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Pró Reitoria Acadêmica Licenciatura plena em História História do Brasil I Recife, 2019 Centro de Teologia e Ciências Humanas Licenciatura plena em História História do Brasil I Trabalho apresentado ao Prof. Dr. Tiago Da Silva Cesar como requisito parcial de avaliação do 1 GQ por Celly Monike Da Silva Nascimento. Recife, 2019 Fichamento comentado COUTO, Jorge. A construção do Brasil: ameríndios, portugueses e africanos, do início do povoamento a finais de quinhentos. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense, [2011]. p.123-299. • “(...) última década do século XV, caracterizada pela intensa competição luso- castelhana para obter a primazia no delineamento de uma rota marítima para o Oriente, (...) encontra-se na origem do complexo processo que conduziu, num primeiro momento, a divisão do mar oceano entre dois reinos (Tratado de Tordesilhas, 1494). (COUTO,2011, p.123).” [Havia uma verdadeira corrida pelo poder. Anteriormente ao Tratado de Tordesilhas, houve o tratado de Alcáçovas de 1479, celebrado entre os Reis Católicos e Castela Aragão, no qual a proposta do tratado era não manter comercio ou praticar corso sem ser a sua área. Já este novo tratado, incluía a partilha do Novo Mundo.] • “Pouco depois da confirmação daquele convenio, D. Afonso (1433-1481) aprovou a carta regia de 6 de abril de 1480, concedendo poderes ao príncipe D. João - que dirigia, desde 1474, os assuntos relacionados com a exploração da costa Ocidental.” (COUTO,2011, p.124) [Logo após ao fechamento do tratado, D. João subiu ao trono com vários direitos concedidos por D. Afonso. Ele procurou dar início a construções geopolíticas do Atlântico meridional, no qual sempre teve aptidões em alcançar as índias pelo Atlântico Sul, onde na expedição 1487-1488 foi confirmado o seu projeto.] • “Para que Portugal se pudesse empenhar decisivamente na expansão em direção ao Oriente, era necessário reafirmar a validade do Tratado de Alcáçovas de lusitana nas águas e terras a sul do Bojador.” (COUTO,2011, p.125) [A passagem do sul era extremamente atrativa aos lusitanos, no qual surgiu a necessidade da reafirmação da validade do tratado de Alcáçovas, com esta intensão o rei lusitano planejou o casamento entre D. Isabel e D. Afonso. ] • A partir desse acontecimento, Isabel e Castela (1474-1504) ficou em condições de conceder o prometido apoio de alcançar as índias pela rota do Atlântico Ocidental, cuja a concretização Cristóvão Colombo insistentemente lhe requeria. [Quando Bartolomeu Dias voltou de viagem, comprovando a ligação do Atlântico com o Índico, Colombo que estava em Portugal foi para o reino vizinho para concretizar seu projeto de chegar na índia pelo poente.] • “Da primeira viagem de Cristóvão Colombo (1492- 1493) resultou a descoberta de algumas ilhas das Bahamas e das Antilhas (...) considerado pelo navegador genovês como pertencentes a um grande arquipélago adjacente á Ásia e que formariam uma guarda avançada da sua principal unidade, o Cipango.” (COUTO, 2011, p.127) [Os descobrimentos de Cristóvão Colombo excitaram uma grande atividade diplomática entre Portugal, Castela e Roma. Portugal elaborou uma estratégia para obrigar os Reis católicos fazer negociações.] • “O Reis Católicos atuaram em duas frentes: em primeiro lugar, deliberaram impetrar à Santa Sé que explicitasse inequivocamente o seu direito às terras ocidentais e, em segundo lugar, decidiram enviar outra expedição para tornar efetiva a sua posse bem como tomar medidas preventivas de cariz naval.”