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i FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DE VIÇOSA CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA THAISA MARA DE SOUZA 8366 RENATO SOUSA 6251 TURMA (8º - T2) CIRCUITOS ELÉTRICOS Trabalho apresentado ao Curso de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia de Viçosa como um dos requisitos da disciplina de eletrotécnica Professor: Fábio Oliveira VIÇOSA - MG 2017 ii Sumário 1. INTRODUÇÃO ................................................................................................ 3 2. OBJETIVOS .................................................................................................... 4 2.1. Objetivo Geral ............................................................................................................... 4 2.2. Objetivos Específicos .................................................................................................... 4 3. REVISÃO DE LITERATURA ........................................................................... 4 4. MATERIAIS E MÉTODOS .............................................................................. 7 4.1. Materiais ....................................................................................................................... 7 4.2. Metodologia ................................................................................................................. 7 4.2.1. Tensões, correntes, fator de potência e potências do circuito misto .................... 7 4.2.2. Instalação de um chuveiro elétrico .............................................................................. 9 4.2.3. Instalação de lâmpadas com circuito simples e three-way .......................................... 9 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................... 10 5.1. Tensões, correntes, fator de potência e potências do circuito misto ........................ 10 5.2. Instalação de um chuveiro elétrico ............................................................................ 13 5.3. Instalação de lâmpadas com circuito simples e three-way ........................................ 13 6. CONCLUSÃO ............................................................................................... 17 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................. 18 3 1. INTRODUÇÃO Circuito elétrico é um conjunto formado por um gerador elétrico, um condutor em circuito fechado e um elemento capaz de utilizar a energia produzida pelo gerador. São formados pela associação de um ou mais resistores e dois elementos armazenadores de energia, que podem ser de tipos diferentes ou não. Entre as várias possibilidades de circuitos, alguns exemplos são constituídos por dois capacitores, dois indutores, um resistor, um capacitor e um indutor associados em série e, por fim, um resistor, um capacitor e um indutor associados em paralelo, entre outros. Alguns exemplos de circuitos elétricos são ilustrados na Figura1 a seguir: Figura 1: Exemplos de Circuitos Elétricos Nas associações R, L e C, a energia total armazenada é igual à soma das energias acumuladas em campo elétrico e campo magnético. A energia é trocada entre os elementos armazenadores de energia (capacitor e indutor) durante o funcionamento do circuito e, com o passar do tempo, a energia total do circuito é dissipada. Para que um circuito elétrico funcione, é necessário que ocorra, dentro de si, a passagem de corrente elétrica, que é caracterizada como o movimento ordenado de elétrons. A corrente elétrica é classificada em dois tipos: corrente contínua e corrente alternada. A corrente contínua caracteriza-se pelo movimento ordenado dos elétrons em um único sentido, sendo constituída de polos positivos e negativos. Esse tipo de corrente é comum em geradores químicos como, pilhas e baterias. Enquanto que, a corrente alternada é considerada mais eficiente