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ESPECTRO DA ESQUIZOFRENIA E OUTROS TRANSTORNOS PSICÓTICOS Profa. Simone Biangolino ESPECTRO DA ESQUIZOFRENIA E OUTROS TRANSTORNOS PSICÓTICOS Neste grupo de processos psicopatológicos encontramos: Esses transtornos são definidos por anormalidades em um ou mais dos cinco domínios a seguir: Esquizofrenia Outros Transtornos sicóticos Transtorno (da personalidade) esquizotípica Delírios alucinações pensamento (discurso) desorganizado comportamento motor grosseiramente desorganizado ou anormal (incluindo catatonia) sintomas negativos. ESPECTRO DA ESQUIZOFRENIA E OUTROS TRANSTORNOS PSICÓTICOS Esses transtornos são definidos por anormalidades em um ou mais dos cinco domínios a seguir: Delírios Alucinações Pensamento (discurso) desorganizado Comportamento motor grosseiramente desorganizado ou anormal (incluindo catatonia) Sintomas negativos. DESORGANIZAÇÃO DO PENSAMENTO (DISCURSO) A desorganização do pensamento (transtorno do pensamento formal) costuma ser inferida a partir do discurso do indivíduo. Este pode mudar de um tópico a outro (descarrilamento ou afrouxamento das associações). As respostas a perguntas podem ter uma relação oblíqua ou não ter relação alguma (tangencialidade). Raras vezes, o discurso pode estar tão gravemente desorganizado que é quase incompreensível, lembrando a afasia receptiva em sua desorganização linguística (incoerência ou "salada de palavras"). Uma vez que o discurso levemente desorganizado é comum e inespecífico, o sintoma deve ser suficientemente grave a ponto de prejudicar de forma substancial a comunicação efetiva. A gravidade do prejuízo pode ser de difícil avaliação quando a pessoa que faz o diagnóstico vem de um contexto linguístico diferente daquele de quem está sendo examinado. Pode ocorrer desorganização menos grave do pensamento ou do discurso durante os períodos prodrômicos ou residuais da esquizofrenia. COMPORTAMENTO MOTOR GROSSEIRAMENTE DESORGANIZADO OU ANORMAL (INCLUINDO CATATONIA) Pode se manifestar de várias formas, desde o comportamento "tolo e pueril" até a agitação imprevisível. Os problemas podem ser observados em qualquer forma de comportamento dirigido a um objetivo, levando a dificuldades na realização das atividades cotidianas. Comportamento catatônico é uma redução acentuada na reatividade ao ambiente. Varia da resistência a instruções (negativismo), passando por manutenção de postura rígida, inapropriada ou bizarra, até a falta total de respostas verbais e motoras (mutismo e estupor) Pode, ainda, incluir atividade motora sem propósito e excessiva sem causa óbvia (excitação catatônica). Outras características incluem movimentos estereotipados repetidos, olhar fixo, caretas, mutismo e eco da fala. Ainda que a catatonia seja historicamente associada à esquizofrenia, os sintomas catatônicos são inespecíficos, podendo ocorrer em outros transtornos mentais (p. ex., transtornos bipolar ou depressivo com catatonia) e em condições médicas (transtorno catatônico devido a outra condição médica). SINTOMAS NEGATIVOS Respondem por uma porção substancial da morbidade associada à esquizofrenia, embora sejam menos proeminentes em outros transtornos psicóticos. Dois sintomas negativos são especialmente proeminentes na esquizofrenia: expressão emocional diminuída e avolia. Expressão emocional diminuída inclui reduções na expressão de emoções pelo rosto, no contato visual, na entonação da fala (prosódia) e nos movimentos das mãos, da cabeça e da face, os quais normalmente conferem ênfase emocional ao discurso. A avolia é uma redução em atividades