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Leia atentamente o excerto a seguir. “[...] o historiador não é um escravo humilde nem um senhor tirânico de seus fatos. A relação entre o historiador e seus fatos é de igualdade e de reciprocidade. Como qualquer historiador ativo sabe, se ele parar para avaliar o que está fazendo enquanto pensa e escreve, o historiador entra num processo contínuo de moldar seus fatos segundo sua interpretação e sua interpretação segundo seus fatos.” CARR, E. H. O que é História? 3. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996, p. 65. Na obra O que é História?, Edward Hallet Car, nos anos 1960, faz uma audaciosa definição da História enquanto campo do conhecimento De acordo com as informações apresentadas no excerto e com o conteúdo do texto-base da disciplina, é correto concluir que: RESPOSTA CORRETA: HISTÓRIA É UMA ANÁLISE DO PASSADO QUE REFLETE QUESTÕES DA SOCIEDADE NA QUAL O HISTORIADOR ESTÁ INSERIDO. Comentário da resposta: Ao comparar as falas de dois historiadores (Jhon Dalbert-Acton e George Clark) que viveram em contextos diferentes, o autor chega à conclusão de que a História analisa sociedades de determinado período a partir de questionamentos e angústias contemporâneas. Leia com atenção o excerto a seguir. “O que distingue o historiador dos outros cientistas sociais é sua preocupação primordial com o tempo, com a duração, com a mudança e com as resistências à mudança, com as transformações e as permanências ou sobrevivências. Se a documentação adequada existir e estiver disponível, não há aspecto algum do presente que esteja fechado à pesquisa científica do tipo histórico.” CARDOSO, C. F. S. Uma Introdução à História. São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 107. Com base no conceito de História do texto apresentado, analise as afirmativas a seguir e marque V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s). I. ( ) O passado histórico segue uma lógica independentemente das circunstâncias do tempo presente. II. ( ) Mesmo que se volte para a pesquisa, o historiador não está livre de condicionamentos e métodos diversos ao analisar o tema escolhido. III. ( ) A História não se compromete com a verdade porque o passado não pode retornar ou ser revivido. IV. ( ) A pesquisa histórica pode ser pautada em fontes dos mais diversos tipos. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: RESPOSTA CORRETA: F, V, F, V. Comentário da resposta: A afirmativa I é falsa porque a produção histórica tem o objetivo de compreender e refletir conjunturas de sociedades no passado motivadas por questionamentos que pertencem ao presente. A afirmativa II é verdadeira porque, independentemente da temporalidade a ser trabalhada, o historiador deve seguir os preceitos e os métodos próprios da disciplina. A afirmativa III é falsa porque o objetivo do historiador não é recriar ou reviver o passado, mas construir conhecimentos sobre ele baseado em análise de fontes. A afirmativa IV é verdadeira porque as fontes que baseiam a pesquisa histórica devem ter um caráter documental válido, independentemente do tipo ou suporte. Leia atentamente o excerto a seguir. “[...] Estou procurando resgatar o pobre descalço, o agricultor ultrapassado, o tecelão do tear manual ‘obsoleto’, o artesão ‘utopista’ e até os seguidores enganados de Joanna Southcott, da enorme condescendência da posteridade. Suas habilidades e tradições podem ter-se tornado moribundas. Sua hostilidade ao novo industrialismo pode ter-se tornado retrógrada. Seus ideais podem ter-se tornado fantasias. Suas conspirações insurrecionais podem ter-se tornado imprudentes. Mas eles viveram nesses períodos de extrema perturbação social, e nós, não.” THOMPSOM, E. P. A Formação da Classe Operária Inglesa: a árvore da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987, p. 13. Com base na perspectiva do historiador inglês