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História do Brasil: Do início da colonização às conjurações Iniciado em quarta, 16 Out 2019, 18:06 Estado Finalizada Concluída em quarta, 16 Out 2019, 18:38 Avaliar 10,00 de um máximo de 10,00(100%) Questão 1 Correto Marcar questão Texto da questão Antonil, jesuíta de origem italiana em viagem ao Brasil durante o século XVIII descreveu as suas impressões sobre a importância e prestígio social de um senhor de engenho do período. Disse ele que O ser senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser vivido, obedecido e respeitado de muitos. E se for, qual deve ser, homem de cabedal, e governo, bem se pode estimar no Brasil o ser senhor de engenho, quanto proporcionalmente se estimam os títulos entre fidalgos do Reino. Porque engenhos já na Bahia que dão ao senhor quatro mil pães de açúcar e outros pouco menos, com cana obrigada à moenda, de cujo rendimento logra o engenho ao menos a metade, como de qualquer outra que nele livremente se mói; e, algumas partes, ainda mais que a metade. (ANTONIL, André J. Cultura e opulência no Brasil. 3 ed. Belo Horizonte/ São Paulo: Itatiaia/ EDUSP, 1982. p.75). Glossário: Cabedal: riquezas, bens, medidas sobretudo pelo número de escravos que o senhor possuía. Fidalgos: que tem título de nobreza. Pão-de-açúcar: forma cônica dada ao açúcar escuro – hoje chamado de rapadura – após ser retirado das fôrmas. Cana obrigada à moenda: procedimento comum em que o senhor de engenho concedia empréstimo a um lavrador de cana, que se comprometia a moer seu produto no engenho de seu emprestador. Inspirando-se no fragmento acima e de acordo com os seus conhecimentos sobre o ciclo da manufatura do açúcar no Brasil colônia, assinale a única alternativa que demonstre características sobre os senhores de engenho do período: Escolha uma: a. latifundiários, possuíam recursos para a produção em larga escala de exportação, residiam na casa-grande e detinham influência e poder local “Senhores de engenho: proprietários de grandes unidades agrárias e detentores dos meios para produzir o valioso produto de exportação, os senhores estavam no centro da sociedade açucareira. O senhor residia com sua família na casa-grande, marca do luxo e da suntuosidade que vinham do açúcar, mas também da influência e poder local que poderiam exercer sobre suas famílias, localidades e autoridades políticas.” (Capítulo 5) b. pequenos proprietários, possuíam recursos para a produção em larga escala de exportação, residiam em casas próximas aos canaviais e vilas da região c. trabalhadores livres, possuíam recursos próprios para a produção, residiam na senzala e detinham influência e poder local d. trabalhadores livres, possuíam financiamentos para a produção e importação, residiam na casa-grande e detinham influência sobre seus empregados e. pequenos proprietários, não possuíam recursos próprios para a produção, residiam em casas próximas aos canaviais e vilas da região Feedback A resposta correta é: latifundiários, possuíam recursos para a produção em larga escala de exportação, residiam na casa-grande e detinham influência e poder local. Questão 2 Correto Marcar questão Texto da questão Observe a análise do historiador Caio Prado Jr sobre o cultivo do açúcar no Brasil colônia. (...) A perspectiva principal do negócio está na cultura da cana-de-açúcar. Tratava-se de um produto de grande valor comercial na Europa. Forneciam-no, mas em pequena quantidade, a Sicília, as ilhas do Atlântico ocupadas e exploradas pelos portugueses desde o século anterior (Madeira, Cabo Verde), e o Oriente de onde chegava por intermédio dos árabes e dos traficantes italianos do Mediterrâneo. O volume deste fornecimento era contudo tão reduzido que o açúcar se vendia em boticas, pesado aos gramas. (PRADO JÚNIOR, Caio. História Econômica do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1970). Após compreender o ponto de vista do historiador, assinale a alternativa que demonstre o interesse para o cultivo da cana de açúcar no Brasil: Escolha uma: a. A burguesia brasileira poderia lucrar com a venda de produtos auxiliares (moenda, foral, etc.) para a extração da cana-de-açúcar b. O produto era rentável e contava com a experiência de outras possessões lusitanas “Os colonos interessados em ocupar estas novas fronteiras portuguesas deveriam