motivadas, autoiniciadas e com uma finalidade. A pessoa pode ficar sentada por períodos longos e mostrar pouco interesse em participar de atividades profissionais ou sociais. Outros sintomas negativos incluem alogia, anedonia e falta de sociabilidade. A alogia é manifestada por produção diminuída do discurso. A anedonia é a capacidade reduzida de ter prazer resultante de estímulos positivos, ou degradação na lembrança do prazer anteriormente vivido. A falta de sociabilidade refere-se à aparente ausência de interesse em interações sociais, podendo estar associada à avolia, embora possa ser uma manifestação de oportunidades limitadas de interações sociais. Espectro da esquizofrenia e outros Transtornos Psicóticos DSM - V TRANSTORNO DA PERSONALIDAD E ESQUIZOTÍPICA TRANSTORNO DELIRANTE TRANSTORNO PSICÓTICO BREVE TRANSTORNO ESQUIZOFRENI FORME ESQUIZO FRENIA TRANSTORNO ESQUIZOAFETI VO TRANSTORNO PSICÓTICO INDUZIDO POR SUBSTÂNCIA MEDICAMENTO TRANSTORNO PSICÓTICO DEVIDO A OUTRA CONDIÇÃO MÉDICA PSICOSE A psicose, de acordo com alguns autores, é uma doença mental caracterizada pela distorção do senso de realidade, uma inadequação e falta de harmonia entre o pensamento e a afetividade. De acordo com E. Uchôa, a importância de fatores como a constituição, temperamento, caráter, peculiaridades de ordem tipológica, experiências anteriormente vividas e ambiente familiar e/ou social na formação e estruturação das psicoses. A articulação desta causalidade múltipla nas psicoses tem sido objeto de atenção constante dos pesquisadores em psicopatologia e tem resultado em discussões intermináveis entre as mais diversas escolas do pensamento psicológico TENTATIVAS DE EXPLICAÇÕES Sociogênese: a sociedade complexa e exigente é a responsável exclusiva pelo enlouquecimento humano. Organogênese: os elementos orgânicos da função cerebral seriam os responsáveis absolutos pelo adoecer psíquico. Psicogênese: a dinâmica psíquica é responsável exclusiva pela doença e as disposições constitucionais pessoais pouco importam. Organodinâmica: compatibiliza os três anteriores num enfoque bio-psico-social. Tem sido quase unanimemente aceito na psiquiatria clínica a associação de determinadas configurações de personalidade predispostas e a eclosão de psicoses. Trata-se de constituições de personalidades problemáticas que, por si só, acabam transtornando a vida do indivíduo, incapacitando um desenvolvimento pleno e, ainda, em certas circunstâncias, encerrando uma maior aptidão para o desenvolvimento de determinadas doenças psíquicas. CLASSIFICAÇÃO DOS TTPP Grupo A: “estranhos ou excêntricos” - Transtorno da personalidade paranóide - Transtorno da personalidade esquizóide - Transtorno da personalidade esquizotípica Grupo B: “teatrais, volúveis ou impulsivos” - Transtorno da personalidade histriônica - Transtorno da personalidade narcisista - Transtorno da personalidade anti-social - Transtorno da personalidade boderline Grupo C: “ ansiosos” ou “temerosos” - Transtorno da personalidade esquiva - Transtorno da personalidade dependente - Transtorno da personalidade obsessivo-compulsivo Transtorno de personalidade não especificados - Transtorno da personalidade passivo-agressiva - Transtorno da personalidade depressiva Transtornos incluídos no apêndice do DSM-III-R, mas eliminados do DSM-IV - Transtorno da personalidade autodestrutiva - Transtornoda personalidade sádica GRUPO A Paranóide, esquizóide, esquizotípico GRUPO B Anti-social, boderline, histriônico e narcisista GRUPO C Esquiva, dependente e obsessiva-compulsiva POSSUEM CARACTERÍSTICAS COMUNS SEMELHANTES