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FISIOPATOLOGIA DM2 Insulina liberada pelas células beta pancreáticas, vão se ligar nos seus sítios de ligação da subunidade alfa dos seus receptores de membrana do tipo tirosinoquinase, essa ligação promoverá uma fosforilação dos terminais de tirosinas das subunidade alfa, essa fosforilação irá se perpetuar para as subunidades beta intracelular, através das ligações de sulfeto presente entre a subunidade alfa e beta, levando a fosforilação da subunidade beta que ira fosforilar e ativar a enzima tirosinacinase, presente na subunidade beta desse receptor, que irá fosforilar os terminais de TIROSINA DO PRÓPRIO RECEPTOR OU FOSFORILAR TERMINAIS DE TIROSINA PRESENTE NO SUBSTRATO DE RECEPTOR DE INSULINA (IRS). A FOSFORILAÇÃO DOS IRS irá ativar uma série de reações enzimáticas intracelular, como por exemplo a ATIVAÇÃO DA FOSFATIDILINOSITO-3-QUINASE (PIK3) que irá se fosfoforilar e expor o GLUT 4, que é um transportador de mebrana da glicose. Quando esse transportador de membrana é exposto nas células, a glicose vai se ligar a esse receptor permitindo que essa glicose seja transportada do sangue para o interior da célula por difusão facilitada. Os vários elementos fisiopatológicos da DM2 foi resumido em um conjunto de alterações metabpolicas que se tornou conhecido como OCTETO OMINOSO- os 8 elementos que compõe o octeto ominoso são: CONSEQUÊNCIAS DA RESISTÊNCIA A INSULINA: 1-NO FÍGADO- 2-NO TECIDO ADIPOSO 3-MUSCULAR 4-CEREBRAL 5-NO PROPRIO PÂNCREAS- ↑GLUCAGON E ↓ INSULINA 6-DEFICIÊNCIA PANCREÁTICA A SECREÇÃO DE INSULINA 7-DEFICIÊNCIA GASTRINTESTINAL NA SECREÇÃO DAS INCRETINAS 8-DEFICIêNCIA RENAL NA ELIMINAÇÃO TUBULAR DE GLICOSE 1. RESISTÊNCIA INSULINICA: O que acontece na DM2 é uma resistência insulinica, ou seja, em vez de ocorrer a fosforilação nos terminais de tirosina, vai ocorrer nos terminais de serina, ou seja, a insulina vai se ligar no seu receptor, só que ao invés de ocorrer fosforilação dos terminais de tirosina presente no IRS ou nos receptores da insulina, vai ocorrer fosforilação nos terminais de SERINA e se não há fosforilação dos terminal de tirosina, não vai ativar a enzima tirosinoquinase e consequentemente não vai ocorrer a fosforilação dos substratos receptores de insulina (IRS) e não vai ocorrer a ativação (fosforilação) da FOSFATIDILINOSITOL-3-QUINASE (PIK3) NÃO OCORRENDO A EXPOSIÇÃO DO GLUT 4, fazendo com que a glicose continue circulando. Todos os indivíduos vão ter um quantidade equilibrada de resistência insulínica, para impedir uma ação excessiva, desregulada da insulina. Porem existe alguns fatores que aumentam essa resistência insulínica como por exemplo: IDADE: >45 anos ETNIA GENÉTICA FATORES MODIFICÁVEIS: SÃO OS FATORES QUE MAIS INFLUENCIAM NA RI -INGESTÇAO CALÓRICA: excesso de AGL, com estoque em fígado, musculo e vasos. -OBESIDADE (PRINCIPALMENTE VISCERAL): aumento de proteínas inflamatórias (TNF- ALFA, IL-6 E IL-8) -SEDENTARISMO: Menor beta-oxidação de AGL, menor exposição de GLUT 4 -MEDICAÇÕES: CORTICÓIDES, TACROLINO -HORMÔNIOS: GH, PRL, GLUCACON CONSEQUÊNCIA DA RESISTÊNCIA INSULINICA: NO FÍGADO- AUMENTO DA PRODUÇÃO HEPÁTICA DE GLICOSE NO MÚSCULO- REDUÇÃO DA CAPTAÇÃO MUSCULAR DE GLICOSE NO TECIDO ADIPOSO- AUMENTO DA LIPÓLISE (QUEBRA DE TRIGLICERIDEO, LIBERANDO AC.GRAXOS LIVRES PARA SEREM USADOS COMO FONTE DE ENERGIA) NO HIPOTÁLAMO- DISFUNÇÃO HIPOTALÂMICA NAS VIAS DE REGULAÇÃO DA FOME E DO APETITE, DESVIANDO O ESTIMULO PARA AS VIAS OREXIGÊNICAS, FAVORECENDO O GANHO DE PESO E DESSE MODO, PIORANDO TODO O PROCESSO DE RESISTÊNCIA INSULINICA. 