Edward Palmer Thompsom, uma das funções do ensino de História seria “dar voz” aos problemas das pessoas comuns. Segundo essa informação, isso seria importante para: RESPOSTA CORRETA: CONTRIBUIR COM A FORMAÇÃO DE SUJEITOS QUE COMPREENDAM FAZER PARTE DE UM TEMPO HISTÓRICO, DE UMA SOCIEDADE E DE UMA CLASSE SOCIAL. Comentário da resposta: O compromisso contemporâneo no ensino de História não se baseia apenas na transmissão de datas e de fatos de grandes homens e civilizações, mas também pressupõe fazer parte da construção social e cultural dos alunos. Leia atentamente o trecho a seguir: “A revista [dos Annales] foi fundada para promover uma nova espécie de história e continua, ainda hoje, a encorajar inovações. As ideias diretrizes da revista, que criou e excitou entusiasmo em muitos leitores, na França e no exterior, podem ser sumariadas brevemente. Em primeiro lugar, a substituição da tradicional narrativa de acontecimentos por uma história- problema. Em segundo lugar, a história de todas as atividades humanas e não apenas história política. Em terceiro lugar, visando completar os dois primeiros objetivos, a colaboração com outras disciplinas, tais como a geografia, a sociologia, a psicologia, a economia, a linguística, a antropologia social, e tantas outras.” BURKE, P. Escola dos Annales (1929-1989): a Revolução Francesa da historiografia. São Paulo: UNESP, 1991, p. 7. Como observamos no texto apresentado, vários fatores contribuíram para mudanças na disciplina de História. Com base nas informações, o desenvolvimento da Escola dos Annales mudou a função da disciplina de História porque: RESPOSTA CORRETA: ALTEROU ENTRE OS HISTORIADORES A COMPREENSÃO CENTRADA APENAS EM FATOS DOCUMENTADOS E BUSCOU-SE ASSUMIR UM PAPEL DE CIÊNCIA QUE ANALISA O PASSADO A PARTIR DE QUESTÕES QUE POSSIBILITAM REFLEXÕES SOBRE O PRESENTE. PARA ISSO, FOI NECESSÁRIA A APROXIMAÇÃO COM OUTRAS NATUREZAS DE FONTES E A APROXIMAÇÃO CONCEITUAL COM OUTROS CAMPOS DE CONHECIMENTO. Comentário da resposta: Entre as maiores contribuições para a historiografia possibilitada pelo advento dos Annales, está a diversificação de problemas e de abordagens que levantam temáticas ligadas às questões do presente. Leia atentamente o excerto a seguir. “O professor não apenas transmite uma informação ou faz perguntas, mas também ouve os alunos. Deve dar-lhes atenção e cuidar para que aprendam a expressar-se, a expor opiniões e dar respostas. O trabalho docente nunca é unidirecional. As respostas e as opiniões dos alunos mostram como eles estão reagindo à atuação do professor [...].” LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994, p. 250. Segundo o excerto apresentado e o conteúdo do texto-base da disciplina, a construção do conhecimento é uma ação compartilhada porque: RESPOSTA CORRETA: O CONHECIMENTO NÃO PROVÉM UNICAMENTE DO PROFESSOR, ELE É PRODUZIDO A PARTIR DA TROCA DE EXPERIÊNCIAS ENTRE ALUNOS E PROFESSORES. Comentário da resposta: O conhecimento é uma construção coletiva. Todos os envolvidos no processo são protagonistas. Leia atentamente o excerto a seguir. “Maria de Fátima, professora do Departamento de Fundamentos Pedagógicos da Universidade Federal Fluminense, [...] ressalta a importância das missões francesas na formação do corpo docente da USP: ‘A importância de professores franceses, como Roger Bastide (Sociologia), Claude Lèvi- Strauss (Antropologia), Fernand Braudel (História), entre tantos, foi grande para o processo de consolidação das ciências humanas na USP. [...] Florestan Fernandes, que mais tarde se tornou catedrático da cadeira de Sociologia I, e Antônio Cândido são exemplos de grandes intelectuaisque foram formados pelos franceses’, explica.” CONHEÇA a história da criação da USP. Globo Universidade, Rio de Janeiro, 1.º de março de 2012, [s.p.]