostas, ou seja, que estão intimamente unidas umas às outras através de junções intercelulares ou proteínas integrais da membrana. Funções do Tecido Epitelial A principal função do tecido epitelial é revestir a superfície externa do corpo, as cavidades corporais internas e os órgãos. Ele também apresenta função secretora. São funções do tecido epitelial: • Proteção e revestimento (pele); • Secreção (estômago); • Secreção e absorção (intestino); • Impermeabilização (bexiga urinária). As estreitas uniões entre as suas células fazem do tecido epitelial uma barreira eficiente contra a entrada de agentes invasores e a perda de líquidos corporais. Tecido conjuntivo Tecido Conjuntivo é um tecido de conexão, composto de grande quantidade de matriz extracelular, células e fibras. Suas principais funções são fornecer sustentação e preencher espaços entre os tecidos, além de nutri-los. Tipos de Tecido Conjuntivo A classificação dos diferentes tecidos conjuntivos pode ser feita de acordo com o material e o tipo de células que o compõem. A matriz extracelular, que é a substância entre as células, tem consistência variável. Ela pode ser: gelatinosa (tecido conjuntivo frouxo e denso), líquida (sanguíneo), flexível (cartilaginoso) ou rígida (ósseo). Desse modo, pode ser dividido em tecido conjuntivo propriamente dito e em tecidos conjuntivos de propriedades especiais, a saber: adiposo, cartilaginoso, ósseo e sanguíneo. Tecido Conjuntivo Propriamente Dito Tecido Conjuntivo Propriamente Dito Esse tecido, como o nome indica, é o típico tecido de ligação. Ele atua na sustentação e preenchimento dos tecidos e, dessa forma, contribui para que fiquem juntos, estruturando os órgãos. Sua matriz extracelular é abundante, composta de uma parte gelatinosa (polissacarídeo hialuronato) e três tipos de fibras proteicas: colágenas, elásticas e reticulares. Existem dois subtipos de tecido conjuntivo propriamente dito, classificados de acordo com a quantidade de matriz presente, são eles: Tecido Conjuntivo Frouxo É constituído de pouca matriz extracelular, com muitas células e poucas fibras. Isso torna o tecido flexível e pouco resistente às pressões mecânicas. Algumas células são residentes, como os fibroblastos e macrófagos e e outras são transitórias, como: linfócitos, neutrófilos, eosinófilos. É encontrado pelo corpo todo, envolvendo órgãos. Além disso serve de passagem a vasos sanguíneos, sendo assim importante na nutrição dos tecidos. Tecido Conjuntivo Denso Possui grande quantidade de matriz extracelular, com predominância das fibras colágenas, dispostas sem grande organização. Há poucas células presentes, entre elas osfibroblastos. É encontrado abaixo do epitélio, na derme, conferindo resistência às pressões mecânicas, graças às suas muitas fibras. Também é muito encontrado nos tendões. FAZER RESUMO! Tecido Adiposo O tecido adiposo é um tipo de tecido conjuntivo com propriedades especiais. Possui muitos adipócitos, células especializadas, que têm função principal de reserva energética para o organismo, entre outras. No tecido adiposo multilocular há várias gotas de gordura no citoplasma celular Tecido Adiposo Unilocular Geralmente, quando se fala da “gordura do corpo” é esse tecido que está sendo citado. Ele é o principal reservatório de lipídios do corpo. É o mais comumente encontrado, sendo distribuído por regiões como as camadas mais profundas da pele e ao redor de órgãos da cavidade abdominal. Há diferenças de distribuição entre homens e mulheres, definindo a forma do corpo. As gotas de gordura se reúnem formando uma grande gota. Por isso recebe o nome de unilocular. Também é conhecido como gordura amarela, coloração que se deve à gordura, que contém pigmentos e vitaminas. A gota de gordura ocupa quase todo espaço nos adipócitos, com isso o núcleo assume posição mais periférica