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Fichamento - A construção do Brasil

Fichamento comentado do trecho (p.123-299) de Jorge Couto, abordando a competição luso-castelhana, os tratados de Alcáçovas e Tordesilhas, ações de D. Afonso/D. João, a expansão atlântica (Bartolomeu Dias) e as viagens de Colombo, além das reações diplomáticas e bulas papais.

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Pró Reitoria Acadêmica 
Licenciatura plena em História 
 
 
 
 
 
 
 
História do Brasil I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Recife, 2019 
 
 
 
 
 
 
 
Centro de Teologia e Ciências Humanas 
Licenciatura plena em História 
 
 
História do Brasil I 
 
 
 
 Trabalho apresentado ao Prof. Dr. Tiago Da Silva 
 Cesar como requisito parcial de avaliação 
 do 1 GQ por Celly Monike Da Silva Nascimento. 
 
 
 
 
 
Recife, 2019 
 
 
 
 
 Fichamento comentado 
 
 COUTO, Jorge. A construção do Brasil: ameríndios, portugueses e africanos, do início do 
povoamento a finais de quinhentos. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense, [2011]. p.123-299. 
 
• “(...) última década do século XV, caracterizada pela intensa competição luso-
castelhana para obter a primazia no delineamento de uma rota marítima para o Oriente, 
(...) encontra-se na origem do complexo processo que conduziu, num primeiro 
momento, a divisão do mar oceano entre dois reinos (Tratado de Tordesilhas, 1494). 
(COUTO,2011, p.123).” 
[Havia uma verdadeira corrida pelo poder. Anteriormente ao Tratado de Tordesilhas, houve 
o tratado de Alcáçovas de 1479, celebrado entre os Reis Católicos e Castela Aragão, no 
qual a proposta do tratado era não manter comercio ou praticar corso sem ser a sua área. Já 
este novo tratado, incluía a partilha do Novo Mundo.] 
• “Pouco depois da confirmação daquele convenio, D. Afonso (1433-1481) aprovou a 
carta regia de 6 de abril de 1480, concedendo poderes ao príncipe D. João - que dirigia, 
desde 1474, os assuntos relacionados com a exploração da costa Ocidental.” 
(COUTO,2011, p.124) 
[Logo após ao fechamento do tratado, D. João subiu ao trono com vários direitos 
concedidos por D. Afonso. Ele procurou dar início a construções geopolíticas do Atlântico 
meridional, no qual sempre teve aptidões em alcançar as índias pelo Atlântico Sul, onde na 
expedição 1487-1488 foi confirmado o seu projeto.] 
• “Para que Portugal se pudesse empenhar decisivamente na expansão em direção ao 
Oriente, era necessário reafirmar a validade do Tratado de Alcáçovas de lusitana nas 
águas e terras a sul do Bojador.” (COUTO,2011, p.125) 
[A passagem do sul era extremamente atrativa aos lusitanos, no qual surgiu a necessidade 
da reafirmação da validade do tratado de Alcáçovas, com esta intensão o rei lusitano 
planejou o casamento entre D. Isabel e D. Afonso. ] 
• A partir desse acontecimento, Isabel e Castela (1474-1504) ficou em condições de 
conceder o prometido apoio de alcançar as índias pela rota do Atlântico Ocidental, cuja 
a concretização Cristóvão Colombo insistentemente lhe requeria. 
[Quando Bartolomeu Dias voltou de viagem, comprovando a ligação do Atlântico com o 
Índico, Colombo que estava em Portugal foi para o reino vizinho para concretizar seu 
projeto de chegar na índia pelo poente.] 
 