AOS SINTOMAS PSICÓTICOS DA ESQUIZOFRENIA. APRESENTAM COMPORTAMENTOS DESCRITOS COMO “DRAMÁTICOS”, “EMOTIVOS” OU “IMPREVISÍVEIS. AS DEMOSTRAÇÕES, NESTE GRUPO DE TRANSTORNO, COSTUMAM SER EXAGERADAS. PARTILHAM CARACTERÍSTICAS COMUNS COM PORTADORES DE TRANSTORNOS DA ANSIEDADE. NESTE SENTIDO, PODEM SER DESCRITOS COMO TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE “ANSIOSA” OU “AMEDRONTADA” Perfis de características dos Transtornos de Personalidade TRANSTORNO DE PERSONALIDA DE VISÃO DO SELF VISÃO DOS OUTROS PRINCIPAIS CRENÇAS ESTRATÉGIAS HIPERDESENVOLVI DA EVITATIVO Inapto socialmente Incompetente Vulnerável (à depreciação, rejeição, reprovação) Críticos Superiores Cruéis Exigentes Se conhecerem meu verdadeiro eu, serei rejeitada. Sentimentos desagradáveis são insuportáveis. É terrível ser rejeitada. Evitar avaliações Evitar sentimentos e pensamentos desagradáveis DEPENDENTE Necessitada Fraca Desamparada Incompetente Carente Frágil (Idealizada) Provedores Suportivas Apoiadores Competentes Preciso de pessoas fortes para viver e ser feliz. Preciso de um fluxo contínuo de apoio e encorajamento Cultivar relações de dependência. Buscar ajuda Apoiar-se PASSIVO- AGRESSIVO Auto-suficiente Vulnerável à interferência, ao controle Intrusivos Cobradores Controladores Dominadores Exigentes Interferentes Tenho que fazer as coisas do meu jeito. Tenho que defender minha liberdade a qualquer custo. O controle de outros é intolerável Resistência passiva Circundar regras Submissão superficial Autonomia Sabotagem NARCISISTA Especial Superior[Único Solar Admiradores Inferiores Estou acima de regras. Mereço regras especiais. Transcender regras Competitividade Usar os outros Auto-engrandecimento ANTI-SOCIAL Solitário Autônomo Forte Esperto Vulneráveis Exploráveis Otários Regras não são para mim. O negócio é levar vantagem em tudo. Enganar Manipular Atacar Roubar PARANÓIDE Correto Inocente Nobre Vulnerável Interferentes \maliciosos Discriminadores Abusadores Esteja em guarda. Motivos são suspeitos Desconfie. Procurar motivos subjacentes Acusar Desconfiar Suspeitar OBSESSIVO- COMPULSIVO Responsável Confiante Competente Meticuloso Irresponsáveis Incompetentes Casuais Auto- indulgentes Eu sei o que é melhor. Detalhes são cruciais. As pessoas deveriam esforçar- se mais Aplicar regras Perfeccionismo Avaliar Controlar “Deverias” Criticar Punir HISTRIÔNICO Glamourosa Cativante Seduzíveis Receptivos Admiradores Preciso impressionar. As pessoas devem me admirar. Ninguém tem o direito de negar satisfação a meus justos desejos. Usar charme Dramatizar Chorar Gestos suicidas Exibicionismo Expressividade ESQUIZÓIDE Auto-suficiente Solitário Intrusivos Os outros não são gratificantes. Relações são confusas e indesejáveis Ficar longe Isolamento Autonomia BODERLINE Vulnerável (à rejeição, à traição, à dominação) Destituído (do apoio emocional necessário) Desamparado Fora de controle Defeituoso Indigno de amor Mau (idealizada) Poderosos Amorosos, Perfeitos (Desvalorizada) Rejeitadores Controladores Traidores Abandonadores Não consigo enfrentar as coisas sozinho. Preciso de alguém em quem confiar. Não tolero sentimentos desagradáveis. Se confiar em alguém serei maltratado, considerado insignificante e me abandonarão. A pior coisa possível seria o abandono. É impossível me controlar. Eu mereço ser punido Subjulgar as próprias Mostrar necessidades, para manter conexão. Protestar dramaticamente, ameaçar ou tornar-se punitivo em relação àqueles que sinalizam possível rejeição. Aliviar a tensão por meio da automutilação e do comportamento autodestrutivo. Tentar o suicídio