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Questões resolvidas

Ferreiro, Emília. Reflexões sobre alfabetização. 25. ed. São Paulo: Cortez, 2010.
Observe as escritas de Luiz e de Ana e assinale a alternativa que expressa corretamente a hipótese sobre o sistema alfabético de escrita em que essas crianças se encontram.
A - Pré-silábica: esse esquema permite à criança relacionar, pela primeira vez, a escrita à pauta sonora da palavra.
B - Luiz está na hipótese silábica sem valor sonoro convencional e Ana está na hipótese silábica com valor sonoro convencional.
C - Ambos estão na hipótese Silábica com valor sonoro, pois suas escritas nos mostram que a linha de desenvolvimento tem uma lógica interna.
D - Silábica-alfabética: é a etapa da construção do sistema alfabético de escrita que distancia a representação da pauta sonora com a escrita.
E - Luiz e Ana estão na hipótese silábica sem valor sonoro convencional.

Analise o relato a seguir para responder à questão.
De acordo com Emília Ferreiro (2010):
A - escrever é decodificar e compreender as funções da língua escrita na sociedade, objetivo ausente dos programas de alfabetização.
B - a criança pode conhecer o nome (ou o valor sonoro convencional) das letras, e não compreender o sistema de escrita.
C - se o professor concebe a escrita como um sistema de representação, concebe a sua aprendizagem como a aquisição de uma técnica.
D - crianças copistas experientes compreendem o modo de construção do que copiam, mas não escrevem convencionalmente.
E - se o professor concebe a escrita como um código de transcrição, converterá a alfabetização em uma aprendizagem conceitual.

Assinale a alternativa correta. Na representação da linguagem e no processo de alfabetização Emília Ferreiro defende que é preciso considerar:
A - O sistema de representação alfabética da linguagem, o sujeito cognoscente (criança) e os procedimentos didáticos (professor).
B – O método de alfabetização selecionado, os materiais didáticos e o trabalho em grupo.
C – O sujeito cognoscente, a neutralidade pedagógica, a escrita como predeterminação da linguagem oral.
D – Ênfase na discriminação perceptual e nos exercícios de discriminação.
E – São os adultos que devem determinar quando as crianças estão aptas para aprender a ler e a escrever e o tratamento didático oferecido à alfabetização deve ser de natureza procedimental.

Com base na obra de onde o trecho acima foi extraído – Reflexões sobre Alfabetização –, é possível afirmar que, para Ferreiro:
Está INCORRETO o que se afirma em:
I. O processo de alfabetização nada tem de mecânico.
II. As hipóteses das crianças sobre o sistema de escrita alfabético são sempre compatíveis com o sistema convencional de escrita.
III. As concepções das crianças a respeito do sistema de escrita são fundamentais para a alfabetização.
IV. Alterar métodos de alfabetização não basta; é necessária uma mudança conceitual profunda a respeito da alfabetização.
A - somente I
B - somente II
C - somente II e III
D - somente III e IV.
E – somente I e IV

Aponte a alternativa com ideia contrária ao que defende Emília Ferreiro em seu livro Reflexões sobre a alfabetização:
Está INCORRETO o contido em:
I - Na alfabetização é preciso abandonar a visão de adulto alfabetizado e a evolução psicogenética contribui neste sentido.
II - O fácil e o difícil não podem ser definidos pela ótica do adulto.
III - O professor precisa conhecer como a criança aprende, mas não é necessário saber o quanto ela já sabe sobre a escrita antes de ensiná-la.
IV - É preciso diferenciar os métodos ou procedimentos de ensino, pois eles estão pautados em diferentes concepções de ensino e de aprendizagem.
V - As atividades de leitura e escrita devem garantir o contato com as práticas socioculturais escolarizadas.
A – I, II e III
B – III e IV apenas
C – Apenas V
D – III e V apenas
E – Apenas II

De acordo com o texto, ao se iniciar oficialmente a alfabetização,
Qual das alternativas é correta?
A - somente as crianças de classes mais favorecidas podem desenvolver hipóteses de escrita, visto que podem comprar livros e cedo ter acesso ao mundo da cultura letrada.
B - as crianças mais pobres, por não terem tido qualquer contato com textos escritos de boa qualidade antes de entrar na escola, certamente apresentarão maior dificuldade ao serem alfabetizadas.
C - as reflexões e as hipóteses de escrita desenvolvidas pelas crianças mais pobres são do mesmo tipo que as desenvolvidas pelas crianças que têm contato com livros antes de entrar na escola.
D - as crianças que, na família, criam um bom repertório de escrita de palavras conhecidas antes de entrar na escola não apresentam qualquer vantagem em relação às demais crianças.
E - apenas as crianças pobres, por não terem geralmente acesso à escrita em seu grupo social, possivelmente escrevam MULECI – para a palavra moleque, mesmo após a professora ter apresentado a palavra com sua escrita convencional.

Todas as ações e relações que compõem o processo educativo escolar correspondem a objetivos gerais e específicos. São eles que guiam o planejamento dessas ações e relações.
É impossível ensinar sem:
A - livro
B - poder.
C - vocação.
D - avaliar.
E - internet.

professor deve ter como ponto de partida a pergunta: “o que o aluno já sabe sobre este assunto?” - Concepção Construtivista: conhecimento como produto da ação e da reflexão do aprendiz. A avaliação aqui - cuidado! - não é aquela com a finalidade de atribuir uma nota ou conceito, mas de investigar os saberes prévios do aluno, a partir dos quais o professor vai então organizar situações didáticas que o desafiem e apoiem para que ele avance na construção de seu conhecimento.
Para Telma Weisz, em “O Diálogo entre o ensino e aprendizagem”, é INCORRETA a alternativa:
A – Ponto de vista adultocêntrico é a forma pela qual se costuma conceber a aprendizagem das crianças a partir da própria perspectiva do adulto que já domina o conteúdo que quer ensinar.
B - Do ponto de vista adultocêntrico, o professor, do lugar de quem já sabe, define o que é mais fácil e o que é mais difícil para os alunos e quais os caminhos que eles devem percorrer para realizar as aprendizagens desejadas.
C - Em uma sociedade letrada as crianças constroem conhecimentos sobre a escrita desde muito cedo, a partir do que podem observar e das reflexões que fazem a esse respeito.
D- Podemos entender conhecimento prévio e pré-requisito como sinônimos.
E – Todos os professores têm ideias, concepções e teorias que sustentam a sua prática, mesmo quando ele não tem consciência delas.

Considere as afirmativas abaixo:
Correspondem às ideias de Telma Weisz, autora do livro “o diálogo entre o ensino e a aprendizagem”:
I - Um olhar cuidadoso sobre o que a criança errou, pode ajudar o professor a descobrir o que ela tentou fazer.
II - Conhecimento prévio dos alunos não deve ser confundido com conteúdo já ensinado pelo professor.
III - Todas as crianças sabem muitas coisas, só que umas sabem coisas diferentes das outras.
IV - Não é possível formular receitas prontas para serem aplicadas a qualquer grupo de alunos.
V - Os erros devem ser sempre corrigidos no momento em que foram cometidos.
A – I, II e III
B – II, III e IV
C – III, IV e V
D – I, II, III e IV
E – I, III, IV e V

Na obra “Os Sete Saberes necessários à Educação do Futuro” de Edgar Morin, a educação do futuro deverá ser o ensino primeiro e universal, centrado na condição humana.
A hominização tem um duplo princípio:
(A) Domesticar os indivíduos para destruírem os fatos.
(B) Racionalidade e irracionalidade.
(C) Individual e coletivo.
(D) A juventude e o adulto.
(E) Um princípio biofísico e um psico-sócio-cultural, um remetendo ao outro.

Assinale a alternativa incorreta, segundo Edgar Morin:
(A) O homem somente se realiza plenamente como ser humano pela cultura e na cultura.
(B) O homem é um ser plenamente biológico, mas se não dispusesse plenamente da cultura, seria um primata do mais baixo nível. A uniduladidade é construída pelo circuito do cérebro, mente e cultura.
(C) A educação deveria mostrar o destino multifacetado do humano: individual, social e histórico, todos entrelaçados e inseparáveis, estudando a complexidade humana.
(D) O mundo é uno (físico, político), e também é diferente e o divide. Assim o objetivo global não é conduzir os indivíduos à solidariedade.
(E) Temos que criar uma ética universal da compreensão. A escola é uma instituição social necessária para ajudar a humanidade a conquistar esse novo patamar de desenvolvimento.

Analise as afirmações abaixo, segundo Edgar Morin:
Assinale a alternativa correta:
I- O Etnocentrismo, o Sociocentrismo e o Egocentrismo são barreiras para a compreensão, porque exaltam o “eu”, o “meu” e desvalorizam o que “vem do outro”.
II- A ética da compreensão pede que se compreenda a incompreensão.
III- O que favorece a compreensão é o “bem pensar” (ética universal) e a “Introspecção” (ética individual).
IV- O bem pensar envolve o bom senso, a vontade de compreender, dialogar; e a introspecção envolve um autoexame, uma reflexão sobre o que “eu estou fazendo”.
(A) Apenas as afirmações II, III e IV estão corretas.
(B) Apenas as afirmações III e IV estão corretas.
(C) Apenas a afirmação III está correta.
(D) Apenas as afirmações II e IV estão corretas.
(E) Todas as afirmações estão corretas.

Segundo Edgard Morin:
(A) A compreensão não deve ser a tarefa da educação do futuro.
(B) A compreensão é ao mesmo tempo meio e fim da comunicação humana. O planeta necessita, em todos os sentidos, de compreensões mútuas.
(C) A compreensão entre sociedades não supõe necessariamente sociedades democráticas abertas.
(D) Na prática mental do autoexame, a introspecção não é necessária.
(E) A ética da compreensão pede que se excomungue.

Na obra “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro”, Edgar Morin afirma que:
(A) Estamos na era planetária. Uma aventura comum conduz os seres humanos, onde quer que se encontrem. Conhecer o humano é antes de tudo separá-lo do universo.
(B) É impossível conceber a unidade complexa do ser humano pelo pensamento disjuntivo, que concebe nossa humanidade de maneira insular, fora do cosmos que a rodeia da matéria física e do espírito do qual somos constituídos, bem como pensamento redutor que restringe a uma unidade a um substrato puramente bio-anatômico.
(C) A importância da hominização é primordial à educação voltada para a condição humana, porque nos mostra como a animalidade e a humanidade constituem, separadas, nossa condição humana.
(D) O humano é um ser somente biológico, e não cultural.
(E) A cultura acumula em si o que é conservado, transmitido, aprendido e não comporta normas e princípios de aquisição.

Segundo Edgar Morin, uma das vocações essenciais da educação do futuro serão o exame e o estudo da complexidade humana:
(A) O ser humano é complexo e não traz em si caracteres antagonistas.
(B) No ser humano, o desenvolvimento do conhecimento racional-empírico-técnico anulou o conhecimento simbólico, mítico, mágico ou poético.
(C) Somos seres infantis, neuróticos, delirantes e também racionais.
(D) Cabe à educação do futuro cuidar para que a ideia de unidade da espécie humana apague a ideia de diversidade.
(E) Todo desenvolvimento verdadeiramente humano não significa o desenvolvimento conjunto das autonomias individuais, das participações comunitárias e do sentimento de pertencer à espécie humana.

Analise as afirmacoes abaixo, segundo MArio Sergio Cortella:
I- Nós, seres humanos somos um produto cultural, ou seja, o homem não nasce humano e, sim, torna se humano na vida social e histórica no interior da cultura.
II- Os bens culturais são valores por nós criados e que dão sentido à vida. Essa construção é conhecida, porque vivemos em sociedade, e, portanto também é vida política.
III- A ideia de verdade como descoberta é uma construção.
IV- O saber pressupõe uma intencionalidade, ou seja, não há busca de saber sem finalidade.
(A) Somente a afirmação I está correta.
(B) Somente as afirmações II, III e IV estão corretas.
(C) Somente as afirmações II e IV estão corretas.
(D) Todas as afirmações estão corretas.
(E) Todas as afirmações estão incorretas.

