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CÉLULAS PROCARIÓTICAS E 
EUCARIÓTICAS 
 
Célula Procarionte: 
 
 
A célula das bactérias não apresenta núcleo definido. 
• Cápsula: cobertura externa adicional que protege a célula, que 
impede a desidratação e favorece a adesão às superfícies; 
• Parede celular: cobertura externa que protege a célula bacteriana e 
dá a sua forma; 
• Citoplasma: é uma substância semelhante a um gel. Seu papel é 
dar estrutura e manter a forma da célula; 
• Plasmídeo: são moléculas duplas de DNA que armazenam material 
genético; 
• Membrana Celular: é responsável por envolver o citoplasma da 
célula e regula o fluxo de substâncias dentro e fora dela; 
• Flagelo e cílio: ajudam na locomoção da célula; 
• Ribossoma: são estruturas celulares responsáveis pela produção de 
proteínas; 
• Nucleoide: área do citoplasma que contém a molécula de DNA. 
 
 
• Núcleo: é a maior e mais visível organela em uma célula eucariótica. Ele 
contém o DNA da célula; 
• Retículo Endoplasmático: tem como função produzir e enviar proteínas e 
lipídios; 
• Complexo de Golgi: é responsável por modificar as moléculas celulares e 
enviar materiais para fora da célula. É também a única organela que pode 
gerar lisossomos; 
• Lisossomos: desempenham importante função na digestão celular; 
• Peroxissomas: são estruturas que possuem enzimas que transformam 
átomos de hidrogênio em oxigênio; 
• Nucléolos: estão localizadas no interior do núcleo, onde acontece a síntese 
de ribossomos; 
• Mitocôndrias: responsáveis por liberar energia das moléculas de glicose e 
dos ácidos graxos; 
• Vacúolos: estruturas que armazenam substâncias relacionadas à digestão 
ou à nutrição celular; 
• Plastos: presentes apenas em células eucarióticas vegetais. Responsáveis 
pela fotossíntese e armazenamento de substâncias. São de três tipos: 
cloroplastos, cromoplastos e leucoplastos. 
 
A Diferença entre procarionte e eucarionte: 
 
Procariontes Eucariontes 
O que é As células procariotas 
são as células mais 
primitivas. Possuem uma 
estrutura menos 
complexa, sem núcleo, e 
o material genético fica 
disperso dentro do 
citoplasma. 
Acredita-se que tenham 
evoluído a partir das 
procariotas. As células 
eucarióticas são maiores 
do que as procarióticas, e 
demostram uma melhor 
organização estrutural e 
eficiência funcional. 
Núcleo Eles não possuem um 
núcleo definido. 
Contém núcleo. 
Tipo Geralmente unicelular. Pluricelular. 
Parede celular A parede celular, se 
presente, contém 
peptidoglicano. 
A parede celular, quando 
existente, contém 
celulose. 
Significado Do grego, "antes do 
núcleo" (pro = antes, 
primitivo e karyon = 
núcleo). 
Do grego, "núcleo 
verdadeiro" (eu = 
verdadeiro e karyon = 
núcleo). 
DNA O DNA é geralmente 
circular, e não tem 
associação com proteínas 
das histonas. 
O DNA é comumente 
linear, está dentro do 
núcleo, e é associado às 
histonas. 
Transcrição A transcrição ocorre no 
citoplasma. 
A transcrição ocorre 
dentro do núcleo. 
Exemplos Seres unicelulares, como 
algumas bactérias, algas 
cianofíceas, algas azuis e 
micoplasmas. 
Animais, plantas, fungos 
e protistas. 
Tamanho 1 a 5 μm de diâmetro. 10 a 100 μm de diâmetro. 
 
 
FAZER RESUMO! 
 
Organelas citoplasmáticas e suas funções 
 
O que são organelas? 
São estruturas compostas pelas membranas internas, com formas e funções diferentes, 
sendo as principais: os retículos endoplasmáticos lisos e rugosos, o aparelho de Golgi e as 
mitocôndrias. Nas células vegetais há também organelas específicas os cloroplastos. 
Cada organela celular tem uma função, como se fossem nossos órgãos internos, digerem 
os alimentos, quebram as moléculas que precisam, excretam o que não é necessário, e 
assim por diante. 
 
 
A célula animal é muito complexa e composta de diversas estruturas, que são as organelas. 
Vamos conhecer agora todas elas: 
• Membrana plasmática: é o que envolve a célula, que a delimita e tem a função de 
permeabilidade seletiva, quer dizer, é ela que vai liberar o que vai entrar e o que vai 
sair. Sua composição é de duas camadas de lipídeos. 
• Núcleo: encontrado nas células eucariontes, guarda o material genético, o DNA do 
ser vivo e comanda tudo que acontece dentro da célula. 
• Mitocôndria: tem a função principal de respiração celular, de produzir energia (ATP) 
para aquela célula funcionar e exercer suas atividades. Tem seu próprio DNA e seus 
próprios ribossomos. 
• Ribossomos: fazem a síntese proteica, ou seja, produzem a proteína, que são 
compostos extremamente importantes para todo o funcionamento das células, 
principalmente o DNA. 
• Lisossomos: têm função de digestão celular, são “bolsinhas” que contém enzimas 
que vão realizar a degradação de substâncias dentro da célula. Eles podem digerir 
substâncias que vêm de fora (heterofagia), ou pode digerir substâncias que já estão 
ali dentro (autofagia). 
• Retículo endoplasmático: conjunto de bolsas e tubos que têm função principal de 
transportar algumas substâncias. E quais substâncias eles vão transportar, depende 
de qual retículo endoplasmático nós estamos falando. Existem dois tipos, Rugoso ou 
Granuloso (RER) e liso ou Granuloso (REL). 
O granuloso tem esse nome por conter vários ribossomos grudadinhos nele, aí a sua função 
será a síntese de proteínas. A diferença é que ele vai sintetizar proteínas que serão 
utilizadas fora da célula. Os ribossomos que ficam soltos pela célula irão sintetizar proteínas 
que são utilizadas pelas células. 
O retículo endoplasmático liso tem a função de sintetizar lipídeos. Ele vai desintoxicar a 
célula, vai degradar as substâncias tóxicas que estão ali dentro. 
• Complexo de Golgi: formado também por bolsas, um pouco mais achatadas, 
formando como se fossem cisternas, tem a função de secreção celular, isto é, de 
levar o que está dentro da célula para fora dela. Também tem a função de sintetizar 
carboidratos do tipo polissacarídeos. 
• Centríolos: são formados por microtúbulos que vão ajudar os cromossomos a se 
separarem na hora da divisão celular. Estão presentes também em cílios e flagelos, 
auxiliando na locomoção de algumas células. 
• Peroxissomos: tem a função de quebrar água-oxigenada. Isso mesmo! Essas 
substâncias podem estar presentes dentro das células devido a alguns processos, e 
dentro dessas bolsinhas têm uma enzima chamada catalase, que vai quebrar a 
água-oxigenada, que é uma substância tóxica para a célula. 
• Citoplasma: é composto por uma substância gelatinosa chamada citosol, e pelas 
organelas presentes naquela célula, é todo o espaço onde as organelas estão 
“presas”. 
• Citoesqueleto: é o que dá sustentação e forma àquela célula, formado por um 
conjunto de estruturas proteicas que ficam no citoplasma e ajudam nessa 
sustentação. 
 
FAZER RESUMO! 
 