e há pouco citoplasma na célula. Tecido Adiposo Multilocular Esse tipo de tecido adiposo é responsável pela regulação da temperatura corporal. É encontrado principalmente em animais que hibernam. Nos seres humanos está presente em recém-nascidos, fica restrito a regiões específicas nos adultos. Recebe o nome de multilocular por causa das várias gotas de gordura suspensas no citoplasma dos adipócitos. Eles ficam com aparência esponjosa quando observados ao microscópio. Também é conhecido como gordura marrom ou parda. As gotas de gordura ocupam quase todo espaço da célula, restando pouco citoplasma ao redor. O núcleo fica no centro ou na periferia. Também estão presentes muitas mitocôndrias e capilares. As mitocôndrias transformam a energia dos lipídios em energia térmica. Essa energia é liberada no sangue, aumentando a temperatura corporal e ajudando a acordar os animais em hibernação. Funções • Reserva Energética: a principal função do tecido é de reserva energética. O depósito de gordura é feito nas célulasadiposas também chamadas adipócitos; • Isolante Térmico: ajuda a regular a temperatura corporal, protegendo contra o frio; • Preenchimento: é encontrado ao redor de órgãos e preenchendo espaços, de forma que mantém as estruturas fixas no lugar. • Proteção contra impactos: evita traumatismos, protegendo os órgãos internos. FAZER RESUMO! Tecido Cartilaginoso A cartilagem é formada a partir de células mesenquimais (indiferenciadas), que originam as células jovens, os condroblastos. Elas depois crescem e se transformam em células maduras, os condrócitos. Portanto, são dois tipos de células que compõem o tecido cartilaginoso: 1. Condrócitos: células adultas arredondadas (condros, cartilagem e citos, células) que ficam localizadas dentro de lacunas da matriz. Essa região é uma substância amorfa, com poucas fibras. 2. Condroblastos: células cartilaginosas jovens (condros, cartilagem e blastos, célula jovem). São responsáveis pela produção da substância intercelular, que proporciona resistência ao tecido cartilaginoso. Tipos de Cartilagem As cartilagens são classificadas de acordo com a textura e quantidade de fibras presentes. Elas apresentam três tipos: 3. Cartilagem Hialina: É formada por fibras de colágeno tipo II, sendo a cartilagem de revestimento ósseo mais abundante do corpo humano. É muito resistente e encontrada na traqueia, na laringe e no septo nasal. 4. Cartilagem Fibrosa: Também chamada de fibrocartilagem, apresenta grande quantidade de colágeno I e não possui pericôndrio. É encontrada na mandíbula, coluna vertebral (entre as vértebras nos discos intervertebrais), menisco (joelho) e na articulação do púbis. 5. Cartilagem Elástica: Cartilagem leve e flexível que apresenta grande quantidade de fibras elásticas (elastina) e baixa quantidade de colágeno. É encontrada nos ouvidos, epiglote e laringe. FAZER RESUMO! Tecido Muscular O tecido muscular relaciona-se com a locomoção e outros movimentos do corpo. Entre as suas principais características estão: excitabilidade, contratilidade, extensibilidade e elasticidade. Os músculos representam 40% da massa corporal. Por isso, em muitos animais o tecido muscular é o mais abundante. As células do tecido muscular são alongadas e recebem o nome de fibras musculares ou miócitos. São ricas em duas proteínas: actina e miosina. No estudo do tecido muscular, os seus elementos estruturais recebem uma denominação diferenciada. Entenda cada uma delas: Célula = Fibra Muscular; Membrana Plasmática = Sarcolema; Citoplasma = Sarcoplasma; Retículo Endoplasmático Liso = Retículo Sarcoplasmático Funções do Tecido Muscular • Movimento do corpo • Estabilização e postura • Regulação do volume dos órgãos • Produção de calor O tecido muscular é classificado em três tipos: estriado esquelético, estriado cardíaco e liso ou não-estriado. Cada