estudos Morfossintáticos Unidade 2
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estudos Morfossintáticos Unidade 2


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Pergunta 1
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	Em sua obra, Lopes (1995) nos apresenta alguns critérios necessários para a realização da comutação, ou seja, a operação a partir da qual é possível depreender os morfemas de uma determinada língua. Temos, então, que os critérios são:
\u201c1. escolhe-se um número restrito de \u2018palavras\u2019 pertencentes à mesma língua;
2. tais \u2018palavras\u2019 deverão ser comparáveis duas a duas;
3. só se podem comparar as formas que possuam entre si algum tipo de relação;
4. a relação entre as formas deverá ser, necessariamente, conjuntiva (quer dizer, as formas deverão ser parcialmente iguais) \u2014 e, ao mesmo tempo, tais formas serão, necessariamente, disjuntivas (quer dizer, serão parcialmente diferentes)\u201d (LOPES, 1995, p. 62, grifos do autor).
LOPES, E. Fundamentos da Linguística Contemporânea. São Paulo: Cultrix, 1995.
Assim, segundo a proposta do linguista, a operação de comutação pode ser entendida como um procedimento analítico cuja pertinência está assentada em alguns poucos critérios a serem cumpridos, para que seja possível analisar os processos de formação morfológica.
 
A partir desses critérios, com base no que estudamos a respeito do assunto, analise as alternativas a seguir e escolha a que melhor atende aos princípios de uma análise morfológica baseada na comutação.
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	c. 
Pata/dada
	Resposta Correta:
	e. 
Antevejam/anteveja
	Feedback da resposta:
	Infelizmente sua resposta está incorreta. Reveja os critérios de comutação. Procure, também, identificar o porquê de a alternativa escolhida não atender a todos os critérios para o princípio de comutação. Tente responder mais uma vez!
	
	
	
Pergunta 2
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	Segundo os preceitos da teoria gerativa, que se constitui de princípios formalistas, uma sentença se estrutura a partir de seu predicado, ou seja, de seu núcleo. Este solicita a presença de complementos, chamados de argumentos. No caso da língua portuguesa, o verbo possui a centralidade dessa estruturação da sentença.
 
Sendo assim, a partir dessa observação teórica, analise as afirmativas a seguir quanto as questões teóricas ligadas aos princípios do gerativismo aplicados à língua portuguesa. Em seguida, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
 
I. (   ) Belas poeiras nadam pelo mar roxo agitado do céu que pisca.
II. (   ) O carro passou com uma velocidade impressionante.
III. (   ) O vidro caminhou apressadamente em busca de seu lugar ao sol calmamente.
IV. (   ) O rapaz surtou em busca de respostas.
 
Agora, assinale a alternativa com a sequência correta.
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	a. 
F, V, F, F
	Resposta Correta:
	e. 
F, V, F, V
	Feedback da resposta:
	Sua resposta está incorreta. Procure observar a relação dos constituintes com o núcleo da sentença. Nos exemplos listados, o núcleo de cada frase é formado por um verbo. Logo, cada verbo requer certo tipo de sujeito e complemento, assim como veda a presença de outros. Tente responder novamente!
	
	
	
Pergunta 3
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	Segundo Sautchuk (2010), \u201ca classe dos advérbios, em português, é de complexa descrição e classificação devido à sua acentuada mobilidade semântica e funcional\u201d. Esse impasse é perceptível quando comparamos as perspectivas estruturalista e gerativista dos advérbios.
 
SAUTCHUK, I. Prática de morfossintaxe: como e por que aprender análise (morfo)sintática. 2. ed. Barueri: Manole, 2010. p. 25.
 
A partir das ideias estruturalistas e gerativistas sobre a classe gramatical dos advérbios, avalie as afirmações a seguir.
I. Para os estruturalistas, os advérbios são nomes ou pronomes que, nas frases, exercem função de modificadores de adjetivos ou verbos.
II. Os estruturalistas consideram o advérbio como elementos não exigidos pelo verbo, mas circunstante da ação verbal a que se refere.
III. Segundo a perspectiva gerativa, o advérbio pode se ligar a qualquer elemento da sentença, e não somente ao verbo, possibilitando múltiplos sentidos.
IV. A gramática gerativa conceitua o advérbio como um argumento, que deve sempre estar conectado a uma ação verbal.
 