DNA e RNA 
O RNA (ácido ribonucleico) é uma molécula responsável pela síntese de 
proteínas das células do corpo. Sua principal função é a produção de proteínas. 
A molécula de RNA é composta por ribonucleotídeos, os quais são formados por 
uma ribose (açúcar), um fosfato e as bases nitrogenadas. 
As bases nitrogenadas são classificadas em: 
• Adenina (A) e Guanina (G): purinas 
• Citosina (C) e Uracila (U): pirimidinas 
Tipos de RNA 
• RNA Ribossômico (RNAr): recebe esse nome pois é o principal constituinte 
dos ribossomos. Ele possui o maior peso, sendo o principal responsável pela 
síntese de proteínas. 
• RNA Mensageiro (RNAm): junto ao RNA ribossômico, ele auxilia na síntese 
de proteínas, orientando a ordem dos aminoácidos para a formação proteica. 
Ele é responsável por levar do núcleo celular até o citoplasma as informações 
genéticasrecebidas do DNA. Seu peso é menor que o RNA ribossômico. 
• RNA Transportador (RNAt): seu nome já indica que sua função é transportar 
as moléculas de aminoácidos que serão utilizados na síntese de proteínas. 
Ele transporta essas moléculas até os ribossomos, local em que se unem e 
formam as proteínas. Comparado com os outros, este possui o menor peso. 
O DNA (Ácido Desoxirribonucleico) é uma molécula presente no núcleo das células 
de todos os seres vivos e que carrega toda a informação genética de um organismo. 
É formado por uma fita dupla em forma de espiral (dupla hélice), composta por 
nucleotídeos. 
Estrutura do DNA 
Os dois filamentos que constituem o DNA enrolam-se um sobre o outro e unem-se 
através de pontes de hidrogênio, que se formam entre as 4 bases nitrogenadas 
dos nucleotídeos: 
• A - Adenina; 
• T - Timina; 
• C - Citosina; 
• G - Guanina. 
Gene 
Os genes são unidades de informação hereditária que formam os cromossomos, 
formados por sequências especiais de centenas ou milhares de pares de bases 
nitrogenadas (A-T ou C-G). 
São eles que determinam tanto as características próprias da espécie humana, 
quanto as características próprias de cada indivíduo. 
Os genes especificam as sequências de aminoácidos que servem de base para a 
síntese de proteínas celulares. 
Essas proteínas, em geral enzimas, atuam na estrutura e nas funções metabólicas 
das células e, consequentemente, no funcionamento de todo o organismo. 
Cromossomos 
As diferentes sequências de DNA formam os cromossomos. O ser humano possui 
46 cromossomos: 23 recebidos da mãe e 23 do pai. Cada par de cromossomos é 
composto de inúmeros genes. 
Genoma 
O Genoma é toda a informação hereditária codificada no DNA de um organismo ou 
no RNA, no caso dos vírus. É o conjunto de todos os genes de determinada 
espécie. 
O sequenciamento de DNA ou genoma é a técnica usada para determinar em que 
ordem as bases nitrogenadas (Adenina, Timina, Citosina, Guanina) se encontram no 
DNA. 
Sequenciar um genoma significa determinar a ordem em que as informações, ou 
seja os genes, estão colocados no genoma, o que permite obter informações sobre 
a linha evolutiva dos organismos, podendo trazer novos métodos para diagnosticar 
doenças ou formular medicamentos e vacinas. 
FAZER RESUMO! 
 
 Sistema ABO e Fator RH 
 
O sistema ABO são classificações do sangue humano nos quatro tipos existentes: 
A, B, AB e O. 
Enquanto que o Fator Rh é um grupo de antígenos que determina se o sangue 
possui o Rh positivo ou negativo. 
A herança sanguínea, ou seja, o tipo sanguíneo de uma pessoa, é determinada 
geneticamente, sendo um caso de alelos múltiplos, pelos genes IA , IB e i. 
Como foram descobertos os Sistemas ABO e Rh? 
Técnica que levou à descoberta do fator Rh 
O sistema ABO foi descoberto no início do século XX, pelo biólogo austríaco Karl 
Landsteiner (1868-1943) e sua equipe de cientistas. 
Eles constataram algumas diferenças no sangue dos indivíduos, o que, certamente, 
esclareceu a morte de muitas pessoas após transfusões de sangue. 
A descoberta do Sistema ABO foi um marco importante da história da medicina. Por 
causa deste estudo, o médico e biólogo Karl Landsteiner ganhou, em 1930, o 
“Prêmio Nobel de Fisiologia”. 
Segundo os cientistas, a propriedade da incompatibilidade dos tipos sanguíneos foi 
confirmada a partir da reação imunológica entre as substâncias presentes no 
plasma sanguíneo e nas hemácias. 
Com isso, o sangue que sofreu aglutinação a partir de determinados antígenos 
presentes nas membranas das hemácias, ficaram conhecidos por aglutinogênios 
(A e B). Enquanto que as substâncias aglutinadoras, anticorpos, encontradas no 
plasma sanguíneo, foram denominadas de aglutininas (anti-A e anti-B). 
Além de desvendar a tipologia sanguínea, Karl Landsteiner (1868-1943) descobriu o 
Fator Rh (anticorpos), derivado do nome do “macaco do gênero Reshus”. Este 
animal foi utilizado como cobaia nas investigações para o avanço do sistema ABO. 
As pesquisas apontam que determinados tipos de sangue possuem ausência do 
fator Rh. Isso acontece pois os indivíduos que apresentaram as hemácias 
aglutinadas pelo anticorpo Rh foram classificadas como Rh positivas (Rh+). Em 
contrapartida, as hemácias dos que não se aglutinaram foram chamadas de Rh 
negativas (Rh-). 
Tipos de Sangue 
Tipos sanguíneos e suas características 
Os grupos sanguíneos, de acordo com o sistema ABO, são classificados em: A, B, 
AB e O. 
Os tipos diferenciam-se pela presença ou ausência de aglutininas, no plasma 
sanguíneo, e de aglutinogênios, na membrana das hemácias. 
• Tipo A: O sangue do tipo A apresenta aglutinina (anticorpos) anti-B no 
plasma. Assim, indivíduos com esse tipo de sangue podem receber dos tipos 
A e O, contudo, não recebem do tipo B e nem do tipo AB. 
• Tipo B: O sangue do tipo B apresenta aglutinina (anticorpos) anti-A no 
plasma. Assim, indivíduos com esse tipo de sangue podem receber de B e O, 
porém, não podem receber sangue dos tipos A e AB. 
• Tipo AB: O sangue do tipo AB é o “Receptor Universal”, de forma que AB 
não possui aglutininas no plasma e pode receber qualquer tipo de sangue. 
Em outras palavras, o sangue AB possuem os antígenos A e B, entretanto, 
nenhum anticorpo. 
• Tipo O: O sangue do tipo O é o “Doador Universal”, uma vez que possuem 
os dois tipos de aglutininas (anticorpos) no plasma, anti-A e anti-B, e não 
apresentam aglutinogênios (antígenos) dos tipos A e B. A despeito de serem 
os doadores universais, ou seja, podem doar seu sangue para qualquer 
grupo sanguíneo, esses indivíduos só recebem sangue do tipo O. 
Confira abaixo a tabela indicando as relações existentes na doação de sangue: 
 
Grupo 
Sanguíneo 
 
Aglutinogêni
os nas 
Hemácias 
 
Aglutininas 
no Plasma 
 
Recebe de 
 
Doa para 
A A anti-B A e O A e AB 
B B anti-A B e O B e AB 
AB AB - A, B, AB e O AB 
O - anti-A e anti-B O A, B, AB e O 
 
