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Adriane Ribeiro MED 6 Bianca Barros 1 MÓDULO XVI Dor, dor abdominal, diarreia, vômitos e icterícia. ROTEIRO 06 1. ANATOMIA DO FÍGADO: ❖ LOCALIZAÇÃO: preenche a maior parte do hipocôndrio direito e do epigástrio, com frequência se estende até o hipocôndrio esquerdo. ❖ DIVISÃO: • Lobo hepático direito: é o lobo com o maior volume e está separado do lobo hepático esquerdo pelo ligamento falciforme superiormente e pelo ligamento venoso inferiormente. • Lobo hepático esquerdo: é o menor dos dois lobos principais. Está à esquerda do ligamento falciforme e não possui subdivisões. • Lobo quadrado: é visível como uma proeminência na face inferior do fígado, à direita do sulco formado pelo ligamento venoso. • Lobo caudado: é visível como uma proeminência nas faces inferior e posterior, à direita do sulco formado pelo ligamento venoso e posterior à porta do fígado. ❖ DIMENSÕES: o tamanho do fígado varia com o sexo, a idade e o tamanho do corpo. Ele tem a forma de uma cunha, pesa cerca de 1,5 kg e responde por aproximadamente 1/40 do peso do corpo adulto. ❖ FACES: • Face diafragmática: apresenta um lobo direito e um lobo esquerdo. A divisão dos lobos é estabelecida pelo ligamento falciforme. • Face Visceral: é subdividida em 4 lobos (direito, esquerdo, quadrado e caudado) pela presença de depressões em sua área central, que no conjunto se compõem formando um “H”, com 2 ramos antero- posteriores e um transversal que os une. Embora o lobo direito seja considerado por muitos anatomistas como incluindo o lobo quadrado (inferior) e o lobo caudado (posterior) com base na morfologia interna, os lobos quadrado e caudado pertencem mais apropriadamente ao lobo esquerdo. ❖ Hilo hepático: é constituído pela tríade porta (artéria hepática, veia porta e ducto colédoco), nervos e vasos linfáticos. ❖ Ligamentos e seus pontos de fixação: Ligamento falciforme: fígado está preso a parede anterior do abdome pelo ligamento falciforme. As duas laminas desse ligamento descem da superfície posterior da parede anterior do abdome e do diafragma e viram sobre as faces anterior e superior do fígado. Ligamento coronário: é formado pela reflexão do peritônio proveniente do diafragma sobre a face posterior do lobo hepático direito. Uma grande área triangular do fígado desprovida de cobertura peritoneal – a “área nua”do fígado – e delineada entre as duas laminas do ligamento coronário. Ligamentos triangulares: o ligamento triangular esquerdo é uma lamina dupla de peritônio que se estende por uma distancia variável sobre a margem superior do lobo hepático esquerdo. O ligamento triangular esquerdo está na frente da parte abdominal do esôfago, da extremidade superior do omento menor e de parte do fundo gástrico. A secção desse ligamento permite que o lobo hepático esquerdo do fígado seja mobilizado para a exposição da parte abdominal do esôfago e dos pilares do diafragma. O ligamento triangular esquerdo é um fator estabilizador importante para o lobo hepático esquerdo em operações que envolvem a retirada do lobo hepático direito do fígado. Sua secção torna o lobo hepático esquerdo instável a ponto de poder girar e se deslocar dentro do espaço vazio sob a metade direita do diafragma. O ligamento triangular direito e uma estrutura curta localizada no ápice da “área nua” do fígado e é continuo com as laminas do ligamento coronário. Ligamento venoso: corresponde a conexão venosa, agora obliterada, existente entre o ramo esquerdo da veia porta e a veia hepatica esquerda durante a vida fetal. E utilizado como ponto de referencia e ajuda a controlar extra- hepaticamente a veia hepática esquerda durante uma cirurgia. Adriane Ribeiro MED 6 Bianca Barros 2 Ligamento redondo: é o resíduo ocluso da veia umbilical fetal. Ligamento hepatogástrico: é parte do omento menor que conecta a pequena curvatura do estômago ao fígado. Ligamento hepatoduodenal: contém em seu interior uma tríade portal (Art. Hepática Própria, Ducto Colédoco e Veia Porta) em que se faz clampeamento cirúrgico. ❖ Impressões hepáticas: gástrica, cólica, renal, duodenal. ❖ Vascularização arterial: O tronco celíaco nasce diretamente fora da aorta, logo abaixo do hiato diafragmático aórtico, e dá origem a três ramos: artéria esplénica, artéria gástrica esquerda e artéria hepática comum. Do ponto em que a artéria hepática comum começa a se dirigir para cima, em direção ao hilo hepático, ela dá origem a artéria gastroduodenal, seguida pela artéria supraduodenal e depois pela artéria gástrica direita. A artéria hepática comum além da origem da gastroduodenal é chamada de artéria hepática própria e divide-se em ramos direito e esquerdo no hilo. ❖ Vascularização venosa: As três maiores veias hepáticas drenam da superfície posterior e superior do fígado diretamente para a VCI. - Veia porta hepática - Veia hepática ❖ Vascularização linfática: Grande parte da drenagem dos linfonodos do fígado é para o ligamento hepatoduodenal. Daí, a drenagem linfática geralmente continua junto à artéria hepática para os linfonodos celíacos e daí para a cisterna quilosa. A drenagem linfática também pode seguir as veias hepáticas para os linfonodos na área da VCI suprahepática e através do hiato diafragmático. - Vasos linfáticos superficiais e profundos e suas drenagens. ❖ Inervação: O gânglio celíaco do lado direito e o nervo vago direito formam um plexo de nervos hepáticos anteriores que acompanham a artéria hepática. O gânglio celíaco do lado esquerdo e o nervo vago esquerdo formam um plexo hepático posterior que corre posterior ao ducto biliar e a veia porta. 2. SEGMENTOS HEPÁTICOS: Adriane Ribeiro MED 6 Bianca Barros 3 Lobo direito é separado do lobo esquerdo pela veia supra- hepática média. Segmentos hepáticos superiores: II, IVa, VIII e VII. Segmentos hepáticos inferiores: III, IVb, V e VI. Lobo esquerdo é dividido em superior (II/IVa) e inferior (III/IVb) pelo ramo esquerdo da veia porta e em medial (IV a e b) e lateral (II/III) pela fissura do ligamento falciforme. Lobo direito é dividido em superior (VII E VIII) e inferior pelo ramo direito da veia porta e em anterior( VIII/V) e posterior (VII/VI) pela veia suprahepática direita. 3. HEPATOPATIA AGUDA E CRÔNICA - EXAMES DE IMAGEM: USG: comparar com o rim Hiperecogenicidade (mais claro) Aumento de tamanho Tomografia: comparar com o baço Hipodenso Aumento de tamanho Hepatopatia crônica Inicial hepatomegalia Atrofia do lobo D segmento medial lobo E e hipertrofia lobo caudado e segm, lateral do lobo E Irregularidade da superfície hepática (nódulos de regenreção/fibrose) junto as veias hepáticas e VB + ascite Textura heterogênica + aumento da ecogenicidade. Carcinoma hepatocelular (CHC): lesão focal no fígado cirrótico ( contornos irregulares, hipertrofia do lobo esquerdo, redução volumétrica do lobo direito, heterogeneidade) que na fase arterial da tomografia com contraste apresenta intenso realce e nas fases subsequentes o contraste é eliminado, como se fosse lavado e só fica um realce periférico chamado de pseudocápsula. A lavagem rápida do contraste chama-se oush out e é pagtognomonica do CHC.