(COUTO, 2011, p.129) [O rei de Portugal indicou a divisão do Atlântico em dois reinos, porém, o relacionamento entre os Reis Católicos e o rodrigo Borja facilitou a alcance de mais duas bulas papais.] • “(...) os Reis Católicos empenharam- se na formação de uma grande armada destinada a tomar posse das novas terras com a maior urgência, recomendando inclusive a Colombo que “não se detivesse uma só hora” (...) A segunda expedição de Colombo (1493- 1496) - a mais poderosa de todas as que comandou e à qual foi conferido um cariz fortemente militar.” (COUTO, 2011, p.132) [Havia uma grande preocupação dos reis católicos, quanto ao avanço das expedições lusitana, com o receio de chegarem em algum lugar desconhecido.] • “Com o objetivo de forçar os Reis Católicos a dotar uma solução mais consentâneas com os seus interesses, o rei de Portugal não só recusou o convite para integrar a Liga Santa contra a França (Aragão, Castela, Papado e alguns principados italianos), como concedeu tacitamente apoio as reivindicações italianas da Carlos VIII, ordenando, nomeadamente aos seus embaixadores, que estavam em Roma para prestar obediência ao pontífice(...) (COUTO,2011, p.134) [Os Reis Católicos e a Igreja por meio das bulas papais, retirou o domínio Lusitano no Atlântico Sul.] • “(...) em 1494, quando receberam Antônio de Torres, a quem Colombo encarregara de lhes transmitir informações e de lhe entregar um memorial sobre el suceso de su segundo viaje a las Indias. Através deste importante documento, datado de 30 de janeiro desse ano. O Almirante do Mar Oceano garantia que as ilhas encontradas – na primeira e na segunda viagens (Guadalupe, Porto Rico e Jamaica) - pertenciam ao “príncipe perfeito”.” (COUTO,2011, p.135) [Este documento foi de extrema relevância, pois garantia que as ilhas encontradas pertenciam ao “princípio Oriente”. No qual, também convenceram os Reis Católicos que realmente tinham chegado no “Oriente e as extremas partes da Índia superior”, possuindo os mais valiosos objetos. Com esta informação trazida por Colombo, acalmou os Reis Católicos que continuou as negociações os portugueses.] • A parte lusitana concordou com a substituição do paralelo das Canárias por uma “raia”, mas exigiu o seu afastamento para 370 léguas, alegando o que esse era o espaço marítimo indispensável de que necessitava os navios oriundos da costa africana, de Cabo verde da Madeira e dos Açores para efetuar a viagem de regresso ao reino, não tendo aceite as contrapostas castelhanas. (COUTO,2011, p.136) [Os lusitanos aceitaram passivamente a substituição do paralelo das Canárias por uma “raia” incluindo um afastamento de 370 léguas, utilizaram como argumento a necessidade de contornar a África, para evitar as problemáticas encontradas na costa da África.] • “Ao sustentar a candidatura de D. Manuel, os Reis Católicos visariam a colocar no trono de Portugal um primo coirmão da rainha Isabel que, reconhecido pelo apoio prestado, adotasse uma política mais favorável aos interesses castelhanos- aragoneses, quer no domínio das questões internacionais, principalmente no sentido de conseguir um distanciamento na aproximação luso- francesa estabelecida por Luís XI e D. Afonso V e prosseguida pelos respectivos legatários, quer no âmbito das relações bilatérias. (COUTO,2011, p.138) [A rainha Isabel e Fernando por meio da posição que eram encontrados, buscou possuir influencias dentro do reinado Português, para enfraquecer as influências do “príncipe perfeito” na região lusitana.] • “(...)depois de discutirem a realização do casamento da sua filha mais velha, D. Isabel, com D. Manuel que os Reis Católicos assinaram, a 5 de junho, as procurações que concediam poderes aos seus representantes (...) parafirmarem os tratados com Portugal, assinados em Tordesilhas a 7 do mesmo mês, tendo sido ratificados por Isabel e Fernando, em Arevalo, aa 2 de julho, e por D. João II, em Setúbal, a 5 de setembro.” (COUTO,2011, p.140) [A conclusão