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DIREITO FINANCEIRO ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO NOÇÕES GERAIS A atividade financeira é consectária da Soberania do Estado e congrega as funções de obtenção, criação, gestão e dispêndio dos recursos públicos. Para atender as necessidades públicas. 3 DIREITO FINANCEIRO DIREITO FINANCEIRO é o ramo do Direito Público que se incumbe de reger o aspecto jurídico das finanças do Estado, projetando um arcabouço de normas e princípios imanentes à atividade financeira estatal. 4 ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO: É o conjunto de ações do Estado dirigidas à obtenção da receita, de sorte a que sejam viabilizadas as despesas relacionadas ao atendimento das mais variadas necessidades públicas, sempre com lastro no planejamento consubstanciado na lei orçamentária anual. 5 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO RECEITA PÚBLICA DESPESA PÚBLICA ORÇAMENTO CRÉDITO PÚBLICO 6 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO RECEITA PÚBLICA: Campo por intermédio do qual o Estado obtém os recursos necessários à realização dos seus mais variados propósitos. 7 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO DESPESA PÚBLICA: Aplicação de certa quantia, em dinheiro, por parte da autoridade ou agente público competente, dentro de uma autorização legislativa, para execução de fim a cargo do governo. 8 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO DESPESA PÚBLICA: O dinheiro arrecadado deve ser vertido para os fins previamente traçados no orçamento-programa, sendo certo que a decisão sobre como e onde gastar é uma decisão eminentemente política, consubstanciada no projeto de lei orçamentária, documento onde restam previstas as receitas e fixadas as despesas. 9 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO DESPESA PÚBLICA: Ordenadas as prioridades, e chanceladas estas mediante autorização legislativa, realiza-se a despesa pública. 10 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO ORÇAMENTO: É a parte de um plano financeiro estratégico que compreende a previsão de receitas e despesas futuras para a administração de determinado exercício (período de tempo). 11 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO ORÇAMENTO: No Brasil, o planejamento orçamentário espraia-se por uma tríade de leis: Plano Plurianual (art. 165, § 1o /CR); Lei de Diretrizes Orçamentárias (art. 165, § 2o /CR); Lei Orçamentária Anual (art. 165, § 5o /CR). 12 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO 1. O Plano Plurianual (PPA) – vocacionado a viger por quatro anos. É um planejamento conjuntural de longo prazo com vistas ao atingimento do desenvolvimento econômico. 13 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO 1. O Plano Plurianual – É por intermédio do PPA que o Poder Executivo expõe sua decisão sobre como e onde gastar, revelando o que considera indispensável não só ao suprimento dos anseios da coletividade, mas também à diminuição das desigualdades que acentuam o abismo entre as regiões do País. 14 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO 1. O Plano Plurianual – a expansão da atividade governamental sem amparo no PPA equivale à despesa não autorizada, irregular e lesiva ao patrimônio público, sob pena de o ordenador de despesa responder por crime contra as finanças públicas. 15 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO 2. LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS (LDO) Nada mais são do que planos prévios, fundados em considerações econômicas e sociais, para a ulterior elaboração da proposta orçamentária do Executivo, do Legislativo, do Judiciário e do Ministério Público. E, na qualidade de mera sinalização para a confecção da LOA. 16 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO 2. LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS (LDO) É elaborada anualmente e tem como objetivo apontar as prioridades do governo para o próximo ano. Ela orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual, baseando-se no que foi estabelecido pelo Plano Plurianual. Ou seja, é um elo entre esses dois documentos. 