 
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Genes 
 
Os genes são partículas diminutas que contém material genético (DNA, ácido 
dioxirribonucleico) e produzem proteínas responsáveis pela determinação e 
transmissão dos caracteres hereditários. 
Dessa maneira, os genes podem expressar categorias genéticas distintas. Por 
exemplo, características dominantes, expressa pelos seres homozigotos (AA) e 
heterozigotos (Aa), e as características recessivas encontrado somente nos 
homozigotos (aa). 
Genes Alelos 
Os genes alelos são segmentos de DNA (ácido desoxirribonucleico) constituídos de 
pares. Um deles é proveniente da mãe (óvulo) e outro do pai (espermatozoide), os 
quais se encontram no mesmo lócus nos cromossomos homólogos. Eles são 
classificados em: 
• Genes Alelos Recessivos: representados por letras minúsculas (aa, bb, vv) 
donde os fenótipos são expressos somente em homozigose 
• Genes Alelos Dominantes: representados por letras maiúsculas (AA, BB, 
VV) e expressos fenotipicamente em heterozigose. 
Quando os genes alelos são iguais denomina-se "homozigotos" e quando 
diferentes, "heterozigotos". 
Genes Dominantes 
Os genes dominantes são aqueles que determinam uma característica hereditária 
mesmo quando em dose simples nos genótipo. Ou seja, eles determinam seu 
caráter mesmo na ausência de seu alelo dominante. 
Eles são classificados em: 
• Dominante Homozigoto (puro), representado pelas letras maiúsculas, AA, 
BB, VV. 
• Dominante Heterozigoto (híbrido) expresso por uma letra maiúscula e uma 
minúscula Aa, Bb, Vv. 
Características Dominantes 
Algumas características expressas nos genes alelos dominantes: 
• Nariz aquilino 
• Lobo da orelha deslocado 
• Queixo com covinhae prógnato 
• Lábios grossos 
• Cabelo escuro 
• Calvície 
• Olhos escuros 
• Capacidade de enrolar a língua 
• Dedo mindinho curvado 
• Polegar curvado 
Doenças Relacionadas aos Genes Dominantes 
Algumas doenças relacionadas aos genes alelos dominantes: 
• Polidactilia 
• Doença de Huntington 
• Doença de von Hippel 
Genes Recessivos 
Os genes recessivos produzem proteínas consideradas “defeituosas”, na medida 
que eles se tornam inativos. Ou seja, ficam escondidos (recessivos) com a presença 
de um gene dominante manifestando suas características na ausência de seu alelo 
dominante. 
São representados por letras minúsculas, aa, bb e vv e diferentemente dos 
dominantes, expressam seu caráter somente em dose dupla, ou seja, recessivo 
homozigoto (puro). 
Características Recessivas 
Algumas características expressas nos genes alelos recessivos: 
• Nariz reto 
• Lobo da orelha colado 
• Queixo sem covinha e reto 
• Lábios Finos 
• Cabelo louro e ruivo 
• Olhos azuis 
• Não possui a capacidade de enrolar a língua 
• Dedo mindinho reto 
• Polegar reto 
• Canhoto 
• Tipo Sanguíneo Negativo 
 
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Fenótipo e Genótipo 
 
Fenótipo e Genótipo são dois conceitos fundamentais no estudo da genética, visto 
que representam as características físicas e comportamentais dos indivíduos 
(fenótipo), bem como suas caraterísticas genéticas (genótipo). Esses conceitos 
foram criados no início do século XX, pelo pesquisador dinamarquês Wilhelm Ludvig 
Johannsen (1857-1927). 
Fenótipo 
O conceito de fenótipo está relacionado com as característica externas, 
morfológicas, fisiológicas e comportamentais dos indivíduos, ou seja, o fenótipo 
determina a aparência do indivíduo (em sua maioria, aspectos visíveis), resultante 
da interação do meio e de seu conjunto de genes (genótipo). Exemplos de fenótipo 
são o formato dos olhos, a tonalidade da pele, cor e textura do cabelo, dentre 
outros. 
Nesse sentido, podemos pensar em dois irmãos, os quais possuem a mesma 
tonalidade de pele; porém, um deles vive numa cidade praiana, toma muito mais sol 
e possui pele mais morena. Por outro lado, seu irmão, o qual vive na cidade grande, 
possui uma pele mais clara, determinada pelo meio em que vive. Por isso, o 
fenótipo é sobretudo, resultado da interação do genótipo com o ambiente. 
Genótipo 
O conceito de genótipo associa-se às características internas, à constituição 
genética do indivíduo, ou seja, o conjunto de cromossomos ou sequência de genes 
herdado dos pais, os quais somado às influências ambientais, determinará seu 
fenótipo (características externas). Em outras palavras, o genótipo determina o 
fenótipo, sendo portanto, um característica fixa do organismo e mantida durante 
toda a vida e, diferentemente do fenótipo, não sofre alterações em contato com o 
meio ambiente. 
Dessa forma, o genótipo representa a constituição gênica de cada pessoa, 
composto dos genes maternos e paternos, e sua representação é baseada nos 
genes alelos dominantes, indicados pelas letras maiúsculas (AA) ou genes 
recessivos (aa), como exemplo, tem-se o albinismo, doença rara associada à falta 
de melanina na pele, representada por genes alelos recessivos (aa), em 
contraposição aos indivíduos que apresentam taxas normais de melanina na pele, 
os dominantes (AA), ou em maior número. 
 
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Herança ligada ao sexo 
 
A herança ligada ao sexo refere-se aos genes localizados em cromossomos sexuais 
que estão envolvidos na determinação de características. 
Na espécie humana, o cromossomo sexual masculino Y apresenta poucos genes. 
Já, o cromossomo sexual feminino X possui grande quantidade de genes envolvidos 
na determinação de várias características. 
Os cromossomos XY apresentam pequenas regiões homólogas em suas 
extremidades. Assim, praticamente não há recombinação entre os seus genes. 
Os genes localizados no cromossomo X que têm alelo correspondente no 
cromossomo Y, seguem o padrão da herança ligada ao sexo. 
Assim, a herança ligada ao sexo está restrita aos cromossomos sexuais. Enquanto, 
a herança autossômica é a que ocorre nos cromossomos autossômicos. 
Os tipos de herança ligada ao sexo são: 
• Herança ligada ao cromossomo X; 
• Herança restrita ao sexo; 
• Herança influenciada pelo sexo. 
Herança ligada ao cromossomo X 
Quando o gene alterado está no cromossomo X. Esse tipo de herança tem o padrão 
recessivo. 
É a herança materna. Nesse caso, os filhos homens herdam genes do 
cromossomo X apenas da mãe. Enquanto, as filhas mulheres herdam um do pai e 
outro da mãe. 
As manifestações vão estar presentes nos machos pois apresentam apenas um 
cromossomo X, ou seja, não apresentam nenhum gene normal para aquela 
característica. 
Algumas doenças relacionadas ao cromossomo X 
Daltonismo ou cegueira a cores 
O daltonismo é a incapacidade de distinguir as cores vermelha e verde. Acomete 
5% a 8% dos homens e 0,04% das mulheres. 
A pessoa daltônica não consegue diferenciar as 
cores da imagem 
É determinado por um gene recessivo ligado ao sexo, sendo representado pelo 
alelo Xd . O alelo dominante XD condiciona a visão normal. 
Uma mulher só será daltônica se o seu pai for e se a mãe for portadora do alelo 
recessivo. 
Os homens afetados transmitem o gene a todas as suas filhas, enquanto os filhos 
não são afetados. 
Existe 50% de chance da mãe portadora passar o gene afetado a um filho ou filha. 
Hemofilia 
A hemofilia é uma doença hereditária em que há uma falha no sistema de 
coagulação do sangue. Os acometidos pela doença apresentam hemorragias 
abundantes, mesmo em pequenos ferimentos. 
Essa anomalia é condicionada por um gene recessivo Xh ligado ao sexo. O seu 
alelo dominante XH condiciona a normalidade. 
A hemofilia é mais comum nos homens e rara entre as mulheres. 
Se um homem hemofílico tiver filhos com uma mulher sem hemofilia (XH XH), os 
filhos não terão hemofilia. Porém, as filhas serão portadoras do gene (XH Xh). 
Herança restrita ao sexo 
Esse tipo de herança corresponde aos poucos genes localizados no cromossomo Y, 
denominados de genes holândricos. Esses genes são herdados de pai para filho. 
Um exemplo de gene holândrico é o SRY, responsável pela diferenciação dos 
testículos nos embriões de mamíferos. 
Um exemplo de herança restrita ao sexo é a hipertricose, que se caracteriza pela 
presença de pelos grossos e longos nas orelhas masculinas. 
Herança influenciada pelo sexo 
Esse tipo de herança ocorre quando alguns genes expressam-se em ambos os 
sexos, mas comportam-se de modo diferente em homens e mulheres. 
Um exemplo dessa herança é a calvície. O gene que condiciona essa característica 
encontra-se em um alelo autossômico e comporta-se como dominante no homem e 
recessivo nas mulheres. 
Para a mulher ser calva é necessário que seja homozigota recessiva. Enquanto, o 
homem precisa de apenas um alelo dominante. 
Essa diferença de comportamento é devido ao ambiente hormonal de cada 
indivíduo. 
 