. Disponível em: <redeglobo.globo.com/globouniversidade/noticia/2011/12/conheca- historia-da-criacao-da-usp.html>. Acesso em: 21/09/2016. A influência de intelectuais estrangeiros e brasileiros, como afirma o excerto, foi de grande importância para a formação da área de História do Brasil. Com base nas informações apresentadas e no conteúdo da disciplina, responda: por que essa influência foi importante? RESPOSTA CORRETA: PORQUE ELES CONSOLIDARAM PARÂMETROS CONCEITUAIS UTILIZADOS ATÉ HOJE NOS MANUAIS DIDÁTICOS. Comentário da resposta: Esses intelectuais influenciaram a construção de conceitos, como ciclos econômicos, miscigenação das raças e diversidade cultural, que consolidaram a História do Brasil enquanto disciplina. Leia atentamente o excerto a seguir. “A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado. Mas talvez não seja menos vão esgotar-se em compreender o passado se nada se sabe do presente. [...] conscientemente ou não, é sempre as nossas experiências cotidianas que, para nuançá-las onde se deve, atribuímos matizes novos, em última análise os elementos, que nos servem para reconstruir o passado.” BLOCH, M. Apologia da História: ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008, p. 65-66. O historiador Marc Bloch foi um dos principais expoentes da Escola dos Annales no século XX. Esse grupo reposicionou o papel do historiador porque: RESPOSTA CORRETA: RECONHECEU QUE O OLHAR DO HISTORIADOR SOBRE SUAS FONTES SERÁ SEMPRE UMA VISÃO DO PRESENTE SOBRE O PASSADO, PORTANTO, CONSTATOU A IMPOSSIBILIDADE DE UMA NARRATIVA IMPARCIAL DIANTE DE SEU OBJETO DE ESTUDO. Comentário da resposta: A Escola dos Annales defendeu a ideia de que a História não deve ser isenta de interpretação por parte do historiador. Apesar de tentar não fazer juízos de valor sobre o passado, o historiador também não deve exercer uma atitude passiva diante das fontes. Leia atentamente o seguinte trecho da constituição de 1934. “A educação é direito de todos e deve ser ministrada, pela família e pelos Poderes Públicos, cumprindo a estes proporcioná-la a brasileiros e a estrangeiros domiciliados no País, de modo que possibilite eficientes fatores da vida moral e econômica da Nação, e desenvolva num espírito brasileiro a consciência da solidariedade humana.” BRASIL. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil: (de 16 de julho de 1934). Diário do Poder Legislativo, Rio de Janeiro, 16 jul 1934. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao34.htm>. Acesso em: 24/08/2016. A inclusão da educação na Constituição Federal passou a indicar uma grande mudança na chamada Era Vargas a partir dos anos 1930. De acordo com o texto-base da disciplina, isso aconteceu porque: RESPOSTA CORRETA: A EDUCAÇÃO PASSOU A SER VISTA COMO UMA POLÍTICA DE ESTADO. Comentário da resposta: No período conhecido como República Velha (1889-1930), não havia políticas públicas para a educação, e somente as elites tinham acesso a ela. A partir do governo Vargas, a educação foi introduzida na agenda pública do Estado, mesmo que de forma conservadora, e passou a ser ofertada para diversas camadas sociais. De acordo com Contier (1998), quando ocorreu a revolução de 1930, que iniciou a Era Vargas, havia uma exaltação pela música. No período, o canto orfeônico difundia o sentimento de patriotismo e o desenvolvimento da consciência nacional entre a população. A música era um instrumento de propaganda, repercutindo em todas as camadas sociais, integrando inclusive manifestações cívico-artísticas visando à manutenção do regime e ao fortalecimento da disciplina para operários e estudantes, considerando que o incentivo ao trabalho contribuía para uma nação forte. CONTIER, A. D. Passarinhada do Brasil: canto orfeônico, educação e getulismo. Bauru: EDUSC, 1998. Com base nas informações apresentadas e no conteúdo da disciplina, a temática ufanista e patriótica foi implantada no Governo Vargas porque: RESPOSTA CORRETA: O PROJETO DE ESTADO DE GETÚLIO VARGAS VIA NA