Segundo Cortella:
(A) O conhecimento não é politico.
(B) A prática educacional tem como objetivo central fazer avançar a capacidade de compreender e intervir na realidade para além do estágio presente, gerando autonomia e humanização.
(C) Ser inteligente é não errar.
(D) O conhecimento é entendido como algo pronto e acabado.
(E) A aula impõe dedicação, sem necessidade de confiança mútua.

Assinale a alternativa incorreta, segundo Mario Sergio Cortella:
(A) A educação e a escola são lugares nos quais podemos dizer e exercer mais fortemente o nosso não. Não à miséria, não à injustiça, não ao poder opressor.
(B) O educador é alguém que tem um papel politico-pedagógico, buscando construir uma autonomia relativa.

Analise as afirmações abaixo, segundo Mario Sergio Cortella:
I- O autor distingue entre o tradicional que precisa ser resguardado e protegido e o arcaico que está ultrapassado.
II- A tarefa da escola não é facilitar a aprovação, mas sim dificultar a reprovação inútil e inapta que ocorre por nossa responsabilidade em função do modo como nosso trabalho se organiza.
III- O conhecimento não pode ser reduzido à sua modalidade científica, mas também o estético, o religioso, o afetivo.
IV- A crise na educação é inerente à vida nacional porque não atingimos ainda patamares mínimos de uma justiça social compatível com a riqueza produzida pelo País e usufruída por uma minoria.
(A) Somente a afirmação I está correta.
(B) Somente as afirmações II, III e IV estão corretas.
(C) Somente as afirmações II e IV estão corretas.
(D) Todas as afirmações estão corretas.
(E) Todas as afirmações estão incorretas.

Segundo Cortella, a proposta da escola nova, é de colocar o professor não apenas como um mero transmissor do conhecimento para os seus alunos, mas como um mediador que não apenas leve o conhecimento, mas que indique quais os caminhos para se alcançar este conhecimento.
Assim:
(A) O espaço da escola é um local de aprendizagem em constantes transformações sociais, e o professor não tem um papel importante e fundamental nesse processo, somente o aluno.
(B) O professor precisa de uma formação adequada inicialmente, e não continuada.
(C) O professor precisa de uma formação adequada somente continuada.
(D) O professor não precisa ter uma bagagem técnica, ou seja, um conhecimento técnico.
(E) O professor precisa ter uma visão crítica da sociedade.

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Questões resolvidas

Ferreiro, Emília. Reflexões sobre alfabetização. 25. ed. São Paulo: Cortez, 2010.
Observe as escritas de Luiz e de Ana e assinale a alternativa que expressa corretamente a hipótese sobre o sistema alfabético de escrita em que essas crianças se encontram.
A - Pré-silábica: esse esquema permite à criança relacionar, pela primeira vez, a escrita à pauta sonora da palavra.
B - Luiz está na hipótese silábica sem valor sonoro convencional e Ana está na hipótese silábica com valor sonoro convencional.
C - Ambos estão na hipótese Silábica com valor sonoro, pois suas escritas nos mostram que a linha de desenvolvimento tem uma lógica interna.
D - Silábica-alfabética: é a etapa da construção do sistema alfabético de escrita que distancia a representação da pauta sonora com a escrita.
E - Luiz e Ana estão na hipótese silábica sem valor sonoro convencional.

Analise o relato a seguir para responder à questão.
De acordo com Emília Ferreiro (2010):
A - escrever é decodificar e compreender as funções da língua escrita na sociedade, objetivo ausente dos programas de alfabetização.
B - a criança pode conhecer o nome (ou o valor sonoro convencional) das letras, e não compreender o sistema de escrita.
C - se o professor concebe a escrita como um sistema de representação, concebe a sua aprendizagem como a aquisição de uma técnica.
D - crianças copistas experientes compreendem o modo de construção do que copiam, mas não escrevem convencionalmente.
E - se o professor concebe a escrita como um código de transcrição, converterá a alfabetização em uma aprendizagem conceitual.

Assinale a alternativa correta. Na representação da linguagem e no processo de alfabetização Emília Ferreiro defende que é preciso considerar:
A - O sistema de representação alfabética da linguagem, o sujeito cognoscente (criança) e os procedimentos didáticos (professor).
B – O método de alfabetização selecionado, os materiais didáticos e o trabalho em grupo.
C – O sujeito cognoscente, a neutralidade pedagógica, a escrita como predeterminação da linguagem oral.
D – Ênfase na discriminação perceptual e nos exercícios de discriminação.
E – São os adultos que devem determinar quando as crianças estão aptas para aprender a ler e a escrever e o tratamento didático oferecido à alfabetização deve ser de natureza procedimental.

Com base na obra de onde o trecho acima foi extraído – Reflexões sobre Alfabetização –, é possível afirmar que, para Ferreiro:
Está INCORRETO o que se afirma em:
I. O processo de alfabetização nada tem de mecânico.
II. As hipóteses das crianças sobre o sistema de escrita alfabético são sempre compatíveis com o sistema convencional de escrita.
III. As concepções das crianças a respeito do sistema de escrita são fundamentais para a alfabetização.
IV. Alterar métodos de alfabetização não basta; é necessária uma mudança conceitual profunda a respeito da alfabetização.
A - somente I
B - somente II
C - somente II e III
D - somente III e IV.
E – somente I e IV

Aponte a alternativa com ideia contrária ao que defende Emília Ferreiro em seu livro Reflexões sobre a alfabetização:
Está INCORRETO o contido em:
I - Na alfabetização é preciso abandonar a visão de adulto alfabetizado e a evolução psicogenética contribui neste sentido.
II - O fácil e o difícil não podem ser definidos pela ótica do adulto.
III - O professor precisa conhecer como a criança aprende, mas não é necessário saber o quanto ela já sabe sobre a escrita antes de ensiná-la.
IV - É preciso diferenciar os métodos ou procedimentos de ensino, pois eles estão pautados em diferentes concepções de ensino e de aprendizagem.
V - As atividades de leitura e escrita devem garantir o contato com as práticas socioculturais escolarizadas.
A – I, II e III
B – III e IV apenas
C – Apenas V
D – III e V apenas
E – Apenas II

De acordo com o texto, ao se iniciar oficialmente a alfabetização,
Qual das alternativas é correta?
A - somente as crianças de classes mais favorecidas podem desenvolver hipóteses de escrita, visto que podem comprar livros e cedo ter acesso ao mundo da cultura letrada.
B - as crianças mais pobres, por não terem tido qualquer contato com textos escritos de boa qualidade antes de entrar na escola, certamente apresentarão maior dificuldade ao serem alfabetizadas.
C - as reflexões e as hipóteses de escrita desenvolvidas pelas crianças mais pobres são do mesmo tipo que as desenvolvidas pelas crianças que têm contato com livros antes de entrar na escola.
D - as crianças que, na família, criam um bom repertório de escrita de palavras conhecidas antes de entrar na escola não apresentam qualquer vantagem em relação às demais crianças.
E - apenas as crianças pobres, por não terem geralmente acesso à escrita em seu grupo social, possivelmente escrevam MULECI – para a palavra moleque, mesmo após a professora ter apresentado a palavra com sua escrita convencional.

Todas as ações e relações que compõem o processo educativo escolar correspondem a objetivos gerais e específicos. São eles que guiam o planejamento dessas ações e relações.
É impossível ensinar sem:
A - livro
B - poder.
C - vocação.
D - avaliar.
E - internet.

professor deve ter como ponto de partida a pergunta: “o que o aluno já sabe sobre este assunto?” - Concepção Construtivista: conhecimento como produto da ação e da reflexão do aprendiz. A avaliação aqui - cuidado! - não é aquela com a finalidade de atribuir uma nota ou conceito, mas de investigar os saberes prévios do aluno, a partir dos quais o professor vai então organizar situações didáticas que o desafiem e apoiem para que ele avance na construção de seu conhecimento.
Para Telma Weisz, em “O Diálogo entre o ensino e aprendizagem”, é INCORRETA a alternativa:
A – Ponto de vista adultocêntrico é a forma pela qual se costuma conceber a aprendizagem das crianças a partir da própria perspectiva do adulto que já domina o conteúdo que quer ensinar.
B - Do ponto de vista adultocêntrico, o professor, do lugar de quem já sabe, define o que é mais fácil e o que é mais difícil para os alunos e quais os caminhos que eles devem percorrer para realizar as aprendizagens desejadas.
C - Em uma sociedade letrada as crianças constroem conhecimentos sobre a escrita desde muito cedo, a partir do que podem observar e das reflexões que fazem a esse respeito.
D- Podemos entender conhecimento prévio e pré-requisito como sinônimos.
E – Todos os professores têm ideias, concepções e teorias que sustentam a sua prática, mesmo quando ele não tem consciência delas.

Considere as afirmativas abaixo:
Correspondem às ideias de Telma Weisz, autora do livro “o diálogo entre o ensino e a aprendizagem”:
I - Um olhar cuidadoso sobre o que a criança errou, pode ajudar o professor a descobrir o que ela tentou fazer.
II - Conhecimento prévio dos alunos não deve ser confundido com conteúdo já ensinado pelo professor.
III - Todas as crianças sabem muitas coisas, só que umas sabem coisas diferentes das outras.
IV - Não é possível formular receitas prontas para serem aplicadas a qualquer grupo de alunos.
V - Os erros devem ser sempre corrigidos no momento em que foram cometidos.
A – I, II e III
B – II, III e IV
C – III, IV e V
D – I, II, III e IV
E – I, III, IV e V

Na obra “Os Sete Saberes necessários à Educação do Futuro” de Edgar Morin, a educação do futuro deverá ser o ensino primeiro e universal, centrado na condição humana.
A hominização tem um duplo princípio:
(A) Domesticar os indivíduos para destruírem os fatos.
(B) Racionalidade e irracionalidade.
(C) Individual e coletivo.
(D) A juventude e o adulto.
(E) Um princípio biofísico e um psico-sócio-cultural, um remetendo ao outro.

Assinale a alternativa incorreta, segundo Edgar Morin:
(A) O homem somente se realiza plenamente como ser humano pela cultura e na cultura.
(B) O homem é um ser plenamente biológico, mas se não dispusesse plenamente da cultura, seria um primata do mais baixo nível. A uniduladidade é construída pelo circuito do cérebro, mente e cultura.
(C) A educação deveria mostrar o destino multifacetado do humano: individual, social e histórico, todos entrelaçados e inseparáveis, estudando a complexidade humana.
(D) O mundo é uno (físico, político), e também é diferente e o divide. Assim o objetivo global não é conduzir os indivíduos à solidariedade.
(E) Temos que criar uma ética universal da compreensão. A escola é uma instituição social necessária para ajudar a humanidade a conquistar esse novo patamar de desenvolvimento.

Analise as afirmações abaixo, segundo Edgar Morin:
Assinale a alternativa correta:
I- O Etnocentrismo, o Sociocentrismo e o Egocentrismo são barreiras para a compreensão, porque exaltam o “eu”, o “meu” e desvalorizam o que “vem do outro”.
II- A ética da compreensão pede que se compreenda a incompreensão.
III- O que favorece a compreensão é o “bem pensar” (ética universal) e a “Introspecção” (ética individual).
IV- O bem pensar envolve o bom senso, a vontade de compreender, dialogar; e a introspecção envolve um autoexame, uma reflexão sobre o que “eu estou fazendo”.
(A) Apenas as afirmações II, III e IV estão corretas.
(B) Apenas as afirmações III e IV estão corretas.
(C) Apenas a afirmação III está correta.
(D) Apenas as afirmações II e IV estão corretas.
(E) Todas as afirmações estão corretas.