• “Da primeira viagem de Cristóvão Colombo (1492- 1493) resultou a descoberta de 
algumas ilhas das Bahamas e das Antilhas (...) considerado pelo navegador genovês 
como pertencentes a um grande arquipélago adjacente á Ásia e que formariam uma 
guarda avançada da sua principal unidade, o Cipango.” (COUTO, 2011, p.127) 
 [Os descobrimentos de Cristóvão Colombo excitaram uma grande atividade diplomática 
entre Portugal, Castela e Roma. Portugal elaborou uma estratégia para obrigar os Reis 
católicos fazer negociações.] 
• “O Reis Católicos atuaram em duas frentes: em primeiro lugar, deliberaram impetrar à 
Santa Sé que explicitasse inequivocamente o seu direito às terras ocidentais e, em 
segundo lugar, decidiram enviar outra expedição para tornar efetiva a sua posse bem 
como tomar medidas preventivas de cariz naval.”(COUTO, 2011, p.129) 
[O rei de Portugal indicou a divisão do Atlântico em dois reinos, porém, o relacionamento entre 
os Reis Católicos e o rodrigo Borja facilitou a alcance de mais duas bulas papais.] 
• “(...) os Reis Católicos empenharam- se na formação de uma grande armada destinada 
a tomar posse das novas terras com a maior urgência, recomendando inclusive a 
Colombo que “não se detivesse uma só hora” (...) A segunda expedição de Colombo 
(1493- 1496) - a mais poderosa de todas as que comandou e à qual foi conferido um 
cariz fortemente militar.” (COUTO, 2011, p.132) 
[Havia uma grande preocupação dos reis católicos, quanto ao avanço das expedições 
lusitana, com o receio de chegarem em algum lugar desconhecido.] 
• “Com o objetivo de forçar os Reis Católicos a dotar uma solução mais consentâneas 
com os seus interesses, o rei de Portugal não só recusou o convite para integrar a Liga 
Santa contra a França (Aragão, Castela, Papado e alguns principados italianos), como 
concedeu tacitamente apoio as reivindicações italianas da Carlos VIII, ordenando, 
nomeadamente aos seus embaixadores, que estavam em Roma para prestar obediência 
ao pontífice(...) (COUTO,2011, p.134) 
[Os Reis Católicos e a Igreja por meio das bulas papais, retirou o domínio Lusitano no 
Atlântico Sul.] 
• “(...) em 1494, quando receberam Antônio de Torres, a quem Colombo encarregara de 
lhes transmitir informações e de lhe entregar um memorial sobre el suceso de su 
segundo viaje a las Indias. Através deste importante documento, datado de 30 de 
janeiro desse ano. O Almirante do Mar Oceano garantia que as ilhas encontradas – na 
primeira e na segunda viagens (Guadalupe, Porto Rico e Jamaica) - pertenciam ao 
“príncipe perfeito”.” (COUTO,2011, p.135) 
[Este documento foi de extrema relevância, pois garantia que as ilhas encontradas 
pertenciam ao “princípio Oriente”. No qual, também convenceram os Reis Católicos que 
realmente tinham chegado no “Oriente e as extremas partes da Índia superior”, possuindo 
os mais valiosos objetos. Com esta informação trazida por Colombo, acalmou os Reis 
Católicos que continuou as negociações os portugueses.] 
 
• A parte lusitana concordou com a substituição do paralelo das Canárias por uma “raia”, 
mas exigiu o seu afastamento para 370 léguas, alegando o que esse era o espaço 
marítimo indispensável de que necessitava os navios oriundos da costa africana, de 
Cabo verde da Madeira e dos Açores para efetuar a viagem de regresso ao reino, não 
tendo aceite as contrapostas castelhanas. (COUTO,2011, p.136) 
[Os lusitanos aceitaram passivamente a substituição do paralelo das Canárias por uma 
“raia” incluindo um afastamento de 370 léguas, utilizaram como argumento a necessidade 
de contornar a África, para evitar as problemáticas encontradas na costa da África.] 
• “Ao sustentar a candidatura de D. Manuel, os Reis Católicos visariam a colocar no trono 
de Portugal um primo coirmão da rainha Isabel que, reconhecido pelo apoio prestado, 
adotasse uma política mais favorável aos interesses castelhanos- aragoneses, quer no 
domínio das questões internacionais, principalmente no sentido de conseguir um 
distanciamento na aproximação luso- francesa estabelecida por Luís XI e D. Afonso V 
e prosseguida pelos respectivos legatários, quer no âmbito das relações bilatérias. 
(COUTO,2011, p.138) 
[A rainha Isabel e Fernando por meio da posição que eram encontrados, buscou possuir 
influencias dentro do reinado Português, para enfraquecer as influências do “príncipe perfeito” 
na região lusitana.] 
• “(...)depois de discutirem a realização do casamento da sua filha mais velha, D. Isabel, 
com D. Manuel que os Reis Católicos assinaram, a 5 de junho, as procurações que 
concediam poderes aos seus representantes (...) parafirmarem os tratados com Portugal, 
assinados em Tordesilhas a 7 do mesmo mês, tendo sido ratificados por Isabel e 
Fernando, em Arevalo, aa 2 de julho, e por D. João II, em Setúbal, a 5 de setembro.” 
(COUTO,2011, p.140) 
 [A conclusão das negociações resultou no Tratado de Tordesilhas, no qual dividiu o mundo na 
posse de Portugal e a Espanha.] 
 