para transmitir uma corrente elétrica em longas distâncias. Na corrente alternada o sentido da corrente varia com o tempo, nesse caso os elétrons não se deslocam como na corrente contínua, mas oscilam em torno de qualquer ponto no fio condutor. Devido esta oscilação ocorre variação na polaridade e essa variação implica em diferentes formas de sinais alternados, podendo ser senoidal, quadrada e triangular. Contudo, o presente trabalho vai descrever o uso do circuito RLC em série, paralelo e misto usado para encontrar a tensão e as correntes do sistema, bem como 4 o fator de potência e as potências no circuito. Além disso, mostrará também a instalação de um chuveiro elétrico, e a instalação de lâmpadas com circuitos simples, three way, com o objetivo de conhecer e utilizar os circuitos elétricos residenciais, aplicando, na prática, toda a teoria vista na disciplina no decorrer do semestre. 2. OBJETIVOS 2.1. Objetivo Geral Compreender e aplicar na prática todo o conteúdo estudado na disciplina de eletrotécnica relacionado aos fenômenos observados durante o experimento, utilizando e efetuando montagens de equipamentos que simulam de forma eficiente os circuitos elétricos residenciais. 2.2. Objetivos Específicos Interpretar e aplicar a leis da física aos diferentes circuitos elétricos; Efetuar medidas de corrente e tensão de um circuito RLC misto; Realizar medidas com equipamentos como voltímetro, amperímetro, ohmímetro e wattímetro, aprendendo a utilizá-los; Compreender forma detalhada os componentes de um chuveiro elétrico e sua forma ideal de instalação; Realizar a montagem de um circuito elétrico residência segundo o modelo three way. 3. REVISÃO DE LITERATURA Compreende-se como corrente elétrica o movimento ordenado de elétrons, que são os portadores de carga elétrica nos sólidos e os cátions e aníons que são os portadores de carga elétrica nas soluções iônicas. A corrente elétrica é calculada considerando a carga elétrica em movimento por unidade de tempo (ALBUQUERQUE, 2014). Uma corrente é qualquer movimento de cargas de uma região para outra. Ou seja, a corrente elétrica é o movimento ordenado de partículas eletricamente carregadas sendo definida como a razão entre a quantidade de carga que atravessa certa secção transversal do condutor num intervalo de tempo, sendo dada em ampère (A) no SI (YOUNG e FREEDMAN, 2008). 5 De acordo com Edminister (1991) uma corrente elétrica se divide em corrente contínua e corrente alternada. A corrente contínua caracteriza-se pelo movimento ordenado dos elétrons em um único sentido, sendo constituída de polos positivos e negativos, tal tipo de corrente é comum em geradores químicos como, pilhas e baterias. Já a corrente alternada se apresenta quando o fluxo de elétrons dentro do fio ocorre de maneira a ter troca do sentido da corrente várias vezes por segundo. Com esse movimento, a força necessária para gerar esse tipo de corrente é menor e a corrente consegue atingir valores de voltagem muito e como quanto maior a voltagem, maior a distância que a rede consegue alcançar sem perder força, a corrente alternada se torna bem mais eficaz na transmissão que a corrente continua. A corrente alternada ainda permite a utilização de transformadores, que aumentam a voltagem e com isso aumentam a distância alcançada pela rede (QUEIROZ, 2014). Um circuito elétrico é constituído de dispositivos que possibilitam a passagem de corrente elétrica. Para que ocorra o funcionamento do circuito elétrico é necessário que haja uma diferença de potencial (tensão), para ordenar o fluxode elétrons, um capacitor, um indutor e um receptor ou resistor (MARKOS, 2012). Capacitores e indutores são elementos armazenadores de energia. São caracterizados por duas grandezas, ambas associadas ao quanto de energia eles podem acumular. No caso dos capacitores, essa grandeza é denominada capacitância (C). No caso dos indutores, a grandeza