das negociações resultou no Tratado de Tordesilhas, no qual dividiu o mundo na posse de Portugal e a Espanha.] • “Estes dados levaram muitos autores a defender que a atitude do rei foi motivada ela preocupação de se reservar para Portugal os territórios situados no ocidente austral (Brasil) de quem tinha conhecimento positivo.” (COUTO,2011, p.140) [Muitos historiadores afirmam que o D. João II cedeu a tantas exigências, por que já possuía o conhecimento das terras existentes.] • “No decurso das operações de sistemática prospecções dos condicionalismos físicos do ocidente do Atlântico austral terão sido encontrados indícios (voo de aves, alterações na coloração das águas oceânicas, distritos vegetais e eventualmente, objetos) que levantaram fundadas suspeitas sobre a existência de terras austrais, muito provavelmente ao largo trecho da chamada costa leste- oeste brasileira (...)” (COUTO,2011, p.144) [Durante as viagens encontraram indícios do que seria as terras brasileiras.] • “O fato de D. João II e D. Manuel, contrariamente aos Reis Católicos, nunca terem tomada uma única iniciativa no sentido de dar cumprimento à cláusula referente à organização da viagem conjunta destinada a fixar o meridiano de demarcação(...)” (COUTO,2011, p.150) [Chegar nas terras astral, não era a principal intensão dos lusitanos, sua prioridade era chegar na Ásia, entretanto, viram a necessidade de investir também nas terras brasileiras.] • “As estruturas das naus conferiam-lhes uma acrescida capacidade de resistência em face das violentas tempestades que ocorreram com frequência no Atlântico austral na latitude aproximada de 37%, altura da montagem da extremidade meridional de África (o cabo das Agulhas, situado em 34 50’S) pelo largo.” (COUTO,2011, p.153) [A arte náutica era uma grande habilidade dos lusitanos, foi o que facilitou todas expedições bem-sucedida, de meses a anos no mar, resistindo as violentas tempestades. Neste caso as Naus estava sendo testada para substituir as caravelas, eram mais lentas, porém, possuíam uma maior resistência. Foi utilizada pela primeira vez pelo Vasco da Gama para cruzar o Atlântico Sul.] • “A 12 de julho, dois dias após o acontecimento, o Venturoso apressou-se a escrever a Isabel e Fernando para comunicar-lhes o feliz sucesso da empresa, não esperando sequer pela chegada do comandante da expedição. (...)a implantação portuguesa no Oriente iria deparar-se com significativas dificuldades devido a existência de uma numerosa e influente comunidade mulçumana que controlava redes índicas(...)” (COUTO,2011, p.170-171) [A grande pressa de Isabel e Fernando, revela a ânsia de manter um monopólio na rota para a índia. Sobretudo, encontraram muitas dificuldades com a comunidade mulçumana que controlava todo o comercio da região.] • “Os resultados alcançados por Vasco da Gama convenceram os Reis Católicos a ignorar definitivamente o exclusivo concedido a Colombo, autorizando a celebração de capitulações com outros candidatos pretendessem efetuar explorações nas paragens ocidentais em busca da Ásia. (COUTO,2011, p.172) [Os Reis Católicos quando tiveram acesso à informação dos sucessos do Vasco da Gama, perderam total confiança nos relatos do Cristóvão Colombo perdendo exclusividade na exploração do ocidente.] • “Por carta Régia de 15 de fevereiro de 1500, o soberano nomeou para o cargo de comandante da frota Pedro Alvares de Gouveia (Cabral), (...)” (COUTO,2011, p.173) [Para obter mais sucesso o D. Manuel mandou Cabral por ter experiencia na diplomacia.] • “A 22 de Abril toparam, pela manhã, “com aves, a que chamam furabuchos... e, a horas de vésperas (entre as 15 horas e o sol- posto),” tiveram “vista de terra, isto é, primeiramente d’ um grande monte, mui alto e redondo, e d´outras