Ortopedia - Resumo Completo
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Ortopedia - Resumo Completo


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FRATURAS-
A fratura é uma lesão de partes moles com um osso fraturado, com descontinuidade óssea. É causada por uma força 
aplicada ao tecido ósseo com intensidade suficiente para vencer sua resistência. 
Pode-se dizer que: É uma interrupção da continuidade do osso que leva à incapacidade de transmissão de carga 
devido à perda da sua integridade estrutural.
Muitas vezes, ao visualizar o local da fratura no 
paciente não é possível identificá-la, estando o 
local totalmente integro, onde só se pode 
identificar a fratura por meio de radiografia. 
Mas outras vezes apenas com a visualização 
externa se consegue saber que já existe uma 
fratura, onde as partes moles podem estar em 
grande sofrimento, o que denota o grau de 
energia e complicação da fratura.
Partes Ósseas:-
O osso, um tecido vivo, é uma forma rígida e altamente especializada de tecido conjuntivo que forma a maior parte 
do esqueleto. É o principal tecido de sustentação do corpo.
Os dois tipos de ossos são o osso compacto (cortical) e o osso esponjoso (trabecular ou medular). São distintos pela 
quantidade relativa de material sólido e pelo número e tamanho dos espaços contidos. Todos os ossos possuem 
uma camada fina superficial de osso compacto ao redor de uma massa central de osso medular esponjoso, exceto 
onde este último é substituído por uma cavidade medular.
Na visualização radiográfica, que é monodimensional, conseguimos visualizar as duas linhas do osso cortical e a 
parte medular do osso.
Incompletas: há descontinuidade de apenas uma linha do osso cortical\ufffd
Galho verde: ocorre nas crianças, são fraturas causadas pelo encurvamento do osso, isto acontece 
porque o periósteo na criança é muito espesso, conseguindo conter a fratura.
\ufffd
Simples: quando a fratura divide o osso em dois segmentos, que podem ou não estarem 
desviados.
\u25a1
Cominutivas: quando a fratura produz vários fragmentos, o osso estilhaça-se em três ou mais 
pedaços.
\u25a1
Segmentares: quando há mais de uma fratura no mesmo osso dividindo o osso em três 
segmentos.
\u25a1
Completas: quando há descontinuidade óssea das duas linhas corticais, se dividem em:\ufffd
 Incompleta Completa 
Simples
Completa 
Cominutiva
Completa Segmentar
Complexidade do traço: para que o osso esteja quebrado é necessário que exista um traço de fratura quando 
visualizado na radiografia. Quanto a complexidade do traço podem ser:
\u25cb
Mecanismo de trauma:
Tipos de Fraturas:-
Ortopedia -
01-08-2014
Aula 01/08/2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
17:18
 Página 1 de Ortopedia 
Espirais: este tipo de fratura é causada por uma força de torção. O resultado é uma linha de fratura em 
forma de espiral sobre o osso, como uma escada giratória. Fratura em espiral pode ser deslocada ou 
estável, dependendo da quantidade de força que resultou na fratura.
\ufffd
Oblíquas: quando o traço de fratura é maior que trinta graus (>30°).\ufffd
Transversas: quando o traço de fratura é menor que trinta graus (<30°), uma linha quase horizontal.\ufffd
Avulsão: ocorre quando um tendão que conecta um músculo a um osso arranca parte dele, resultante 
de uma forte e súbita contração muscular.
\ufffd
Compressão: são mais comuns em casos de osteoporose.\ufffd
Mecanismo de trauma:\u25cb
Fratura Epifisária: \ufffd
Fratura Metafisária:\ufffd
Fratura Diafisária:\ufffd
Fratura Intrarticular:\ufffd
Porção do osso: as fraturas podem ser classificadas quanto ao localização do traço na região do osso, 
geralmente em osso longo.
\u25cb
Fratura Fechada: a fratura óssea não tem contato com o meio externo.\ufffd
Fratura Exposta: há interrupção da continuidade do osso na qual existe comunicação entre o foco da 
fratura e o meio externo, havendo o rompimento da pele. A exposição óssea pode não ser visível, o osso 
pode não estar visível, mas há comunicação entre a fratura e o meio externo contaminado. Neste tipo 
de fratura ocorre simultaneamente um quadro de hemorragia externa, existindo ainda o risco iminente 
de infecção.