Segundo Edgard Morin:
(A) A compreensão não deve ser a tarefa da educação do futuro.
(B) A compreensão é ao mesmo tempo meio e fim da comunicação humana. O planeta necessita, em todos os sentidos, de compreensões mútuas.
(C) A compreensão entre sociedades não supõe necessariamente sociedades democráticas abertas.
(D) Na prática mental do autoexame, a introspecção não é necessária.
(E) A ética da compreensão pede que se excomungue.

Na obra “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro”, Edgar Morin afirma que:
(A) Estamos na era planetária. Uma aventura comum conduz os seres humanos, onde quer que se encontrem. Conhecer o humano é antes de tudo separá-lo do universo.
(B) É impossível conceber a unidade complexa do ser humano pelo pensamento disjuntivo, que concebe nossa humanidade de maneira insular, fora do cosmos que a rodeia da matéria física e do espírito do qual somos constituídos, bem como pensamento redutor que restringe a uma unidade a um substrato puramente bio-anatômico.
(C) A importância da hominização é primordial à educação voltada para a condição humana, porque nos mostra como a animalidade e a humanidade constituem, separadas, nossa condição humana.
(D) O humano é um ser somente biológico, e não cultural.
(E) A cultura acumula em si o que é conservado, transmitido, aprendido e não comporta normas e princípios de aquisição.

Segundo Edgar Morin, uma das vocações essenciais da educação do futuro serão o exame e o estudo da complexidade humana:
(A) O ser humano é complexo e não traz em si caracteres antagonistas.
(B) No ser humano, o desenvolvimento do conhecimento racional-empírico-técnico anulou o conhecimento simbólico, mítico, mágico ou poético.
(C) Somos seres infantis, neuróticos, delirantes e também racionais.
(D) Cabe à educação do futuro cuidar para que a ideia de unidade da espécie humana apague a ideia de diversidade.
(E) Todo desenvolvimento verdadeiramente humano não significa o desenvolvimento conjunto das autonomias individuais, das participações comunitárias e do sentimento de pertencer à espécie humana.

Analise as afirmacoes abaixo, segundo MArio Sergio Cortella:
I- Nós, seres humanos somos um produto cultural, ou seja, o homem não nasce humano e, sim, torna se humano na vida social e histórica no interior da cultura.
II- Os bens culturais são valores por nós criados e que dão sentido à vida. Essa construção é conhecida, porque vivemos em sociedade, e, portanto também é vida política.
III- A ideia de verdade como descoberta é uma construção.
IV- O saber pressupõe uma intencionalidade, ou seja, não há busca de saber sem finalidade.
(A) Somente a afirmação I está correta.
(B) Somente as afirmações II, III e IV estão corretas.
(C) Somente as afirmações II e IV estão corretas.
(D) Todas as afirmações estão corretas.
(E) Todas as afirmações estão incorretas.

Segundo Cortella:
(A) O conhecimento não é politico.
(B) A prática educacional tem como objetivo central fazer avançar a capacidade de compreender e intervir na realidade para além do estágio presente, gerando autonomia e humanização.
(C) Ser inteligente é não errar.
(D) O conhecimento é entendido como algo pronto e acabado.
(E) A aula impõe dedicação, sem necessidade de confiança mútua.

Assinale a alternativa incorreta, segundo Mario Sergio Cortella:
(A) A educação e a escola são lugares nos quais podemos dizer e exercer mais fortemente o nosso não. Não à miséria, não à injustiça, não ao poder opressor.
(B) O educador é alguém que tem um papel politico-pedagógico, buscando construir uma autonomia relativa.

Analise as afirmações abaixo, segundo Mario Sergio Cortella:
I- O autor distingue entre o tradicional que precisa ser resguardado e protegido e o arcaico que está ultrapassado.
II- A tarefa da escola não é facilitar a aprovação, mas sim dificultar a reprovação inútil e inapta que ocorre por nossa responsabilidade em função do modo como nosso trabalho se organiza.
III- O conhecimento não pode ser reduzido à sua modalidade científica, mas também o estético, o religioso, o afetivo.
IV- A crise na educação é inerente à vida nacional porque não atingimos ainda patamares mínimos de uma justiça social compatível com a riqueza produzida pelo País e usufruída por uma minoria.
(A) Somente a afirmação I está correta.
(B) Somente as afirmações II, III e IV estão corretas.
(C) Somente as afirmações II e IV estão corretas.
(D) Todas as afirmações estão corretas.
(E) Todas as afirmações estão incorretas.

Segundo Cortella, a proposta da escola nova, é de colocar o professor não apenas como um mero transmissor do conhecimento para os seus alunos, mas como um mediador que não apenas leve o conhecimento, mas que indique quais os caminhos para se alcançar este conhecimento.
Assim:
(A) O espaço da escola é um local de aprendizagem em constantes transformações sociais, e o professor não tem um papel importante e fundamental nesse processo, somente o aluno.
(B) O professor precisa de uma formação adequada inicialmente, e não continuada.
(C) O professor precisa de uma formação adequada somente continuada.
(D) O professor não precisa ter uma bagagem técnica, ou seja, um conhecimento técnico.
(E) O professor precisa ter uma visão crítica da sociedade.