2. DEFICIÊNCIA PROGRESSIVA NA SECREÇÃO PANCREÁTICA DE INSULINA: Inicialmente paciente que apresentam fatores genéticos para resistência insulínica vão ter uma ausência da FASE 1 de secreção de insulina, ou seja, essas pessoas vão ter uma ausência do aumento da insulina no periodo pós prandial, consequentemente eles vão ter uma hiperglicemia pós-prandial que é detectada pelo TOTG 75mg, porem como mecanismo compensatório da resistência insulínica sistêmica esse pacientes vão ter uma hipertrofia das células pancreáticas e um aumento da fase 2 de secreção de insulina, ou seja, vai ter um hiperinsulinismo no periodo pós- prandial, para compensar a Resistência insulínica, produz mais insulina para “burlar” a RI sistêmica. Nessa fase não há alteração da glicose de jejum e o paciente ainda é assintomático, porem há alteração do TOTG75 g. Com o passar do tempo e com a associação dos fatores genéticos com outros fatores modificáveis, como por exemplo a obesidade central, vai ocorrendo o aumento da resistência insulínica e as células betas pancreáticas vão está mais expostas ao acido graxos livres decorrentes da obesidade central. A exposição das células betas aos AGLs de forma crônica, vai levar a uma hiposensibilidade das células betas a glicose, consequentemente ocorrerá uma redução da secreção de insulina pelas células betas pancreáticas, ou seja, uma DEFICIÊNCIA PROGRESSIVA NA SECREÇÃO PANCREÁTICA DE INSULINA o que levará a inibição dos mecanismo de compensação pancreática a RI sistêmica (perda da segunda fase da secreção de insulina) surgindo então a HIPERGLICEMIS DE JEJUM e os SINTOMAS DA DM 2. 3. RESISTÊNCIA A AÇÃO E REDUÇÃO NA SECREÇÃO DE INCRETINAS GASTRINTESTINAIS: As incretinas são hormônios produzidos pelo intestino, principalmente pelo íleo distal diante da chegada de alimentos. Como principais exemplos de incretinas, há peptídeo semelhante ao glucagon 1 (GLP-1), peptídeo semelhante ao glucagon 2 (GLP-2) e polipeptídeo inibitório gástrico (GIP). O GLP-1 é um hormônio liberado pelas células enteroendócrinas localizadas no íleo e no cólon, que estimula a secreção de insulina de maneira glicose-dependente, inibe a secreção de glucagon e o débito hepático de glicose, retarda o esvaziamento gástrico, induz saciedade, reduz o apetite e propicia perda ponderal. Após sua liberação na corrente sanguínea, estes hormônios ligam-se ao receptor nas células betapancreatica, promovendo a formação de AMPc intracelular. Na presença do AMPc cíclico e do ATP, formado pela via glicolítica, ativada quando há glicose circulante, ocorre a síntese de insulina e liberação dos grânulos pré-formados de insulina. Os hormônios incretinicos são incapazes de isoladamente aumentar a secreção pancreática de insulina, pois esta ação é dependente da presença de ATP no meio intracelular, que se forma quando há glicose no meio. As incretinas são elementos colaboradores da secreção de insulina na vigência de hiperglicemia. O AMP cíclico e a sinalização da glicose actuam sinergicamente nas células beta, levando à despolarização celular (através da inibição de canais de potássio sensíveis ao ATP e pela abertura de canais de cálcio sensíveis à voltagem) e à consequente estimulação da secreção de insulina (exocitose). Sem a sinalização do AMP cíclico, a glicose tem pouco ou nenhum efeito na secreção de insulina e vice-versa – o chamado “glucose competence effect”. Pacientes portadores de DM2 ou outras condições que aumentam a resistência á insulina, terão um redução da produção e liberação das incretinas pelas células do íleo distal, eliminando portando, esse mecanismo complementar da secreção insulínica, o que contribui para a patogênese do DM tipo 2. A atividade insulinotrópica do GLP-1 é inibido pela enzima DPP-4 por remoção selectiva de dois aminoácidos do terminal amina. A atividade insulinotrópica do GLP-1 em circulação é rapidamente perdida (t1/2 1-2min) pela clivagem por esta enzima. 4. AUMENTO NA REABSORÇÃO TUBULAR RENAL DE GLICOSE: O ultimo mecanismo fisiopatológico descrito é o AUMENTO DA REABSORÇÃO TUBULAR DE GLICOSE PELOSRINS. No rim a glicose filtrada é reabsorvida através de canais de alta afinidade chamados COTRANSPORTADOR SÓDIO-GLICOSE (SGLT), sendo 90% da glicose filtrada reabsorvida através do SGLT TIPO 2 e os outros 10% são reabsorvidos através do SGLT TIPO1. Portanto os rins também é um órgão importante na regulação periférica da glicemia sistêmica. Nos pacientes portadores de DM2, parece haver uma resposta adaptativa desse sistema de reabsorção renal de glicose após hiperglicemia mantida a longo prazo. Neste caso passa a existir maior ação dos canais transportadores, especificamente o SGLT-2 , promovendo maior reabsorção da glicose filtrada pelos rins, e consequentemente elevando a glicemia sistêmica.