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Especial-ENEM-Biologia

Atividades de Biologia (estilo ENEM) com questões de múltipla escolha sobre genética de cloroplastos e endossimbiose, interpretação de gráfico da evolução do oxigênio atmosférico e questões aplicadas à agricultura (fertilidade do solo e criação de minhocas).

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Biologia
especial ENEM
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 1 24/02/14 22:55
Rua Henrique Schaumann, 270 – Cerqueira César – São Paulo/SP – 05413-909
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© Editora Saraiva, 2014
Direitos desta edição:
Saraiva S.A. – Livreiros Editores, São Paulo, 2014
Todos os direitos reservados
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 2 24/02/14 22:55
3
 C4 • H14 / C5 • H17 
 1 Após uma aula de biologia celular na qual os alunos estudaram 
o processo da fotossíntese, Pedro aprendeu que os cloroplastos, 
apesar de possuírem genoma próprio, não apresentam todos os 
genes necessários para a duplicação do seu DNA e a realização da 
fotossíntese. Ele lamentou a ausência de cloroplastos nos seres hu-
manos, pois, em sua imaginação, se nós contássemos com essa or-
ganela em nossas células, poderíamos realizar a fotossíntese como 
as plantas e as algas o fazem. Para tirar tal dúvida, Pedro consultou 
um livro especializado e encontrou a seguinte tabela:
Funções e seus respectivos genes
Genoma do clo-
roplasto
Genoma de uma 
célula vegetal
Genoma de uma 
célula animal
Duplicação de DNA (dois genes essenciais que 
atuam em conjunto)
Gene 1 Ausente Presente Presente
Gene 2 Presente Presente Presente
Fotossíntese (três genes essenciais que atuam 
em conjunto)
Gene A Ausente Presente Ausente
Gene B Ausente Presente Ausente
Gene C Presente Ausente Ausente
Tabela indicando alguns dos genes necessários para a realização da duplicação 
de DNA e da fotossíntese.
Após a análise dos dados da tabela, podemos concluir que a hi-
pótese de Pedro foi:
a) corroborada, pois a ausência do gene 1 no cloroplasto pode ser 
compensada tanto nos animais quanto nas plantas.
b) corroborada, pois os cloroplastos possuem o gene C, que, sozi-
nho, já é capaz de realizar a fotossíntese.
c) refutada, pois os genes A e B só estão presentes nas plantas, 
logo, os animais não poderiam compensar sua falta no cloro-
plasto.
d) refutada, pois os cloroplastos não possuem o conjunto com-
pleto de genes, o que não pode ser compensado pelas células 
vegetais ou animais.
e) não há dados suficientes para corroborar ou refutar a hipótese.
 C5 • H17 
 2 A composição gasosa da atmosfera terrestre alterou-se ao longo 
da história do planeta, que surgiu há cerca de 4,6 bilhões de anos. 
O gás oxigênio passou a compor a atmosfera terrestre, inicialmente, 
1. O texto menciona que o cloroplasto 
não possui o conjunto completo de 
genes, apesar de realizar as funções 
citadas. Com a tabela, vê-se que essa 
falta é compensada pela presença de 
tais genes nas células vegetais. Seria 
interessante relacionar essa questão 
com a origem dos cloroplastos por 
endossimbiose primária. Parte dos 
genes responsáveis pela fotossíntese 
passou para o DNA do núcleo da célula 
no evento de endossimbiose primária, 
que ocorreu logo na origem da célula 
eucariótica clorofilada. Neste processo, 
parte do DNA da cianobactéria 
participante da endossimbiose 
passou para o DNA nuclear, gerando 
a dependência parcial do cloroplasto 
do material nuclear da célula vegetal. 
Na origem dos animais, não ocorreu 
o processo de endossimbiose com 
cianobactérias.
X
Atividades
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 3 24/02/14 22:55
4
por meio da atividade dos primeiros seres fotossintetizantes, re-
presentados pelas cianobactérias, depois, pelas algas eucarióticas 
e, mais tarde, pelas plantas. Ao realizarem a fotossíntese, liberam 
certa quantidade de gás oxigênio. Observe o gráfico abaixo:
Surgimento
dos animais
Surgimento
das plantas
Seres fotossintetizantes
liberam oxigênio
Primeiro registro
fóssil de célula
Surgimento do
metabolismo aeróbico
100
10
20
O
xi
gê
ni
o 
na
 a
tm
os
fe
ra
 (%
)
Bilhões de anos atrás
1
4 3 2 1 Dias atuais
0,1
0,01
0,001
Gráfico da porcentagem de oxigênio na atmosfera em relação ao tempo, em 
bilhões de anos, desde o surgimento da Terra até os dias atuais.
Indique a afirmativa incorreta a respeito da interpretação dos da-
dos apresentados:
a) A primeira célula surgiu no contexto de uma atmosfera quase 
anoxigênica.
b) As primeiras formas de vida provavelmente já liberavam oxi-
gênio na atmosfera.
c) Seres vivos de metabolismo aeróbio são posteriores ao apare-
cimento da fotossíntese.
d) As plantas não foram os primeiros organismos a realizar fotos-
síntese com liberação de oxigênio.
e) É provável que os primeiros animais já tivessem metabolismo 
aeróbio.
 C4 • H15 
 3 Um agricultor estava enfrentando muita dificuldade para obter 
uma boa safra de vegetais de interesse comercial porque o solo 
de seu terreno estava pouco fértil. Seguindo o conselho de ou-
tros agricultores, resolveu iniciar uma criação de minhocas no 
solo, procedimento conhecido como minhocultura. As minhocas 
alimentam-se de detritos presentes na terra e, ao eliminarem 
suas fezes, contribuem para a formação do húmus, composto nu-
tritivo utilizado como fertilizante natural. Esses animais também 
aumentam a porosidade do solo, o que favorece sua aeração e 
irrigação. Todas essas características podem favorecer o cultivo 
dos espécimes vegetais selecionados, e, havendo mais plantas 
cultivadas, o aporte de matéria orgânica é maior, favorecendo 
também o desenvolvimento das minhocas.
2. Atendo-se à interpretação do gráfico, 
é possível concluir que as primeiras 
células foram formas de vida que 
não liberavam oxigênio, pois os seres 
fotossintetizantes surgiram em torno de 
1 bilhão de anos depois. X
3. As espécies interagem entre si das 
mais variadas formas. Neste caso, 
vemos que as plantas se beneficiam 
do húmus e do papel exercido pelas 
minhocas da mesma forma que as 
minhocas são favorecidas pelos detritos 
orgânicos derivados das plantas, 
sem que haja uma relação mútua de 
interdependência.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 4 24/02/14 22:55
5
Em termos ecológicos, a relação que se estabelece entre as plan-
tas e as minhocas por meio da minhocultura poderia ser conside-
rada um exemplo de:
a) competição, pois as plantas competem pelos nutrientes com 
as minhocas.
b) mutualismo, pois as plantas e as minhocas mantêm uma rela-
ção de dependência.
c) protocooperação, pois ambos se beneficiam sem que haja in-
terdependência.
d) parasitismo, pois as minhocas parasitam as plantas que o ho-
mem cultiva.
e) amensalismo, pois as secreções das minhocas impedem o de-
senvolvimento das plantas.
 C5 • H17 
 4 Duas pilhas, A e B, estavam sendo desenvolvidas e testadas em 
laboratório antes de serem comercializadas. A empresa interes-
sada na sua comercialização só poderia escolher uma das duas 
pilhas e, por isso, organizou uma tabela comparando as caracte-
rísticas de ambas:
Pilha Voltagem
Duração (uso 
ininterrupto)
Substâncias 
contidas
Estimativa 
de custo da 
unidade
A 1,5 V 5 h Metais pesados R$ 8
B 1,2 V 3 h
Produtos 
biodegradáveis
R$ 12
Após analisarem as duas pilhas, dois técnicos emitiram dois pa-
receres diferentes:
Parecer 1: a pilha A é mais indicada, pois é mais eficiente e 
tem menor custo. Por apresentar apenas vantagens para o con-
sumidor, será vendida mais facilmente, oferecendo mais lucros à 
empresa. Portanto, deve ser escolhida a pilha A, que é economi-
camente mais viável.
Parecer 2: a pilha B é mais indicada porque contém produtos 
biodegradáveis em vez de metais pesados, que são prejudiciais 
ao meio ambiente. Logo, visando a maior preservação ambiental, 
deve-se escolher a pilha B.
Considerando asinformações anteriores, indique a alternativa 
incorreta:
a) Ambos os pareceres técnicos são parciais e refletem interes-
ses distintos, não tendo considerado todas as características 
das duas pilhas.
b) É um erro dizer que a pilha A só apresenta vantagens ao con-
sumidor, porque a presença de metais pesados pode ser pre-
judicial à saúde humana.
X
4. A questão do consumo consciente traz 
muitas dificuldades para o consumidor, 
principalmente quando as opções não 
parecem atender a todos os requisitos 
desejados no momento da aquisição 
de um produto. Exatamente por isso, é 
indispensável que ele tenha noção de 
todas as características do artigo a ser 
adquirido.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 5 24/02/14 22:55
6
c) A busca de um produto que seja interessante para o consumi-
dor deve tentar, na medida do possível, conciliar preço, efici-
ência e respeito à saúde e ao meio ambiente.
d) Apesar das desvantagens das duas pilhas, podem-se aplicar 
medidas que tentem compensá-las, como a adoção dos devi-
dos meios de descarte de pilhas que contenham metais pesa-
dos.
e) Um consumo consciente deve levar em conta apenas as van-
tagens imediatas (preço e eficiência) de um produto, pois são 
essas as características mais facilmente percebidas pelo con-
sumidor.
 C3 • H10 / C3 • H12 
 5 Espécies ameaçadas são aquelas cujas populações e habitats 
estão desaparecendo rapidamente, de forma a colocá-las em 
risco de tornarem-se extintas. A conservação dos ecossistemas 
naturais, sua flora, fauna e os microrganismos, garante a sus-
tentabilidade dos recursos naturais e permite a manutenção 
de vários serviços essenciais à manutenção da biodiversidade, 
como, por exemplo: a polinização; reciclagem de nutrientes; 
fixação de nitrogênio no solo; dispersão de propágulos e se-
mentes; purificação da água e o controle biológico de po-
pulações de plantas, animais, insetos e microrganismos, entre 
outros. Esses serviços garantem o bem-estar das populações 
humanas e raramente são valorados economicamente.
MINISTÉRIO do Meio Ambiente. “Espécies brasileiras ameaçadas 
de extinção, sobre-explotadas ou ameaçadas de sobre-explotação”. 
Disponível em: <http://www.mma.gov.br/biodiversidade/especies-
ameacadas-de-extincao>. Acesso em: fev. 2014.
Refletindo com base no texto, podemos concluir que:
a) os serviços mencionados, por não serem valorados econo-
micamente, não vão afetar a economia humana caso sejam 
comprometidos.
b) a conservação dos recursos naturais não deve se limitar apenas 
ao que é valorado economicamente, pois mesmo aquilo que não 
é alvo de interesses econômicos tem importância para o bem- 
-estar humano.
c) o bem-estar das populações deve ser dependente do consu-
mo e exploração dos recursos naturais, ainda que isso leve à 
extinção de espécies da fauna e flora.
d) a extinção de espécies que não são de interesse econômi-
co não deve afetar as espécies mais procuradas e exploradas 
pelo homem.
e) o aumento de organismos na lista de espécies ameaçadas re-
flete a insustentabilidade da própria natureza, por não conse-
guir manter seu equilíbrio ecológico natural.
X
5. A última frase do texto, “Esses 
serviços garantem o bem-estar das 
populações humanas e raramente são 
valorados economicamente”, denota a 
importância da conservação do meio 
ambiente, ainda que não haja interesses 
financeiros envolvidos. Quando se 
afeta o ambiente natural, os próprios 
interesses do homem são também 
afetados. Logo, com a leitura deduz-se 
que é preciso dar valor àquilo que não 
é economicamente valorado em um 
primeiro momento.
X
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7
 C1 • H3 / C5 • H17 
 6 Apesar de ainda não ter sido provado, acredita-se que possa haver 
vida inteligente fora do planeta Terra. Algumas teorias defen-
dem, inclusive, a hipótese de que a vida possa ter surgido em 
um ambiente extraterrestre. O fato é que a possibilidade de exis-
tência de vida em outros planetas motiva muitos debates. Leia a 
seguinte notícia:
Há civilizações inteligentes fora da Terra e elas poderiam 
estar presentes em até quase 40 mil planetas, segundo novos 
cálculos feitos por Duncan Forgan, um astrofísico da Universi-
dade de Edimburgo, na Escócia.
A descoberta de mais de 330 planetas fora de nosso Sistema 
Solar nos últimos anos ajudou a redefinir o provável número 
de planetas habitados por alguma forma de vida, segundo um 
artigo de Forgan publicado na revista especializada Internatio-
nal Journal of Astrobiology.
As atuais pesquisas estimam que haja pelo menos 361 civi-
lizações inteligentes em nossa galáxia, e possivelmente 38 mil 
fora dela.
“Existe vida inteligente em 38 mil planetas, estima cientista”. Terra 
Notícias, 5 fev. 2009. Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/ciencia/
espaco/existe-vida-inteligente-em-38-mil-planetas-estima-cientista,cd08cd95
a78ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html>. Acesso em: fev. 2014.
Esse assunto também está presente em tirinhas cômicas, como a 
reproduzida a seguir:
VERISSIMO, L.F. As cobras, 29 jan. 2009. Disponível em: <http://terramagazine.
terra.com.br/interna/0,,OI983102-EI6581,00.html>. Acesso em: ago. 2010.
Na tirinha, existe uma ironia que pode ser contrastada com a 
notícia. Indique a alternativa que descreve corretamente esse 
contraste:
a) A notícia apresenta como bastante provável a existência de 
vida inteligente fora do planeta e a tirinha questiona essa pos-
sibilidade.
b) A tirinha dá como certa a existência de vida inteligente fora do 
planeta, enquanto a notícia trabalha apenas com estimativas.
c) A notícia prioriza o termo “inteligente” associando-o à capaci-
dade de raciocínio, enquanto a tirinha prioriza juízo de valor.
6. Enquanto a notícia afirma haver grandes 
chances de existir vida inteligente (no 
sentido de “dotada de raciocínio”, sem, 
entretanto, assumir um juízo de valor 
sobre essa inteligência) em outros 
planetas, a tirinha não nega nem 
questiona essa possibilidade. O verbo 
“ter” não foi usado como indicador de 
certeza, mas de desejo de que haja 
vida em outros planetas. O mesmo uso 
se faz quando é dito: “Tem que haver 
esperança para esse caso”. A tirinha 
ironiza ao dizer que o importante não é 
desejar encontrar vida inteligente, mas, 
sim, seres simpáticos, emitindo juízo de 
valor.
LU
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O
X
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8
d) Na tirinha, o verbo “ter” foi empregado no sentido de afirma-
ção sobre a existência de vida inteligente em outros planetas, 
mas a própria ilustração nega essa possibilidade ao apresen-
tar as personagens como dois elementos solitários no espaço.
e) A notícia apenas afirma a probabilidade de haver vida fora do 
planeta, mas a tirinha vai além ao sugerir uma possível língua 
em comum.
 C5 • H17 / C5 • H18 
 7 Três enzimas (A, B e C) importantes para a digestão foram estu-
dadas por um cientista. O pesquisador constatou que suas pro-
priedades são diferentes, bem como seus locais de ação ao longo 
do sistema digestório. Após medir o pH ótimo para cada enzima, 
obteve o gráfico a seguir:
Enzima A Enzima CEnzima B
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 pH
Velocidade
da reação
Gráfico da velocidade de reações catalisadas por três enzimas humanas (A, B e C) 
em relação ao pH. O pico de cada curva corresponde ao pH ótimo.
Para complementar sua análise, o cientista estudou três porções 
do sistema digestório e elaborou a seguinte tabela:
Porção do sistema 
digestório
pH Observações
Boca Entre 6,5 e 7
pH neutro ou levemente ácido, variando de acordo com a higiene bucal e 
alimentação
Estômago Entre 1,5 e 2 pH ácido, com produção e liberação de ácido clorídrico
Duodeno Entre 7 e 8 pH levemente básico, com liberação de bicarbonato produzidono pâncreas
Com base nos dados apresentados, é possível concluir que:
a) o estômago é o principal órgão do sistema digestório, pois, 
como o ácido clorídrico favorece a digestão dos alimentos, a 
enzima A, cujo pH ótimo é bastante ácido, deve executar mais 
funções que as demais.
b) o fato de cada enzima possuir um pH ótimo indica que um mes-
mo substrato pode ser digerido em diferentes locais do corpo, 
dado que as enzimas digestivas apresentam funções seme-
lhantes, que visam garantir a digestão completa do alimento.
7. Por meio dos dados apresentados, é 
possível perceber que o favorecimento 
das reações catalisadas pelas enzimas 
depende da porção do sistema 
digestório em que elas se encontram. 
Por extensão, é possível concluir que há 
especificidades relacionadas à produção 
de cada enzima.
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9
c) a pequena diferença entre o pH ótimo da enzima B e o da en-
zima C sugere que a função de ambas é semelhante e que elas 
estão presentes tanto na boca quanto no duodeno.
d) as enzimas A, B e C devem ser produzidas e liberadas na boca, 
para que possam iniciar suas reações no começo do sistema 
digestório; porém, essas reações devem ser favorecidas, res-
pectivamente, no estômago, na boca e no duodeno.
e) as reações catalisadas pelas enzimas A, B e C devem ser favo-
recidas, respectivamente, no estômago, na boca e no duodeno, 
o que sugere que a produção e a ação dessas enzimas também 
devam estar associadas a localizações específicas.
 C5 • H17 / C5 • H19 
 8 Os padrões de produção e consumo das sociedades contemporâne-
as têm colocado constantemente a preservação do meio ambiente 
em risco. Por isso, modelos com o intuito de relacionar a sustentação 
das populações humanas com o consumo de recursos naturais vêm 
sendo desenvolvidos. Um desses modelos é a pegada ecológica, que 
estima, geralmente por país, a área total de terras, mares e rios (a 
biocapacidade) que seria demandada para abastecer os habitantes 
com os recursos necessários. Quando o valor da pegada ecológica 
supera a biocapacidade, diz-se que há um déficit ecológico, ou seja, 
os recursos necessários para abastecer a população humana supe-
ram a capacidade do país em produzi-los. Observe o seguinte mapa:
LEGENDA
Déficit ecológico
(hectares per capita)
11,0
5,4
0,2
25,4
217,8
Dados insuficientes
Mapa-múndi político, sem 
representação do consumo 
ou da pegada ecológica dos 
diferentes países.
Biocapacidade e déficit ecológico (2003)
Fonte: <http://pthbb.org/natural/footprint/2003/cartogram.png>. Acesso em: jan. 2014.
Mapa temático mostrando o consumo da biocapacidade (biocapacidade nacional + im-
portações – exportações), representado pela área de cada país, e o déficit ecológico, 
representado pela cor (veja a legenda). Os tons de bege indicam as nações com déficit 
ecológico. Não estão representados os valores absolutos de pegada ecológica dos países.
(Tradução do autor)
Fonte: <http://pthbb.org/natural/footprint/>. Acesso em: fev. 2014.
X
8. Para a interpretação do mapa, deve 
ficar claro que a extensão territorial 
representa o consumo da biocapacidade 
(ou seja, quanto o país consome 
daquilo que produz e importa). O déficit 
ecológico (isto é, de quanto o país 
precisa além da sua biocapacidade) está 
representado pela escala de cores. Os 
dois indicadores revelam altos valores 
nos países mais desenvolvidos, como 
Estados Unidos, países da Europa, Japão 
e China. Este último país, como se sabe, 
vem apresentando um crescimento 
vertiginoso.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 9 24/02/14 22:55
10
Com base nos mapas e nas informações, pode-se concluir que:
a) os países representados pelas tonalidades de bege são, por 
definição, os maiores poluidores do planeta, já que o déficit 
ecológico mede, indiretamente, o grau de poluição.
b) os países que apresentam altos valores de consumo de bio-
capacidade e déficit ecológico são, de modo geral, os países 
mais desenvolvidos do mundo.
c) os países representados por extensões territoriais pequenas 
são aqueles nos quais a pegada ecológica é menor que a bio-
capacidade, pois a produção é alta e supre as demandas na-
cionais.
d) os países representados pelas tonalidades esverdeadas pos-
suem uma pegada ecológica menor que a biocapacidade por-
que aplicam o desenvolvimento sustentável.
e) os países menos desenvolvidos costumam ter um consumo 
de biocapacidade baixo e, no entanto, altos valores de déficit 
ecológico.
 C3 • H12 
 9 O político e ambientalista Al Gore, no documentário de longa- 
-metragem Uma verdade inconveniente, lançado em 2006 e ga-
nhador de importantes prêmios internacionais, alerta-nos sobre 
o problema do aquecimento global. No filme, é feita uma corre-
lação entre a emissão anual de gás carbônico, que tem crescido 
nas últimas décadas, com a elevação da temperatura média glo-
bal, reforçando a hipótese que atribui ao ser humano o papel de 
principal causador desse fenômeno.
Com base no exposto, indique a alternativa que propõe a expli-
cação mais plausível para justificar o título escolhido por Al Gore 
para seu documentário:
a) É inconveniente correlacionar emissão de gás carbônico com 
aquecimento global, porque não há correlação entre o dióxido 
de carbono e o efeito estufa, suposto responsável pela eleva-
ção das temperaturas globais.
b) Não convém aceitar a existência do aquecimento global, por-
que sua solução demandaria uma série de atitudes que soam 
desnecessárias, uma vez que o ser humano conseguiria se 
adaptar, sem muita dificuldade, às temperaturas médias mais 
elevadas.
c) Dado que o desenvolvimento humano raramente acarretou 
custos ao meio ambiente, correlacionar aquecimento global 
com ações antrópicas soa como uma novidade que não deve 
ser difundida, sendo, portanto, uma verdade que não nos con-
vém.
d) A inconveniência reside no aumento das emissões de gás car-
bônico, e não há motivo para correlacionar a ação humana a tal 
X
9 O título Uma verdade inconveniente 
é bastante sugestivo e indica que as 
possíveis soluções para o aquecimento 
global, sempre implicando a redução das 
emissões de gás carbônico, envolvem 
uma série de medidas que incluem 
mudanças nas estruturas de produção 
e a reeducação da postura do homem 
diante do meio ambiente.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 10 24/02/14 22:55
11
fato, já que o homem existe há milhares de anos, enquanto a 
elevação dessas emissões só aconteceu nas últimas décadas.
e) Quando as ações antrópicas são consideradas causa principal 
do problema, torna-se necessário repensar o modelo de de-
senvolvimento adotado e propor mudanças na matriz ener-
gética e educação ambiental, medidas que parecem inconve-
nientes para a ordem vigente.
 C4 • H15 
 10 As curvas de crescimento ilustram as mudanças no tamanho da 
população ao longo do tempo. Com disponibilidade de recursos 
e condições ambientais favoráveis, as populações de seres vivos 
tendem a crescer. Mas esse crescimento encontra obstáculos, 
seja pela própria falta de recursos, seja em decorrência de inte-
rações intra e interespecíficas. O crescimento hipotético das po-
pulações, na ausência de qualquer forma de resistência do meio, 
é chamado potencial biótico. Veja o gráfico a seguir:
Curva de
crescimento
real
Resistência
do meio
Capacidade
de suporte
do meio
Curva do potencial
biótico
Ta
m
an
ho
 d
a
po
pu
la
çã
o
Tempo
Curva de crescimento populacional de uma espécie hipotética. Nota-se que a 
resistência do meio reduz o crescimento do potencial biótico, levando a um 
crescimento real que alcança um equilíbrio limitado pela capacidade de suporte 
do meio.
Analisando as informações e o gráfico, é possível concluir que:
a) a oscilação observada após a populaçãoter alcançado a capa-
cidade limite do meio deve ser ocasionada, principalmente, 
pela sazonalidade reprodutiva da espécie, que influencia nos 
fatores ambientais de modo que se tornem ora favoráveis, ora 
desfavoráveis ao crescimento populacional.
b) a resistência do meio aumenta proporcionalmente ao cres-
cimento da população, o que possibilita que se alcance um 
equilíbrio com oscilações resultantes das próprias flutuações 
de crescimento populacional diante da capacidade de suporte 
do meio.
c) a curva do potencial biótico, embora corresponda a um mode-
lo teórico, pode ser alcançada em situações favoráveis, algo 
que provavelmente acontecia com as espécies presentes no 
planeta antes do surgimento do homem.
X
10. Uma compreensão correta da curva 
de crescimento vai indicar que, no 
contexto do gráfico, o elemento 
determinante é o tamanho da 
população, dado que influencia nos 
efeitos da resistência do meio sobre 
ela. O potencial biótico é um modelo 
teórico, inalcançável na prática, pois 
sempre haverá resistência do meio 
promovida pelo próprio ambiente (a 
ação humana também pode ser um 
fator causador dessa resistência).
X
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12
d) a resistência do meio constitui-se, essencialmente, de fatores 
ambientais que variam naturalmente, e não considera a inter-
venção humana como um desses fatores.
e) populações que se multiplicam em altas taxas, como as bacté-
rias, são menos vulneráveis à resistência do meio e, portanto, 
aproximam-se do crescimento previsto pelo potencial biótico.
 C3 • H10 
 11 Uma ambientalista foi chamada para estudar um problema detec-
tado em populações de aves nativas, as quais estão sofrendo re-
duções significantes. Essas aves habitam uma reserva florestal nas 
imediações de grandes plantações que utilizam turbinas eólicas 
como fontes geradoras de energia. Acompanhada de uma equipe 
de especialistas, a ambientalista resolveu estudar o local para ten-
tar encontrar a fonte do desequilíbrio. Infelizmente, os proprietários 
das plantações vizinhas à reserva não autorizaram estudos dentro 
de suas propriedades. Limitada apenas à reserva, a ambientalista 
elaborou um relatório com a tabela apresentada a seguir:
Relatório ambiental – dados divididos por assunto
Com relação à 
reserva florestal
Com relação às 
populações afetadas
Com relação às 
demais populações
• não foram detectadas marcas de 
destruição de hábitat
• sistemas de segurança não 
detectaram nenhuma atividade 
humana não autorizada
• altas taxas de mortalidade, levan-
do à redução da população
• casca dos ovos demasiadamente 
fina, comprometendo o desen-
volvimento dos filhotes
• não há indícios de que tenham 
sido afetadas
• não há nenhuma população com 
número de indivíduos acima ou 
abaixo do normal
Com base nos dados levantados, é possível concluir que a prová-
vel causa do desequilíbrio ambiental envolvendo as populações 
de aves em questão foi:
a) a introdução de espécies exóticas que competem com as aves, 
obtendo mais vantagens na competição e aumentando sua 
população em detrimento das populações nativas de aves.
b) a chuva ácida, que tem afetado principalmente as aves graças 
ao fato de que esses animais se locomovem essencialmente 
no ar, não havendo tantas possibilidades de refúgio durante 
fenômenos desse tipo.
c) a possível utilização de DDT ou qualquer outra substância não 
biodegradável pelos proprietários das plantações vizinhas; o 
acúmulo de substâncias desse tipo nos tecidos de aves preju-
dica seu ciclo de vida.
d) a caça ilegal, motivada pela biopirataria, que tem afetado as 
aves possivelmente por interesses em características próprias 
desses animais, como a plumagem ou o bico.
e) a instalação de usinas eólicas, que, por conta de suas grandes 
turbinas, podem estar atingindo as aves em pleno voo, im-
pondo a essa população altas taxas de mortalidade.
11. Após a análise dos dados da tabela 
apresentada, a única alternativa 
que não pode ser eliminada refere-
-se ao uso de DDT, que, por não ser 
biodegradável, acumula-se no tecido 
de consumidores de maiores níveis 
tróficos, papel usualmente exercido 
pelas aves. Também já foi constatado 
que o DDT ocasiona a produção de 
ovos com casca mais fina, aumentando 
a mortalidade de filhotes e reduzindo 
as populações atingidas.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 12 25/02/14 19:15
13
 C8 • H30 
12 Para conservar os remanescentes do cerrado, é preciso colocar 
fogo na vegetação. [...] das cinzas várias espécies de plantas 
ressurgem revigoradas [...].
Isso é uma coisa natural e antiga do cerrado. [...] o fogo 
estimula o rebrotamento de muitas espécies herbáceas. [...] o 
fogo favorece a dispersão de sementes e sincroniza a reprodu-
ção, fazendo com que todos os indivíduos floresçam ao mesmo 
tempo. [...] desde que feito com manejo, o fogo controlado em 
pequenas áreas, no intervalo de alguns anos, é uma das manei-
ras de evitar um mal maior, como os incêndios devastadores que 
acontecem nas reservas na região – como o Parque Nacional das 
Emas (GO) –, tomam tudo de uma só vez e não deixam chance 
para os animais fugirem. “Mas ninguém quer ouvir falar, porque 
parece que fogo é só destruição. Claro que é em floresta, mas 
no cerrado, com controle, é um instrumento de manutenção.”
GIRARDI, G. Pioneiro do cerrado cria nova forma de proteção. O Estado 
de S. Paulo, São Paulo, 1o out. 2008. Disponível em: <http://www.
estadao.com.br/noticias/vidae,pioneiro-do-cerrado-cria-nova-forma-de-
protecao,251753,0.htm>. Acesso em: jan. 2014.