garantir a produtividade das terras, e a cana-de-açúcar foi um produto crucial para o êxito dos colonos. Assim, quando o Brasil se tornou uma posse lusitana, a metrópole ibérica já contava com um rentável experimento envolvendo o cultivo de cana-de- açúcar no Atlântico.” (Capítulo 5) c. A mão de obra escrava foi essencial para o florescimento de uma classe assalariada no ciclo açucareiro, os chamados moendeiros d. Apesar do comércio ser desfavorável no período, poderiam alcançar algum lucro pela venda nas ilhas de Madeira e Cabo Verde e. O ciclo de produção de açúcar foi na realidade um surto econômico, não trazendo modificações significativas na colônia portuguesa na América Feedback A resposta correta é: O produto era rentável e contava com a experiência de outras possessões lusitanas. Questão 3 Correto Marcar questão Texto da questão Assinale a única alternativa que contenha três modelos preponderantes do Ciclo Açucareiro no Brasil Colônia. Escolha uma: a. monocultura – importação – plantation b. monocultura – exportação – escravidão “Este trinômio (monocultura-exportação-escravidão) dominaria a economia agrícola brasileira e teria um impacto indelével na estruturação da sociedade colonial, nas relações entre os grupos sociais que a compunham, e em aspectos da vida religiosa e artística da colônia e do país que eventualmente se formaria a partir dela.” (Capítulo 5 c. policultura – importação – plantation d. policultura – exportação – trabalho livre e. monocultura – livre-comércio – escravidão Feedback A resposta correta é: monocultura – exportação – escravidão. Questão 4 Correto Marcar questão Texto da questão Considerando as inúmeras crenças e fé praticadas no contato dos povos no período da colonização europeia brasileira, assinale a alternativa que contenha unicamente exemplos do contato entre as diversas culturas e suas crenças: Escolha uma: a. Prática da pajelança, tribunal do Santo Ofício e regulação da língua tupi como língua oficial do Brasil colônia b. O consumo de garrafas, a participação em rodas de batuques, orações e amuletos “Por fim, é fundamental não perder de vista que estes ritos foram, também em diferentes escalas, de acordo com a época e o local, incorporados também pelos brancos da colônia. O consumo de garrafadas e a participação em rodas de batuques, por exemplo, não foram a todos os momentos, nem em todas as partes, práticas exclusivas das classes subalternas do Brasil Colonial. A incorporação de danças, fórmulas, orações, amuletos, defumações e simpatias, as quais para boa parte da população não são mutuamente exclusivas com o catolicismo oficial das missas e da extrema unção, tornar-se-ão componente fundamental da “religiosidade folclórica” brasileira, a qual nunca foi integralmente suprimida, preservando-se em uma relação de tensões e alianças com a fé institucionalizada”. (Capítulo 4) c. Tribunal do Santo Ofício, práticas de tortura da Inquisição e a inflexibilidade do clero regular d. Lendas politeístas, orixás e participação em rodas de batuques e. Xamãs (líderes das aldeias”, pajés (“sacerdotes” das aldeias” e crenças das nações indígenas Feedback A resposta correta é: O consumo de garrafas, a participação em rodas de batuques, orações e amuletos.Questão 5 Correto Marcar questão Texto da questão Na primeira metade do século XVII o Brasil foi invadido e ocupado por diversos povos europeus. Alguns deles se tornaram inimigos militares e comerciais de Portugal durante este período, estamos falando dos: Escolha uma: a. espanhóis b. franceses c. ingleses d. holandeses “Tendo adquirido experiência em técnicas de produção e refinamento, os holandeses produziam em larga escala empregando menos espaço do que os latifúndios da América portuguesa, e eram capazes de oferecer aos ricos consumidores europeus um produto que se apresentava mais competitivo, posto que era mais barato. É importante frisar que este nível de expertise na produção de açúcar foi adquirido pelos holandeses durante o período em que, como vimos no Capítulo 3, colonizaram Pernambuco. Ingleses e franceses também se estabeleceram na América Central e Caribe e tomaram para si uma fatia do mercado.” (Capítulo 5) e. colonos brasileiros Feedback A resposta correta é: holandeses. Questão 6 Correto Marcar questão Texto da questão De acordo com Ronaldo Vainfas, o projeto colonizador