Prévia do material em texto

Ferreiro, Emília. Reflexões sobre alfabetização. 25. ed. São Paulo: Cortez, 2010.
12 – (VUNESP/2013) Emília Ferreiro teorizou e escreveu sobre a “psicogênese da língua escrita” e abriu espaço para um novo tipo de pesquisa em pedagogia. Ela desloca a investigação do “como se ensina” para “o como se aprende”. O processo de alfabetização nada tem de mecânico, do ponto de vista da criança que aprende.
Observe as escritas de Luiz e de Ana e assinale a alternativa que expressa corretamente a hipótese sobre o sistema alfabético de escrita em que essas crianças se encontram.
A - Pré-silábica: esse esquema permite à criança relacionar, pela primeira vez, a escrita à pauta sonora da palavra. 
B - Luiz está na hipótese silábica sem valor sonoro convencional e Ana está na hipótese silábica com valor sonoro convencional. 
C - Ambos estão na hipótese Silábica com valor sonoro, pois suas escritas nos mostram que a linha de desenvolvimento tem uma lógica interna. 
D - Silábica-alfabética: é a etapa da construção do sistema alfabético de escrita que distancia a r E - Luiz e Ana estão na hipótese silábica sem valor sonoro convencional.
	12 – E 
	Pré-silábica: esse esquema permite à criança relacionar, pela primeira vez, a escrita à pauta sonora da palavra. 
Incorreto. Nessa hipótese a criança ainda não relaciona a escrita à pauta sonora. As ideias que as crianças constroem sobre a escrita mostram uma progressão marcada por uma lógica que pode parecer estranha para os que já sabem ler e escrever. Um percurso lógico que passa pela constituição de modos de diferenciação. 
B - Luiz está na hipótese silábica sem valor sonoro convencional e Ana está na hipótese silábica com valor sonoro convencional. 
Incorreto. Nem Ana e nem Luiz demonstram conhecimento sobre o valor sonoro convencional das letras ao escrever. Luiz tem menos controle do aspecto quantitativo que Ana. 
C - Ambos estão na hipótese Silábica com valor sonoro, pois suas escritas nos mostram que a linha de desenvolvimento tem uma lógica interna. 
Incorreto. De acordo com Ferreiro, as crianças, como seres pensantes, apresentam uma lógica interna em todas as suas tentativas de escrita. Segundo a autora, precisamos compreender como pensam para perceber esta lógica. A hipótese silábica com valor sonoro pressupõe que a criança relaciona a pauta sonora com a escrita, acreditando que, para cada emissão sonora (sílaba), basta colocar uma única letra. Neste caso, a letra escolhida – vogal ou consoante – faz parte da escrita convencional. 
D - Silábica-alfabética: é a etapa da construção do sistema alfabético de escrita que distancia a representação da pauta sonora com a escrita. 
Incorreto. A hipótese silábica alfabética caracteriza-se por uma transição entre a hipótese silábica com valor sonoro convencional e a hipótese alfabética. Desta forma, numa mesma palavra, ora a criança representa a pauta sonora com uma única letra, ora escreve a sílaba completa convencionalmente. Por exemplo: CMEO (Para camelo) 
E - Luiz e Ana estão na hipótese silábica sem valor sonoro convencional. 
Correto. Ambos utilizam letras para escrever. Sabem a diferença entre desenhar e escrever. Ainda não escrevem fazendo corresponder a pauta sonora e as letras de uso convencional, usam uma letra para cada sílaba, o que determina a hipótese silábica sem valor sonoro convencional. Ana consegue ajustar melhor o eixo 
	quantitativo – uma letra para cada emissão sonora e Luiz ainda tem alguma dificuldade com isso (“sobram letras ao ler”. Há clara diferenciação inter e intra figural – sabem que coisas diferentes se escrevem com letras diferentes e internamente a cada palavra também deve haver diferenciação 
13) (VUNESP/2013) Analise o relato a seguir para responder à questão.
A criança chegou em nossa escola aos nove anos e não sabia ler nem escrever convencionalmente, depois de ter passado por duas escolas de ensino fundamental. Como quem pede desculpas, a mãe esclareceu que a criança frequentou por quatro anos a educação infantil e que teve esse cuidado de colocar a criança na escola desde muito cedo porque ela não sabe ler e escrever, logo não poderia ajudar o filho em casa. Revelando muita preocupação, tirou cuidadosamente folhas e cadernos da criança de uma sacola. Observamos que as práticas pedagógicas na primeira escola enfatizaram uma série de atividades de prontidão. A criança por quase um ano realizou atividades aparentemente diferenciadas dos demais colegas da turma, o que a desestimulou. Entristecida, foi matriculada em uma segunda escola. O caderno da segunda escola era recheado de cópias extensas de textos com letra de forma, ou bastão. Em determinado momento de nosso diálogo, a criança nos interrompeu, informando que, se alguém ditasse as letras do alfabeto, ela conseguiria, sim, escrever.
De acordo com Emília Ferreiro (2010):
A - escrever é decodificar e compreender as funções da língua escrita na sociedade, objetivo ausente dos programas de alfabetização.
B - a criança pode conhecer o nome (ou o valor sonoro convencional) das letras, e não compreender o sistema de escrita.
C - se o professor concebe a escrita como um sistema de representação, concebe a sua aprendizagem como a aquisição de uma técnica.
D - crianças copistas experientes compreendem o modo de construção do que copiam, mas não escrevem convencionalmente.
E - se o professor concebe a escrita como um código de transcrição, converterá a alfabetização em uma aprendizagem conceitual.
13 – B 
A - escrever é decodificar e compreender as funções da língua escrita na sociedade, objetivo ausente dos programas de alfabetização. Incorreto. Escrever não é decodificar. As crianças que são orientadas pelo caminho da decodificação são as que não aprendem a ler e a escrever. Desenvolvem práticas sem sentido, penosas e altamente desestimulantes, porque deixam de ser explorados comportamentos, capacidades e estratégias fundamentais. B - a criança pode conhecer o nome (ou o valor sonoro convencional) das letras, e não compreender o sistema de escrita. Correto. Saber o nome das letras e o seu valor sonoro convencional não é suficiente para a aprendizagem da leitura e da escrita. Para estas práticas a criança terá de compreender que a escrita não é a transcrição da fala, mas a sua representação, apropriando-se dessa forma do sistema de escrita alfabético: ao escrever uma palavra precisará saber quais letras, quantas e em que ordem deverá utilizá-las. C - se o professor concebe a escrita como um sistema de representação, concebe a sua aprendizagem como a aquisição de uma técnica. Incorreto. Estas são crenças incompatíveis entre si. Sabendo que a escrita é um sistema de representação, adquirir uma técnica remeteria a um ensino mecânico, em geral apoiado na cópia sem sentido. Outros tantos procedimentos importantes seriam deixados de lado, comprometendo assim a coerência com a concepção de escrita como sistema de representação. D - crianças copistas experientes compreendem o modo de construção do que copiam, mas não escrevem convencionalmente. Incorreto. Crianças copistas – algumas por muitos anos – realizam um ato mecânico sem sentido, pois não compreenderam ainda o que e como a escrita representa a pauta sonora. E - se o professor concebe a escrita como um código de transcrição, converterá a alfabetização em uma aprendizagem conceitual. Incorreto. Enquanto a criança não compreender que a escrita é a representação da fala, enquanto o professor trabalhar com a escrita como um código de transcrição, não haverá construção do aluno como leitor e escritor de fato: o usuário da linguagem como forma de interação com o outro. Ainda nas palavras de Ferreiro: “Nenhuma prática pedagógica é neutra. Todas estão apoiadas em certo modo de conceber o processo de aprendizagem e o objeto dessa aprendizagem. (...) Conforme se coloque a relação entre o sujeito e o objeto de conhecimento, e conforme se caracterize a ambos, certas práticas aparecerão como ‘normais’ ou como ‘aberrantes’”. (p. 31)
14) Assinale a alternativacorreta.
Na representação da linguagem e no processo de alfabetização Emília Ferreiro defende que é preciso considerar:
A - O sistema de representação alfabética da linguagem, o sujeito cognoscente (criança) e os procedimentos didáticos (professor).
B – O método de alfabetização selecionado, os materiais didáticos e o trabalho em grupo.
C – O sujeito cognoscente, a neutralidade pedagógica, a escrita como predeterminação da linguagem oral.
D – Ênfase na discriminação perceptual e nos exercícios de discriminação.
E – São os adultos que devem determinar quando as crianças estão aptas para aprender a ler e a escrever e o tratamento didático oferecido à alfabetização deve ser de natureza procedimental.epresentação da pauta sonora com a escrita.
14 – A 
O sistema de representação alfabética da linguagem, o sujeito cognoscente (criança) e os procedimentos didáticos (professor). Correto: Ferreiro defende que se considere uma tríade para o processo de alfabetização: o entendimento da escrita como representação da linguagem, o aluno como sujeito de sua aprendizagem, que pensa e já chega à escola com muitos saberes e os procedimentos didáticos do professor, porque certamente suas intervenções na gestão pedagógica expressam suas concepções teóricas. B – O método de alfabetização selecionado, os materiais didáticos e o trabalho em grupo. Incorreto. O conceito de método refere-se a caminho previamente selecionado, onde se segue uma ordem e uma prática determinada. Isso se opõe à observação do professor e da análise dos saberes do aluno para então planejar e orientar seus procedimentos didáticos. A proposta de Emília não pode portanto ser considerada um método. Os materiais didáticos selecionados e a forma como são utilizados também expressam as crenças do professor sobre como o aluno aprende. O trabalho em grupo é valorizado pelos adeptos das ideias de Ferreiro e de outros autores, uma vez que se acredita que é na interação com o outro que se aprende. C – O sujeito cognoscente, a neutralidade pedagógica, a escrita como predeterminação da linguagem oral. Incorreto. O sujeito considerado cognoscente se opõe à ideia de alunos passivos, que seguem e repetem ordens sem reflexão, mecanicamente. Reafirmamos: Nenhuma prática pedagógica é neutra. Ainda que o professor não tenha consciência da teoria que sustenta sua prática, ela nunca é neutra, pois está apoiada em certo modo de conceber o processo de aprendizagem e o objeto dessa aprendizagem. Quando acreditamos que a linguagem oral predetermina a escrita, estamos presos à ideia da escrita como decodificação. D – Ênfase na discriminação perceptual e nos exercícios de discriminação. Incorreto. A ênfase na discriminação perceptual e nos exercícios de discriminação nega a dimensão ativa do sujeito que aprende. Para Ferreiro, a linguagem reduzida a uma série de sons com dissociação entre o significante sonoro e o significado conduz à aquisição de uma técnica. Há então nesta abordagem um pressuposto: se não há dificuldades para discriminar sons e formas visuais e para desenhar estas formas, não deveria haver dificuldade para aprender a ler! E – São os adultos que devem determinar quando as crianças estão aptas para aprender a ler e a escrever e o tratamento didático oferecido à alfabetização deve ser de natureza procedimental. Incorreto. Esta ideia de que são os adultos que devem determinar quando as crianças estão aptas para aprender a ler e a escrever remete a um momento histórico – infelizmente ainda presente em algumas escolas de que ao chegar à sala de aulas o aluno nada sabe. Ou seja: se o professor não ensinou, o aluno não aprendeu. Há então uma postura prepotente e ingênua por parte do docente, que ignora que esta criança está no mundo e, como ser pensante, observa, reflete e aprende. O tratamento didático dado à alfabetização é essencialmente conceitual. É a partir das hipóteses dos alunos sobre o sistema de escrita alfabético que as intervenções dos professores ocorrerão.
15) “Temos uma imagem empobrecida da criança que aprende: a reduzimos a um par de olhos, um par de ouvidos, uma mão que pega um instrumento para marcar e um aparelho fonador que emite sons. Atrás disso há um sujeito cognoscente, alguém que pensa, que constrói interpretações, que age sobre o real para fazê-lo seu. Um novo método não resolve os problemas. É preciso reanalisar as práticas de introdução da língua escrita, tratando de ver os pressupostos subjacentes a elas, e até que ponto funcionam como filtros de transformação seletiva e deformante de qualquer proposta inovadora” (Ferreiro, 1986).
Com base na obra de onde o trecho acima foi extraído – Reflexões sobre Alfabetização –, é possível afirmar que, para Ferreiro:
I. O processo de alfabetização nada tem de mecânico.
II. As hipóteses das crianças sobre o sistema de escrita alfabético são sempre compatíveis com o sistema convencional de escrita:
III. As concepções das crianças a respeito do sistema de escrita são fundamentais para a alfabetização.
IV. Alterar métodos de alfabetização não basta; é necessária uma mudança conceitual profunda a respeito da alfabetização.
Está INCORRETO o que se afirma em:
A - somente I
B - somente II
C - somente II e III
D - somente III e IV.
E – somente I e IV
15 – B