serras mais baixas a sul dele e de terra chã com grandes arvoredos, ao qual monte alto o capitão pôs o nome monte pascoal e à terra e a Terra de Vera Cruz.” [Após dias ao mar, passando por inúmeras situações encontraram um lugar seguro para desenvolver toda a estratégia planejada, devolveram os cativos e desembarcaram os degredados para manter um relacionamento com os indígenas, se apropriarem de sua língua e costumes, a primeiro momento trocaram alguns objetos. No domingo armaram a coroa vermelha, e celebraram a primeira missa com a presença de duzentos tupiniquins, sendo guiada pelo Frei Henrique.] • “O debate em torno da intencionalidade ou causalidade do descobrimento do Brasil pela segunda armada da Índia constitui um diz temas mais polêmicos dadas historiografias das explorações geográficas quatrocentistas. (...) A publicação e tradução, no século XIX, dos documentos produzidos por três membros da expedição cabralina motivaram vários estudiosos e debruçar-se sobre o problema” (COUTO,2011, p.181-182) [Historiadores contemporâneos afirmam que Cabral não aportou aqui por acaso. Entretanto, há varias teorias que afirmam a causalidade ou a intencionalidade, os que apontam a causalidade argumentam que o fato de estarem procurando algo justifica a nomenclatura, por outro lado os que defendem a “intencionalidade”, afirmam que Cabral não tomou atitudes ao decorrer das viagens por espontânea vontade mais pela ordem do coroa, no qual mantinham o conhecimento sobre as terras brasileiras em confidencialidade por um ano.] • “Ao receber as notícias sobre a descoberta da grande terra firme austral – cujas estremas setentrional e meridional eram desconhecidas - D. Manuel apercebeu-se que, para além de ter batido os Reis Católicos na corrida pela chegada ao Oriente (1499) , acabava de abrir uma nova frente de competição com Castela, desta vez no hemisfério ocidental (1500). (...) Terá considerado, então, mais adequado devido às prioridades em assegurar a sucessão do trono (negociação para o seu casamento com a infanta D. Maria) (...)” (COUTO,2011, p.204) [D. Manuel quiz ser o mais discreto possível, em relação as informações sobre as terras austral, para não ficar malvisto pelos castelhanos, pois, concorrer as terras do hemisfério sul seria uma provocação.] • “Uma das consequências da viagem de 1501-1502 consistiu em reforçar a noção de continentalidade da terra firme ocidental que já ganhara consistência na corte manuelina no decurso de 1501, como mostra o fato de, em 18 de outubro desse ano, Pedro Pasqualigo, embaixador de Veneza regressar da Terra Nova (Canadá), acreditavam na continuidade da ‘quarta parte "do Mundo desde a região glacial até a terra dos Papagaios.” (COUTO,2011, p.206) [Por muito tempo acreditou-se que o Brasil era uma ilha, neste período as expedições fizeram-se perceber que a sua dimensão era bem maior. A primeiro momento as informações não foram divulgadas e mas modificadas para não chamar a atenção de Castela] • “As notícias sobre o projeto português de construir uma feitoria na Terra De Santa Cruz foram conhecidas em Castela nos inícios de 1503, tendo sido, no entanto erroneamente interpretadas como destinando-se a Pátria. (...) responsável pela espionagem em Portugal, de recolher elementos pormenorizados sobre o assunto (...)” (COUTO,2011, p.208) [A construção de feitorias chamou a atenção dos Reis Católicos, que suspeitaram do não cumprimento do tratado por parte dos lusitanos, para desviar a atenção D. Manuel colocou terceiros para exploração do novo mundo] • “(...) Dá que se tenha chegado à conclusão de que a solução mais rentável consistiriaem edificar uma feitoria, cuja guarnição deveria obter a colaboração dos indígenas para o abate e preparação das arvores (...) A 10 de