De acordo com o texto anterior, é possível afirmar que:
a) o uso controlado de queimadas, testado no bioma cerrado, 
auxilia na manutenção de ambientes florestais e deveria ter 
seu uso expandido a outros biomas.
b) incêndios em grandes áreas de cerrado são um modo de atrair 
a presença de espécies como a onça, pois, ao estimularem o 
rebrotamento da vegetação, atraem herbívoros que são suas 
presas.
c) apesar de o fogo contribuir para a remineralização do solo, 
pode-se alegar que na maioria dos casos ele é só destruição; 
portanto, ninguém quer usá-lo no manejo de áreas selvagens.
d) a queimada controlada deveria ser utilizada especialmente 
em regiões onde as florestas foram muito devastadas, pois 
estimula o rebrotamento de muitas espécies de plantas e fa-
vorece a dispersão de sementes.
e) até que se façam testes em outros biomas, o uso desse méto-
do, sempre em pequenas áreas, deve ser restrito ao cerrado.
 C1 • H4 
 13 O aumento na demanda por energia é constante. Muitas alterna-
tivas têm sido propostas com o intuito de atender a essa deman-
da sem que haja elevação das emissões de dióxido de carbono. 
Os biocombustíveis constituem uma alternativa energética que, 
teoricamente, diminuiria tais emissões. No entanto, para que a 
12. O texto trata unicamente do bioma 
cerrado. Não é possível, portanto, 
aplicar o que foi dito sobre o método a 
outros biomas.
X
13. A questão da conveniência da 
utilização do biodiesel ainda está 
aberta por conta da necessidade de 
remediar certos aspectos negativos 
desse uso, como o débito de carbono.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 13 24/02/14 22:55
14
utilização de biocombustíveis realmente tenha um impacto posi-
tivo na economia global do carbono, além de um efeito atenua-
dor no que diz respeito às mudanças climáticas, é necessário que 
se leve em conta a forma como eles são produzidos e o balanço 
final entre o carbono emitido e o capturado.
Ao se desmatar uma área para o estabelecimento de plantações 
destinadas à produção de biodiesel, cria-se um débito de car-
bono. Antes de uma avaliação para verificar se a utilização do 
biodiesel é de fato menos impactante, é necessário que o débitogerado por sua adoção seja “pago”.
3003
33 111 57
6
Conversão de ecossistemas
nativos para a produção de
biocombustível.
D
éb
it
o 
de
 c
ar
bo
no
(m
g 
CO
2 h
a–
1 ) Conversão de áreas de
plantação degradadas para a
produção de biocombustível.
500
250
0
A
0,9 0,9 1,2 1,2
4,3
10
5
0
Pa
ga
m
en
to
 a
nu
al
(m
g 
CO
2 h
a–
1 
an
o–
1 )
B
319
Floresta
tropical
Cerrado Terra agrícolaabandonada
Terra agrícola
abandonada
Pradarias
(EUA)
Biocombustível
Ecossistema
original
Biodiesel
de soja
Biodiesel
de soja
Etanol de
milho
Etanol de
milho
Etanol de
gramíneas
37
93
48
1
100
1000
10
1T
em
po
 p
ar
a 
ze
ra
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dé
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to
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ca
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on
o
(a
no
s)
C
Gráficos mostrando o débito de carbono gerado pela produção de biocombustível 
em diferentes ecossistemas (A); o cálculo da produção anual de carbono pela 
cultura estabelecida (B); e o tempo para que a produção anual de carbono pela 
cultura estabelecida se equipare ao débito gerado em A (C).
Elaborados com base em FARGIONE, J. et al. Land clearing and the 
biofuel carbon debt. Science, n. 319, 2008. p. 1 235-1 238.
De acordo com os gráficos e com o texto, é incorreto afirmar que:
a) entre as fontes de energia com baixa emissão de carbono, os 
biocombustíveis são uma boa opção, pois saldam seu débito 
de carbono inicial em pouco tempo.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 14 24/02/14 22:55
15
b) pelos dados apresentados, apenas o etanol gerado a partir de 
gramíneas em campos de cultivo abandonados proporciona a 
possibilidade de saldar o débito de carbono rapidamente, isto 
é, em menos de 10 anos.
c) a resposta geral que se pode tirar dos dados apresentados é 
que a conversão dos ecossistemas nativos para a produção de 
biocombustíveis não vale a pena.
d) floresta tropical é o ecossistema que, quando alterado, deixa 
o maior débito de carbono; isso se deve, entre outros fatores, 
ao fato de tratar-se da formação com maior densidade de es-
pécies arbóreas de grande porte.
e) a soja é a espécie com menor “pagamento” anual do débito 
de carbono.
 C1 • H2 / C5 • H19 
 14 A indução à triploidia em peixes é um tipo de tecnologia de ma-
nipulação cromossômica muito utilizada pelos piscicultores. In-
divíduos triploides geralmente são maiores e estéreis, isto é, 
não são reprodutivamente viáveis, pois suas gônadas e game-
tas não se desenvolvem de maneira adequada. A utilização de 
peixes triploides minimiza possíveis impactos ambientais nega-
tivos causados pela invasão de indivíduos de espécies exóticas. 
É sabido que espécies exóticas invasoras podem causar o desa-
parecimento de espécies nativas pela competição por recursos, 
pela predação, pela degradação genética por meio de hibridiza-
ção, e também pela introdução de novas doenças e parasitas.
Imagine a seguinte situação: um lago é invadido por uma espécie 
exótica que se reproduz rapidamente e se alimenta das espécies na-
tivas; ocorre uma acentuada diminuição dessas populações e os mo-
radores locais, que as utilizam como alimento, começam a protestar.
Após ponderar por algum tempo suas opções, as autoridades de-
cidem, para controlar a taxa de natalidade da espécie invasora, 
introduzir machos triploides no lago. Essa decisão, provavelmen-
te, baseia-se no raciocínio de que:
a) o aumento de indivíduos da espécie invasora aumenta tam-
bém a competição por recursos, o que deve causar queda na 
taxa de natalidade dos “intrusos”.
b) os indivíduos triploides da espécie invasora são maiores, por-
tanto, devem consumir os indivíduos menores de sua própria 
espécie; o aumento na taxa de predação da espécie invasora 
é um modo de controlar sua taxa de natalidade e de deixar as 
espécies nativas intactas.
c) os indivíduos triploides devem competir com os machos nor-
mais pelo direito de cruzar com as fêmeas; como seus game-
tas são inviáveis, é provável que a taxa de natalidade caia 
bastante, o que, por sua vez, diminuiria a pressão sobre as 
populações de peixes nativos.
14. Os machos triploides não 
produzem gametas viáveis, mas seu 
comportamento não é alterado. 
Portanto, eles competem pelas fêmeas 
com os machos normais, e, 
se o número de machos triploides for 
alto, o número de óvulos fecundados 
por gametas inviáveis também será 
alto, com a consequente redução 
gradual da população de peixes 
invasores.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 15 25/02/14 19:15
16
d) o maior tamanho dos indivíduos triploides deve torná-los mais 
chamativos aos olhos dos pescadores, que, nesse caso, dei-
xariam de lado as espécies nativas, aumentando, assim, suas 
chances de sobrevivência.
e) um número maior de indivíduos da espécie invasora garanti-
ria que eles só se cruzassem entre si, evitando o surgimento 
de híbridos.
 C1 • H4 / C3 • H8 / C8 • H28 
15 O Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) iniciou suas ativida-
des há 200 anos, inserido no projeto de pesquisa luso e seguia 
orientações elaboradas anteriormente na metrópole. O primeiro 
desafio foi aclimatar as chamadas especiarias do Oriente: bauni-
lha, canela, pimenta e outras. [...]
Em linhas gerais, aclimatar uma espécie de planta significava, 
primeiramente, aperfeiçoar o transporte das mudas e sementes, 
muitas vezes trazidas de outros continentes em viagens que du-
ravam meses; depois, construir viveiros para semeá-las; e, final-
mente, transplantar os vegetais para o solo em diferentes áreas e 
observar a necessidade de incidência de sol, sombra, água etc. de 
cada um deles. Uma vez que tais experiências eram baseadas na 
literatura produzida sobretudo na Europa, era preciso realizar pes-
quisas sobre a adaptação das plantas ao clima e solo brasileiros.
BEDIAGA, B. et al. As atividades científicas durante dois séculos. In: 
Jardim Botânico do Rio de Janeiro: 1808-2008 (org.: Instituto de Pesquisas 
Jardim Botânico do Rio de Janeiro). Rio de Janeiro, 2008. Disponível em: 
<www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/200anos.pdf>. Acesso em: fev. 2014.
Em relação à aclimatação de plantas, é incorreto afirmar que:
a) é possível tentar fazer a aclimatação não apenas de especia-
rias, mas de quaisquer outras espécies de planta.
b) além do estudo das condições nas quais as plantas se desen-
volvem melhor, também é possível fazer um trabalho de sele-
ção artificial, visando facilitar o cultivo e melhorar a produção.
c) as plantas europeias não podem ser aclimatadas ao Brasil; por 
isso, as plantas eram trazidas das regiões tropicais do Oriente. 
d) um dos possíveis problemas que podem ser encontrados du-
rante a tentativa de aclimatação de certa espécie é a inexis-
tência de polinizadores.
e) com base nos estudos de aclimatação, é possível selecionar as 
melhores regiões para fazer o plantio, ou então alterar o solo 
e construir estufas, por exemplo.
 C4 • H14 / C4 • H15 / C5 • H17 
 16 O gráfico seguinte mostra a velocidade máxima que um lagarto 
da espécie Varanus griseus consegue atingir com diferentes tem-
peraturas corporais:
15. O Brasil é muito extenso e possui 
grande diversidade de climas e de 
solos. Além disso, trabalhos de seleção 
artificial já ocorrem há centenas de 
anos, podendo diversas das plantas 
com interesse comercial ser cultivadas 
em diferentes regiões do mundo, ainda 
que estejam bem distantes de sua 
região de ocorrência natural. X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 16 25/02/14 19:15
17
Temperatura corporal (°C)
3,5
3
2
1
2,5
1,5
0,5
0 18 21
r = 0,927524 (p < 0,05)
25 30 35 37 41
Ve
lo
ci
da
de
 m
áx
im
a 
(m
/s
)
Fonte: OKAFOR, A. I. The influence of body temperature on sprint speed 
and anti-predatory defensive responsesof the North African monitor 
lizard, Varanus griseus. African Journal of Biotechnology, vol. 9, n. 5, 
2010. p. 778-781. Disponível em: <www.academicjournals.org/AJB/PDF/
pdf2010/1Feb/Okafor.pdf>. Acesso em: fev. 2014.
De acordo com o gráfico apresentado e com seus conhecimentos 
sobre bioquímica, podemos concluir que:
a) os lagartos mais rápidos têm o corpo mais quente do que os 
mais lentos, pois o movimento muscular gera calor.
b) quanto maior a temperatura corporal, maior a velocidade de 
corrida, pois a velocidade das reações químicas aumenta com 
a temperatura.
c) a velocidade de corrida do lagarto aumenta até o ponto em 
que a temperatura corporal atinge o patamar dos 35-37 °C. 
Acima desses valores, o desempenho cai, porque começa a 
ocorrer a desnaturação de algumas proteínas.
d) os lagartos da espécie Varanus griseus não conseguem correr 
em temperatura abaixo de 18 °C.
e) a temperatura não tem influência sobre as reações químicas que 
propiciam o movimento muscular. Assim, a variação na velocidade 
de locomoção ocorreu por outro motivo que não a temperatura.
 C5 • H17 
 17 Em diversas comunidades ribeirinhas da região amazônica o pi-
rarucu (Arapaima gigas) é a principal fonte proteica. Ele é um 
dos maiores peixes de água doce do planeta e, devido à pesca 
predatória e ao acelerado processo de urbanização, corre risco 
de extinção. Sua alimentação é bem variada, incluindo frutas, 
vermes, peixes, anfíbios, répteis e até aves aquáticas. Seu pe-
ríodo de reprodução inicia-se em dezembro, estendendo-se até 
março.
Nessa mesma região encontra-se também o maguari (Ardea 
cocoi), uma das maiores garças do Brasil. Essa ave aquática ha-
bita beiras de lagos de água doce, rios, estuários, manguezais 
e alagados. Alimenta-se de pequenos peixes, caranguejos, mo-
luscos, anfíbios e pequenos répteis.
16. O aumento da temperatura, de 
modo geral, intensifica a velocidade 
das reações químicas. No entanto, 
temperaturas muito altas podem 
levar à desnaturação de proteínas 
e outras moléculas orgânicas, 
resultando em queda da velocidade 
ou do rendimento de certos processos 
metabólicos.X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 17 25/02/14 19:15
18
Analise as informações anteriores e indique a cadeia alimentar 
que pode ser encontrada nessa região:
a) Homem → Pirarucu → Vegetação
b) Vegetação → Pirarucu → Peixe herbívoro → Homem
c) Vegetação → Peixe herbívoro → Pirarucu → Homem
d) Homem → Pirarucu → Peixe herbívoro → Vegetação
e) Vegetação → Maguari → Pirarucu → Homem
 C5 • H19 
 18 Um dos temas mais abordados ultimamente pela mídia é o uso dos 
biocombustíveis – como o biodiesel e o etanol (álcool etílico) –, 
considerado um possível meio de contenção do aquecimento 
global. Isso porque os biocombustíveis permitem uma ciclagem 
daquele que é apontado como um dos maiores protagonistas 
do aquecimento global, o gás carbônico (CO
2
), pois, enquanto as 
matérias-primas crescem, elas absorvem o CO
2
 da atmosfera, du-
rante a realização da fotossíntese.
Outras informações relativas aos biocombustíveis:
 I. Contribuem para a estabilização da concentração de CO
2
 na 
atmosfera, o que pode ajudar a conter o aquecimento global.
 II. Grande quantidade de energia é consumida durante sua 
produção.
III. No caso do Brasil, há grandes áreas para o cultivo de vege-
tais que podem ser usados na produção de biocombustíveis.
IV. Grandes quantidades de gases nitrogenados são liberadas 
com a queima da cana-de-açúcar.
O biocombustível, apesar de ser uma boa alternativa ao pe-
tróleo, ainda não constitui a grande solução para o problema 
energético do mundo, pois também possui suas desvantagens, 
como podemos observar em:
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e IV, apenas.
d) II e III, apenas.
e) II e IV, apenas.
 C3 • H10 
 19 Uma das medições realizadas para determinar a qualidade da 
água refere-se à concentração de oxigênio nela dissolvido. Esse 
índice inicia-se no valor zero e, quanto maior ele for, melhor a qua-
lidade da água analisada. Entretanto, quando se observam muitas 
algas na superfície de um lago, principalmente daqueles próximos 
a córregos poluídos, pode-se obter um resultado equivocado após 
a análise da concentração de oxigênio de tal superfície, pois:
17. A cadeia alimentar é a sequência 
de organismos em que um ser vivo 
pode servir de alimento para o outro. 
A cadeia em questão se inicia com 
o produtor, e a energia química 
produzida por essa vegetação é 
transferida aos outros seres vivos por 
meio da alimentação. A direção da seta 
indica o sentido da transferência da 
energia.
X
18. A produção do biocombustível requer 
uma grande quantidade de energia 
e de água; outro problema é que os 
gases nitrogenados, liberados com a 
queima da cana-de-açúcar, podem 
causar a chamada “chuva seca”.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 18 24/02/14 22:55
19
a) o baixo índice de oxigênio encontrado na superfície é resul-
tante da alta taxa de fotossíntese dessas algas.
b) o aumento excessivo de nutrientes leva à proliferação des-
sas algas e ao registro de bons índices de oxigênio; porém, 
esse estágio marca o início da eutroficação, que pode gerar 
esgotamento do oxigênio.
c) o alto índice de oxigênio na superfície propicia o desenvol-
vimento de bactérias e fungos anaeróbios no fundo do lago, 
o que acaba por contaminá-lo e leva à morte de peixes e 
outros seres vivos.
d) apesar dos baixos índices de oxigênio na superfície, há muito 
oxigênio dissolvido no restante do lago.
e) as algas deixam o lago com aspecto de poluído, porém os bons 
índices de oxigênio revelam que a qualidade da água é boa.
 C4 • H15 
 20 Considerando seus conhecimentos sobre a origem da vida e o 
infográfico a seguir, escolha a alternativa que descreve correta-
mente a conclusão do experimento descrito.
Experimento
Em dois frascos idênticos são colocados dois
pedaços de carne do mesmo tamanho.
Grupo controle
Larvas
Grupo experimental
Gaze
Pedaço
de carne
Outro frasco é fechado
com gaze e assim mantido
por vários dias.
Moscas não chegam
até a carne.
Nenhuma larva aparece.Resultados
Conclusões
Um dos frascos é mantido
aberto por vários dias.
Moscas voam sobre a carne
e, posteriormente, ovos e
larvas aparecem.
A geração espontânea de larvas a partir da carne não ocorre.
A hipótese foi confirmada.
Observação de fatos e perguntas
Hipótese
Moscas voam ao redor de carnes deixadas ao ar livre.
“Vermes” aparecem na carne em decomposição.
De onde surgem esses vermes?
Os “vermes” são larvas que surgem dos ovos no ciclo de vida das moscas.
Manter as moscas afastadas da carne prevenirá o aparecimento de larvas.
19. Quando há aumento excessivo de 
nutrientes, principalmente nitrato 
e fosfato, ocorre o processo de 
eutroficação. As algas do fitoplâncton 
proliferam exageradamente, o que 
aumenta os níveis de oxigênio, devido 
ao processo da fotossíntese. Algumas 
delas produzem toxinas, que provocam 
a morte de muitos organismos. Em 
geral, tais algas possuem um ciclo de 
vida curto, portanto a proliferação 
é logo acompanhada de grande 
mortalidade. A decomposição dessas 
algas e do zooplâncton aumenta 
o número de bactérias e fungos 
anaeróbios, esgotando o oxigênio 
dissolvido na água. Sem oxigênio, os 
animais e outros organismos aeróbios 
morrem, enquanto os seres anaeróbios 
proliferam.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 19 24/02/14 22:55
20
a) A hipótese testada se confirma, pois as larvas apareceram so-
mente no grupo controle, já que o grupo experimental não 
permitia a sobrevivência dos insetos dentro do frasco.
b) A hipótese testada se confirma, pois as larvas não se desen-
volveram no grupo experimental, que não permitia o contato 
das moscas com a carne.c) A hipótese testada não se confirma, pois o experimento não 
durou tempo suficiente para o desenvolvimento das larvas no 
grupo experimental, sendo impossível concluir qualquer coisa 
a respeito.
d) A hipótese testada se confirma, pois as moscas morriam antes 
mesmo de conseguirem entrar no frasco que continha a gaze.
e) A hipótese testada não se confirma, pois, para que se pudesse 
concluir alguma coisa, os frascos utilizados deveriam ter sido 
os mesmos.
 C4 • H14 / C4 • H15 
 21 Analise as seguintes imagens de hemácias e encontre a alternati-
va incorreta:
DA
VI
D 
M
. P
HI
LL
IP
S/
PR
/L
AT
IN
 S
TO
CK
 
1
 
DA
VI
D 
M
. P
HI
LL
IP
S/
PR
/L
AT
IN
 S
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CK
 
2
 
DA
VI
D 
M
. P
HI
LL
IP
S/
PR
/L
AT
IN
 S
TO
CK
 
3
a) A célula mostrada na imagem 1 certamente não foi mergulha-
da em nenhum tipo de solução.
b) A entrada de água na célula, processo mostrado na ima-
gem 3, deve ter ocorrido após seu contato com uma solução 
hipotônica.
c) A célula mostrada na imagem 2 perdeu líquido, tendo sido, 
provavelmente, mergulhada em uma solução mais concentra-
da que seu conteúdo interno.
d) Se a célula 2 tivesse sido mergulhada em soro fisiológico, não 
teria murchado.
e) A imagem 1 mostra uma hemácia de aspecto normal, sem 
deformações.
20. A hipótese testada por Francesco Redi 
se confirma, pois, como as condições 
do experimento foram as mesmas para 
ambos os grupos, a única diferença 
entre eles estava relacionada à 
possibilidade ou não de as moscas 
depositarem seus ovos na carne.
X
X21. As imagens mostram, na sequência, 
uma hemácia de aspecto normal, 
que foi mergulhada em uma solução 
isotônica; uma hemácia murcha, em 
decorrência de seu contato com uma 
solução hipertônica; e uma hemácia 
que teve seu volume aumentado, 
como consequência do contato com 
uma solução hipotônica. A resposta a 
é incorreta porque a célula mostrada 
na imagem 1 pode, sim, ter sido 
mergulhada em alguma solução, 
desde que isotônica.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 20 24/02/14 22:55
21
 C3 • H9 / C4 • H14 
 22 
RO
DV
AL
 M
AT
IA
S
1 2 3
4
Qual das alternativas a seguir não condiz com o que é apresenta-
do na teia alimentar?
a) Os organismos indicados pela chave 1 são sempre produtores.
b) Os organismos indicados pela chave 2 são todos herbívoros.
c) Os organismos indicados pela chave 3 são exclusivamente 
carnívoros.
d) Os organismos indicados pela chave 4, sem exceção, contri-
buem para a reciclagem de nutrientes.
e) Os organismos indicados pela chave 1 são completamente de-
pendentes da ação dos organismos indicados pela chave 4.
 C4 • H14 / C5 • H17 
 23 Analise o gráfico a seguir, que mostra a variação, no decorrer do 
tempo, do número de indivíduos de duas espécies que vivem 
em um mesmo ecossistema. Em seguida, usando também seus 
conhecimentos sobre ecologia, encontre a alternativa correta:
Tempo (anos)
1845
0
20
40
60
80
100
120
140
160
1855 1865 1875 1885
N
úm
er
o 
de
 in
di
ví
du
os
 1
 (e
m
 m
ilh
ar
es
)
N
úm
er
o 
de
 in
di
ví
du
os
 2
 (e
m
 m
ilh
ar
es
)
1895 1905 1915 1925 1935
12
Espécie 1
Espécie 2
9
6
3
0
22. Na alternativa c, o erro está na palavra 
“exclusivamente”, já que o quati, como 
pode ser visto no esquema, também se 
alimenta de amoras. Sendo assim, os 
organismos indicados pela chave 3 não 
são exclusivamente carnívoros.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 21 24/02/14 22:55
22
a) Os indivíduos das espécies 1 e 2 certamente não apresentam 
nenhum tipo de relação ecológica.
b) Os indivíduos da espécie 2 estão em menor número porque 
são predados pelos indivíduos da espécie 1.
c) O gráfico não apresenta dados suficientes para que se chegue 
a alguma conclusão sobre as relações que podem existir entre 
essas duas espécies.
d) As duas espécies provavelmente vivem em um equilíbrio di-
nâmico, em que a densidade das populações é determinada 
por ambas as espécies, como ocorre nas relações de predação. 
e) As espécies em questão competem pelo mesmo recurso no 
ecossistema que habitam.
 C4 • H14 
24 Aves e macacos em geral depositam as sementes debaixo de 
alguma árvore. Os restos de polpa então atraem as formigas, 
que levam nacos para dentro do formigueiro. “A semente fica 
limpinha no chão da floresta [...] impedindo que fungos se 
instalem e acabem por matar o embrião da planta”. Além dis-
so, algumas formigas carregam as sementes até o formigueiro, 
que o pesquisador [Paulo Oliveira] descreve como “uma ilha 
de nutrientes”, já que ali estão pedaços descartados de plantas 
e restos de formigas mortas e outros insetos.
[...] Num experimento [...] 70% das sementes [de jatobá] lim-
pas pelas formigas brotaram, o que só aconteceu com 20% das 
que não foram tratadas pelas pequenas jardineiras.
[...] as formigas-cortadeiras, que incluem as saúvas, também 
têm seu lado jardineiro. Quem vê a longa fileira, quase uma au-
toestrada em miniatura, de formigas levando nas costas pedaços 
de folhas e flores teme pelo destino da planta saqueada. Não é 
à toa, [já que] uma única colônia de saúvas pode coletar 30 qui-
logramas de vegetação num dia como adubo para os fungos que 
cultivam e lhes servem de alimento. Elas são capazes de deixar, 
em poucas horas, um arbusto frondoso reduzido a um graveto 
seco, mas o importante [...] é que as cortadeiras também carre-
gam frutos e sementes. [...] as saúvas Atta sexdens são atraídas 
pelo arilo amarelo, um apêndice grudado às sementes da copaí-
ba (Copaifera langsdorffii), uma árvore comum no Cerrado e na 
Mata Atlântica que tem sabiás-laranjeiras e jacus como principais 
dispersores. As saúvas carregam as sementes até 10 metros, re-
tiram o arilo nutritivo e muitas vezes chegam a quebrar o reves-
timento duro da semente, o que também ajuda na germinação 
[...]. O mesmo acontece com outras plantas típicas do Cerrado.
GUIMARÃES, M. Jardineiras fiéis. Pesquisa FAPESP, São Paulo, n. 161, 
jul. 2009. Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/08/17/
jardineiras-fieis>. Acesso em: fev. 2014.
23. No caso aqui representado, a 
espécie 2 é predadora da espécie 1. O 
gráfico mostra que as duas espécies 
vivem em um equilíbrio dinâmico, 
no qual determinam a densidade 
populacional uma da outra; assim, a 
alternativa correta é a d. Nenhuma das 
outras alternativas poderia se aplicar à 
interpretação do gráfico.
X
24. A ação das formigas aumenta o índice 
de brotamento das sementes de 
jatobá. No entanto, tais sementes não 
dependem disso para brotar, algo 
que poderiam fazer mesmo sem as 
formigas.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 22 24/02/14 22:55
23
Com relação unicamente ao exposto no texto anterior, não se 
pode afirmar que:
a) o jatobá tem uma relação de mutualismo com as formigas 
que limpam suas sementes.
b) algumas espécies de formiga têm uma relação de protocoo-
peração com algumas espécies de árvore.
c) as formigas não têm uma relação de amensalismo com os 
fungos que se alimentam das sementes.
d) as saúvas têm uma relação de mutualismo com os fungos que 
cultivam.
e) aves e macacos predam os frutos de algumas espécies de ár-
vore.
 C3 • H9 
 25 Leia o texto a seguir:
A média de pH dos oceanos é de 8,1, sendo que eles estão em equi-
líbrio químico com a atmosfera. Portanto, alterações nas concentra-
ções atmosféricas de CO
2
 fazem que os oceanos absorvam maiores 
ou menores quantidades desse gás, o que, por sua vez, altera o pH 
de suas águas, de acordo com o observado na figura seguinte. A aci-
dificação das águas dos oceanos interfere na formação dos esque-
letose conchas de organismos como moluscos, crustáceos e corais.
CO2
CO2 H2O H2CO3
H+
Menos
ácido
CO2 atmosférico
CO2 dissolvido Água Ácido carbônico
Íons bicarbonato
Conchas
deformadas
Íons hidrogênio
Íons carbonato
1
2 3
Mais
ácido
HCO 3
–1
CO 3
–2
Legendas do esquema:
1. Os oceanos absorveram quase metade do CO
2
 liberado pela 
espécie humana nos últimos 200 anos.
2. O CO
2
 absorvido pela água do mar reage com ela e forma 
ácido carbônico (H
2
CO
3
).
3. O incremento da concentração de ácido carbônico aumenta a 
concentração de íons de hidrogênio na água, o que compro-
X
25. As concentrações de H+ e de H2CO3 são 
diretamente proporcionais.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 23 24/02/14 22:55
24
mete a disponibilidade de íons carbonato, fundamentais para 
os organismos que produzem conchas e esqueletos.
De acordo com o texto e o esquema apresentado, é um equívoco 
deduzir que:
a) com 1,3 bilhão de quilômetros cúbicos de água, os oceanos 
funcionam como um grande tampão em relação à concentra-
ção de CO
2
 atmosférico.
b) o aumento na concentração de CO
2
 atmosférico afeta negati-
vamente os organismos que produzem conchas e esqueletos 
à base de íons carbonato.
c) quanto maior a concentração de íons hidrogênio, menor a 
concentração de ácido carbônico, portanto menos ácida fica a 
água do mar.
d) a impossibilidade de secretar um esqueleto adequado em 
um oceano mais ácido pode comprometer e alterar de modos 
complexos as cadeias tróficas marinhas.
e) se o pH continuar caindo, o mar se tornará corrosivo para o 
esqueleto e conchas de organismos como moluscos e corais.
 C4 • H15 
 26 A distribuição das espécies é condicionada por diversos fatores 
ambientais, como a temperatura do ar, a quantidade de radiação 
solar etc.
No gráfico seguinte, apresenta-se a taxa de sobrevivência de três 
espécies (A, B e C) em função da temperatura média do ar.
Taxa de
sobrevivência (%)
Temperatura
média anual (°C)
5
A B C
10 15 20 25 30
De acordo com o gráfico, é correto afirmar que:
a) a espécie C não consegue sobreviver às temperaturas nas 
quais a espécie A pode viver.
b) a espécie A apresenta distribuição tropical.
c) a espécie C apresenta maior amplitude de tolerância à tempe-
ratura do ar.
d) a espécie A apresenta maior restrição em relação à tempera-
tura média anual do ar. 
e) as espécies B e C são mais aparentadas entre si do que ambas 
são com a espécie A.
X
26. A espécie A apresenta taxa de 
sobrevivência entre, aproximadamente, 
0 ºC e 12 ºC (um intervalo de 12 ºC); 
a espécie B, entre 7 ºC e 25 ºC (um 
intervalo de 18 ºC); e a espécie C, 
entre 10 ºC e 25 ºC (diferença de 15 
ºC). Sendo assim, a espécie A é a que 
apresenta maior restrição em relação à 
temperatura média anual.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 24 25/02/14 19:15
25
 C8 • H28 
 27 O lobo-guará é um canídeo encontrado nas regiões destacadas em 
laranja no mapa:
0º
70º O 50º O
20º S
Equador
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
Trópico d
e Capricó
rnio
0 672 km
N
Disponível em: <www.carrancas.com.br/loboguara.htm>. 
Acesso em: fev. 2011.