FAZER RESUMO! 
 
Reprodução Sexuada 
 
A reprodução sexuada consiste na união dos gametas masculino e feminino, 
formando o zigoto que dará origem a um novo ser. 
A reprodução é uma característica dos seres vivos. A partir dela, novos indivíduos 
são gerados e assegura-se a perpetuação das espécies. 
É por meio da reprodução que as informações genéticas são transmitidas entre as 
gerações. 
Cada indivíduo originado herda o material genético de seus progenitores. 
Etapas da Reprodução Sexuada 
As etapas da reprodução sexuada são as seguintes: 
Produção dos gametas 
Nos animais, os gametas são formados durante a meiose nas gônadas masculinas 
e femininas.Em seres humanos, as gônadas masculinas são os testículos e produzem os 
espermatozoides. As gônadas femininas são os ovários e produzem os óvulos. 
Os gametas são haploides, ou seja, contém metade do número total de 
cromossomos da espécie (n). 
Fecundação 
A fecundação consiste na união entre o gameta feminino (n) e masculino (n). 
O zigoto ou célula-ovo é o resultado da união entre os dois gametas, originando 
uma célula diplóide (2n). 
Com isso, os descendentes apresentam características de cada progenitor. Seu 
material genético é constituído por metade dos cromossomos de origem materna e 
a outra metade de origem paterna. 
A fecundação pode ser interna ou externa: 
No caso da fecundação externa, o encontro entre os gametas ocorre no exterior do 
corpo, ou seja, no ambiente. 
Nesse tipo de fecundação, as fêmeas depositam seus óvulos em ambiente aquático 
e o macho lança os seus espermatozoides. A união entre os gametas ocorre no 
ambiente. 
A fecundação externa ocorre em sapos e peixes. 
No caso da fecundação interna, o encontro entre os gametas ocorre dentro do 
organismo. Os gametas masculinos são colocados no interior do organismo 
feminino. 
Realizam fecundação interna, os mamíferos, aves e répteis. 
O ser humano realiza reprodução sexuada com fecundação interna. 
Após a fecundação, o zigoto sofre uma série de divisões e diferenciações, de 
acordo com o organismo, até originar um novo ser. 
Hereditariedade 
 
Hereditariedade ou Herança Genética é o mecanismo biológicoatravés do qual as 
características de cada ser vivo são transmitidas de uma geração para outra. 
Envolve processos genéticos, uma vez que o meio de transmissão das 
informações de um indivíduo a outro é o gene. 
Genética e Hereditariedade 
A Genética é a área científica que estuda os fenômenos biológicos relacionados 
com a herança biológica, ou seja, a forma como os filhos recebem 
características de seus pais e as transmitem para seus filhos. Desse modo, 
hereditariedade é um dos conceitos mais básicos da Genética. 
Pai e filho albinos, essa condição é herdada 
geneticamente. 
São apresentados a seguir os princípios básicos relacionados com a 
hereditariedade: 
• Os filhos herdam dos pais as informações genéticas contidas nos genes e a 
partir disso desenvolvem suas características; 
• Os genes são transmitidos através dos gametas (espermatozoides e óvulos), 
de uma geração a outra. 
• Os gametas (espermatozoide ou óvulo) contém toda a informação genética 
da espéciea qual pertence; 
• Cada ser vivo contém pares de genes, originados no zigoto, quando o 
gameta feminino (óvulo) é fecundado pelo masculino (espermatozoide). 
• Cada gene oriundo de um dos progenitores (mãe ou pai) é denominado 
alelo. Os genes alelos não se misturam nos descendentes, formam os pares 
e se separam durante a formação dos gametas (gametogênese). 
 
FAZER RESUMO! 
 
Anticorpos 
Anticorpos, também chamados de imunoglobulinas (Ig), são estruturas proteicas 
encontradas no plasma sanguíneo. Eles atuam contra organismos invasores do 
corpo, tais quais as bactérias e os vírus. 
Função 
A principal função dos anticorpos é a defesa do organismo, os quais atuam 
diretamente contra os microrganismos invasores que podem causar diversas 
infecções e doenças. Dessa maneira, eles neutralizam as toxinas dos parasitas 
extracelulares. 
Produção e Ação 
As proteínas de anticorpos são produzidas e secretadas por um glóbulo branco 
específico, chamada de linfócito B (plasmócitos). 
Assim que eles reconhecem o antígeno que ameaça o corpo, prontamente 
produzem os anticorpos para atacar o agente invasor. 
Dessa forma, eles impedem a multiplicação do agente invasor inibindo a ação das 
toxinas liberadas, colaborando com o sistema imunológico do corpo. 
Quer saber mais? Leia mais sobre o tema: 
• Linfócitos 
• Leucócitos 
• Sistema Imunológico 
Estrutura 
Estrutura dos anticorpos 
A estrutura dos anticorpos é formada por quatro cadeias polipeptídicas 
compostas por aminoácidos. Duas delas são maiores e mais pesadas (P) e duas 
são menores e mais leves (L). Essas cadeias são conectadas por pontes de 
dissulfetos. 
Tipos 
Isotipos de anticorpos 
Há diversos isotipos de anticorpos, os quais variam segundo a função e o tipo de 
cadeia que apresentam: 
• IgG (Imunoglobulina G): muito importante nos processo inflamatórios pois 
neutraliza as toxinas lançadas pelos agentes externos. O IgG está presente 
na linfa e no sangue e dividi-se em subclasses: IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4. 
Note que a Imunoglobulina G é a única que atravessa a placenta. 
• IgE (Imunoglobulina E): importante isotipo de anticorpo que atua nos 
processos alérgicos, nas verminoses e protozooses. Presente no soro 
sanguíneo, o IgE é encontrado na superfície dos basófilos e mastócitos. 
• IgD (Imunoglobulina D): tem como função a ativação de células que 
protegem o organismo. O IgD é encontrado no sangue e ainda suas funções 
estão sendo definidas e estudadas por diversos pesquisadores. 
• IgM (Imunoglobulina M): encontrada no meio intravascular, esse tipo de 
anticorpo funciona como receptor dos antígenos. Assim, quando o corpo 
apresenta níveis altos de IgM, isso indica uma infecção recente. Por ser 
grande, esse tipo não atravessa a placenta. 
• IgA (Imunoglobulina A): presente nas secreções do corpo (saliva, suor, 
lágrimas, suco gástrico, etc.), a IgA tem como função proteger o corpo 
através das mucosas. Ou seja, ela evita que o agente invasor penetre no 
epitélio. Esse tipo está subdivido em duas classes: IgA1 e IgA2. 
Antígenos 
Os antígenos são os agentes invasores que causam diversos problemas de saúde 
no corpo. Eles podem ser bactérias, fungos, vírus, etc. 
 