junho de 1503 zarpou de Lisboa segunda armada de Gonçalo Coelho, constituída por seis navios, que tinha como dois objetivos prioritários o de construir uma feitoria na Terra de Santa Cruz.” (COUTO,2011, p.210) [Em meio a esta duplas explorações, o mais viável para manter o controle das terras brasileiras foram as feitorias. A exploração do pau Brasil e a exportação era muito trabalhosa e todo o processo levava muito tempo, tornando pouco lucrativo. Também pensando no lucro, utilizaram das habilidades indígenas com a agricultura, no qual plantavam, cortavam e armazenavam até a chegada dos portugueses que rapidamente enchia os navios e voltava rápido para a Europa. A primeira feitoria foi em Cabo Frio, depois para Pernambuco melhorando o acesso e outros motivos positivos.] • “(...) de que Castela tinha o direito a territórios situados na região austral, levaram Fernando de Aragão a celebrar com aquele navegador, em novembro de 1514, uma capitulação que o incumbia de descobrir, de forma muito secreta, as terras que se encontrassem a sul da linha de demarcação e de procurar uma ligação marítima com o Oriente.” (COUTO,2011, p.216) [A presença dos Castelhanos nas terras austral que tinha por direito as terras do sul ameaçou a dominação dos portugueses, como também fez refletir a segurança dos navios. Em meio a isto, D. Manuel investiu em capitanias de “Mar e terra”, para expandir o domínio português.] • “Os governantes lusos chegaram à conclusão, no final da década de trinta, de que a única medida capaz de neutralizar a ameaçadora presenças francesa no Brasil e de conter a penetração espanhola no Prata residia na criação de núcleos populacionais ao longo no litoral. (...) Apesar do empenhamento colocado na concentração do projeto, quer por câmara, quer por Jaques, D. João III recusou as propostas privadas de colonização do Brasil.” (COUTO,2011, p.228) [O plano de criar capitanias no mar não foi muito eficaz para evitar a presença de estrangeiros, uma outra alternativa era Portugal ocupar efetivamente o Brasil. Entretanto, D. João III não compactuou com a proposta de colonização no Brasil.] • “A Marfim Afondo de Sousa foram fixados diversos objetivos: efetuar um aprofundado reconhecimento do litoral, do Amazonas ao Prata; proceder ao assentamento de padrões em locais estratégicos da “Costa do Ouro e da Prata”, que abrangia sensivelmente a região localizada entre São Vicente e o rio de Santa Maria; apresar todos os navios encontrados na “Costa do Pau-Brasil”, que compreendia aproximadamente a área situada entre o cabo Branco (Paraíba) e a baía de Guanabara; procurar descobrir metais preciosos; efetuar experiencias agronômicas e fundar povoações litorâneas.” (COUTO,2011, p.229) [Com o mal sucesso de algumas capitanias, o rei lusitano viu a necessidade de um governador geral, nomeando Martim Afonso de Sousa como Governador da Terra do Brasil. Foi para o Brasil com vários objetivos, impedir a penetração dos franceses nas terras lusitanas, ir em busca de metais preciosos com a ajuda de chefes indígenas e outros. Contudo, construiu várias inovações nas terras brasileiras, como a primeira cidade com a povoação de lusitanos em São Vicente, e investiu também nas plantações agrícolas, em especifico a cana de açúcar.] • “A condição fundamental para o rei conceder uma capitania- donataria no Novo Mundo lusitano residia na obrigatoriedade dos beneficiários assegurem a totalidade do financiamento da empresa colonizadora. (...) Apesar de o monarca ter dado a entender, em setembro de 1532, que já teria procedido a atribuição de capitanias-donatarias, o fato é que a concretização desse processo somente se iniciou bastante mais tarde. No período compreendido entre 10 de março de 1534 e 28 de janeiro de 1536, o