EXALTAÇÃO DO SENTIMENTO DE NACIONALIDADE E CIVISMO ELEMENTOS EDUCADORES POR EXCELÊNCIA. Comentário da resposta: Tanto por meio da educação formal quanto do cinema e do teatro, o governo Vargas passou a exaltar a cultura nacional como forma de criar um sentimento de nacionalidade no povo brasileiro. Observe as imagens a seguir: A imagem da esquerda é a representação do samba, um estilo musical popular que surgiu no Brasil e hoje é conhecido em grande parte do mundo. Já a imagem da direita representa uma orquestra de música erudita, que tem origem nas classes mais abastadas da Europa. As imagens retratam elementos da cultura de dois grupos diferentes. De acordo com o texto-base da disciplina, assinale a alternativa que apresenta a importância de se ensinar essas duas manifestações culturais para as crianças. Resposta Correta: É importante conhecer as influências da música erudita europeia, mas a cultura nacional também deve ser valorizada, buscando evitar o eurocentrismo. Comentário da resposta: O eurocentrismo é um comportamento que desvaloriza outras culturas. Ter um posicionamento contra esse comportamento é mostrar que as influências culturais são importantes independentemente da origem. Leia atentamente o excerto a seguir: “Objetivos gerais de História: Espera-se que ao longo do ensino fundamental os alunos gradativamente possam ampliar a compreensão de sua realidade, especialmente confrontando-a e relacionando-a com outras realidades históricas, e, assim, possam fazer suas escolhas e estabelecer critérios para orientar suas ações.” BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília, DF, 1998, p. 43. O estudo da história ajuda a desenvolver diversas habilidades. Analise as afirmativas abaixo sobre algumas dessas habilidades e identifique, de acordo com o texto-base da disciplina, quais delas devem ser trabalhadas no Ensino Fundamental II: I. Capacidade de pesquisar documentos em centros de memória. II. Pensamento crítico sobre a realidade em que o aluno vive. III. Reflexão sobre sua própria existência enquanto indivíduo. IV. Capacidade de comparar contextos diferentes. Agora, assinale a alternativa que apresenta a resposta correta: RESPOSTA CORRETA: SOMENTE AS AFIRMATIVAS II E IV ESTÃO CORRETAS. Comentário da resposta: A afirmativa I está incorreta, pois essa habilidade já deve ter sido trabalhada no Ensino Fundamental I. A afirmativa II está correta, pois no Ensino Fundamental II os alunos devem desenvolver o pensamento crítico. A afirmativa III está incorreta, pois essa habilidade é comumente trabalhada na disciplina de Filosofia no Ensino Médio. A afirmativa IV está correta, pois no Ensino Fundamental II os alunos devem ser capazes de comparar o presente com outros contextos do passado. Leia com atenção o trecho a seguir: “A indústria cultural determina toda a estrutura de sentido da vida cultural pela racionalidade estratégica da produção econômica, que se inocula nos bens culturais enquanto se convertem estritamente em mercadorias; a própria organização da cultura, portanto, é manipulatória dos sentidos dos objetos culturais, subordinando-os aos sentidos econômicose políticos e, logo, à situação vigente.” ADORNO, T. Educação e emancipação. São Paulo: Paz e Terra, 1995, p. 20. Para Theodor Adorno, a indústria cultural é uma forma de manipular as massas. Considerando o trecho apresentado acima e o conteúdo do texto-base da disciplina, de que maneira o ensino de história pode contribuir para diminuir essa manipulação da indústria cultural? Resposta Correta: Desenvolver uma educação crítica e autônoma. Comentário da resposta: A educação deve promover a autonomia para que os alunos consigam criticar questões como consumismo e alienação. Leia com atenção o excerto a seguir: “A argumentatividade da linguagem seria inerente ao princípio dialógico, já que todo enunciado é produzido na direção do Outro, no movimento