Outras informações a respeito do lobo-guará:
1. Sua alimentação tem como base pequenos animais e fru-
tos silvestres, sendo indispensáveis os da planta Solanum 
lycocarpum, vegetal restrito a algumas regiões centrais do Brasil.
2. Sua altura é de cerca de 90 cm, e seu comprimento, incluindo 
a cauda, 2 m.
3. Com a ocupação humana no território brasileiro, estimulada 
pela agropecuária, aumentou o contato do ser humano com 
esse animal.
4. Trata-se do maior canídeo da América do Sul.
5. Os guarás são territorialistas, sendo que um casal pode tran-
sitar por uma área de até 30 km2 em busca de alimentos, um 
número considerável para um animal.
Com base apenas nas informações apresentadas, o que se pode 
concluir a respeito do lobo-guará?
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 25 24/02/14 22:56
26
a) Apesar de não ser um animal de ampla distribuição no Brasil, 
suas características lhe permitiriam ocupar quase todo o terri-
tório nacional, desde que fosse protegido por seres humanos.
b) O lobo-guará está restrito a ecossistemas brasileiros cujas ca-
racterísticas ambientais mais marcantes são o relevo não aci-
dentado e a escassez de espécies arbustivas e arbóreas.
c) O lobo-guará sobrevive em parques nacionais fragmentados: 
adapta-se a ambientes com áreas descontínuas, alimenta-se 
de diversos animais e desloca-se com facilidade, devido à sua 
estrutura corporal e ao seu comportamento ativo.
d) O lobo-guará encontra-se preferencialmente em áreas que 
contam com muitos vegetais com caules e folhas espessos e 
solo com baixa disponibilidade de nutrientes e pH abaixo de 7.
e) Se toda a população de lobos-guarás fosse transferida para as 
áreas brasileiras de mais alta biodiversidade, como a Amazô-
nia, esses animais teriam plenas condições de sobreviver, de-
vido à grande oferta de alimentos, dada a sua dieta onívora, e 
à disponibilidade de recursos hídricos.
 C1 • H4 / C3 • H12 / C5 • H19 / C8 • H29 
28 Um estudo com o peixe tucunaré, muito consumido por po-
pulações do Norte do Brasil, mostra que a ação humana pode 
estar provocando o empobrecimento genético de suas popula-
ções. O processo, conhecido como erosão genética, é o mes-
mo que levou praticamente à extinção o mico-leão-dourado.
A variabilidade genética é uma das mais importantes garan-
tias de sobrevivência das espécies, pois permite a adaptação às 
mudanças no ambiente. [...]
FERRAZ, M. A ameaça da erosão genética. Ciência Hoje, Rio de Janeiro: 
Instituto Ciência Hoje/SBPC, n. 259, 1o maio 2009 (atualizado em 23 set. 
2009). Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/revista-ch-
2009/259/a-ameaca-da-erosao-genetica>. Acesso em: fev. 2014.
Que medidas seriam recomendadas para combater a “erosão ge-
nética” do tucunaré?
a) Proteger o tucunaré considerando grupos de indivíduos, a se-
rem isolados em lagos determinados no próprio ecossistema, 
para que, assim, não haja a possibilidade de o grupo ter de 
competir por alimento com espécies de outro lago, ou até 
mesmo de ser predado por outras espécies.
b) Introduzir no ambiente natural espécies de peixes com geno-
ma similar, o que poderia favorecer seu cruzamento com o 
tucunaré, aumentando a variabilidade genética da população 
de tucunarés como um todo.
c) Investir na conscientização da população quanto à possível ex-
tinção do tucunaré, esclarecendo que a pesca predatória deve 
ser dirigida aos peixes mais velhos, garantindo, assim, a sobre-
vivência dos mais jovens, que têm maior potencial reprodutivo.
27. Os lobos-guarás vivem, sobretudo, no 
cerrado, onde encontram território 
adequado e alimentos suficientes 
para sua sobrevivência (com destaque 
para a planta Solanum lycocarpum). 
A presença humana, atrelada à 
devastação de áreas naturais motivada 
pela agricultura, tem causado a morte 
desses canídeos.
X
28. O bloqueio do fluxo gênico entre 
indivíduos da mesma espécie tem 
como consequência a formação 
de descendentes com menor 
capacidade de adaptação a mudanças 
ambientais. O tucunaré tende a viver 
em lagos, numa situação de relativo 
isolamento: cada lago apresenta um 
determinado conjunto genético. Assim, 
a possibilidade de encontro entre 
indivíduos com constituições genéticas 
muito diversas (ou seja, tucunarés 
de lagos distintos) é naturalmente 
pequena; além disso, a pesca tem 
diminuído o número de indivíduos. 
Logo, as condições que favorecem 
a migração e o cruzamento entre 
indivíduos de diferentes populações 
contribuem para o fluxo gênico – 
e, consequentemente, ajudam a 
combater a erosão gênica. A presença 
derios conectando lagos é um 
exemplo disso.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 26 25/02/14 19:15
27
d) Favorecer o trânsito dos tucunarés, ou seja, o deslocamento 
de indivíduos de um lago a outro(s), usando um rio central 
como meio de comunicação, para que possa haver cruzamen-
to entre eles.
e) No próprio ambiente natural, criar zonas de reprodução de-
limitadas por cercas, para que, em cada uma delas, haja um 
número determinado de tucunarés mantidos presos perma-
nentemente, favorecendo o cruzamento entre os indivíduos e 
protegendo o desenvolvimento larval.
 C1 • H2 / C2 • H7 / C3 • H8 / C3 • H10 
 29 A questão do destino do lixo eletrônico representa um novo de-
safio imposto pela humanidade a si mesma. Leia o texto a seguir 
e analise as imagens 1 e 2:
O químico Júlio Carlos Afonso, da Universidade Federal do 
Rio de Janeiro (UFRJ), abordou no encontro [I Encontro Nacio-
nal de Reciclagem] os desafios do lixo eletrônico. Na opinião 
de Afonso, o lixo eletrônico é mais um produto da moderna 
sociedade de consumo, que se firma sobre um modelo total-
mente insustentável. Aparelhos de telefone, produtos de infor-
mática, eletrodomésticos, equipamentos médico-hospitalares e 
até brinquedos são alguns dos novos vilões do meio ambiente. 
Dentro de um computador, podemos encontrar quase uma ta-
bela periódica inteira, segundo o químico.
A reciclagem desse material pode ser vista de duas manei-
ras: uma boa, outra ruim. A boa é que muitos aparelhos têm 
grande potencial para reciclagem, devido à presença de metais 
preciosos em alguns circuitos eletrônicos. A ruim é que esse 
potencial raramente é explorado, uma vez que reciclar lixo ele-
trônico é um desafio. “Quanto mais complexa é a formulação 
de um material, mais difícil é a sua reciclagem”, diz Afonso.
KUGLER, H. “Sucata pós-moderna”. Ciência Hoje On-line, 30 
jun. 2008 (atualizado em 9 out. 2009). Disponível em: <http://
cienciahoje.uol.com.br/noticias/ecologia-e-meio-ambiente/sucata-pos-
moderna/?searchterm=impacto%20ambiental>. Acesso em: fev. 2014.
Imagem 1:
Recicle seu antigo celular
Baterias
cobalto, níquel, 
cobre etc.
baterias, 
aço inoxidável, 
alto-falantes
Componentes
ouro, paládio, 
cobre etc.
joias, eletrônicos, 
aplicações 
médicas
Capas
plástico
cones de tráfego, 
cercas plásticas, 
para-choques
Embalagem
cartolina
jornais, caixas, 
embalagens para ovos
Disponível em: <www.simonsen.br/geotecnologia/lixoeletro.php>. 
Acesso em: fev. 2014.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 27 24/02/14 22:56
28
Imagem 2:
0° 30°L30°O 60°L60°O 90°L90°O 120°L120°O 150°L150°O 180°L180°O
0°
30°N
30°S
60°S
60°N
90°N
90°S
OCEANO
PACÍFICO
Círculo Polar Ártico
Círculo Polar Antártico
Trópico de Capricórnio
Trópico de Câncer
Equador
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
OCEANO
ÍNDICO
UNIÃO
EUROPÉIA
ESTADOS UNIDOS
MÉXICO
VENEZUELA
HAITI
CHILE
BRASIL
Destino conhecidoFonte conhecida
Caminhos comprovados e suspeitos revelam migração do e-lixo
Destino suspeito
TANZÂNIA
QUÊNIA
NIGÉRIA
MALÁSIA
ÍNDIA
PAQUISTÃO
CHINA
TAILÂNDIA
VIETNÃ
FILIPINAS
INDONÉSIA
AUSTRÁLIA
CINGAPURA
UCRÂNIA
RÚSSIA
EGITO
JAPÃO
COREIA DO SUL
ARGENTINA
EMIRADOS 
ÁRABES UNIDOS
0 2850 km
N
Fonte: ROMANI, Bruno. “Brasil recebe restos high-tech 
dos EUA”. Folha de S.Paulo, 7 fev. 2009. Disponível em: 
<http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u500301.shtml>. 
Acesso em: fev. 2014.
Com base no texto e nas imagens, é possível concluir que:
a) o texto e a imagem 2 são discordantes em relação ao poten-
cial do lixo eletrônico: o texto defende que materiais eletrô-
nicos têm grande potencial para reciclagem, mas a imagem 2 
mostra que esse potencial não é expressivo, já que os países 
mais ricos descartam esses materiais abundantemente.
b) a imagem 1 complementa o texto, ao mostrar exemplos que 
comprovam que a reciclagem do lixo eletrônico é insustentá-
vel, já que a maioria das peças do celular não é convertida em 
produtos eletronicamente complexos.
c) a imagem 2 ilustra o desafio citado pelo texto: os países de 
destino do lixo eletrônico têm empresas com tecnologia sufi-
ciente para reciclá-lo, entretanto, devido à enorme quantida-
de de materiais que recebem, não têm tido como fazer isso.
d) o texto e as imagens contam com uma característica comum: 
ao apresentarem dados sobre o lixo eletrônico, acabam incen-
tivando as pessoas a defenderem a reciclagem e a combate-
rem as atitudes consumistas no dia a dia.
e) a imagem 2 mostra a consequência global da não reciclagem 
pelos países de origem dos materiais.
 C8 • H30 
30 Algumas mulheres de um assentamento de reforma agrária pas-
saram a apresentar um quadro de saúde similar: perda de mas-
sa corporal, baixíssima concentração de hemoglobina e beribéri, 
distúrbio marcado por insônia e nervosismo.
29. Tanto a imagem 1 como o texto 
defendem a ideia de que o lixo 
eletrônico tem grande potencial para 
reciclagem. A primeira complementa 
o segundo ao dar exemplos de 
elementos químicos presentes no lixo 
eletrônico. O texto também afirma 
que o desafio imposto ao ser humano 
está na reciclagem de materiais 
de formulação complexa, já que 
igualmente complexa é a tecnologia 
necessária à sua reciclagem. Além 
disso, aborda o consumismo, o qual 
aumenta o volume de lixo. A imagem 2, 
por sua vez, apenas mostra que países 
mais favorecidos economicamente 
encaminham esse lixo para os países 
mais pobres, justamente os que 
têm menos recursos para realizar a 
reciclagem.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 28 24/02/14 22:56
29
Uma equipe especializada em saúde pública realizou um estudo 
sobre a dieta dessas mulheres e obteve os seguintes resultados:
Frequência de consumo semanal de cada tipo de alimento por mu-
lheres do assentamento
Tipo de 
alimento
Frequência de consumo semanal
0 1 a 3 vezes 4 a 7 vezes
Cereais 76,9% 20,2% 2,9%
Leguminosas 79,9% 15,5% 4,6%
Leite 60,3% 21,8% 17,9%
Hortaliças 67,3% 31% 1,7%
Frutas não 
cítricas
5% 43% 52%
Carnes 93,8% 4,1% 2,1%
Os exames parasitológicos dessas mulheres não acusaram pre-
sença de vermes em suas fezes.
A equipe de saúde pública, então, elaborou três propostas (A, B 
e C) com o intuito de reverter o quadro de saúde antes descrito:
Proposta A Proposta B Proposta C
Aumentar a quan-
tidade de leite, 
iogurte, queijo, ovo, 
maçã, banana e 
batata na dieta das 
mulheres.
Diminuir a oferta de 
gorduras trans e au-
mentar a quantidade 
de frutas cítricas 
e de iodo na dieta 
das mulheres, além 
de iniciar imediata-
mente um programa 
de exercícios físicos 
aeróbicos a serem 
realizados quatro 
vezes por semana.
Aumentar a 
quantidade de 
cereais integrais, 
couve-flor e bró-
colis na dieta das 
mulheres.
Considere o conteúdo de cada uma das propostas; para que haja 
a recuperação da saúde das mulheres afetadas, quais procedi-
mentos devem ser adotados?
a) As propostas A e B, sem quaisquer alterações, devem ser ado-
tadas porque são complementares.
b) Se for adotada a proposta A, a adoção das propostas B e C não 
será necessária.
c) As propostas A e C devem ser adotadas porque são complemen-
tares, com o acréscimo de feijão e soja à dieta das mulheres.
d) As três propostas devem ser adotadas porque são comple-
mentares, com o acréscimo de feijão e soja à dieta das mu-
lheres.
30. O beribéri é causado por deficiência de 
vitamina B1, a qual é encontrada em 
carnes, verduras, legumes, ovos, cereais 
integrais e no leite. A deficiência 
na produção de hemoglobina 
pode ser suprida com o consumo, 
principalmente, de carnes, fígado, 
vegetais verde-escuros eleguminosas.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 29 24/02/14 22:56
30
e) As propostas A e B não podem ser adotadas simultaneamen-
te, pois os alimentos presentes na proposta A apresentam as 
mesmas vitaminas que os alimentos da proposta B.
 C2 • H7 
 31 Realizou-se um estudo envolvendo trabalhadores rurais a fim de 
descobrir se eles se encontravam expostos à contaminação por 
agrotóxicos lipossolúveis.
Diariamente, os trabalhadores cumpriam três tarefas:
1. Preparação do agrotóxico.
2. Aplicação do agrotóxico nas lavouras.
3. Limpeza dos materiais utilizados na aplicação.
Durante essas atividades, um grupo de trabalhadores usava um 
equipamento de proteção individual (o chamado EPI), ou seja, 
um uniforme de proteção que, segundo a orientação do fabri-
cante, evitava o contato do ser humano com aerossóis. Outro 
grupo de trabalhadores não utilizava nenhum equipamento de 
proteção individual.
Os trabalhadores dos dois grupos, ao final de cada uma das três 
atividades, passaram por testes de detecção de agrotóxicos na 
pele. A tabela a seguir mostra os resultados desses testes:
Quantidade de agrotóxicos (mg) na pele dos agricultores
Data dos 
testes
Preparação Aplicação Limpeza
Sem
EPI
Com
EPI
Sem
EPI
Com
EPI
Sem
EPI
Com
EPI
28/2/2010 0,1 0,1 0,4 0,4 0,1 0,8
1o/3/2010 0,1 0,3 1,7 1,8 1 1,9
2/3/2010 0,6 1 5 8,7 3,4 12,3
3/3/2010 0,7 1,1 12 22 12 32,7
4/3/2010 7,9 5,7 45 200,8 46,7 226,7
Algumas medidas foram elaboradas para que não mais houves-
se contaminação, por agrotóxicos, dos trabalhadores e do meio 
ambiente:
A. Fornecer o EPI ao grupo de trabalhadores sem acesso a ele.
B. Evitar que o EPI usado seja encaminhado a um depósito de 
lixo comum.
C. Orientar os trabalhadores para que sejam tão cuidadosos com 
os agrotóxicos nas atividades de aplicação e limpeza quanto 
na atividade de preparação, na qual não são contaminados.
31. Uma hipótese que explica a 
contaminação observada é a 
incapacidade do EPI em proteger 
os trabalhadores, sendo permeável 
aos agrotóxicos. Em todas as três 
atividades há contaminação, o 
que pode ser potencializado pela 
manipulação indevida dos agrotóxicos. 
Nota-se que as maiores quantidades de 
agrotóxicos encontradas concentram-
-se nos últimos dias da realização da 
pesquisa, sobretudo nas atividades de 
aplicação e limpeza.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 30 25/02/14 19:15
31
D. Fornecer aos trabalhadores novo EPI, cuja composição garanta 
a impermeabilidade a agrotóxicos, já que esse objetivo não 
foi atingido com o EPI anterior.
Quais dessas medidas devem ser efetivamente adotadas?
a) A e B. d) A e C.
b) A e D. e) B e C.
c) B e D.
 C5 • H17 
 32 A figura seguinte mostra os territórios ocupados por cinco popu-
lações de diferentes espécies de mamíferos (A, B, C, D e E) num 
terreno plano. O território ocupado pelas espécies corresponde à 
área delimitada pelas circunferências:
A
B
C
E
D
O que se pode concluir sobre as relações ecológicas possíveis 
entre as espécies?
a) As espécies A, B, C e E competem por alimento, pois contam 
com áreas comuns de habitação.
b) De todas as espécies que competem com a espécie A, a E é 
a mais prejudicada, pois ocupa um território pequeno e que 
está contido no território de A.
c) Não há como determinar precisamente as relações entre as 
espécies tendo como base apenas os territórios ocupados por 
elas.
d) A espécie E ocupa parte do território da espécie A, então a 
relação que existe entre elas é de inquilinismo.
e) As espécies A e B coabitam em determinada porção do terre-
no, o que revela que são espécies mutualísticas.
 C3 • H10 / C5 • H17 
 33 Ao longo do curso de um rio, podem ser encontradas diversas 
espécies, como se vê na figura a seguir:
X
32. Para que se determine o tipo de 
relação ecológica existente entre as 
espécies, é preciso ter informações 
a respeito de seu nicho ecológico: 
os recursos utilizados por elas, como 
alimento, água e luz, seus hábitos, 
entre outros aspectos.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 31 24/02/14 22:56
32
Territórios
Insetos Aves Serpentes Ariranhas
X
RioFluxo da
água
Há também uma espécie de peixe presente em toda a extensão 
do rio.
Os organismos em questão participam das seguintes cadeias ali-
mentares:
Folhas e frutos
Ariranha
Peixe
Inseto Ave
Serpente
Sabe-se que fungicidas não biodegradáveis aplicados em X pro-
vocaram a contaminação da área retangular indicada na primeira 
figura, que inclui parte do rio. Os organismos citados não morre-
ram a princípio, mas incorporaram o fungicida.
Quais seres vivos apresentarão, com o passar do tempo, a maior 
concentração de fungicida em seu organismo?
33. Agrotóxicos e substâncias como 
o mercúrio, por não serem 
biodegradáveis, acumulam-se nos 
organismos. Quando um ser alimenta-
-se de outro que esteja contaminado, 
adquire essas substâncias. Assim, 
o ser pertencente ao último nível 
trófico apresentará sempre a maior 
concentração de tais substâncias – no 
caso, a ariranha.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 32 25/02/14 19:15
33
a) Os insetos, pois seu território é o mais próximo do local da 
contaminação.
b) As plantas, pois receberam o fungicida diretamente.
c) As aves, pois, por possuírem o maior território, tiveram mais 
contato com o fungicida.
d) Os peixes, pois, por possuírem o maior território, tiveram mais 
contato com o fungicida, além de terem se alimentado de 
insetos contaminados.
e) As ariranhas, por terem se alimentado de mais tipos de ani-
mais contaminados.
 C1 • H4 / C3 • H12 / C5 • H18 
34 A “contaminação genética” da fauna de peixes brasileira está 
deixando muito preocupados biólogos e especialistas em pis-
cicultura. A causa do fenômeno são as espécies híbridas, que, 
produzidas artificialmente para consumo humano e repro-
duzidas em tanques, escapam para a natureza, concorrendo 
com as espécies selvagens e originando desequilíbrios ecoló-
gicos.
ZANELLA, J. A ameaça dos peixes híbridos. 
Jornal Unesp, São Paulo, n. 201, jun. 2005. Disponível em: 
<www.unesp.br/aci/jornal/201/piscicultura.php>. 
Acesso em: fev. 2014.
Considere a seguinte situação hipotética, relacionada ao trecho 
anterior: durante uma inspeção de rotina, uma equipe de técni-
cos ambientais constatou que em determinado “pesque-pague” 
ocorria contaminação genética. Segundo o dono, o pesque-pague 
foi construído com a intenção de não causar danos ao ambiente, 
utilizando apenas cinco lagos naturais ligados a rios para com-
portar os peixes. Ele imaginou que assim evitaria os impactos 
normalmente gerados pela construção de tanques. O dono pro-
vou que teve o cuidado de introduzir uma única espécie de peixe 
em cada reservatório na época da instalação do estabelecimento. 
Contudo, algum tempo depois, encontrou-se um tipo de peixe hí-
brido no local, assim como em áreas da redondeza. Observou-se 
que o híbrido aproximava-se de fêmeas, mas não se constatou 
a fecundação. O pesque-pague foi, então, multado por provocar 
contaminação genética.
Se o dono realmente for a favor do equilíbrio ambiental, qual(is) 
da(s) conduta(s) abaixo ele deverá adotar?
 I. Fazer uma parceria com geneticistas para que, com os resul-
tados das pesquisas, seja possível desenvolver, a partir dos 
peixes criados, peixes transgênicos de alto valor nutritivo.
 II. Fazer uma parceria com geneticistas para que, com os resul-
tados das pesquisas, seja possível desenvolver, a partir dos 
X
34. No caso apresentado, não se sabe se 
os híbridos encontrados são férteis 
ou não, mas, independentemente 
disso, eles podem causar desequilíbrio 
ambiental. Isso porque, considerando-se 
a hipótese de serem de fato estéreis, 
competiriamcom peixes selvagens 
e, ao se aproximarem das fêmeas 
selvagens para uma tentativa de 
reprodução, acabariam provocando o 
desperdício de óvulos, já que estes não 
seriam fecundados por peixe algum. 
Em suma, a aquisição de informações 
genéticas sobre os peixes possibilitaria 
prever possíveis danos ao ambiente 
provocados por esses híbridos: 
poderíamos saber, por exemplo, se 
os peixes podem efetivamente gerar 
descendentes e qual o efeito que eles 
exercem sobre o meio.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 33 25/02/14 19:15
34
peixes criados, peixes eficientes em termos de controle bio-
lógico.
III. Fazer uma parceria com geneticistas para que, com os resul-
tados das pesquisas, seja possível ter maior conhecimento 
sobre o perfil biológico dos peixes criados.
IV. Melhorar as práticas de manejo dos peixes, reduzindo o nú-
mero de lagos e de espécies de peixes e mantendo os méto-
dos atuais de criação.
 V. Recorrer da multa, argumentando que os híbridos não cau-
sam nenhum desequilíbrio ecológico, já que não fecundam os 
óvulos das fêmeas selvagens.
a) As medidas II e IV.
b) As medidas III e IV.
c) As medidas II e V.
d) Apenas a medida I.
e) Apenas a medida III.
 C1 • H4 / C3 • H12 
35 As queimadas que acompanham o desmatamento determinam 
as quantidades de gases emitidas não somente da parte da 
biomassa que queima, mas também da parte que não queima. 
Quando há uma queimada, além da liberação de gás carbônico 
(CO
2
), são liberados também gases-traço como metano (CH
4
), 
monóxido de carbono (CO) e nitroso de oxigênio (N
2
O). A 
parte da biomassa que não queima na queimada inicial, que é 
quente, com chamas, também será oxidada. Parte disto ocorre 
por processos de decomposição (com alguma emissão de CH
4
 
pela madeira consumida por cupins) e parte pelas requeima-
das (queimadas das pastagens e capoeiras, que também con-
somem os remanescentes da floresta original ainda presentes 
nas áreas), queimadas estas de temperatura reduzida, com for-
mação de brasas e maiores emissões de gases-traço.
FEARNSIDE, P. M. Fogo e emissão de gases de efeito estufa dos 
ecossistemas florestais da Amazônia brasileira. Estudos Avançados, 
São Paulo, vol. 16, n. 44, jan./abr. 2002. Disponível em: <www.scielo.br/
scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142002000100007>. 
Acesso em: jan. 2014.
Cientes do papel das queimadas no agravamento do efeito estu-
fa, alguns grupos ambientalistas defendem a proibição de uma 
prática muito comum no cerrado: a realização de queimadas con-
troladas. Quanto a isso, podemos dizer que:
a) a realização de queimadas, mesmo que controladas, deve ser 
proibida nas áreas de cerrado, pois, além de agravar o efeito 
estufa, reduz a biodiversidade nesse bioma.
b) a realização de queimadas controladas deve ser mantida, pois 
impede o acúmulo de matéria orgânica e, consequentemente, 
a ocorrência de incêndios naturais de grandes proporções.
X
35. Quando realizadas corretamente, 
as queimadas controladas são 
importantes para impedir o acúmulo 
de matéria orgânica no solo. Como 
a ocorrência de incêndios naturais 
é comum no cerrado, o acúmulo de 
matéria orgânica pode resultar em 
incêndios de grandes proporções, que 
destroem a vegetação. Essa vegetação, 
de modo geral, possui adaptações que 
permitem a ela sobreviver apenas a 
incêndios de pequenas proporções.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 34 24/02/14 22:56
35
c) a realização de queimadas controladas deve ser mantida, pois 
o fogo é um elemento importante para o cerrado, e não surge 
sem a ação humana.
d) as queimadas devem ser proibidas, pois não é possível reali-
zar queimadas controladas no cerrado devido à grande quan-
tidade de matéria orgânica acumulada e à escassez de água 
nesse bioma.
e) as queimadas controladas devem ser proibidas, pois prejudi-
cam o ciclo de vida das plantas do cerrado, que não têm adap-
tações para resistir ao fogo.
 C3 • H8 / C3 • H11 / C5 • H19 
36 A pesquisa brasileira do etanol de segunda geração conquis-
tou uma articulação inédita. [...] O alvo é aproveitar o bagaço e 
a palha da cana-de-açúcar, fontes de celulose que respondem 
por dois terços da energia da planta, mas não são convertidos 
em biocombustíveis. [...]
Resíduos como aparas de madeira, bagaço de cana ou sa-
bugo de milho são formados por celulose e podem transfor-
mar-se em biocombustível quando submetidos a reações de 
hidrólise, um processo químico de quebra de moléculas. Uma 
grande vantagem dessa abordagem seria reduzir a competição 
entre biocombustíveis e alimentos, produzindo, no caso do 
aproveitamento do bagaço, mais etanol por área plantada. [...]
MARQUES, F. O alvo é o bagaço. Pesquisa FAPESP, 
São Paulo, n. 163, set. 2009. Disponível em: 
<http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3934&bd=1&pg=1>. 
Acesso em: fev. 2014.
Analise as seguintes afirmações:
 I. O etanol de segunda geração é uma fonte sustentável de 
energia e pode diminuir a utilização de combustíveis à base 
de petróleo.
 II. A quantidade de etanol que pode ser obtida a partir da celu-
lose é maior que a quantidade que pode ser obtida a partir da 
sacarose, no caso da cana-de-açúcar.
III. A hidrólise da celulose não pode ser realizada por enzimas.
IV. Apenas gramíneas podem ser utilizadas para obtenção de eta-
nol de segunda geração.
De acordo com o texto anterior, podemos dizer que estão corre-
tas somente as afirmações:
a) I e III.
b) I e II.
c) II e III.
d) III e IV.
e) II e IV.
36. O Brasil é um dos países que lideram a 
busca pela produção em larga escala 
de etanol de segunda geração. Esse 
produto é uma fonte renovável de 
energia muito promissora, já que é 
obtido a partir do polissacarídio mais 
abundante na natureza: a celulose. 
As duas técnicas mais auspiciosas de 
hidrólise da celulose são a hidrólise 
ácida e a hidrólise enzimática. 
Vale mencionar que a busca por 
enzimas capazes de degradar a 
celulose envolveu o estudo de seres 
que se alimentam desse polímero, 
como algumas bactérias, fungos e 
protozoários.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_001-035.indd 35 25/02/14 19:15
 C3 • H11 
37 Os avanços da ciência, sobretudo da biologia, têm ganhado no-
tável repercussão na imprensa, responsável por apresentar as 
novas descobertas para o grande público à medida que elas vão 
saindo dos laboratórios. Consequentemente, intensificam-se os 
debates sobre a que ponto a ciência pode ou deve chegar. Leia os 
textos seguintes, que discutem a manipulação genética:
Texto 1 (notícia de jornal):
Em pouco tempo, atletas começarão a usar a manipulação 
genética como doping para aumentar desde os seus músculos 
até a sua velocidade [...]. As técnicas que interessam aos espor-
tistas são uma forma de geneterapia. Com a ajuda de um vírus, 
por exemplo, insere-se no genoma de um indivíduo, DNA que 
não é dele. A ideia é colocar genes normais no lugar de genes 
defeituosos em portadores de doenças genéticas.
MIOTO, Ricardo. “Doping genético virá, afirma especialista”. Folha de 
S.Paulo, São Paulo, 14 fev. 2010. Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/
folha/ciencia/ult306u694117.shtml>. 
Acesso em: fev. 2014.
Texto 2 (reflexão de um livro de filosofia):
Tudo o que a biologia pode fazer, como ciência, é nos 
dizer que manipulação genética é tecnicamente possível [...]: a 
biologia nos diz como fazer, mas não se devemos fazer. A bio-
logia nos diz o que é biologicamente possível ou impossível. 
Mas fixar, no campo do possível, um limite que a biologia não 
deveria transpor em nenhum caso é coisa que a biologia, como 
qualquer ciência, é definitivamente incapaz de fazer. Que limi-
tes para a biologia? A biologia não responde.
COMTE-SPONVILLE, André. O capitalismo é moral? – sobre algumas coisas 
ridículas e as tiranias donosso tempo. 
São Paulo: Martins Fontes, 2005. p. 49-50.