tecido é formado por fibras musculares que possuem características morfológicas e funcionais particulares, como veremos a seguir: Tecido Muscular Estriado Esquelético O termo esquelético deve-se à sua localização, pois está ligado ao esqueleto. O tecido muscular estriado esquelético possui contração voluntária e rápida. Cada fibra muscular contém várias miofibrilas, filamentos de proteínas (actina, miosina e outras). A organização desses elementos faz com que se observem estriações transversais ao microscópio de luz, o que conferiu o nome estriado ao tecido. As fibras musculares estriadas esqueléticas possuem forma de longos cilindros, que podem ter o comprimento do músculo a que pertencem. São multinucleadas e os núcleos se situam na periferia da fibra, junto à membrana celular. Corte longitudinal das fibras esqueléticas, onde é possível observar suas estriações A fibra muscular e a contração A contração muscular permite a locomoção e os demais movimentos do corpo. As fibras musculares contraem-se devido ao encurtamento das miofibrilas, filamentos citoplasmáticos ricos em proteínas actina e miosina, dispostas ao longo de seu comprimento. Esses filamentos podem ser observados em microscópio óptico, Nele podem ser observadas a presença de estriações transversais pela alternância de faixas claras (Banda I, miofilamentos de actina) e faixas escuras (Banda A, miofilamentos de miosina). A essa estrutura dá-se o nome de sarcômero, que representa a unidade funcional da contração muscular. Uma célula muscular tem entre dezenas e centenas de sarcômeros arranjados na miofibrila. Cada sarcômero é delimitado por dois discos transversais, chamados de linhas Z. O sarcômero e sua atuação durante a contração muscular De forma resumida, a contração muscular refere-se ao deslizamento da actina sobre a miosina. Isso porque a actina e miosina formam filamentos organizados que permite o deslizamento de uns sobre os outros, encurtando as miofibrilas e levando à contração muscular. No citoplasma da fibra muscular é possível encontrar diversas mitocôndrias, que garantem a energia necessária para a contração muscular e grânulos de glicogênio. As fibras musculares são mantidas unidas devido ao tecido conjuntivo. Este tecido permite que a força de contração, gerada por cada fibra individualmente, atue sobre o músculo inteiro. Além disso, o tecido conjuntivo nutre e oxigena as células musculares e transmite a força gerada na contração aos tecidos vizinhos. Para saber mais, leia também: Sistema Muscular e Músculos do Corpo Humano. Tecido Muscular Estriado Cardíaco É o principal tecido do coração. Este tecido possui contração involuntária, vigorosa e rítmica. É constituído por células alongadas e ramificadas, dotadas de um núcleo ou dois núcleos centrais. Apresentam estrias transversais, seguindo o padrão de organização dos filamentos de actina e miosina. Porém, não se agrupam em miofibrilas. Diferencia-se do tecido muscular estriado esquelético por suas estriações serem mais curtas e não tão evidentes. Tecido Muscular Cardíaco em corte longitudinal. As estriações são menos aparentes As fibras cardíacas são envolvidas por um envoltório de filamentos de proteínas, o endomísio. Não há perimísio e nem epimísio. As células estão unidas entre si, através de suas extremidades, por estruturas especializadas: os discos intercalares. Estas junções permitem a adesão entre as fibras e a passagem de íons ou pequenas moléculas de uma célula a outra. Quase metade do volume celular é ocupado por mitocôndrias, o que reflete a dependência do metabolismo aeróbico e a necessidade contínua de ATP. O tecido conjuntivo preenche os espaços entre as células e os seus capilares sanguíneos oferecem oxigênio e nutrientes. Os batimentos cardíacos são controlados por um conjunto de células musculares