Está correto o que se afirma em:
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	a. 
I, II, III
	Resposta Correta:
	a. 
I, II, III
	Feedback da resposta:
	A resposta está correta. O Estruturalismo considera como classes gramaticais nomes, pronomes e verbos. Advérbios são, portanto, uma função sintática exercida por nomes ou pronomes, a fim de modificar o sentido de um adjetivo ou de um verbo. Assim, o advérbio não é um elemento essencial da oração. O Gerativismo, por sua vez, considera a existência de predicadores, argumentos, especificadores e adjuntos. Nesse contexto, o advérbio é um adjunto, não exigido pelo verbo, mas modificador do sentido da sentença, em função do elemento ao qual se liga.
	
	
	
Pergunta 4
0 em 0,25 pontos
	
	
	
	Além da classificação tradicional dos verbos quanto a sua predicação, os teóricos gerativistas organizaram uma classificação verbal a partir da necessidade de argumentos, termos exigidos pelos verbos (predicadores). Com base nessa classificação, ordene as colunas de acordo com a classificação argumental dos verbos das orações abaixo.
 
(1) inargumental
(2) monoargumental
(3) biargumental
(4) triargumental
 
( ) Meu irmão precisa de dinheiro.
( ) No jantar, ofereci-lhes uma deliciosa sopa.
( ) Ontem à noite, trovejou bastante.
( ) Minha amiga atleta corre muito rápido.
 
A alternativa que apresenta a sequência correta da segunda coluna é:
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	e. 
1, 3, 4, 2
	Resposta Correta:
	b. 
3, 4, 1, 2
	Feedback da resposta:
	Infelizmente, sua resposta está incorreta. Sugerimos a releitura do capítulo 2. O gerativismo classifica os verbos segundo a sua necessidade de argumentos (sujeito e complementos). Assim, os verbos que não admitem sujeito ou complementos é inargumental; o verbo que admite apenas o sujeito é monoargumental; o verbo que necessita de sujeito e um complemento é biargumental e, por fim, o verbo que exige o sujeito e dois complementos é triargumental.
	
	
	
Pergunta 5
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	Os morfemas apresentam uma série de funções gramaticais e lexicais para o desenvolvimento de palavras em uma determinada língua natural, como a marcação de plural e gênero nos substantivos e adjetivos; de pessoa e tempo nos verbos; entre outras características. Dessa forma, por trás de cada função, há um processo morfológico que estabelece os limites semânticos que um determinado morfema possui.
 
Com essas informações em mente, baseando-se em nossos estudos a respeito dos morfemas, leia atentamente os exemplos a seguir.
 
I. O lápis foi apontado / Os lápis foram apontados.
II. Marcos quebrou acidentalmente o pires / Marcos quebrou acidentalmente os pires.
III. O ônibus parou o trânsito / Os ônibus pararam o trânsito.
IV. Alunos ainda usam um atlas para estudar Geografia / Alunos ainda usam os atlas para estudar Geografia.
 
Agora, analise as alternativas a seguir e assinale aquela que apresenta o processo morfológico que caracteriza os léxicos sublinhados nos exemplos anteriores.
	
	
	
	
		Resposta Selecionada:
	b. 
Morfema zero
	Resposta Correta:
	b. 
Morfema zero
	Feedback da resposta:
	É isso mesmo, sua resposta está correta! Os exemplos tratam do morfema zero, ou seja, de um morfema não manifestado fonologicamente, mas cuja existência é necessária para marcar seu conteúdo gramatical.
	
	
	
Pergunta 6
0,25 em 0,25 pontos
	
	
	
	Considerando a análise mórfica como importante processo para a descrição dos elementos constitutivos da língua, Kehdi (2007) afirma que a comutação, princípio básico dessa análise, consiste em \u201csubstituir um fonema de um signo linguístico por outro a fim de verificar se a substituição acarreta uma diferença de sentido\u201d.
 KEHDI, V. Morfemas do português. 7. ed.