da interminável cadeia de enunciações. Enunciando, estamos agindo sobre o Outro, argumentando, o que significa ir além de compreender e responder enunciados. [...] nossa transformação ideológica é justamente um conflito tenso no nosso interior pela supremacia dos diferentes pontos de vista verbais e ideológicos, aproximações, tendências, avaliações.” GOULART, C. Enunciar é argumentar: analisando um episódio de uma aula de História com base em Bakhtin. Pro-Posições, Campinas, v. 18, n. 3 (54) - set./dez. 2007, p. 96. A argumentatividade é uma capacidade que deve ser desenvolvida, assim como em outras disciplinas, nas aulas de História. De acordo com o texto-base da disciplina, o professor deve trabalhar a argumentatividade em sala de aula, pois: RESPOSTA CORRETA: PROMOVE O PENSAMENTO CRÍTICO, A DEFESA DO PONTO DE VISTA, JÁ QUE A MAIORIA DOS CONTEÚDOS POSSUEM MAIS DE UMA ABORDAGEM TEÓRICA. Comentário da resposta: A disciplina de História é de natureza reflexiva. O ato de conhecer os fatos históricos deve ser sempre acompanhado de uma leitura crítica, e para isso é necessário desenvolver a argumentação oral e escrita. Leia atentamente o excerto a seguir: “O termo latino documentum, derivado de docere 'ensinar', evoluiu para o significado de 'prova' e é amplamente usado no vocabulário legislativo. [...] O documento que, para a escola histórica positivista do fim do século XIX e do início do século XX, será o fundamento do fato histórico, ainda que resulte da escolha, de uma decisão do historiador, parece apresentar-se por si mesmo como prova histórica. A sua objetividade parece opor-se à intencionalidade do monumento. Além do mais, afirma-se essencialmente como um testemunho escrito.” LE GOFF, J. História e Memória. Campinas: UNICAMP, 1990. p. 536. As aulas de história podem ser enriquecidas quando se trabalha com documentos históricos. Contudo, o professor deve tomar alguns cuidados ao usar esse tipo de recurso em sala de aula. Com base nas informações apresentadas acima e no conteúdo da disciplina, analise as afirmativas que tratam desses cuidados: I. O professor deve utilizar somente documentos escritos, por serem mais objetivos. II. O documento não fala por si, cabe ao professor interpretar com os alunos seu significado. III. O documento é apenas uma parte da memória e pode ser contestada. IV. Livros de literatura não podem ser usados como documento, pois são ficção. Agora, assinale a alternativa que reúne as afirmações corretas: Resposta Correta: II e III apenas. Comentário da resposta: A afirmativa I está incorreta, pois pode ser trabalhado em sala qualquer tipo de documento histórico, como música, pintura, filme etc. A afirmativa II está correta, pois apesar de o documento conter uma parte do passado, ele também pode conter informações ambíguas, elementos desconhecidos, palavras com significado diferente do atual etc. A afirmativa III está correta, pois o documento pode conter informações falsas, trechos inventados ou diferenças de interpretações. A afirmativa IV está incorreta, pois apesar de os livros de literatura serem ficcionais, eles podem conter informações sobre a mentalidade de outro contexto histórico. Leia com atenção o excerto a seguir. “A palavra política não pode ser entendida separada da ideia de ‘poder’. O poder, por sua vez, às vezes é confundido com o Estado, instituição normatizadora da vida em sociedade. Entretanto, o poder não é unicamente o Estado, pois está disseminado por toda a sociedade. E também a atividade política não se dá exclusivamente no Estado. Partindo dessas considerações, para definirmos a política vamos primeiro observar o que as ciências sociais e humanas entendem por poder.” POLÍTICA. In: SILVA, K.; SILVA, M. Dicionário de Conceitos Históricos. São Paulo: Contexto, 2009, p. 335. Uma das áreas mais tradicionais do ensino de História é a política. No ensino de História tradicional, o