como escape TRANSTORNO DE PERSONALIDA DE VISÃO DO SELF VISÃO DOS OUTROS PRINCIPAIS CRENÇAS ESTRATÉGIAS HIPERDESENVOLVI DA (continuação ) TRANSTORNO DE PERSONALIDA DE VISÃO DO SELF VISÃO DOS OUTROS PRINCIPAIS CRENÇAS ESTRATÉGIAS HIPERDESENVOLVI DA ESQUIZOTÍPIC A Irreal Isolado Solitário Vulnerável Socialmente conspícuo (notável, eminente) Sobrenaturalmente sensível e talentoso (Inconfiáveis Malevolentes (Pensamento idiográfico, peculiar, superticioso, mágico; por exemplo, crenças na clarividência, telepatia ou “sexto sentido” são centrais na estrutura de crenças) Ficar atento e neutralizar a atenção malevolente dos outros. Ficar consigo mesmo. Estar vigilante quanto a forças ou eventos sobrenaturais Clinicamente e a grosso modo, podemos dizer que as neuroses diferenciam-se das psicoses pelo grau de envolvimento da personalidade, sendo sua desorganização e desagregação muito mais pronunciadas nas psicoses. O vínculo com a realidade é muito mais tênue e frágil nas psicoses que nas neuroses. Nas psicoses, alguns aspectos da realidade são negados totalmente e substituídos por concepções particulares e peculiares que atendem unicamente às características da doença. A sintomatologia psicótica se caracteriza, principalmente, pelas alterações a nível do PENSAMENTO e da AFETIVIDADE e, conseqüentemente, todo comportamento e toda performance existencial do indivíduo serão comprometidos. O processo psicótico impõe ao paciente uma maneira patológica de representar a realidade, de elaborar conceitos e de relacionar-se com o mundo objectual. Na psicose, a característica psicológica que apresenta um nível de comprometimento mais preocupante é o juízo da realidade apresentado pelo paciente. A comunicação fica quase totalmente prejudicada, porque esta síndrome provoca a incapacidade de reconhecer fatos e fazer relações entre eles. A principal alteração do juízo é caracterizada pelo aparecimento do delírio, onde o paciente distorce totalmente a realidade e acredita plenamente nas suas fantasias, ficando irredutível a qualquer tentativa de argumentação lógica. A psicose não se refere a uma doença específica, trata-se de uma síndrome, ou seja, de um conjunto de doenças diferentes, que possuem sinais e sintomas semelhantes. SÍNDROMES PSICÓTICAS (PAULO DALGALARRONDO) Caracterizam-se por sintomas típicos como: Alucinações Delírios Pensamento desorganizado Comportamento claramente bizarro Fala e risos imotivados Os sintomas paranóides são muito comuns como idéias delirantes e alucinações auditivas de conteúdo persecutório. Autores de orientação psicodinâmica tendem a dar ênfase à perda de contato com a realidade como dimensão central da psicose Nesta perspectiva, o psicótico passaria a viverfora da realidade, sem ser regido pelo princípio de realidade, mas viveria predominantemente sob a égide do princípio do prazer e do narcisismo A ESQUIZOFRENIA é um dos quadros psicóticos de maior importância, tanto pela sua frequência quanto por sua clínica. Do grego σχιζοφρενία; σχίζειν, "dividir"; e φρήν, "phren", "phrenés", no antigo grego, parte do corpo identificada por fazer a ligação entre o corpo e a alma, literalmente significa "diafragma” O termo "ESQUIZOFRENIA" foi criado em 1911 pelo psiquiatra suíço Eugen Bleuler significando mente dividida. Ao propor esse termo, Bleuler quis ressaltar a dissociação percebida pelo paciente entre si mesmo e a pessoa que ocupa seu corpo. É uma doença mental que se caracteriza por uma desorganização ampla dos processos mentais. É um quadro complexo apresentando sinais e sintomas na área do pensamento, percepção e