Somando as contribuições das duas leituras, é possível concluir 
que:
a) a biologia pode fornecer diversas soluções para problemas 
tanto de atletas quanto de deficientes sem que haja restrições 
éticas.
b) apesar das vantagens potenciais das novas tecnologias, é im-
portante que seus usos sejam discutidos em outras instâncias.
c) o grau máximo de desenvolvimento científico será atingido 
quando a ciência aprender a se autorregular.
d) a manipulação genética é antiética por natureza, sendo neces-
sário proibi-la antes que a utilizem indiscriminadamente.
e) a biologia é uma ciência perigosa, e a prova disso é a utilização 
de vírus nas técnicas de manipulação genética.
37. A questão não pretende analisar a 
manipulação genética do ponto de 
vista ético ou técnico, mas apenas 
a usa como exemplo para discutir a 
impossibilidade da biologia, como 
ciência, em definir seus próprios 
limites.
X
36
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 36 24/02/14 23:09
 C4 • H13 
38 Uma doença bastante rara, de herança recessiva ligada ao sexo, 
é muito recorrente em determinada família. Antes de engravidar, 
uma integrante dessa família quis saber se havia alguma possi-
bilidade de que tal doença afetasse um futuro filho ou filha. Para 
isso, consultou um geneticista e juntos montaram a genealogia 
da família, que resultou no seguinte heredograma:
Legenda
I
II
III
Homem normal
Mulher normal Mulher afetada
Homem afetado
1
1 2 3 4
1 2
5
2
Heredograma de uma família que apresenta uma rara doença de herança reces-
siva ligada ao sexo. Os algarismos romanos (I, II e III) referem-se às gerações, 
enquanto os arábicos (1, 2, 3, 4 e 5) indicam os indivíduos.
Sabendo que a mulher que deseja ter filhos está representada 
no heredograma pelos números III-2 e que ela é casada com um 
homem normal e não relacionado à família, escolha a alternativa 
correta sobre a probabilidade de que seus filhos sejam afetados:
a) 50% de probabilidade tanto no caso de um filho como de uma 
filha.
b) 50% de probabilidade, havendo 100% de chance no caso de 
um filho e, no caso de uma filha, nenhuma chance.
c) Não há nenhuma probabilidade de que tenha um filho ou filha 
afetados.
d) 25% de probabilidade tanto no caso de um filho como de uma 
filha.
e) 25% de probabilidade, havendo 50% de chance no caso de 
um filho e, no caso de uma filha, nenhuma chance.
 C4 • H14 / C5 • H17 
39 Um dos processos essenciais para a manutenção da vida é a res-
piração celular. Para que possamos realizar essa função, contamos 
com a ajuda das hemácias, células especializadas no transporte de 
oxigênio do pulmão para os demais órgãos do corpo. Esse trans-
38. Como se trata aqui de herança recessiva 
ligada ao sexo, os homens afetados 
são XaY e as mulheres XaXa. Logo, II-4 
só pode ser XaY, e sua filha, III-2, XAXa. 
O marido dela, um homem normal, é, 
necessariamente, XAY. Portanto, deve-se 
calcular a probabilidade de geração de 
filhos/filhas afetados resultantes de um 
cruzamento entre XAXa e XAY. Para filha, 
os genótipos possíveis são XAXA e XAXa, 
e para filho, XAY e XaY. O resultado é 
25% de probabilidade de que os filhos, 
de uma forma geral, sejam afetados, 
havendo 50% de chance no caso de um 
filho e 0% no caso de uma filha.
X
37
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 37 25/02/14 19:33
porte ocorre graças à presença de moléculas de hemoglobina no 
interior das hemácias. A hemoglobina é capaz de capturar o oxigê-
nio do pulmão e, depois, liberá-lo nos órgãos que necessitam de 
aeração. Considere a reação e o gráfico a seguir:
CO
2
 + H
2
O  H
2
CO
3
  H+ + HCO–
3
Equação da reação entre o gás carbônico (CO
2
) liberado pela res-
piração celular e a água (H
2
O) presente tanto nas células quanto 
na corrente sanguínea, produzindo ácido carbônico (H
2
CO
3
), que 
logo se dissocia em H+ e HCO
3
–.
100
80
60
40
20
20 40
pH 7,2
pH 7,4
60 80
Teor de oxigênio
%
 d
e 
sa
tu
ra
çã
o 
de
 o
xi
gê
ni
o
da
 h
em
og
lo
bi
na
1000
Curva da dissociação do oxigênio da hemoglobina em relação ao teor de oxigênio no 
meio. A linha tracejada representa a dissociação em condições normais do pH san-
guíneo, como as apresentadas no pulmão; a linha contínua representa a dissociação 
em sangue próximo aos órgãos de alta taxa metabólica, como os músculos durante 
um exercício.
Sabendo que a atividade metabólica dos órgãos implica a ocor-
rência de respiração celular para suprir a demanda energética, é 
possível concluir que a circulação de oxigênio no corpo humano é 
um processo:
a) desfavorecido pela atividade dos órgãos, pois a acidez resul-
tante da atividade metabólica pode comprometer a ação da 
hemoglobina.
b) desfavorecido pela atividade dos órgãos, porque a hemoglobi-
na tem como função captar oxigênio justamente para manter 
o pulmão como o órgão mais ventilado.
c) favorecido pela atividade dos órgãos, pois a produção intensa 
de gás carbônico leva à redução do pH, o que contribui para a 
liberação de oxigênio pela hemoglobina.
d) favorecido pela atividade dos órgãos, pois a acidez decorrente 
do metabolismo contribui para que a hemoglobina capte mais 
oxigênio.
e) indiferente à atividade dos órgãos, pois a produção de gás 
carbônico e a acidez do sangue não influenciam na liberação 
de oxigênio.
39. A equação demonstra que a reação 
química entre o gás carbônico liberado 
pela respiração celular e a água 
resulta em um ácido, o que implica 
diminuição do pH do meio (sangue). 
O gráfico, por sua vez, mostra que, 
quando o pH é mais baixo, a saturação 
de oxigênio na hemoglobina diminui, 
isto é, o oxigênio dissocia-se com 
mais facilidade. Assim, conclui-se que 
a circulação de oxigênio é favorecida 
pela atividade metabólica, justamente 
pela redução do pH do meio.
X
38
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 38 24/02/14 23:09
 C4 • H14 
40 As estatísticas sugerem que as pessoas com níveis elevados de 
um certo tipo de colesterol, o HDL (lipoproteínas de alta den-
sidade), correm menos riscos de infarto causado por ateros-
clerose, o entupimento das artérias. Por isso mesmo, o HDL é 
chamado colesterol bom, em oposição ao LDL (lipoproteínas de 
baixa densidade), o colesterol mau. Mas nunca ficou demons-
trado que o HDL realmente impede a formação dos depósitos 
gordurosos que acabam por entupir as artérias. Sabia-se apenas 
que o HDL varre parte do colesterol mau da corrente sanguínea.
“Os segredos do colesterol bom”. Superinteressante, São Paulo, n. 51, dez. 
1991. Disponível em: <http://super.abril.com.br/saude/hdl-ldl-segredos-
colesterol-bom-440104.shtml>. Acesso em: fev. 2014.
Segundo o texto, podemos afirmar que:
a) não há nenhuma comprovação de que a ingestão de certo tipo 
de colesterol aumente o risco de aparecimento de doenças 
cardiovasculares.
b) as estatísticas mostram que altos índices de colesterol estão 
relacionados a baixos riscos de aparecimento de doenças car-
diovasculares.
c) o colesterol bom e o colesterol ruim recebem essa designação 
por conta de seus efeitos na saúde humana.
d) o colesterol bom pode ser consumido sem restrições, pois é 
benéfico à saúde humana.
e) o colesterol bom possui duas funções comprovadas: ajuda na 
eliminação do colesterol mau e reduz os depósitos gordurosos 
da corrente sanguínea.
 C3 • H11 
 41 Uma das formas de tratamento de doenças mais estudadas atual-
mente é a terapia celular, que consiste na utilização de células 
para reparar órgãos e tecidos. As principais células adotadas para 
a terapia celular são as células-tronco embrionárias, capazes de 
se diferenciar em qualquer tecido do corpo, sendo, por isso, cha-
madas depluripotentes. O texto seguinte discute o uso de huma-
nos e animais nos testes clínicos envolvendo a terapia celular:
[...] como observar se as células injetadas chegaram ao ór-
gão-alvo e se diferenciaram somente no tecido que precisa 
ser reparado? Como verificar se não houve rejeição? Ou, mais 
importante, se houve um efeito clínico? Não há como descobrir 
isso sem utilizar modelos animais, infelizmente.
O primeiro teste com células-tronco embrionárias [...] apro-
vado nos Estados Unidos pelo FDA [Food and Drug Adminis-
tration, agência governamental que regula produtos alimen-
tícios e medicamentos nos Estados Unidos] para lesionados 
40. O texto deixa claro que a atribuição 
dos termos “bom” e “mau” aos 
diferentes tipos de colesterol ocorre 
porque o HDL está relacionado a um 
menor risco de ocorrência de doenças 
cardiovasculares, ao contrário do LDL.
X
41. No texto, nota-se a necessidade de 
estudos prolongados antes que sejam 
feitos testes em humanos. Além de 
observar a rejeição ou aceitação das 
células, é preciso comprovar o efeito 
clínico desejado e garantir que não 
haja risco de formação de tumores.
39
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 39 25/02/14 19:33
de medula só foi liberado após vários anos de pesquisas em 
camundongos. Antes de testar seres humanos era necessário 
saber se elas regeneravam neurônios em camundongos e, mais 
ainda, se não formavam tumores.
ZATZ, Mayana. “Por que defendo as pesquisas com animais”. VEJA.com, 
21 out. 2010. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/genetica/sem-
categoria/por-que-defendo-as-pesquisas-com-animais>. Acesso em: fev. 2014.
Considerando os aspectos éticos dos testes em humanos e em 
animais, assinale a alternativa correta:
a) Uma vez confirmado o potencial terapêutico das células-tronco 
embrionárias em animais, seu uso em humanos já deve ser per-
mitido, para que a terapia celular alcance resultados quanto an-
tes.
b) Utilizar animais em testes é um erro, pois as respostas biológicas 
observadas nesses modelos não fornecem informações sobre as 
reações humanas a possíveis terapias.
c) Testar células-tronco embrionárias em humanos não é algo muito 
problemático, pois o máximo que pode acontecer é a rejeição das 
células, com o consequente desperdício de algum material.
d) Um dos principais problemas relacionados ao uso das células- 
-tronco embrionárias é a possibilidade de formação de tumor nos 
pacientes; por isso, tal uso deve ser exaustivamente estudado 
antes que sejam feitos testes em humanos.
e) Seria melhor isentar os testes com células-tronco embrionárias 
em humanos e animais de certas questões éticas, que só retar-
dam o avanço da medicina, uma vez que tais testes são seguros 
e importantes para o estudo de formas de tratamento.
 C1 • H3 
42 Um casal teve um filho do sexo masculino que, nos primeiros 
anos de vida da criança, foi diagnosticado como vítima de distro-
fia muscular progressiva, uma doença recessiva ligada ao sexo, 
de baixa frequência na população. A mãe da criança possuía his-
tórico familiar dessa doença, porém, como ela própria não apre-
sentava nenhum sintoma, acreditou que não haveria nenhuma 
possibilidade de seu filho nascer com tal mal. Após a realização 
de exame genético dos pais e do filho, o pai acusou a mãe de ser 
a culpada pela doença do rebento. Os resultados do exame estão 
condensados na tabela seguinte:
Genótipo
Filho XaY
Pai XAY
Mãe XAXa
X
42. Acusações como a mencionada nesta 
questão são recorrentes no campo do 
aconselhamento genético. De pronto 
e imediato, o que os geneticistas 
respondem em casos como esse é 
que o pai também tem sua parcela de 
culpa, pois, se o alelo transmitido fosse 
o outro, a criança não correria o risco 
de nascer com a doença.
40
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 40 24/02/14 23:09
Conhecendo o genótipo dos pais e da criança, é possível concluir 
que a acusação:
a) depende de mais esclarecimentos, porque o exame genético, 
sozinho, não fornece informações sobre quem transmitiu cada 
alelo.
b) procede, porque a mãe apresentava o fenótipo, mas não quis 
revelar o fato.
c) procede, porque foi a mãe que transmitiu o alelo Xa, sendo 
que a criança nasceria com o mal independentemente do ale-
lo transmitido pelo pai.
d) não procede, pois, se o pai tivesse transmitido o XA em vez 
do Y, a criança seria do sexo feminino e não apresentaria a 
doença.
e) não procede, porque o alelo afetado foi transmitido pelo pai e 
não pela mãe.
 C4 • H15 
43 O sistema imunológico é o responsável pela defesa do corpo, sen-
do essencial para que possamos prevenir e combater infecções, 
já que mantemos contato contínuo com organismos patogênicos, 
como os vírus, bactérias, fungos etc. Apesar de possuirmos esse 
sistema de defesa, nem sempre somos capazes de nos defender 
sozinhos; por isso, os soros e as vacinas foram desenvolvidos. 
Ambos contribuem para a defesa imunológica, mas de formas 
distintas. Observe os gráficos A e B:
TempoTempo
1a inoculação
do antígeno
2a inoculação do
mesmo antígeno
Resposta
primária
100
10
1
Resposta
secundária
Co
nc
en
tr
aç
ão
 d
e
an
ti
co
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uí
ne
o
Interpretando os gráficos, podemos afirmar que:
a) o gráfico A se refere ao soro, pois a inoculação de um antígeno 
seguida de uma resposta imune do próprio corpo caracteriza a 
sua atuação.
b) o gráfico B se refere ao soro, o qual contém um concentrado 
de antígenos que combatem imediatamente os organismos 
patogênicos.
c) ambos os gráficos se referem a soros e vacinas, que agem de 
forma diferente no corpo, dependendo das condições do meio.
X
43. Os gráficos A e B são representações 
esquemáticas da ação de vacinas e 
soros, respectivamente. O modo de 
atuação da vacina é denominado 
imunização ativa, pois é o próprio 
corpo que produz anticorpos a 
partir do contato com antígenos, 
havendo o estabelecimento de uma 
memória imunológica. Já o soro, um 
concentrado de anticorpos, age por 
meio da imunização passiva, pois 
combate imediatamente o patógeno, 
sem a criação de uma memória 
imunológica.
41
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 41 24/02/14 23:09
d) o gráfico B se refere à vacina, pois apenas as vacinas contêm 
uma grande quantidade de anticorpos que agem imediata-
mente após a inoculação.
e) o gráfico A se refere à vacina, pois a inoculação de um antí-
geno é usada para estimular uma resposta imune do corpo, 
enquanto o gráfico B se refere ao soro, que contém um con-
centrado de anticorpos.
 C4 • H15 / C5 • H17 
44 A hemoglobina fetal é um tipo especial de hemoglobina presente 
apenas nos fetos e nos bebês, sendo gradualmente substituída 
pela hemoglobina adulta. Os dois tipos de hemoglobina possuem 
diferenças que refletem as distintas condições de obtenção de 
oxigênio no feto e no indivíduo adulto. Observe a figura a seguir:
200
20
40
40
60
60
Fetal
Materno
80
80
100
Pressão de oxigênio (mmHg)
Sa
tu
ra
çã
o 
(%
)
Gráfico que mostra a curva de dissociação da hemoglobina no sangue materno e 
no sangue do feto de um mamífero, indicando a saturação de oxigênio (%) em 
relação à pressão do mesmo gás (mmHg).
Com relação às diferenças entre a hemoglobina materna e a he-
moglobina fetal, pode-se concluir que:
a) a hemoglobina fetal tem afinidade menor pelo oxigênio por-
que o feto ainda não é um indivíduo completamente desen-
volvido.
b) a hemoglobina fetal apresenta afinidade menor pelo oxigê-
nio porque, no caso do feto, a disponibilidade e, consequente-
mente, a pressão de oxigênio são menores,implicando uma 
saturação mais baixa.
c) a hemoglobina fetal possui afinidade maior pelo oxigênio por 
conta da maior dificuldade encontrada pelo feto para obter 
esse gás, dependendo da difusão que ocorre a partir do san-
gue materno que irriga a placenta.
X
44. Os valores mais altos de saturação 
para uma mesma pressão de 
oxigênio indicam que a afinidade 
da hemoglobina fetal por esse gás 
é maior. A explicação mais plausível 
para esse fenômeno refere-se às 
condições nas quais o feto se encontra: 
o acesso ao oxigênio é muito mais 
limitado, estando restrito à difusão 
pela placenta. Logo, para assegurar um 
suprimento suficiente de oxigênio, a 
hemoglobina fetal “assimila” esse gás 
com mais facilidade.
X
42
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 42 24/02/14 23:09
d) a hemoglobina fetal apresenta afinidade maior pelo oxigênio 
a fim de compensar o pulmão pouco efetivo na assimilação 
do oxigênio presente no líquido amniótico.
e) a hemoglobina fetal possui afinidade maior pelo oxigênio 
porque o feto precisa de muito mais oxigênio para sobreviver, 
por encontrar-se em uma etapa bastante ativa de desenvolvi-
mento.
 C4 • H14 / C5 • H18 
45 O tecido responsável por nossa locomoção, o qual determina o 
movimento dos membros, é o muscular estriado esquelético. As 
fibras musculares pertencentes a esse sistema, embora contem 
com características em comum, possuem certas diferenças que 
dizem respeito ao tipo de atividade realizada. Há dois tipos prin-
cipais de fibras musculares: as fibras rápidas ou vermelhas e as 
fibras lentas ou brancas. As principais diferenças entre ambas es-
tão resumidas na seguinte tabela:
Tipo de 
fibra
Movimento Diâmetro
Concentração 
de mioglobina
Mitocôndrias
Metabolismo 
predominante
Substratos 
principais
Rápida ou 
branca
Brusco e 
potente
Grande Baixa Poucas
Anaeróbio 
(fermentação)
Glicose e 
glicogênio
Lenta ou 
vermelha
Lento e 
duradouro
Pequeno Alta Muitas
Aeróbio 
(respiração)
Glicose e 
ácidos graxos
Considerando as diferenças apresentadas entre as fibras muscula-
res, selecione a alternativa incorreta:
a) As características das fibras lentas favorecem a produção de 
energia em níveis constantes durante períodos longos, o que 
se deve à mioglobina, que mantém uma alta disponibilidade 
de oxigênio para a ocorrência de respiração aeróbia.
b) As características das fibras rápidas favorecem um movimen-
to explosivo com, provavelmente, alto consumo do substrato, 
visto que a fermentação produz relativamente pouca energia 
a cada substrato consumido.
c) As cãibras, decorrentes do acúmulo de ácido lático, devem es-
tar mais associadas às fibras lentas, por conta da presença 
numerosa de mitocôndrias, cujo metabolismo é intenso.
d) O grande diâmetro das fibras rápidas deve estar relacionado 
com a elevada quantidade de unidades de contração no inte-
rior da fibra, responsáveis pelo movimento brusco e explosivo.
e) As fibras lentas, por possuírem calibre menor e grande quan-
tidade de mitocôndrias, devem contar com um acesso maior 
ao oxigênio, de modo que o metabolismo aeróbio não seja 
prejudicado, o que comprometeria sua atuação.
45. A elevada produção de ácido lático 
– relacionada às cãibras – decorre do 
intenso metabolismo anaeróbio, típico 
das fibras rápidas ou brancas.
X
43
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 43 24/02/14 23:09
 C1 • H3 / C4 • H16 
46 Os conceitos científicos costumam marcar presença em diversas 
áreas, como a do entretenimento, que pode utilizá-los com fins 
didáticos, indo além da mera intenção de divertir. Leia a tirinha 
cômica a seguir, que ilustra um diálogo hipotético entre o cientis-
ta Charles Darwin e as figuras de Adão e Eva:
RUAS, C. Darwin. Um sábado qualquer..., 2 mar. 2009. Disponível em: 
<www.umsabadoqualquer.com/79-darwin-3>. 
Acesso em: jan. 2014.
A correção da fala de Adão feita por Darwin refere-se à tese de 
que a espécie humana atual:
a) foi originada por uma linhagem de macacos viventes.
b) é constituída por primatas que possuem um parentesco com 
os macacos viventes; tal parentesco possivelmente se relacio-
na ao gênero.
c) compartilha um ancestral comum com os macacos atuais, mas 
ambas as espécies são representantes de linhagens distintas. 
d) serviu de ancestral aos macacos atuais, embora sejam repre-
sentantes de uma linhagem de outro gênero.
e) compartilha, com os macacos viventes, o último ancestral co-
mum antes do surgimento da nossa espécie.
 C4 • H15 / C5 • H17 / C5 • H18 
 47 A propagação de impulsos nervosos ocorre por meio de rápidos 
potenciais de ação nos neurônios, os quais se dão ao longo do 
axônio. Esses estímulos influenciam na abertura e no fecha-
mento de canais de íons voltagem-dependentes, sobretudo de 
sódio e potássio, que alteram o potencial de membrana em um 
curto tempo. Em linhas gerais, pode-se dizer que a membrana, 
polarizada, sofre rapidamente uma despolarização, passando 
de um potencial de repouso negativo para um positivo. Em se-
guida, ocorre a repolarização, com o potencial de membrana 
retornando ao repouso. Observe as figuras a seguir, que se re-
ferem ao mesmo fenômeno, visto, porém, segundo variáveis 
diferentes.
46. A espécie humana compartilha com 
os macacos viventes um ancestral 
comum. Esse ancestral, embora já fosse 
um primata, não era nem um macaco, 
nem um hominídeo. Já o nosso último 
ancestral comum é compartilhado com 
uma espécie fóssil do gênero Homo, 
sendo que a única espécie vivente do 
gênero Homo é a nossa, Homo sapiens.
X
47. A repolarização está relacionada, 
essencialmente, à saída de íons 
potássio. O fato de a curva da 
permeabilidade relativa da membrana 
ter um pico seguido de uma queda 
não sugere um refluxo de íons de sódio 
(no próprio enunciado, está claro que 
tal curva “não especifica o sentido do 
movimento”), e sim uma abertura de 
canais seguida do seu fechamento.
44
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 44 25/02/14 19:33
10
–70
0
+30
2
Tempo (ms)
Po
te
nc
ia
l d
e 
m
em
br
an
a 
(m
V
)
3 4
Potencial limiar
Potencial de repouso
da membrana
Pós-hiperpolarização
Potencial de ação
6
1
2
7
3 5
4
Gráfico 1
2 3 41
Gráfico 2
0
Tempo (ms)
Pk
PNa
Pe
rm
ea
bi
lid
ad
e 
re
la
ti
va
da
 m
em
br
an
a
Gráficos representando, na mesma escala de tempo, o potencial de ação: (1) po-
tencial de membrana passando de um potencial de repouso de –70 mV para +30 
mV, seguido de uma hiperpolarização antes do retorno ao repouso; (2) permea-
bilidade relativa da membrana do axônio aos íons sódio (Na+) e potássio (K+). A 
permeabilidade relativa informa quão permeável a membrana está à entrada ou 
à saída desses íons, mas não especifica o sentido do movimento.
Relacionando-se o gráfico do potencial de membrana com o da 
permeabilidade relativa da membrana, é incorreto concluir que:
a) a despolarização está relacionada à entrada de íons sódio, 
pois a rápida entrada desses íons, que atinge o pico antes de 
1 ms, correlaciona-se com a rápida elevação do potencial de 
membrana.
b) a rápida repolarização da membrana indica que a movimen-
tação de íons sódio mudou de sentido, deixando de entrar na 
célula para sair dela, em um intervalo de tempo muito curto.
c) a repolarização está relacionada à saída de íons potássio, fato 
que contribui para a queda do potencial de membrana.
d) a hiperpolarização é resultado da saída excedente de íons 
potássio, cuja ocorrência provavelmente está relacionada à 
garantia de que o axônio retorne ao potencial de repouso.
e) as alterações do potencial de membrana influenciam na 
abertura dos canais e vice-versa, resultando em curvas cor-
relacionadas que demonstram quão orquestradossão esses 
processos.
X
45
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 45 24/02/14 23:09
Figura para as questões 48 e 49:
1 4 14 28
Crescimento do folículo Ovulação
Corpo lúteo
Hipófise Hormônio luteinizante (LH)
Hormônio folículo estimulante (FSH)
Progesterona
Estradiol
Menstruação
Menstruação
Tr
aj
et
ór
ia
 d
o
ov
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Ci
cl
o
ut
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hi
po
fis
ár
io
s
Ci
cl
o
ov
ar
ia
no
Dia do ciclo menstrual
Ovócito II
Fase folicular Fase lútea
Representação esquemática do ciclo menstrual humano sob diferentes aspectos: 
esquema do ciclo ovariano, gráfico da liberação de hormônios pela hipófise, grá-
fico da liberação de hormônios pelo ovário, esquema do ciclo uterino e trajetória 
do ovócito no aparelho reprodutor feminino.
 C1 • H2 / C5 • H17 
48 O ciclo menstrual é regulado por diversos hormônios, com des-
taque para o estradiol, a progesterona, o hormônio luteinizante 
(LH) e o hormônio folículo estimulante (FSH). Da mesma forma, 
o controle desse ciclo para fins contraceptivos ocorre por meio 
de hormônios. Por exemplo, a pílula, que deve ser ingerida com 
regularidade a partir do primeiro dia de menstruação, contém 
dois hormônios sintéticos que simulam o estradiol (uma classe de 
estrógeno) e a progesterona.
Com base no esquema do ciclo menstrual apresentado na figura 
anterior, é possível afirmar que, a fim de evitar uma gravidez 
indesejada, o efeito da pílula age especialmente:
a) nos primeiros dias do ciclo menstrual, evitando que a mens-
truação termine e, dessa forma, mantendo a descamação do 
útero para que não haja fertilização do óvulo ou implantação 
do embrião no útero.
48. Para evitar a gravidez indesejada, 
deve-se impedir o desenvolvimento 
dos folículos e, principalmente, 
da ovulação. No ciclo menstrual, o 
FSH induz os folículos ovarianos a 
amadurecerem os ovócitos. Um dos 
folículos se desenvolve e produz o 
estrógeno, que inibe a produção de 
FSH em feedback negativo. Em altas 
concentrações, o estrógeno estimula a 
produção de LH, cujo pico representa o 
sinal para a ovulação. Sob influência do 
LH, ocorre produção de progesterona 
pelo corpo lúteo, que atua também em 
feedback negativo e inibe o LH. Logo, a 
pílula mantém altos níveis de estrógeno 
(ou estradiol, no caso) e progesterona, 
impedindo que haja o pico de produção 
de LH e inibindo o FSH.
46
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 46 26/02/14 15:30PDF2
b) entre o 4o e o 14o dia, evitando que o corpo produza estradiol, 
pois níveis altos desse hormônio podem estimular a produção 
de LH.
c) no 14o dia, mantendo níveis altos de estradiol e progesterona 
e evitando que a hipófise produza LH, o sinal para que haja a 
ovulação, e FSH, responsável pelo desenvolvimento dos folícu-
los ovarianos.
d) no 14o dia, mantendo níveis altos de progesterona e estradiol, 
de modo que os níveis de LH e FSH também se mantenham 
altos, evitando, assim, a ovulação.
e) entre o 14o e o 28o dia, para que, após a ovulação, a menstru-
ação seja antecipada, por conta da presença de progesterona, 
e elimine a possibilidade de haver implantação do embrião no 
útero.
 C1 • H3 / C5 • H17 
49 Ao ouvir uma conversa informal entre meninas, uma experiente 
médica especializada em reprodução escutou que “nenhuma mu-
lher é capaz de engravidar antes da sua primeira menstruação”. 
Baseando-se na figura apresentada anteriormente, é possível 
concluir que a médica, caso resolvesse intervir na conversa das 
meninas, diria que tal afirmação é:
a) falsa, pois, como a menstruação ocorre após a ovulação, a me-
nina que menstrua pela primeira vez passa por um período 
fértil antes disso.
b) falsa, porque as mulheres já nascem com todos os seus ovóci-
tos produzidos, sendo que estes já podem ser fertilizados.
c) falsa, dado que os ciclos menstruais podem ser irregulares, 
variando de mulher para mulher; ou seja: há meninas que 
ovulam logo antes da primeira menstruação (podendo engra-
vidar antes dela) e outras logo depois.
d) verdadeira, pois a menstruação é justamente o que torna a 
mulher fértil, já que a descamação do útero ocorre concomi-
tantemente à liberação do ovócito.
e) verdadeira, pois, como o ciclo menstrual se inicia pela mens-
truação, não pode haver liberação de ovócitos caso ela ainda 
não tenha ocorrido.
 C5 • H17 / C8 • H28 
50 Os cavalos podem se locomover de três maneiras: andando, tro-
tando e galopando. O gráfico seguinte mostra como varia o con-
sumo de oxigênio pelo cavalo em função de sua velocidade de 
locomoção:
X
49. Considerar a menstruação como 
evento que marca o primeiro dia do 
ciclo menstrual é algo determinado 
por uma convenção, pois, em se 
tratando de um ciclo, qualquer ponto 
poderia marcar o começo. Em relação à 
primeira menstruação, ela se dá após a 
ovulação, existindo a possibilidade de 
ocorrer fertilização se houver relação 
sexual desprotegida.X
50. Reforce a ideia de que o consumo de 
oxigênio é um indicativo do consumo 
de energia pelo organismo. Discuta 
cuidadosamente o gráfico, discorrendo 
sobre a eficiência dos diferentes 
modos de locomoção.
47
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 47 24/02/14 23:09
Caminhada
Trote
Galope
100
50
0 1 2 3 4 5 6 7
Velocidade (m/s)
Co
ns
um
o 
de
 o
xi
gê
ni
o
(m
L 
de
 O
2 
po
r s
eg
un
do
)
Elaborado com base em: HOYT, D. F.; TAYLOR, C. R. Gait and the 
energetics of locomotion in horses. Nature, n. 292, 16 jul. 1981. p. 239-240.
