Proteção ao Meio Ambiente
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Proteção ao Meio Ambiente


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Proteção ao Meio Ambiente

O desenvolvimento tecnológico aliado ao crescimento da população mundial contribui para gerar cada vez mais tensão quando se refere as questões ambientais. Juntamente a esse crescimento, surge também um grande paradoxo que reside no fato de que o crescimento tecnológico é apontado como um dos grandes vilões na destruição do meio no qual vivemos porém, por outro lado, toda a tecnologia desenvolvida pelo homem pode se tornar um grande aliada no combate a ocorrência de grandes danos ambientais, como por exemplo, no controle da emissão de poluentes pelos automóveis, no tratamento de água, dentre outras potenciais aplicações.


Politicas de Proteção Ambiental

A preocupação com a questão ambiental é uma crescente na história da humanidade. Acompanhado da Revolução Industrial, que teve início no século XVIII, os desastres ambientais fizeram com que, em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) interferisse na questão, levando a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente que culminou no Declaração de Estocolmo a qual continha 19 princípios que, na sua essência, propunham um desenvolvimento econômico mais alinhado à preservação ambiental.

Em 1984 ocorreu em Bhopal, na Índia, um dos maiores desastres ambientais da história, com o vazamento de gases tóxicos, gerando cerca de 8 mil vítimas. Esse acontecimento foi um dos contribuintes para a criação do Protocolo de Montreal que versa sobre a redução, tanto da fabricação como do consumo, de produtos que podem contribuir para a destruição da camada de ozônio, como por exemplo, os gases CFCs. Já em 1987 o termo Desenvolvimento Sustentável foi abordado pela primeira vez, sendo apresentado como o desenvolvimento que é capaz de suprir as necessidades atuais sem comprometer as necessidades das gerações futuras.

Em 1992, ocorreu no Rio de Janeiro conferência das Nações Unidas que ficou conhecida como Cúpula da Terra. O resultado foi a criação da Agenda 21 na qual os governos de diversos países assumem o compromisso de direcionar as atividades econômicas dos territórios sob seus comandos de uma maneira que permita conciliar o crescimento econômico com a preservação do ar, da água e do solo. Em 1997, aconteceu Cúpula da Terra +5, uma nova conferência promovida pela ONU com o objetivo de revisar e avaliar a implementação da Agenda 21 nos pais que se comprometeram a adotá-la. No mesmo ano, foi criado o Protocolo de Kyoto que apresenta metas a serem atingidas por países industrializados no que diz respeito a redução na emissão de gases de efeito estufa.

Já em 1998 ocorreu outro fator marcante na história da proteção ambiental que diz respeito a criação do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC) que, atualmente, representa fonte principal de pesquisa quando se deseja investigar dados a respeito de mudanças climáticas.

As próximas conferências ocorreram em 2002 na África do Sul, que ficou conhecida como Rio +10 e em 2012, no Rio de Janeiro aconteceu a Rio +20. Em 2015 ocorreu na Cúpula do Desenvolvimento Sustentável, na sede da ONU nos Estados Unidos. Nessa reunião, os países associados definiram os 13 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável como prazo para cumprimento até o ano de 2030. A figura abaixo apresenta esses objetivos.



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Os 13 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.


Medidas de Proteção Ambiental

Atualmente, pode-se considerar que existem três conceitos principais que perpassam as medidas de proteção ambiental, sendo eles:

  • Prevenção: consistem nas ações que são tomadas de forma a se antecipar o risco de forma a reduzir ou mesmo eliminar esse risco. Como exemplo de medidas preventivas, pode-se citar, por exemplo, a implantação de redes de esgotos que previne a poluição dos corpos d’água, coleta de lixo e monitoramento de uso do solo;

  • Mitigação: as ações de mitigação tem por objetivo reduzir danos ao meio ambiente por meio de intervenções em áreas vulneráveis a partir da priorização pela atuação em áreas que são consideradas críticas, como por exemplo, estabelecer condicionantes para a instalação de zonas industriais em determinadas regiões, controlar a exploração agrícola e pecuária e impedir a ocupação humana em áreas de preservação ambiental;

  • Remediação: consiste em acompanhar a ocorrência dos fenômenos de degradação ambiental, de forma a atuar na diminuição do impacto que este causa ao ecossistema. Entre as medidas de remediação, pode-se citar utilização racional da água, destinação adequada de efluentes e controle de emissões atmosféricas.

As empresas encontram-se cada vez mais engajadas na questão ambiental, uma vez que, o mercado consumidor tem se tornado mais exigente em relação as práticas de responsabilidade social. Diante disso, no Brasil, já é possível perceber grandes empresas que busca pela utilização de matérias-primas menos poluentes, reutilização de água proveniente do processo produtivo e fabricação de embalagens a partir de materiais biodegradáveis.

Além disso, no nosso dia a dia, podemos praticar atitudes simples que contribuem para reduzir danos ao ambiente, como prática de coleta de seletiva, como exemplificado na figura abaixo, diminuir o uso de plásticos e embalagens descartáveis, dar preferência pela utilização do transporte público ou adotar o hábito da carona compartilhada dentre outas atitudes que, em conjunto, podem fazer a diferença.



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Informações para a prática de coleta seletiva.