17 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO 2. LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS (LDO) Enquanto o PPA é um documento de estratégia, pode-se dizer que a LDO delimita o que é e o que não é possível realizar no ano seguinte. A LDO não vincula o Congresso Nacional no que tange à elaboração da LOA. Ex: reajuste do salário mínimo. 18 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO 3. LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (LOA) É o orçamento anual propriamente dito. Prevê os orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimentos das estatais. Todos os gastos do governo para o próximo ano são previstos em detalhe na LOA. 19 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO 3. LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (LOA) Você encontrará na LOA a estimativa da receita e a fixação das despesas do governo. É dividida por temas, como saúde, educação, e transporte. Prevê também quanto o governo deve arrecadar para que os gastos programados possam de fato ser executados. 20 ELEMENTOS OU CAMPO DE ATUAÇÃO 4. CRÉDITO PÚBLICO Faculdade de que é dotado o Estado de obter, em empréstimo, recursos de quem deles dispõe, assumindo, em contrapartida, a obrigação de restituí-los nos prazos e condições fixados. 21 FINALIDADE DA ATIV. FINAN. DO ESTADO Prover recursos financeiros e, em momento posterior, vertê-los à satisfação das necessidades públicas. O Estado, de sua parte, obtém os recursos de que necessita do setor privado, sendo certo que a tributação é o instrumento de que se tem valido a economia capitalista para sobreviver, pelo que, sem ela, o Estado jamais poderia materializar os seus fins sociais. 22 CONCEITO DE ATIV. FINANC. DO ESTADO É o conjunto de ações do Estado dirigidas à obtenção da receita, de sorte a que sejam viabilizadas as despesas relacionadas ao atendimento das mais variadas necessidades públicas, sempre com lastro no planejamento consubstanciado na lei orçamentária anual. 23 PODER FINANCEIRO A Atividade Financeira do Estado decorre de um poder. Poder importa em fazer valer a sua vontade. Diante da previsão de receitas, créditos e despesas, há uma imposição da vontade estatal diante da vontade e dos interesses privados. Porém, tudo conforme as leis aprovadas. 24 FONTES DO DIREITO FINANCEIRO FONTES DO DIREITO FINANCEIRO Origem, a procedência de alguma coisa. Os meios pelos quais se formam as regras jurídicas. As fontes do direito financeiro são aquelas que veiculam as normas jurídicas que disciplinam a atividade financeira do Estado. 26 FONTES DO DIREITO FINANCEIRO 1. CONSTITUIÇÃO FINANCEIRA O conjunto de dispositivos constitucionais que regula a atividade financeira do Estado é o que chamamos de Constituição Financeira. Há na CF um capítulo exclusivo dedicado às finanças públicas (163 a 169) e outros esparsos. 27 FONTES DO DIREITO FINANCEIRO 2. LEIS COMPLEMENTARES Sob o ponto de vista formal, LC é aquela votada por maioria absoluta. Sob o ponto de vista material, LC é a que tem por objeto (conteúdo) a regulação das matérias indicadas expressamente pela própria CF. 28 FONTES DO DIREITO FINANCEIRO 2. LEIS COMPLEMENTARES A LC, de competência da união, tem grande relevância para o Direito Financeiro, por ser o instrumento veiculador de suas normas gerais. Art. 163 CF “LC disporá sobre: I – finanças públicas”. 29 FONTES DO DIREITO FINANCEIRO 2.1 NORMAS GERAIS DO DIREITO FINANCEIRO São aquelas leis que estabelecem um padrão de comportamento a ser seguido por todos, inclusive por todos os entes federativos. Reservadas pela CF à LC – leis nacionais. Obrigam não somente a União federal, mas também todos os entes federativos. 