escravista possuía grande amparo nas classes religiosas, diz ele que (...) fossem neoplatônicos, estoicos ou escolásticos, os intelectuais cristãos da colônia souberam como adaptar o seu ideário a escravidão dos africanos. Legitimaram as relações escravistas e construíram normas atentas à eficiência econômica e ao equilíbrio social do sistema. O trabalho, o sustento, a educação e a punição foram objetos privilegiados na elaboração de normas de controle – persuasivas e coercitivas simultaneamente. (VAINFAS, R. Ideologia e escravidão: Os Letrados e a Sociedade Escravista no Brasil Colonial. Petrópolis: Vozes. Coleção: História Brasileira 8, 1986. p.151). Pode-se considerar que a cristandade obteve papel fundamental na escravidão brasileira e até mesmo mundial. Sob esse ponto de vista, assinale a sentença que contenha o discurso utilizado pela cristandade do período como forma de justificativa para a escravidão: Escolha uma: a. uma missão salvadora, na qual os africanos se empenharam para serem os exemplos de redenção b. a valorização das ações naturais de cada raça, como por exemplo a força física característica das raças africanas c. retratam o estereótipo presente nas escrituras sagradas que buscavam vangloriam as nações africanas em detrimento das demais d. devido a submissão natural dos povos africanos para ideologias estrangeiras, principalmente as religiosas e. como um caráter de normalidade e de necessidade atribuído com naturalidade às populações africanas “[...] dado o estatuto de “normalidade” e “necessidade” que lhe era atribuído, o regime de trabalho escravocrata encontrava paralelos na própria condição humana na cristandade. Nesta, Deus era um grande senhor ao qual todos devem ser subservientes, aceitando seu quinhão de sofrimento com satisfação, como forma de prova de fé e purificação da alma pela mortificação do corpo. A própria condição de Cristo, torturado e sacrificado pela redenção da humanidade, podia ser empregada como analogia para o escravo, que existia para servir. Espalhar o cristianismo e escorar-se nele para suas políticas sempre fora, afinal, uma prática do estado português. Constituía-se e reforçava- se, assim, uma ideologia escravista, que, pelas vias dos costumes, da religião e do argumento de necessidade econômica, legitimava a escravização de milhares de indivíduos. (Capítulo 6) Feedback A resposta correta é: como um caráter de normalidade e de necessidade atribuído com naturalidade às populações africanas. Questão 7 Correto Marcar questão Texto da questão Observe a fonte abaixo e responda o que se pede. DEBRET, Jean-Baptiste. Família pobre recolhendo o produto do trabalho da negra velha que carrega água. 1827. Aquarela sobre papel, 16 x 22 cm. Museus Castro Maya, Rio de Janeiro. Link imagem http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/debret-e-os- habitos-alimentares-na-corte-brasileira/ ; Assinale a alternativa que contenha uma melhor interpretação sobre a cena representada pela pintura. Escolha uma: a. A escravidão brasileira demonstrou como a possibilidade de interação entre as raças pôde ser um exemplo de igualdade racial b. Os escravos eram sustentados pelos seus senhores, independente das suas classes sociais, davam certa autonomia a eles c. Não houve diferença entre os homens livres pobres e os escravos que habitavam regiões afastadas dos grandes centros coloniais d. A escravidão no Brasil possuiu laços mais profundos e complexos, não se isolando entre as relações da casa-grande e da senzala “Um exemplo das interações de que trata o autor pode ser observado na ilustração a seguir. Nela, Debret representa o interior de uma residência pobre, de mobiliário restrito, feita de taipa. Não obstante estarem distantes de uma existência senhorial, os habitantes da casa possuem uma escrava, a qual sai à cidade para trabalhar como vendedora, retornando à casa com seus rendimentos. Assim, a escravidão permeava a vida na colônia em suas mais variadas esferas: na cidade, no campo, em praticamente todas as atividades produtivas possíveis e nos mais distintos estratos da sociedade. Sobre a sociedade baiana do século XVIII, Reis (Ibid., p. 14) observa que escravos, junto aos pobres livres, muitos de ascendência africana, constituíam a maior parte da população. Pode-se supor que a aquisição e manutenção de trabalhadores