relevante é denominada indutância e ela é representada pela símbolo (L). Ambas dependem da geometria do elemento bem como do material do qual são constituídos. O papel de um capacitor num circuito é a de armazenar elétrons, armazenar cargas elétricas. No caso de um indutor de indutância L, a energia é de natureza magnética (TIPLER e MOSCA, 2006). Como os capacitores funcionam como fontes de reativo, a circulação dessa energia fica limitada aos pontos onde ela é efetivamente necessária. Contudo, os benefícios reais obtidos com a instalação de capacitores em sistemas de distribuição dependem das características dos equipamentos e da forma como é feita essa instalação (SUNDHARARAJAN; PAHWA, 1994). A diferença de potencial elétrico, também chamada de tensão elétrica, corresponde ao trabalho que deve ser feito sobre cada portador de carga para que ele 6 seja movimentado por um circuito elétrico. Segundo o Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade de medida para ddp é o volt (V) (HALLIDAY, 2009). Resistores são dispositivos que compõem circuitos elétricos diversos, a sua finalidade básica é a conversão de energia elétrica em energia térmica (Efeito Joule). Outra função dos resistores é a possibilidade de alterar a diferença de potencial em determinada parte do circuito, isso ocorre por conta da diminuição da corrente elétrica devido à presença do equipamento (YOUNG e FREEDMAN, 2008). Potência elétrica é todo o trabalho realizado por uma determinada corrente em um intervalo específico de tempo, podendo ser classificada de três formas distintas, potência ativa, reativa e aparente. Potência ativa está relacionada à geração de calor, movimento ou luz. Basicamente, ela pode ser considerada como a média da potência elétrica gerada por um único dispositivo com dois terminais. É resultado do gasto energético após o início de cada processo de transmissão de energia. A potência ativa, que pode ser medida em watts (W) ou kilowatts (KW) por meio de um aparelho chamado wattimetro, é a energia que será realmente utilizada. A potência reativa, por sua vez, não realiza o trabalho em si. Isso significa que não é essa energia que liga os eletroeletrônicos e outros equipamentos elétricos, mas ela funciona entre o gerador de energia e a carga em si, sendo responsável por manter o campo eletromagnético ativo em motores, reatores, transformadores, lâmpadas fluorescentes, etc. Sua medida é feita em KVAR. A soma entre potência ativa e reativa gera a potência aparente, medida em kilovolts-amperes (KVA), também chamada fator de potência ou energia total. É esta medida que pode indicar se a energia consumida é o suficiente para um ou outro abastecimento elétrico, assim como apontar onde há a necessidade de melhoria no fornecimento. Para se ter uma ideia da importância da energia aparente, um baixo fator de potência pode provocar: - Tensões variadas que podem provocar a queima de motores; - Perda de energia e aumento de consumo; - Redução considerável do aproveitamento total de transformadores; - Aquecimento de condutores e diminuição da vida útil das instalações transmissoras de energia (BOYLESTAD, 2004). Em alguns circuitos elétricos é importante atender a necessidade de controlar uma ou várias lâmpadas situadas no mesmo ponto, de mais de um local diferente. Nestes casos utiliza-se um conjunto de interruptores paralelos, conhecido como “three Way”. Esse interruptor além de proporcionar um maior conforto para o 7 usuário, aumenta os aspectos quanto à segurança, devido ao comando da iluminação estar em mais de um ponto (CONCHETO, 2013). 