30 FONTES DO DIREITO FINANCEIRO 2.1 NORMAS GERAIS DO DIREITO FINANCEIRO A competência para legislar sobre matérias de D. Financeiro é concorrente (24,I,CF) – União, Estado, DF, Município – cada um no âmbito de sua atuação. Normas gerais – União. EX: LRF (fixa normas gerais qto à organização e ao equilíbrio das contas públicas), Lei 4320/64. 31 FONTES DO DIREITO FINANCEIRO 3. LEIS ORÇAMENTÁRIAS São aquelas que, de forma concreta, determinam como será a atividade financeira para um determinado período. São leis ordinárias de iniciativa do chefe do poder executivo. Cada ente federativo deve elaborar as suas conforme a periodicidade. O orçamento federal é orientadopelas três leis constantes do art. 165, I, II e II, da CRFB/88. 32 PRINCÍPIOS DO DIREITO FINANCEIRO 1. DA LEGALIDADE As receitas e as despesas precisam estar previstas em lei. 2. DA PUBLICIDADE É importante que tudo seja divulgado nos veículos oficiais de comunicação para conhecimento público. 33 PRINCÍPIOS DO DIREITO FINANCEIRO 3. DA UNIDADE Não está expresso na Constituição. O orçamento deve ser uno, deve haver um só para cada ano. Deve ser integrado, e assim o ideal é que seja apenas uma lei orçamentária. 34 PRINCÍPIOS DO DIREITO FINANCEIRO 4. DA TOTALIDADE Erigido pela doutrina Possibilita a coexistência de múltiplos orçamentos que devem ser consolidados. EX: orçamento fiscal, orçamento da seguridade social e orçamento de investimentos das estatais. 35 PRINCÍPIOS DO DIREITO FINANCEIRO 5. DA UNIVERSALIDADE O orçamento deve conter todas as receitas, todos os recursos, todas as despesas. 6. DA ANUALIDADE Determina que o orçamento deve ser elaborado para ter vigência no período de um ano, que vai, no Brasil, de 01 de janeiro a 31 de dezembro. 36 PRINCÍPIOS DO DIREITO FINANCEIRO 7. DA EXCLUSIVIDADE ORÇAMENTÁRIA Assim, o orçamento só deve conter a previsão da receita, a fixação da despesa e a autorização para a operação de crédito e abertura de créditos suplementares. Qualquer outro tema é estranho ao orçamento e inconstitucional. 37 PRINCÍPIOS DO DIREITO FINANCEIRO 8. DA ESPECIFICAÇÃO As receitas e despesas devem estar bem definidas no orçamento, com suas origens e aplicação, para que se possa acompanhar e controlar os gastos públicos. 9.DA NÃO AFETAÇÃO OU NÃO VINCULAÇÃO DAS RECEITAS Aplica-se claramente somente aos impostos por determinação do art. 167, IV, da CRFB/88. 38 PRINCÍPIOS DO DIREITO FINANCEIRO 10. DO ORÇAMENTO BRUTO As receitas e as despesas devem aparecer no orçamento em seus valores brutos – sem deduções. 11. PRINCÍPIOS IMPLÍCITOS DA CLAREZA OU OBJETIVIDADE Preconiza que a linguagem do orçamento seja clara e objetiva, compreensível a todas as pessoas que precisem manipular. 39 PRINCÍPIOS DO DIREITO FINANCEIRO 12. DO EQUILÍBRIO Se busca evitar o déficit público. 40 DESPESA PÚBLICA O QUE É DESPESA PÚBLICA? É a soma ou conjunto dos gastos realizados pelo Estado. 42 CLASSIFICAÇÕES Quanto à categoria econômica (Lei 4.320/64): DESPESAS CORRENTES: despesas de custeio de manutenção das atividades dos órgãos da administração pública. Exemplo: despesas com pessoal, juros da dívida, aquisição de bens de consumo, serviços de terceiros, manutenção de equipamentos, despesas com água, energia, telefone etc. 43 CLASSIFICAÇÕES Quanto à categoria econômica (Lei 4.320/64): DESPESAS DE CAPITAL: correspondem a investimentos, inversões financeiras e transferências de capital. Ex: obras. 44 CLASSIFICAÇÕES Quanto à natureza: ORÇAMENTÁRIA: corresponde ao desembolso dos recursos fixados na lei orçamentária que não correspondem a ingressos anteriores e serão utilizados com os gastos públicos. EXTRA ORÇAMENTÁRIA: são saídas transitórias anteriormente obtidas como receitas extra orçamentárias, como a restituição de valores (depósitos, cauções, restos a pagar). 