• “Estes dados levaram muitos autores a defender que a atitude do rei foi motivada ela 
preocupação de se reservar para Portugal os territórios situados no ocidente austral 
(Brasil) de quem tinha conhecimento positivo.” (COUTO,2011, p.140) 
[Muitos historiadores afirmam que o D. João II cedeu a tantas exigências, por que já possuía 
o conhecimento das terras existentes.] 
• “No decurso das operações de sistemática prospecções dos condicionalismos físicos do 
ocidente do Atlântico austral terão sido encontrados indícios (voo de aves, alterações 
na coloração das águas oceânicas, distritos vegetais e eventualmente, objetos) que 
levantaram fundadas suspeitas sobre a existência de terras austrais, muito 
provavelmente ao largo trecho da chamada costa leste- oeste brasileira (...)” 
(COUTO,2011, p.144) 
[Durante as viagens encontraram indícios do que seria as terras brasileiras.] 
• “O fato de D. João II e D. Manuel, contrariamente aos Reis Católicos, nunca terem 
tomada uma única iniciativa no sentido de dar cumprimento à cláusula referente à 
organização da viagem conjunta destinada a fixar o meridiano de demarcação(...)” 
(COUTO,2011, p.150) 
[Chegar nas terras astral, não era a principal intensão dos lusitanos, sua prioridade era 
chegar na Ásia, entretanto, viram a necessidade de investir também nas terras brasileiras.] 
• “As estruturas das naus conferiam-lhes uma acrescida capacidade de resistência em 
face das violentas tempestades que ocorreram com frequência no Atlântico austral na 
latitude aproximada de 37%, altura da montagem da extremidade meridional de África 
(o cabo das Agulhas, situado em 34 50’S) pelo largo.” (COUTO,2011, p.153) 
[A arte náutica era uma grande habilidade dos lusitanos, foi o que facilitou todas expedições 
bem-sucedida, de meses a anos no mar, resistindo as violentas tempestades. Neste caso as 
Naus estava sendo testada para substituir as caravelas, eram mais lentas, porém, possuíam 
uma maior resistência. Foi utilizada pela primeira vez pelo Vasco da Gama para cruzar o 
Atlântico Sul.] 
• “A 12 de julho, dois dias após o acontecimento, o Venturoso apressou-se a escrever a 
Isabel e Fernando para comunicar-lhes o feliz sucesso da empresa, não esperando 
sequer pela chegada do comandante da expedição. (...)a implantação portuguesa no 
Oriente iria deparar-se com significativas dificuldades devido a existência de uma 
numerosa e influente comunidade mulçumana que controlava redes índicas(...)” 
(COUTO,2011, p.170-171) 
[A grande pressa de Isabel e Fernando, revela a ânsia de manter um monopólio na rota para 
a índia. Sobretudo, encontraram muitas dificuldades com a comunidade mulçumana que 
controlava todo o comercio da região.] 
• “Os resultados alcançados por Vasco da Gama convenceram os Reis Católicos a ignorar 
definitivamente o exclusivo concedido a Colombo, autorizando a celebração de 
capitulações com outros candidatos pretendessem efetuar explorações nas paragens 
ocidentais em busca da Ásia. (COUTO,2011, p.172) 
[Os Reis Católicos quando tiveram acesso à informação dos sucessos do Vasco da Gama, 
perderam total confiança nos relatos do Cristóvão Colombo perdendo exclusividade na 
exploração do ocidente.] 
• “Por carta Régia de 15 de fevereiro de 1500, o soberano nomeou para o cargo de 
comandante da frota Pedro Alvares de Gouveia (Cabral), (...)” (COUTO,2011, p.173) 
[Para obter mais sucesso o D. Manuel mandou Cabral por ter experiencia na diplomacia.] 
• “A 22 de Abril toparam, pela manhã, “com aves, a que chamam furabuchos... e, a horas 
de vésperas (entre as 15 horas e o sol- posto),” tiveram “vista de terra, isto é, 
primeiramente d’ um grande monte, mui alto e redondo, e d´outras serras mais baixas 
a sul dele e de terra chã com grandes arvoredos, ao qual monte alto o capitão pôs o 