 Resposta correta: B O que se afirma no item II está incorreto. Ao longo de seu percurso e esforço para compreender o sistema de escrita a criança vai desenvolvendo hipóteses sobre as quais pensa e reorganiza, à medida em que vai se apoiando nas palavras que tem como estáveis e vai lidando com conflitos entre o que pensa e o que vai percebendo do que lhe mostram seus colegas e a professora. A passagem de uma hipótese para outra depende da interação entre a criança e a linguagem em suas variadas formas. Inicialmente as escritas das crianças podem se distanciar muito do sistema de escrita convencional e isso é justamente o que faz com que a criança coloque em dúvida o que sabe sobre a escrita. Para Ferreiro, as ideias que os alunos constroem sobre a escrita (as hipóteses de escrita) são erros construtivos, ou seja, são erros necessários para que elas se aproximem cada vez mais da escrita convencional. As hipóteses de escrita superam umas às outras, em maior ou menor tempo, dependendo de como o professor organiza as situações didáticas. Os demais itens estão corretos.
16) Aponte a alternativa com ideia contrária ao que defende Emília Ferreiro em seu livro Reflexões sobre a alfabetização:
I - Na alfabetização é preciso abandonar a visão de adulto alfabetizado e a evolução psicogenética contribui neste sentido.
II - O fácil e o difícil não podem ser definidos pela ótica do adulto.
III - O professor precisa conhecer como a criança aprende, mas não é necessário saber o quanto ela já sabe sobre a escrita antes de ensiná-la.
IV - É preciso diferenciar os métodos ou procedimentos de ensino, pois eles estão pautados em diferentes concepções de ensino e de aprendizagem.
V - As atividades de leitura e escrita devem garantir o contato com as práticas socioculturais escolarizadas.
Está INCORRETO o contido em:
A – I, II e III
B – III e IV apenas
C – Apenas V
D – III e V apenas
E – Apenas II
16 – B I - Na alfabetização é preciso abandonar a visão de adulto alfabetizado e a evolução psicogenética contribui neste sentido. Correto. Não podemos negar o grande avanço da psicogenética e as repercussões desses estudos na sala de aula. Sabemos a partir das demonstrações de Piaget e de Ferreiro – no caso da alfabetização - que a criança tem uma maneira específica de pensar e, para isso, utiliza-se de seus próprios esquemas mentais. II - O fácil e o difícil não podem ser definidos pela ótica do adulto. Correto. Como a criança tem sua forma própria de pensar, esta é uma questão que precisa sempre ser considerada pelo professor. Na construção do conhecimento sobre o sistema alfabético de escrita um exemplo que podemos citar é o uso das palavras monossílabas: boi, mão, pé, rã... ou de dissílabas com repetição de vogais: baba, Didi,vaca ...tão comum nas antigas cartilhas. Na perspectiva do adulto, apresentar palavras como as citadas traria maiores facilidades para os alunos. Hoje sabemos que não é assim. III - O professor precisa conhecer como a criança aprende, mas não é necessário saber o quanto ela já sabe sobre a escrita antes de ensiná-la. Incorreto - O professor precisa conhecer como a criança aprende, pois isso é imprescindível para que ajude seu aluno a construir seus conhecimentos. Também é necessário saber o quanto cada criança já sabe sobre a escrita antes de ensiná-la. É a partir da análise de suas hipóteses que o professor organizará para a criança ora individualmente, ora em contato com seus pares, situações didáticas que lhe ajudem a avançar no entendimento da escrita. É preciso mudar nosso olhar sobre a língua escrita e sua aprendizagem e o primeiro passo nesta direção é ver o aluno como um ser humano capaz de aprender. IV - É preciso diferenciar os métodos ou procedimentos de ensino, pois eles estão pautados em diferentes concepções de ensino e de aprendizagem. Correto. Na concepção tradicional de educação, um método de ensino é entendido, em linhas gerais, como um conjunto padronizado de procedimentos destinados a transmitir todo e qualquer conhecimento universal e sistematizado. Os procedimentos de ensino que usamos diariamente na sala de aula estão comprometidos com determinadas concepções teórico - práticas. Quando selecionamos determinados procedimentos e não outros, assumimos um compromisso com um modo de ver o mundo, com a forma como acreditamos que o aluno aprende. Ao contrário dos métodos que oferecem um caminho padronizado, os procedimentos didáticos não estão dados a priori. Para tomar decisões didáticas e planejar atividades que sejam boas situações de aprendizagem, o professor deve considerar: o nível de desafio das atividades; as intervenções pedagógicas mais adequadas; as formas de agrupamento e a seleção dos materiais. Deve num primeiro plano considerar os saberes dos alunos. V - As atividades de leitura e escrita devem garantir o contato com as práticas socioculturais escolarizadas. Incorreto - As práticas socioculturais escolarizadas são as que têm existência apenas dentro da escola, sendo portanto artificiais. O que se espera é que as práticas socioculturais sejam reais, guardando íntima relação com o que se lê e escreve em todas as oportunidades no mundo real. Esta é uma condição para a formação de alunos com alto nível de letramento Está INCORRETO o contido em: A – I, II e III B – III e IV apenas C – Apenas V D – III e V apenas E – Apenas II Alternativas: III e V Os demais itens da questão estão corretos:
Weisz, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem.
São Paulo: Ática, 2002.
Leia o texto para responder à questão:
Como as crianças constroem hipóteses sobre a escrita e seus usos a partir da participação em situações nas quais os textos têm uma função social de fato, frequentemente as mais pobres são as que têm as hipóteses mais simples, pois vivem poucas situações desse tipo. Para elas a oportunidade de pensar e construir ideias sobre a escrita é menor do que para as que vivem em famílias típicas de classe média ou alta, nas quais as crianças ouvem frequentemente a leitura de bons textos, ganham livros e gibis, observam os adultos manusearem jornais para buscar informações, receberem correspondência, fazerem anotações, etc. É comum, por exemplo, crianças de famílias que fazem uso cotidiano da escrita pedirem desde bem pequeninas – e por razões muitas vezes puramente afetivas – para que alguém escreva seu nome e dos outros parentes por escrito. São situações que lhes permitem perceber que têm um nome e que esse nome se escreve, que as outras pessoas da família têm nomes e que esses nomes também se escrevem. Além disso, costumam ter contato significativo com marcas de produtos, títulos de histórias, escritos de placas... Assim, essas crianças, antes mesmo de entrarem na escola, passam a ter um repertório de palavras conhecidas, isto é, sabem o que elas querem dizer e conhecem a forma convencional de sua escrita. Esse repertório de palavras dá sustentação à sua reflexão, ajuda-as a pensar sobre características do sistema de escrita e representa uma enorme vantagem quando elas são oficialmente iniciadas na alfabetização.
Isso não significa que as crianças pobres que não tenham acesso à escrita não possam refletir sobre seu funcionamento fora da escola. No entanto, como essas práticas habitualmente não fazem parte do cotidiano do seu grupo social de origem, costumam iniciar a escolarização em condições muito menos vantajosas do que aquelas que participam de práticas sociais letradas desde pequenas. Mas, vindas de famílias pobres ou não, hoje – como no passado – é muito comum que, mesmo tendo o professor cuidadosamente ensinado a escrever moleque, elas escrevam muleci. O que o professor vai fazer a partir desse momento – a ação pedagógica que vai desencadear – dependerá, fundamentalmente, de sua concepção de aprendizagem. Porque, tendo consciência disso ou não, todo ensino se apoia em uma concepção de aprendizagem. Se o professor imagina o conhecimento como algo que, pela ação do ensino, é oferecido às crianças para que o absorvam tal como ele está dado, obviamente o menino que escreveu muleci não terá aprendido o que ele ensinou. A ideia de que é possível ensinar uma coisa e o aluno aprender outra é completamente estranha a quem concebe o conhecimento dessa forma. (WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 2002)
22) (VUNESP/2013 – adaptado)) De acordo com o texto, ao se iniciar oficialmente a alfabetização,
A - somente as crianças de classes mais favorecidas podem desenvolver hipóteses de escrita, visto que podem comprar livros e cedo ter acesso ao mundo da cultura letrada.
B - as crianças mais pobres, por não terem tido qualquer contato com textos escritos de boa qualidade antes de entrar na escola, certamente apresentarão maior dificuldade ao serem alfabetizadas.
C - as reflexões e as hipóteses de escrita desenvolvidas pelas crianças mais pobres são do mesmo tipo que as desenvolvidas pelas crianças que têm contato com livros antes de entrar na escola.
D - as crianças que, na família, criam um bom repertório de escrita de palavras conhecidas antes de entrar na escola não apresentam qualquer vantagem em relação às demais crianças.
E - apenas as crianças pobres, por não terem geralmente acesso à escrita em seu grupo social, possivelmente escrevam MULECI – para a palavra moleque, mesmo após a professora ter apresentado a palavra com sua escrita convencional.
22 – C A - somente as crianças de classes mais favorecidas podem desenvolver hipóteses de escrita, visto que podem comprar livros e cedo ter acesso ao mundo da cultura letrada. Incorreto. Todas as crianças elaboram hipóteses sobre as escritas, independentemente de sua classe social. Como vivemos num mundo letrado, o acesso ao escrito está sempre presente. O que Weisz nos explica é que, ao contrário das crianças pobres, as que são mais favorecidas financeiramente acabam por ter em seu cotidiano uma presença mais intensa de contato com material escrito: “as crianças ouvem frequentemente a leitura de bons textos, ganham livros e gibis, observam os adultos manusearem jornais para buscar informações, receberem correspondência, fazerem anotações, etc.” B - as crianças mais pobres, por não terem tido qualquer contato com textos escritos de boa qualidade antes de entrar na escola, certamente apresentarão maior dificuldade ao serem alfabetizadas. Incorreto. Não podemos estabelecer esta relação de causa e efeito: pobreza – insucesso escolar. Cabe à escola e ao professor organizar situações didáticas que considerem os saberes prévios dos alunos. Se a criança teve pouco contato com material escrito até então, cabe à escola oferecer materiais selecionados a partir da sua qualidade literária e da variedade dos seus gêneros textuais. Deverá haver grande preocupação do professor em permitir a aproximaçãoda criança à cultura escrita. C - as reflexões e as hipóteses de escrita desenvolvidas pelas crianças mais pobres são do mesmo tipo que as desenvolvidas pelas crianças que têm contato com livros antes de entrar na escola. Correto. Todas as crianças refletem sobre a escrita e elaboram hipóteses sobre o que e como algo está escrito. O que muda é que, como “essas práticas (letradas) habitualmente não fazem parte do cotidiano do seu grupo social de origem, costumam iniciar a escolarização em condições muito menos vantajosas do que aquelas que participam de práticas sociais letradas desde pequenas.” D - as crianças que, na família, criam um bom repertório de escrita de palavras conhecidas antes de entrar na escola não apresentam qualquer vantagem em relação às demais crianças. Incorreto. As experiências com leitura e escrita antes do ingresso das crianças na escola lhes permite construírem um repertório de letras ou palavras – ou mesmo da função social da leitura e da escrita: observar alguém ler e comentar uma notícia do jornal, a mãe seguir uma receita para cozinhar, ou organizar uma lista do que deve comprar no supermercado... Para Weisz, isso tudo dá sustentação à reflexão das crianças, ajuda-as a pensar sobre características do sistema de escrita e representa uma enorme vantagem quando elas são oficialmente iniciadas na alfabetização. E - apenas as crianças pobres, por não terem geralmente acesso à escrita em seu grupo social, possivelmente escrevam MULECI – para a palavra moleque, mesmo após a professora ter apresentado a palavra com sua escrita convencional. Incorreto. A escrita de MULECI para moleque pode ocorrer independente da classe social da criança. Trata-se de uma escrita, que embora não seja convencional, revela uma elaborada reflexão da criança e seu esforço para grafar a palavra. A forma como o professor vai lidar com o “erro” do aluno diante dessa escrita – é bom lembrarmos - expressa sua concepção de aprendizagem.
23) (VUNESP/2013) - Todas as ações e relações que compõem o processo educativo escolar correspondem a objetivos gerais e específicos. São eles que guiam o planejamento dessas ações e relações. Eles dependem delas para serem alcançados, parcial ou plenamente. Isso acontece em diversos níveis: o nacional, o regional/local, o da unidade escolar e o do professor. No caso do nível de planejamento, que corresponde ao trabalho de cada professor com seus alunos, no cotidiano da sala de aula e da escola, pela natureza dialogal da relação entre o ensino e a aprendizagem, entre sujeitos que constroem conhecimento, podemos concordar com Weisz (2002) que é impossível ensinar algo a alguém sem saber o que essa pessoa já sabe sobre determinado objeto de estudo, ou seja, é impossível ensinar sem:
A - livro
B - poder.
C - vocação.
D - avaliar.
