Consórcio Privado
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Consórcio Privado


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Consórcio privado


Introdução



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Diagramação de como funciona o consórcio e suas derivações

Incialmente, iremos estudar sobre o consórcio privado, que está dentro dos consórcios públicos, e por isso são denominados de “consórcios públicos de direito privado”, se eles integram a administração indireta, e suas aplicações no Direito.

Diante disso, com a promulgação da Lei 11.107/2005, denominada de “Lei dos Consórcios Públicos”, todas as discussões acerca da posição adotada pelo consórcio público que tinha como regime jurídico o direito privado, estava estruturado dentro da Administração Pública, a qual tinha ocorrido nos meios doutrinários e acadêmicos.



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Explicitação da Lei 11.107/2005


Caracterização dos consórcios públicos

Logo, é imprescindível que se esclareça que os consórcios considerados públicos são caracterizados como sendo associações que são formadas por pessoas jurídicas e políticas, como seria o caso da União, dos estados, Distrito Federal e dos municípios, sendo necessário uma autorização legislativa para que fosse possível uma gestão associada de serviços públicos.

Dessa forma, ao analisarmos os artigos 1, parágrafo primeiro, presente na Lei dos Consórcios Públicos, iremos perceber que os consórcios serão considerados associações públicas, se forem dotadas de natureza jurídica de direito público ou até mesmo de “pessoas jurídicas de direito privado”. Logo, o artigo 6, parágrafo primeiro, presente na mesma lei, retira todas as dúvidas sobre os consórcios públicos de direito público ou associações públicas, os quais integram, diretamente, a Administração Indireta de todos os entes consorciados, fazendo com que os legisladores não se preocuparam com o esclarecimento absoluto da posição do consórcio considerado público de direito privado, dentro da estrutura administrativa, muito menos com sua natureza jurídica.


Artigos que baseiam a conclusão de verificação de características da lei de consórcios

Mesmo sabendo que há a omissão legislativa, é possível que cheguemos a conclusão ao analisarmos a verificação das características que a lei confere aos consórcios públicos de direito privado. Quando nos debruçamos sobre o artigo 6, parágrafo segundo, presente na mesma lei, está explícito que se deve aplicar aos consórcios de direito privado todas aquelas normas de direito público que são relativas a licitações, prestações de contas e admissão pessoal, em que, essa última, será normativamente abrangido pela consolidação das leis trabalhistas (CLT).



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Consórcios públicos são regidos pela CLT

Dessa forma, podemos observar que essas características exorbitam da natureza relativas as pessoas jurídicas comuns que são do setor privado e, por isso, são destinadas a observarem os princípios da Administração Pública, como aborda o artigo 37, caput, da Constituição Federal. Logo, tais pessoas jurídicas de direito privado, que são nomeadas pela lei, devem possuir observância aos pilares que sustentam a Administração Pública, sendo considerado a supremacia do interesse público e a indisponibilidade do interesse público, assim como aos demais princípios administrativos que são explícitos e implícitos.

Além disso, iremos perceber que o consórcio público, o qual é instituído por diversos entes políticos, mediante lei de cada um, como está expresso no artigo 5, caput, e que, naturalmente, irão se destinar a perseguição de objetivos de interesse comum, que são normalmente alcançados através da prestação de serviços públicos, sejam eles de sentido estrito, como seria o caso de serviços públicos determinados legalmente, como em sentido mais amplo, que seriam quaisquer atividades de interesse social.

Diante disso, temos que as atividades dos consórcios públicos não irão se restringir à prestação material desses serviços, fazendo com que haja autorização legal para que o consórcio lance mão de prerrogativas que são capazes de garantir a prestação final eficaz dos serviços públicos a cuja efetivação se destina.

Por fim, quando tratamos da prerrogativa do inciso I, presente no artigo segundo, décimo parágrafo, iremos perceber que todos os consórcios que sejam considerados públicos, mesmo aqueles de direito privado, serão autorizados a receber dinheiro público das entidades governamentais sem que haja nenhuma observância ao procedimento dos artigos 26 a 28 que está expressa na Lei de Responsabilidade fiscal, a qual trata, justamente, da destinação de recursos par ao setor privativo.