estudo de fatos e personagens políticos era visto como o mais importante em sala de aula. O texto apresentado faz uma diferenciação entre política e Estado, o que possibilita o exercício político dentro da escola. Com base nessas informações e no conteúdo da disciplina, assinale a alternativa que demonstra de que maneira o exercício da política ocorre no ambiente escolar. Resposta Correta: Por meio da resolução de conflitos e da defesa de interesses coletivos. Comentário da resposta: O conceito atual de política abrange a defesa de interesses em vários âmbitos, seja dentro da escola ou até mesmo dentro de casa, para que os conflitos sejam resolvidos e haja respeito entre os membros do grupo. Leia com atenção o excerto a seguir: “O surgimento da pesquisa na escola se deu conforme nos revelam Bernardes e Fernandes (2002) a partir da Reforma do Ensino de 1971 que, com a implantação da Lei n.º 5.692, reorganizou toda a estrutura do ensino e estabeleceu a pesquisa na escola como prática pedagógica obrigatória. Assim, a pesquisa passou a ser um dever do educador e uma atividade que deveria ser cumprida pelo educando.” OLIVEIRA, C. A pesquisa escolar em tempos de internet: reflexões sobre essa prática pedagógica. 2008. 131 f. Dissertação (Mestrado em educação) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Educação, Curitiba, 2008. Com base no excerto apresentado acima e no texto-base da disciplina, sobre o papel do professor na pesquisa escolar dos alunos, marque V para afirmativas verdadeiras e F para afirmativas falsas. I. ( ) O professor deve indicar as referências que o aluno deverá consultar. II. ( ) O professor deve orientar os perigos das ferramentas de conhecimento compartilhado. III. ( ) O professor deve pedir que os alunos deem preferência a fontes materiais em detrimento das fontes digitais. IV. ( ) O professor deve exigir aos alunos que escrevam à mão, para que eles tenham mais contato com a escrita. Agora, assinale a sequência correta. Resposta Correta: V, V, F, F. Comentário da resposta: A afirmativa I é verdadeira, pois o professor deve indicar as melhores referências para que os alunos evitem pesquisar em lugares duvidosos. A afirmativa II é verdadeira, pois ferramentas como as Wiki e os fóruns são abertos para a edição de qualquer pessoa, o que os torna ferramentas de verossimilidade duvidosa. A afirmativa III é falsa, pois os alunos podem utilizar fontes digitais, desde que sejam confiáveis. A afirmativa IV é falsa, pois o aluno pode digitar seu trabalho, mas o critério do trabalho deve estar em sua formulação e não na ferramenta utilizada para produzi-lo, lembrando de tomar cuidado para não cometer plágio. O trabalho com o multiculturalismo na sala de aula faz com que o aluno tenha uma noção de representatividadediferente da tradicional, que tinha um viés estritamente político. A imagem retrata indivíduos de várias culturas diferentes, e o ensino de História tem contribuído para o respeito ao pluralismo de ideias e comportamentos sociais e culturais que perpassam também a questão da representatividade para o aluno. Com base nas informações apresentadas e no conteúdo abordado no texto-base da disciplina, de que maneira o professor e História deve trabalhar a representatividade em sala de aula? VALORIZANDO OS DIVERSOS CONTEXTOS SOCIAIS QUE SE APRESENTAM NA SOCIADADE. Leia atentamente o excerto a seguir. “Desenvolvimento humano é um processo de crescimento e mudança a nível físico, do comportamento, cognitivo e emocional ao longo da vida. Em cada fase surgem características específicas. As linhas orientadoras de desenvolvimento aplicam-se a grande parte das crianças em cada fase de desenvolvimento. No entanto, cada criança é um indivíduo e pode atingir estas fases de desenvolvimento mais cedo ou mais tarde do que outras crianças da mesma idade, sem se falar, propriamente, de problemáticas.” VASCONCELLOS, M. F. B. As