FAZER RESUMO! 
 
Doenças genéticas 
 
As doenças genéticas são aquelas que envolvem alterações no material genético, 
ou seja, no DNA. 
Algumas delas podem possuir o caráter hereditário, sendo repassadas de pais para 
filhos. 
Entretanto, nem toda doença genética é hereditária. Um exemplo é o câncer, ele é 
causado por alterações no material genético, mas não é transmitido aos 
descendentes. 
Tipos 
Existem três tipos de doenças genéticas: 
• Monogenéticas ou mendelianas: Quando apenas um gene é modificado. 
• Multifatorial ou poligênicas: Quando mais de um gene é atingido e ocorre 
ainda interferência dos fatores ambientais. 
• Cromossômicas: Quando os cromossomos sofrem modificações em sua 
estrutura e número. 
Por exemplo, sabemos que a espécie humana possui 23 pares de cromossomos, 
caso apresente a falta ou excesso de um deles surge uma doença genética. 
Quais as doenças genéticas mais comuns? 
As principais doenças genéticas em humanos são: 
Síndrome de Down 
A síndrome de Down é uma alteração genética causada pela presença de um 
cromossomo extra no par 21. 
Os portadores da síndrome apresentam fraqueza muscular, orelhas mais baixas que 
o normal, leve retardo mental e baixa estatura. 
Anemia falciforme 
A anemia falciforme é uma alteração genética e com caráter hereditário, na qual as 
hemácias perdem o seu formato normal e adquirem a forma de foice. 
Essa condição dificulta a passagem das hemácias pelos vasos sanguíneos e 
compromete a oxigenação dos tecidos. 
Diabetes 
A diabetes é uma doença que compromete a produção do hormônio insulina, 
responsável por controlar o nível de glicose no sangue. 
No Brasil, aproximadamente 7% da população possui diabetes. 
Câncer 
Alguns tipos de câncer são causados por fatores genéticos. O termo representa um 
conjunto de doenças que se caracterizam pelo crescimento celular desordenado e 
que pode se espalhar pelo corpo. 
Daltonismo 
O daltonismo é uma herançaligada ao sexo, especificamente ao cromossomo X. 
Ele caracteriza-se pela incapacidade de distinguir cores, como o vermelho e o 
verde. 
Doenças genéticas raras 
Algumas doenças genéticas são extremamente raras, ou seja, apresentam baixa 
incidência na população. Conheça algumas das mais conhecidas: 
Distrofia muscular de Duchene 
A distrofia muscular de Duchene possui caráter recessivo e ligado ao cromossomo 
X. Ela caracteriza-se pela ausência da proteína distrofina, o que leva ao 
enfraquecimento dos músculos. 
Fibrose cística 
A fibrose cística é uma herança autossômica recessiva que se caracteriza pela 
produção de secreções que se acumulam nos pulmões e pâncreas. 
Síndrome de Patau 
A síndrome de Patau ou trissomia do 13 é causada pela presença de um 
cromossomo a mais no par de número 13. 
A doença pode causar uma série de alterações físicas e fisiológicas. 
Síndrome de Turner 
A síndrome de Turner é uma doença genética caracterizada pela presença de 
apenas um cromossomo sexual X, o que dá origem ao seguinte cariótipo 45, X. Por 
isso, afeta apenas indivíduos de sexo feminino. 
A doença acomete 1 a cada 3.000 nascimentos de mulheres. Além disso, a taxa de 
aborto pode chegar a até 97%. 
Albinismo 
O albinismo é uma doença de caráter autossômico recessivo. Ele compromete a 
produção da melanina, o pigmento responsável pela coloração da pele, olhos e 
pelos. 
Por isso, as pessoas afetadas apresentam a pele bastante branca, além de cabelos 
e olhos claros. 
Fenilcetonúria 
A fenilcetonúria é uma herança autossômica recessiva. A doença impede a 
metabolização do aminoácido fenilalanina, o qual acumula-se no sangue e pode 
comprometer algumas funções do organismo, principalmente no cérebro. 
Progeria 
A progeria manisfesta-se na infância e caracteriza-se por ser um envelhecimento 
acelerado, o qual pode ser até 7 vezes mais rápido do que o natural. 
Estima-se que atinja 1 a cada 8 milhões de nascidos. É comum que as pessoas com 
a doença vivam até aos 15 anos de idade. 
Hipertricose 
A hipertricose é uma condição bastante rara, caracterizada pelo crescimento 
excessivo dos pelos, os quais cobrem praticamente todo o corpo. 
Estima-se que a hipertricose acometa 1 a cada 1 bilhão de nascidos. 
 
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Estudo da histologia 
• É o estudo dos tecidos que compõem o organismo. 
• Uma das técnicas mais utilizadas é a que reúne dois corantes chamados 
hematoxilina e eosina. 
TECIDOS DO CORPO HUMANO 
• Tecido epitelial 
• Tecido conjuntivo 
- TC propriamente dito 
- Tecido adiposo 
- Tecido cartilaginoso 
- Tecido ósseo 
• Tecido muscular 
• Tecido nervoso 
Tecido epitelial 
O tecido epitelial é formado por células justapostas, ou seja, que estão intimamente 
unidas umas às outras através de junções intercelulares ou proteínas integrais da 
membrana. 
Funções do Tecido Epitelial 
A principal função do tecido epitelial é revestir a superfície externa do corpo, as 
cavidades corporais internas e os órgãos. Ele também apresenta função secretora. 
São funções do tecido epitelial: 
• Proteção e revestimento (pele); 
• Secreção (estômago); 
• Secreção e absorção (intestino); 
• Impermeabilização (bexiga urinária). 
As estreitas uniões entre as suas células fazem do tecido epitelial uma barreira 
eficiente contra a entrada de agentes invasores e a perda de líquidos corporais. 
Tecido conjuntivo 
Tecido Conjuntivo é um tecido de conexão, composto de grande quantidade de 
matriz extracelular, células e fibras. 
Suas principais funções são fornecer sustentação e preencher espaços entre os 
tecidos, além de nutri-los. 
Tipos de Tecido Conjuntivo 
A classificação dos diferentes tecidos conjuntivos pode ser feita de acordo com o 
material e o tipo de células que o compõem. 
A matriz extracelular, que é a substância entre as células, tem consistência 
variável. Ela pode ser: gelatinosa (tecido conjuntivo frouxo e denso), líquida 
(sanguíneo), flexível (cartilaginoso) ou rígida (ósseo). 
Desse modo, pode ser dividido em tecido conjuntivo propriamente dito e em tecidos 
conjuntivos de propriedades especiais, a saber: adiposo, cartilaginoso, ósseo e 
sanguíneo. 
Tecido Conjuntivo Propriamente Dito 
Tecido Conjuntivo Propriamente Dito 
Esse tecido, como o nome indica, é o típico tecido de ligação. Ele atua na 
sustentação e preenchimento dos tecidos e, dessa forma, contribui para que fiquem 
juntos, estruturando os órgãos. 
Sua matriz extracelular é abundante, composta de uma parte gelatinosa 
(polissacarídeo hialuronato) e três tipos de fibras proteicas: colágenas, elásticas e 
reticulares. 
Existem dois subtipos de tecido conjuntivo propriamente dito, classificados de 
acordo com a quantidade de matriz presente, são eles: 
Tecido Conjuntivo Frouxo 
É constituído de pouca matriz extracelular, com muitas células e poucas fibras. 
Isso torna o tecido flexível e pouco resistente às pressões mecânicas. Algumas 
células são residentes, como os fibroblastos e macrófagos e e outras são 
transitórias, como: linfócitos, neutrófilos, eosinófilos. 
É encontrado pelo corpo todo, envolvendo órgãos. Além disso serve de passagem a 
vasos sanguíneos, sendo assim importante na nutrição dos tecidos. 
Tecido Conjuntivo Denso 
Possui grande quantidade de matriz extracelular, com predominância das fibras 
colágenas, dispostas sem grande organização. Há poucas células presentes, entre 
elas osfibroblastos. 
É encontrado abaixo do epitélio, na derme, conferindo resistência às pressões 
mecânicas, graças às suas muitas fibras. Também é muito encontrado nos 
tendões. 
 