emoções, causando marcados prejuízos ocupacionais, na vida de relações interpessoais e familiares. É um transtorno psíquico severo que se caracteriza classicamente pelos seguintes sintomas: alterações do pensamento, alucinações (visuais, cinestésicas, e sobretudo auditivas), delírios e alterações no contato com a realidade. É hoje encarada não como doença, no sentido clássico do termo, mas sim como um TRANSTORNO MENTAL, podendo atingir diversos tipos de pessoas, sem exclusão de grupos ou classes sociais. De acordo com algumas estatísticas, a esquizofrenia atinge 1% da população mundial, manifestando-se habitualmente entre os 15 e os 25 anos, nos homens e nas mulheres, podendo igualmente ocorrer na infância ou na meia-idade. Caracteriza-se essencialmente por uma fragmentação da estrutura básica dos processos de pensamento, acompanhada pela dificuldade em estabelecer a distinção entre experiências internas e externas. Embora primariamente um transtorno que afeta os processos cognitivos[de conhecimento], seus efeitos repercutem-se também no comportamento e nas emoções. Considera-se que alguns sintomas são muito significativos para o diagnóstico da ESQUIZOFRENIA, particularmente aqueles que Kurt Scheneider denominou “sintomas de primeira ordem”. São eles: 1. Percepção delirante: Uma percepção absolutamente normal recebe uma significação delirante, que ocorre simultaneamente ao ato perceptivo, como uma experiência de “revelação”. 2. Alucinações auditivas características: Como as “vozes que comentam a ação” do paciente e as “vozes que comandam a ação” do doente. 3. Eco do pensamento ou sonorização do pensamento: O paciente escuta seus pensamentos ao pensá-los 4. Difusão do pensamento: Neste caso, o doente sente que seus pensamentos são ouvidos ou percebidos claramente pelos outros, no momento em que os pensa. 5. Roubo do pensamento: Experiência na qual o indivíduo sente que seu pensamento é inexplicavelmente extraído de sua mente, como se fosse roubado. 6. Vivências de influência: São várias as vivências de influência características da esquizofrenia, entre elas pode-se destacar, a vivência de influência sob o corpo e o pensamento. SIGNIFICAÇÃO DOS “SINTOMAS DE PRIMEIRA ORDEM” PARA AS SÍNDROMES PSICÓTICAS Os sintomas de primeira ordem indicam uma profunda alteração da relação eu-mundo, uma danificação radical das “membranas” que delimitam o eu em relação ao mundo, uma perda marcante da dimensão da intimidade Ao sentir que algo é imposto de fora, feito à sua revelia, o doente vivencia a perda do controle sobre si mesmo, a invasão do mundo sobre sua intimidade. Ao vivenciar que seus pensamentos mais íntimos são imediatamente percebidos pelas pessoas, verifica-se uma fusão com o mundo, um avançar terrível do mundo público sobre o privado, um extravasamento involuntário da experiência pessoal e interior sobre o mundo circundante. ESQUIZOFRENIA Entre as mais importantes definições de sintomas essenciais na esquizofrenia, pode-se destacar: Alterações da vontade (perda do elã vital, negativismo, impulsividade, etc.) Embotamento afetivo Alterações da atenção e da compreensão Transtorno do pensamento, no sentido de associações frouxas Alucinações, especialmente auditivas Sonorização do pensamento Evolução deteriorante (83% dos casos), no sentido de um embotamento geral da personalidade. EMIL KRAEPELIN Idéias delirantes primárias, não deriváveis ou compreensíveis psicologicamente. Humor delirante precedendo o delírio Alucinações verdadeiras primárias Vivências de influência, vivências do “feito” Ocorrência ou intuição delirante Ocorre