cativos era mais que um luxo, mas algo à época considerado essencial à vida.” (Capítulo 6) e. O sistema escravocrata brasileiro, diferentemente do espanhol, foi mais democrático e imparcial, principalmente em relação aos pobres Feedback A resposta correta é: A escravidão no Brasil possuiu laços mais profundos e complexos, não se isolando entre as relações da casa-grande e da senzala. Questão 8 Correto Marcar questão Texto da questão Alberto da Costa e Silva, um estudioso africanista, analisou atentamente a influência das diversas culturas africanas no Brasil, disse ele: De que a presença africana em nossa cultura é profunda, talvez o melhor testemunho esteja no português que falamos [...]. As línguas africanas, especialmente o quimbundo (ou idioma dos ambundos), o quicongo (ou língua dos congos), o umbundo (ou idioma dos ovimbundos) e o ioruba, marcaram profundamente não só o vocabulário do português do Brasil, mas também [...] a construção de frases, e [...] a maneira como pronunciamos as palavras. Poucos se dão conta de que os verbos cochichar, cochilar [...] e zangar, os substantivos bagunça [...], caçula, cafuné [...], fuxico, lengalenga [...], quitanda [...], os adjetivos [...] dengoso, encabulado, e zonzo e numerosíssimos outros termos que usamos no dia a dia são de origem africana. E o que fazem os portugueses, quando têm de zangar com o caçula dengoso que estava cochilando durante uma lengalenga como está? Eles [...] se aborrecem com o benjamim manhoso que dormitava durante esta conversa enfadonha. (SILVA, Alberto da Costa e. A África explicada aos meus filhos. Rio de Janeiro: Agir, 2012, p.156-157). O texto acima traz uma reflexão acerca da influência das culturas africanas no Brasil. Assinale a alternativa que demonstre uma consideração adequada ao trecho acima. Escolha uma: a. A influência africana no Brasil é perceptível com maior ênfase na culinária e na dança b. Acredita-se que ainda hoje há palavras de origem africana que não possuem significado na língua portuguesa c. Considera-se que a influência da cultura africana no Brasil deu-se somentenas palavras apresentadas no texto d. A caracterização de uma linguagem nacional depende de fatores harmoniosos de miscigenação como é o caso da língua falada no Brasil e. Uma consciência de que muitos termos utilizados pelos brasileiros no dia a dia são de origem africana e não portuguesa “É importante esclarecer que tratar de influência cultural africana é algo delicado. Não faz sentido falar em “cultura africana”, assim como não faz sentido falar em “cultura indígena”, posto que o Brasil recebeu escravos oriundos de regiões diferentes do continente africano, indivíduos que pertenciam a comunidades distintas, com práticas religiosas, indumentárias, percepções estéticas e modelos de relações sociais próprios. Embora houvesse pontos em comum entre estes grupos, havia também diferenças, as quais muitas vezes foram desconsideradas por mercadores de escravos e senhores, mais interessados no potencial econômico da força de trabalho que em suas complexidades culturais, mas que não escaparam aos olhos de artistas estrangeiros viajando pelo Brasil, como Jean-Baptiste Debret e Johann Moritz Rugendas, os quais são grandes cronistas visuais da escravidão e da diversidade étnica no Brasil do século XIX.” (Capítulo 6) Feedback A resposta correta é: Uma consciência de que muitos termos utilizados pelos brasileiros no dia a dia são de origem africana e não portuguesa. Questão 9 Correto Marcar questão Texto da questão Sobre as consequências da Guerra dos Emboabas (1707-1709) é correto afirmar: Escolha uma: a. as lideranças de Manuel de Borba Gato (paulista) e Manuel Nunes Viana (emboaba) assinaram um acordo de paz garantindo a exploração do território para os emboabas b. acarretou em emboscadas e batalhas épicas entre os portugueses e os emboabas, assim, o estado português incentivou a dizimação dessa não indígena c. tanto as lideranças paulistas como as emboabas agregaram conhecimentos e técnicas de exploração de minérios em terras brasileiras por meio do contato com indígenas nativos das regiões das minas d. a conjuntura do conflito só foi resolvida com a assinatura do Tratado de Madri que determinou os limites entre as terras dos emboabas, paulistas e do estado português e. foi necessário o estabelecimento de vilas, a