Assinale a alternativa errada:
a) O oxigênio participa do processo de respiração celular, que 
está relacionado à liberação da energia proveniente da glico-
se; portanto, o consumo de oxigênio de um organismo é um 
indicativo do consumo de energia.
b) A velocidade do cavalo aumenta quando ele respira um ar 
com maior concentração de oxigênio, porque esse ar promove 
maior liberação de energia da glicose dentro das células.
c) O gráfico mostra que, de modo geral, quanto maior a veloci-
dade de locomoção, maior o consumo de oxigênio; ou seja: 
quanto maior a velocidade, maior o gasto energético.
d) Para manter uma velocidade de 1,5 m/s, o cavalo consome 
mais oxigênio trotando do que caminhando.
e) Para o cavalo, o modo mais eficiente de se locomover a 5 m/s 
é galopando, pois o consumo de energia é menor.
 C1 • H3 
51 A tatuagem é feita por meio da introdução de pigmentos na 
derme. Enquanto a epiderme (camada mais superficial da 
pele) se renova constantemente – o que explica a perda do 
bronzeado com o passar do tempo –, a derme não sofre alte-
rações.
Essa região é mais profunda, formada por tecido conjunti-
vo. Desse modo, quando os pigmentos são injetados ali, eles 
ficam imóveis, o que impede que a tatuagem saia ou se espa-
lhe para outras partes do corpo.
TEIXEIRA, S. P. Tudo no lugar. Ciência Hoje, Rio de Janeiro: Instituto 
Ciência Hoje/SBPC, n. 275, out. 2010. Disponível em: <http://cienciahoje.
uol.com.br/revista-ch/2010/275/tudo-no-lugar>. 
Acesso em: fev. 2014.
X
51. A epiderme é um tecido que não é 
irrigado por vasos sanguíneos. Já a 
derme, tecido conjuntivo abaixo da 
epiderme, não só é irrigada por tais 
vasos como é a responsável por nutrir 
as células vivas da epiderme.
48
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 48 25/02/14 19:33
Com base no texto, é possível concluir que:
a) para injetar os pigmentos na derme, a agulha da máquina de 
tatuar precisa passar pela epiderme. Isso pode provocar san-
gramento, pois a epiderme é irrigada por vasos sanguíneos.
b) nas peles bronzeadas, a derme se encontra em região mais 
profunda. É uma forma de o organismo se proteger das radia-
ções solares.
c) os pigmentos injetadosna derme não sofrem alterações quan-
do expostos ao Sol, porque a epiderme os protege da ação da 
radiação solar.
d) pode ocorrer sangramento enquanto se faz uma tatuagem, 
pois a derme é irrigada por vasos sanguíneos, e estes podem 
ser rompidos pelas agulhas que injetam os pigmentos.
e) enquanto se faz uma tatuagem, só ocorre sangramento quan-
do a agulha da máquina de tatuar atinge o tecido inferior à 
derme.
Leia o texto a seguir para responder às questões 52 e 53:
A partir da análise de fragmentos do DNA mitocondrial 
de barbatanas, um grupo norte-americano, com participação 
de pesquisador brasileiro, conseguiu reconhecer a região geo-
gráfica oceânica na qual tubarões-martelo da espécie Sphyrna 
lewini – globalmente explorada pela pesca – foram capturados.
O estudo analisou parte da sequência do DNA mitocondrial 
extraído de nadadeiras comercializadas. [...]
As barbatanas alimentam um mercado clandestino, princi-
palmente na Ásia, onde atingem alto valor comercial. A sopa 
de barbatana de tubarão é considerada pelos povos orientais 
uma iguaria, muito apreciada em cerimônias como casamentos 
e banquetes.
“Conseguimos associar todas as barbatanas analisadas a 
uma determinada área dentro dos oceanos, onde essa espé-
cie de tubarão-martelo habita, com base na similaridade entre 
a composição genética das barbatanas e estoques genéticos 
dos indivíduos dessas águas”, disse Danillo Pinhal, doutorando 
no Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista 
(Unesp), em Botucatu, à Agência FAPESP.
ALCÂNTARA, A. S. No rastro dos tubarões. Agência FAPESP, 
São Paulo, n. 167, jan. 2010. Disponível em: 
<http://agencia.fapesp.br/11498>. Acesso em: fev. 2014.
 C4 • H16 / C5 • H19 
52 Com base no texto, podemos afirmar que:
a) mitocôndrias são células especializadas das quais é mais fácil 
extrair DNA para análises como a descrita no texto.
b) o DNA mitocondrial, apesar de não ser importante para o fun-
cionamento da célula, mostra-se útil para pesquisas sobre di-
versidade e filogenia.
X
52. O DNA mitocondrial contém alguns 
dos genes relacionados ao processo 
de respiração celular. Durante a divisão 
celular, as mitocôndrias e seu DNA 
também são copiados; como em toda 
replicação de DNA, há a chance de 
ocorrerem mutações.
49
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 49 25/02/14 19:33
c) o DNA mitocondrial sofre mutações e é passado de geração a 
geração, assim como o DNA nuclear.
d) no caso dos tubarões, é mais fácil usar o DNA mitocondrial 
das barbatanas porque elas são estruturas relacionadas a uma 
atividade aeróbica (a locomoção).
e) as células da barbatana dos tubarões-martelo ou não tem nú-
cleo, ou não tem DNA no núcleo.
 C4 • H13 / C4 • H16 / C5 • H19 
53 Os resultados do estudo apresentado no texto nos permitem con-
cluir que:
a) há bastante variação genética entre os tubarões-martelo, mas 
essa variação não tem correlação com a área do oceano onde 
cada um deles foi capturado.
b) como os tubarões nadam bastante e podem se reproduzir em 
qualquer região do oceano, é possível relacionar sequências 
de DNA à distribuição geográfica desses animais.
c) a morfologia das barbatanas pode ser usada para identificar a 
região de origem de cada tubarão-martelo capturado.
d) é provável que muitos tubarões-martelo, por algum motivo, 
se reproduzam em regiões mais restritas, e não em diversas 
áreas do oceano.
e) o genótipo dos tubarões-martelo com importância comercial é 
diferente do genótipo daqueles que não são caçados.
 C3 • H11 
54 Leia a reportagem a seguir:
Cão pode ser chave para entender distrofia 
muscular, revela estudo da USP
[...]
O cachorro tem distrofia muscular, mesma doença degene-
rativa que tirou os movimentos do jovem [Anderson Oliveira, 
de 14 anos]. Contrariando todos os padrões de evolução da 
moléstia, o animal não tem problemas para se movimentar.
Testes em laboratório revelaram que ele é capaz de pular, 
correr e andar quase tão bem quanto um animal sem distrofia 
muscular.
[...]
Conhecida como GRMD* (sigla para distrofia muscular do 
golden retriever, em inglês), a doença é relativamente comum 
nessa raça.
Ela é provocada por um defeito num gene do cromossomo 
X, assim como a distrofia dos seres humanos.
Cientistas veem indícios de que o “segredo” de Ringo [nome 
do cão estudado] também possa estar ligado a uma alteração 
X
53. O estudo conseguiu correlacionar 
as sequências de DNA com a origem 
geográfica dos tubarões. Ou seja: 
em meio a toda a variação genética 
encontrada nos tubarões do mundo 
inteiro, ainda há grupos genéticos 
relacionados a certas áreas do oceano. 
Isso indica que muitos tubarões se 
reproduzem mais localmente, e que 
não há – de fato – uma pan-mixia entre 
todos eles (isto é, cruzamentos ao 
acaso e sem restrições).
X
54. A distrofia muscular de Duchenne 
é a mais comum e mais grave 
distrofia que afeta os humanos. É 
uma anomalia determinada por 
alelo recessivo ligado ao X, logo, a 
incidência do fenótipo é maior em 
homens. O combate a doenças como 
essa pode ser muito favorecido por 
estudos genéticos como o citado 
na reportagem. Vale lembrar que 
as técnicas de manipulação e de 
utilização de organismos que visam ao 
benefício do ser humano caracterizam 
a biotecnologia.
50
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 50 24/02/14 23:09
nesse cromossomo. Isso porque o cachorro conseguiu passar 
adiante essa “proteção” para pelo menos um de seus filhotes.
* GRMD: Golden Retriever Muscular Dystrophy.
MIRANDA, G. Cão pode ser chave para entender distrofia muscular, revela 
estudo da USP. Folha de S.Paulo, São Paulo, 20 nov. 2010. Disponível em: 
<www1.folha.uol.com.br/ciencia/833549-cao-pode-ser-chave-para-entender-
distrofia-muscular-revela-estudo-da-usp.shtml>. Acesso em: fev. 2014.
Com base nessa reportagem, é possível dizer que:
a) a GRMD é uma doença que só atinge fêmeas.
b) a GRMD é uma doença tão comum nos cães da raça golden 
retriever que não causa prejuízos a nenhum cão dessa raça.
c) o estudo de casos como esse, em que a doença não se manifes-
ta, ou se manifesta de forma atenuada, é importante para que 
se descubra a cura de doenças que afetam humanos, ou pelo 
menos maneiras de atenuá-las.
d) a distrofia muscular é uma doença que só ocorre em cães da 
raça de Ringo.
e) Ringo, mesmo doente, cuida de pelo menos um de seus filhotes.
 C4 • H13 
55 Graças ao uso de óculos e lentes corretivas, disfunções visuais 
como a miopia são, na maioria dos casos, facilmente soluciona-
das. Apesar disso, um casal (III-3 e III-4) que planeja ter filhos 
quis, antes, passar por uma análise genética para avaliar a pro-
babilidade de seus descendentes terem a visão normal. Sabe-se 
que a mãe da noiva é míope, assim como os avôs do noivo. No 
heredograma a seguir, é apresentada a genealogia de uma parte 
da família do casal:
I
II
III
1
1
1 2 3 4
?
5 6 7
2 3 4
2 3 4 5 6 7 8
Míope
Legenda
Visão normal
X
55. Observando-se o fenótipo da mãe 
da noiva (II-4), que é míope e filha de 
pais normais, chega-se à conclusão 
de que se trata de uma característica 
determinada por alelo recessivo. Esse 
fato nos leva à seguinte genealogia:
2 3 41
1
I
II
III
2
1 2 3 4
Míope
5 6 7
3 4
mm mm
mm
Mm MmM_
M_ M_
M_ M_ M_
?
Visão normal
M_ Mm Mm
MmMm
Mm Mm
M_
Trata-se, aqui, de um caso de 
probabilidade condicional, em que não 
é possível dizer com certeza o genótipo 
de um dos indivíduos – o noivo (III-3). 
Sabe-se apenas que ele é normal e, 
portanto, apresenta ao menos um gene 
dominante; logo, a probabilidade de 
que ele seja heterozigótico é de 2/3 e 
de que seja homozigótico, 1/3. Para que 
a criança nasça míope (homozigótica 
recessiva), é preciso que o noivo possuao gene recessivo, ou seja, ele deve ser 
obrigatoriamente heterozigótico. Sendo 
o pai heterozigótico, a probabilidade 
de a criança nascer com miopia é 
de 1/4. Porém, como não sabemos 
se ele realmente é heterozigótico, a 
probabilidade de a criança nascer com 
o problema é de 2/3 × 1/4 = 1/6.
51
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 51 24/02/14 23:09
Analisando as informações oferecidas, é possível concluir que a 
probabilidade de o casal vir a ter uma criança que necessite de 
óculos para correção de miopia é de:
a) 
3
12
b) 
11
12
c) 
1
4
d) 
1
12
e) 
1
6
 C5 • H17 
56 
Grande
extinção
do Permiano
Paleozoico
O
rd
ov
ic
ia
no
Si
lu
ria
no
D
ev
on
ia
no
Ca
rb
on
ífe
ro
Pe
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ia
no
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rá
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o
Cr
et
ác
eo
Ca
m
br
ia
no
Éo
n 
Pr
ot
er
oz
oi
co
Mesozoico Ceno-zoico
0
500
500 400
Milhões de anos atrás
300 200 100 0
0%
20%
40%
60%
80%
100%
600
1000
1500
2000
2500
Número de famílias
taxonômicas
Taxa de
extinção
Grande
extinção
do Cretáceo
Ta
xa
 d
e 
ex
ti
nç
ão
 %
 ( 
 
 
 ) Núm
ero de fam
ílias ( ) 
Fonte: CAMPBELL, N. D.; REECE, J. B. Biología. 7. ed. Madri: Editorial 
Médica Panamericana, 2007.
Número de famílias taxonômicas e os períodos de extinção em massa: o registro 
fóssil mostra um aumento da diversidade de organismos ao longo do tempo. 
As extinções em massa reduzem a diversidade, mas vêm segui-
das de períodos em que ela novamente aumenta, provavelmente 
em função da disponibilidade de novos nichos ecológicos. A taxa 
de extinção é a porcentagem estimada de famílias taxonômicas 
existentes que desapareceram em cada período geológico.
Entre as alternativas a seguir, qual é a única verdadeira, de acor-
do com o que foi apresentado no gráfico anterior?
a) No período considerado, o número de famílias taxonômicas só 
aumentou nos momentos em que a taxa de extinção caiu.
X
56. Em relação à alternativa c, a taxa 
de extinção do Permiano é de 
aproximadamente 67% e não 
se refere ao número de famílias, 
como sugerido. A alternativa d está 
errada porque a taxa de extinção 
e o número de famílias são dois 
fatores independentes – indicados, 
respectivamente, por porcentagem 
e por número absoluto –, e, por 
isso, não podem apresentar valores 
praticamente iguais. A alternativa e 
está correta porque as eras Mesozoica 
e Paleozoica presenciaram, ambas, um 
aumento de aproximadamente 1 000 
famílias taxonômicas.
52
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 52 25/02/14 19:33
b) Os últimos 200 milhões de anos foram os que menos apresen-
taram aumento no número de famílias taxonômicas.
c) Na grande extinção do Permiano, aproximadamente 1 500 fa-
mílias foram extintas do planeta.
d) Na passagem do Ordoviciano ao Siluriano, a taxa de extinção 
e o número de famílias apresentaram valores praticamente 
iguais.
e) A era Mesozoica e a Paleozoica tiveram aproximadamente 
o mesmo aumento no número absoluto de famílias taxonô-
micas.
 C4 • H13 / C4 • H14 
 57 Com base em seus conhecimentos sobre a reprodução humana, 
analise as imagens a seguir e assinale a alternativa correta:
2n
2n
Célula germinativa
primordial (2n)Célula germinativa
primordial (2n)
Crescimento
sem divisão
celular
Crescimento
sem
divisão
celular
Período
germinativo
Período
germinativo
Período
de
crescimento
Período
de
crescimento
Período
de
maturação
Período
de
maturação
Período de
diferenciação
2n 2n
2n
n n
E
D
A
1 2
B
C
Célula n
Célula n
Célula n
Célula n
F
n n n n
2n 2n
2n
n n
nnnn
a) O processo 1 corresponde à espermatogênese e o processo 2 
corresponde à fecundação.
b) No processo 1 (espermatogênese), as etapas A e C correspon-
dem à mitose e a etapa B corresponde à meiose.
c) No processo 2 (fecundação), as etapas D e F correspondem à 
mitose e a etapa E corresponde à meiose.
d) Na espermatogênese, mostrada no processo 1, a célula ger-
minativa passa pelas etapas de mitose, crescimento, meiose e 
diferenciação, nessa ordem.
e) Durante a gametogênese descrita no processo 2, a célula ger-
minativa sofre quatro divisões celulares: três equacionais e 
uma reducional.
X
57. Para responder a esta questão, o aluno 
deve reconhecer que o processo 1 
corresponde à espermatogênese e o 
processo 2 à ovulogênese. Além disso, 
deve interpretar, com base nas figuras, 
suas diferentes etapas, relacionando-as 
com seus conhecimentos sobre mitose 
e meiose.
X
53
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 53 25/02/14 19:33
 C4 • H13 / C4 • H14 / C5 • H17 
58 Analise a imagem a seguir e, com a ajuda de seus conhecimentos 
sobre o desenvolvimento embrionário humano, encontre a alter-
nativa correta:
Esôfago
Esses três
tecidos
reunidos
formam
órgãos
como o 
esôfago, o
estômago 
e os intestinos.
O conjunto
de órgãos
que 
interagem
exercendo 
certas
funções
constitui um
sistema.
Sistema
digestório
Tecido epitelial
Tecido conjuntivo
Estômago
Intestinos
Órgãos Sistema
Várias
células
iguais
Divisões
celulares
Tecidos
Tecido 
muscular
Célula-
-ovo
OS
N
I D
E 
OL
IV
EI
RA
a) Das divisões que ocorrem na célula-ovo, são originados aglo-
merados celulares que, quando chegam a um número suficien-
te, formam todos os tipos de tecido do corpo humano.
b) O esôfago é um exemplo de órgão formado pelos tecidos epite-
lial, conjuntivo e muscular.
c) O processo de diferenciação celular ocorre na formação dos ór-
gãos, a partir dos diferentes tecidos.
d) As células do esôfago, do estômago e do intestino não apresen-
tam o mesmo código genético, graças à diferenciação celular.
e) Os tecidos epitelial, conjuntivo e muscular originam, respectiva-
mente, o esôfago, o estômago e os intestinos, órgãos do siste-
ma digestório.
 C4 • H15 / C5 • H17 
59 Analise as imagens a seguir, que representam um modelo basea-
do no sistema respiratório humano:
Diafragma
representado
por membrana
Pulmões
representados
por bexigas
Inspiração: 1 do diafragma 
e dos músculos intercostais 
determina 2 do volume da 
caixa torácica e 3 da pressão 
interna. Com isso, há 4 de ar 
nos pulmões.
Expiração: 5 do diafragma 
e dos músculos intercostais 
determina 6 do volume da 
caixa torácica e 7 da pressão 
interna. Com isso, há 8 de ar 
nos pulmões.
58. Mesmo que o aluno não saiba quais 
são os tecidos que compõem o 
estômago, essa informação poderá ser 
obtida por meio da interpretação do 
esquema.
X
CO
N
CE
IT
OG
RA
F
54
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 54 25/02/14 19:33
Qual das alternativas a seguir completa corretamente as lacunas 
apresentadas nos textos que descrevem a inspiração e a expiração?
a) 1: A contração; 2: aumento; 3: diminuição; 4: entrada; 5: O 
relaxamento; 6: diminuição; 7: aumento; 8: saída.
b) 1: A contração; 2: aumento; 3: aumento; 4: entrada; 5: O rela-
xamento; 6: aumento; 7: diminuição; 8: saída.
c) 1: O relaxamento; 2: aumento; 3: aumento; 4: entrada; 5: A 
contração; 6: diminuição; 7: diminuição; 8: saída.
d) 1: O relaxamento; 2: diminuição; 3: aumento; 4: saída; 5: A 
contração; 6: aumento; 7: diminuição; 8: entrada.
e) 1: O relaxamento; 2: aumento; 3: diminuição; 4: saída; 5: A 
contração; 6: diminuição; 7: aumento; 8: entrada.
 C1 • H3 
60 [...] A anemia falciforme decorre de uma deformação das he-
mácias (os glóbulos vermelhos), que têm formato bicôncavo 
– com depressões de ambos os lados [...]. O tamanho da célula 
vermelha é de 7 micra(1 micra equivale à milésima parte do 
milímetro), mas a plasticidade lhe permite passar por vasos 
sanguíneos de até 2 micra. As hemácias são ricas em hemo-
globinas, moléculas que dão a cor vermelha ao sangue e têm 
a função vital de transportar o oxigênio dos pulmões para os 
tecidos.
Na anemia falciforme, ocorre uma mutação na cadeia beta 
de hemoglobina. “Quando a hemácia chega aos tecidos e li-
bera o oxigênio, a hemoglobina fica na forma desoxigenada 
e se polimeriza, distorcendo a hemácia, que se torna rígida e 
ganha o formato de foice” [...]. Esta hemoglobina anormal é 
denominada “S”. Sem flexibilidade para passar por capilares 
pequenos, as hemácias vão se acumular e obstruir a circulação 
do sangue. Acontecem então a oclusão vascular e as lesões 
nos tecidos. Como vasos sanguíneos estão por todo o corpo, 
há risco de lesões em qualquer parte, como sistema nervoso 
central, pulmões, fígado, rins e baço.
SUGIMOTO, L. Estudo do Hemocentro dá pista para evitar infecções na 
anemia falciforme. Jornal da Unicamp, Campinas, n. 296, 8-14, ago. 2005. 
Disponível em: <www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2005/
ju296pag02.html>. Acesso em: fev. 2014.
Considerando o fato de que a cadeia beta mutante de hemoglobi-
na é resultado de mutação no gene que a codifica, pode-se dizer 
que a situação descrita no texto é um exemplo claro da relação que 
existe entre um gene e o seu produto. Essa relação, de forma gené-
rica, é expressa corretamente em qual das seguintes alternativas?
a) Um gene, uma enzima, pois as enzimas são polipeptídeos 
compostos de proteínas.
59. Nesta questão, os alunos devem 
analisar e interpretar um modelo 
experimental que reproduz a 
respiração. Ele, por si só, se for 
corretamente interpretado, pode 
levar à resposta correta. Caso isso 
não ocorra, o conhecimento prévio 
sobre fisiologia humana também 
pode ajudar muito na resolução da 
atividade.
X
60. A alternativa e é a mais abrangente e 
hierarquicamente, do ponto de vista 
estrutural, mais correta.
55
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 55 24/02/14 23:09
b) Um gene, um polipeptídeo, pois todos os polipeptídeos são 
enzimas compostas de proteínas.
c) Um gene, uma proteína, pois todas as proteínas são enzimas 
polipeptídicas.
d) Um gene, uma proteína, pois nem todas as proteínas são en-
zimas, mas todas as enzimas são proteínas.
e) Um gene, um polipeptídeo, pois todos os polipetídeos são com-
postos de proteínas, podendo ou não ser enzimas também.
 C5 • H18 
 61 O tabaco bioluminescente é um organismo geneticamente modi-
ficado (OGM). Sua capacidade de brilhar se deve a características 
que são próprias dos vaga-lumes (a fotografia a seguir mostra 
uma planta desse tipo). Ao ser regada com água contendo a pro-
teína luciferina, a planta brilha, pois apresenta em seus tecidos a 
enzima luciferase, que reage com a luciferina e emite luz.
Com relação à planta de tabaco descrita, é correto dizer que:
a) ela foi modificada pela injeção, em seus tecidos, da enzima 
luciferase, que é extraída de vaga-lumes e faz que brilhem 
quando regadas com luciferina.
b) ela foi modificada pela fusão do material genético contido nos 
gametas da planta e do vaga-lume, já que este último conta 
com o gene responsável pela codificação da luciferase.
c) ela foi modificada pela integração, ao seu material genético, 
do gene de vaga-lume que codifica a enzima luciferase.
d) ela foi modificada pela inserção de um plasmídeo que contém 
o gene que codifica a luciferina, que reage com a luciferase e 
emite luz.
e) ela foi modificada pela substituição de um gene seu pelo do 
vaga-lume, o que a permite produzir luciferase e brilhar quan-
do regada com luciferina.
X
61. A alternativa d está quase correta, pois 
de fato se usam plasmídeos para a 
incorporação do gene às plantas, no 
entanto, ele não codifica a luciferina, e 
sim a luciferase.
X
56
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 56 25/02/14 19:33
 C4 • H16 
62 O Bt é uma toxina produzida naturalmente pelo micróbio Ba-
cillus thuringiensis; ele é empregado no controle de pragas 
de insetos. Em 2008, cientistas descobriram três espécies de 
insetos, pragas de culturas, que desenvolveram resistência ao 
Bt. Os mesmos cientistas afirmaram que não havia motivo para 
alarme, pois eles haviam desenvolvido uma toxina nova que 
mataria os insetos resistentes ao Bt.
Texto elaborado com base em: CHOI, Charles Q. “Bt-beating bugs”. 
Scientific American, vol. 298, n. 31, jan. 2008.
De acordo com as informações do texto e seus conhecimentos 
sobre evolução, é correto afirmar que:
a) o surgimento de espécies resistentes ao Bt resulta de seleção 
sexual, pois somente a sobrevivência diferenciada das fêmeas 
possibilitaria a postura de ovos com indivíduos resistentes.
b) a nova toxina deverá ter alta eficiência no início, mas existe a 
possibilidade de que, com o passar do tempo, surjam indivídu-
os resistentes também a ela.
c) a resistência ao Bt é o resultado de mutações casuais que, em 
dado momento, capacitaram as espécies a utilizá-lo em bene-
fício próprio.
d) a seleção natural, forçada pelo uso de pesticidas, fez que os 
insetos, antes de morrer, desenvolvessem a resistência ao Bt, 
passando-a, portanto, à sua prole.
e) caso o Bt tivesse sido utilizado em larga escala no mundo 
todo, as variedades resistentes não teriam surgido.
 C4 • H13 
63 [1] “Ao me confessar, dizia ao padre que tinha ‘tirado’ [...], nós 
usávamos o método do ritmo que era aprovado pela Igreja, 
e no período fértil usava ‘tirar’; este então dizia-me que não 
me daria a absolvição, o que significava que não poderia co-
mungar enquanto não parasse de usar este método. Eu então 
saía chorando da igreja e, em casa, discutia com meu marido. 
A partir de então, deixávamos de ‘tirar’, eu voltava no outro 
domingo e comungava. Foi assim que tive cinco dos seis filhos 
que tenho.”
[2] “Eu ia experimentando [todas as marcas] [...]. Mas eu não 
me adaptei. E eu tive um processo de engorda muito grande. 
Eu engordei demais. Não queria tomar, mas não queria ter 
filhos [...].”
PEDRO, J. M. A experiência com contraceptivos no Brasil: uma questão 
de geração. Revista Brasileira de História, São Paulo, vol. 23, n. 45, 
jul. 2003. Disponível em: <www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-
01882003000100010&script=sci_arttext>. Acesso em: fev. 2014.
62. As espécies não utilizam o Bt em 
benefício próprio, como sugere a 
alternativa c. A seleção por pesticidas é 
artificial, e ela não foi a ação causadora 
da resistência ao Bt; o que causou tal 
resistência foram mutações aleatórias.
X
63. Apesar de não serem explícitos, 
os depoimentos deixam óbvios os 
métodos empregados pelas duas 
mulheres.
57
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 57 24/02/14 23:09
Os dois testemunhos apresentados foram dados por mulheres de 
diferentes gerações que utilizavam métodos anticoncepcionais 
distintos. De acordo com o exposto nos testemunhos e também 
com seus conhecimentos sobre os métodos anticoncepcionais, é 
correto afirmar que:
a) o primeiro testemunho faz menção à retirada do útero, um 
método irreversível, e o segundo, ao uso de camisinha, um 
método reversível.
b) a laqueadura tubária é citada no depoimento 1, enquanto o 
depoimento 2 se refere ao uso de camisinha.
c) o depoimento 1 trata do uso de espermicidas, que são coloca-
dos e retirados, e também do método da abstinência periódi-
ca; o depoimento 2 relata problemas com o uso da camisinha 
feminina, que, ao ser colocada, pode causar na mulher sensa-
ção de inchaço.
d) o coito interrompido é citado no depoimento 1, assim como o 
método da abstinência periódica; no depoimento 2, o método 
citado é de natureza hormonal.
e) o depoimento 1 trata do método da abstinência periódica e do 
uso de diafragma; já o depoimento2 fala do uso de DIU.
 C4 • H13 
64 Em consequência de vários fatores, está-se estabelecendo no 
Brasil um novo padrão demográfico, que terá profundas impli-
cações e determinará mudanças importantes em muitas políti-
cas, principalmente nas áreas de saúde, educação, habitação, 
saneamento, expansão urbana, transporte, previdência.
[...] o padrão demográfico vem mudando desde fins da dé-
cada de 60 [...]. A taxa de fecundidade (número de filhos por 
mulher), entretanto, manteve-se alta até meados da década de 
60, baixando ligeiramente apenas no Sul e Sudeste e aumentan-
do nas outras regiões. [...]
Mas no final da década de 60 [após o início da comerciali-
zação da pílula anticoncepcional] começa um processo rápido 
e generalizado de queda da fecundidade, que até ali estava li-
mitado aos grupos sociais mais privilegiados das regiões mais 
desenvolvidas e se estendeu a todas as classes sociais e todas as 
regiões. A taxa de fecundidade caiu de 5,8 filhos por mulher em 
1970 para 4,3 em 1975 e para 3,6 em 1984 – o que corresponde 
a um declínio superior a 37% em apenas 15 anos, bastante rápi-
do se comparado a qualquer experiência em outro país.
[...]
[...] Em 1986, estavam adotando algum método anticoncep-
cional 70% das mulheres casadas com idade entre 15 e 44 anos. 
42% das mulheres já estavam esterilizadas (método irreversível) 
X
64. A alternativa c pode ser vista 
como correta, pois, de fato, a taxa 
de fecundidade tem implicações 
profundas em diversas áreas. No 
entanto, para algumas das áreas 
citadas, essas implicações não são 
diretas, pois dependem de outros 
fatores, como a taxa de sobrevivência, 
migração etc.
58
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 58 24/02/14 23:09
e 38% tomavam pílulas anticoncepcionais. São métodos muito 
eficientes, que pressupõem o desejo de ter famílias menores.
PNUD/IPEA. O novo padrão demográfico e as suas consequências. In: 
Relatório sobre o desenvolvimento humano no Brasil – 1996. Disponível 
em: <www.undp.org.br/hdr/Hdr96/rdhb5.htm>. Acesso em: fev. 2014.