nome monte pascoal e à terra e a Terra de Vera Cruz.” 
[Após dias ao mar, passando por inúmeras situações encontraram um lugar seguro para 
desenvolver toda a estratégia planejada, devolveram os cativos e desembarcaram os 
degredados para manter um relacionamento com os indígenas, se apropriarem de sua língua 
e costumes, a primeiro momento trocaram alguns objetos. No domingo armaram a coroa 
vermelha, e celebraram a primeira missa com a presença de duzentos tupiniquins, sendo 
guiada pelo Frei Henrique.] 
• “O debate em torno da intencionalidade ou causalidade do descobrimento do Brasil pela 
segunda armada da Índia constitui um diz temas mais polêmicos dadas historiografias 
das explorações geográficas quatrocentistas. (...) A publicação e tradução, no século 
XIX, dos documentos produzidos por três membros da expedição cabralina motivaram 
vários estudiosos e debruçar-se sobre o problema” (COUTO,2011, p.181-182) 
[Historiadores contemporâneos afirmam que Cabral não aportou aqui por acaso. Entretanto, 
há varias teorias que afirmam a causalidade ou a intencionalidade, os que apontam a 
causalidade argumentam que o fato de estarem procurando algo justifica a nomenclatura, 
por outro lado os que defendem a “intencionalidade”, afirmam que Cabral não tomou 
atitudes ao decorrer das viagens por espontânea vontade mais pela ordem do coroa, no qual 
mantinham o conhecimento sobre as terras brasileiras em confidencialidade por um ano.] 
• “Ao receber as notícias sobre a descoberta da grande terra firme austral – cujas estremas 
setentrional e meridional eram desconhecidas - D. Manuel apercebeu-se que, para além 
de ter batido os Reis Católicos na corrida pela chegada ao Oriente (1499) , acabava de 
abrir uma nova frente de competição com Castela, desta vez no hemisfério ocidental 
(1500). (...) Terá considerado, então, mais adequado devido às prioridades em assegurar 
a sucessão do trono (negociação para o seu casamento com a infanta D. Maria) (...)” 
(COUTO,2011, p.204) 
[D. Manuel quiz ser o mais discreto possível, em relação as informações sobre as terras 
austral, para não ficar malvisto pelos castelhanos, pois, concorrer as terras do hemisfério 
sul seria uma provocação.] 
• “Uma das consequências da viagem de 1501-1502 consistiu em reforçar a noção de 
continentalidade da terra firme ocidental que já ganhara consistência na corte manuelina 
no decurso de 1501, como mostra o fato de, em 18 de outubro desse ano, Pedro 
Pasqualigo, embaixador de Veneza regressar da Terra Nova (Canadá), acreditavam na 
continuidade da ‘quarta parte "do Mundo desde a região glacial até a terra dos 
Papagaios.” (COUTO,2011, p.206) 
[Por muito tempo acreditou-se que o Brasil era uma ilha, neste período as expedições 
fizeram-se perceber que a sua dimensão era bem maior. A primeiro momento as 
informações não foram divulgadas e mas modificadas para não chamar a atenção de 
Castela] 
• “As notícias sobre o projeto português de construir uma feitoria na Terra De Santa Cruz 
foram conhecidas em Castela nos inícios de 1503, tendo sido, no entanto erroneamente 
interpretadas como destinando-se a Pátria. (...) responsável pela espionagem em 
Portugal, de recolher elementos pormenorizados sobre o assunto (...)” (COUTO,2011, 
p.208) 
[A construção de feitorias chamou a atenção dos Reis Católicos, que suspeitaram do não 
cumprimento do tratado por parte dos lusitanos, para desviar a atenção D. Manuel colocou 
terceiros para exploração do novo mundo] 
• “(...) Dá que se tenha chegado à conclusão de que a solução mais rentável consistiriaem edificar uma feitoria, cuja guarnição deveria obter a colaboração dos indígenas para 
o abate e preparação das arvores (...) A 10 de junho de 1503 zarpou de Lisboa segunda 
armada de Gonçalo Coelho, constituída por seis navios, que tinha como dois objetivos 