distribuição de datas e a cobrança do quinto com o objetivo de fortificar o controle do estado português sobre o território brasileiro “Em 1708, estourou o conflito aberto, quando uma liderança paulista, Manuel de Borba Gato, e uma liderança emboaba, Manuel Nunes Viana, entraram em choque. Assim teve início uma guerra de fato, marcada principalmente por emboscadas e tocaias que se tornariam folclóricas. Ao fim, os emboabas acabaram adquirindo a vantagem e buscaram desarmar os paulistas e instituir uma estrutura administrativa emboaba. Com seus privilégios perdidos e sem condições de prosseguir com a disputa, os paulistas abdicaram da luta. Muitos retornariam a São Paulo; outros se deslocariam para o oeste, em busca de novas jazidas no Mato Grosso e em Goiás. Toda a conjuntura do conflito representou um grande embaraço para a metrópole, deixando claro que as autoridades lusitanas precisavam ter uma presença mais forte, de modo a garantir a ordem, evitando inquietações entre os colonos e, acima de tudo, manter estável a arrecadação do quinto. A distribuição das datas e a cobrança do quinto passaram a ser observadas com mais rigor, os limites das capitanias de São Vicente e Rio de Janeiro foram redesenhados, dando autonomia à região, que foi convertida na Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, e São Paulo foi elevada do status de vila ao de cidade.” (Capítulo 7) Feedback A resposta correta é: foi necessário o estabelecimento de vilas, a distribuição de datas e a cobrança do quinto com o objetivo de fortificar o controle do estado português sobre o território brasileiro. Questão 10 Correto Marcar questão Texto da questão Leia a fonte histórica a seguir com atenção: A sede incansável do ouro estimulou a tantos deixarem suas terras e a meterem-se por caminhos tão ásperos como são os das minas, que dificultosamente se poderá dar conta do número de pessoas que atualmente lá estão. Contudo, os que [...] as correram todas, dizem que mais de trinta mil almas se ocupam, umas a catar, e outras a mandar catar nos ribeiros do ouro, e outras a negociar, vendendo e comprando [...] não só para a vida, mas para o regalo [...]. ANTONIL, André João. Cultura e Opulência no Brasil. 3.ed. Belo Horizonte: Itatiaia/Edusp, 1982. p.263-264. O fragmento é um relato do jesuíta André José Antonil, autor do livro Cultura e Opulência no Brasil (1711). Sobre o descrito na fonte acima é correto afirmar que o assunto principal da fonte retrata: Escolha uma: a. A descoberta do ouro nos territórios espanhóis que fez com que milhares de portugueses migrassem para a região Inca b. A empreitada dos bandeirantes ao descobrirem missões jesuíticas para serem apresados e levados para as vilas c. A migração de indígenas e colonos para as localidades onde haviam descoberto ouro e esmeraldas d. A descoberta de novas terras além do Tratado de Madri e as diversas ferramentas utilizadas pelos colonos e. A ida de milhares de pessoas para as regiões das minas e das atividades desenvolvidas por elas na região Interpretação e compreensão da fonte. “É importante frisar que mesmo entre os séculos XVIII e XIX, quando a atividade mineradora se encontrava em declínio, as regiões mineradoras apresentaram ainda um crescimento populacional e grande importação de escravos. Portanto, há problemas com a visão de que a região entrou em decadência econômica à medida que o Ciclo do ouro se aproximava do fim. Tudo indica que as atividades manufatureiras e agropastoris supriam não apenas a grande demanda de mercado interno dos mineradores, como também a exportação para outras regiões da colônia, tornando-se, assim, uma atividade econômica fundamental. Ao compreender como se processou essa diversificação econômica, é possível explicar que após a decadência dos níveis de extração mineral, as economias das regiões não tenham esfacelado, com evacuação massiva e surgimento de “cidades fantasmas”. Como se pode observar, as condições do estabelecimento da atividade mineradora na colônia foram marcadas por diversas agendas, tensões, contradições e conflitos. Ao longo do Ciclo do ouro, essas condições produziriam uma sociedade complexa e uma série de conflitos.” (Capítulo 7). Feedback A resposta correta é: A ida de milhares de pessoas para as regiões das minas e das atividades desenvolvidas por elas na região. Terminar revisão