cardíacas modificadas, denominado de marca-passo cardíaco ou nó sinoatrial. A cada segundo, aproximadamente, um sinal elétrico se propaga pela musculatura cardíaca, gerando a contração. Tecido Muscular Liso ou Não-Estriado Sua principal característica é a ausência de estriações. Presente nos órgãos viscerais (estômago, intestino, bexiga, útero, ductos de glândulas e paredes dos vasos sanguíneos). Constitui a parede de muitos órgãos, sendo responsável por movimentos internos como o movimento dos alimentos através do tubo digestivo. Este tecido possui contração involuntária e lenta. As células são uninucleadas, alongadas e com extremidades afiadas. Ao contrário dos tecidos estriado esquelético e cardíaco, o tecido muscular liso não apresenta estriações. Isto porque, os filamentos de actina e miosina não se organizam no padrão regular apresentadopor células estriadas. Tecido Muscular Liso e a ausência de estriações As células estão unidas por meio de junções do tipo gap e de zonas de oclusão. No tecido muscular liso não é encontrado perimísio e nem epimísio. FAZER RESUMO! Tecido Ósseo O tecido ósseo é uma forma especializada de tecido conjuntivo, no qual as células ósseas encontram-se em uma matriz extracelular rica em colágeno, fosfato de cálcio e íons. É o principal constituinte do esqueleto. Apesar de sua estrutura rígida, os ossos são elementos vivos e dinâmicos que estão em constante remodelação. Classificação do Tecido Ósseo O tecido ósseo pode ser classificado quanto à sua estrutura macroscópica (observada a olho nu) e microscópica. Quanto à estrutura macroscópica, o tecido ósseo pode ser classificado em osso compacto e osso esponjoso: Osso Compacto É formado por partes sem cavidades visíveis. Estão tipos ósseos estão relacionados com proteção, suporte e resistência. Geralmente, são encontrados nas diáfises (haste longa do osso). Osso Esponjoso É formado por partes com muitas cavidades intercomunicantes. Representa a maior parte do tecido ósseo dos ossos curtos, chatos e irregulares. A maior parte é encontrada nas epífises (as extremidades alargadas de um osso longo). Quanto a estrutura microscópica, o tecido ósseo pode ser classificado em primário e secundário: Tecido ósseo primário Também chamado de não-lamelar ou imaturo. Apresenta disposição irregular das fibras de colágeno, não forma-se lamelas. Possui menos minerais e maior quantidade de osteócitos, comparado com o tecido ósseo secundário. É o primeiro tipo de osso que se forma, ainda durante o desenvolvimento embrionário. Este tecido é pouco frequente em adultos, persistindo em locais de intensa remodelação, como os alvéolos dentários e regiões de inserção de tendões. Tecido ósseo secundário Também chamado de lamelar ou maduro, é encontrado nos adultos. Apresenta as fibras colágenas organizadas em lamelas, que ficam paralelas umas às outras. Os osteócitos se dispõem no interior ou na superfície de cada lamela. Esse tipo de tecido é composto por um conjunto de camadas de lamelas circulares, concêntricas e com diferentes diâmetros, chamadas de sistemas de Havers ou sistema harvesiano. Tecido ósseo secundário. Os pontos mais claros representam os sistemas de Havers e os pontos pretos são osteócitos Composição do Tecido Ósseo O tecido ósseo é formado por células e material extracelular calcificado, a matriz óssea. As células deste tecido podem ser de três tipos: osteoblastos, osteócitos e osteoclastos. Os osteoblastos localizam-se periferia do osso e possuem longos prolongamentos citoplasmáticos que tocam os osteoblastos vizinhos. São responsáveis pela produção da matriz óssea que se deposita ao seu redor. Quando aprisionados pela matriz recém-sintetizada, passam a ser chamados de osteócitos. Os osteócitos são as células mais abundantes do tecido ósseo. Ao ficarem retidos na matriz celular, as projeções