45 CLASSIFICAÇÕES OBS: as despesas virão originariamente no orçamento como créditos orçamentários. OBS: Eventuais alterações que possam ocorrer no decorrer do ano serão feitas, em regra, através de lei ordinária, com a abertura de créditos adicionais que serão suplementares, quando destinados a reforço de dotação orçamentária, ou especiais, quando destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica. 46 CLASSIFICAÇÕES OBS: Excepcionalmente, o conteúdo do orçamento poderá ser objeto de medida provisória (art. 167, § 3º, CF), para abertura de créditos extraordinários quando destinados a despesas urgentes e imprevistas em caso de guerra, comoção interna ou calamidade pública. 47 CLASSIFICAÇÕES Quanto à regularidade: ORDINÁRIAS – realizadas para manutenção dos serviços públicos, em que se repetem todos os exercícios. EXTRAORDINÁRIAS – de caráter excepcional, esporádico. 48 CLASSIFICAÇÕES Quanto à afetação patrimonial: DESPESA EFETIVA: reduzem a situação líquida patrimonial do Estado. Ex: pessoal. DESPESA NÃO EFETIVA: não provocam alteração na Situação Líquida Patrimonial do Estado. Ex: investimentos. 49 CLASSIFICAÇÕES QUANTO À COMPETÊNCIA: federais, estaduais, distritais e municipais. QUANTO AO RESULTADO: produtivas quando se limitam a criar unidades de atuação estatal, reprodutivas quando representam o aumento da capacidade produtora do país e improdutivas quando desnecessárias. 50 LEGALIDADE DA DESPESA PÚBLICA Art. 167, II, CF: vedação de despesas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais; assim, não pode ser realizada despesa não prevista no orçamento. 51 ESTÁGIOS DA DESPESA FIXAÇÃO: a despesa é inicialmente fixada no orçamento e lá recebe o nome de crédito orçamentário. LICITAÇÃO: necessário ou não. EMPENHO: o recurso estará comprometido com aquele destino de forma individualizada. LIQUIDAÇÃO: conferência de que o que justificava o pagamento foi realizado. PAGAMENTO: cumprimento da obrigação por parte do Estado. 52 ESTÁGIOS DA DESPESA 53 PRECATÓRIOS JUDICIAIS CONCEITO: é a solicitação que o juízo da execução faz ao Presidente do Tribunal a que pertence para que ele determine ao Chefe do Poder Executivo que faça previsão orçamentária de verba necessária ao pagamento de direito decorrente de sentença judicial que condena a Fazenda Pública ao seu pagamento. Bens públicos são impenhoráveis. 54 PRECATÓRIOS JUDICIAIS FINALIDADE: evitar os privilégios ilegais, sobretudo o preterimento de ordem entre credores das Fazendas Públicas. 55 PRECATÓRIOS JUDICIAIS RPV: Esse procedimento é dispensado quando se tratar de valor inferior à denominada requisição de pequeno valor. Esse valor não se submete a esse procedimento e não precisa ser incluído no orçamento, sendo quitado com a verba em caixa disponível para esse fim. Limite 60 salários mínimos. 56 PRECATÓRIOS JUDICIAIS OBS: as requisições recebidas no tribunal até 1º de julho de um determinado ano, são convertidas em precatórios e incluídas na proposta orçamentária do ano seguinte. OBS: O precatório nunca conseguiu sua satisfação no exercício seguinte, o que forçou a criação de uma fila. 57 PRECATÓRIOS JUDICIAIS Há preferências para o crédito de natureza alimentícia e ainda para os créditos de natureza alimentícia de idosos ou portadores de moléstia grave de até três vezes essa requisição de pequeno valor. 58 RECEITA PÚBLICA O QUE É RECEITA PÚBLICA? É a soma dos ingressos públicos que se incorporam ao patrimônio público. Frise-se que nem todos os recursos que ingressam nas contas públicas são receita, pois alguns deles estão sujeitos à restituição, por exemplo. Nesse caso, são ingressos, mas não receitas, e se sujeitam a regras distintas. 60 O QUE É RECEITA PÚBLICA? Considera-se ingresso toda quantia recebida pelos cofres públicos, seja restituível ou não, daí também ser chamado simplesmente de entradas. Assim, receita é o ingresso definitivo. 61 CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA PÚBLICA Quanto à origem: Receita originária é aquela decorrente da exploração do próprio patrimônio estatal. O Estado age como um verdadeiro empresário. Tb denominada de não tributárias Ex: pedágio em rodovias, espaços em aeroportos. 