E - internet.
23 – D A - livro Incorreto. O livro é um objeto / instrumento de ensino importante, mas não podemos dizer que, sem ele, o ensino não pode ocorrer. Sem dúvida que propiciar contato das crianças com a materialidade do texto é imprescindível, mas ela pode ser buscada em outros suportes. B - poder. Incorreto. Todas as relações humanas são, de certa forma, marcadas por determinadas relações de poder. De que poder se está falando aqui, especificamente? Do poder de quem sabe sobre quem sabe menos? Do poder disciplinar? ... São muitos os estudos e diversos os autores que, ao longo do tempo, veem se debruçando sobre esta temática. (Cf, Saviani, Tragtenberg...). O professor é agente de reprodução social, mas é também agente da contestação, da crítica. Levando em conta a grande ênfase que se dá à escola democrática para a formação do sujeito, não podemos considerar como certa esta alternativa. C - vocação. Incorreto. Pensar na profissão do professor como vocação é não considerar todas as singularidades deste profissional, desse agir na sala de aula com os alunos. Trata-se de uma visão estereotipada, que de certa forma menospreza a própria profissão, uma vez que oculta o grande e permanente esforço exigido para nossa qualificação. Vocação está ligada à ideia de “dom” como se já nascêssemos professores. D - avaliar. Correto. Esta questão é muito tratada no livro de Telma Weisz, porque defende a ideia de que um bom plano de trabalho do professor deve ter como ponto de partida a pergunta: “o que o aluno já sabe sobre este assunto?” - Concepção Construtivista: conhecimento como produto da ação e da reflexão do aprendiz. A avaliação aqui - cuidado! - não é aquela com a finalidade de atribuir uma nota ou conceito, mas de investigar os saberes prévios do aluno, a partir dos quais o professor vai então organizar situações didáticas que o desafiem e apoiem para que ele avance na construção de seu conhecimento. E - internet. Incorreto – Embora a internet venha tomando uma espaço cada vez maior na sociedade como um todo, não podemos apontá-la como imprescindível no sucesso da aprendizagem. A ferramenta em si não resolve as questões de ensino e de aprendizagem se o professor não dominar o seu uso para fins didáticos, levando em conta os saberes dos alunos e a especificidade de cada área de conhecimento.
24) (VUNESP/2013) Weisz (2002), em O diálogo entre ensino e aprendizagem, afirma que o conhecimento avança quando o aprendiz enfrenta questões sobre as quais ainda não havia parado para pensar. A consequência didática dessa afirmativa é que o professor deve:
A - garantir a máxima circulação de informações em sala de aula, apresentando situações e materiais diversos, promovendo interação entre os alunos e situações que favoreçam a ação do aprendiz sobre aquilo que é seu objeto de conhecimento.
B - propor questionários individuais nos quais os alunos possam mostrar aquilo que já sabem, situando os conteúdos que ainda não aprenderam, para posteriormente perguntar ao professor, sem atrapalhar o aprendizado dos demais colegas.
C - manter um clima de ordem e silêncio na sala de aula, com pouca interação entre os alunos, para que não haja interferência de ideias e cada um possa pensar sobre temas novos, a partir dos saberes que tem e da ajuda do professor.
D - impedir que os alunos misturem as experiências que possuem fora da escola com os conteúdos organizados didaticamente em sala de aula, para assim poderem pensar de uma forma diferente da que aprenderam na vida em sociedade.
E - preparar-se bem quanto ao conteúdo a ser ensinado, antes de propor novas questões para a reflexão do aluno, de modo a não ficar vulnerável frente a dúvidas dos estudantes, já que se espera dele a orientação sobre a forma correta de pensar.
24 – A A - garantir a máxima circulação de informações em sala de aula, apresentando situações e materiais diversos, promovendo interação entre os alunos e situações que favoreçam a ação do aprendiz sobre aquilo que é seu objeto de conhecimento. Correto. Ao contrário da escola tradicional na qual imperava o individualismo e pouco ou nenhum contato dos alunos uns com outros, a autora defende que quanto mais informações / trocas circularem na sala de aulas mais facilmente haverá construção de conhecimento. Para ela, os alunos não aprendem apenas com o professor, mas também na interação uns com outros. Não se trata de qualquer interação, mas daquelas que envolvem situações planejadas para que o aluno pense continuamente sobre o objeto de conhecimento, colocando em dúvida, testando, defendendo suas hipóteses. B - propor questionários individuais nos quais os alunos possam mostrar aquilo que já sabem, situando os conteúdos que ainda não aprenderam, para posteriormente perguntar ao professor, sem atrapalhar o aprendizado dos demais colegas. Incorreta. Este item retrata uma imagem de escola e de relação do ensino com a aprendizagem oposta à defendida no livro de Telma Weisz. Questionários individuais para se mostrar não o que se sabe mas o que não sabe (ideia de pré-requisitos), o professor como único informante... tudo isso muito contestado pela autora. C - manter um clima de ordem e silêncio na sala de aula, com pouca interação entreos alunos, para que não haja interferência de ideias e cada um possa pensar sobre temas novos, a partir dos saberes que tem e da ajuda do professor. Incorreta. A autora propõe exatamente o oposto do que consta neste item. Ela valoriza o desenvolvimento de uma “escuta” dos saberes dos alunos para que, intencionalmente, possa propor atividades de interação com troca de ideias entre eles, com explicitação do pensamento de cada um no coletivo da sala de aulas. D - impedir que os alunos misturem as experiências que possuem fora da escola com os conteúdos organizados didaticamente em sala de aula, para assim poderem pensar de uma forma diferente da que aprenderam na vida em sociedade. Incorreta. É impossível conceber a escola à parte da sociedade. O aluno aprende na escola, mas também traz para a sala de aulas seu conhecimento de mundo, suas variadas experiências construídas e compartilhadas com outros – família, amigos.... Esta mistura de experiências – se bem trabalhada didaticamente – pode ser de grande valia para a aprendizagem dos alunos. E - preparar-se bem quanto ao conteúdo a ser ensinado, antes de propor novas questões para a reflexão do aluno, de modo a não ficar vulnerável frente a dúvidas dos estudantes, já que se espera dele a orientação sobre a forma correta de pensar. Incorreta. Não podemos negar a importância do preparo do professor, mas dizer que os estudantes esperam dele a orientação sobre a forma correta de pensar nos remete a uma proposta verticalista, autoritária, que mais uma vez centra apenas no professor a possibilidade de saber algo e menospreza a os saberes dos alunos e a interação – aprendemos com o outro.
25) Para Telma Weisz, em “O Diálogo entre o ensino e aprendizagem”, é INCORRETA a alternativa:
A – Ponto de vista adultocêntrico é a forma pela qual se costuma conceber a aprendizagem das crianças a partir da própria perspectiva do adulto que já domina o conteúdo que quer ensinar.
B - Do ponto de vista adultocêntrico, o professor, do lugar de quem já sabe, define o que é mais fácil e o que é mais difícil para os alunos e quais os caminhos que eles devem percorrer para realizar as aprendizagens desejadas.
C - Em uma sociedade letrada as crianças constroem conhecimentos sobre a escrita desde muito cedo, a partir do que podem observar e das reflexões que fazem a esse respeito.
D- Podemos entender conhecimento prévio e pré-requisito como sinônimos.
E – Todos os professores têm ideias, concepções e teorias que sustentam a sua prática, mesmo quando ele não tem consciência delas.
25 – D A – Ponto de vista adultocêntrico é a forma pela qual se costuma conceber a aprendizagem das crianças a partir da própria perspectiva do adulto que já domina o conteúdo que quer ensinar. Correta. Nesse ponto de vista – que se contrapõe à proposta construtivista – são negados e desvalorizados os saberes e a forma de pensar dos alunos. B - Do ponto de vista adultocêntrico, o professor, do lugar de quem já sabe, define o que é mais fácil e o que é mais difícil para os alunos e quais os caminhos que eles devem percorrer para realizar as aprendizagens desejadas. Correta. A autora se contrapõe a este ponto de vista. Abordagem tradicional, autoritária, prepotente. C - Em uma sociedade letrada as crianças constroem conhecimentos sobre a escrita desde muito cedo, a partir do que podem observar e das reflexões que fazem a esse respeito. Correta. Inúmeras pesquisas confirmam este item. As sondagens sobre os sistema de escrita são fortemente reveladoras do que sabe o aluno ao longo do desenvolvimento de suas hipóteses sobre o sistema de escrita alfabético. D- Podemos entender conhecimento prévio e pré-requisito como sinônimos. Incorreta. Enquanto a ideia de pré-requisitos indica restrições e condições para aprender, os conhecimentos prévios nos sugerem âncoras que “dão liga” entre o já sabido e o que se deseja saber. Esta diferença é significativa, pois interfere na ação didática do professor. O professor que norteia seu trabalho pela crença em pré-requisito entende a aprendizagem de forma linear, numa sequência fixa de conteúdos que devem ser ensinados. A condição para aprender fica, então, condicionada e limitada por uma rigidez mental que pressupõe ser impossível aprender qualquer coisa que fira uma possível ordem pré-estabelecida nos programas escolares. Por essa ótica, a criança não seria capaz, por exemplo, de construir conhecimento sobre textos, antes que lhe fossem apresentadas todas as letras do alfabeto. O professor que norteia seu trabalho pela crença em conhecimentos prévios acredita que, pelo simples fato de estar no mundo, o aprendiz sabe. Ele pensa, constrói impressões e conhecimento sobre tudo o que lhe foi possível acessar. A ação didática inicia-se, então, através da pergunta: o que já sabe o meu aluno sobre o conteúdo que desejo explorar? Enquanto o olhar do professor que acredita em pré-requisito focaliza a falta - a ausência do aprendido - o olhar do professor que acredita em conhecimento prévio focaliza a presença, valorizando as construções mentais de seus alunos, entendendo-as como suporte para novas aprendizagens. E – Todos os professores têm ideias, concepções e teorias que sustentam a sua prática, mesmo quando ele não tem consciência delas. Correta. A concepção teórica do professor – mesmo quando ele não tem consciência disso – pode ser percebida ao analisar os atos do professor em relação ao que ele espera que o aluno aprenda, aos caminhos pelos quais ele acredita que a aprendizagem acontece e à forma como ele acredita que deva ser o ensino.
26) Considere as afirmativas abaixo:
I - Um olhar cuidadoso sobre o que a criança errou, pode ajudar o professor a descobrir o que ela tentou fazer.
II - Conhecimento prévio dos alunos não deve ser confundido com conteúdo já ensinado pelo professor.
III - Todas as crianças sabem muitas coisas, só que umas sabem coisas diferentes das outras.
IV - Não é possível formular receitas prontas para serem aplicadas a qualquer grupo de alunos.
V - Os erros devem ser sempre corrigidos no momento em que foram cometidos.
Correspondem às ideias de Telma Weisz, autora do livro “o diálogo entre o ensino e a aprendizagem”:
A – I, II e III
B – II, III e IV
C – III, IV e V
D – I, II, III e IV
E I, III, IV e V
26 – D I - um olhar cuidadoso sobre o que a criança errou, pode ajudar o professor a descobrir o que ela tentou fazer. Correto. Se o professor acompanha o pensamento da criança e sabe o que ela tentou fazer, pode organizar intervenções que a ajudem a avançar. Perguntas essenciais: que decisão pode beneficiar o aluno? Por que as crianças fazem o que fazem? II - conhecimento prévio dos alunos não deve ser confundido com conteúdo já ensinado pelo professor. Correto. Os alunos chegam às escolas já com muitos saberes, porque estão no mundo, são seres pensantes. Conhecimento prévio: nem sempre convencional e arrumadinho. Informação externa + conhecimento prévio = construção interna III - todas as crianças sabem muitas coisas, só que umas sabem coisas diferentes das outras. Correto. As crianças veem de culturas diferentes, vivenciam diferentes experiências, portanto seus saberes são diferentes. O problema é que a escola valoriza determinados saberes em detrimento de outros, o que impede ou dificulta o diálogo com as crianças. IV - não é possível formular receitas prontas para serem aplicadas a qualquer grupo de alunos. Correto. Weisz nos lembra que a escola não é uma linha de montagem (1970), com valorização de Métodos / Sequência de passos. Todos aprenderiam, desde que seguissem aqueles passos. Devemos atentar aqui inclusive para a ideia do professor não pensante, cumpridor de um método, o que contribuía para a sua baixa qualificação. V - Os erros devem ser sempre corrigidos no momento em que foram cometidos. Incorreto. Não informar nem corrigir é abandonar o aluno, mas fazer uma marcação diante de todo e qualquer erro também não é conveniente. Para muitos: aprender é substituir respostas erradas por certas. Sabemos que ajudar o alunoa aprender vai muito além disso, porque não adianta apenas a substituição de respostas, se não houver compreensão do aluno sobre por que errou. A correção se define pelo momento da aprendizagem em que os alunos estão – KXO / CAXORO - exigem diferentes intervenções. Entre o tudo pode e o nada pode / não deixar nem a sombra do erro e o agora não é mais para corrigir: enorme espaço de atuação docente.