quebra na curva existencial, instauram-se surtos ou o processo insidioso que transforma radicalmente a existência dos doentes KARL JASPERS Alterações formais do pensamento, no sentido de afrouxamento até dissociação das associações. Ambivalência afetiva; afetos contraditórios vivenciados intensamente ao mesmo tempo Autismo, como tendência a um isolamento psíquico global em relação ao mundo, um “ensimesmamento” radical Dissociação ideoafetiva, desarmonia profunda entre as idéias e ao afetos. Evolução muito heterogênea, podendo muitos casos apresentarem evolução benigna EUGEN E MANFRED BLEULER Percepção delirante Vozes que comentam a ação Vozes que comandam a ação Eco ou sonorização do pensamento Difusão do pensamento Roubo do pensamento Vivências de influência no plano ideativo, afetivo, volitivo e corporal KURT SCHNEIDER Alteração das funções mais básicas que dão à pessoa senso de individualidade, unicidade e de direção de sí mesmo. Eco, inserção, irradiação ou roubo do pensamento Delírios de influência, controle ou passividade Vozes que comentam a ação Delírios persistentes culturalmente inapropriados Alucinações persistentes de qualquer modalidade, sem claro conteúdo afetivo (não-catatímica) Intercepções ou bloqueios do pensamento Comportamento catatônico, com flexibilidade cérácea, negativismo, mutismo, etc. Sintomas negativos (empobrecimento afetivo, autonegligência, diminuição da fluência verbal, etc.) Alteração significativa na qualidade global do comportamento pessoal, perda de interesse, retração social. Os sintomas devem estar presentes por pelo menos um mês. CID-10 Dois ou mais dos seguintes sintomas (de 1 a 5) devem estar presentes com duração significativa, por pelo menos um mês: 1.Delírios 2. Alucinações 3. Discurso desorganizado 4. Comportamento amplamente desorganizado ou catatônico 5. Sintomas negativos (embotamento afetivo, alogia, avolição) 6. Disfunções sociais, no trabalho e/ou no estudo, denotando perdas nas habilidades interpessoais e produtivas Duração dos sintomas principais (de 1 a 5), de pelo menos um mês, e do quadro deficitário (sintomas negativos, déficit funcional, etc.), por pelo menos seis meses) DSM-IV SUBTIPOS DE ESQUIZOFRENIA (DALGALARRONDO) Distingue-se classicamente quatro subtipos de esquizofrenia Paranóide Catatônica Hebefrênica Simples Forma Paranóide: caracteriza-se por alucinações e idéias delirantes, principalmente de conteúdo persecutório. Forma catatônica: marcada por alterações motoras, hipertonia, flexibilidade cerácea e alterações da vontade, como negativismo, mutismo e impulsividade. Forma Hebefrênica: caracterizada por um pensamento desorganizado, comportamento bizarro e afeto pueril. Simples: Apesar de faltarem sintomas característicos,observa-se um lento e progressivo empobrecimento psíquico e comportamental, com autonegligência, empobrecimento afetivo e distanciamento social. As DOENÇAS AFETIVAS, que se caracterizam por fases de depressão e mania, podem também se apresentar como quadros psicóticos, apresentando os conteúdos afetivos da doença como características do delírio. A fase depressiva apresenta delírios de ruína, de culpa, prejuízo, morte, o paciente se sente responsável por grandes catástrofes mundiais, por guerras e desastres. Na fase maníaca os delírios são de grandeza ou de poder. Os quadros psicóticos são caracterizados também por visões de situações fúnebres, por depressão, a pessoa pode chorar muito e ouvir vozes que podem ser de comando ou podem estar chamando pessoas que já morreram, além de outros delírios. A psicose pode aparecer em qualquer fase da vida.