Fases do Desenvolvimento da Criança de 0 a 6 Anos: revisão de literatura. Três Corações: UVRV, 2006, p. 2 A Educação Infantil possui suas bases pedagógicas em teorias do desenvolvimento humano. Em cada idade, a criança passa por determinadas fases de desenvolvimento e o educador precisa considerar essas fases para adotar o método mais adequado para cada idade, lembrando que o ritmo de cada criança é diferente. Um dos aspectos apresentados pelas crianças ao longo dessas fases é o egocentrismo, sobre o qual é correto afirmar que: O COMPORTAMENTO EGOCENTRICO DA CRIANÇA, QUE EXPRESSA A SATISFAÇÃO DE SUAS NECESSIDADES IMEDIATAS É PARTE DO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO PRÉ OPERATORIO QUE SE DESCONTROI PELO AMADURECIMENTO INTELECTUAL DA CRIANÇA AUXILIADO PELO TRABALHO PEDAGÓGICO. Leia atentamente o excerto a seguir: “É então que surge no contexto educacional o termo letramento, que inicialmente se associou ao termo alfabetização, para designar uma aprendizagem inicial da língua escrita entendida não apenas como a aquisição do sistema alfabético e suas convenções, mas também como a introdução da criança às práticas sociais da língua escrita, ou, mais amplamente, à cultura do escrito.” O letramento é uma habilidade essencial na aprendizagem de leitura e escrita. Com base no excerto apresentado acima e no conteúdo do texto base, como a disciplina de História auxilia nesse processo? POR MEIO DA LEITURA CRITICA DE TEXTOS. Leia com atenção o excerto a seguir. “[...] a história ensinada é sempre fruto de uma seleção, um „recorte‟ temporal, histórico. As histórias são frutos de múltiplas leituras, interpretações de sujeitos históricos situados socialmente. Assim como a História, o currículo escolar não é um mero conjunto neutro de conhecimentos escolares a serem ensinados, apreendidos e avaliados. [...] Um currículo de História é, sempre, produto de escolhas, visões, interpretações, concepções de alguém ou de algum grupo que, em determinados espaços e tempos, detém o poder de dizer e fazer.” Com base nas afirmações expostas e no conteúdo estudado na disciplina, analise as afirmativas a seguir e marque V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s). I. ( ) As disciplinas Educação Moral e Cívica e Estudos Sociais foram criadas em 1969 para ensinarem a obediência cívica e o patriotismo aos alunos. II. ( ) Criados nos anos 1990, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) buscavam padronizar o ensino brasileiro como forma de imposição curricular a ser seguida. III. ( ) Atualmente, o ensino de História passou a ter o caráter de formação cidadã por meio do raciocínio crítico. IV. ( ) A partir dos anos 1980, o currículo da disciplina História passou a focar a neutralidade dos conteúdos. A seguir, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. RESPOSTA SELECIONADA: V, F, V, F. Leia atentamente o excerto a seguir. “Se seus trabalhos se situam mais diretamente no campo das chamadas Ciências Naturais, mais especificamente as biológicas, eles envolvem questões que, mesmo na sua época, ultrapassavam os limites desse campo, levantando questionamentos no campo das Ciências Humanas, em razão de centrar no homem o objeto das investigações.” Entre os séculos XVIII e XIX, o conceito de ciência era restrito aos métodos comprobatórios próprios das ciências da natureza. No entanto, a redefinição desse conceito proposto por Charles Darwin possibilitou o surgimento das ciências humanas porque: COMPREENDEU-SE QUE A SOCIEDADE TAMBÉM PODE SER ENTENDIDA COMO UM ORGANISMO EM CONSTANTE PROCESSO DE MUDANÇA QUE MERECE SER ANALISADO. VISITA AO MUSEU NA AULA DE HISTÓRIA ESTRATÉGIAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM A visita a Museus durante as aulas de história proporciona aos alunos um contado direto com objetos que ajudam a interpretar o passado. Quando um professor de história