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Norma Incriminadora

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Norma incriminadora


Introdução

Inicialmente, iremos estudar sobre o que seria uma norma incriminadora, assim como iremos analisar de que forma ela se manifesta e quais são suas principais características.


Considerações iniciais

Temos que o Direito Penal é formado por um conjunto de normas jurídicas cuja função primordial consiste na proteção subsidiária de bens jurídicos, em que a lei penal tem como conteúdo uma norma que pode ter características proibitiva ou mandamental, permissiva, explicativa ou complementar.

Dessa maneira, observamos que a lei é a fonte por excelência do direito penal. A ela cumpri, com exatidão e riqueza de detalhes – embora essa descrição nem sempre seja constatada –, a tarefa de descrever as condutas que se pretende proibir ou impor sob ameaça de pena. Se não existe previsão legal que proíba determinada conduta, esse comportamento acaba por ser permitido. Isso se verifica devido à vigência do princípio da legalidade, insculpido no inciso XXXIX do art. 5° da CF.

Nota-se, então, que para caracterizar uma conduta como infração penal, antes há de existir uma lei incriminando-a, do contrário, ainda que tal comportamento nos cause perplexidade e repulsa, será um indiferente penal, passível, tão só, de reprovação social e nunca uma sanção de natureza penal imposta pelo Estado, sendo que a esse mandamento e proibição que vem contido na lei, dá-se o nome de norma penal.


Distinção entre norma e lei



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Diferenciação entre lei e norma

Podemos realizar uma análise observando que a norma penal, segundo Binding, possui caráter essencialmente mandamental ou proibitivo, ditando comportamentos normais, auferidos da consciência mediúnica de cada coletividade. Assim, um comportamento normal e esperado por um homem médio é que não se deva furtar (proibição) nem omitir socorro (mandamento), mas agir de modo contrário. A norma, portanto, é implícita e contém uma regra proibitiva: não furtar; e outra mandamental: socorrei a quem necessite; dentre outros.

Dessa forma, essa técnica moderna é seguida pela legislação brasileira, sendo de fácil visualização, bastando apenas notar que a lei penal não contém ordem direta, mas proibição indireta, que descreve a conduta humana a ser punida como consequência da sua realização.

Assim, a lei ainda no escólio de Binding, possui natureza descritiva, está escrita e é editada pelo legislador, de modo que o delinquente ao cometer uma infração penal, não à viola, pois realiza o que por ela é prescrito (núcleo do tipo), logo a cumpri, sendo assim a lei tem função descritiva; enquanto a norma tem caráter mandamental ou proibitivo.


As normas penais podem ser incriminadoras e não incriminadoras



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Diferenciação entre normas incriminadoras e não incriminadoras

Primeiramente, podemos observar que as normas penais incriminadoras são responsáveis for definirem as infrações penais proibindo a prática de condutas ou impondo a prática de conduta, sob a ameaça expressa e específica de uma pena.

Dessa forma, as normas incriminadoras compõem-se de dois preceitos: um preceito primário e um preceito secundário, sendo que o preceito primário descreve com objetividade, clareza e precisão, a infração penal, sendo que o preceito secundário representa uma cominação de cunho abstrata e individualizada da respectiva sanção penal.

Por conseguinte, as normas penais não incriminadoras estabelecem regras gerais de interpretação e de aplicação das normas penais em sentido estrito, incidindo tanto na delimitação da infração penal como na determinação da sanção penal correspondente. São normas que delimitam o exercício do ius puniendi estatal, sendo que a função da norma penal não incriminadora é interpretar e delimitar o alcance da norma penal incriminadora.


De qual forma ocorre a classificação das normas penais consideradas não-incriminadoras?

Temos que as normas penais não incriminadoras classificam-se em permissivas, complementares e explicativas, sendo que as normas penais não incriminadoras permissivas opõem-se ao preceito primário da norma penal incriminadora autorizando a realização de uma conduta proibida (excludentes da antijuridicidade).

Por conseguinte, podemos observar que as normas penais não incriminadoras explicativas e complementares esclarecem, limitam ou complementam as normas penais incriminadoras dispostas na Parte Especial, dessa forma, podem determinar a infração penal, esclarecendo ou complementando o preceito primário, bem como determinar a consequência jurídica esclarecendo, limitando ou complementando o preceito secundário.