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INSTITUTO PEDAGÓGICO DE MINAS GERAIS Módulo Específico Desenvolvimento da Sociedade e Natureza Coordenação Pedagógica – IPEMIG Belo Horizonte SUMÁRIO INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 3 1 A EVOLUÇÃO DA VIDA E O SURGIMENTO DO HOMEM ................................ 4 2 AS TRANSFORMAÇÕES DAS PAISAGENS ...................................................... 7 3 A EVOLUÇÃO CULTURAL DO HOMEM ............................................................. 8 3.1 A evolução do homem .................................................................................... 11 4 A NATUREZA E A SOCIEDADE COM A REVOLUÇÃO CIENTÍFICA ............... 12 5 A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E A NATUREZA ................................................ 14 5.1 As mudanças relacionadas à revolução Industrial .......................................... 16 6.A VISÃO DA NATUREZA PÓS REVOLUÇÃO INDUSTRIAL ............................. 18 7 AÇÕES DA SOCIEDADE PERANTE O SEU DESENVOLVIMENTO .......................................................................................... 21 7.1 As conferências internacionais ........................................................................ 24 7.2 Agenda 21 e o desenvolvimento sustentável .................................................. 25 8- EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UM CAMINHO PARA A CONQUISTA DA CIDADANIA ........................................................................................................... 30 REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 31 AVALIAÇÃO .......................................................................................................... 32 3 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" 1 A EVOLUÇÃO DA VIDA E O SURGIMENTO DO HOMEM A idade do Planeta Terra é calculada em 4,5 bilhões de anos. Esse tempo é um tempo geológico que ultrapassa, em muito, o tempo de vida do ser humano. É importante termos sempre em mente que esse planeta, tal como o conhecemos hoje, é resultado de um longo processo de transformações e que esse processo continua, mesmo que durante nossa vida nós não possamos identificar tais mudanças. E que mudanças são essas? Na evolução da Terra, vários acontecimentos, como mudanças climáticas, atividades vulcânicas, terremotos, alteração do nível do mar etc. interferiram na formação do que hoje conhecemos como superfície terrestre. Ora, se todos esses acontecimentos influenciaram a formação do quadro físico do planeta – distribuição das terras e mares, formação de cadeias montanhosas, distribuição das jazidas de recursos naturais, diversidade da cobertura vegetal –, então imaginamos que tais acontecimentos também influenciaram a origem e a distribuição dos seres vivos. Isso significa que durante esses 4,5 bilhões de anos muitas espécies surgiram, se transformaram, se adaptaram às mudanças climáticas ou simplesmente desapareceram. Observamos, assim, que o tempo geológico é bem diferente do tempo que acostumamos a contar em nossa vida cotidiana. Como é possível, então, dividir o tempo geológico para entendermos a evolução da Terra? A maneira de segmentar o tempo para explicar a formação e a evolução da Terra é denominada escala geológica. Assim, os 4,5 bilhões de anos foram divididos em eras e períodos geológicos, de acordo com os registros fósseis encontrados nas rochas que compõem a superfície do planeta. À medida que os fósseis foram sendo encontrados e estudados, foi possível montar uma espécie de quebra-cabeça que revelou a história da evolução da vida no planeta. 4 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" Fonte: http://altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=1448 Como podemos observar na tabela da escala geológica, o aparecimento das formas mais complexas de vida ocorreu na era Paleozoica, quatro bilhões de anos após a formação do planeta. Antes disso, a vida havia surgido e se mantido na forma de organismos muito simples, unicelulares, e somente há aproximadamente 500 milhões de anos é que organismos multicelulares se formaram e começaram a povoar os mares do planeta. De lá para cá, muitas espécies se extinguiram e outras tantas evoluíram, num longo processo denominado sucessão de espécies: primeiro os peixes, depois os anfíbios, seguidos pelos répteis e mamíferos. Há cerca de 2 milhões de anos, a espécie humana começou a se estabelecer no planeta. Desde então, começamos a interferir nos processos naturais de uma forma completamente diferente das demais espécies, principalmente nos últimos 200 anos da nossa história. 5 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" Tal como as demais espécies, a espécie humana também apresentou sua própria evolução biológica, adaptando-se às condições do meio e transformando-o. Sabemos que há uma diferença entre nosso ancestral Ramapithecus, que viveu na savana africana há aproximadamente 12 milhões de anos, e o Homo sapiens sapiens, forma atual da espécie humana. Para se tornar Homo sapiens sapiens, o homem passou por um processo evolutivo que se iniciou como Homo habilis, espécie com o corpo ereto que utilizava algumas ferramentas para aproveitar melhor os elementos da natureza necessários à sua subsistência. Quando a espécie humana descobriu o fogo como técnica de defesa e para o aprimoramento de utensílios e de instrumentos de trabalho, tornou- se Homo erectus. Continuando sua evolução, tornou-se Homo sapiens, considerado o primeiro hominídeo a ser capaz de desenvolver rituais e cerimônias relacionadas à sua vida cotidiana. Posteriormente, a descoberta das técnicas de cultivo e a domesticação de alguns animais possibilitou sua sedentarização, transformando-o em Homo sapiens sapiens. Fonte: SENAC/2009 Considerando todo o tempo de formação e evolução da Terra, a presença da espécie humana no planeta é recente, representando apenas 0,001% desse tempo. Mas, embora recentes, os seres humanos geraram impactos importantes, sobretudo a partir de sua fixação, crescimento e posterior expansão para várias regiões do planeta. 6 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" 2 AS TRANSFORMAÇÕES DAS PAISAGENS As paisagens sempre se transformaram em função do trabalho dos agentes naturais – água, vento, neve, sistema vulcânico, terremoto e clima. Mas foi o aparecimento do ser humano sobre a Terra, há aproximadamente 2 milhões de anos, que teve um efeito direto na aceleração do ritmo de transformação das paisagens naturais. As sociedades humanas foram capazes de transformar as paisagens e, em alguns casos, domesticar alguns dos elementos naturais, criando paisagens artificiais que, com o passar do tempo, foram naturalizadas. Um dos casos mais conhecidos de domesticação da paisagem natural são os famosos pôlderes encontrados na Holanda, país que tinha grande parte das terras submersas. Entre os séculos XV e XVII, numerosos diques e canais de escoamento da água foram construídos na região para proteger o litoral dos efeitos de inundações em períodos de marés cheias, e também foram aterradas as áreascobertas de água, representando um aumento considerável da superfície cultivável do país. Assim, os ambientes construídos tomam um espaço cada vez mais amplo. As cidades, as superfícies cultivadas, as atividades de mineração são alguns dos exemplos que conferem uma grande responsabilidade ao homem sobre as transformações ambientais. Desde 1920, trabalha-se com a noção de homem como agente geológico para indicar a capacidade do ser humano em modelar e transformar a paisagem de várias maneiras, podendo, inclusive, criar um continente. Entretanto, essa capacidade de modelar a paisagem pode trazer problemas na dinâmica dos ecossistemas, cujas consequências, muitas vezes, não são passíveis de controle. É importante ter em mente que essa capacidade foi sendo progressivamente adquirida ao longo da evolução, primeiro lentamente, depois mais rapidamente. Todavia, ela não significa pleno controle dos fenômenos associados à dinâmica planetária. Ao contrário, tal tentativa de controle reflete-se, na atualidade, na chamada crise ambiental. 