citoplasmáticas de cada célula diminui. Assim, os canais onde esses prolongamentos estavam situados servem de comunicação entre uma lacuna e outra. Também é através desses canais que as substâncias nutritivas e o gás oxigênio chegam às células ósseas. Os canais ósseos constituem uma complexa rede, responsável pela manutenção e vitalidade da matriz óssea. Os osteoclastos são células volumosas e multinucleadas (6 a 50 núcleos). Originam-se da fusão das células do sangue, os monócitos. Entram em atividade na fase de reabsorção óssea, pois podem se mover nas superfícies ósseas e destruir áreas lesadas ou envelhecidas. Com isto, permitem a atividade dos osteoblastos que continuam a produção da matriz óssea. A ação dos osteoblastos e osteoclastos faz com que os ossos estejam em contínua remodelação. A matriz óssea é composta por uma parte orgânica e inorgânica. A parte orgânica é constituída por fibras colágenas, proteoglicanos e glicoproteínas. Enquanto, a parte inorgânica é composta por íons de fosfato e cálcio. Além de outros íons em menor quantidade, como o bicarbonato, magnésio, potássio, sódio e citrato. Revestimentos dos Ossos A superfície externa dos ossos é envolvida por uma camada de tecido conjuntivo, o periósteo. O tecido ósseo é altamente vascularizado. No periósteo existem vasos sanguíneos e nervos que penetram nos ossos através de pequenos orifícios. A superfície interna dos ossos é revestida pelo endósteo, formado por osteoblastos e osteoclastos. Funções do Tecido Ósseo • Suporte para as partes moles e protege órgãos vitais; • Locomoção do corpo; • Reservatório de cálcio para o organismo. Além disso, no interior dos ossos se aloja a medula óssea, que origina células sanguíneas. FAZER RESUMO! Tecido Nervoso O tecido nervoso é um tecido de comunicação, capaz de receber, interpretar e responder aos estímulos. As células do tecido nervoso são altamente especializadas no processamento de informações. Os neurônios transmitem os impulsos nervosos e as células da glia atuam junto com eles. Função A função do tecido nervoso é fazer as comunicações entre os órgãos do corpo e o meio externo. Tudo acontece de forma muito rápida. Através dos neurônios, o sistema nervoso recebe estímulos, decodifica as mensagens e elabora respostas. Por exemplo: o frio (estímulo externo) é recebido pelos receptores da pele, transmitido por neurônios sensitivos e interpretado no sistema nervoso central. Células Nervosas As células do tecido nervoso podem ser de dois tipos: neurônios e células gliais. Representação de um neurônio e de células da glia. Observe o oligodendrócito que envolve o axônio neuronal Neurônios Os neurônios transmitem informações através de mediadores químicos, os neurotransmissores, e de impulsos elétricos. Podemos identificar três regiões na maioria dos neurônios, são elas: • Corpo celular: nele se localizam o núcleo e as organelas, por exemplo, mitocôndrias. • Axônio: é um prolongamento longo do corpo celular, geralmente único, de espessura constante. É envolvido por macroglias de dois tipos: Oligodendrócitos e Células de Schwann. • Dendritos: são prolongamentos curtos do corpo celular, com muitas ramificações que se afinam nas pontas. Podem ser de vários tipos e classificados da seguinte maneira: • Segundo a forma: Neurônios Multipolares, Bipolares e Unipolares • Segundo a função: Neurônios Sensitivos, Motores e Integradores Células da Glia As células da glia, ou neuróglias, são muito mais numerosas do os neurônios. Sua função é nutrir e proteger o sistema nervoso. Além disso, ajudam na regulação das sinapses e transmissão dos impulsos elétricos. Existem dois tipos de células gliais, a saber: • Microglias: protegem o sistema nervoso, agindo de forma semelhante aos macrófagos. • Macroglias: há quatro subtipos, cada uma com função específica, ajudando na