MORIN
7 - Na obra “Os Sete Saberes necessários à Educação do Futuro” de Edgar Morin, a educação do futuro deverá ser o ensino primeiro e universal, centrado na condição humana. A hominização tem um duplo princípio: (A) Domesticar os indivíduos para destruírem os fatos. (B) Racionalidade e irracionalidade. (C) Individual e coletivo. (D) A juventude e o adulto (E) Um princípio biofísico e um psico-sócio-cultural, um remetendo ao outro.
7-E
8 - Assinale a alternativa incorreta, segundo Edgar Morin: (A) O homem somente se realiza plenamente como ser humano pela cultura e na cultura. (B) O homem é um ser plenamente biológico, mas se não dispusesse plenamente da cultura, seria um primata do mais baixo nível. A uniduladidade é construída pelo circuito do cérebro, mente e cultura. (C) A educação deveria mostrar o destino multifacetado do humano: individual, social e histórico, todos entrelaçados e inseparáveis, estudando a complexidade humana. (D) O mundo é uno (físico, político), e também é diferente e o divide. Assim o objetivo global não é conduzir os indivíduos à solidariedade. (E) Temos que criar uma ética universal da compreensão. A escola é uma instituição social necessária para ajudar a humanidade a conquistar esse novo patamar de desenvolvimento.
8- D
9 - Analise as afirmações abaixo, segundo Edgar Morin:
I- O Etnocentrismo, o Sociocentrismo e o Egocentrismo são barreiras para a compreensão, porque exaltam o “eu”, o “meu” e desvalorizam o que “vem do outro”.
II- A ética da compreensão pede que se compreenda a incompreensão.
III- O que favorece a compreensão é o “bem pensar” (ética universal) e a “Introspecção” (ética individual).
IV- O bem pensar envolve o bom senso, a vontade de compreender, dialogar; e a introspecção envolve um autoexame, uma reflexão sobre o que “eu estou fazendo”.
Assinale a alternativa correta:
(A) Apenas as afirmações II, III e IV estão corretas.
(B) Apenas as afirmações III e IV estão corretas.
(C) Apenas a afirmação III está correta.
(D) Apenas as afirmações II e IV estão corretas.
(E) Todas as afirmações estão corretas.
9- E
10 - Segundo Edgard Morin:
(A) A compreensão não deve ser a tarefa da educação do futuro.
(B) A compreensão é ao mesmo tempo meio e fim da comunicação humana. O planeta necessita, em todos os sentidos, de compreensões mútuas.
(C) A compreensão entre sociedades não supõe necessariamente sociedades democráticas abertas.
(D) Na prática mental do autoexame, a introspecção não é necessária.
(E) A ética da compreensão pede que se excomungue.
10-B
11 - Na obra “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro”, Edgar Morin afirma que:
(A) Estamos na era planetária. Uma aventura comum conduz os seres humanos, onde quer que se encontrem. Conhecer o humano é antes de tudo separá-lo do universo.
(B) É impossível conceber a unidade complexa do ser humano pelo pensamento disjuntivo, que concebe nossa humanidade de maneira insular, fora do cosmos que a rodeia da matéria física e do espírito do qual somos constituídos, bem como pensamento redutor que restringe a uma unidade a um substrato puramente bio-anatômico.
(C) A importância da hominização é primordial à educação voltada para a condição humana, porque nos mostra como a animalidade e a humanidade constituem, separadas, nossa condição humana.
(D) O humano é um ser somente biológico, e não cultural.
(E) A cultura acumula em si o que é conservado, transmitido, aprendido e não comporta normas e princípios de aquisição.
11- B
12 - Segundo Edgar Morin, uma das vocações essenciais da educação do futuro serão o exame e o estudo da complexidade humana:
(A) O ser humano é complexo e não traz em si caracteres antagonistas.
(B) No ser humano, o desenvolvimento do conhecimento racional-empírico-técnico anulou o conhecimento simbólico, mítico, mágico ou poético.
(C) Somos seres infantis, neuróticos, delirantes e também racionais.
(D) Cabe à educação do futuro cuidar para que a ideia de unidade da espécie humana apague a ideia de diversidade.
(E) Todo desenvolvimento verdadeiramente humano não significa o desenvolvimento conjunto das autonomias individuais, das participações comunitárias e do sentimento de pertencer à espécie humana.
12-C
CORTELLA
19 Analise as afirmações abaixo, segundo MArio Sergio Cortella:
I- Nós, seres humanos somos um produto cultural, ou seja, o homem não nasce humano e, sim, torna se humano na vida social e histórica no interior da cultura.
II- Os bens culturais são valores por nós criados e que dão sentido à vida. Essa construção é conhecida, porque vivemos em sociedade, e, portanto também é vida política.
III- A ideia de verdade como descoberta é uma construção.
IV- O saber pressupõe uma intencionalidade, ou seja, não há busca de saber sem finalidade.
Assinale a alternativa correta:
Somente a afirmação I está correta. (B) Somente as afirmações II, III e IV estão corretas. (C) Somente as afirmações II e IV estão corretas. (D) Todas as afirmações estão corretas. (E) Todas as afirmações estão incorretas.
19-D
20 - Segundo Cortella:
(A) O conhecimento não é politico.
(B) A prática educacional tem como objetivo central fazer avançar a capacidade de compreender e intervir na realidade para além do estágio presente, gerando autonomia e humanização.
(C) Ser inteligente é não errar.
(D) O conhecimento é entendido como algo pronto e acabado.
(E) A aula impõe dedicação, sem necessidade de confiança mútua.
20-B
21 - Assinale a alternativa incorreta, segundo Mario Sergio Cortella:
(A) A educação e a escola são lugares nos quais podemos dizer e exercer mais fortemente o nosso não. Não à miséria, não à injustiça, não ao poder opressor.
(B) O educador é alguém que tem um papel politico-pedagógico, buscando construir uma autonomia relativa.
(C) O principal canal de conservação e inovação de valores e conhecimentos são as instituições sociais.
(D) A produção de valores e conhecimentos é neutra e não leva em conta o poder.
(E) Uma nova qualidade social exige a reorientação curricular que leve em conta a realidade do aluno.
21-D
22 - O fracasso escolar que Mario Sergio Cortella denomina de pedagocídio está sustentado pelos pilares da evasão e da repetência. É usual serem apontadas como causas extracurriculares:
(A) Livros didáticos, com conteúdos abstratos.
(B) Facilitar a aprovação
(C) Precárias condições econômicas e sociais da população.
(D) Os professores
(E) A escola e os pais dos alunos.
22-C
23 - Analise as afirmações abaixo, segundo Mario Sergio Cortella:
I- O autor distingue entre o tradicional que precisa ser resguardado e protegido e o arcaico que está ultrapassado.
II- A tarefa da escola não é facilitar a aprovação, mas sim dificultar a reprovação inútil e inapta que ocorre por nossa responsabilidade em função do modo como nosso trabalho se organiza.
III- O conhecimento não pode ser reduzido à sua modalidade científica, mas também o estético, o religioso, o afetivo.
IV- A crise na educação é inerente à vida nacional porque não atingimos ainda patamares mínimos de uma justiça social compatível com a riqueza produzida pelo País e usufruída por uma minoria.
Assinale a alternativa correta: (A) Somente a afirmação I está correta. (B) Somente as afirmações II, III e IV estão corretas. (C) Somente as afirmações II e IV estão corretas. (D) Todas as afirmações estão corretas. (E) Todas as afirmações estão incorretas.
23-D
24 - Segundo Cortella, a proposta da escola nova, é de colocar o professor não apenas como um mero transmissor do conhecimento para os seus alunos, mas como um mediador que não apenasleve o conhecimento, mas que indique quais os caminhos para se alcançar este conhecimento. Assim:
(A) O espaço da escola é um local de aprendizagem em constantes transformações sociais, e o professor não tem um papel importante e fundamental nesse processo, somente o aluno.
(B) O professor precisa de uma formação adequada inicialmente, e não continuada.
(C) O professor precisa de uma formação adequada somente continuada.
(D) O professor não precisa ter uma bagagem técnica, ou seja, um conhecimento técnico.
(E) O professor precisa ter uma visão crítica da sociedade.
24-E
TEREZINHA RIOS
31 - Terezinha Rios afirma que a relação escola e sociedade deve ser analisada de modo crítico, para que se evidenciem os mecanismos determinantes da prática educativa. Essa análise critica nos conduz a constatar a existência de posições diferentes no que diz respeito à relação escola e sociedade. Nesse contexto:
A) A escola, enquanto instituição de uma sociedade capitalista, tornou-se um espaço de veiculação dos valores da classe dominada.
B) O ato de educar é único e exclusivo da escola, não pertencendo a nenhuma outra instituição. C) A contradição é inerente à escola, pois, ao mesmo tempo, ela mantém e transforma a sociedade.
D) Hoje, a escola se constitui espaço de transmissão do conhecimento e de vivência cultural.
E) O processo educativo da escola não se vincula à questão cultural que permeia a sociedade.
31 C
32 - No trabalho docente de qualidade faz-se necessário o “saber bem” e o “fazer bem”, essa premissa nos remete às dimensões das competências necessárias para ensinar. Referindo-se ao trabalho competente e de boa qualidade, Terezinha Rios afirma que: (A) A dimensão ética diz respeito à orientação da ação, fundada nos princípios do respeito, da solidariedade e da justiça, na direção da realização de um bem coletivo. (B) A dimensão técnica é a capacidade de transmitir o conhecimento da classe dominante aos sujeitos da classe trabalhadora. (C) A dimensão técnica não se estabelece sem que a dimensão política esteja explícita. (D) A qualidade da educação tem sido constantemente prejudicada por educadores preocupados em transmitir o conhecimento.
(E) A dimensão política da educação vai além da competência técnica preocupando-se apenas com a ética.
32- A
33 - Segundo Terezinha Rios, na avaliação que fazem do seu trabalho, em geral, os educadores, os professores, afirmam-se comprometidos com os interesses dos alunos, mas não têm clareza quanto:
(A) À implicação política do seu “comprometimento”.
(B) À importância da educação escolar para a sociedade democrática.
(C) À questão política que sustenta a educação.
(D) Ao compromisso dos que exercem funções educativas.
(E) Às questões teóricas e práticas necessárias ao bom desempenho do trabalho docente.
33- A
34 - Ao mencionar a presença dos sentimentos, das emoções, T. Rios nos remete a uma outra dimensão do trabalho educativo: a dimensão estética. Esta dimensão está relacionada:
(A) Com a oportunidade que se apresenta ao professor, durante o processo educativo, de observar a capacidade criativa do aluno e nela se debruçar.
(B) Com a sua intuição para orientar o aluno naquilo que lhe parece certo, tendo em vista os padrões sociais.
(C) Com o compromisso de desenvolver valores necessários para a construção de uma sociedade solidária, justa e democrática.
(D) À sensibilidade que leva o professor a procurar conhecer os alunos, a estar aberto para as diferenças, a se preocupar com a desigualdade que frequentemente ameaça a se instalar na escola.
(E) À sensibilidade que leva o professor a perceber a necessidade de aprendizagem do aluno e busca estimular, de forma individual, o desenvolvimento intelectual e a formação básica do aluno.
34- D
35 - T. Rios afirma: “o homem é um ser no mundo. Ele não é, primeiro, e depois é no mundo. Ser no mundo já é constituinte de seu ser homem. O que se pode constatar, em última instância, é que o mundo está dentro do homem, e dele resulta”. Isso significa:
(A) Que o mundo é uma criação fantasiosa ou uma realidade que desaparece quando o homem lhe dá as costas.
(B) Que a realidade induz o homem a construir o seu próprio mundo.
(C) Que o mundo existe para o homem na medida do conhecimento que o homem tem dele e da ação que exerce sobre ele.
(D) Que o homem existe para o mundo a partir da ação que ele exerce para a transformação dos sujeitos e do próprio mundo.
(E) Que o homem não pertence ao mundo, mas, o mundo pertence ao homem.
35-C
INDISCIPLINA NA ESCOLA - Capítulo 3 - AQUINO, Júlio Groppa
46 - “Qual o papel da escola para a sua clientela e seus agentes?”. Aquino aponta a tríade funcional que historicamente são atribuídas à instituição escolar.
Assinale a alternativa correta apontada por Aquino:
(A) Dimensão imediatamente epistêmica, Dimensão socializante, Dimensão profissionalizante
(B) Dimensão itinerante, Dimensão atenuante, Dimensão profissionalizante
(C) Dimensão multicultural, Dimensão socializante, Dimensão excludente
(D) Dimensão disciplinar, Dimensão imediatamente epistêmica, Dimensão cultural
(E) Dimensão profissionalizante, Dimensão inclusiva, Dimensão territorial
46-A
INDISCIPLINA NA ESCOLA - Capítulo 3 - AQUINO, Júlio Groppa
47 - Segundo Aquino, os relatos dos professores testemunham que a questão disciplinar é, atualmente, uma das dificuldades fundamentais quanto ao trabalho escolar. Segundo eles, o ensino teria como um de seus obstáculos centrais a conduta desordenada dos alunos, traduzida em termos como: bagunça, tumulto, falta de limite, maus comportamentos, desrespeito às figuras de autoridade, etc., tanto em escolas públicas quanto privadas. No entanto, da mesma forma que não é possível supor a escola como uma instituição independente ou autônoma em relação ao contexto sócio-histórico (isto é, às outras instituições), não é lícito supor que o que ocorre em seu interior não tenha articulação aos movimentos exteriores a ela. Vale dizer que é mais um entrelaçamento, uma interpenetração. Neste sentido, Aquino vai analisar dois olhares distintos sobre a indisciplina.