4. MATERIAIS E MÉTODOS 4.1. Materiais Capacitor; Chave de teste indutiva. Chuveiro; Disjuntores; Fios condutores de cobre isolados com PVC. Fontes de energia; Interruptores; Lâmpadas; Multímetro; Resistor; Wattímetro; 4.2. Metodologia 4.2.1 Tensões, correntes, fator de potência e potências do circuito misto O professor realizou a montagem de um modelo de um circuito RLC misto, onde foi possível observar o mesmo em pleno funcionamento. Com circuito em funcionamento foi possível realizar medições de corrente e de tensão que passava pelo circuito. O circuito RLC era composto por um capacitor, um resistor e um indutor. A corrente e a tensão do sistema foram aferidas com o auxílio de um multímetro, enquanto que o fator de potência e as potências foram aferidas por meio de um wattímetro, os valores obtidos foram anotados para os cálculos posteriores. Os valores obtidos através dos aparelhos foram comparados com valores teóricos obtidos por meio de cálculos e para comprovar a eficiência dos mesmos foram calculados os erros relativos. A seguir tem-se as imagens do circuito RLC montado no experimento bem como as dos equipamentos utilizados para as medidas: 8 Figura 2: Circuito misto utilizado Figura 3: Multímetro Figura 4: Wattímetro 9 4.2.2. Instalação de um chuveiro elétrico O professor responsável pelo experimento apresentou aos alunos um chuveiro elétrico comum (Figura 5) e o desmontou para que os alunos tivessem uma visão geral dos seus componentes, além de explicar seu funcionamento e modo de instalação correto. Figura 5: Chuveiro elétrico comum 4.2.3. Instalação de lâmpadas com circuito simples e three-way Foi apresentado aos alunos um modelo didático representando uma mini residência, onde foi possível simular e observar as instalações de lâmpadas em circuito simples e em circuito three-way. O sistema utilizado no experimento está apresentado na figura 6 a seguir: Figura 6: Instalação de lâmpadas em circuito simples e three-way 10 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO 5.1. Tensões, correntes, fator de potência e potências do circuito misto Os valores de capacitância (C), indutância (L), potência (P) dos equipamentos utilizados no circuito são: C=10μF, L=23.2mH, P=250W Cálculos para obtenção de tensões, correntes, Fator de Potência, potências e erros entre o valor medido e calculado do circuito RLC misto: 𝑋𝐿 = 2𝜋FC → XL = 2𝜋. 60. (23,2𝑥10−3) → 𝑋𝐿 = 8,75⌊ 90° 𝑅 = 𝑋2 𝑃 = (220)2 250 → 𝑅 = 193,6⌊ 0° 𝑍1=𝑅 + 𝑋𝐿 → 𝑍1=193,6⌊ 0° + 8,75⌊ 90° → 𝑍1=193,6 + 𝐽8,75 → 𝑍1=193,80⌊2,59° 𝑉𝑇 = 𝑍1 𝑥 𝑖1 → 𝑖1 = 224⌊ 0° 193,80⌊2,59° → 𝑖1 = 1,16⌊−2,59°Arms 𝑉𝐿 = 𝑋𝐿 𝑥 𝑖1 → 𝑉𝐿 = 8,75⌊ 90° x1,16⌊−2,59° → 𝑉𝐿 = 10,15⌊87,41°Vrms 𝑉𝑅1 = 𝑉𝑡 − 𝑉𝐿 → 𝑉𝑅1 = 224⌊ 0° − 10,15⌊87,41° → 𝑉𝑅1 = 223,54 + 𝑗10,14 → 𝑉𝑅1 = 237,77⌊2,60°Vrms 𝑋𝐶 = 1 2𝜏𝐹𝐶 → 𝑋𝐶 = 1 2𝜋. 60. (10𝑥10−6) → 𝑋𝐶 = 265,26⌊−90° 𝑍2 = 𝑅 + 𝑋𝐶 → 𝑍2 = 193,6⌊ 0° + 265,26⌊−90° → 𝑍2 = 193,6 − 𝑗265,26 → 𝑍2 = 328,40⌊−53,88° 𝑉𝑡 = 𝑍2 𝑥 𝐼2 → 𝐼2 = 224⌊ 0° 328,40⌊−53,88° → 𝐼2 = 0,68⌊ 53,88°Arms 𝑉𝐶 = 𝑋𝐶 𝑥 𝐼2 → 𝑉𝐶 = 265,26⌊−90° x 0,68⌊ 53,88° → 𝑉𝐶 = 180,38⌊ −36,12°Vrms 𝑉𝑅2 = 𝑉𝑡 − 𝑉𝐶 → 𝑉𝑅2 = 224⌊ 0° − 180,38⌊ −36,12° → 𝑉𝑅2 = 132,4⌊ 53,64°Vrms 11 𝐼𝑡 = 𝐼1 + 𝐼2 → 𝐼𝑡 = 0,68⌊ 53,88° + 1,16⌊−2,59° → 𝐼𝑡 = 1,56 + 𝑗0.50 → 𝐼𝑡 = 1,64⌊17,77°Arms Potencia 𝑃𝐴𝑃 = 𝑉𝑡 𝑥 𝐼𝑇 → 𝑃𝐴𝑃= 224 𝑥 1,64 → 𝑃𝐴𝑃 = 0,37𝐾𝑉𝐴 𝑃𝐴𝑇1 = 𝑅 𝑥 𝐼1 → 𝑃𝐴𝑇1 = 193,6 𝑥1,16 → 𝑃𝐴𝑇1 = 224,58𝑊 𝑃𝐴𝑇2 = 𝑅 𝑥 𝐼2 → 𝑃𝐴𝑇2 = 193,6 𝑥 0,68 → 𝑃𝐴𝑇2 = 131,65𝑊 𝑃𝐴𝑇 = 𝑃𝐴𝑇1 + 𝑃𝐴𝑇2 = 224,58 + 131,65 → 𝑃𝐴𝑇 = 0,36 𝐾𝑊𝐴 𝑃𝑅1 = 𝑉𝐿 𝑥 𝐼1 → 𝑃𝑅1 = 10,15 𝑥 1,16 → 𝑃𝑅1 = 11,77 𝑉𝐴𝑅 𝑃𝑅2 = 𝑉𝐶 𝑥 𝐼2 → 𝑃𝑅2 = 180,38 𝑥 0,68 → 𝑃𝑅2 = 122,66 𝑉𝐴𝑅 𝑃𝑅 = 𝑃𝑅1 + 𝑃𝑅2 → 𝑃𝑅 = 11,77 + 122,66 → 𝑃𝑅 = 134,43 𝑉𝐴𝑅 Fator de Potencia 𝐹𝑃 = 𝑃𝐴𝑇 𝑃𝐴𝑃 = 0,36 0,37 → 𝐹𝑃 = 0,973 Calculo do Erro 𝐼1 = ( 1,2 − 1,16 1,2 ) 𝑥 100 = 3,33% 𝐼2 = ( 0,65 − 0,68 0,65 ) 𝑥 100 = 4,62% 𝐼𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = ( 1,7 − 1,64 1,7 ) 𝑥100 = 3,53% 𝑉𝑅1 = ( 218 − 223,77 218 ) 𝑥100 = 2,65% 𝑉𝑅2 = ( 109 − 132,04 109 ) 𝑥100 = 21,14% 12 𝑉𝐿 = ( 11 − 10,15 11 ) 𝑥100 = 7,73% 𝑉𝐶 = ( 200 − 180,38 200 ) 𝑥100 = 9,81% 𝑉𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = ( 224 − 224 224 ) 𝑥100 = 0% 𝐹𝑃 = ( 0,935 − 0,973 0,935 ) 𝑥100 = 4,06% 𝑃𝐴𝑇 = ( 0,35 − 0,36 0,35 ) 𝑥100 = 2,86% 𝑃𝐴𝑃 = ( 0,37 − 0,37 0,37 ) 𝑥100 = 0% 𝑃𝐴𝑅 = ( 0,13 − 0,13 0,13 ) 𝑥100 = 0% Tabela 