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TECIDO ÓSSEO 
Referência: JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, J. 
Histologia Básica. 11ª ed. Capítulo 8. 
Tecido ósseo 
• Forma especializada de tecido 
conjuntivo, cuja MEC é mineralizada. 
 
• Inervada e irrigada 
 
• Apresenta grande sensibilidade e 
capacidade de regeneração. 
• Se origina do mesenquima 
da mesoderme (maioria) e 
ectoderme 
•Nutrição 
•Crescimento e 
recuperação 
 
 
• Periósteo  
Fibras de Sharpey 
 
Bainhas envoltórias: Periósteo e endósteo 
* Ausente nas articulações 
sinoviais (cartilagem 
hialina) 
•Periósteo 
fibroso externo 
 
•Periósteo 
osteogênico 
interno (células 
osteoprogenitoras 
e osteoblastos) 
* Ausente nas articulações 
sinoviais (cartilagem 
hialina) 
Bainhas envoltórias: Periósteo 
Bainhas envoltórias: Endósteo 
•Tecido conjuntivo 
reticular com 
monocamada de células 
osteoprogenitoras e 
osteoblastos 
Matriz óssea 
 Constituintes orgânicos (35% peso seco): 
 Fibras Colágenas tipo I (80-90%) – resistência à 
tração; Agrecanos (condroitin e queratan-sulfato); 
Glicoproteínas de adesão – osteocalcina, 
osteonectina, osteopontina, sialoproteína óssea. 
 
 Constituintes inorgânicos (65% peso seco): 
 Cálcio e fósforo (cristais de hidroxiapatita) – 
resistência à compressão. 
Na cartilagem os 
agrecanos são ricos 
em condroitin e 
heparan sulfato 
Glicoproteínas de adesão – osteocalcina, 
osteonectina e osteopontina (ligam-se a 
hidroxiapatita e integrinas); sialoproteína 
óssea (liga-se à matriz e integrinas) 
Estes glicosaminoglicanos formam 
pequenas moléculas de 
proteoglicanos com cernes 
protéicos curtos, aos quais os 
glicosaminoglicanos estão ligados 
de modo co-valente. Os 
proteoglicanos estão ligados de 
forma não-covalente ao ácido 
hialurônico, através de proteínas de 
ligação, formando compostos de 
agrecanos muito grandes. 
Entretanto, a abundância de 
colágeno faz com que a matriz seja 
acidófila. 
Osteoblastos sintetizam: Osteocalcina e 
osteonectina – iniciam mineralização 
óssea; Osteopontina – zona de vedação 
osteoclasto; Sialoproteína óssea – liga 
osteoblastos à MEC 
A parte inorgânica do osso, que constitui cerca 
de 65% de seu peso seco, é composta 
principalmente por cálcio e fósforo 
juntamente com outros componentes, 
incluindo bicarbonato, citrato, magnésio, 
sódio e potássio. O cálcio e o fósforo existem 
basicamente sob a forma de cristais de 
hidroxiapatita [Ca10(P04)6(OH)2], mas o 
fosfato de cálcio também está presente sob 
uma forma amorfa. (40 nm de comprimento 
por 25 nm de largura e 1,5 nm a 3 nm de 
espessura) 
Matriz óssea 
 Íons da superfície 
dos cristais atraem 
água (CAPA DE 
HIDRATAÇÃO – 
trocas de íons entre o 
cristal e o fluído 
extracelular) 
H2O H2O H2O 
H2O 
H2O 
H2O 
H2O 
H2O 
H2O 
H2O 
H2O 
H2O H2O 
Ca10(PO4)6(OH)2 
40x25x1,5-3nm 
Cristal de hidroxiapatita 
 Fusiformes 
 
 Ativas no 
crescimento ósseo 
intenso 
 
 Mitoticamente ativas 
 
 Diferenciação em 
osteoblastos 
 
 Periósteo, endósteo 
e Canais de Havers 
CÉLULAS DO TECIDO 
ÓSSEO: Osteoprogenitoras 
 
 Diferenciação em 
osteoblastos (BMP e TGF-
β) 
 
OSTEOBLASTOS 
 Periósteo, endósteo e 
Canais de Havers 
 
 Produzem o osteoide, 
ALP e mediadores 
(RANKL, OPG) que 
controlam a reabsorção 
óssea 
 