7 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" 3 A EVOLUÇÃO CULTURAL DO HOMEM A teoria mais aceita sobre a origem e a disseminação dos grupos humanos, em função das descobertas de fósseis, é a de que o ser humano surgiu na África Oriental e, a partir daí, tenha migrado para outras regiões. Essa migração se deu em várias direções e foi possível porque houve períodos intercalados de secas prolongadas e de glaciações que baixaram o nível dos oceanos, facilitando os deslocamentos humanos. Há cerca de 10 mil anos, no entanto, os oceanos se elevaram, atingindo níveis próximos aos atuais. O impacto mais imediato disso foi o isolamento das populações que, nessa época, já estavam disseminadas pela Europa, Ásia, Oceania e América. Tal isolamento propiciou o desenvolvimento bastante diferenciado das espécies animais e vegetais, como também as diferenciações culturais. Para a maioria dos autores, as sociedades nômades e as sociedades coletoras foram progressivamente se tornando sedentárias. Essa mudança corresponde à passagem do período Paleolítico, caracterizado pelas sociedades nômades, para o período Neolítico, das sociedades sedentárias. A esse período de importantes mudanças e concentração de inovações denominamos Revolução Neolítica. O período Neolítico é geralmente demarcado entre 8.000 e 5.000 anos a.C. Foi nessa época que o ser humano conseguiu controlar melhor o uso do fogo e aprendeu a transformar argila em cerâmica. Posteriormente, passou a fundir os metais encontrados na natureza e utilizá-los como ferramentas mais resistentes e eficientes para a realização de tarefas que asseguravam sua sobrevivência. Além dessas técnicas, o desenvolvimento da agricultura e a domesticação de animais para criação também constituíram importantes inovações. Vários fatores podem explicar a concentração de inovações nesse período. Os arqueólogos e os historiadores apontam a sedentarização das sociedades como condição necessária para que as técnicas se desenvolvessem. Por quê? Porque as técnicas para a produção da cerâmica, por exemplo, demandavam tempo para a secagem do material, e as sociedades nômades não dispunham desse tempo. 8 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" Também não podiam transportar seus alimentos em potes passíveis de se quebrar e que representavam mais peso para ser levado em seus deslocamentos. No que diz respeito à agricultura, admite-se, em linhas gerais, que a atividade tenha surgido nos vales e várzeas, como os do rio Nilo, no Egito, os dos rios Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia, e os dos rios Amarelo e Azul, na China. Essas áreas eram consideradas privilegiadas para a fixação do homem e o consequente desenvolvimento da agricultura, pois apresentavam inundações periódicas que constituíam o adubo natural do solo. Os artefatos de cerâmica serviam, entre outros, para armazenar os alimentos. Assim, a fixação de grupos humanos está diretamente ligada ao desenvolvimento da agricultura. É possível haver agricultura sem fixação de grupos humanos, mas não pode haver sedentarização sem essa atividade. Por isso as inovações que apontamos foram tão importantes, uma vez que significaram a capacidade de as sociedades humanas modificarem e controlarem a natureza. Mas se, por um lado, a agricultura permitiu o crescimento populacional, por outro a ampliação das terras cultivadas diminuiu a variedade de espécies nos ecossistemas que progressivamente eram utilizados para o cultivo. Foi um processo contínuo de criação de ambientes artificiais pela introdução de espécies domesticadas, de novas técnicas e de práticas de manejo que interferiram na dinâmica desses ecossistemas. Lembramos que antes de adotar práticas mais conservacionistas, como a rotação de culturas, a queimada foi e ainda é muito utilizada no preparo do solo para a agricultura. Até hoje, muitos pesquisadores indagam se as savanas africanas, por exemplo, podem ser consideradas ambientes naturais ou, ao contrário, seriam resultado da utilização da prática de queimada no preparo do solo, num período longínquo da história da humanidade. Essa evolução também representou uma mudança na relação sociedade- natureza, confirmando que todas as sociedades estabelecem uma relação com a natureza em função de uma certa ideia que têm a respeito dela. Isso significa que, em cada período histórico, há uma ideia de natureza que é construída e que, portanto, representa o fundamento da cultura dessa sociedade. 9 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" Nas sociedades nômades e coletoras, a ideia de natureza revestia-se de um caráter sagrado. Tratava-se de uma noção orgânica, isto é, todos os seres vivos pertenciam ao mesmo mundo, não havia separação entre espírito e matéria, entre natureza animada e inanimada. Essa ideia corresponde ao que se denomina, hoje, de visão sacralizada da natureza: os frutos e as coisas da terra, assim como os demais elementos da natureza, eram considerados deuses ou entes sagrados, respeitados pelo seu poder de propiciar a vida. Os cultos sagrados dessas sociedades reverenciavam a Terra e seus elementos constituintes e, portanto, suas religiões eram predominantemente politeístas. Algumas dessas sociedades, ainda que submetidas ao ritmo da natureza, provocaram uma mudança fundamental na maneira de se relacionar com ela. Isso significou uma mudança no modo de pensar, e assim uma outra idéia de natureza passou a ser construída. Essa ruptura no modo de ver e se relacionar com a natureza representou um processo de dessacralização, ou seja, a natureza e os frutos por ela oferecidos deixaram de ser considerados sagrados. A maioria dos estudiosos se reporta à filosofia grega de Platão e de Aristóteles, base da moderna civilização ocidental, para mostrar que no século V a.C. a ideia de que a natureza existia para servir ao ser humano começou a ser esboçada. Posteriormente, a incorporação da filosofia grega pela tradição judaico-cristã, segundo a qual o homem teria sido criado à imagem e semelhança de Deus, completou a separação entre o espírito e a matéria, homem e natureza. Essa separação foi traduzida pela concepção do antropocentrismo, em que o homem era o centro do universo e, assim, o único ser capaz de dominar a natureza. Surgiram, então, as religiões monoteístas, que se tornaramhegemônicas no mundo ocidental, discriminando e reprimindo as práticas religiosas politeístas, baseadas na sacralização da natureza. A importância dessa ruptura reside no fato de que o ser humano, fora da natureza, estaria livre para dominá-la, transformando-a em mercadoria. É, pois, nesse sentido que se considera a gênese das sociedades modernas, fundamentada nesse processo de dessacralização da natureza. 