Aponte a alternativa que corresponda a esses dois olhares:
(A) Sócio-histórico e Propedêutico
(B) Propedêutico e Disciplinar
(C) Sócio-histórico e Psicológico
(D) Disciplinar e Punitivo
(E) Punitivo e Sócio-histórico
47-C
INDISCIPLINA NA ESCOLA - Capítulo 3 - AQUINO, Júlio Groppa
48 - Com base na seguinte afirmação de Groppa: “Indisciplina seria sintoma de injunção da escola idealizada e gerida para um determinado tipo de sujeito e sendo ocupada por outro. Equivaleria, pois, a um quadro difuso de instabilidade gerado pela confrontação deste novo sujeito histórico a velhas formas institucionais cristalizadas.”, responda:
Deste ponto de vista sócio-histórico, a indisciplina passaria, então a ser:
(A) Força legítima de resistência e produção de novos significados e funções, ainda insuspeitos, à instituição escolar
(B) Força desagregadora da instituição escolar e da família
(C) Força que desestimula o trabalho pedagógico no interior da instituição escolar
(D) Força que desequilibra o projeto da instituição escolar provocando ruptura entre os seus membros
(E) Força que impede que o processo de ensino e aprendizagem se complete na instituição escolar e demanda novas parcerias no entorno
48-A
INDISCIPLINA NA ESCOLA - Capítulo 3 - AQUINO, Júlio Groppa
49 - Segundo Aquino: “Em estudo constatou-se que a normatização atitudinal parece ser o grande sentido do trabalho escolar – o que não deixa de causar perplexidade, uma vez que o objetivo crucial da escola (a reposição e recriação do legado cultural) parece ter sido substituído por uma atribuição quase exclusivamente disciplinarizadora. Desta forma, as práticas pedagógicas concretas acabam sendo abarcadas por expectativas nitidamente moralizadoras.
Ou seja, constatou-se que, no plano das representações, despende-se muito mais energia com as questões psíquicas/morais do aluno do que com a tarefa epistêmica fundamental.”Escolha a alternativa com as consequências disto, apontadas pelo autor:
(A) Desperdício da força de trabalho qualificada, desvio de função, quebra do contrato pedagógico
(B) Desperdício de material pedagógico, necessidade de recuperação paralela, necessidade de parceria com o Conselho Tutelar
(C) Necessidade de encaminhamentos ao psicólogo, acompanhamento familiar, contratação de profissionais da área de saúde
(D) Desperdício de livros didáticos, desvio de função, aumento das horas de estudo
(E) Desperdício da força de trabalho qualificada, ncessidade de acompanhamento familiar, desestruturação do quadro de apoio
49- A
INDISCIPLINA NA ESCOLA - Capítulo 3 - AQUINO, Júlio Groppa
50 - Segundo Aquino, a Escola, desde o ponto de vista institucional, equivaleria basicamente às práticas concretas de seus agentes e clientela, tendo a relação professor-aluno como núcleo fundamental. A partir destas definições, não é possível imaginar que a saída para a compreensão e o manejo da indisciplina resida em alguma instância alheia à relação professor-aluno, ou que esta permaneça sempre a reboque das determinações extra-escolares. A saída possível está no coração mesmo da relação professor-aluno, isto é, nos vínculos cotidianos e, principalmente, na maneira com que nos posicionamos perante o nosso outro complementar. Ambos são parceiros de um mesmo jogo. E o nosso rival é a ignorância, a pouca perplexidade e o conformismo diante do mundo.
Dessa forma, o trabalho do conhecimento implica, conforme o autor, em:
(A) Esperança, fé, determinação
(B) Silêncio, respeito, passividade
(C) Perseverança, calma, exclusividade
(D) Orientação, força de vontade, criatividade
(E) Inquietação, desconcerto, desobediência
50-E
INDISCIPLINA NA ESCOLA - Capítulo 3 - AQUINO, Júlio Groppa
51 - Para Aquino, uma Nova Ordem Pedagógica seria:
(A) Reinventar tempos e espaços escolares
(B) Reinventar as salas de aulas e seu mobiliário
(C) Reinventar continuamente os conteúdos, as metodologias, a relação
(D) Reinventar as famílias para contribuírem com o processo pedagógico
(E) Reinventar os campos de atuação dos gestores educacionais
51-C
INDISCIPLINA NA ESCOLA - Capítulo 3 - AQUINO, Júlio Groppa
52 - Para Aquino, esta guinada na compreensão e no manejo disciplinares vai requerer, enfim, uma conduta dialógica por parte do educador, pois é ele quem inaugura a intervenção pedagógica e que, em suma, o ofício docente exige a negociação constante, quer com relação às estratégias de ensino ou de avaliação, quer com relação aos objetivos e até mesmo aos conteúdos preconizados – sempre com vistas à flexibilização das delegações institucionais e das formas relacionais. O aluno deve ser assumido como elemento essencial na construção dos parâmetros relacionais que a ambos envolve.
Assim sendo, o autor propõe os seguintes quesitos para uma construção negociada:
(A) Investimentos em cursos, montagem de um regimento escolar, maior flexibilidade de horário
(B) Investimentos em materiais diversos, montagem de um regimento escolar, ampliação de reuniões com familiares
(C) Investimentos em infraestrutura, redução do número de alunos por sala, maior autonomia do professor
(D) Investimentos em vínculos concretos, fidelidade ao contrato pedagógico, permeabilidade para a mudança e para a invenção
(E) Investimentos em atividades externas, contratação de assessorias, estabelecer parceria com a área de saúde mental
52-D
INDISCIPLINA NA ESCOLA - Capítulo 5 – Áurea M. Guimarães
53 - Em seu texto, Áurea Guimarães vai questionar se a indisciplina e a violência são sempre indesejáveis, ou se teríamos de considerar a ambiguidade desses termos. Apresenta duas tendências que marcam a forma de se compreender o nosso tempo.
Assinale a alternativa onde encontramos essas tendências:
(A) Uma representando o indivíduo e outra representando o grupo
(B) Uma representando o lado iluminado e outra que representa o lado de sombra
(C) Uma representando o Estado e outra representado a família
(D) Uma representando o direito à indisciplina e outra representando o direito de aprendizagem de todos
(E) Uma representando o direito de repressão e outra o direito de liberdade plena
53-B
INDISCIPLINA NA ESCOLA - Capítulo 5 – Áurea M. Guimarães
54 - Segundo Guimarães: “Nas instituições prevalece a lógica do DEVER-SER, onde o domínio das regras e das normas tenta uniformizar o comportamento das pessoas, porém, não podemos deixar de perceber também a existência de uma lógica do QUERER-VIVER (os alunos buscam de modo espontâneo e não planejado o querer-viver). Toda instituição seria fecunda pela ambiguidade dessas duas lógicas. Toda vez que os poderes instituídos neutralizam as diferenças, levando à submissão, à adaptação e deixam de considerar as forças coletivas dos diferentes grupos, há efeitos de ruptura que podem ocorrer tanto frontalmente (as fúrias urbanas, os arrombamentos), como através da violência banal, isto é, das resistências passivas que aparentemente se integram ao instituído, mas que, na realidade, se opõem a ele, subvertendo o poder silenciosamente. Assim sendo, segundo a autora, os mecanismos disciplinares servem para:
(A) Homogeneizar
(B) Diversificar
(C) Pluralizar
(D) Variar
(E) Heterogeneizar
54-A
INDISCIPLINA NA ESCOLA - Capítulo 5 – Áurea M. Guimarães
55 - Segundo Áurea Guimarães: “Quando o professor experimenta a ambiguidade do seu lugar, ele consegue, juntamente com os alunos, administrar a violência intrínseca ao seu papel. Portanto, nem autoritarismo e nem abandono. O professor ocupa o seu lugar limitador, mas ele também abre brechas que permitirão ao aluno negociar e viver com mais intensidade a misteriosa relação que une o lugar-escola e o nós-alunos. Na sua ambiguidade, a indisciplina não expressa apenas ódio, raiva, vingança, mas também uma forma de interromper as pretensões do controle homogeneizador imposto pela escola. Mas, quando a escola enrijece, aplicando a lei única para todos os casos, o coletivo se desestrutura porque as discordâncias, deixando de ser objeto de negociação, enfraquecem os vínculos da trama social e começam a ser tratadas por especialistas. O diretor passa a depender, por exemplo, dos peritos (policiais, bedéis, orientadores, psicólogos, etc.) que se utilizam de força física , moral, e/ou psicológica para conter o movimento da violência.” A autora defende que:
(A) É preciso acreditar que paz é sinônimo de não existência de conflito
(B) É preciso disciplinar para que haja paz
(C) É preciso acabar com todo conflito para que se trabalhe e se eduque em paz
(D) É preciso que especialistas construam a cultura da paz
(E) É preciso deixar de acreditar que paz significa ausência de todo conflito.
55-E
INDISCIPLINA NA ESCOLA - Capítulo 10 – Sônia A. Moreira de FRANÇA
56 - Em “A Indisciplina como matéria do trabalho ético e político” a autora Sônia A. Moreira França conceitua indisciplina como sendo:
(A) O inimigo número um do educador atual, uma vez que se trata de algo que ultrapassa o âmbito estritamente didático pedagógico, imprevisto e até insuspeito no ideário das diferentes teorias pedagógicas.
(B) Ligado à desordem, à falta de respeito, sendo que as razões para que a indisciplina aconteça são, na maioria das vezes, centralizadas nas atitudes do aluno.
(C) Um comportamento inadequado, manifestado por um indivíduo ou grupo, que se traduz como falta de educação ou de respeito pelas autoridades.
(D) O comportamento que não está em correspondência com as leis e normas estabelecidas por uma comunidade, um gesto que não cumpre o prometido e, por esta razão, imprime uma desordem no até então previsto.
(E) Reflexo da pobreza e da violência que está presente em nossa sociedade, onde encontramos com frequência nos meios de comunicação, em especial a TV.
INDISCIPLINA NA ESCOLA - Capítulo 10 – Sônia A. Moreira de FRANÇA
56-D
57 - A autora Sonia A. Moreira França afirma que os atos de indisciplina podem ser enfrentados de dois modos: como matéria do trabalhoético e campo de exercício das instituições políticas ou como expressão de um sintoma individual. Porém, ainda de acordo com a autora, é frequente que os atos de indisciplina sejam interpretados como um sintoma individual, como ato de um. Algumas razões são apontadas pela autora para que isso aconteça, entre elas:
I – Segundo Hannah Arendt, a sociedade moderna transformou os interesses da esfera privada – em que o homem defende a vida e a sobrevivência- em interesses coletivos. Isso traz pelo menos uma consequência: a vida foi canalizada para a organização pública e as relações humanas passaram a ser vividas e expressas sob um ponto de vista privado.
II- O homem precisa se libertar da obsessão de decifrar a verdade dos seus desejos. Para que esta libertação seja possível, faz-se necessária a construção de uma moral com acento na ética e não em códigos de conduta imposto a todos, por igual, a fim de normatizar uma população.
III – Ao homem só é possível ser livre e autônomo na relação consigo próprio ou com aqueles que lhe são íntimos. O homem contemporâneo vive a liberdade como um diálogo exclusivo consigo próprio. Dessa forma, a noção de liberdade divorcia-se de seu âmbito original, a política.
IV- A privatização do espaço público, lugar por excelência da educação como fenômeno, torna a sala de aula como explicitação de cada um, fato este que abre flanco para a diluição do campo político que lhe é vital.
Com base nas afirmações acima, responda qual alternativa representa aquelas que estão CORRETAS:
(A) Apenas I, II e IV
(B) Apenas II, III e IV
(C) Apenas I, II e III
(D) Apenas I, III e IV
(E) Todas as afirmações estão corretas.
57-E
INDISCIPLINA NA ESCOLA - Capítulo 10 – Sônia A. Moreira de FRANÇA
58 - Em “A Indisciplina como matéria do trabalho ético e político”, Sonia M. Moreira França, trabalha o tema indisciplina levando em conta que a sociedade moderna transformou os interesses da esfera privada em interesses coletivos, o que representou um encurtamento do espaço público. Diante desse contexto, a autora propõe que a sala de aula seja:
• Campo político de conexão do homem com o mundo e seu futuro: lugar de experimentar, na existência de cada um, os elementos da cultura: saberes, atitudes, valores, crenças e interesses.
• Um lugar que se firme enquanto espaço público, lugar de (re)produção das realizações coletivas e exercício permanente de si próprio. A educação é uma atividade formadora de si mesmo e campo de inscrição de novas formas de existência.
Com base nas afirmações acima, pode-se concluir que a autora:
(A) Aponta a indisciplina como matéria do trabalho ético e político e a desejável disciplina como resultado dele.
(B) Aponta a indisciplina que enfrentamos hoje como herança ética e política do período militar, isto é, revanche ao processo repressivo.
(C) Entende a escola como um espaço neutro na política e na ética, terminando o direito de cada um onde começa o do outro.
(D) Aponta a disciplina como matéria do trabalho educativo familiar, berço da ética de cada um e fonte de modelos.
(E) Concebe a disciplina como condição para que o aluno aprenda os conteúdos acadêmicos propostos na Escola.
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