piedoso concedeu doze capitanias-donatarias, divididas em quinze lotes, a doze titulares (...) A capitanias- donatarias eram hereditárias, inalienáveis e indivisíveis e estavam sujeitas a regras especiais de sucesso dentro da mesma família (...)” (COUTO,2011, p.239-243) [As capitanias eram bancadas pelos seus donatários, no entanto, tudo que era encontrado pertencia a coroa, além do pagamento do tributo. Contudo, mesmo com tantas exigências, os donatários possuíam alguns privilégios, como a hereditariedade das terras, pensões dos tabeliões e outros. Dentro da capitania eram responsáveis pelas questões civis e criminal.] • “São Vicente e Pernambuco eram as únicas capitanias-donatarias onde, apesar das dificuldades, se verificam notórios avanços no cultivo do solo e na fundação ou crescimento de núcleos populacionais, embora os seus moradores também fossem alvo de investidas por parte de alguns grupos tribais e hostis.” (COUTO,2011, p.248) [Alguns pontos cruciais contribuíram para a falta de sucesso nas demais capitanias, como a resistência indígena, impedindo a penetração lusitana, ataque dos castelhanos, ausência de recursos, conflitos entre colonos e ausência de cultivo de gêneros alimentícios. Pernambuco e São Vicente que se destacaram positivamente nesses pontos. Apesar dos pontos negativos este sistema contribuiu para a expansão lusitana no Brasil.] • “Os regimentos régios reduziram substancialmente os poderes conferidos pelo soberano aos capitães- governadores e criaram um novo quadro instrucional que reservava á Coroa um papel muito mais interveniente no governo Brasil. (...) dispondo de poderes quase absolutos nos domínios militar, judicial, econômico e o administrativo. Com a criação do governo-geral, ficaram sujeitos à atividade fiscalizadora do representante do rei (...)” (COUTO,2011, p.256) [O D. João III, manteve a capitania mais adquiriu um novo sistema, o Governo geral que se reportava diretamente com a coroa, possuindo uma estrutura jurídica, militar e fiscal. Neste momento o poder dos donatários ficou limitado, e o cargo só era exercido por quem possuía uma ligação direta com o rei.] • “Os motivos que terão levado D. João III a optar pela Bahia estariam relacionados com o abandono a que se encontrava votada devido á morte do seu titular de muitos dos seus companheiros em combate com os tupinambás, com as excepcionais condições que proporcionava para a ancoragem de grandes frotas e, finamente, com o posicionamento geográfico relativamente central que facilitava a inspeção e as operações de socorro ás povoações do território então integrado na Província de Santa Cruz.” (COUTO,2011, p.261) [A Bahia foi escolhida para ser a capital do governo geral, o herdeiro donatário foi indenizado, pois Tomé De Souza foi nomeado capitão da Bahia e governador geral do Brasil. A primeira coisa que ele fez foi criar uma sede em Salvador no alto de uma colina. Como governador geral possuía muitas responsabilidades e supriu a maioria delas, abriu caminhos, construí-o um recôncavo Baiano, fez buscas por jazidas no Rio são Francisco, inspecionou e fortificou muito bem as capitanias, entre outras demais coisas. Em 1553 mandou uma carta para ao Rei pedindo para sair do cargo.] • “Superior dos jesuítas fundou, a 29 de agosto de 1553, a aldeia de Pitatinga, cuja chefia a Marfim Afonso Tibiriçá iniciou a catequese dos aborígenes, criou uma Escola de Meninos, entregando a sua direção ao irmão Antônio Rodrigues, e batizou solenemente, nessa ocasião, 50 catecúmenos, encarando-os de construir uma igreja e um colégio. A 25 de janeiro de 1554, o padre Manuel de Paiva, superior do grupo de jesuítas enviado por Nobrega em missão a Piratininga, celebrou a primeira missa no rudimentar templo da taipa do Colégiode