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Tecido Adiposo 
 
O tecido adiposo é um tipo de tecido conjuntivo com propriedades especiais. Possui 
muitos adipócitos, células especializadas, que têm função principal de reserva 
energética para o organismo, entre outras. 
 
No tecido adiposo multilocular há várias gotas de gordura no citoplasma celular 
Tecido Adiposo Unilocular 
Geralmente, quando se fala da “gordura do corpo” é esse tecido que está sendo 
citado. Ele é o principal reservatório de lipídios do corpo. 
É o mais comumente encontrado, sendo distribuído por regiões como as camadas 
mais profundas da pele e ao redor de órgãos da cavidade abdominal. Há diferenças 
de distribuição entre homens e mulheres, definindo a forma do corpo. 
As gotas de gordura se reúnem formando uma grande gota. Por isso recebe o nome 
de unilocular. Também é conhecido como gordura amarela, coloração que se deve 
à gordura, que contém pigmentos e vitaminas. 
A gota de gordura ocupa quase todo espaço nos adipócitos, com isso o núcleo 
assume posição mais periférica e há pouco citoplasma na célula. 
Tecido Adiposo Multilocular 
Esse tipo de tecido adiposo é responsável pela regulação da temperatura corporal. 
É encontrado principalmente em animais que hibernam. Nos seres humanos está 
presente em recém-nascidos, fica restrito a regiões específicas nos adultos. 
Recebe o nome de multilocular por causa das várias gotas de gordura suspensas no 
citoplasma dos adipócitos. Eles ficam com aparência esponjosa quando observados 
ao microscópio. Também é conhecido como gordura marrom ou parda. 
As gotas de gordura ocupam quase todo espaço da célula, restando pouco 
citoplasma ao redor. O núcleo fica no centro ou na periferia. Também estão 
presentes muitas mitocôndrias e capilares. 
As mitocôndrias transformam a energia dos lipídios em energia térmica. Essa 
energia é liberada no sangue, aumentando a temperatura corporal e ajudando a 
acordar os animais em hibernação. 
Funções 
• Reserva Energética: a principal função do tecido é de reserva energética. O 
depósito de gordura é feito nas célulasadiposas também chamadas 
adipócitos; 
• Isolante Térmico: ajuda a regular a temperatura corporal, protegendo contra 
o frio; 
• Preenchimento: é encontrado ao redor de órgãos e preenchendo espaços, 
de forma que mantém as estruturas fixas no lugar. 
• Proteção contra impactos: evita traumatismos, protegendo os órgãos 
internos. 
 
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Tecido Cartilaginoso 
 
A cartilagem é formada a partir de células mesenquimais (indiferenciadas), que 
originam as células jovens, os condroblastos. Elas depois crescem e se 
transformam em células maduras, os condrócitos. 
Portanto, são dois tipos de células que compõem o tecido cartilaginoso: 
1. Condrócitos: células adultas arredondadas (condros, cartilagem e citos, 
células) que ficam localizadas dentro de lacunas da matriz. Essa região é 
uma substância amorfa, com poucas fibras. 
2. Condroblastos: células cartilaginosas jovens (condros, cartilagem e blastos, 
célula jovem). São responsáveis pela produção da substância intercelular, 
que proporciona resistência ao tecido cartilaginoso. 
Tipos de Cartilagem 
As cartilagens são classificadas de acordo com a textura e quantidade de fibras 
presentes. Elas apresentam três tipos: 
3. Cartilagem Hialina: É formada por fibras de colágeno tipo II, sendo a 
cartilagem de revestimento ósseo mais abundante do corpo humano. É muito 
resistente e encontrada na traqueia, na laringe e no septo nasal. 
4. Cartilagem Fibrosa: Também chamada de fibrocartilagem, apresenta grande 
quantidade de colágeno I e não possui pericôndrio. É encontrada na 
mandíbula, coluna vertebral (entre as vértebras nos discos intervertebrais), 
menisco (joelho) e na articulação do púbis. 
5. Cartilagem Elástica: Cartilagem leve e flexível que apresenta grande 
quantidade de fibras elásticas (elastina) e baixa quantidade de colágeno. É 
encontrada nos ouvidos, epiglote e laringe. 
 
