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Benfeitoria

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Benfeitoria


Introdução



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Representação dos tipos de benfeitorias

Inicialmente, iremos abordar o que seria a benfeitoria, do ponto de vista jurídico, além de procurar estabelecer quais são suas respectivas características, sua definição, aplicabilidade, importância dentro das relações sociais e como do Direito Civil regula essas relações.

Dessa forma. temos que a benfeitoria é caracterizada como sendo uma obra que é realizada pelo homem na estrutura de uma coisa de acordo com o propósito de conservá-la, ou de torná-la mais bela. Logo, não existe a benfeitoria natural, todas as benfeitorias existentes são consideradas artificiais e são trabalhadas dentro do corpo da coisa principal, portanto, não existe aumento do bem, que é totalmente diferente da acessão, a qual além de aumentar é considerada um modo de aquisição da propriedade.


Como o Código Civil trata sobre a temática da benfeitoria?

Temos que o Código Civil trata a benfeitoria em seus artigos 96, 97, 1219, os quais irão explicitar tudo aquilo que é necessário para sabermos de qual forma ocorre a benfeitoria.

Logo, no artigo 96, existe uma explicitação da benfeitorias, as quais podem ser voluptuárias, úteis ou até mesmo necessárias, em que essa voluptuariedade é baseada em um recreio que não tenha a intenção de aumentar o uso habitual do bem, mesmo que o tornem mais agradável, ou seja, elevando o valor. Além disso, existe também a questão de que essa benfeitoria é útil quando conseguem aumentar ou facilitar o uso desse bem.

Por conseguinte, dentro do artigo 97, vamos poder analisar que não será considerado as benfeitorias que visam os melhoramentos ou até mesmo os acréscimos que são sobrevindos ao bem sem que haja a intervenção do proprietário ou detentor.

E, por último, o artigo 1219, explicita que o possuidor de boa-fé terá direito à indenização das benfeitorias e úteis, assim como em relação as voluptuárias e, caso não sejam pagas, poderá exercer o direito de retenção pelo valor das benfeitorias necessárias e úteis.


Quando ocorre as benfeitorias com direito à indenização e sem indenização?

Quanto tratamos de benfeitorias, temos que existem duas divisões principais, as quais estão relacionadas com o direito à indenização e sem direito à indenização.

Ao tratarmos do direito a indenização, estamos nos referindo a um contrato de locação em que consta a cláusula expressa que prevê o direito à indenização das benfeitorias ou construções que serão realizadas, logo, os valores que serão disponibilizados para esse fim, serão depreciados a uma taxa que é estabelecida.

Já quando há uma benfeitoria em que não há direito à indenização, estamos nos referindo ao fato de que existe um contrato que prevê que, quando efetuado todas as construções ou benfeitorias, o locatário não irá poder reclamar sobre a indenização dos gastos efetuados, fazendo com que os referidos gastos poderão ser amortizados, obedecendo-se o prazo de vigência que é estipulado dentro do contrato.


Ponto positivo e negativo previstos no Código Civil acerca da “norma aberta”



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Código Civil é responsável por realizar a regulação das relações de benfeitorias

Quando analisamos o artigo 96, veremos a referência a “norma aberta”, que seria justamente aqueles casos em que a lei visa traçar diretrizes para que se consiga chegar a uma determinada conclusão dentro do caso concreto, considerando-se, sempre, as peculiaridades do caso.

Desse modo, temos que não é possível que seja determinado reformas estruturais que visem considerar benfeitorias necessárias, mas sim que seriam necessárias conservar os bens ou evitar que se deteriore. Logo, isso implicaria no fato de que se determinada pessoa realizou uma reforma de um telhado, por exemplo, o qual estava desabando, conseguiu realizar benfeitoria, enquanto que se outro indivíduo apenas trocou o telhado por outro tipo, fez apenas uma benfeitoria voluptuária.

Já quando estamos nos referindo ao ponto negativo, estamos partindo do pressuposto de que quando tratamos da benfeitoria voluptuária, estamos nos referindo a um embelezamento, não perdendo seu caráter por tornar a coisa mais valiosa, porém, o que realmente irá importar é que ela não tem utilidade além desse embelezamento. Contudo, quando se exposto vocábulos como recreio e deleite, dentro do ordenamento jurídico, acabam por nos remeter à lazer, levando o intérprete e os estudiosos a julgarem as benfeitorias entrelaçadas ao lazer como voluptuárias e não mais como sendo úteis.