 Após a mineralização do 
osteoide transforma-se 
em osteócito. 
 Achatadas em repouso 
e cúbicas em atividade 
A membrana celular dos osteoblastos é rica 
na enzima fosfatase alcalina. Durante a 
formação ativa de osso, estas células 
secretam altos níveis de fosfatase alcalina, 
elevando os níveis desta enzima no sangue. 
Assim, o clínico pode acompanhar a 
formação de osso medindo o nível da 
fosfatase alcalina no sangue. 
 As células do parênquima da 
paratireóide são sensíveis aos níveis de 
cálcio do sangue; o hormônio 
paratireoidiano é secretado quando o 
nível de cálcio cai abaixo do normal. 
Como foi discutido antes, este hormônio 
ativa receptores dos osteoblastos 
suprimindo a formação de matriz e 
iniciando a produção e secreção do 
ligante de osteoprotegerina e do fator 
estimulante de osteoclastos pelos 
osteoblastos. Estes fatores induzem a 
formação de osteoclastos e estimulam 
osteoclastos quiescentes a se tornarem 
ativos, levando à reabsorção óssea e à 
liberação de íons cálcio. 
Receptores para o paratormônio, IGF-1 
Enzimas para remoção do osteóide (lacunas de 
Howship) 
 Prolongamentos com JUNÇÕES 
COMUNICANTES 
 
A alta concentração de 
Ca2+ estimula os osteoblastos a 
secretar fosfatase alcalina (ALP), 
que aumenta a concentração local de 
íons PO4. A concentração elevada de 
PO4 estimula um aumento adicional 
na concentração de Ca2+ em que a 
mineralização será iniciada RANK = Receptor ativador do fator 
nuclear Kappa B 
OSTEÓCITOS 
 Achatados, 
prolongamentos 
com junções 
comunicantes 
 
 Baixa atividade 
metabólica 
 Manutenção do 
tecido ósseo 
 20.000 a 30.000 / 
mm3 
 
Osteócitos em lacunas 
OSTEÓCITOS 
 Prolongamentos em 
canalículos (trocas de 
íons e pequenas 
moléculas) 
 
 Espaço periosteocítico 
(1,3 L de capa de 
hidratação com até 
 20g Ca2+ permutável) 
 
OSTEOCLASTOS 
 Multinucleados, 
acidófilos, 
móveis, grandes 
 
 Origem da 
medula óssea 
 
 Reabsorção da 
matriz óssea 
RECEPTORES PARA RANKL, 
CALCITONINA, 
FATOR ESTIMULANTE DE 
OSTEOCLASTOS 
 Multinucleados, 
acidófilos, 
móveis, grandes 
(40 µm) 
 
 Origem da 
medula óssea 
 
 Reabsorção da 
matriz óssea 
Osteoclasto- 
Reabsorção 
ZONA BASAL, 
ZONA CLARA 
(VEDAÇÃO), 
BORDA 
PREGUEADA 
E ZONA 
VESICULAR 
ZONA 
BASAL 
Anidrase 
carbônica – 
forma ácido 
carbônico 
(H2CO3) 
Compartimento subosteoclástico 
(pH ~4,5) 
*Colagenase e hidrolases 
Osso 
Lacuna de Howship com 
osteoclastos ativos 
Osso esponjoso (trabécula óssea) 
Controle hormonal do Ca2+ 
 -Níveis 
sanguíneos 
baixos 
 -Paratireóide = 
Paratormônio 
Fator 
estimulante de 
osteoclastos 
IL-1: Estimula 
reabsorção 
Controle do Ca2+  -Níveis 
sanguíneos altos 
 -Tireóide = 
Calcitonina 
ESTRÓGENO:
Estimula 
apoptose 
Classificação macroscópica do osso: 
Osso esponjoso e compacto 
Tecido ósseo 
densamente organizado 
em camadas 
concêntricas (presença 
de canais) 
 Esponjoso: 
Formados por várias 
trabéculas ósseas que 
se projetam do 
tecido ósseo 
compacto, com 
espaços medulares 
amplos (preenchidos 
por medula óssea) 
- Sem sistema de 
havers, com arranjo 
irregular de lamelas 
Esponjoso 
Compacto Sem espaços medulares 
Presença dos canalículos, canais de 
Volkmann e canais de Havers 
Com trabéculas e 
espaços medulares 
Ossos longos, 
curtos e chatos 
1. Osso primário ou não lamelar (imaturo): alinhamento 
irregular das fibras colágenas. Menor teor mineral. Mais 
osteócitos. Mecanicamente fraco. Primeiro osso formado. 
Estrutura microscópica do osso 
- Osso em 
desenvolvimento 
- Reparo de fratura 
óssea. 
Primários: Primeiro 
osso formado; 
Substituído pelo osso 
lamelar (exceto suturas 
da calvária, locais de 
inserção de tendões e 
alvéolos dentários). 
2. Osso secundário ou lamelar: típico da diáfise do osso 
maduro, alinhamento regular das fibras colágenas. Maior 
teor mineral. Mecanicamente fortee é formado lentamente. 
 