 
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Tecido Muscular 
 
O tecido muscular relaciona-se com a locomoção e outros movimentos do corpo. 
Entre as suas principais características estão: excitabilidade, contratilidade, 
extensibilidade e elasticidade. 
Os músculos representam 40% da massa corporal. Por isso, em muitos animais o 
tecido muscular é o mais abundante. 
As células do tecido muscular são alongadas e recebem o nome de fibras 
musculares ou miócitos. São ricas em duas proteínas: actina e miosina. 
No estudo do tecido muscular, os seus elementos estruturais recebem uma 
denominação diferenciada. Entenda cada uma delas: 
Célula = Fibra Muscular; 
Membrana Plasmática = Sarcolema; 
Citoplasma = Sarcoplasma; 
Retículo Endoplasmático Liso = Retículo Sarcoplasmático 
Funções do Tecido Muscular 
• Movimento do corpo 
• Estabilização e postura 
• Regulação do volume dos órgãos 
• Produção de calor 
O tecido muscular é classificado em três tipos: estriado esquelético, estriado 
cardíaco e liso ou não-estriado. 
Cada tecido é formado por fibras musculares que possuem características 
morfológicas e funcionais particulares, como veremos a seguir: 
Tecido Muscular Estriado Esquelético 
O termo esquelético deve-se à sua localização, pois está ligado ao esqueleto. 
O tecido muscular estriado esquelético possui contração voluntária e rápida. 
Cada fibra muscular contém várias miofibrilas, filamentos de proteínas (actina, 
miosina e outras). 
A organização desses elementos faz com que se observem estriações transversais 
ao microscópio de luz, o que conferiu o nome estriado ao tecido. 
As fibras musculares estriadas esqueléticas possuem forma de longos cilindros, que 
podem ter o comprimento do músculo a que pertencem. São multinucleadas e os 
núcleos se situam na periferia da fibra, junto à membrana celular. 
Corte longitudinal das fibras 
esqueléticas, onde é possível observar suas estriações 
A fibra muscular e a contração 
A contração muscular permite a locomoção e os demais movimentos do corpo. 
As fibras musculares contraem-se devido ao encurtamento das miofibrilas, 
filamentos citoplasmáticos ricos em proteínas actina e miosina, dispostas ao longo 
de seu comprimento. 
Esses filamentos podem ser observados em microscópio óptico, Nele podem ser 
observadas a presença de estriações transversais pela alternância de faixas claras 
(Banda I, miofilamentos de actina) e faixas escuras (Banda A, miofilamentos de 
miosina). 
A essa estrutura dá-se o nome de sarcômero, que representa a unidade funcional 
da contração muscular. 
Uma célula muscular tem entre dezenas e centenas de sarcômeros arranjados na 
miofibrila. Cada sarcômero é delimitado por dois discos transversais, chamados de 
linhas Z. 
O sarcômero e sua atuação 
durante a contração muscular 
De forma resumida, a contração muscular refere-se ao deslizamento da actina sobre 
a miosina. 
Isso porque a actina e miosina formam filamentos organizados que permite o 
deslizamento de uns sobre os outros, encurtando as miofibrilas e levando à 
contração muscular. 
No citoplasma da fibra muscular é possível encontrar diversas mitocôndrias, que 
garantem a energia necessária para a contração muscular e grânulos de glicogênio. 
As fibras musculares são mantidas unidas devido ao tecido conjuntivo. Este tecido 
permite que a força de contração, gerada por cada fibra individualmente, atue sobre 
o músculo inteiro. 
Além disso, o tecido conjuntivo nutre e oxigena as células musculares e transmite a 
força gerada na contração aos tecidos vizinhos. 
Para saber mais, leia também: Sistema Muscular e Músculos do Corpo Humano. 
Tecido Muscular Estriado Cardíaco 
É o principal tecido do coração. 
Este tecido possui contração involuntária, vigorosa e rítmica. 
É constituído por células alongadas e ramificadas, dotadas de um núcleo ou dois 
núcleos centrais. 
Apresentam estrias transversais, seguindo o padrão de organização dos filamentos 
de actina e miosina. Porém, não se agrupam em miofibrilas. 
Diferencia-se do tecido muscular estriado esquelético por suas estriações serem 
mais curtas e não tão evidentes. 
Tecido Muscular Cardíaco em corte 
longitudinal. As estriações são menos aparentes 
As fibras cardíacas são envolvidas por um envoltório de filamentos de proteínas, o 
endomísio. Não há perimísio e nem epimísio. 
As células estão unidas entre si, através de suas extremidades, por estruturas 
especializadas: os discos intercalares. Estas junções permitem a adesão entre as 
fibras e a passagem de íons ou pequenas moléculas de uma célula a outra. 
Quase metade do volume celular é ocupado por mitocôndrias, o que reflete a 
dependência do metabolismo aeróbico e a necessidade contínua de ATP. 
O tecido conjuntivo preenche os espaços entre as células e os seus capilares 
sanguíneos oferecem oxigênio e nutrientes. 
Os batimentos cardíacos são controlados por um conjunto de células musculares 
cardíacas modificadas, denominado de marca-passo cardíaco ou nó sinoatrial. A 
cada segundo, aproximadamente, um sinal elétrico se propaga pela musculatura 
cardíaca, gerando a contração. 
Tecido Muscular Liso ou Não-Estriado 
Sua principal característica é a ausência de estriações. 
Presente nos órgãos viscerais (estômago, intestino, bexiga, útero, ductos de 
glândulas e paredes dos vasos sanguíneos). 
Constitui a parede de muitos órgãos, sendo responsável por movimentos internos 
como o movimento dos alimentos através do tubo digestivo. 
Este tecido possui contração involuntária e lenta. 
As células são uninucleadas, alongadas e com extremidades afiadas. 
Ao contrário dos tecidos estriado esquelético e cardíaco, o tecido muscular liso não 
apresenta estriações. Isto porque, os filamentos de actina e miosina não se 
organizam no padrão regular apresentadopor células estriadas. 
Tecido Muscular Liso e a ausência 
de estriações 
As células estão unidas por meio de junções do tipo gap e de zonas de oclusão. 
No tecido muscular liso não é encontrado perimísio e nem epimísio. 
 
FAZER RESUMO! 
 
Tecido Ósseo 
 
 
O tecido ósseo é uma forma especializada de tecido conjuntivo, no qual as células 
ósseas encontram-se em uma matriz extracelular rica em colágeno, fosfato de cálcio 
e íons. 
É o principal constituinte do esqueleto. 
Apesar de sua estrutura rígida, os ossos são elementos vivos e dinâmicos que estão 
em constante remodelação. 
Classificação do Tecido Ósseo 
O tecido ósseo pode ser classificado quanto à sua estrutura macroscópica 
(observada a olho nu) e microscópica. 
Quanto à estrutura macroscópica, o tecido ósseo pode ser classificado em osso 
compacto e osso esponjoso: 
Osso Compacto 
É formado por partes sem cavidades visíveis. 
Estão tipos ósseos estão relacionados com proteção, suporte e resistência. 
Geralmente, são encontrados nas diáfises (haste longa do osso). 
Osso Esponjoso 
É formado por partes com muitas cavidades intercomunicantes. 
Representa a maior parte do tecido ósseo dos ossos curtos, chatos e irregulares. 
A maior parte é encontrada nas epífises (as extremidades alargadas de um osso 
longo). 
Quanto a estrutura microscópica, o tecido ósseo pode ser classificado em 
primário e secundário: 
Tecido ósseo primário 
Também chamado de não-lamelar ou imaturo. 
Apresenta disposição irregular das fibras de colágeno, não forma-se lamelas. 
Possui menos minerais e maior quantidade de osteócitos, comparado com o tecido 
ósseo secundário. 
É o primeiro tipo de osso que se forma, ainda durante o desenvolvimento 
embrionário. Este tecido é pouco frequente em adultos, persistindo em locais de 
intensa remodelação, como os alvéolos dentários e regiões de inserção de tendões. 
Tecido ósseo secundário 
Também chamado de lamelar ou maduro, é encontrado nos adultos. 
Apresenta as fibras colágenas organizadas em lamelas, que ficam paralelas umas 
às outras. Os osteócitos se dispõem no interior ou na superfície de cada lamela. 
Esse tipo de tecido é composto por um conjunto de camadas de lamelas circulares, 
concêntricas e com diferentes diâmetros, chamadas de sistemas de Havers ou 
sistema harvesiano. 
Tecido ósseo secundário. Os 
pontos mais claros representam os sistemas de Havers e os pontos pretos são osteócitos 
Composição do Tecido Ósseo 
O tecido ósseo é formado por células e material extracelular calcificado, a matriz 
óssea. 
As células deste tecido podem ser de três tipos: osteoblastos, osteócitos e 
osteoclastos. 
Os osteoblastos localizam-se periferia do osso e possuem longos prolongamentos 
citoplasmáticos que tocam os osteoblastos vizinhos. 
São responsáveis pela produção da matriz óssea que se deposita ao seu redor. 
Quando aprisionados pela matriz recém-sintetizada, passam a ser chamados de 
osteócitos. 
Os osteócitos são as células mais abundantes do tecido ósseo. Ao ficarem retidos 
na matriz celular, as projeções citoplasmáticas de cada célula diminui. Assim, os 
canais onde esses prolongamentos estavam situados servem de comunicação entre 
uma lacuna e outra. 
Também é através desses canais que as substâncias nutritivas e o gás oxigênio 
chegam às células ósseas. Os canais ósseos constituem uma complexa rede, 
responsável pela manutenção e vitalidade da matriz óssea. 
Os osteoclastos são células volumosas e multinucleadas (6 a 50 núcleos). 
Originam-se da fusão das células do sangue, os monócitos. Entram em atividade na 
fase de reabsorção óssea, pois podem se mover nas superfícies ósseas e destruir 
áreas lesadas ou envelhecidas. 
Com isto, permitem a atividade dos osteoblastos que continuam a produção da 
matriz óssea. A ação dos osteoblastos e osteoclastos faz com que os ossos estejam 
em contínua remodelação. 
A matriz óssea é composta por uma parte orgânica e inorgânica. A parte orgânica é 
constituída por fibras colágenas, proteoglicanos e glicoproteínas. Enquanto, a parte 
inorgânica é composta por íons de fosfato e cálcio. Além de outros íons em menor 
quantidade, como o bicarbonato, magnésio, potássio, sódio e citrato. 
Revestimentos dos Ossos 
A superfície externa dos ossos é envolvida por uma camada de tecido conjuntivo, o 
periósteo. 
O tecido ósseo é altamente vascularizado. No periósteo existem vasos sanguíneos 
e nervos que penetram nos ossos através de pequenos orifícios. 
A superfície interna dos ossos é revestida pelo endósteo, formado por osteoblastos 
e osteoclastos. 
Funções do Tecido Ósseo 
• Suporte para as partes moles e protege órgãos vitais; 
• Locomoção do corpo; 
• Reservatório de cálcio para o organismo. 
Além disso, no interior dos ossos se aloja a medula óssea, que origina células 
sanguíneas. 
 