entra em sala de aula, os alunos logo presumem que vão estudar datas, fatos e verdades absolutas que nunca mudarão, pois se trata de uma análise do pretérito. Levantada a polêmica, o professor deverá romper paradigmas junto aos alunos em relação ao conhecimento histórico, mostrando no dia a dia das aulas que as influências das relações históricas não se estabelecem somente no passado. É importante ressaltar que a história não estuda os mortos, mas os “vivos do passado”; ao estudar os fatos históricos, o professor e os alunos deverão analisar o que os personagens fizeram em vida, pois essa é uma maneira de elucidar aquilo que os historiadores chamam de consciência histórica, que é conseguir visualizar a influência desses vivos do passado na construção do presente e na projeção do futuro, a fim de que o conteúdo estudado ganhe mais sentido e importância para os alunos. O professor, em seu oficio, deve sempre desenvolver a habilidade de um pesquisador, principalmente quando se trata do uso de fontes não escritas. Trabalhar com fontes que não estão no livro didático necessita de capacidade metodológica, é preciso saber transmitir a relação do contexto estudado com o objeto histórico exposto aos alunos. Para a pesquisadora Maria Auxiliadora Shmidt, o trabalho em sala de aula “é a própria atividade do historiador” (Schmidt,2006.p, 59), que além do livro didático deverá saber utilizar outras fontes importantes para inserir o aluno no processo de construção do conhecimento. Ao mostrar aos alunos outros documentos, como alguma peça de museu sobre uma determinada sociedade, o professor ampliará o leque de possibilidades para mostrar como os vivos do passado agiam e como suas culturas mudaram no transcorrer do tempo. Uma sugestão pertinente para transmissão do conhecimento histórico no Ensino Médio e Fundamental II é, portanto, a visita a museus – que são exemplos mais claros do processo de trabalhar com fontes não escritas. Todavia, parafraseando a pesquisadora Circe Bittencourt, para a realização dessa tarefa, tem-se que adotar algumas medidas, como: definir os objetivos da visita; selecionar o museu mais apropriado para o tema a ser trabalhado; visitar a instituiçãoantecipadamente e alcançar uma familiaridade com o espaço a ser trabalhado; preparar os alunos para a visita através de exercícios; elaborar formas de dar continuidade à visita quando voltar à sala de aula; avaliar o processo educativo que envolveu a atividade, a fim de aperfeiçoar o planejamento das novas visitas, etc. Dessa forma, na visita a um museu para analisar uma determinada civilização, o professor poderá propor, por exemplo, uma discussão em relação ao conceito de cultura e como ela reage às mudanças provocadas pelo tempo, mostrando o movimento dialético da história. Além do mais, analisando uma determinada peça do museu, os alunos compreenderão melhor a linha do tempo, pois estarão diante de um objeto que não faz parte de seu cotidiano e através dessa análise fica mais evidente a diferença temporal entre um período e outro. Utilizando essa metodologia, o professor desenvolverá sua habilidade de pesquisador e o senso crítico dos alunos em relação ao campo de horizonte dos estudos de história. Ademais, exponho aqui algumas leituras pertinentes para a reflexão metodológica de como os conteúdos poderão ser trabalhados em sala. Entre os vários livros recomendados, destaca-se: “Documentos não escritos na sala de aula”, da pesquisadora Circe Bittencourt; “A formação do professor de história e o cotidiano em sala de aula”, da professora Maria Auxiliadora Shmidt; e na parte da teoria da história é interessante a leitura do artigo “O lugar da Teoria-Metodologia na cultura histórica”, do historiador brasileiro José Carlos Reis. Por Fabrício Santos Graduado em História https://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/visita-ao-museu-na-aula-historia.htm