transmissão dos impulsos nervosos. São elas: os astrócitos, os oligodendrócitos, os ependimócitos e as células de Schwann. Características O tecido nervoso constitui os órgãos do sistema nervoso, que pode ser classificado em dois: Sistema Nervoso Central Corte histológico do Cerebelo. Na parte central, em rosa, ficam os prolongamentos dos neurônios formando a substância branca. Na parte externa (córtex) ficam os corpos celulares, formando a substância cinzenta. Formado pelo encéfalo, que fica dentro da caixa craniana, e pela medula espinhal. No cérebro e cerebelo, que compõem o encéfalo, os corpos celulares dos neurôniosse concentram na região mais externa (córtex) formando a substância cinzenta. Os prolongamentos (axônios) formam a região mais interna chamada substância branca. Enquanto que na medula espinhal, a substância branca é mais externa e a cinzenta é interna Sistema Nervoso Periférico Formado pelos nervos e gânglios. Os nervos são compostos de fibras nervosas. As fibras, por sua vez, são constituídas pelos axônios e pelas células de Schwann, que os revestem. Os gânglios são porções dilatadas dos nervos, onde se concentram corpos celulares dos neurônios. Impulsos Nervosos e Sinapses A transmissão do impulso nervoso é a forma de comunicação dos neurônios. Os impulsos são fenômenos de natureza eletroquímica, uma vez que envolvem substâncias químicas e a propagação de sinais elétricos. As sinapses ocorrem entre os prolongamentos dos neurônios (axônio de uma célula e dendritos da vizinha). Ocorrem devido a substâncias químicas, os mediadores chamados neurotransmissores. Os sinais elétricos geram um potencial de ação nas membranas dos neurônios, isso quer dizer, que há mudança de cargas elétricas. FAZER RESUMO! CÉLULAS PROCARIÓTICAS E EUCARIÓTICAS Tipos de RNA Estrutura do DNA Gene Cromossomos Genoma Sequenciar um genoma significa determinar a ordem em que as informações, ou seja os genes, estão colocados no genoma, o que permite obter informações sobre a linha evolutiva dos organismos, podendo trazer novos métodos para diagnosticar doenças ou for... FAZER RESUMO! Sistema ABO e Fator RH Como foram descobertos os Sistemas ABO e Rh? Tipos de Sangue Genes Alelos Genes Dominantes Características Dominantes Doenças Relacionadas aos Genes Dominantes Genes Recessivos Características Recessivas Fenótipo e Genótipo Fenótipo Genótipo Herança ligada ao sexo Herança ligada ao cromossomo X Algumas doenças relacionadas ao cromossomo X Herança restrita ao sexo Herança influenciada pelo sexo Reprodução Sexuada Etapas da Reprodução Sexuada Produção dos gametas Fecundação A fecundação pode ser interna ou externa: Hereditariedade Genética e Hereditariedade Função Produção e Ação Estrutura Tipos Antígenos Doenças genéticas Tipos Quais as doenças genéticas mais comuns? Síndrome de Down Anemia falciforme Diabetes Câncer Daltonismo Doenças genéticas raras Distrofia muscular de Duchene Fibrose cística Síndrome de Patau Síndrome de Turner Albinismo Fenilcetonúria Progeria Hipertricose Funções do Tecido Epitelial Tipos de Tecido Conjuntivo Tecido Conjuntivo Propriamente Dito Tecido Conjuntivo Frouxo Tecido Conjuntivo Denso Tecido Adiposo Tecido Adiposo Unilocular Tecido Adiposo Multilocular Funções Tecido Cartilaginoso Tipos de Cartilagem Tecido Muscular Funções do Tecido Muscular Tecido Muscular Estriado Esquelético A fibra muscular e a contração Tecido Muscular Estriado Cardíaco Tecido Muscular Liso ou Não-Estriado Tecido Ósseo Classificação do Tecido Ósseo Osso Compacto Osso Esponjoso Tecido ósseo primário Tecido ósseo secundário Composição do Tecido Ósseo Revestimentos dos Ossos Funções do Tecido Ósseo FAZER RESUMO! Tecido Nervoso Função Células Nervosas Neurônios Células da Glia Características Sistema Nervoso Central Sistema Nervoso Periférico Impulsos Nervosos e Sinapses