Primário Secundário 
O osso lamelar consiste em lamelas, 
amplamente constituídas de matriz óssea, uma 
substância mineralizada depositada em 
camadas ou lamelas, e osteócitos, cada um 
ocupando uma cavidade ou lacuna 
com canalículos radiais e ramificados 
que penetram nas lamelas das lacunas 
adjacentes. O osso lamelar apresenta quatro 
padrões distintos (Fig. 4-20): 
1. Os osteons ou sistemas haversianos, 
formados por lamelas dispostas 
concentricamente ao redor de um canal 
vascular longitudinal. 
2. As lamelas intersticiais, observadas entre os 
osteons e separadas deles por uma fina camada 
conhecida como linha cimentante. 
3. As lamelas circunferenciais externas, 
visualizadas na superfície externa do 
osso compacto, abaixo do periósteo. 
4. As lamelas circunferenciais internas, 
observadas na superfície interna subjacente ao 
endósteo. 
 
Microscopia do osso compacto 
(4 arranjos de lamelas) 
3. Sistema de Havers 
2. Sistema 
circunferencial 
externo 
4. Sistemas 
intermediários 
= restos de 
ósteons 
(camadas de 
tecido ósseo) 
4 padrões distintos: 
1. Sistema 
circunferencial 
interno 
Ósteon ou sistema de Havers 
Cilíndro 
longo paralelo 
ao maior eixo 
da diáfise 
 
Lamelas 
concêntricas 
(4 a 20) em 
torno de um 
canal 
neurovascular 
Feixes de fibras colágenas 
paralelas mas com 
orientação perpendicular 
em lamelas adjacentes 
Resistência às 
forças de 
torção 
Camada interna da 
lamela mais externa tem 
osteoblastos = inserem 
camadas de fora pra 
dentro 
Lacunas 
contendo 
osteócitos 
entre as 
lamelas ou 
nas lamelas 
Canal de Havers – 
vasos sanguíneos e 
nervos (ausência de 
vasos linfáticos) 
FORMAÇÃO DOS OSSOS 
 De acordo com a origem embrionária: 
 
 1. Ossificação intramembranosa 
 
 2. Ossificação endocondral 
 De acordo com a 
origem embrionária: 
 1. Ossificação 
intramembranosa: 
a partir de uma 
membrana do tecido 
conjuntivo 
embrionário (vários 
centros de 
ossificação primária) 
 origina os ossos 
chatos 
 
 2. Ossificação 
endocondral: 
substituição da 
cartilagem hialina 
por osso  processo 
mais comum. 
 Membranas conjuntivas  
células mesenquimais  
osteoblastos  síntese da 
MEC óssea formando malha 
de trabéculas (osso primário) 
 mineralização  
osteócitos 
Ossificação Intramembranosa 
Vários centros primários de 
ossificação (local de início da 
osteogênese) 
 Espaços medulares penetrados por vasos 
sanguíneos e medula óssea 
 Periósteo e endósteo – regiões do mesênquima 
que não se calcificam 
Ossificação Intramembranosa 
 Formação de ossos 
chatos, crescimento de 
ossos curtos e aumento 
em espessura de ossos 
longos 
Ossificação Endocondral – formação de ossos curtos e longos 
1 e 2 - Formação de um molde de cartilagem hialina 
(ossificação IM a partir do pericôndrio  colar ósseo); 
DIÁFISE – Centro primário 
3 - Hipertrofia e apoptose dos condrócitos, calcificação da 
cartilagem; 
4 - Invasão do molde por vasos do periósteo, levando 
consigo células osteoprogenitoras e hematopoéticas; 
5 e 6 - Osteoblastos secretam matriz óssea sobre a 
cartilagem (complexo cartilagem/osso) em direção às 
epífises; 
-Reabsorção do complexo e formação de tecido ósseo. 
 
-Semelhante aos 
centros primários, 
exceto: Ausência 
de colar ósseo; 
crescimento 
radial ao invés de 
longitudinal. 
 
*Ausência de 
ossificação na 
cartilagem 
articular e nos 
discos epifisários. 
EPÍFISES - Centros secundários 
Crescimento dos ossos - largura 
- Células 
osteoprogenitoras 
do periósteo 
proliferam e se 
diferenciam 
- Depósito de matriz 
óssea na superfície 
subperiosteal 
- Reabsorção na 
superfície interna 
Crescimento dos ossos - comprimento 
Proliferação de 
condrócitos do 
lado epifisário 
 
Substituição por 
tecido ósseo 
(endocondral) 
no lado 
diafisário 
DISCO EPIFISÁRIO 
Disco epifisário 
Zona de repouso 
Epífise 
Diáfise 
Zona de proliferação 
Zona de cartilagem 
hipertrófica 
Zona de cartilagem 
calcificada 
Zona de ossificação

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