Prévia do material em texto
O Território e a Gestão de Políticas Públicas Me. Virgilio Paulo da Silva Alves FESB, 2018 “SOBRE IMPORTÂNCIAS” (Manoel de Barros, p. 35) Uma rã se achava importante Porque o rio passava nas suas margens. O rio não teria grande importância para a rã Porque era o rio que estava ao pé dela. Pois Pois. Para um artista aquele ramo de luz sobre uma lata desterrada no canto de uma rua, talvez para um fotógrafo, aquele pingo de sol na lata seja mais importante do que o esplendor do sol nos oceanos. Pois Pois. Em Roma, o que mais me chamou a atenção foi um prédio que ficava em frente das pombas. O prédio era do estilo bizantino do século IX. Colosso! Mas eu achei as pombas mais importantes do que o prédio. Agora, hoje, eu vi um sabiá pousado na Cordilheira dos Andes. O pessoal falou: seu olhar é distorcido. Eu, por certo, não saberei medir a importância das coisas: alguém sabe? Eu só queria construir nadeiras para botar nas minhas palavras. Vigilância Socioassistencial é uma Função Proteçã o Social Vigilância Socioassis tencial Política de Assistênci a Social Defesa de Direitos Objetivos da Vigilância Sociassistencial Detectar e compreender as situações de precarização e de agravamento das vulnerabilidades que afetam os territórios e os cidadãos prejudicando e pondo em risco sua sobrevivência, dignidade, autonomia e socialização. Buscar conhecimento da realidade específica das famílias e das condições concretas do lugar onde elas vivem e, para isso, é fundamental conjugar a utilização de dados estatísticos e a criação de formas de apropriação dos conhecimentos produzidos pelas equipes dos serviços socioassistenciais que estabelecem a relação viva e cotidiana com o sujeito nos territórios. Eixos da Vigilância Socioassistencial Apoiar atividades de planejamento, organização e execução de ações desenvolvidas pela gestão e pelos serviços produzindo, sistematizando e analisando informações: sobre as situações de vulnerabilidade e risco que incidem sobre famílias e indivíduos; sobre os padrões de oferta de serviços e benefícios socioassistenciais. O que é Território? Por que trabalhar o Território como eixo? Como trabalhar a partir do olhar de Território? TERRITÓRIO Território Como construir uma leitura de mundo mais próxima do cotidiano vivido pelas populações nos territórios? Quais os limites em “ler” a vida cotidiana através dos indicadores? Qual o posicionamento profissional com o território(s)? 9 Conceituando o Território... O lugar é o espaço do acontecer solidário na perspectiva da geografia que fazemos... Os lugares se formam pelas ações sociais, humanos. Elas surgem e desaparecem. Esses são os lugares geográficos. Não há lugar sem as pessoas, sem o ser humano, sem relações sociais.” (Souza, 2008, p. 45). Conceituando o território... O território mostra diferenças de densidades quanto às coisas, aos objetos, aos homens, ao movimento das coisas, dos homens, das informações, do dinheiro e também quanto às ações. Tais densidades, vistas como números, não são mais do que indicadores. Elas revelam e escondem, ao mesmo tempo, uma situação e uma história (...) As densidades que se dão fisicamente aos nossos olhos encobrem processos evolutivos que as explicam melhor do que as cifras com as quais são representadas. (SANTOS e SILVEIRA, 2001, p.260) “Território de Gestão e Território Vivido” Os territórios enquanto chão para as políticas públicas; Os territórios expressam as desigualdades sociais e territoriais – Exercício da Lupa! Os territórios e a vulnerabilidade social: O papel da Proteção Social 12 Desafios em se lançar mão de outras formas de acessar a dinâmica interna dos lugares: Conhecer e intervir nos lugares que se pretendem identitários, relacionais e históricos Os instrumentais (diagnóstico, planos e M&A) devem orientar ou traduzir-se em realidades construtivas 21/11/2018 13 VIGILÂNCIA GESTÃO Diagnósticos Planejament o Implantação de Políticas Públicas Monitoramen to e Avaliação Agenda Política Implementaç ão de políticas públicas Método Participativo Qualidade Legitimidade Comprometimento Exercício da Lupa... DIAGNÓSTICO SOCIOTERRITORIAL (Fonte: SEADE, 2010) 18 (Fonte: SEADE, 2010) Conflitos Preconceito/ Discriminação Abandono Apartação Confinamento Isolamento Violência Vulnerabilidade Relacional CONCEPÇÃO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS, 2013 Diagnóstico Socioterritorial Fontes oficiais – Dados Secundários; Banco de Dados do Cadastro; Pesquisa em Campo; Mapas – Georreferenciamento; Mapa Falado. Planejamento PMAS – Plurianual - Plano de Governo, Conferências, PPA, Análise da Gestão, Pacto de Aprimoramento. Planejamento Estratégico. Outras Ferramentas Monitoramento e Avaliação RECURSOS/ INSUMOS •HUMANOS •MATERIAIS •TECNOLOGICOS •FINANCEIRO ATIVIDADES/ PROCESSOS DE TRABALHO •ATIVIDADES •FLUXOS •PROCEDIMENTOS PRODUTOS •PRODUTOS •MERCADORIAS •BENS / SERVIÇOS RESULTADO S •QUALIDADE •OBJETIVOS ATINGIDOS •CONFORMIDAD E IMPACTO S •IMPACTO NA VIDA DA COMUNIDAD E DADOS BRUTOS EFICIÊNCIA EFICÁCIA EFETIVIDADE AGENDA TÉCNICO POLÍTICO DEMANDA SERVIÇO , BENEFÍCIO, PROGRAMA E PROJETO Monitoramento e Avaliação INDICADORES Diretoria de Vigilância Socioassistencia_Ceprosom_ Limeira_2016 Implantação do Monitoramento em Limeira - SP Avaliação Avaliação anual; Agenda Técnica e Política. Agenda Técnica-Política – Gestão Ampliada Olhares distorcidos O trato com as questões do território como “acidente de percurso”; Cadastro com foco nas características individuais e menos em seus vínculos sociais e familiares; Prevalência do olhar sobre o território com o foco no CEP; Implantação de serviços como foco na proximidade. 29 Possibilidades Trabalhar o objetivo e o subjetivo; Capacidade de revelar as estruturas mais profundas de determinado contexto social; Transpor o binômio dos indicadores populacionais, censitários e territoriais cadastrais buscando capturar o movimento ou a dinâmica que se dá no cotidiano dos territórios analisados; O cidadão na centralidade das políticas públicas. 30 “Libertar-se de sua força exige, indiscutivelmente, a emersão dela, a volta sobre ela. Por isto é que, só através da práxis autêntica, que não sendo “blablablá”, nem ativismo, mas ação e reflexão, é possível fazê-lo. Paulo Freire OBRIGAD@! Contato: virgilio_paulo@yahoo.com.br