De acordo com o exposto no texto e com seus conhecimentos de 
biologia, pode-se afirmar que:
a) o padrão demográfico tem grande influência sobre a taxa de 
fecundidade de um país, pois determina a porcentagem de 
mulheres que utilizarão métodos contraceptivos.
b) a queda na taxa de fecundidade está ligada, principalmente, 
ao aumento do acesso a métodos anticoncepcionais eficien-
tes, como a pílula, e à sua utilização, a partir de fins da década 
de 1960.
c) métodos anticoncepcionais como a pílula, liberada para a 
venda no Brasil a partir da década de 1960, têm implicações 
profundas e diretas nas áreas de saúde, educação, habitação, 
saneamento, expansão urbana, transporte, previdência.
d) os casais que não tinham o desejo de ter famílias menores uti-
lizavam métodos anticoncepcionais outros que não as pílulas 
ou a esterilização.
e) a queda na taxa de fecundidade, a partir do fim da década de 
1960, levou ao aumento na utilização de métodos anticoncep-
cionais em todas regiões do Brasil.
 C8 • H29 
65 Em uma cena de crime, foi encontrado DNA humano. Dele se ob-
teve um DNA fingerprint e o material genético analisado acabou 
sendo identificado como consistente com aquele do indivíduo A, 
o qual, apesar de contar com extensa ficha policial, tem um álibi 
incontestável e não pode, portanto, ser o homem que a polícia 
procura. Em seguida, a polícia descobriu outros três suspeitos (B, 
C e D) e recolheu amostras de seu material genético para análise.
Os resultados das análises indicaram que os indivíduos A, B e C 
são irmãos. Após consulta às fichas policiais, percebeu-se que 
os indivíduos A e B têm a mesma idade e aparência idêntica. O 
indivíduo D tem um perfil de DNA que o coloca como parente de 
A, B e C, mas não muito próximo, talvez um primo.
Com base no caso descrito e nos seus conhecimentos de biologia, 
é possível deduzir que:
a) tanto B quanto C podem ser associados ao perfil de DNA 
fingerprint obtido pela polícia, pois, sendo irmãos, comparti-
lham o mesmo perfil de material genético.
b) o DNA encontrado na cena do crime deve ser do indivíduo D, 
pois, caso ele seja realmente primo dos demais suspeitos, seu 
X
65. A técnica de DNA fingerprint identifica 
uma pessoa com 99,9% de certeza; 
portanto, com certeza quase total, 
pode-se afirmar que o perfil obtido se 
refere ao indivíduo A ou a seu irmão 
univitelino, B.
59
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 59 24/02/14 23:09
DNA deve apresentar um perfil compatível com A, já que um de 
seus pais é irmão/irmã de um dos pais de A.
c) se os elementos A e B forem de fato irmãos univitelinos, o DNA 
fingerprint obtido poderá ser tanto do indivíduo A como do B; 
logo, este último, por falta de álibi, deverá ser o principal suspeito.
d) como o DNA fingerprint não permite que se identifiquem indi-
víduos, e sim famílias, não é possível saber quem é o criminoso 
sem que se obtenham novas evidências.
e) como irmãos monozigóticos não compartilham o mesmo mate-
rial genético, pois resultam da fecundação de mais de um ovó-
cito, o DNA fingerprint realmente se refere ao indivíduo A, cujo 
álibi deve ser falso.
 C3 • H10 
66 Entre os anos de 1969 e 1984, o governo da Austrália introduziu no 
país espécies exóticas de besouro rola-bosta (Scarabaeidae, Coleop-
tera), principalmente das savanas da África, para limpar os pastos 
das fezes de animais de corte, como bois e ovelhas. Essas espécies 
de besouro utilizam as pelotas fecais como alimento e local para a 
deposição de seus ovos. Nesse processo, além de consumirem as 
fezes, as desagregam e enterram.
O gado defeca diversas vezes por dia, depositando quantidades co-
piosas de fezes nos pastos. Essas pelotas fecais cobrem a grama e 
impedem seu rebrotamento, além de alterarem o sabor das folhas, 
tornando-as menos palatáveis ao gado. Também funcionam como 
locais de reprodução para diversas espécies de mosca – inclusive 
a mosca-do-chifre, que parasita o gado. As larvas dessa mosca se 
alimentam somente de fezes frescas, sendo que uma única pelota 
fecal de boi pode originar até três mil larvas em apenas quinze dias. 
Apesar desses números, essas larvas não conseguem desagregar 
significativamente as pelotas fecais, que se mantêm sobre os pastos.
Embora existam espécies nativas de besouro rola-bosta, cujo alimen-
to são as fezes dos marsupiais locais, elas não conseguem decompor 
e digerir adequadamente as fezes dos animais de corte – eles pró-
prios, espécies introduzidas.
Com relação ao exposto, não é razoável afirmar que:
a) as espécies de besouro rola-bosta nativas da Austrália, não ten-
do evoluído com as espécies de corte exóticas, não conseguem 
remover as fezes desses animais tão bem como o fazem com as 
fezes das espécies de marsupiais também nativas.
b) apesar de, na maioria das vezes, representar um problema em 
potencial, o uso de espécies exóticas pode se mostrar útil em 
situações específicas.
c) o uso de besouros africanos se justifica, pois eles evoluíram jun-
to com as manadas de grandes herbívoros das savanas daquele 
continente.
X
66. O texto deixa claro que as larvas 
dessas moscas não decompõem 
significativamente as pelotas fecais 
e que pelo menos uma das espécies 
parasita o gado.
60
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d) o aumento da população de moscas cujas larvas se alimentam 
das pelotas fecais elevaria o consumo das pelotas fecais, con-
trolando o grau de cobertura do pasto por fezes.
e) esse é um exemplo claro de controle biológico de sucesso.
 C4 • H15 
 67 Pesquisadores relataram que, em determinada espécie poliândrica 
(em que a fêmea cruza com muitos machos) de peixe, é relativa-
mente comum que a cópula entre irmãos aconteça. Também relata-
ram que, em condiçõescontroladas de laboratório, quando as fême-
as cruzavam somente com machos aparentados (irmãos), o número 
de ovos fecundados era sempre significativamente menor do que 
quando cruzavam com machos não aparentados. Mais ainda, desco-
briram que, quando colocados nos fluidos ovarianos das fêmeas, os 
espermatozoides de machos irmãos nadavam com velocidade bem 
menor do que os espermatozoides de machos não aparentados.
O caso descrito no texto anterior é um bom exemplo:
a) dos riscos evolutivos – nesse caso, da diminuição da capacidade 
de natação dos espermatozoides – ligados ao endocruzamento.
b) de um mecanismo pós-cópula, mas pré-zigótico, para evitar en-
docruzamentos.
c) da pressão de seleção negativa para poliandria, e positiva para 
monandria (a fêmea cruza com um único macho).
d) de um mecanismo de isolamento reprodutivo pós-zigótico, pois, 
ao fecundarem um número menor de ovos, os machos aparen-
tados produzem prole menor, o que, com o passar das gerações, 
diminui a probabilidade de as fêmeas cruzarem com seus ir-
mãos.
e) de que a manipulação laboratorial de gametas diminui signifi-
cativamente a variabilidade genética de grupos de espécies.
 C4 • H13 
68 Observe a tirinha a seguir, de Laerte:
LAERTE. Piratas do Tietê. Folha de S.Paulo, São Paulo, 1o jan. 2011.
X
67. A alternativa c está errada porque 
não é possível afirmar que a pressão 
seletiva é negativa para a poliandria, 
mas sim para os endocruzamentos.
X
61
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 61 25/02/14 19:33
Se a ave com crista for de uma espécie diferente das demais, será 
possível dizer que a fala da ave mais velha:
a) está correta ao criticar o novo cruzamento, pois o resultado será 
o aumento da população de aves a tal ponto que faltarão recur-
sos essenciais e, assim, todas as aves morrerão.
b) está correta ao prever que uma das consequências do novo cru-
zamento será a perda de variabilidade genética presente no 
grupo de aves que compõem a árvore genealógica.
c) tem fundamento por dar a entender que o novo cruzamento 
prejudicará a população de aves, já que os descendentes não 
apresentarão capacidade reprodutiva.
d) não tem fundamento por dar a entender que o novo cruzamen-
to prejudicará a população de aves, já que, na verdade, graças 
a ele as gerações futuras serão mais resistentes a doenças.
e) não tem fundamento por passar a ideia de que é possível gerar 
descendentes a partir do cruzamento entre indivíduos perten-
centes a espécies distintas.
 C2 • H7 / C8 • H29 
69 Um atleta participará de uma competição em que o desafio co-
meça com a escolha, dentre três opções, de uma dieta na qual os 
alimentos consumidos não podem ultrapassar 2 000 gramas por 
dia. Eis as opções:
A. Dieta rica em carboidratos.
B. Dieta sem ingestão de alimentos.
C. Dieta com gordura e proteína.
O atleta sabe que é importante armazenar glicogênio nos mús-
culos nos dias que antecedem a competição, já que esse carboi-
drato é considerado energético. Ele fará um último treino e, an-
tes de tomar uma decisão, pretende consultar o seguinte gráfico, 
que representa o conteúdo de glicogênio muscular em função do 
tempo de recuperação, de acordo com cada uma dessas dietas:
Dieta rica em carboidratos
Exercício
24
20
16
12
8
4
00 10 20 30 40 50
Nenhum alimento
Dieta com gordura e proteína
Horas de recuperação
Co
nt
eú
do
 d
e 
gl
ic
og
ên
io
 m
us
cu
la
r (
g/
kg
 d
e 
m
ús
cu
lo
)
5 dias
Fonte: GUYTON, A. C. Tratado de fisiologia médica. 9. ed. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 1996. p. 824.
68. Se a ave com crista for, de fato, de uma 
espécie diferente das demais aves, o 
novo cruzamento gerará descendentes 
híbridos, os quais serão incapazes de 
gerar outros descendentes, por serem 
estéreis.
X
69. A digestão das proteínas produz 
aminoácidos, e a de carboidratos, 
glicose. Já a digestão de lipídios 
produz glicerol e ácidos graxos. As 
substâncias que podem participar 
de vias metabólicas de síntese de 
glicogênio são: aminoácidos, glicose e 
glicerol.
62
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O atleta fez, então, este comentário:
“Se eu seguir a dieta C, não terei a maior quantidade possível de 
glicogênio nos músculos após meu último treino, pois proteínas e 
gorduras não podem ser convertidas em glicogênio”.
Tendo em mente os processos do metabolismo humano, pode-se 
dizer que:
a) o atleta está correto, devendo realmente escolher a dieta A para 
obter a maior quantidade de glicogênio até o dia da competição.
b) o atleta errou ao afirmar que não há como converter proteínas 
em glicogênio, mas acertou na escolha da dieta A para obter a 
maior quantidade de glicogênio até o dia da competição.
c) o atleta errou ao afirmar que não há como converter proteínas e 
gorduras em glicogênio, mas acertaria na escolha da dieta A para 
obter a maior quantidade de glicogênio até o dia da competição.
d) o atleta está correto, pois aminoácidos e glicerol não podem ser 
convertidos em glicogênio, devendo realmente escolher a dieta 
A para obter a maior quantidade de glicogênio até o dia da com-
petição.
e) o atleta obterá a maior quantidade de glicogênio até o dia da 
competição se optar pela dieta C, respeitando a proporção 9/1 
de proteínas em relação a gorduras, pois apenas as primeiras 
convertem-se em glicogênio.
 C4 • H13 / C8 • H30 
70 
Uso de laptop no colo pode prejudicar fertilidade 
masculina
[...]
No estudo, termômetros foram usados para medir a tempe-
ratura dos testículos de 29 jovens que tinham laptops apoiados 
sobre os joelhos. Mesmo com um suporte sob o computador, a 
bolsa escrotal dos participantes se superaquecia rapidamente.
[...]
Sob circunstâncias normais, a posição dos testículos [...] os 
mantêm alguns graus mais frios que o restante do organismo, 
o que é necessário para produção de esperma.
[...] pesquisas anteriores demonstraram que aquecer o es-
croto em mais de um grau é o bastante para danificar os es-
permatozoides.
“Uso de laptop no colo pode prejudicar fertilidade masculina”. O Globo, 
Rio de Janeiro, 8 nov. 2010. Disponível em: <http://oglobo.globo.
com/tecnologia/uso-de-laptop-no-colo-pode-prejudicar-fertilidade-
masculina-2929037>. Acesso em: fev. 2014.
X
70. O uso de laptop sobre o colo ou 
de assentos aquecidos inibe a 
espermatogênese ao elevar a 
temperatura dos testículos, que 
precisam estar cerca de 2 ºC abaixo da 
temperatura corporal. Essa elevação da 
temperatura, no entanto, não provoca 
mutações no material genético. Já 
a ovulogênese ocorre durante o 
desenvolvimento embrionário e, 
portanto, não é afetada pelo uso do 
laptop.
63
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Com base nesse texto, foram feitas as seguintes afirmações:
 I. O uso de assentos aquecidos em automóveis também pode 
prejudicar a fertilidade masculina.
 II. Mulheres devem evitar usar o laptop apoiado sobre o ventre, 
quando deitadas, pois o aquecimento também é prejudicial 
à produção de ovócitos.
III. Cuecas ou calças apertadas a ponto de aproximarem os testí-
culos da cavidade abdominal devem ser evitadas.
IV. O uso de laptop no colo provoca mutações que podem ser 
transmitidas aos filhos.
Está correto o que se afirma em:
a) I e III, somente.
b) I, II e III, somente.
c) IV, somente.
d) I e II, somente.
e) II e IV, somente.
 C2 • H7 / C5 • H17 
 71 Atualmente existem no mercado diversas opções de leite para 
consumo humano. O gráfico a seguir compara quatro dessas op-
ções, de acordo com o teor de lipídios:
4,23
2,81
3,9
2,13 6,82
0,04
0,71
0,65
0
0,01
0,16
0,32
0,03
0,93
0,03
0,17
Leite semi-
desnatado
com ômega 3
Leitesemi-
desnatado
Leite
integral
Colesterol (mg/100 mL)
Leite
desnatado
0 1 2 3 4 5 6 7
Gordura saturada (g/100 mL)
Gordura insaturada (g/100 mL) Ômega 3 (g/100 mL)
Fonte: “Leite e queijo – teor de gordura e colesterol em alimentos – 5a 
parte”. Inmetro. Disponível em: <www.inmetro.gov.br/consumidor/
produtos/teorGordura5.asp>. 
Acesso em: jan. 2014.
X
71. A produção do leite desnatado é, em 
geral, feita pela centrifugação do leite 
integral, que separa a gordura dos 
demais componentes. Parte dessa 
gordura pode ser devolvida ao leite, 
para obtenção do chamado leite 
“semidesnatado”. É importante que 
o aluno observe que a unidade de 
medida do colesterol (mg/100 mL) 
é menor que a unidade de medida 
usada para os outros lipídios. Os 
ácidos graxos chamados de ômega 
3 auxiliam na diminuição dos níveis 
de triglicerídeos e colesterol “ruim” 
(LDL) e podem favorecer o aumento 
do colesterol “bom” (HDL). São, 
por isso, muitas vezes adicionados 
artificialmente a alguns alimentos, 
como o leite.
64
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 64 25/02/14 19:33
A interpretação do gráfico permite afirmar que:
a) o leite integral possui mais colesterol do que gordura saturada.
b) a retirada da nata diminui a quantidade de lipídios do leite.
c) o leite semidesnatado tem maior teor de lipídios que o leite 
semidesnatado com ômega 3.
d) o ômega 3 não está presente no leite integral; precisa ser adi-
cionado artificialmente.
e) a adição de ômega 3 não altera o teor de gordura insaturada 
no leite.
C4 • H13 
 72 É comum ver diferentes seres vivos representados em desenhos 
animados, quadrinhos e tirinhas. Leia a seguinte tirinha, que tra-
ta, de forma cômica, das bactérias:
VERISSIMO, Luis Fernando. “As Cobras”. Disponível em: 
<http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI983102-EI6581,00.html>. 
Acesso em: ago. 2010.
A tirinha se refere a quais características das bactérias?
a) Complexidade social e capacidade de estabelecer hierarquias 
intraespecíficas.
b) Inteligência e planejamento com relação ao crescimento 
populacional.
c ) Reprodução assexuada e rápida multiplicação populacional.
d) Diversidade morfológica e variadas formas de nutrição.
e) Geração espontânea ou a capacidade de gerar vida a partir da 
matéria.
C3 • H8 
 73 A busca por fontes alternativas de energia tem levado à reali-
zação de inúmeras pesquisas, com a consequente apresenta-
ção das mais variadas soluções. Uma das mais recentes sugere 
a produção de biocombustíveis a partir de algas. Leia a notícia 
a seguir:
X
LU
IS
 F
ER
N
AN
DO
 V
ER
IS
SI
M
O
72. A tirinha ilustra a divisão binária, 
assexuada por definição, e a rápida 
proliferação populacional das 
bactérias, representada pelos inúmeros 
indivíduos resultantes e pela ideia 
cômica de que a herança não seria 
suficiente para todos.
X
65
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_036-065.indd 65 25/02/14 19:33
66
“A bioenergia de algas tem duas frentes diferentes de pes-
quisa. Primeiramente, as microalgas, ricas em lipídios, ou gor-
duras, são ideais para a fabricação de biodiesel” [...] diferente-
mente dos vegetais terrestres, o cultivo de algas não necessita 
de fertilizantes nem de pesticidas.
“Já as macroalgas possuem um alto teor de açúcar. Algumas 
espécies apresentam entre 50% e 60% de seu peso seco em 
polissacarídeos. São açúcares que, ao serem degradados por 
enzimas específicas, transformam-se em monômeros fermentá-
veis que dão origem ao etanol” [...].
Agência Fapesp. Algas viram combustível, tinta e protetor. INFO Online, 12 set. 
2010. Disponível em: <http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/algas--viram-
combustivel-tinta-e-protetor-so-12092010-10.shl?4>. Acesso em: fev. 2014.
Com base na notícia, pode-se afirmar que as algas podem ser 
utilizadas na produção de bioenergia porque elas:
a) sintetizam petróleo com a presença de luz.
b) fermentam etanol, pois possuem enzimas específicas.
c) produzem proteínas usadas na composição de biocombustíveis.
d) sintetizam lipídios e açúcares, sendo que ambos podem ser 
utilizados.
e) metabolizam combustíveis fósseis, transformando-os em 
etanol.
 C5 • H17 
 74 O esqueleto externo dos artrópodes impõe certas restrições ao cres-
cimento corporal desses organismos. Impossibilitados de ter um 
crescimento gradual, os artrópodes devem realizar mudas ou ecdi-
ses. Periodicamente, eles descartam o exoesqueleto e o trocam por 
um novo, a princípio flexível, permitindo a distensão do seu corpo. 
Passada essa etapa, o novo exoesqueleto se torna rígido o suficiente 
para impor as mesmas restrições que o antigo impunha.
Observe o seguinte gráfico, que representa a curva de crescimen-
to dos artrópodes:
B
A
C
Tamanho
Tempo
No gráfico estão indicados três momentos (A, B e C), que re-
presentam as diferentes etapas da muda. Baseando-se nele, se-
73. Deve-se tomar cuidado: o texto 
menciona a fermentação, mas não diz 
que as algas a realizam. Está bem claro 
que as microalgas contam com lipídios 
que podem ser usados na produção 
de biodiesel e as macroalgas, açúcares 
para a fermentação, resultando no 
etanol.
X
74. O ponto A e os intervalos B e C 
indicam, respectivamente, a muda, o 
crescimento rápido e a interrupção do 
crescimento. 
O crescimento só pode ser realizado 
após a muda, que consiste, 
simplesmente, no descarte do 
exoesqueleto antigo. Sempre há um 
exoesqueleto recobrindo o artrópode, 
mas, no período B, ele é relativamente 
flexível, permitindo a expansão do 
corpo.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 66 25/02/14 20:33
67
lecione a alternativa que descreve corretamente o processo de 
muda relativo aos artrópodes.
a) O ponto A da curva indica o término de um período de cres-
cimento, seguido de uma fase de estabilização, mantida até 
que seja realizada nova muda.
b) O intervalo C da curva indica um momento em que o artrópo-
de pode crescer, pois a muda (intervalo B) já foi realizada.
c) O intervalo B indica, simultaneamente, a muda e o cresci-
mento rápido, pois é apenas durante a muda que o artrópode 
pode crescer.
d) O intervalo B da curva indica um crescimento rápido ocorrido 
após a realização da muda (ponto A).
e) O intervalo C da curva indica um momento no qual o artró-
pode está sem exoesqueleto, porque o antigo foi descartado, 
não tendo, ainda, produzido um novo.
 C3 • H12 
 75 Na construção de uma obra pública viária, foi necessário remover 
um grande volume de terra para tornar plano o terreno pelo qual 
passaria a nova rodovia. Toda a terra retirada foi amontoada à 
beira da estrada. Os engenheiros civis envolvidos, sabendo da 
possibilidade de haver deslizamento, resolveram plantar mudas 
de árvores eudicotiledôneas de grande porte por toda a extensão 
do amontoado de terra a fim de evitar acidentes. Após o plantio 
das mudas, uma chuva forte foi o suficiente para que houvesse 
desbarrancamento.
Indique a alternativa que melhor explica o deslizamento de terra 
ocorrido a despeito da medida preventiva tomada pelos enge-
nheiros civis.
a) As árvores, sendo eudicotiledôneas, possuem um sistema ra-
dicular fasciculado, ou seja, contam com raízes superficiais, 
que pouco contribuem para a contenção de terra.
b) As folhas pequenas e pouco numerosas da muda não conse-
guem absorver a água rápido o suficiente para proteger o solo 
da forte chuva.
c) As mudas de árvores possuem um caule de baixa estatura que 
ainda não sofreu crescimento secundário; tal crescimento é 
essencial para a formação de um caule rígido e grande, capaz 
de proteger o solo contra as chuvas.
d) As mudas de árvores de grande porte necessitam de um tempo 
para crescer e desenvolver suas grandes e profundas raízes, não 
podendo garantir a contenção de terra em épocas de chuva.e) O fato de que uma muda de árvore de grande porte tenha 
sido a planta escolhida para proteger a terra contra a chuva 
não é relevante, pois outra planta, que não uma muda de 
árvore de grande porte, tampouco resolveria o problema.
X
75. As árvores podem ser usadas 
para contenção de terra, mas o 
desenvolvimento de suas raízes leva 
tempo, e muitas vezes não se pode 
esperar. O plantio de capim, uma 
monocotiledônea, é mais indicado, 
porque suas raízes, fasciculares, 
superficiais e bastante ramificadas, se 
desenvolvem rapidamente, formando 
um emaranhado que protege as 
camadas superficiais do solo contra as 
chuvas.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 67 25/02/14 20:33
68
 C4 • H14 / C8 • H28 
 76 
GONSALES, Fernando. “Níquel Náusea”. Disponível em: 
<www2.uol.com.br/niquel>. Acesso em: fev. 2014.
A tirinha anterior ilustra o processo de metamorfose dos anfíbios, 
marcado principalmente pelo(a):
a) mudança de um sistema respiratório branquial para um pul-
monar e cutâneo, relacionada à passagem do hábitat aquático 
para o terrestre.
b) mudança de um sistema respiratório branquial para um exclusi-
vamente cutâneo, relacionada à passagem do hábitat aquático 
para o terrestre.
c) crescimento do animal, pois, assim como ocorre com os artró-
podes holometábolos, é a metamorfose que permite o cresci-
mento.
d) troca do tegumento, com a substituição de uma pele lisa e 
umedecida por uma seca e resistente, capaz de evitar a perda 
de água no ambiente terrestre.
e) desaparecimento da cauda, condição essencial às formas adul-
tas de anfíbios para que ocorra a adaptação à vida terrestre.
 C4 • H14 / C4 • H16 
 77 As plantas terrestres, que possuem um ancestral comum, são 
usualmente divididas em quatro grupos: briófitas, pteridófitas, 
gimnospermas e angiospermas, embora se saiba que os três pri-
meiros não constituem grupos monofiléticos.
Observe o seguinte cladograma simplificado:
Briófitas Pteridófitas Gimnospermas Angiospermas
Cladograma indicando os quatro grupos que compõem a classificação das plantas 
terrestres mais comumente utilizada.
FE
RN
AN
DO
 G
ON
SA
LE
S
76. A metamorfose dos anfíbios é 
caracterizada pela troca do sistema 
respiratório branquial por um 
pulmonar e cutâneo (que demanda 
pele lisa e umedecida), além de 
alterações morfofuncionais que 
permitem a adaptação ao ambiente 
terrestre. 
A cauda, embora desapareça, está 
presente em muitos outros animais 
terrestres, o que indica que sua 
presença não é condição essencial para 
a vida nesse meio.
X
77. É necessário entender que há exceções 
nos grupos (com relação ao tipo de 
polinização e ao porte das plantas, por 
exemplo), mas que não invalidam as 
tendências evolutivas. A alternativa c 
está incorreta porque ocorre redução 
da geração gametofítica, e não da 
esporofítica.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 68 25/02/14 20:33
69
Tendo em mente as características dos vegetais pertencentes a 
esses grupos, assinale a alternativa que descreve de forma incor-
reta uma tendência evolutiva observada entre as plantas:
a) Aumento da especialização dos órgãos, deixando de constituir 
apenas um talo, como ocorre com os musgos, para se torna-
rem seres com raízes, folhas e caules verdadeiros.
b) Independência cada vez maior em relação à água, por con-
ta do surgimento dos vasos condutores, da proteção contra o 
ressecamento e da presença de lignina, que auxilia na susten-
tação do corpo.
c) Redução da geração esporofítica, que deixa de ser um indi-
víduo autônomo, nos musgos, para se restringir aos órgãos 
reprodutores das plantas produtoras de semente. 
d) Substituição de um sistema de polinização dependente de 
água (musgos e samambaia) ou do vento (gimnospermas) 
por uma polinização promovida por animais, como insetos, 
morcegos e aves (angiospermas).
e) Aumento progressivo do porte, pois, após o surgimento de 
plantas de pequeno porte, como os musgos, a evolução leva 
ao aparecimento de grandes árvores, como os pinheiros e as 
angiospermas.
 C4 • H15 
 78 Os fungos são seres vivos de grande importância ecológica por 
serem, juntamente com as bactérias, os principais responsáveis 
pela decomposição da matéria orgânica. Usualmente, diz-se que 
“os fungos crescem sobre o alimento”. A frase, embora pareça 
trivial, revela algumas características peculiares desses organis-
mos, pois outros seres, como os animais e as plantas de modo 
geral, não estabelecem relação tão próxima com a sua fonte de 
alimento.
Com base no texto anterior, pode-se afirmar que a característica 
dos fungos que está por trás da frase citada é:
a) a presença de hifas e micélios, que, ao se desenvolverem, 
envolvem as fontes nutricionais.
b) a reprodução por esporos, que germinam sobre suas fontes de 
alimento, permitindo ao fungo que se alimente por meio da 
absorção de nutrientes.
c) o seu tamanho microscópico, o qual só permite que seja nota-
do após grande crescimento, possível somente em locais ricos 
em alimentos.
d) a capacidade de realizar fotossíntese, que demanda uma fon-
te fixa de nutrientes para o desenvolvimento de seus proces-
sos vitais.
X
78. Os esporos dos fungos estão em todo 
lugar, inclusive no ar. A germinação 
desses esporos ocorre sobre as 
fontes nutricionais, o que explica o 
fato de os fungos crescerem sobre o 
alimento. Além disso, esses seres são 
sésseis, obtendo alimento por meio da 
absorção de nutrientes.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 69 25/02/14 20:33
70
e) a ausência de tecidos, o que os impede de desenvolver órgãos 
e sistemas responsáveis pelo deslocamento em direção ao ali-
mento.
 C5 • H17 / C8 • H30 
 79 A toxoplasmose é uma doença causada pelo esporozoário 
Toxoplasma gondii. Embora o número de pessoas infectadas 
seja alto, muitas delas não apresentam sintomas.
Observe a figura a seguir:
Ratos contaminados
por cistos de
toxoplasma alojados
na musculatura são
comidos por gatos
As pessoas podem adquirir
o toxoplasma ao ingerir
diretamente os cistos
presentes no meio ou
ao ingerir carnes
malpassadas
que contenham
cistos do 
toxoplasma.
Quando ingeridos por outros animais, os
esporozoítos instalam-se em órgãos,
como os músculos, onde formam outros tipos
de cistos.
Cistos imaturos
são eliminados
nas fezes do gato
Cistos maduros
com esporozoítos
Esporogonia
Hospedeiro definitivo
Hospedeiro intermediário
Ratos ingerem cistos maduros e os
 esporozoítos invadem a musculatura
 e outros órgãos, onde formam
 outro tipo de cisto
Representação esquemática do ciclo de vida do Toxoplasma gondii.
Com base no ciclo apresentado, pode-se afirmar que as medidas 
profiláticas mais adequadas para minimizar o contágio pelo espo-
rozoário que causa essa doença são:
a) evitar contato com gatos e eliminar os outros agentes trans-
missores.
b) eliminar os agentes transmissores e ingerir carne cozida.
c) incrementar o saneamento básico e andar calçado.
d) dedetizar a casa e colocar telas nas janelas.
e) ter cuidados básicos de higiene e ingerir carne cozida.
 C4 • H14 / C8 • H28 
 80 Nos insetos, as ramificações terminais das traqueias alcançam 
os tecidos do animal. Dessa maneira, as trocas gasosas entre as 
células e o ar atmosférico ocorrem de forma mais direta, pois não 
precisam passar pelo sangue. Além disso, nas células muscula-
79. As medidas mais adequadas são a 
ingestão de carne cozida, importante, 
também, para evitar diversas outras 
doenças, e os cuidados básicos de 
higiene, para que se possa conviver 
com gatos sem haver a necessidade de 
medidas mais drásticas.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 70 25/02/14 00:16
71
res responsáveis pelo batimento das asas, muitas mitocôndrias 
ficam posicionadasbem perto das traqueias, recebendo gás oxi-
gênio de maneira eficiente.