prioritários o de construir uma feitoria na Terra de Santa Cruz.” (COUTO,2011, p.210) 
[Em meio a esta duplas explorações, o mais viável para manter o controle das terras 
brasileiras foram as feitorias. A exploração do pau Brasil e a exportação era muito 
trabalhosa e todo o processo levava muito tempo, tornando pouco lucrativo. Também 
pensando no lucro, utilizaram das habilidades indígenas com a agricultura, no qual 
plantavam, cortavam e armazenavam até a chegada dos portugueses que rapidamente 
enchia os navios e voltava rápido para a Europa. A primeira feitoria foi em Cabo Frio, 
depois para Pernambuco melhorando o acesso e outros motivos positivos.] 
• “(...) de que Castela tinha o direito a territórios situados na região austral, levaram 
Fernando de Aragão a celebrar com aquele navegador, em novembro de 1514, uma 
capitulação que o incumbia de descobrir, de forma muito secreta, as terras que se 
encontrassem a sul da linha de demarcação e de procurar uma ligação marítima com o 
Oriente.” (COUTO,2011, p.216) 
[A presença dos Castelhanos nas terras austral que tinha por direito as terras do sul ameaçou 
a dominação dos portugueses, como também fez refletir a segurança dos navios. Em meio 
a isto, D. Manuel investiu em capitanias de “Mar e terra”, para expandir o domínio 
português.] 
• “Os governantes lusos chegaram à conclusão, no final da década de trinta, de que a 
única medida capaz de neutralizar a ameaçadora presenças francesa no Brasil e de 
conter a penetração espanhola no Prata residia na criação de núcleos populacionais ao 
longo no litoral. (...) Apesar do empenhamento colocado na concentração do projeto, 
quer por câmara, quer por Jaques, D. João III recusou as propostas privadas de 
colonização do Brasil.” (COUTO,2011, p.228) 
[O plano de criar capitanias no mar não foi muito eficaz para evitar a presença de 
estrangeiros, uma outra alternativa era Portugal ocupar efetivamente o Brasil. Entretanto, 
D. João III não compactuou com a proposta de colonização no Brasil.] 
• “A Marfim Afondo de Sousa foram fixados diversos objetivos: efetuar um aprofundado 
reconhecimento do litoral, do Amazonas ao Prata; proceder ao assentamento de padrões 
em locais estratégicos da “Costa do Ouro e da Prata”, que abrangia sensivelmente a 
região localizada entre São Vicente e o rio de Santa Maria; apresar todos os navios 
encontrados na “Costa do Pau-Brasil”, que compreendia aproximadamente a área 
situada entre o cabo Branco (Paraíba) e a baía de Guanabara; procurar descobrir metais 
preciosos; efetuar experiencias agronômicas e fundar povoações litorâneas.” 
(COUTO,2011, p.229) 
[Com o mal sucesso de algumas capitanias, o rei lusitano viu a necessidade de um 
governador geral, nomeando Martim Afonso de Sousa como Governador da Terra do 
Brasil. Foi para o Brasil com vários objetivos, impedir a penetração dos franceses nas terras 
lusitanas, ir em busca de metais preciosos com a ajuda de chefes indígenas e outros. 
Contudo, construiu várias inovações nas terras brasileiras, como a primeira cidade com a 
povoação de lusitanos em São Vicente, e investiu também nas plantações agrícolas, em 
especifico a cana de açúcar.] 
• “A condição fundamental para o rei conceder uma capitania- donataria no Novo Mundo 
lusitano residia na obrigatoriedade dos beneficiários assegurem a totalidade do 
financiamento da empresa colonizadora. (...) Apesar de o monarca ter dado a entender, 
em setembro de 1532, que já teria procedido a atribuição de capitanias-donatarias, o 
fato é que a concretização desse processo somente se iniciou bastante mais tarde. No 
período compreendido entre 10 de março de 1534 e 28 de janeiro de 1536, o piedoso 
concedeu doze capitanias-donatarias, divididas em quinze lotes, a doze titulares (...) A 
