Condição da Ação
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Condição da Ação


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Condição da ação

Introdução

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Representação de decisão judicial em detrimento de ações de civis e pessoas jurídicas

Primeiramente, iremos conceituar o que seria as condições da ação, natureza jurídica e espécies. Logo, condições da ação seriam requisitos processuais que são considerados essenciais para que haja a regulação do trâmite processual, além do eventual julgamento do mérito.

Dessa forma, com a ausência de qualquer que seja a ação, iremos ter a possível carência da ação, causa de extinção do processo em julgamento, como está disposto no artigo 267, inciso VI do Código de Processo Civil de 1973, em que essa regra vem sendo mitigada pela chamada Teoria da Asserção.

Durante o discorrimento do texto, iremos tratar, em especial, acerca do tratamento dado à matéria pelo novo Código de Processo Civil, assim como o tratamento do encerramento do problemas doutrinários que surgem a partir das teorias já mencionadas.

Conceituação da ação

Temos que as condições de ação são requisitos processuais essenciais para que haja a regulação do trâmite processual e eventual julgamento do mérito.

Se ao acaso ocorrer de existir uma ausência de qualquer uma das condições relacionadas às ações, iremos ter uma carência da mesma, que seria a causa de extinção do processo em que não há julgamento de mérito, como é previsto pelo artigo 267, inciso VII, do Código de Processo Civil de 1973. Porém, é necessário que notemos que essa regra foi desenvolvida pela teoria da asserção.

Diante disso, temos que a Teoria Geral do Processo costuma compreender as condições da ação como sendo uma categoria fundamental do processo moderno, em que se localiza entre os pressupostos processuais e está de acordo com o mérito da causa. Logo, costumamos compreender e entender, no que diz respeito ao Processo Civil, que existem condições da ação que agem como se fosse um feixe composto por três institutos, que seriam a legitimidade, ad causam, o interesse de agir e a possibilidade jurídica do pedido.

O que seria a legitimidade ad causam?

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Exemplificação do que seria a legitimidade no Direito

Por definição, a legitimidade ad causam nada mais é do que a possível pertinência de caráter subjetivo da ação, em outras palavras, seria a qualidade expressa em lei que visa autorizar o sujeito (autor) a invocar a tutela jurisdicional. Logo, o réu será aquele que estará em oposição ao autor

Para que possamos compreender de uma forma mais eficiente o que seria os interesses de agir, que estão presentes no terceiro artigo do Código de Processo Civil de 1973, iremos destrinchar três acepções que são distintas: necessidade, utilidade, adequação.

Na necessidade iremos observar que há a tradução da ideia de que somente o processo seria um meio hábil para a obtenção do bem da vida, o qual é almejado pela parte. Por outro lado, na utilidade, existe uma significância acerca de que o processo deve propiciar, pelo menos em teoria, algum tipo de proveito ao demandante. De outro modo, a adequação se caracteriza como o fato de que a parte que deve escolher a via processual que seja mais adequada aos fins que se busca alcançar.

Dessa forma, boa parte da doutrina tem a tendência de produzir críticas sobre esta última acepção presente no interesse de agir, em que Fredie Didier Jr. afirmava que todo o procedimento seria análogo a uma espinha dorsal presente na relação jurídica processual. em que o processo, em suas características formais, seria o procedimento. Logo, Didier Jr., explicitava que o que se chamava de exame da adequação do procedimento, na verdade, seria um exame da sua validade, não dizendo respeito, em nada, ao exercício do direito de ação.

Com isso, não existiria erro na escolha de um procedimento que não fosse corrigido, mesmo que esses procedimentos, indevidamente escolhidos, sejam discrepantes daqueles que se reputa o correto, Outrora, podemos citar como exemplificação o fato de que se não existir um mandado de segurança, o magistrado poderia determinar a emenda de uma petição inicial para que o autor providencie a adequação do instrumento da demanda ao procedimento considerado correto. Logo, ressalta-se, que não existe no inciso de número V, do artigo 295, que expressamente venha determinar uma possível postura do magistrado, no sentido que foi apontado no texto, sobrando a rega da instrumentalidade das formas, que estão previstas nos artigos 244 e 250 do Código de Processo Civil, o qual visa impor o aproveitamento dos atos processuais, quando houver erro de forma.