Agente do Negócio Jurídico
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Agente do Negócio Jurídico


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Agente do negócio jurídico


Introdução



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Código Civil regula as relações do agente dentro do negócio jurídico

Inicialmente, iremos abordar o que seria um agente dentro de um negócio jurídico, quais posições ele pode adotar, assim como quais suas implicações e consequências jurídicas.

Dessa forma, temos que para que exista um negócio jurídico, trona-se necessário que exista um agente e o mesmo declare que existe vontade de realizá-lo, seja através da via jurídica considerável ou a de uma criança.

Outro ponto bastante importante, é o fato de que precisamos realizar uma análise da capacidade desse agente, em que deve passar pelo plano da existência, assim como o da validade do negócio jurídico, que nos permite afirmar se o negócio jurídico é válido ou inválido.

Ao observarmos o Código Civil, em seu artigo 104, irá ser tratado da questão da validade do negócio jurídico, o qual irá requerer um agente da paz. Portanto, essa temática irá nos remontar a todas as capacidades de gozo e de exercício que as pessoas, sejam elas naturais ou jurídicas, podem exercer. Além disso, faremos uma rápida investigação do que seria a legitimação do agente, a qual não é considerada genérica, mas sim específica em sua relação de cunho particular.


Capacidade

Primeiramente, iremos partir do pressuposto da incapacidade, pois, nela existe apenas como uma forma de exceção à regra, ocorrendo somente no âmbito de exercício dos direitos, em que todas as pessoas são naturais dotadas de plena capacidade de gozo. Logo, quando analisamos os incapazes, estamos diante de uma situação em que esses têm sua vontade completada ou substituídas através de um instituto de representação.

Já quando tratamos da capacidade de pessoas jurídicas, teremos que essas não poderão agir em desacordo com suas finalidades estatutárias, em que, por isso, sofrem algumas restrições de forma geral, como o fato da incapacidade de gozo relacionado ao tocante dos direitos de família, além de restrições consideradas especiais, como seria o caso que está vinculado com a classe a qual a pessoa jurídica pertence. Com isso, teremos que para que um negócio seja totalmente validado , a capacidade deve ser aferida no momento do ato.


O que seria legitimação?

Temos que a capacidade é considerada uma competência natural da pessoa para que se possa praticar determinados tipos de atos, a legitimação surge como for de ser uma competência específica, a qual depende da relação, de cunho particular, do objeto do negócio com o sujeito.

É necessário que percebamos que as posições da pessoas frente a determinadas situações que foram criadas fora de sua capacidade podem ser estabelecidas de acordo com o artigo 1647/CC, em que afirma que nenhum dos cônjuges pode alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis, sem que haja uma autorização do outro.

Por conseguinte, vamos perceber que o Código visa listar diversas limitações para o agente do negócio, que são específicas para os cônjuges de um regime considerado de comunhão de bens. Porém, isso não implica no fato de que a capacidade geral de ambos de realizar um negócio jurídico seja interferida, mas, referindo-se apenas a atos específicos, fazendo com que não seja tratado de acordo com uma aptidão genérica, que seria a capacidade, mas uma aptidão específica.


Considerações finais

Podemos observar que a principal finalidade negocial ou de ordem jurídica está exposta no propósito de adquirir, conservar ou até mesmo extinguir direitos, sendo que sem essa intenção, tal manifestação de vontade poderá vim a desencadear determinado efeito que foi estabelecido, previamente, dentro do ordenamento jurídico, em que o agente irá praticar um ato jurídico, o qual dependerá de manifestação de vontade tendo em vista uma finalidade negocial, com intenção de produzir os efeitos citados.

Por conseguinte, como foi visto, o negócio jurídico terá validade quando atender os requisitos de: agente capaz, menores de dezesseis anos serão considerados incapazes, além dos enfermos ou que possua deficiência mental, ou até mesmo aqueles em que não seja possível obter vontade pois os mesmos não conseguem exprimí-la.

Por fim, a incapacidade para os menores irá cessar quando houver a concessão dos pais, ou pelo menos de um deles, além disso, cessa com o casamento, exercício do emprego público efetivo, colação de grau em nível superior, estabelecimento civil ou comercial.



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O casamento que envolva menor, cessará sua incapacidade