10 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" 3.1 A Evolução do Homem Em que pesem as descobertas da ciência, a questão sobre a evolução humana ainda desperta uma grande curiosidade. Sabe-se que suas raízes estão na própria evolução das espécies animais, porém ainda não se consegue explicar todo o processo. O aparecimento da espécie humana ocorreu em áreas tropicais, principalmente na África, enquanto sua dispersão para outras regiões da Terra indica sua enorme capacidade de adaptação. Mas essa dispersão é muito recente na evolução, sendo datada em cerca de 2 milhões de anos. As imposições e facilidades do meio em muito contribuíram para as diversas modificações ocorridas na espécie: adoção da postura ereta; modificação do aparelho digestivo e de mastigação, tornando o ser humano capaz de alimentar-se de praticamente tudo; crescimento do cérebro; estabelecimento da linguagem; criação de rituais de celebração; capacidade de fabricação de utensílios etc. Todas essas mudanças ilustram bem como a espécie humana foi se diferenciando dos outros animais, atingindo o atual estágio de capacidade de intervenção não só no ambiente, mas em sua própria biologia. 11 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" 4 A NATUREZA E A SOCIEDADE COM A REVOLUÇÃO CIENTÍFICA Ao compreendermos que a noção de natureza é resultado de contextos históricos e que duas ou mais visões de natureza podem coexistir, devemos então nos indagar sobre como foi possível a alguns sistemas filosóficos tornarem-se dominantes. Um dos elementos que sustenta a construção do conceito de natureza é dado pelo avanço da ciência. Ora, a ciência não pode ser considerada uma sucessão linear de eventos, já que em seu desenvolvimento encontramos debates, questionamentos, conflitos e rupturas de paradigmas, isto é, de maneiras de pensar. São essas mudanças e rupturas que denominamos revoluções científicas. Mas o que mudou na maneira de pensar que interferiu na noção de natureza no mundo ocidental? Os séculos XVII e XVIII foram marcados por uma forte reação às crenças religiosas que caracterizaram a Idade Média e pela emergência da possibilidade de representar o mundo quantitativamente. Esse novo modo de pensar privilegiava o conhecimento do mundo como produto da razão, da dedução intelectual e da realização de experiências científicas. No século XVII, a ética antropocêntrica, em que o ser humano era o modelo do mundo, começou a influenciar a ciência. Essa visão apoiava-se na oposição homem/natureza, ou seja, o homem constituía um ser fora da natureza e, por conseguinte, poderia dominá-la. De modo esquemático, observamos essa influência nas ciências aplicadas por meio de dois pensadores: Galileu (1564-1642) e Descartes (1596-1650). A descoberta de Galileu de que a Terra não constituía o centro do universo representou um dos principais elementos da mudança paradigmática que caracterizou o século XVII. Essa descoberta permitiu que os cientistas desenvolvessem uma explicação lógica do funcionamento do universo à imagem de uma máquina, cujas engrenagens funcionavam em perfeita sintonia, constituindo o que hoje conhecemos como paradigma mecanicista. A afirmação do paradigma mecanicista apoiava-se na ética antropocêntrica que pressupunha, então, que a natureza podia ser apreendida pela razão. 12 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" As revoluções científicas não se limitaram às ciências aplicadas, tendo também atingido as ciências naturais, especialmente a Biologia. As descobertas e viagens científicas realizadas no século XIX em todo o planeta resultaram no conhecimento da distribuição geográfica da grande maioria das espécies. Parte dessas descobertas deveu-se a Charles Darwin, que desenvolveu a teoria da seleção natural das espécies. A constatação da magnitude do tempo geológico foi um parâmetro decisivo para que Darwin pudesse compreender o comportamento das diferentes populações de plantas e animais, percebendo que o funcionamento da natureza era o de uma rede complexa de interações entre os organismos. Dessa forma, ele considerou a espécie humana como o resultado de uma evolução, e não como criação de Deus. A explicação racional e lógica oferecida pela teoria da evolução reforçou a ideia de que a natureza segue seu caminho, independentemente de uma vontade superior. Será essa maneira de pensar, caracterizada pelo antropocentrismo e pelo racionalismo, apoiados nas ciências aplicadas e nas ciências naturais, que vai nortear, no século XIX, o desenvolvimento dos meios de se explorar a natureza. Os interesses na organização e no financiamento das pesquisas nessas duas áreas do conhecimento são atribuídos, pela maioria dos autores contemporâneos, às necessidades do sistema capitalista nascente. Dessa forma, podemos concluir que a noção de natureza e as relações homem/natureza são construções sociais e históricas e, como tais, variam ao longo do tempo e entre as diferentes culturas. 13 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" 5 A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E A NATUREZA No século XIX, o conhecimento científico tornou-se o meio quase exclusivo de compreensão do mundo. Os avanços em todas as áreas de conhecimento propiciaram uma nova explosão em termos de inovações, aqui referida não como fatos isolados que convergiram num dado momento, mas sim como um processo que compreende períodos de intensa atividade e períodos mais ou menos longos de lentas transformações. Essa explosão de inovações deu início ao que se convencionou chamar de Revolução Industrial, caracterizada como a passagem de um sistema técnico, baseado no trabalho de artesãos, para um sistema apoiado na indústria. Ela é o marco que situa a origem do próprio sistema capitalista. A Revolução Industrial teve início na Inglaterra, em fins do século XVIII, e em outros países da Europa, nas duas primeiras décadas do século XIX. A conjuntura favorável a essa revolução foi a da escassez. Até meados do século XVIII, a energia que movia todo o sistema de produção provinha da madeira, gerando grandes áreas desmatadas. Foi, portanto, a prática de uma economia destruidora que gerou a necessidade de invenções e inovações. No entanto, para caracterizar um período como esse é preciso entender que as invenções e inovações estavam integradas à produção. Grande parte dos historiadores costuma assinalar essa integração a partir do momento em que a Inglaterra operou uma mudança importante em sua política de patentes. As patentes, antes concedidas para enriquecer os favoritos do rei, formando verdadeiros monopólios nas mãos de poucos privilegiados, passaram a ser publicadas como forma de premiar os inventores. Tal fato não só provocou um século fértil em invenções mecânicasno país, como também acabou com o mistério e o sigilo do artesanato (DRUCKER, 1993). Um segundo fator, de ordem política, deve ser mencionado. Houve, nessa época, uma mudança nas políticas coloniais, quando a formação dos impérios coloniais passou a se apoiar na constituição de mercados consumidores, assinalando uma importante diferença. Em várias regiões colonizadas pelos países europeus, os colonizadores redirecionaram a política de exploração e extração 14 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" simples dos recursos naturais para uma política de formação de um mercado consumidor para seus produtos. Finalmente, há ainda um terceiro fator. As inovações técnicas exigem investimentos e, portanto, é necessário que antes de um período de inovações haja uma acumulação de capital que viabilize esses investimentos. Ora, nessa época