1: Circuito RLC misto. Valor I1 I2 ITOTAL VR1 VR2 VL VC VTOTAL FP Calculado 1,16 0,68 1,64 223,77 132,04 10,15 180,38 224 0,973 Medido 1,2 0,65 1,7 218 109 11 200 224 0,935 Erro (%) 3,33 -4,62 3,53 -2,65 -21,14 7,73 9,81 0 -4,06 Tabela 2: Circuito RLC misto. Valor PAT (KW) PR (KVAR) PAP (KVA) Calculado 0,36 0,13 0,37 Medido 0,35 0,13 0,37 Erro (%) -2,86 0 0 13 5.2. Instalação de um chuveiro elétrico Antes de qualquer instalação deve-se verificar a tensão da rede que o aparelho será ligado bem como a tensão que o mesmo suporta. Outro cuidado que deve ser tomado é desligar o disjuntor referente ao ambiente de instalação. Deve-se desencapar os fios do chuveiro para conectá-los nos fios da rede de energia por meio de um condutor de porcelana. Deve-se unir o fio terra do chuveiro no sistema de aterramento também no conector de porcelana, figura 7. Antes de religar a energia elétrica no quadro de disjuntor, deve-se abrir todo o registro do chuveiro na posição desligado e deixar a água escorrer por aproximadamente um minuto tirando o ar da tubulação e evitar que o chuveiro queime. Após realizados todos os procedimentos anteriores, o disjuntor deve ser religado. Figura 7: Esquema de instalação de um chuveiro elétrico 5.3. Instalação de lâmpadas com circuito simples e three-way Uma instalação elétrica residencial deve ser adequadamente dimensionada, visando disponibilizar aos seus usuários conforto e segurança primordialmente. Na aula pratica, foram realizadas as montagens de alguns tipos de comando de iluminação, os quais seguem detalhados a seguir. 14 Foi oferecido aos alunos alguns materiais para que pudessem efetuar algumas montagens, simulando uma instalação residencial, para isso, precisou-se ter conhecimento dos equipamentos q foram utilizados: Disjuntor: Um disjuntor é um dispositivo eletromecânico, que funciona como um interruptor automático, destinado a proteger uma determinada instalação elétrica contra possíveis danos causados por curto circuitos e sobrecargas elétricas. A sua função básica é a de detectar picos de corrente que ultrapassem o adequado para o circuito, interrompendo-a imediatamente antes que os seus efeitos térmicos e mecânicos possam causar danos à instalação elétrica protegida. Uma das principais características dos disjuntores é a sua capacidade de poderem ser rearmados manualmente, depois de interromperem a corrente em virtude da ocorrência de uma falha. Diferem assim dos fusíveis, que têm a mesma função, mas que ficam inutilizados quando realizam a interrupção. Por outro lado, além de dispositivos de proteção, os disjuntores servem também de dispositivos de manobra, funcionando como interruptores normais que permitem interromper manualmente a passagem de corrente elétrica. Existem diversos tipos de disjuntores, que podem ser desde pequenos dispositivos que protegem a instalação elétrica de uma única habitação até grandes dispositivos que protegem os circuitos de alta tensão que alimentam uma cidade inteira. Figura 8: Disjuntor Tomada Elétrica: é o ponto de conexão que fornece a eletricidade principal a um plugue ou ficha macho conectado a ela. As mais comuns têm dois terminais, utilizados em circuitos monofásicos ou bifásicos, um para a fase e outro para o neutro (no caso de monofásico) ou um para cada fase (no caso de bifásico), e algumas também têm um terceiro chamado de aterramento 15 Figura 9: Tomada elétrica Interruptor simples: é a forma mais elementar de comandar uma lâmpada incandescente. Ligado em série no circuito, interrompe o funcionamento pela separação de seus contatos. Pode ser simples ou duplo, podendo ter ainda um ponto de tomada de força de uso geral acoplado. Figura 10: Interruptor simples Interruptor three-way: para maior conforto dos usuários recomenda-se que cômodos de grande área, com mais de uma passagem de acesso, utilizem esses interruptores (um par) para que a iluminação possa ser