Com base no trecho anterior, indique a alternativa correta.
a) É nas mitocôndrias que ocorre grande parte do processo aeró-
bico que converte ADP em ATP. Sua posição nas células citadas, 
portanto, possibilita a realização de atividades aeróbicas intensas 
– como o voo –, por longos períodos.
b) Nas células musculares citadas, as mitocôndrias conseguem ab-
sorver o oxigênio diretamente do ar atmosférico para, em segui-
da, espalhá-lo por todo o citoplasma de modo bastante eficiente.
c) Por causa do posicionamento das mitocôndrias, as células 
musculares citadas consomem mais oxigênio do que as outras 
células.
d) Quando a célula não consegue sustentar uma atividade de ma-
neira aeróbica, entram em ação processos anaeróbicos, como a 
fermentação e a transpiração.
e) Nas mitocôndrias posicionadas perto das traqueias, o oxigênio 
funciona como um catalisador, aumentando a velocidade das 
rea ções que formam moléculas de ATP.
Para resolver as questões 81 e 82, leia o texto a seguir:
A cárie dentária é uma doença infecciosa e transmissível, 
causada por bactérias, como Streptococcus mutans. A cárie tem 
início quando a bactéria se fixa sobre a superfície que protege 
o dente (o esmalte, formado por proteínas e minerais de cál-
cio e fosfato, principalmente a hidroxiapatita) e usa o açúcar 
presente na saliva para obter energia para crescer, formando 
placas dentárias. Ao usar o açúcar para crescer a bactéria pro-
duz ácido láctico (um processo conhecido como fermentação 
láctica), aumentando a acidez na superfície do dente, levando 
à desmineralização do esmalte, e à formação de pequenas ca-
vidades que são invadidas pelas bactérias.
SILVA, Joab Trajano. “Flúor, para que te quero?” Ciência Hoje das Crianças 
On-line, 19 nov. 2010. Disponível em: <http://chc.cienciahoje.uol.com.br/
fluor-para-que-te-quero>. Acesso em: fev. 2014.
 C4 • H14 / C8 • H28 / C8 • H30 
 81 Assinale a alternativa correta.
a) As bactérias causadoras da cárie se alimentam do esmalte dos 
dentes, gerando pequenas cavidades nas quais mais bactérias 
podem se instalar.
b) A fermentação láctica produzida pelas bactérias causadoras 
da cárie é um processo metabólico que requer a presença de 
oxigênio.
80. Aproveite esta atividade para reforçar 
a diferença entre respiração pulmonar 
e respiração celular, e para revisar a 
anatomia e fisiologia dos insetos.
X
81. As cavidades criadas nos dentes 
pelo aumento da acidez (ou seja, 
diminuição do pH) propiciam a 
instalação de mais bactérias. O 
aumento do consumo de açúcar eleva, 
sim, a incidência de cáries porque 
justamente o açúcar é o substrato 
usado na fermentação láctica.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 71 25/02/14 20:33
72
c) Atribuir o aumento da incidência de cáries ao maior consumo 
de açúcar é um erro, pois não é o açúcar que a causa, e sim o 
ácido láctico.
d) A atividade das bactérias causadoras da cárie altera o seu am-
biente de tal forma que facilita a instalação de mais bactérias. 
e) O surgimento da cárie está relacionado ao aumento do pH na 
superfície do dente.
 C4 • H14 / C8 • H29 / H30 
 82 “Uma maneira eficaz de diminuir a incidência de cáries seria por 
meio da criação de uma vacina.”
Em relação a essa afirmação, assinale a alternativa correta.
a) A afirmação é falsa, pois vacinas só podem ser usadas para 
prevenir doenças causadas por vírus, e a cárie é uma doença 
causada exclusivamente por bactérias.
b) Tal vacina não teria nenhuma chance de sucesso, pois vacinas 
são sempre aplicadas no sistema cardiovascular, e os dentes 
não estão em contato com o sangue.
c) Se a vacina contra a cárie for bastante eficaz, no futuro as 
pessoas poderão deixar de escovar os dentes.
d) A vacina pode ser importante, mas, enquanto ela não for cria-
da, outras medidas têm de ser tomadas. Algumas delas são: 
manter a higiene oral, adicionar flúor à água tratada e mudar 
os hábitos alimentares.
e) Vacinas só funcionam contra doenças que possam ser transmi-
tidas de uma pessoa a outra, como a gripe. Esse não é o caso 
da cárie.
Texto para as questões 83 e 84:
A bioluminescência é um fenômeno natural bastante co-
nhecido em alguns grupos de animais, como vaga-lumes, pi-
rilampos, mosquitos, peixes e moluscos. Ela ocorre também 
em dezenas de espécies de fungos, embora poucas pessoas já 
tenham presenciado esse fenômeno. [...]
[...]
Em geral, as espécies de fungos bioluminescentes ocorrem 
em ambientes florestais úmidos, pois dependem da umidade 
para se alimentar, crescer e reproduzir. Entretanto, mesmo quem 
visita com frequência a floresta não consegue observar facilmen-
te essa intrigante característica de alguns fungos, principalmente 
porque a intensidade da emissão é fraca e os cogumelos são efê-
meros e sazonais. Uma boa estratégia para tentar localizá-los é 
visitar a floresta à noite, especialmente no período de lua nova, 
crescente ou minguante, quando a mata está mais escura. Ainda 
X
82. Realmente há pesquisas sendo feitas 
na tentativa de desenvolver uma vacina 
contra a cárie. Inclusive, já há uma 
vacina que funcionou em animais. As 
vacinas são usadas para apresentar 
algum agente patogênico (atenuado) 
ao organismo: vírus e bactérias, 
principalmente, mas o mesmo 
princípio poderia ser usado com 
fungos ou até com células de tumor. 
Vale enfatizar que a possibilidade 
de haver uma vacina contra a cárie 
bacteriana não exclui a necessidade de 
manter a higiene bucal, pois há outros 
problemas bucais não relacionados às 
bactérias que provocam a cárie.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 72 25/02/14 20:33
73
assim, como geralmente se caminha na mata com lanternas, é 
necessário fazer paradas sem iluminação por alguns minutos, 
observando o solo, até que os olhos se habituem à escuridão, e 
a luz dos fungos possa ser identificada.
[...]
[...] Análises filogenéticas moleculares evidenciaram que os 
fungos bioluminescentes são polifiléticos, isto é, representados 
por algumas linhagens que, em certos casos, evoluíram de forma 
independente em relação à emissão de luz. Os fungos biolumi-
nescentes estão distribuídos em três linhagens (mas possivelmen-
te são quatro), confirmando a ideia de que a bioluminescência, 
algumas vezes, evoluiu independentemente nos fungos. [...]
BRAGA-NETO, R.; STEVANI, C. V. O universo luminoso dos fungos 
bioluminescentes. Scientific American Brasil, São Paulo, n. 86, jul. 2009.
Disponível em: <www2.uol.com.br/sciam/reportagens/ 
o_universo_luminoso_dos_fungos_bioluminescentes.html>. 
Acesso em: fev. 2014.
 C4 • H14 / C8 • H28 
 83 De acordo com as informações dadas pelo texto, é correto con-
cluir que:
a) os fungos bioluminescentes conseguem realizar fotossíntese 
durante a noite, porque produzem a luz necessária para tal.
b) é mais fácil enxergar esses fungos depois de nossa visão ter 
se acostumado com a escuridão, assim como precisamos nos 
acostumar ao entrar numa casa após termos saído de um am-
biente muito claro.
c) a produção de luz ocorre apenas durante as luas nova, cres-
cente e minguante, e de maneira efêmera e sazonal, ou seja, 
por curtos períodos e apenas em certas épocas do ano.
d) é difícil enxergar os fungos à noite, pois eles deixam de pro-
duzir luz quando iluminados por outras fontes luminosas, 
mesmo que estas tenham intensidade fraca (como a lua cheia 
e as lanternas).
e) os fungos bioluminescentes armazenam energia luminosa du-
rante o dia para que possam emiti-la durante a noite.
 C4 • H14 / C4 • H16 
 84 Segundo o texto, é correto afirmar que:
a) os mecanismos de produção de luz são os mesmos tanto para 
os fungos quanto para os insetos, moluscos e peixes.
b) existiu, no passado, uma única espécie ancestral dos fungos 
bioluminescentes,a qual deu origem às linhagens atuais des-
ses fungos.
83. Nossa visão tem a capacidade de se 
acostumar à luz (ou falta de luz), o que 
nos faz enxergar bem em situações de 
luminosidade diferente. Por isso, os 
fungos bioluminescentes, que emitem 
luz muito fraca, são mais facilmente 
vistos quando não há outras fontes de 
luz ofuscando o seu brilho.
X
84. Evoluir independentemente significa 
que as linhagens se separaram há 
um tempo relativamente grande. 
Por vezes, certas características 
comuns surgem nessas linhagens 
independentes, mesmo sem que 
estivessem presentes no ancestral 
comum às espécies em questão.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 73 25/02/14 00:16
74
c) entre os fungos, o advento da bioluminescência ocorreu mais 
de uma vez, em linhagens diferentes. Ou seja, os fungos bio-
luminescentes não formam um grupo fechado que possui um 
único ancestral comum e exclusivo.
d) algumas linhagens de fungos bioluminescentes evoluíram 
independentemente das outras. Ou seja, são espécies novas 
que não têm ancestral evolutivo.
e) os fungos bioluminescentes são mais evoluídos que os demais 
fungos.
 C4 • H14 / C4 • H15 / C5 • H17 
 85 O canto dos grilos machos atrai as fêmeas, propiciando o acasala-
mento e a reprodução. Em um estudo, pesquisadores separaram 
alguns machos em dois grupos: um que recebeu alimentação 
bem nutritiva e outro que recebeu alimentação mais pobre. De-
pois de certo tempo, os pesquisadores registraram o número de 
grilos de cada grupo que estavam cantando. Confira o resultado 
no gráfico seguinte.
0,6
0,5
Alimentação nutritiva
P
ro
p
o
rç
ão
 d
o
s 
m
ac
h
o
s 
q
u
e 
es
ta
va
m
 c
an
ta
n
d
o
Grupo alimentar
Alimentação pobre
0,4
0,3
0,2
0,1
Fonte: WAGNER, W. E.; HOBACK, W. W. Nutritional effects on male 
calling behaviour in the variable field cricket. Animal Behaviour, n. 57, 
1999. p. 89-95.
De acordo com os resultados, é possível concluir que:
a) os grilos que cantam mais também sabem escolher o alimen-
to mais nutritivo.
b) a alimentação influencia no canto dos machos, mas não tem 
relação com a atração das fêmeas.
c) os machos que se alimentam melhor cantam mais do que os 
outros porque perdem menos tempo comendo.
d) se as fêmeas são atraídas pelo canto dos machos, há maior 
chance de elas se acasalarem com os machos mais bem ali-
mentados.
e) os machos mais bem alimentados ficam maiores e atraem 
mais fêmeas.
X
X
85. Algumas das alternativas (b e c), a 
priori, não podem ser consideradas 
erradas, mas não é possível chegar a 
essas conclusões apenas com base 
nas informações apresentadas no 
enunciado.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 74 25/02/14 00:16
75
 C4 • H14 / C8 • H28 / C8 • H29 
 86 As plantas não possuem um sistema imunológico como o dos 
vertebrados: não contam com anticorpos nem células especia-
lizadas em destruir organismos invasores. Para garantir sua so-
brevivência, elas combatem os agentes patógenos de diversas 
maneiras, sendo que muitas vezes produzem substâncias tóxicas 
que dificultam ou impedem o desenvolvimento de doenças.
Sabendo disso, escolha a alternativa correta.
a) As plantas são menos evoluídas que os animais vertebrados, 
pois apresentam menos tipos celulares.
b) Os mecanismos de defesa das plantas são menos eficientes 
do que o sistema imunológico dos animais vertebrados.
c) As substâncias tóxicas produzidas pelas plantas são tão efi-
cientes no combate a microrganismos que muitas se tornam 
princípios ativos de remédios utilizados pelos seres humanos. 
d) Os agentes patogênicos que atacam as plantas não apresen-
tam relação alguma com os que atacam os animais; por isso, 
não há como fazer comparações entre os dois mecanismos de 
defesa.
e) O sistema imunológico dos animais vertebrados depende da 
produção de anticorpos, e por isso é mais lento que o das plan-
tas, que sempre possuem um estoque de substâncias tóxicas.
 C4 • H16 / C8 • H28 
87 Abrigar duas espécies de aves que não são encontradas em ne-
nhum outro lugar do planeta já caracteriza uma região como um 
centro de endemismo. A área entre os rios Xingu e Tapajós, na 
Amazônia, tem oito dessas espécies exclusivas e uma delas foi 
descoberta recentemente por uma equipe de pesquisadores do 
Pará. É um arapaçu, chamado arapaçu-de-carajás (Xiphocolaptes 
carajaensis) em referência ao lugar onde foi encontrado: a Serra 
dos Carajás, no Pará. [...] Os arapaçus são pássaros aparentados 
à família do joão-de-barro, mas sobem no tronco das árvores 
como os pica-paus, utilizando a cauda como apoio.
“A terra das aves”. Pesquisa FAPESP, São Paulo, n. 83, jan. 2003. 
Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/2003/01/01/a-terra-das-
aves>. Acesso em: fev. 2014.
Após ler o texto, podemos concluir que:
a) os arapaçus são aparentados ao joão-de-barro, mas também 
são aparentados, em graus diferentes, aos pica-paus e a todas 
as outras aves.
b) a região entre os rios Xingu e Tapajós contém quatro áreas de 
endemismo.
X
86. Apesar de os agentes patogênicos 
serem diferentes, na maioria das vezes 
são fungos, bactérias ou vírus. Sendo 
assim, é possível encontrar substâncias 
produzidas pelas plantas que sejam 
úteis no combate às doenças de 
animais.
87. Todos os organismos que têm um 
ancestral em comum são aparentados. 
Os arapaçus e o joão-de-barro são 
parentes relativamente próximos. Mas 
os arapaçus também são parentes 
dos pica-paus, pois ambos são aves. 
Também são aparentados com todos 
os vertebrados, e assim por diante. Em 
relação à alternativa e, vale esclarecer 
que alguns rios, como os amazônicos, 
são tão largos que se tornam uma 
barreira geográfica até para alguns 
animais voadores, como aves e insetos.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 75 25/02/14 20:33
76
c) o fato de o arapaçu-de-carajás ter sido descoberto recente-
mente indica que essa espécie evoluiu há pouco tempo; no 
máximo há alguns anos.
d) a espécie Xiphocolaptes carajaensis é um híbrido de joão-de- 
-barro e pica-pau.
e) a área entre os rios Xingu e Tapajós não é uma região de en-
demismo no que concerne às aves, porque elas voam.
 C4 • H15 
 88 Em uma placa de Petri foram colocadas duas bactérias diferentes. 
Depois de algum tempo, foi introduzido ali um antibiótico. Obser-
ve o esquema e os gráficos a seguir e escolha a alternativa que 
melhor explica o que ocorreu no experimento:
Bactéria A
1 2 3
Antibiótico
Bactéria B
1 2
Grá�co da população de bactérias A
3
2
0
4
6
8
10
12
1 2
Grá�co da população de bactérias B
3
2
0
4
6
8
10
12
a) Com a morte de grande parte da população de bactérias B, a 
população de bactérias A, que são resistentes ao antibiótico 
usado, encontrou espaço para se desenvolver.
b) As bactérias A utilizaram o antibiótico como fonte alternativa 
de energia; isso explica o crescimento dessa população.
c) O crescimento da população de bactérias A se deve ao fato de 
contarem com uma taxa reprodutiva superior à das bactérias B.
d) As bactérias A se tornaram resistentes ao antibiótico em con-
sequência da morte das bactérias B.
e) As bactérias A sobreviveram ao antibiótico somente por exis-
tirem as bactérias B, não resistentes, que morreram primeiro; 
88. O uso indiscriminado de antibióticos 
pode ser perigoso, pois pode 
selecionar bactérias mais resistentes, 
como é possível observar no 
experimento. Em 2010, um surto da 
bactéria resistente KPC preocupou o 
país, levando a Agência Nacional de 
Vigilância Sanitária (Anvisa) a criar leis 
para o controle do uso dos antibióticos.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 76 25/02/14 20:33
77
caso contrário, elas não teriam sobrevividoao uso desse anti-
biótico.
 C4 • H14 / C5 • H17 
 89 O gráfico a seguir foi construído com base no crescimento de 
quatro espécies de bactéria diferentes em função da concentra-
ção de oxigênio presente no meio de cultura.
Concentração de oxigênio no meio
N
ú
m
er
o
 d
e 
b
ac
té
ri
as
Com base nos seus conhecimentos sobre o metabolismo bacte-
riano, indique a alternativa incorreta.
a) A bactéria representada pela curva azul tem metabolismo aeró-
bico.
b) A bactéria representada pela curva vermelha é microaerófila, ou 
seja, não tolera ausência nem altas concentrações de oxigênio.
c) A bactéria representada pela curva preta não utiliza oxigênio em 
seu metabolismo, o que pôde ser comprovado pelo fato de que 
seu crescimento manteve-se constante.
d) A bactéria representada pela curva verde não tolera altas con-
centrações de oxigênio, o que pôde ser comprovado pelo fato de 
ter sido exterminada rapidamente.
e) Para todas as bactérias em questão, a presença (ou a ausência) 
de oxigênio é um fator crucial para o seu desenvolvimento.
 C4 • H14 / C4 • H15 / C5 • H17 
 90 Em um laboratório de microbiologia, foram cultivadas, sob as 
mesmas condições, quatro espécies diferentes de bactéria. Os 
tubos de ensaio representados a seguir mostram o crescimento 
dessas bactérias após alguns dias de cultura.
1 2 3 4
89. A análise do gráfico permite que as 
bactérias representadas pelas curvas 
azul, vermelha, preta e verde sejam 
identificadas, respectivamente, como 
aeróbicas, microaerófilas, anaeróbicas 
facultativas e anaeróbicas estritas. Na 
alternativa c, o erro está na afirmação 
de que as bactérias representadas pela 
curva preta não utilizam oxigênio em 
seu metabolismo; na verdade, elas 
podem utilizar ou não o oxigênio na 
respiração celular.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 77 25/02/14 20:33
78
Com relação ao tipo de metabolismo de cada uma dessas bac-
térias, não é possível dizer que:
a) o tubo 1 abriga bactérias anaeróbicas.
b) as bactérias presentes no tubo 2 são microaerófilas, ou 
seja, não toleram altas concentrações de oxigênio, nem sua 
ausência.
c) as bactérias presentes no tubo 3 certamente são aeróbicas.
d) o tubo 4 apresenta uma mistura das bactérias em questão.
e) as bactérias em questão não apresentam o mesmo tipo de me-
tabolismo.
 C4 • H14 / C5 • H17 
91 O ciclo reprodutor mais comum entre as algas é o chamado 
haplodiplobionte. Esse tipo de ciclo é caracterizado pela alter-
nância de gerações, possibilitada pela existência de dois tipos 
de talo: haploide e diploide.
Analise a imagem a seguir e indique a alternativa que contém 
os dados necessários para completar corretamente o esquema.
Fecundação
Zigoto (2n)
(Mitoses)
(Mitoses)
12
3
Esporângios
Gametófitos (n)
Gametângios
Gametas (n)
a) 1. Esporófito (n); 2. Mitoses; 3. Gametas (n); 4. Mitoses.
b) 1. Esporófito (2n); 2. Meiose; 3. Esporos (n); 4. Mitoses.
c) 1. Esporófito (2n); 2. Mitoses; 3. Esporos (2n); 4. Meioses.
d) 1. Esporófito (n); 2. Mitoses; 3. Esporos (n); 4. Mitoses.
e) 1. Esporófito (2n); 2. Meiose; 3. Gametas (n); 4. Meioses.
 C5 • H17 
 92 Analise a tabela a seguir, sobre o número de espécies do reino 
animal, e assinale a alternativa correta.
90. Nesta questão, o aluno deve relacionar 
as informações apresentadas na 
imagem com seus conhecimentos 
sobre o metabolismo bacteriano. 
No caso apresentado, o padrão de 
crescimento das bactérias mostra 
que: o tubo 1 abriga bactérias 
anaeróbicas; o tubo 2 abriga bactérias 
microaerófilas; o tubo 3 abriga 
bactérias aeróbicas; e o tubo 4 abriga 
bactérias anaeróbicas facultativas. A 
alternativa d está incorreta por afirmar 
que há uma mistura de bactérias, o 
que não poderia ocorrer visto que o 
enunciado do exercício sugere que 
cada um dos quatro tipos diferentes 
de bactéria foi posicionado em um dos 
tubos de ensaio, numerados de 1 a 4.
X
91. Nesta questão, é necessário relacionar 
as informações apresentadas na 
ilustração e no enunciado com os 
conhecimentos sobre o ciclo de 
alternância de gerações. Uma boa 
análise da figura, por si só, pode fazer 
que o aluno chegue à resposta correta, 
mesmo sem que ele conheça bem 
todas as etapas do ciclo de vida em 
questão.
X
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79
Número aproximado de espécies animais por filo
Filo Número de espécies
Poríferos 5 500
Cnidários 10 000
Platelmintos 20 000
Nemátodos 25 000
Anelídeos 16 500
Artrópodes 1 097 600
Moluscos 93 200
Equinodermos 7 000
Cordados 49 700
Total 1 324 500
Fonte: BRUSCA, Richard C.; BRUSCA, Gary J. Invertebrates. 2. ed. Londres: 
IE-MacMillan UK, 2003.
a) Os vermes correspondem a aproximadamente 5% de todos os 
animais conhecidos no planeta.
b) No mundo todo, existem aproximadamente 1 300 000 espécies 
diferentes de seres vivos conhecidos.
c) O filo do qual os camarões fazem parte não apresenta grande 
expressividade com relação ao número total de espécies.
d) A tendência crescente relativa ao número de espécies dentro 
de cada filo é refletida pela maior evolução dos animais ao lon-
go do tempo.
e) Os vertebrados, representados pelos dois últimos filos da tabe-
la, estão, na maioria das vezes, no topo das teias alimentares.
 C1 • H2 / C1 • H3 / C8 • H30 
 93 O texto seguinte relata ações de Osvaldo Cruz, no início do sécu-
lo XX, voltadas para a saúde pública no Rio de Janeiro:
A campanha foi montada nos moldes de uma verdadeira 
operação militar, com a cidade dividida em dez distritos para 
a ação. Todas as áreas urbanas que favoreciam a proliferação 
de mosquitos foram atacadas. Aterraram-se alagados; os lixos 
foram retirados das ruas; os cortiços, esvaziados e demolidos. 
Combatendo também a peste, Osvaldo Cruz promovia a des-
ratização. Pagavam-se cerca de trezentos réis por cada rato 
morto que as pessoas levassem aos agentes sanitários, o que 
incentivava o apoio da população ao objetivo de se diminuir o 
número desses animais na cidade.
Como todas as medidas foram prejudiciais às classes po-
bres, iniciaram-se os protestos dessa maioria. [...] Em fevereiro 
X
92. De acordo com a tabela, os vermes, 
representados pelos filos dos 
platelmintos, dos nemátodos e dos 
anelídeos, totalizam 61 500 espécies. 
Sendo assim, deve-se fazer o cálculo 
para que se chegue ao valor de 4,6%, 
ou seja, aproximadamente 5% do total 
de espécies animais conhecidas.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 79 25/02/14 00:16
80
de 1904, em pleno verão, não aconteceu a anual epidemia de 
febre amarela; e em abril, nenhum caso de peste foi registrado. 
[...] Mas, se no começo do ano se obteve o controle da febre 
amarela e da peste, não ocorreu o mesmo em relação à varíola 
[...].
UJVARI, S. C. A história e suas epidemias: a convivência do homem com os 
microrganismos. Rio de Janeiro/São Paulo: 
Senac Rio/Senac São Paulo, 2003. p. 232.
Sobre as doenças citadas, é correto afirmar que:
a) as medidas de Osvaldo Cruz descritas pelo texto não tiveram o 
mesmo sucesso contra a varíola, pois no caso dessa doença o 
agente etiológico independe de ratos e de mosquitos para ser 
transmitido aos seres humanos.
b) as pessoas que foram submetidas à campanha de saúde pro-
movida por Osvaldo Cruz estavam corretas ao protestarem, já 
que esvaziar cortiços para depois demoli-los não é uma medida 
eficaz para combater todas as doenças citadas no texto.
c) campanhas de vacinação da população seriam medidas efica-
zes para combater a varíola, já que, por meio da vacina, os indi-
víduos receberiam os anticorpos específicos para o combate da 
bactéria causadora dessa doença.
d) vacinar a população não seria uma medida eficaz para comba-
ter a varíola, pois, com a vacina, os indivíduoslevariam tempo 
demais para desenvolver imunidade à doença, sendo preferí-
vel, nesse caso, a aplicação de soro.
e) uma medida eficaz no contexto da campanha de Osvaldo Cruz, 
que teria sido complementar às apresentadas pelo texto, seria 
imunizar a população com o uso de soros antivaríola, antifebre 
amarela e antipeste, já que a ação do soro é mais rápida que a 
da vacina.
 C4 • H16 
94 Não é apenas o alto endemismo que surpreende nas dunas 
do São Francisco. As margens opostas do rio abrigam lagartos, 
serpentes e anfisbenas muito semelhantes na aparência, mas 
de espécies e constituição genética distintas: são as espécies-
-irmãs, como os lagartos Tropidurus amathites e Tropidurus 
divaricatus. Ambos têm até 30 centímetros de comprimento e 
o corpo marrom com manchas pretas e amarelas, mas de pa-
drões distintos. Segundo [Miguel Trefaut] Rodrigues, foi o pró-
prio São Francisco que induziu o surgimento dessas espécies, 
a partir de um mesmo ancestral. De acordo com a hipótese 
admitida inicialmente, o rio corria para um lago do interior do 
Nordeste, não para o mar, até o fim do último período glacial, 
há 12 mil anos.
93. A alternativa a informa corretamente 
o motivo da disseminação da varíola, 
motivo este que a diferencia das 
demais doenças, que dependem de 
um agente transmissor: no caso da 
febre amarela, o agente transmissor é 
o mosquito; no caso da peste, o rato. 
A varíola tem como agente etiológico 
um vírus, e a prevenção dessa doença 
se dá com a aplicação de vacina.
X
94. Na alternativa d, a afirmação de que 
se trata de grupos-irmãos é uma 
constatação filogenética, mas não um 
processo evolutivo.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 80 25/02/14 00:16
81
Nas margens desse lago viviam populações de animais 
adaptados aos solos arenosos. “Quando o rio rompeu essas 
margens, isolou em lados opostos populações de uma mesma 
espécie, que viviam em hábitats similares” [...]. Como consequ-
ência, essas espécies evoluíram em ambientes separados e ori-
ginaram espécies hoje encontradas apenas na margem direita 
ou esquerda do rio [...].
FALCÃO, Verônica. “Riqueza oculta no sertão”. 
Pesquisa FAPESP, n. 93. São Paulo: FAPESP, nov. 2003. Disponível em: 
<http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=2301&bd=1&pg=2&lg=>. 
Acesso em: fev. 2014.
O texto anterior fala implicitamente de um processo ligado à 
evolução das espécies de seres vivos. Sobre ele, pode-se dizer:
a) que se trata da anagênese, processo pelo qual um caráter 
surge ou se modifica em uma população ao longo do tempo.
b) que se trata do endemismo, processo pelo qual espécies no-
vas se estabelecem em determinadas regiões delimitadas por 
acidentes geográficos intransponíveis.
c) que se trata da cladogênese, processo pelo qual a coesão ori-
ginal de uma população é rompida, com a consequente gera-
ção de duas ou mais populações que não mais trocam genes.
d) que se trata de grupos-irmãos, pois as duas espécies citadas 
têm mais proximidade entre si do que com as espécies que 
existem no mesmo clado.
e) que se trata das mudanças de fluxo dos grandes rios, processo 
que causa o isolamento de populações e permite o apareci-
mento de novas espécies.
 C3 • H11 
95 A gripe (influenza) é uma doença infecciosa, transmissível, 
causada pelo vírus influenza. É transmitida de uma pessoa 
para outra por via respiratória com extrema facilidade, cau-
sando febre, coriza, tosse seca, dor de garganta, dor de cabeça 
e dor no corpo. As pessoas idosas e as portadoras de doenças 
crônicas têm maior risco de complicações como a pneumo-
nia, o que pode tornar necessária a internação hospitalar. A 
vacinação contra a gripe reduz o risco de infecção com o vírus 
influenza e, portanto, o de complicações.
A vacina mais comumente utilizada é a injetável, que é 
elaborada a partir de vírus influenza cultivados em ovos de 
galinha. A vacina tem componentes de várias cepas do vírus 
influenza, inativado e fracionado [...]. É importante ressaltar 
que, por ser produzida com vírus inativado, a vacina pode 
ser administrada com segurança em pessoas com deficiência 
X
95. O erro da alternativa d está no fato 
de que, apesar de as pessoas com 
deficiência imunológica serem 
certamente muito favorecidas pelas 
vacinas, estas beneficiam igualmente 
pessoas que não apresentam essa 
condição.
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82
do sistema imunológico e se administrada em gestantes, não 
representa risco para o feto.
FERNANDES, G. C.; MARTINS, F. S. V.; CASTIÑEIRAS, T. M. P. P. Vacina contra a 
gripe. CVA – Centro de Vacinação de Adultos/Cives – Centro de Informação em 
Saúde para Viajantes, Rio de Janeiro (atualizado em 31 out. 2004). Disponível 
em: <www.cva.ufrj.br/informacao/vacinas/gripe-pr.html>. Acesso em: fev. 2014.