a Inglaterra era uma potência comercial que controlava todo o comércio mundial, propiciando a necessária acumulação de capital, com o propósito de realizar os investimentos em novas formas de produzir. Assim, a Revolução Industrial traduziu a afirmação do progresso técnico como elemento fundamental da civilização do Ocidente. Os sistemas técnicos criados ao longo dos séculos XVIII e XIX eram intensivos em recursos naturais, uma vez que consumiam grande quantidade de matéria-prima ou de recursos naturais para produzir uma quantidade relativamente pequena de artigos ou energia. Esses sistemas atuavam como aceleradores do ritmo da natureza pela concentração cada vez maior de energia, pois sempre que ocorre um processo de transformação, uma energia é liberada para o meio ambiente, intensificando alguns processos de ordem natural. As novas tecnologias da época, como as invenções na área da mecânica, por exemplo, exigiam uma concentração de energia diferente daquela do artesanato praticado nas pequenas unidades fabris. Mas além das invenções mecânicas, também surgiram, em 1830, os primeiros resultados de pesquisas químicas relativas à produção de substâncias não naturais, como foi o caso dos fertilizantes. E, assim, uma outra noção de natureza ia sendo construída. As diferentes regiões do mundo passaram a ser incorporadas pela dinâmica das conquistas territoriais, tecnológicas e predadoras do sistema capitalista que se tornava dominante. A necessidade de compreensão dos mecanismos de funcionamento da natureza tinha o objetivo primordial de conhecê-la melhor para, então, melhor explorá-la e controlá-la. A consolidação da Revolução Industrial e do sistema capitalista como modelo no mundo ocidental constituiu, assim, a imposição de novas relações entre ser humano, natureza e produção. 15 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" Essa foi, pois, a mudança fundamental que se processou neste período, em relação à noção de natureza. A natureza deveria seguir o ritmo da produção, e não o contrário. Com os avanços em todas as áreas de conhecimento foi possível consolidar, no plano econômico, a ideia de que natureza era aquilo que seria útil e passível de ser transformado pelos diferentes processos de produção. Todo esse processo que acabamos de analisar não ocorreu sem resistências, diante dos problemas ambientais que começaram a surgir. No fim do século XIX, as críticas ao modo industrial de exploração deram origem ao que hoje conhecemos como Ecologia. 5.1 As mudanças relacionadas à revolução Industrial Como sabemos, a Revolução Industrial iniciou-se na Inglaterra, no final do século XVIII, e posteriormente espalhou-se pelo continente europeu, principalmente para Alemanha, França e Bélgica. Depois, ela englobou outros países e foi importada pelos Estados Unidos. Somente no final do século XIX e início do século XX é que esse processo atingiu a Rússia e o Japão. Devemos ter em mente que a Revolução Industrial está intimamente associada ao aparecimento do sistema capitalista e ocorreu como um fato urbano. Quais seriam então as condições históricas que propiciaram o surgimento desse longo processo na Inglaterra? Primeiro, o acúmulo de capital oriundo das atividades comerciais inglesas permitiu o aparecimento de uma nova classe social – a burguesia. Segundo, o cercamento dos campos, impedindo os camponeses de obter acesso à terra e obrigando-os a migrar para a cidade. Terceiro, a indústria estabeleceu um novo regime de trabalho, diferente daquele do feudalismo: o trabalho assalariado. Desse modo, a Revolução Industrial não só propiciou um novo sistema econômico como também transformou a cidade num centro de produção, diferente da agricultura medieval. 16 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" Mas será que os ingleses seriam mais inteligentes que os demais povos europeus e, por isso, foram os primeiros a realizar a Revolução Industrial? Na verdade, a Inglaterra no século XVIII passava por um período favorável em termos de disponibilidade de capital para a realização de investimentos com retornos mais lentos. A riqueza gerada pelo comércio de especiarias produzidas pelas colônias, os frutos da pirataria e o próprio crescimento do mercado interno propiciaram a realização dos investimentos necessários à atividade industrial. Mas a Revolução Industrial gerou também importantes consequências sociais. Os camponeses transformados em operários, embora recebendo salários, eram submetidos a regimes de exploração extremada, trabalhando entre 16 e 18 horas por dia e geralmente considerados apenas como instrumentos mecânicos. 17 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" 6 A VISÃO DA NATUREZA PÓS REVOLUÇÃO INDUSTRIAL As noções de progresso e de crescimento econômico estão intimamente ligadas à imagem e aos significados atribuídos à natureza pelas sociedades industriais. Essa associação é importante, pois é através dela que podemos entender a maneira pela qual uma certa visão de natureza toma sentido dentro de uma estrutura econômica. No mundo ocidental, a visão de que a natureza constituía uma fonte de recursos foi fundamental no desenvolvimento do sistema capitalista. Sabemos que na evolução das sociedades houve períodos de crise e de crescimento. Nos períodos de crise observamos a retração das atividades econômicas, e nos períodos de crescimento a expansão dessas atividades. É importante lembrar ainda que, em períodos de crise, a redução do ritmo das atividades econômicas não significa, necessariamente, uma redução da degradação do meio ambiente. Ao contrário, em situações de crise a falta de investimentos na recuperação e na modernização dos equipamentos pode acelerar os processos de degradação. No século XIX, as novas formas de produzir, para atender ao consumo em grande escala, passaram a ser feitas em unidades de produção cada vez maiores e geograficamente concentradas. Essa concentração física da produção foi acompanhada de uma concentração de capitais, acarretando a necessidade de um espaço bem mais amplo para realizar os investimentos em unidades de produção. Por outro lado, as novas tecnologias precisavam de novas fontes de energia e de maiores quantidades de recursos naturais. A saída encontrada foi a de reproduzir esse sistema em algumas regiões do mundo, subordinando os ecossistemas das regiões colonizadas ao ritmoda sociedade industrial. Esse conjunto de transformações operadas no modo de produzir caracterizou o que se denomina sociedade industrial. Segundo Raymond Aron (1981, p. 73), a sociedade industrial é definida como “a sociedade em que a indústria, a grande indústria, seria a forma de produção mais característica”. 