São Paulo. (COUTO,2011, p.266) [Diferentemente dos anteriores governadores gerais, Nobrega queria catequizar os indígenas, e se aproximar mais dele foi aí então que subiu para o planalto, e criou a escola de meninos.] • “O segundo governador geral do Brasil, embrenhado de conflitos com uma parte de autoridades civis e eclesiásticas, não reagiu à criação da França Antártica em terras Brasílicas. (...) levaram D. João III a tomar a decisão de o substituir por Mem de Sá [que] atribuiu prioridade à resolução de problemas internos(...)” (COUTO,2011, p.273) [Mem de Sá veio com a missão de restabelecer ordem na capital, de manter a unidade religiosa e territorial no solo brasileiro. Neste período havia uma grande guerra diplomática com os franceses, que vinham cada vez mais ocupando território. Mem de Sá pediu ao rei para mandar reforço para expulsar os gauleses do Brasil. Com tudo planejado Mem de Sá recebeu informações, receberam reforços e conseguiram destruir o reforço francês] • “Depois da partida da esquadra de Mem de Sá, um certo número de franceses regressou a Europa, enquanto outros, que permanecem no Brasil, edificaram, conjuntamente com os tamoios, redutos fortificados em Urucu- Mirim (morto Gloria) e em Paranapuã, a maior ilha da baia da Guanabara, onde abasteciam de mercadorias os navios normandos e bretões que continuavam a frequentar aquela região, forneciam armamento aos nativos e organizavam ataques de supressa a povoações portuguesas.” (COUTO,2011, p.278) [Era muito comum as tribos indígenas se unirem a estrangeiros contra seu colonizador, foi o que ocorreu neste momento, no qual foi uma problemática a ser enfrentada. Para resolver este problema teriam que ocupar a região fluminense e conseguir a confiança dos indígenas.] • “ As tarefas da colonização como o desbravamento de terras, construção e fortificações e dos mais variados tipos de edifícios, as acrescidas exigências de fornecimento de mantimento para a subsistência dos novos habitantes (roças, caça e pesca), bem como a cultura de cana-de-açúcar, implicavam a existência de um elevado número de braços, fato que, atendendo à insuficiência dos recursos demográficos lusitanos no século XVI, tornou a imprescindível a utilização da mão de obra indígena.” (COUTO,2011, p.288) [O sistema escravocrata era baseado na exploração indígena, mantida por prisioneiros de tribos aliadas aos portugueses. Entretanto, dentro da cultura indígena, quem possui habilidades com a agricultura era as mulheres, tornando mais difícil a colaboração dos cativos. Posteriormente, foi usado os “saltos”, onde capturavam indígenas mesmo sendo de tribos aliadas. Com a opressão indígena, por meio da escravidão e imposição a religião e costumes lusitanos, fez com que ocorresse uma resistência indígena, com vários ataques, o Portugueses respondeu a esta resistência com violência exacerbada.] • “O Objetivo de incrementar a presença portuguesa no Novo mundo, cuja extensão territorial era imensa, (...) Por carta Régia de 16 de dezembro de 1572 foram nomeados governadores Luís de Brito e Almeida e o doutor Antônio de Salema, respectivamente, da banda do Norte, com o capital na cidade do Salvador da Bahia englobando os territórios situados até o extremo meridional da capitania de lhes, e da banda do sul, com sede na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, que abrangia o espaço compreendido entre a capitania. De porto Seguro, inclusive, e o limite meridional do Brasil.” (COUTO,2011, p.298) [D. Sebastião ao perceber a grande imensidão do Brasil, e com a morte do substituto, dividiu o Brasil em Sul (São Vicente) Norte (Bahia). A duplificação gerou várias inconveniências, no governo posterior nas regências de Lourenço da Veiga, reunificou novamente o governo.]