Com base no texto e em seus conhecimentos sobre biologia, 
no que diz respeito à gripe e à utilização de vacinas, é correto 
afirmar que:
a) o antibiótico adicionado à vacina torna os vírus inativos, portan-
to próprios para a utilização em seres humanos.
b) na maioria das vezes a vacinação não vale a pena, pois as chan-
ces de complicações são maiores do que o risco de adquirir a 
doença.
c) devido à alta taxa de mutação dos vírus, o uso de várias cepas 
é indispensável para maior efetividade da vacina.
d) pessoas com sistema imunológico deficiente são as mais bene-
ficiadas pelas vacinas antigripais.
e) a vacina contra a influenza não apresenta vantagens para os 
fetos, já que a gripe é transmitida pelo ar.
 C4 • H14 
 96 
Semente
Grãos de pólen + óvulos
Estróbilo ovulado
Estróbilo microsporangiado
Zigoto
EsporosEsporófito maduro
(+ esporângio)
Anterozoides + oosferas
Gametófito
(anterídios + arquegônios)
Gametófito feminino
(arquegônios + zigoto)
Gametófito masculino
(anterídios + anterozoides)
Gametófito feminino
(arquegônios + oosferas)
Esporófito maduro
Esporófito maduro
A
B
C
Semente
Grãos de pólen + óvulos
Estróbilo ovulado
Estróbilo microsporangiado
Zigoto
EsporosEsporófito maduro
(+ esporângio)
Anterozoides + oosferas
Gametófito
(anterídios + arquegônios)
Gametófito feminino
(arquegônios + zigoto)
Gametófito masculino
(anterídios + anterozoides)
Gametófito feminino
(arquegônios + oosferas)
Esporófito maduro
Esporófito maduro
A
B
C
Semente
Grãos de pólen + óvulos
Estróbilo ovulado
Estróbilo microsporangiado
Zigoto
EsporosEsporófito maduro
(+ esporângio)
Anterozoides + oosferas
Gametófito
(anterídios + arquegônios)
Gametófito feminino
(arquegônios + zigoto)
Gametófito masculino
(anterídios + anterozoides)
Gametófito feminino
(arquegônios + oosferas)
Esporófito maduro
Esporófito maduro
A
B
C
Baseando-se na análise dos esquemas apresentados e em seus 
conhecimentos sobre botânica, selecione a alternativa correta:
a) O esquema C pode ser tanto de uma gimnosperma como de 
uma angiosperma, pois em ambos os casos a semente dá ori-
gem ao esporófito.
b) Os esquemas A e B correspondem a grupos de organismos 
que dependem da água para que seus gametas se desloquem 
a fim de que haja a fecundação.
X
96. Ocorre a formação de zigoto em 
todos os esquemas. No esquema A, o 
gametófito feminino abriga o zigoto, 
mas não se transforma nele.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 82 25/02/14 00:16
83
c ) Os três esquemas representam o mesmo processo; no entan-
to, cada um o apresenta com uma nomenclatura distinta.
d) Somente nos esquemas A e B ocorre a formação de zigoto.
e) No esquema A, o gametófito feminino se transforma no zigo-
to.
 C8 • H29 
 97 Em locais de clima bem frio, espécies de árvores do gênero 
Acer, conhecidas como bordos, acumulam grandes quantidades 
de amido antes da chegada do inverno. Duranteessa estação, 
essas espécies como que “hibernam”, suspendendo seu me-
tabolismo. Na primavera, a atividade metabólica reaparece e 
o amido acumulado antes do inverno é distribuído pela planta 
para que ela consiga produzir novas folhas e outros órgãos. Nes-
sa época, ao se fazer pequenos cortes na casca dessas árvores, 
de modo a atingir somente a parte mais superficial do tronco, 
obtém-se um exsudado (bem claro e líquido, parecendo água, 
mas rico em minerais e açúcares, principalmente a sacarose) 
que é reduzido, por evaporação, ao que se conhece por xaro-
pe de bordo. Trata-se de um líquido muito adocicado, aplicado 
sobre torradas, waffles e outros alimentos, sendo consumido 
amplamente por estadunidenses e canadenses.
O texto anterior se refere a um produto que é obtido diretamen-
te do tronco dos bordos. Sobre ele, pode-se afirmar que:
a) é obtido pela coleta da seiva mineral dessas espécies de árvore.
b) é formado porque, ao “hibernarem”, essas espécies de árvore 
conseguem produzir e estocar maiores quantidades de amido.
c) é obtido pela coleta da seiva orgânica dessas espécies de árvore.
d) para que seja formado, a evaporação elimina os minerais in-
desejáveis e o amido do exsudado, deixando apenas água e 
açúcar.
e) é obtido pela retirada das secreções da casca dos bordos.
 C5 • H19 
 98 O pentaclorofenol (PCF) é uma substância muito tóxica para o 
ser humano, mas que ainda é utilizada como conservante em 
alguns produtos feitos de madeira. Apesar de ser biodegradá-
vel, o PCF leva muito tempo para se decompor. Em um estudo, 
pesquisadores testaram a eficiência de uma espécie de fungo 
(Phanerochaete chrysosporium) na degradação do PCF. Para 
tanto, utilizaram dois grupos de placas contendo meio mínimo 
e PCF. No primeiro grupo, chamado de experimental, colocaram 
inóculos do fungo. No segundo grupo de placas, chamado de 
controle, não inocularam o fungo, ou seja, as placas foram man-
97. A alternativa d está incorreta porque 
a evaporação só elimina a água do 
exsudado.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 83 25/02/14 00:16
84
tidas apenas com meio mínimo e PCF. O resultado obtido por 
esse experimento está representado no gráfico seguinte:
Horas
grupo experimental( ) grupo de controle( )
0 10 20 30
2
4
6
8
10
12
P
C
F
 (
μ
g
/c
ul
tu
ra
)
É possível afirmar, então, que:
a) as culturas sem PCF tiveram um impacto menor no número de 
colônias de P. chrysosporium.
b) em menos de cinco horas, as placas com P. chrysosporium apre-
sentaram redução de 75% na quantidade de PCF (em relação à 
quantidade original).
c) o PCF é um potente estimulador do crescimento de P. 
chrysosporium.
d) o PCF apresenta uma taxa própria de degradação que é máxima 
antes das primeiras cinco horas e que se estabiliza a seguir.
e) como as placas de controle tiveram um menor número de da-
dos medidos, a comparação com o grupo experimental se torna 
inviável.
  C4 • H13 / C5 • H17 
 99 Analise a seguinte tirinha:
GONSALES, F. Níquel Náusea: os ratos também choram. 
São Paulo: Bookmakers, 1999. p. 53.
98. Apesar de as condições do 
experimento não serem ideais, a 
diferença entre o grupo de controle 
e o grupo experimental, no que diz 
respeito ao número de dados medidos, 
não inviabiliza a comparação.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 84 26/02/14 15:39PDF2
85
O cartunista Fernando Gonsales fez alusão, na tirinha, a um fe-
nômeno biológico caracterizado por:
a) formação de novo indivíduo por clonagem e partenogênese, 
sem necessidade do macho para a fecundação.
b) complexidade genética, dada a recombinação gênica própria da 
reprodução das amebas.
c) complexidade genética, apesar de não ocorrer troca de DNA.
d) reprodução relativamente rápida, mas com uma complexidade 
que implica variabilidade genética.
e) reprodução relativamente simples e com pouca variabilidade 
genética.
 C4 • H16 / C8 • H28 
 100 Acredita-se que, a partir de determinado momento da evolu-
ção, espécies vegetais passaram a ocupar ambientes terrestres, 
sobrevivendo a condições adversas, como menor disponibilida-
de de água. Ao analisarmos os atuais vegetais que habitam am-
bientes terrestres, podemos perceber adaptações associadas à 
vida nesses ambientes.
Qual alternativa correlaciona corretamente as adaptações as-
sociadas à vida terrestre aos exemplos de vegetais com tais 
características?
Adaptações associadas à 
vida terrestre
Exemplos de vegetais 
a) Presença de flagelo nos 
gametas masculinos e 
embrião com revesti-
mento que reduz a perda 
d’água por transpiração.
Musgo, samambaia, 
palmeira e pinheiro- 
-do-paraná.
b) 
X
Presença de vasos 
condutores de seiva e 
epiderme revestida por 
uma camada de material 
impermeável à água.
Algodoeiro, samambaia, 
roseira e cacto mandacaru.
c) Presença de vasos condu-
tores de seiva e sementes 
com características que 
favorecem sua dispersão 
pelo ar.
Algodoeiro, avenca, 
gramínea e arroz.
X
100. As pteridófitas, gimnospermas e 
angiospermas apresentam vasos 
condutores de seiva. A presença de 
material impermeável revestindo a 
epiderme é uma característica dessas 
plantas e também das briófitas. 
Sementes são encontradas apenas 
em gimnospermas e angiospermas.
99. O fenômeno em questão é a 
reprodução assexuada do tipo 
divisão binária, em que não ocorre 
troca de material genético: as 
células-filhas apresentam a mesma 
informação genética da célula-mãe. 
Em comparação com a reprodução 
sexuada, a divisão binária é mais 
simples e rápida.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 85 25/02/14 20:33
86
d) Epiderme revestida por 
uma camada de material 
impermeável à água e 
sementes com caracterís-
ticas que favorecem sua 
dispersão pelo ar ou por 
meio de animais.
Cacto mandacaru, pinheiro-
-do-paraná, samambaia e 
ipê-amarelo.
e) Epiderme revestida por 
uma camada de material 
impermeável à água e 
sementes com caracterís-
ticas que favorecem sua 
dispersão pelo ar ou por 
meio de animais.
Cacto mandacaru, pinheiro-
-do-paraná, samambaia, 
líquen e ipê-amarelo.
 C4 • H14 
 101 Leia a tira a seguir:
GONSALES, F. “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 
São Paulo, 1o jan. 2011.
Quais células humanas movimentam-se de modo semelhante à 
ameba, sendo capazes de realizar fagocitose?
a) Todos os leucócitos. d) Certos tipos de linfócito B.
b) Todos os linfócitos T. e) Todos os macrófagos.
c) Todos os linfócitos B.
 C4 • H16 
 102 Analise o texto e as figuras seguintes, que tratam da evolução 
dos primatas:
Os primeiros representantes da linhagem da espécie huma-
na foram primatas que começaram a apresentar postura ereta, 
deslocando-se apenas com os membros posteriores (bípedes), 
e apoiados sobre os pés. Os membros anteriores e as mãos 
101. As células humanas capazes de 
realizar fagocitose são os osteoclastos 
(presentes no tecido ósseo) e os 
macrófagos (que constituem um tipo 
de leucócito).
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 86 25/02/14 20:33
87
ficaram liberados, o que propiciou a execução de outras fun-
ções, não mais relacionadas ao deslocamento. Além disso, os 
membros inferiores tornaram-se mais longos que os superiores.
LOPES, Sônia; ROSSO, Sergio. BIO: volume 3. 2. ed. 
São Paulo: Saraiva, 2010. p. 461.
A
B
C
Representação dos esqueletos dos primatas A, B e C, evidenciando seu modo 
de vida.
Sahelanthropus
Orrorin
tugenensis Ardipithecus
ramidus
A. anamensis
A. afarensis
A. aethiopicus
A. africanus
A. robustus
Homo habilis
Homo erectus
Homo
sapiens
A. boisei
Kenyanthropus
platyops
Ardipithecus
ramidus
kadabba
7 6 5
Cada intervalo na linha do tempo equivale a 1 milhão de anos4 3 2 1 Hoje
Linha do tempo mostrando espécies da linhagem dos primatas.
Disponível em: <http://www.cientifica.50megs.com/arqueologiahtm/
natpaleo.htm>. Acesso em: fev. 2014 .
Algumas afirmações foram feitas acerca dos primatas apresen-
tados:
 I. B pode ser o Australopithecus, primeiro primata a apresentar 
postura bípede.
 II. Nenhum dos esqueletos pode ser do chimpanzé, animal que 
não tem hábitos arborícolas.
 III. O Australopithecus, que apresenta braços mais longos que as 
pernas, assim como dedos das mãos e dos pés marcadamen-
te curvos, é o primata C.
 IV. Em certa época da história evolutiva, o Australopithecus foi o 
único primata a habitar a Terra.
 V. O primata C é o Homo sapiens, espécie que teria surgido 
entre 300 mil e 450 mil anos atrás.
A 5 Australopithecus 
102. O primata A assemelha-se ao 
chimpanzé, animal com hábitos 
arborícolas. O primata B poderia ser o 
Australopithecus, que de fato contava 
com braços mais longos que as 
pernas, assim como dedos das mãos e 
dos pés marcadamente curvos. 
O primata C é o Homo sapiens, 
espécie que teria surgido entre 
100 mil e 150 mil anos atrás.
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 87 25/02/14 21:16
88
De acordo com os conhecimentos atuais sobre a evolução, pode-
-se dizer que estão corretas as afirmações:
a) I e IV. d) II e III.
b) I e III. e) I e V.
c) II e V.
 C4 • H16 / C8 • H28 
 103 Existem animais que apresentam características estruturais se-
melhantes apesar de pertencerem a grupos taxonômicos dife-
rentes. Por exemplo, há espécies de camaleão, esperança e ara-
nha que apresentam em comum a cor verde, podendo, assim, 
camuflar-se em meio a vegetais clorofilados.
Com base no darwinismo, pode-se afirmar que essa semelhan-
ça estrutural:
a) é fruto da interação entre o meio e os antepassados dos animais 
citados, os quais eram esverdeados e, por isso, conseguiram 
elevar suas chances de sobrevivência, gerando descendentes 
com a mesma característica (presença de tons de verde).
b) pode ser considerada um caso de homologia, pois, sendo o có-
digo genético universal, é possível asseverar que esses animais 
apresentam um ascendente comum, com alguma parte do cor-
po esverdeada.
c) deve-se à seleção natural do meio, já que as dificuldades de 
sobrevivência dos antepassados desses animais os levaram a 
tentar desenvolver um modo de camuflar-se entre folhas de 
plantas.
d) é resultado da pressão evolutiva do meio sobre os ancestrais 
desses animais, pois o ambiente pode, em sua interação com 
os organismos, promover mutações e recombinações genéti-
cas, além de seleção natural.
e) é tão vantajosa que continuará presente em todos os descen-
dentes desses animais, desde que eles não abandonem seu há-
bitat, ou seja, desde que continuem vivendo em meio a folhas.
 C5 • H19 
 104 Um poluente não biodegradável, produzido por um complexo 
industrial, foi despejado no solo de quatro bairros (A, B, C e D) 
de certa cidade. Sabe-se que a concentração do poluente no 
solo é diferente em cada um dos bairros.
Um laboratório quer saber quais bairros foram mais afetados 
pelo poluente. Para tanto, selecionou quatro espécies de plan-
tas que reagem diferentemente a ele, sendo que determinadas 
faixas de concentração do poluente podem levá-las à morte.
X
103. Para que a similaridade estrutural 
seja discutida conforme as ideias 
darwinistas, deve ser assumido que 
os animais mencionados contam 
com ancestrais que já eram dotados 
de coloração verde/esverdeada. Essa 
característica, que pode ter surgido 
aleatoriamente por meio de mutação 
e/ou recombinação genéticas, 
proporcionou maior chance de 
sobrevivência aos indivíduos que a 
apresentavam (pelo fato de esses 
indivíduos viverem em meio a folhas 
verdes). A similaridade estrutural é 
fruto da interação dos seres vivos 
com o meio. Considerando-se o fato 
de que tanto o meio como os seres 
vivos podem modificar-se ao longo 
do tempo, não se pode afirmar que 
a cor verde continuará presente em 
todos os descendentes dos animais em 
questão. Tampouco se pode afirmar 
que a manutenção dessa característica 
pelas gerações futuras pode ser 
garantida pela permanência dos 
animais no mesmo hábitat.
X
104. Os resultados relativos às espécies 
1 e 4 não servem para indicar os 
bairros mais poluídos. No caso da 
espécie 1, sua morte nos quatro 
bairros impossibilita o conhecimento 
preciso do teor de poluente em 
cada um deles. A espécie 4, por sua 
vez, parece conseguir sobreviver 
independentemente da concentração 
do poluente, o que também impede a 
detecção dos níveis de poluente nos 
bairros.
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89
Foram plantadas, então, essas quatro espécies de vegetais nos 
bairros afetados.
Eis os resultados obtidos após uma semana:
Bairro
Espécie
A B C D
1 – – – –
2 + + – –
3 + – – –
4 + + + +
Legenda: sobrevivência (+); morte (–).
Quais espécies, juntas, indicam os bairros que estão mais poluí-
dos?
a) 1 e 4.
b) 2 e 3.
c) 2 e 4.
d) 1 e 2.
e) Todas.
 C3 • H8 / C5 • H18 
 105 Analise o seguinte esquema de produção de biocombustíveis.
Carro
Cultivo de
plantas
Coleta da
matéria-prima
Tratamento X
Biocombustível
Algumas afirmações foram feitas a respeito desse esquema:
 I. Se o esquema se referir à produção de biodiesel, a etapa do 
tratamento X deverá envolver a extração de óleos vegetais.
 II. Se o esquema se referir à produção de etanol, o tratamento 
X deverá envolver, obrigatoriamente, a fermentação.
 III. O esquema poderia se referir à produção de metano se hou-
vesse coleta de matéria orgânica de origem animal.
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 89 25/02/14 00:16
90
Assinale a alternativa que apresenta a(s) afirmação(ões) cor-
reta(s):
a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e III.
e) III.
 C4 • H13 / C5 • H17 
 106 A pintura a seguir, de Arnold Böcklin, representa uma doença 
que atingiu a Europa medieval, tendo como agente etiológico 
uma bactéria que parasita ratos.
Fonte: UJVARI, S. C. A história e suas epidemias: a convivência do homem 
com os microrganismos. Rio de Janeiro/São Paulo: 
Senac Rio/Senac São Paulo, 2003.
As frases seguintes descrevem o cenário europeu da época:
A. “Pelas rotas marítimas, as cidades italianas mantinham ínti-
mas relações comerciais com o Oriente [...].”
B. “[...] Os transeuntes das cidades medievais passavam por 
ruas e becos estreitos com pouca iluminação, muitas vezes 
lamacentos por causa das chuvas. Não era raro que das janelas 
se jogassem excrementos nesses becos. [...]”
C. “[...] As famílias de posses tinham uma cama larga na qual 
dormiam várias pessoas; os pobres podiam não ter cama, mas 
também dormiam num mesmo recinto. [...]”
D. “[...] As famílias travavam uma luta constante contra as pul-
gas, que dificilmente eram derrotadas. [...]”
UJVARI, S. C. A história e suas epidemias, op. cit. p. 54-57.
105. O esquema pode referir-se à 
produção de: biodiesel (caso o 
tratamento X envolva extração 
de óleos vegetais, aquecimento 
e processamento do biodiesel), 
etanol (caso o tratamento X envolva 
a fermentação) ou metano (tendo 
como base matérias orgânicas de 
origem vegetal e/ou animal).
X
106. As frases descrevem condições 
propícias para a disseminação 
da peste bubônica, como, por 
exemplo, aglomerações humanas 
em ambientes não higiênicos. Essa 
doença pode ser transmitida de dois 
modos: por pulgas que parasitam 
ratos contaminados com a bactéria 
causadora da moléstia; ou por 
humanos contaminados por meio 
de gotículas de saliva expelidas 
principalmente por espirros.
AR
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OL
D 
BÖ
CK
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N
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ST
IM
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EU
M
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 90 25/02/14 00:1691
Trata-se aqui de qual doença?
a) Peste bubônica.
b) Tifo.
c) Febre amarela.
d) Leptospirose.
e) Rubéola.
 C4 • H16 / C5 • H17 
 107 O cladograma a seguir apresenta uma proposta de classificação 
dos animais:
Gastrulação e tecidos verdadeiros (Eumetazoa)
Desenvolvimento embrionário: mórula e blástula
Multicelularidade
Protista ancestral �agelado
Corpo
com sistema
aquífero,
sem tecido
verdadeiro
(Parazoa)
Diblásticos
Acelomados
Pseudocelomados
Protostômios
Esquizocelomados
Triblásticos e simetria primária bilateral (Bilateria)
Cavidade
no corpo Enterocelomados
Deuterostômios
Metameria
Simetria
secundária
pentarradial
Notocorda
Exoesqueleto
quitinoso
Pl
at
yh
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s, 
ar
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ha
s
A
nn
el
id
a:
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ho
ca
s
M
ol
lu
sc
a:
 m
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s, 
ca
ra
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ol
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em
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iv
as
, 
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êm
on
as
Ch
or
da
ta
:
an
Šo
xo
, a
sc
íd
ia
s,
ve
rt
eb
ra
do
s
Foram feitas as seguintes afirmações:
 I. As semelhanças morfológicas entre nematódeos e anelídeos 
sugerem que eles apresentam um ancestral comum exclusivo.
 II. Platelmintos, moluscos e equinodermos têm um ancestral co-
mum que apresentava simetria bilateral.
 III. Os equinodermos estão evolutivamente mais próximos dos 
artrópodes do que dos cordados.
 IV. O ancestral comum de anelídeos e moluscos surgiu antes do 
ancestral comum de anelídeos e artrópodes.
A análise do cladograma permite afirmar que está correto so-
mente o que é dito em:
a) I e IV.
b) II e IV.
c) III.
d) I e III.
e) II e III.
X
107. Embora nematódeos e anelídeos 
apresentem um ancestral comum, 
ele não é exclusivo (esse ancestral 
também deu origem a moluscos 
e artrópodes). Echinodermata é 
grupo-irmão de Chordata (ambos 
os grupos são compostos de seres 
deuterostômios e enterocelomados).
X
Biologia_Divulgação_Cad_Comp_066-096.indd 91 25/02/14 00:16
92
 C4 • H16 
 108 Uma espécie de planta (espécie A) é encontrada em regiões 
equatoriais, e sua semente é dispersa por algumas espécies de 
lagartos frugívoros. O mapa a seguir apresenta a distribuição 
natural dessa espécie vegetal:
Equador
OCEANO GLACIAL ÁRTICO
OCEANO
ATLÂNTICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ÍNDICO
Distribuição da espécie A 0 4400 8800 km
N
S
LO
Com base nas informações apresentadas, selecione a opção que 
apresenta o provável período no qual a espécie A surgiu e se 
distribuiu.
a)
N
505 a 408 milhões de anos atrás: 
surgimento das plantas com tecido 
condutor. Artrópodes conquistam o 
ambiente terrestre.
b)
N
360 a 286 milhões de anos atrás: 
surgimento de extensas florestas de 
plantas com sementes. Diversificação 
dos anfíbios e aparecimento dos répteis.
c )
N
245 a 208 milhões de anos atrás: 
grande diversificação dos répteis e 
surgimento das aves.
d)
X
Laurásia
Gondwana
N
280 a 65 milhões de anos atrás: 
surgimento das plantas com flores. Ao 
final do período, ocorre um evento de 
extinção em massa.
108. O enunciado permite concluir que 
a espécie A é uma angiosperma, 
podendo, assim, ser excluídas as 
alternativas a, b e c. O fato de a 
semente dessa planta ser dispersa 
por animais terrestres sugere que 
sua distribuição deve ter ocorrido 
em uma área contínua de terra, 
ou seja, quando as áreas em que é 
encontrada estavam próximas. Esse 
cenário é apresentado na alternativa 
d.
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93
e)
N
65 a 2 milhões de anos atrás: grande 
diversificação de mamíferos e angios-
permas.
 C3 • H8 / C4 • H14 / C5 • H18 
 109 O esquema a seguir apresenta, de maneira simplificada, o fun-
cionamento de um tipo de estação de tratamento de esgoto:
Grade de filtragem Filtragem em areia
Sólidos Líquidos
Biorreator com
bactérias
aeróbias
Biorreator com
bactérias
anaeróbias
Rios ou
oceanos
Fertilizantes
e outros
produtos
De acordo com o esquema, o uso de bactérias aeróbias tem por 
finalidade:
a) degradar a matéria orgânica, para dificultar o desenvolvimento 
de outros microrganismos.
b) diminuir o oxigênio diluído na água, para dificultar o desenvol-
vimento de outros microrganismos.
c) excluir, por predação, microrganismos patogênicos presentes 
no esgoto.
d) separar compostos solúveis de compostos não solúveis.
e) corrigir o pH da água antes de seu lançamento nos rios ou oce-
anos.
 C8 • H28 / C8 • H29 
 110 Para estudar a adaptação da hortelã-verde (Mentha viridis) a 
diferentes condições de luminosidade, foi realizado o seguinte 
experimento:
109. O esgoto doméstico é, geralmente, 
rico em matéria orgânica, podendo 
promover a eutroficação do corpo 
de água no qual for despejado. Para 
reduzir a quantidade de matéria 
orgânica a níveis seguros, trata-se 
o esgoto em biorreatores com 
bactérias aeróbias.
X
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94
Mantida por 
duas horas em 
canteiro exposto 
ao Sol
Mantida por duas 
horas em canteiro 
sombreadoVermelho 
de fenol
Folha de 
hortelã 
recém- 
-extraída
Rolha
O vermelho de fenol é um indicador ácido-base. Quando o pH do meio é neutro, 
ele apresenta coloração vermelha; quando é básico, torna-se púrpura; quando 
é ácido, fica amarelo.
O resultado do experimento sugere que o cultivo da hortelã terá 
mais sucesso:
a) em canteiro exposto ao Sol, pois a intensidade luminosa desse 
ambiente é suficiente para manter uma taxa de fotossíntese 
compatível com o crescimento da planta.
b) em local sombreado, pois a acidificação do vermelho de fenol 
indica que a intensidade luminosa desse ambiente aumenta a 
taxa de fotossíntese.
c) em canteiro exposto ao Sol, pois o vermelho de fenol indicou 
que a respiração celular cessa nesse ambiente.
d) em local sombreado, pois nesse ambiente a respiração celular é 
mais intensa, favorecendo o crescimento da planta.
e) em canteiro exposto ao Sol, pois nesse ambiente a respiração 
celular é mais intensa, favorecendo o crescimento da planta.
 C1 • H3 / C4 • H14 
 111 Existe uma crença popular segundo a qual arrancar um fio de 
cabelo branco provoca o surgimento de outros dois.
A cor dos fios de cabelo é determinada pela presença de grânu-
los de melanina, um pigmento produzido nos melanócitos pela 
ação da enzima tirosinase. Há melanócitos no bulbo capilar, e 
sua atividade é regulada pelo hormônio melanocítico, produzi-
do pela hipófise. Conforme envelhecemos, a tirosinase se torna 
menos ativa e a atuação dos melanócitos se altera, provocando 
o branqueamento dos cabelos.
110. A acidificação do vermelho de fenol 
no tubo mantido em local sombreado 
resulta do aumento da concentração 
de CO2 nesse tubo, indicando que a 
taxa de respiração é superior à taxa 
de fotossíntese. O CO2 reage com 
a água formando ácido carbônico 
(H2CO3). Já no frasco exposto ao Sol, 
a acidificação do vermelho de fenol 
não foi observada, o que indica que 
esse ambiente apresenta condições 
de luminosidade adequadas para o 
cultivo da hortelã.
X
111. Espera-se que o aluno relacione 
conhecimentos básicos de fisiologia 
humana com as informações do texto 
para concluir que a retirada de um 
fio branco não interfere na fisiologia 
dos melanócitos de outros bulbos 
capilares.
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Após o confrontodessas informações com a crença popular cita-
da, é possível dizer que arrancar um fio de cabelo branco:
a) não provoca o nascimento de outros fios brancos, pois au-
menta a sinalização do hormônio melanocítico.
b) provoca o nascimento de outros fios brancos, pois diminui a 
quantidade de tirosinase disponível nos melanócitos de outros 
bulbos capilares.
c) provoca o nascimento de outros fios brancos, pois diminui a 
sinalização do hormônio melanocítico.
d) não provoca o aumento na quantidade de fios brancos, pois não 
afeta a atividade da tirosinase nos melanócitos de outros bulbos 
capilares.
e) não provoca o nascimento de outros fios brancos, pois esse pro-
cesso não sofre controle hormonal.
 C1 • H4 / C5 • H17 
 112 Suponha que você esteja participando de um projeto de prote-
ção a uma espécie de tartaruga ameaçada de extinção. A tem-
peratura de incubação dos ovos da tartaruga, como ocorre com 
muitas espécies de répteis, determina o sexo dos filhotes. O 
gráfico a seguir apresenta a relação entre a temperatura de in-
cubação e a porcentagem de fêmeas geradas.
18
0
20
40
60
80
100
P
o
rc
en
ta
g
em
 d
e 
fê
m
ea
s
Temperatura da incubação (°C)
20 22 24 26 28 30 32
O levantamento de possíveis locais para a introdução dessa es-
pécie apontou cinco opções. O último critério para que se decida 
onde a espécie será introduzida é a temperatura de incubação. 
Com o uso de termômetros, determinou-se a variação de tem-
peratura a que os ovos estariam submetidos ao longo do dia. O 
resultado é apresentado a seguir:
X
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96
31
30
29
28
27
26
25
24
23
22
21
20
19
Tempo (ao longo de um dia)
Te
m
p
er
at
u
ra
 (
°C
)
Área I
Área II
Área III
Área IV
Área V
Para que a introdução dessa espécie no ambiente escolhido seja 
considerada um sucesso, é fundamental que haja equilíbrio, nas 
gerações futuras, no que concerne à quantidade de machos e 
fêmeas. Isso só poderá acontecer:
a) na área I.
b) nas áreas I e IV.
c) na área II.
d) nas áreas II, III e V.
e) nas áreas III e V.
112. A análise dos gráficos permite que 
se conclua que apenas nas áreas I e 
IV a quantidade de machos e fêmeas 
gerados seria similar, condição 
essencial para o estabelecimento da 
espécie ao longo do tempo.
X
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