18 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" A denominação sociedade industrial corresponde, assim, a um período dominado pela racionalidade, pela ideia de progresso e de mudança, no sentido de ruptura com o passado. Na sociedade ocidental, o atual momento histórico está sendo denominado pós-modernidade. Embora o termo não constitua um consenso, ele vem se impondo como referência importante desde os anos 1960, para caracterizar, uma vez mais, a ruptura com o passado. Em linhas gerais, a pós-modernidade se caracteriza pela descoberta de que há incertezas no processo de conhecimento, de que as explicações científicas são necessariamente parciais e de que não há uma versão única de progresso. Trata-se de um termo que descreve um processo de reestruturação política, econômica e cultural. Assim, o fundamental é desconstruir o que se entendia como progresso e como invariabilidade das condições ambientais. Para muitos autores, pós- modernidade significa a ênfase ao imediato e ao evidente, a substituição do fato pela aparência e da palavra pela imagem. Para outros, a pós-modernidade caracteriza-se pela consciência da incerteza e pela compreensão das interações entre elementos dissociados. É nesse sentido de associação de elementos dissociados que se pretende compreender o meio ambiente como elemento em mudança permanente. Do ponto de vista do movimento ecológico, começa a despontar a noção de que, apesar do avanço técnico, há uma situação de dependência do ser humano em relação à natureza, mas que não tem nada de subordinação. Ao contrário, ela remete à ideia de compromisso e integração, o que pressupõe que a natureza deixe de ser vista como o grande e inesgotável reservatório de recursos e passe a ser entendida como uma questão que toca as próprias raízes do ser humano e sua sobrevivência. Para os movimentos ecológicos, a base para a compreensão do atual período pós-moderno está no conceito de cidadania ambiental que esses movimentos trouxeram à tona. Fundamentada na ideia de compromisso, a cidadania ambiental coloca a defesa do meio ambiente no campo político. Esse é o desafio para a compreensão das relações sociedade/natureza como sendo diferenciadas e 19 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" traduzindo as diversas formas com que cada sociedade se relaciona com a natureza. 20 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" 7 AÇÕES DA SOCIEDADE PERANTE O SEU DESENVOLVIMENTO A elaboração de políticas e programas que contemplassem as preocupações com as questões ambientais é um fato recente na história das sociedades. Alguns fatores contribuíram para que essa questão fosse integrada às agendas políticas nacionais e internacional. Entre esses fatores citamos a mudança na escala dos problemas ambientais, as pressões dos movimentos ambientalistas, o crescente interesse da mídia, contribuindo para a formação e a conscientização da sociedade, bem como a publicação de obras de cunho científico, como a do livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson. Inicialmente, as instituições internacionais limitavam-se a tratar de problemas como condições de saneamento e poluição das águas em alguns países subdesenvolvidos. A convergência desses fatores contribuiu para provocar mudanças nas instituições internacionais, visando implementar programas específicos de recuperação e conservação do meio ambiente e também coordenar as negociações internacionais para a implantação desses programas. Assim, na década de 1970 ocorreram fóruns específicos que permitiram, de um lado, uma ampla discussão sobre o futuro da humanidade e, de outro, o encontro de chefes de governo dos diferentes países integrantes da ONU – Organização das Nações Unidas. Dentre os exemplos mais conhecidos podemos citar o Clube de Roma, criado por especialistas de várias áreas e que publicou, em 1968, o famoso relatório Os Limites do Crescimento, também conhecido por Relatório do Clube de Roma ou Relatório Meadows, já citado anteriormente. 21 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" ONU: um breve histórico A ONU – Organização das Nações Unidas – é uma instituição de âmbito internacional, com sede em Nova York. Ela foi criada após a Segunda Guerra Mundial, no esforço de manter a paz e prevenir outro conflito de proporções mundiais. Tinha o objetivo de contribuir para o estabelecimento de novas relações entre os Estados e seus cidadãos, de modo a garantir-lhes direitos internacionais baseados nos direitos humanos. Com isso, os Estados também passaram a ter o papel de garantir e proteger esses direitos que, a partir de então, passaram a ser universais. Em 1948 foi proclamada a Declaração dos Direitos Humanos, que uniformizou os direitos humanos, econômicos, civis, sociais e culturais, estabelecendo um novo marco para o controle e a tutela internacionais em tempos de paz. Desde então, a ONU vem criando novos mecanismos, por meio de tratados e convenções, para garantir esses direitos, incentivar a cooperação entre os países e manter a paz em casos de conflitos internacionais. A ONU também patrocinou as Conferências das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), que deveriam possibilitar a elaboração de acordos entre os países. A primeira dessas conferências foi realizada em 1972, na cidade de Estocolmo, Suécia, e nela a tônica das discussões entre os governantes concentrou-se em três pontos: ampliação do uso da energia nuclear, desmatamentos em grande escala e uso intensivo de combustíveis fósseis. Na Conferência de Estocolmo, o reconhecimento de que esses problemas apresentavam interesse global foi assim definido: “A proteção e a melhoria do meio ambiente são uma questão de grande importância que afeta o bem-estar das populações e o desenvolvimento econômico no mundo inteiro” (MCCORMICK, 1992, p. 105). Dessa conferência surgiu o conceito de eco desenvolvimento, para definir uma estratégia de desenvolvimento fundamentada na utilização racional dos 22 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" recursos locais e na disseminação do conhecimento técnico para as populações rurais isoladas em países do Terceiro Mundo. Apesar de destacar a responsabilidade dos países industrializados na degradação do meio ambiente e de fazer uma série de recomendações para um plano de ação que incorporasse o eco desenvolvimento no processo de tomada de decisão nos respectivos países, a implantação dessas recomendações ficou a desejar. A Conferência de Estocolmo é, até hoje, um marco na história das Nações Unidas e na agenda política mundial, devido ao seu impacto na opinião pública internacional e aos resultados alcançados nos diversos países, como, por exemplo, a criação de agências, secretarias e ministérios do Meio Ambiente. Os desdobramentosda Conferência de Estocolmo foram a realização, entre 1972 e 1992, de uma série de conferências temáticas, entre as quais podemos citar: Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (Bucareste, 1974; México, 1984 e Cairo, 1994); sobre Habitação (Vancouver, 1976; Istambul, 1996); sobre Desertificação (Nairóbi, 1977) e sobre Energia (Nairóbi, 1981). Além dessas conferências, a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) foi um dos maiores avanços. Ele fomentou várias atividades, propostas e programas de ação para serem implementados no plano internacional. Vejamos alguns deles. Em 1975, o PNUMA publicou o relatório O que fazer?, que retomou parte das discussões de Estocolmo, mas não formulou uma lista de recomendações. Ele contribuiu, no entanto, para manter o debate em torno das questões ambientais. Em 1987, o PNUMA publicou o relatório Nosso Futuro Comum, que desenvolveu a noção de desenvolvimento sustentável, muito próxima daquela de eco desenvolvimento. Convocou as pessoas a mudarem seus modos de vida e de conduzir seus negócios, como a única maneira de evitar níveis inaceitáveis de sofrimento humano e estragos ambientais. Como resultado desse relatório, a ONU realizou, nos moldes de Estocolmo, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, conhecida como Eco 92, Rio-92 ou Cúpula da Terra. A conferência ocorreu no Rio de Janeiro, de 3 a 14 de junho de 1992, e contou com a participação de governantes 23 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" e chefes de Estado para negociar