FAZER RESUMO! 
 
Tecido Nervoso 
 
O tecido nervoso é um tecido de comunicação, capaz de receber, interpretar e 
responder aos estímulos. 
As células do tecido nervoso são altamente especializadas no processamento de 
informações. 
Os neurônios transmitem os impulsos nervosos e as células da glia atuam junto com 
eles. 
Função 
A função do tecido nervoso é fazer as comunicações entre os órgãos do corpo e o 
meio externo. 
Tudo acontece de forma muito rápida. Através dos neurônios, o sistema nervoso 
recebe estímulos, decodifica as mensagens e elabora respostas. 
Por exemplo: o frio (estímulo externo) é recebido pelos receptores da pele, 
transmitido por neurônios sensitivos e interpretado no sistema nervoso central. 
Células Nervosas 
As células do tecido nervoso podem ser de dois tipos: neurônios e células gliais. 
 
Representação de um neurônio e de células da glia. Observe o oligodendrócito que envolve o axônio 
neuronal 
Neurônios 
Os neurônios transmitem informações através de mediadores químicos, os 
neurotransmissores, e de impulsos elétricos. 
Podemos identificar três regiões na maioria dos neurônios, são elas: 
• Corpo celular: nele se localizam o núcleo e as organelas, por exemplo, 
mitocôndrias. 
• Axônio: é um prolongamento longo do corpo celular, geralmente único, de 
espessura constante. É envolvido por macroglias de dois tipos: 
Oligodendrócitos e Células de Schwann. 
• Dendritos: são prolongamentos curtos do corpo celular, com muitas 
ramificações que se afinam nas pontas. 
Podem ser de vários tipos e classificados da seguinte maneira: 
• Segundo a forma: Neurônios Multipolares, Bipolares e Unipolares 
• Segundo a função: Neurônios Sensitivos, Motores e Integradores 
Células da Glia 
As células da glia, ou neuróglias, são muito mais numerosas do os neurônios. Sua 
função é nutrir e proteger o sistema nervoso. 
Além disso, ajudam na regulação das sinapses e transmissão dos impulsos 
elétricos. 
Existem dois tipos de células gliais, a saber: 
• Microglias: protegem o sistema nervoso, agindo de forma semelhante aos 
macrófagos. 
• Macroglias: há quatro subtipos, cada uma com função específica, ajudando 
na transmissão dos impulsos nervosos. São elas: os astrócitos, os 
oligodendrócitos, os ependimócitos e as células de Schwann. 
Características 
O tecido nervoso constitui os órgãos do sistema nervoso, que pode ser classificado 
em dois: 
Sistema Nervoso Central 
 
Corte histológico do Cerebelo. Na parte central, em rosa, ficam os prolongamentos dos neurônios 
formando a substância branca. Na parte externa (córtex) ficam os corpos celulares, formando a substância 
cinzenta. 
Formado pelo encéfalo, que fica dentro da caixa craniana, e pela medula espinhal. 
No cérebro e cerebelo, que compõem o encéfalo, os corpos celulares dos neurôniosse concentram na região mais externa (córtex) formando a substância cinzenta. 
Os prolongamentos (axônios) formam a região mais interna chamada substância 
branca. 
Enquanto que na medula espinhal, a substância branca é mais externa e a cinzenta 
é interna 
Sistema Nervoso Periférico 
Formado pelos nervos e gânglios. Os nervos são compostos de fibras nervosas. 
As fibras, por sua vez, são constituídas pelos axônios e pelas células de Schwann, 
que os revestem. 
Os gânglios são porções dilatadas dos nervos, onde se concentram corpos 
celulares dos neurônios. 
Impulsos Nervosos e Sinapses 
A transmissão do impulso nervoso é a forma de comunicação dos neurônios. Os 
impulsos são fenômenos de natureza eletroquímica, uma vez que envolvem 
substâncias químicas e a propagação de sinais elétricos. 
As sinapses ocorrem entre os prolongamentos dos neurônios (axônio de uma célula 
e dendritos da vizinha). Ocorrem devido a substâncias químicas, os mediadores 
chamados neurotransmissores. 
Os sinais elétricos geram um potencial de ação nas membranas dos neurônios, isso 
quer dizer, que há mudança de cargas elétricas. 
 
FAZER RESUMO! 
 
 
 
	CÉLULAS PROCARIÓTICAS E EUCARIÓTICAS
	Tipos de RNA
	Estrutura do DNA
	Gene
	Cromossomos
	Genoma
	Sequenciar um genoma significa determinar a ordem em que as informações, ou seja os genes, estão colocados no genoma, o que permite obter informações sobre a linha evolutiva dos organismos, podendo trazer novos métodos para diagnosticar doenças ou for...
	FAZER RESUMO!
	Sistema ABO e Fator RH
	Como foram descobertos os Sistemas ABO e Rh?
	Tipos de Sangue
	Genes Alelos
	Genes Dominantes
	Características Dominantes
	Doenças Relacionadas aos Genes Dominantes
	Genes Recessivos
	Características Recessivas
	Fenótipo e Genótipo
	Fenótipo
	Genótipo
	Herança ligada ao sexo
	Herança ligada ao cromossomo X
	Algumas doenças relacionadas ao cromossomo X
	Herança restrita ao sexo
	Herança influenciada pelo sexo
	Reprodução Sexuada
	Etapas da Reprodução Sexuada
	Produção dos gametas
	Fecundação
	A fecundação pode ser interna ou externa:
	Hereditariedade
	Genética e Hereditariedade
	Função
	Produção e Ação
	Estrutura
	Tipos
	Antígenos
	Doenças genéticas
	Tipos
	Quais as doenças genéticas mais comuns?
	Síndrome de Down
	Anemia falciforme
	Diabetes
	Câncer
	Daltonismo
	Doenças genéticas raras
	Distrofia muscular de Duchene
	Fibrose cística
	Síndrome de Patau
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	Albinismo
	Fenilcetonúria
	Progeria
	Hipertricose
	Funções do Tecido Epitelial
	Tipos de Tecido Conjuntivo
	Tecido Conjuntivo Propriamente Dito
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	Tecido Conjuntivo Denso
	Tecido Adiposo
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	Funções
	Tecido Cartilaginoso
	Tipos de Cartilagem
	Tecido Muscular
	Funções do Tecido Muscular
	Tecido Muscular Estriado Esquelético
	A fibra muscular e a contração
	Tecido Muscular Estriado Cardíaco
	Tecido Muscular Liso ou Não-Estriado
	Tecido Ósseo
	Classificação do Tecido Ósseo
	Osso Compacto
	Osso Esponjoso
	Tecido ósseo primário
	Tecido ósseo secundário
	Composição do Tecido Ósseo
	Revestimentos dos Ossos
	Funções do Tecido Ósseo
	FAZER RESUMO!
	Tecido Nervoso
	Função
	Células Nervosas
	Neurônios
	Células da Glia
	Características
	Sistema Nervoso Central
	Sistema Nervoso Periférico
	Impulsos Nervosos e Sinapses

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