capitanias- donatarias eram hereditárias, inalienáveis e indivisíveis e estavam sujeitas a 
regras especiais de sucesso dentro da mesma família (...)” (COUTO,2011, p.239-243) 
[As capitanias eram bancadas pelos seus donatários, no entanto, tudo que era encontrado 
pertencia a coroa, além do pagamento do tributo. Contudo, mesmo com tantas exigências, 
os donatários possuíam alguns privilégios, como a hereditariedade das terras, pensões dos 
tabeliões e outros. Dentro da capitania eram responsáveis pelas questões civis e criminal.] 
• “São Vicente e Pernambuco eram as únicas capitanias-donatarias onde, apesar das 
dificuldades, se verificam notórios avanços no cultivo do solo e na fundação ou 
crescimento de núcleos populacionais, embora os seus moradores também fossem alvo 
de investidas por parte de alguns grupos tribais e hostis.” (COUTO,2011, p.248) 
[Alguns pontos cruciais contribuíram para a falta de sucesso nas demais capitanias, como 
a resistência indígena, impedindo a penetração lusitana, ataque dos castelhanos, ausência 
de recursos, conflitos entre colonos e ausência de cultivo de gêneros alimentícios. 
Pernambuco e São Vicente que se destacaram positivamente nesses pontos. Apesar dos 
pontos negativos este sistema contribuiu para a expansão lusitana no Brasil.] 
• “Os regimentos régios reduziram substancialmente os poderes conferidos pelo 
soberano aos capitães- governadores e criaram um novo quadro instrucional que 
reservava á Coroa um papel muito mais interveniente no governo Brasil. (...) dispondo 
de poderes quase absolutos nos domínios militar, judicial, econômico e o 
administrativo. Com a criação do governo-geral, ficaram sujeitos à atividade 
fiscalizadora do representante do rei (...)” (COUTO,2011, p.256) 
[O D. João III, manteve a capitania mais adquiriu um novo sistema, o Governo geral que 
se reportava diretamente com a coroa, possuindo uma estrutura jurídica, militar e fiscal. 
Neste momento o poder dos donatários ficou limitado, e o cargo só era exercido por quem 
possuía uma ligação direta com o rei.] 
• “Os motivos que terão levado D. João III a optar pela Bahia estariam relacionados com 
o abandono a que se encontrava votada devido á morte do seu titular de muitos dos seus 
companheiros em combate com os tupinambás, com as excepcionais condições que 
proporcionava para a ancoragem de grandes frotas e, finamente, com o posicionamento 
geográfico relativamente central que facilitava a inspeção e as operações de socorro ás 
povoações do território então integrado na Província de Santa Cruz.” (COUTO,2011, 
p.261) 
[A Bahia foi escolhida para ser a capital do governo geral, o herdeiro donatário foi indenizado, 
pois Tomé De Souza foi nomeado capitão da Bahia e governador geral do Brasil. A primeira 
coisa que ele fez foi criar uma sede em Salvador no alto de uma colina. Como governador geral 
possuía muitas responsabilidades e supriu a maioria delas, abriu caminhos, construí-o um 
recôncavo Baiano, fez buscas por jazidas no Rio são Francisco, inspecionou e fortificou muito 
bem as capitanias, entre outras demais coisas. Em 1553 mandou uma carta para ao Rei pedindo 
para sair do cargo.] 
• “Superior dos jesuítas fundou, a 29 de agosto de 1553, a aldeia de Pitatinga, cuja chefia 
a Marfim Afonso Tibiriçá iniciou a catequese dos aborígenes, criou uma Escola de 
Meninos, entregando a sua direção ao irmão Antônio Rodrigues, e batizou solenemente, 
nessa ocasião, 50 catecúmenos, encarando-os de construir uma igreja e um colégio. A 
25 de janeiro de 1554, o padre Manuel de Paiva, superior do grupo de jesuítas enviado 
por Nobrega em missão a Piratininga, celebrou a primeira missa no rudimentar templo 
da taipa do Colégiode São Paulo. (COUTO,2011, p.266) 