estratégias de ação conjunta. Três temas entraram na pauta dessas negociações: meio ambiente e desenvolvimento, convenção internacional sobre as mudanças climáticas e convenção sobre biodiversidade. Da Eco 92 resultou a Agenda 21, documento assinado pelos 170 chefes de Estado presentes, assinalando um conjunto de medidas a serem adotadas pelos respectivos países para alcançar o desenvolvimento sustentável. Em 1995, as Conferências de Berlim e de Copenhague, menores que a Rio- 92, retomaram o tema das mudanças climáticas e indicaram claramente a necessidade de reduzir as emissões de poluentes. Propuseram uma mudança estrutural nas políticas agrícolas e industriais e enfatizaram a necessidade de se promover um desenvolvimento social. Em 2002, foi realizada a Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+10, em Joanesburgo (África do Sul). Convocada para ser uma avaliação da primeira década do que se poderia chamar “era ambiental”, o encontro frustrou as expectativas de grandes avanços, ao emitir um documento final de propostas consideradas muito genéricas e pouco mobilizadoras. De tudo o que foi visto, devemos destacar que a realização dessas conferências indica que os problemas de degradação e conservação do meio ambiente vêm assumindo um caráter de natureza política. As conferências mostram a necessidade de negociação entre as nações, pois envolvem diretamente os interesses de países desenvolvidos e não desenvolvidos. E embora todos tenham uma parcela de responsabilidade na degradação das condições de vida, não há qualquer dúvida sobre o fato de que a degradação ambiental provocada pelos países desenvolvidos, como, por exemplo, no aumento do efeito estufa, é muito maior do que a dos países subdesenvolvidos. 7.1- As conferências internacionais Muitas críticas podem ser feitas em relação ao caráter oficial das conferências sobre o meio ambiente e desenvolvimento, realizadas no âmbito da Organização das Nações Unidas. Entre elas está o fato de as decisões e as agendas 24 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" estabelecidas ficarem, muitas vezes, como indicativos, não se constituindo em programas efetivamente implementados. Tais críticas enfatizam a necessidade de se tomar medidas mais ousadas que, a curto prazo, diminuam os níveis de desigualdade social, promovendo uma conciliação entre metas econômicas e ecológicas. No caso da Rio-92, sua relevância deve-se ao fato de ela ter adquirido uma amplitude global. Devemos mencionar ainda o aumento considerável de ONGs que vêm pressionando para a adoção de uma perspectiva que integre as diferentes dimensões do desenvolvimento, deixando de lado a lógica setorial que, geralmente, predomina nesse tipo de conferência. A partir dessas considerações, poderíamos indagar como a sociedade civil e as instituições públicas podem intensificar a sua participação nas discussões, influindo mais nos processos decisórios internacionais. Mas como aproximar a sociedade do processo de discussão sobre as questões ambientais globais? Qual seria o papel da mídia nesse processo? E das instituições educacionais? 7.2- Agenda 21 e o desenvolvimento sustentável As conferências da ONU podem ser consideradas marcos importantes no processo de negociação entre países. Na Rio-92, o resultado dessas negociações foi apresentado na forma de um documento assinado por 170 chefes de Estado, do qual constavam cerca de duas mil recomendações. Esse documento, como já vimos, é a Agenda 21, um programa de ações para o século XXI, visando reestruturar as relações econômicas mundiais a partir de um engajamento firme dos países signatários, na construção de um novo modelo de desenvolvimento: o desenvolvimento sustentável. A Agenda 21 é o resultado de negociações entre países. Foi um processo longo, que não se resumiu aos dias da conferência propriamente ditos. As negociações foram iniciadas em 1990, e durante os dois anos que antecederam a Rio-92 vários fóruns foram organizados pelos diferentes órgãos da ONU e também por ONGs. 25 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" Nessa fase de negociação prévia contemplaram-se problemas como dívida externa dos países subdesenvolvidos, financiamento ao desenvolvimento, comércio internacional, pobreza e desenvolvimento, desigualdades entre os padrões de consumo dos países desenvolvidos e subdesenvolvidos e acesso à tecnologia. Percebemos que o leque de questões é vasto e que encontrar soluções e elaborar programas de ação requer tempo e muita negociação. No texto final da Agenda 21 ficou estabelecido o reconhecimento de que os principais problemas causadores da degradação ambiental eram os desníveis entre os padrões de consumo, o acesso desigual às tecnologias de ponta e as condições de vida das populações. A partir desse reconhecimento, o documento foi dividido em seções que tratam dos seguintes temas: - dimensões sociais e econômicas do desenvolvimento – relações entre meio ambiente, pobreza, saúde, comércio, dívida externa, padrões de consumo e população; - conservação e gerenciamento dos recursos para o desenvolvimento – diversas maneiras de gerenciar os recursos, visando assegurar a biodiversidade e o desenvolvimento sustentável; - fortalecimento dos grupos sociais – apoio a mecanismos de participação de setores organizados da sociedade e de grupos minoritários que contribuem para o desenvolvimento sustentável; - meio de implementação das propostas – modo de financiamento e alocação de recursos financeiros para a implementação da Agenda 21. Podemos perceber que os temas tratados ameaçam grandes interesses de vários setores. Quando a Agenda 21 trata dos diferentes níveis de consumo, por exemplo, está, em grande parte, se referindoao consumo de combustíveis fósseis, que representam a maior contribuição para o aumento do efeito estufa. Ora, sabemos que a energia fóssil é a base do sistema energético de quase todos os países do mundo. Entretanto, países como os Estados Unidos recusam-se a estabelecer programas nacionais de redução do consumo desse tipo de combustível ou participar de arranjos institucionais globais concebidos para financiar 26 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" essa redução, pois isso comprometeria o desempenho das empresas americanas de petróleo. A Agenda 21 também é responsável pela capacitação de recursos humanos que é um instrumento fundamental do desenvolvimento sustentável. Essa capacitação busca a melhoria da qualidade de vida, entendida como o acesso à saúde, ao saneamento, à habitação, à energia etc. Acredita que o potencial de transformação das sociedades está diretamente relacionado aos diferentes grupos que as compõem e à sua capacitação para compreender as relações entre natureza e sociedade e, também, para explorar os avanços tecnológicos e criar novas tecnologias ambientalmente e adequadas. É nesse contexto que a Educação Ambiental tem assumido uma grande importância nos últimos anos. Devemos lembrar, no entanto, que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), criado em 1973, já se referia à necessidade de se promover esse tipo de educação em todas as ações e programas dos organismos internacionais. Vários autores concordam, no entanto, que o Tratado de Educação Ambiental para as Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, assinado pelas ONGs que organizaram uma reunião paralela à Rio-92, constitui um salto importante na valorização da Educação Ambiental. “A educação ambiental para uma sustentabilidade equitativa