\ufffd
A presença de uma fratura exposta altera significativamente o seu manuseio e pode influenciar 
negativamente a possibilidade de uma cura completa, já que freqüentemente existe uma extensa lesão 
em partes moles, ou mesmo uma contaminação. A fratura exposta infectada não ficará curada até que a 
infecção tenha sido eliminada. 
Comunicação com o meio:\u25cb
 Página 2 de Ortopedia 
 Fratura Fechada Fratura Exposta
Fratura patológica: ocorre em osso com estrutura e resistência comprometidas por doença invasiva ou 
processo destrutivo, podendo ser por osteoporose, distúrbio endócrino (hiperparatireóidsimo que aumenta a 
reabsorção de cálcio), metastases, etc.
\u25cb
 Metástase óssea Cintilografia de fratura óssea Ressonância mostrando um edema ósseo
Fratura de stress: ocorre em osso com estrutura e resistência normais submetido à sobrecarga excessiva. \u25cb
Classificação AO:-
Local: Porção Óssea:
Braço (úmero) = 1\ufffd
Antebraço (rádio)= 2\ufffd
Coxa (fêmur)= 3\ufffd
Perna (tíbia)= 4\ufffd
Porção Proximal = 1\ufffd
Porção Média = 2\ufffd
Porção Distal = 3.\ufffd
É a classificação simples e didática mais aceita, definida pela AO (Arbeitsgemeinschaft fur Osteosynthesefragen) 
realizada através de números e letras. Inicialmente dividiu os ossos do corpo em vários números conforme 
demonstrado abaixo. Quando for representar a classificação primeiro se coloca o número do membro (local) 
seguido da porção óssea. Existem outras subdivisões, mas deteremos a atenção apenas nestas.
Exemplo: uma fratura na porção média do úmero teremos uma classificação de fratura 12, se for uma fratura 
na porção proximal da tíbia teremos uma classificação 41
\u25cb
A classificação AO obedece ainda uma seqüência progressiva de três opções de acordo com o grau de gravidade da 
Prova
 Página 3 de Ortopedia 
A classificação AO obedece ainda uma seqüência progressiva de três opções de acordo com o grau de gravidade da 
fratura: 1. Tipo; 2. Grupo; 3. Subgrupo. A classificação é organizada por ordem crescente de gravidade de acordo 
com a complexidade morfológica, a dificuldade de tratamento e o prognóstico.
Simples em espiral = A1\ufffd
Simples obliquo = A2 \ufffd
Simples transverso = A3\ufffd
Fratura Simples Espiral Oblíqua Transversa
Grupo A: as fraturas do grupo A são as simples cujo traço é único que também é subdividido em três:\u25cb
Em Cunha em espiral = B1 \ufffd
Em Cunha de flexão = B2 \ufffd
Em Cunha fragmentada = B3 \ufffd
Fratura em Cunha Cunha em 
Espiral
Cunha de
Flexão
Cunha 
Fragmentada
Grupo B: no grupo B estão as fraturas com cunha e também é subdividido em três:\u25cb
Complexas Espiral = C1 \ufffd
Complexas Segmentares = C2 \ufffd
Complexa Irregular = C3\ufffd
Fratura Complexa Complexa 
Espiral
Complexa 
Segmentar
Complexa
Irregular
Grupo C: no grupo C estão às fraturas complexas, subdividido em:\u25cb
que é dividida em três grupos: 
Anamnese: colher detalhadamente a história do paciente, em relação a fratura, pesquisando qual o 
mecanismo de trauma e se foi de baixa ou alta energia.
\u25cb
Dor a palpação (sempre presente quando há fratura), edema, crepitação e deformidade. Algumas vezes 
o paciente consegue se movimentar ou andar, isto não quer dizer que não exista fratura.
\ufffd
Neurovascular: é sempre importante a pesquisa neurovascular, a pesquisa é realizada pela verificação 
da sensibilidade e motricidade para a parte nervosa, pelo pulso periférico para a parte vascular.
\ufffd
Exame Físico:\u25cb
RX: frequentemente deve fazer parte do exame físico do paciente, é um exame primordial na ortopedia, 
sendo realizado em no mínimo de 2 incidências (AP e Perfil), nas mãos e pés (AP e Oblíquas).
\ufffd
TAC: se ainda restar dúvida da presença de fratura, pode-se recorrer para a TC\ufffd
RNM: a ressonância é mais utilizada para visualizar as partes moles (ligamentos, tendões), a parte 
medular óssea é melhor de visualizar pela RM.
\ufffd
Exames Radiológicos:\u25cb