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importância da administração para enfermagem

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A palavra administrar vem do latim “administratione”, cujo significado é dar direção, gerenciar. O ato de administrar já era discutido por grandes filósofos. Com o tempo, outros teóricos desenvolveram o tema, a exemplo de Fayol, cujo conceito de administrar resume-se a cinco atitudes: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar. Na atualidade, nomes importantes como Peter Drucker, tais conceitos foram ainda mais transformados no chamado PODC (Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar). 
No que concerne a história da Administração, ela divide-se em duas fases: Fase Empírica e Fase Científica. Ambas têm subdivisões. Na Fase Empírica, houve o Período Teocrático, com forte influencia dos Deuses com autoridades, o Período dos precursores da Administração Científica, em que os grandes pensadores estão inclusos e deram impulso ao conceito de Administração, como os filósofos Sócrates, Platão, Aristóteles, René Descartes, Thomas Hobbes, Rousseau, Karl Marx. Vale ressaltar que a Igreja Católica e a Organização Militar foram grandes influenciadores das teorias administrativas. Já na Fase Científica, a divisão se dá em Período Clássico (gerencia do trabalho); Período Neoclássico (Behaviorismo) e Período Moderno (teoria organizacional e análise de sistemas.
Ao relacionarmos as teorias administrativas com o objeto da Enfermagem que é cuidar, concluímos que é impossível trabalhar a Enfermagem sem o suporte dessas teorias. A influência da Administração na Enfermagem é fundamental, visto que se não o houver o planejamento, planos de ação, controle, organização, o trabalho torna-se inviável e oneroso. Através de Matrizes e organogramas, bem como a organização na passagem de plantões, é a administração mais importante que a técnica em si. Sem adoção das teorias, os recursos financeiros, materiais e humanos são mal utilizados e mal gerenciados. A teorias administrativas são condições si ne qua non para a pratica da gestão na enfermagem.
Hoje não se trabalha nas instituições hospitalares, postos de saúde ou Unidades Básicas de Saúde sem a adoção da Administração. Ao visitar uma UBS, por exemplo, sempre nos deparamos com fluxogramas expostos para todo o público. Nos hospitais, as alas já são separadas por grau de severidade do paciente, além de escalas para classificar os pacientes prioritários, como escala de Fugulim, de Glasgow, dentre outras. Não fosse esse tipo de organização que deriva das teorias administrativas, seria impossível atender a demanda e classificar o paciente que chega à instituição.
Portanto, a relação entre Enfermagem e Administração é imprescindível, bem como podem ditar novas formas de exercer a enfermagem, como o já conhecido gerenciamento hospitalar, ou mesmo em novos nichos, a exemplo de enfermeiro auditor, dentre outras modalidades ainda não imaginadas.