é um processo de aprendizagem permanente, baseado no respeito a todas as formas de vida. Tal educação afirma valores e ações que contribuem para a transformação humana e social e para a preservação ecológica. Ela estimula a formação de sociedades socialmente justas e ecologicamente equilibradas, que conservem entre si relação de interdependência e diversidade. Isto requer responsabilidade individual e coletiva a nível local, nacional e planetário” (LEONARDI, 1997, p. 203). Leonardi (1997) mostra que a definição de Educação Ambiental é bastante influenciada pelas diversas formas de se compreender o próprio meio ambiente. Assim, a autora aponta quatro concepções distintas: 27 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" - biológica, em que predominam as ideias de educação para a proteção, conservação e preservação das espécies, dos ecossistemas e do planeta como um todo; - cultural, que se preocupa com uma postura ética para promover o conhecimento do universo; - política, cuja ênfase está voltada para o desenvolvimento da democracia, da cidadania, da participação popular e da autogestão; - econômica, que privilegia a geração de empregos em atividades ambientais e a participação de indivíduos e grupos nas decisões políticas. A partir da contribuição de todas essas concepções, a autora citada acima, entende que a Educação Ambiental tem como objetivo: “Contribuir para a conservação da biodiversidade, para a auto-realização individual e comunitária e para a autogestão política e econômica, mediante processos educativos que promovam a melhoria da qualidade do meio ambiente e da qualidade de vida” (LEONARDI, 1997, p. 205). Para atender a esse objetivo, a Educação Ambiental deve respeitar quatro princípios básicos, como veremos. - Não-neutralidade A Educação Ambiental é uma ação política no sentido de promover a transformação social pela reflexão crítica. - Interdisciplinaridade A Educação Ambiental deve mobilizar conhecimentos técnico-científicos de várias disciplinas, como forma de compreensão das relações homem/natureza. - Valorização estético-cultural A Educação Ambiental deve privilegiar as diferenças culturais e étnicas dos povos, bem como seus conhecimentos sobre o meio em que vivem. - Cidadania 28 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" A Educação Ambiental deve favorecer a criação de uma consciência ética e facilitar a participação democrática dos indivíduos e grupos como cidadãos. Devemos tomar cuidado para não considerar a Educação Ambiental como a “salvação da lavoura”, como o instrumento capaz de solucionar todos os problemas e desafios que nos são colocados. Ela deve ser vista como um projeto de longo prazo e em permanente transformação. As formas de ação e os agentes da Educação Ambiental são múltiplos e necessitam de constante capacitação para promover uma ação interativa, questionadora e reflexiva, com o objetivo de consolidar uma cidadania ecológica. 29 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" 8 EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UM CAMINHO PARA A CONQUISTA DA CIDADANIA A ideia de se promover a Educação Ambiental não é nova. A Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, já recomendava que os países implantassem programas de Educação Ambiental. No Brasil, somente em 1984 é que o Conselho Nacional de Meio Ambiente – Conama – estabeleceu as diretrizes para as ações de Educação Ambiental, mostrando uma defasagem entre as recomendações dos participantes das Conferências da ONU e a implantação dos programas sugeridos. Essa defasagem resulta da grande dificuldade, no plano interno, de readequação das instituições para cumprir as metas fixadas, mas, principalmente, da falta de vontade política para essa implementação. Devemos lembrar que a constituição do Conselho Nacional do Meio Ambiente data de 1980, oito anos após o Brasil ter assinado os acordos e compromissos estabelecidos na Conferência de Estocolmo. Mas foi somente a Constituição de 1988 que estabeleceu a exigência da Educação Ambiental nos níveis federal, estadual e municipal. Outra conferência, a de Tbilisi, realizada na Georgia, em 1977, estabeleceu que o objetivo final da Educação Ambiental é formar cidadãos ativos. Esse é um ponto de extrema importância, pois formar cidadãos ativos significa capacitá-los para participar, requerer seus direitos, questionar e defender valores. No Brasil, essas ideias ainda não tomaram a forma de um programa curricular amplo. Todavia, algumas experiências pioneiras foram realizadas. A maioria delas, no entanto, foi realizada a partir de 1993, um ano após a realização da Rio-92. O grande problema parece ser a falta de continuidade e ampliação dessas experiências, quando formar cidadãos exige uma prática contínua e duradoura. 30 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" REFERÊNCIAS Agenda 21 Brasileira. Bases para a discussão, da Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional. Brasília: 2000. ARON, Raymond. Dezoito lições sobre a sociedade industrial. Brasília: EDUNB, 1981. CRESPO, S. Educar para a sustentabilidade: a educação ambiental no programa Agenda 21. In: NOAL, Fernando Oliveira (Org.); REIGOTA, Marcos (Org.); BARCELOS, Valdo Hermes de Lima (Org.). Tendências da Educaçãoambiental brasileira. Santa Cruz do Sul: Edunisc, 1998. GRUN, Mauro. Ética e educação ambiental: a conexão necessária. Campinas: Papirus, 1996. LEIS, H. R. A modernidade insustentável: as críticas do ambientalismo à sociedade contemporânea. Petrópolis : Vozes, 1999 LEONARDI, M. L. A educação ambiental como um dos instrumentos de superação da insustentabilidade da sociedade atual. In: CAVALCANTI, Clovis (Org.). Meio ambiente, desenvolvimento sustentável e políticas públicas. São Paulo: Cortez, 1997. POINTING, C. História verde do mundo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995. ROQUE, A. P.; CORREA, S. O ciclo social da ONU: construção e implementação de uma agenda global. In: FORUM BRASILEIRO DE ONGS E MOVIMENTOS SOCIAIS PARA O MEIO AMBIENTE E O DESENVOLVIMENTO. Brasil século XXI: os caminhos da sustentabilidade cinco anos depois da Rio-92. Rio de Janeiro: Fase, 1997. 31 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" AVALIAÇÃO Questão 01: A Terra tem uma idade estimada em 4,6 bilhões de anos e, durante este tempo, os seres vivos surgiram, se modificaram e muitos desapareceram. Estude as afirmativas a seguir e marque a opção INCORRETA a respeito do processo evolutivo. a) Alguns cientistas admitem que os primeiros organismos vivos utilizavam o alimento encontrado no meio (hipótese heterotrófica). b) Acredita-se que os primeiros seres vivos surgiram na água e lentamente invadiram os continentes. c) O estudo dos fósseis forneceram inúmeros indícios da vida primitiva, seja através dos seres petrificados, ou dos restos químicos por eles produzidos. d) Pode-se considerar que as vitórias-régias e elódeas (plantas aquáticas) sejam mais primitivas que os pinheiros e sequoias. e) A evolução do cavalo, constatado pelos fósseis, mostram como um pequeno animal de 60 cm de altura e três dedos se modificou até o aspecto atual. Questão 2: Assinale a alternativa que NÃO se relaciona com as transformações das paisagens: a)Avenida Paulista, o maior símbolo da modernidade e da vida agitada de quem vive na capital de São Paulo. Prédios altos, inúmeros escritórios, bancos e lojas e o constante vai e vem de ônibus, carros e motos dão a esse famoso cenário um aspecto acinzentado e