[Diferentemente dos anteriores governadores gerais, Nobrega queria catequizar os 
indígenas, e se aproximar mais dele foi aí então que subiu para o planalto, e criou a escola 
de meninos.] 
• “O segundo governador geral do Brasil, embrenhado de conflitos com uma parte de 
autoridades civis e eclesiásticas, não reagiu à criação da França Antártica em terras 
Brasílicas. (...) levaram D. João III a tomar a decisão de o substituir por Mem de Sá 
[que] atribuiu prioridade à resolução de problemas internos(...)” (COUTO,2011, p.273) 
[Mem de Sá veio com a missão de restabelecer ordem na capital, de manter a unidade 
religiosa e territorial no solo brasileiro. Neste período havia uma grande guerra diplomática 
com os franceses, que vinham cada vez mais ocupando território. Mem de Sá pediu ao rei 
para mandar reforço para expulsar os gauleses do Brasil. Com tudo planejado Mem de Sá 
recebeu informações, receberam reforços e conseguiram destruir o reforço francês] 
• “Depois da partida da esquadra de Mem de Sá, um certo número de franceses regressou 
a Europa, enquanto outros, que permanecem no Brasil, edificaram, conjuntamente com 
os tamoios, redutos fortificados em Urucu- Mirim (morto Gloria) e em Paranapuã, a 
maior ilha da baia da Guanabara, onde abasteciam de mercadorias os navios normandos 
e bretões que continuavam a frequentar aquela região, forneciam armamento aos 
nativos e organizavam ataques de supressa a povoações portuguesas.” (COUTO,2011, 
p.278) 
[Era muito comum as tribos indígenas se unirem a estrangeiros contra seu colonizador, foi 
o que ocorreu neste momento, no qual foi uma problemática a ser enfrentada. Para resolver 
este problema teriam que ocupar a região fluminense e conseguir a confiança dos 
indígenas.] 
• “ As tarefas da colonização como o desbravamento de terras, construção e fortificações 
e dos mais variados tipos de edifícios, as acrescidas exigências de fornecimento de 
mantimento para a subsistência dos novos habitantes (roças, caça e pesca), bem como 
a cultura de cana-de-açúcar, implicavam a existência de um elevado número de braços, 
fato que, atendendo à insuficiência dos recursos demográficos lusitanos no século XVI, 
tornou a imprescindível a utilização da mão de obra indígena.” (COUTO,2011, p.288) 
[O sistema escravocrata era baseado na exploração indígena, mantida por prisioneiros de 
tribos aliadas aos portugueses. Entretanto, dentro da cultura indígena, quem possui 
habilidades com a agricultura era as mulheres, tornando mais difícil a colaboração dos 
cativos. Posteriormente, foi usado os “saltos”, onde capturavam indígenas mesmo sendo de 
tribos aliadas. Com a opressão indígena, por meio da escravidão e imposição a religião e 
costumes lusitanos, fez com que ocorresse uma resistência indígena, com vários ataques, o 
Portugueses respondeu a esta resistência com violência exacerbada.] 
• “O Objetivo de incrementar a presença portuguesa no Novo mundo, cuja extensão 
territorial era imensa, (...) Por carta Régia de 16 de dezembro de 1572 foram nomeados 
governadores Luís de Brito e Almeida e o doutor Antônio de Salema, respectivamente, 
da banda do Norte, com o capital na cidade do Salvador da Bahia englobando os 
territórios situados até o extremo meridional da capitania de lhes, e da banda do sul, 
com sede na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, que abrangia o espaço 
compreendido entre a capitania. De porto Seguro, inclusive, e o limite meridional do 
Brasil.” (COUTO,2011, p.298) 
[D. Sebastião ao perceber a grande imensidão do Brasil, e com a morte do substituto, 
dividiu o Brasil em Sul (São Vicente) Norte (Bahia). A duplificação gerou várias 
inconveniências, no governo posterior nas regências de Lourenço da Veiga, reunificou 
novamente o governo.]

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