comandada de dois pontos diferentes. Figura 11: Interruptor Three-way 5.3.1. Montagem Foi realizada a montagem na bancada de um pequeno circuito residencial. Iniciamos a montagem conectando o condutor fase a um disjuntor monofásico, e dele partimos com um cabo até o final do circuito. Também partimos com outro cabo de 16 fase neutra (este partindo diretamente da rede) paralelamente e em seguida foram feitas as seguintes ligações: Tomada Simples Foi conectada diretamente na rede principal a tomada por dois cabos sendo que um fora conectado ao cabo de fase e outro no cabo neutro como ilustra a figura a seguir: Figura 12: Instalação tomada simples Interruptor Simples, bucal e lâmpada. Também foi conectado à rede um circuito formado por lâmpada, bucal e interruptor o qual foi ligado da seguinte maneira: 1. Foi conectado da rede, especificamente no cabo de fase, um cabo diretamente ao interruptor; 2. Após, no do bucal, partiu outro cabo que foi ligado diretamente ao cabo neutro; 3. Por último, outro cabo partiu outro cabo do interruptor até o bucal finalizando a ligação do circuito. Figura 13: Instalação interruptor simples, bucal e lâmpada 17 Circuito Three-way Por último foi montado um circuito three-way onde foram usados 02 interruptores, bucal e lâmpada. Inicialmente, conectamos ao contato central do primeiro interruptor. Os demais contatos desse interruptor, seguiam até o segundo dois condutores “paralelos”. Esses condutores foram conectados aos contatos mais exteriores do outro interruptor three-way que, a partir do contato restante, o central, conectamos outro condutor, ainda de retorno que foi ligado a um dos contatos do bocal, o qual tinha uma lâmpada. Do outro contato foi conectado outro condutor, agora neutro que iria até o cabo neutro da rede principal. Figura 4: Instalação three-way Após todos os circuitos ligados, os cabos da rede principal foram alimentados e todos os circuitos funcionaram perfeitamente conforme esperado. 6. CONCLUSÃO Na aula pratica realizada foi possível através dos dados fornecidos, calcular todas as correntes, tensões e potências do Circuito RLC misto, como também os valores de impedâncias, indutâncias e resistências conforme a teoria fornecida em aulas teóricas foi possível visualizar que as equaçõesdescrevem de forma satisfatória o que ocorre na realidade já que os valores calculados foram próximos aos valores medidos, contendo pequena taxa de erro que podem ter sido causados por arredondamentos, calibração dos equipamentos de medida, variação da tensão ao decorrer do tempo e erros aleatórios durante a execução do experimento. 18 Além disso, foi possível compreender o funcionamento do chuveiro, as ligações elétricas entre os fios de fase, neutro e terra, e qual a funcionalidade de cada fio no equipamento e como devem estar rearranjados nos sistema. Também foi verificado como o chuveiro deve estar ligado ao disjuntor de uma resistência de forma que opere de maneira adequada em conformidade com a potência requerida pelo dispositivo. O sistema “three Way” também foi verificado e testado, a forma de conexão do mesmo entre os interruptores se dá pela ligação do fio fase e o neutro entre eles de forma que permita a passagem de corrente elétrica. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALBUQUERQUE, Romulo Oliveira. Circuitos em corrente alternada. São Paulo: Livros Érica, 2014. Boylestad, Robert L. – Introdução à Análise de Circuitos– Prentice Hall/Pearson, 10ª. Ed, 2004 BRAGA, Newton. Como funciona o chuveiro elétrico (EL033). 2010. Disponível em: <http://www.newtoncbraga.com.br/index.php/eletrica-domiciliar/2936- el033.html>. Acesso em 19 nov. 2017. CONCHETO, Celso Luiz. Simbologia de Instalações Elétricas. [S.l.: s.n.], 2013. 8 p. Disponível em: <http://www.sotofilhos.com.br/manuais/Simbologia.pdf>. Acesso em: 26 nov. 2017. COTRIM, A. A. M. 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