barulhento, característico das grandes metrópoles. No fim do século 19, mais precisamente em 1891, ano em que foi criada, a via não tinha pavimentação, o tráfego era de animais de carga e as margens tinham muita grama e árvores. Havia poucas residências - na verdade, palacetes. No início do século 20, por lá passaram a circular os bondes elétricos e somente nove anos depois é que o asfalto finalmente chegou. b)Não se sabe ao certo a partir de que período a floresta amazônica passou a ser ocupada pelos seres humanos. A própria história da chegada do homem ao continente americano continua bastante controversa. Diversas disciplinas científicas 32 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" estudam e oferecem teorias sobre a dinâmica desses deslocamentos humanos, como a arqueologia, a etnografia, a linguística, a genética, a paleoecologia, entre outras. Além disso, existem teorias e descobertas divergentes, que sugerem o início da ocupação no continente, e na sua porção sul americana, desde 50 mil, até 10 mil anos atrás. c)Designa-se por Pangeia o continente que, segundo a teoria da deriva continental, existiu até há 200 milhões de anos, durante a era Mesozoica, porém, há relatos também de 540 milhões de anos. A palavra origina-se do fato de todos os continentes estarem juntos (pan do grego, pâs, pâsa, pân, todo, inteiro) e exprime a noção de totalidade, universalidade, formando um único bloco de terra (gea) ou Géia, Gaia ou Ge como a Deusa que personificava a terra com todos os seus elementos.Milhões de anos se passaram até que a Pangeia se fragmentou, dando origem a dois mega-continentes. Separação esta que ocorreu lentamente e se desenvolveu deslocando sobre um subsolo oceânico de basalto. d)homo sapiens, como espécie, tem como característica o desejo de entender e influenciar o ambiente à sua volta, procurando explicar e manipular os fenômenos naturais através da filosofia, artes, ciências, mitologia e da religião. Esta curiosidade natural levou ao desenvolvimento de ferramentas e habilidades avançadas. O ser humano é a única espécie conhecida capaz de criar o fogo, cozinhar seus alimentos, vestir-se, além de utilizar várias outras tecnologias. Os humanos passam suas habilidades e conhecimentos para as próximas gerações e, portanto, são considerados dependentes da cultura. Questão 3; De acordo com a evolução cultural do homem podemos afirmar que: a)O Antropocentrismo se refere à perspectiva de análise que tende a enfatizar a importância do ser humano na natureza, que é vista como se tivesse sido criada para o benefício do próprio homem. b)O Paleolítico é o período da história da evolução da sociedade humana durante o qual os grupos humanos deixaram a coleta direta de vegetais e a caça, passando a dedicar-se à agricultura e à pecuária. 33 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" c)Neolítico é o período da evolução da história humana anterior ao paleolítico caracterizado pela existência de grupos humanos que realizavam atividades de caça e coleta, exclusivamente. A ausência ou a precariedade dos utensílios empregados nessas atividades era outra característica do período. d)Pousio são aqueles que creem em muitos deuses, como nas civilizações grega e romana. Questão 4: “A produção é a interação do homem e da natureza; se este processo deve ser organizado pela intermediação de um mecanismo regulador de troca, é necessário então que o homem e a natureza acompanhem este funcionamento; eles devem ser submetidos à oferta e à demanda, isto é, eles devem ser tratados como mercadorias, como bens produzidos para a venda. Do homem (sob o nome de trabalho), da natureza (sob o nome de terra) tudo poderia ser feito para ser negociado”. O trecho acima se refere à qual época da história? a)Revolução Científica b) Revolução Industrial c) Feudalismo d) Evolução do Homem Questão 5: “Foi a primeira atitude mundial em tentar organizar as relações de Homem e Meio Ambiente. A sociedade científica local já detectava graves problemas futuros por razão da poluição atmosférica provocada pelas indústrias.” O trecho se refere: a) Agenda 21 b) Pnuma c) Conferência de Estocolmo d) Eco-92 34 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" Questão 6: São ações da sociedade que estão relacionadas ao desenvolvimento sustentável, EXCETO: a)Avaliar o conteúdo da Agenda 21 e as propostas de organização e participação da sociedade civil. b)Conhecer os atuais desdobramentos das medidas e dos programas propostos pela Organização das Nações Unidas. c)Conhecer e refletir sobre as propostas, diretrizes e experiências da Educação Ambiental. d)Entender como o progresso se tornou um dos pilares da sociedade industrial e os pontos essenciais das críticas formuladas a essa fundamentação. Questão 7: Assinale a alternativa CORRETA: a) O processo de Pnuma deve contar, exclusivamente,com o apoio do governo local. Vontade política é o fator mais decisivo para o sucesso ou fracasso da iniciativa. b) Agenda 21 foi um dos principais resultados da conferência Eco-92 ou Rio-92, ocorrida no Rio de Janeiro, Brasil, em 1992. É um documento que estabeleceu a importância de cada país a se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas, organizações não-governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas socioambientais. c) ECO-92 vem se constituindo em um instrumento de fundamental importância na construção dessa nova ecocidadania, num processo social no qual os atores vão pactuando paulatinamente novos consensos e montando uma Agenda possível rumo ao futuro que se deseja sustentável d) Conferência de Estocolmo, que tem provado ser um guia eficiente para processos de união da sociedade, compreensão dos conceitos de cidadania e de sua aplicação, e é hoje um dos grandes instrumentos de formação de políticas públicas no Brasil. 35 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" Questão 8: A prática da Educação Ambiental foi exigência estabelecida na: a) CONAMA b) Conferência de Estocolmo c) Eco-92 d) PNUMA Questão 9: Para os movimentos ecológicos, a base para a compreensão do atual período pós- moderno está no conceito de cidadania ambiental. Assinale a afirmativa INCORRETA: a)A cidadania ambiental estabelece relações entre sociedade e natureza. a cidadania ambiental coloca a defesa do meio ambiente no campo político. b)A cidadania ambiental estabelece relação entre os níveis de qualidade de vida e de desenvolvimento social de uma sociedade e os seus problemas ambientais c)A cidadania ambiental compreende que a prática da Educação Ambiental foi outorgada na conferência de Tbilisi. d)A cidadania ambiental estuda as diversas formas com que cada sociedade se relaciona com a natureza. Questão 10: Ações que minimizam os impactos ambientais, EXCETO: a) Reconhecer a importância da CONAMA b) Entendimento do processo evolutivo da vida e origem do homem. c) Compreender o desenvolvimento da sociedade com o período da Revolução Industrial e científica. d) Acordos mundiais sobre o meio ambiente 36 IPEMIG - Instituto Pedagógico de Minas Gerais www.ipemig.com.br (31) 3484-4334 - (31) 8642-1801 "IPEMIG – Conhecimento que transforma" GABARITO Nome do aluno:_______________________________________ Matrícula:___________ Curso:_______________________________________________ Data do envio:____/____/_______. Ass. do aluno: ______________________________________________ DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE E NATUREZA 1)___ 2)___ 3)___ 4)___ 5)___ 6)___ 7)___ 8)___ 9)___ 10)___