62 CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA PÚBLICA Quanto à origem: Receita derivada: é aquela obtida no patrimônio particular, é a receita decorrente da imposição tributária. Ex: tributos. 63 CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA PÚBLICA Quanto sua previsão ou não no orçamento: Orçamentárias quando fonte de recursos que são do Estado e receitas. Extra orçamentárias quando tratarem de recursos que serão devolvidos futuramente. 64 CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA PÚBLICA Quanto à sua efetividade: Efetiva é aquela que faz crescer a situação líquida patrimonial do Estado. Não efetiva é aquela que não muda asituação líquida patrimonial 65 CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA PÚBLICA Segundo um critério econômico (lei 4320/64) Receitas correntes: (Art. 11, § 1º) São aquelas receitas públicas que se esgotam dentro do período anual, como os casos das receitas e impostos que se extinguem no decurso da execução orçamentária. Compreendem as receitas tributárias, patrimoniais, entre outras. São as receitas destinadas a cobrir as despesas orçamentárias que visam à manutenção das atividades governamentais. 66 CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA PÚBLICA Segundo um critério econômico (lei 4320/64) Receitas de capital (Art. 11, § 2º) São aquelas receitas públicas que alteram o patrimônio duradouro do Estado, como os produtos de empréstimo contraídos pelo Estado a longo prazo. Compreendem, assim, a constituição de dívidas, a conversão em espécie de bens e direitos, dentre outros. 67 CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA PÚBLICA Quanto à duração: Ordinárias quando periódicas, uma constante no orçamento público. Extraordinárias quando esporádicas, pois estão eventualmente no orçamento público. 68 RENUNCIA DE RECEITA A regra é a arrecadação. São os incentivos fiscais. Concedido o incentivo, é evidente que o ente concedente se vê privado da soma daquela receita que renunciou – daí falar o art 14 da LRF em “renuncia de receita”. A LRF consagra a interpretação de que para existir renúncia de receita há que existir tratamento tributário diferenciado para um determinado grupo específico e limitado de contribuintes. 69 RENUNCIA DE RECEITA REQUISITOS: Impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois exercícios seguintes. Que a renuncia atenda ao disposto na LDO e a pelo menos uma das condições: A) Que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da LDO B) Será compensada por aumento de receita proveniente de elevação de alíquotas, ampliação de base de cálculo, aumento ou criação de tributo ou contribuição. 70 RENUNCIA DE RECEITA MODALIDADES A) ANISTIA: visa excluir, total ou parcialmente, o crédito tributário na parte relativa à multa aplicada pelo sujeito ativo ao sujeito passivo, por infrações cometidas. B) REMISSÃO: é o perdão da dívida. Ex: valor diminuto da dívida. Alto custo da cobrança. C) SUBSÍDIO: auxílio de caráter econômico concedido pelo Governo a certa clientela (dinheiro ou sob a forma de subsídio). Ex: isenção do icms por “x” anos. 71 RENUNCIA DE RECEITA MODALIDADES D) CRÉDITO PRESUMIDO É um mecanismo utilizado pelos Estados brasileiros com o objetivo de reduzir a carga tributária incidente nas operações praticadas que envolvam a circulação de mercadorias e serviços. E) ISENÇÃO EM CARÁTER GERAL Dispensar o pagamento de um tributo devido. F) REDUÇÃO DE ALÍQUOTAS: Diminuição do fator (relação percentual) que se aplica à base de cálculo. 72 RENUNCIA DE RECEITA G) REDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO: lei modifica (para menos) sua base tributável. H) SUSPENSÃO: a incidência do tributo depende da concretização de evento futuro e incerto. I) DIFERIMENTO: transferência da responsabilidade de cumprimento das obrigações tributárias para uma fase posterior à ocorrência do fato imponível. Ex: ICMS – responsabilidade pelo pagamento pelo destinatário. J) RESTITUIÇÃO DE TRIBUTO: IRRF. 73 O QUE É CRÉDITO PÚBLICO? Procedimento de que o Estado lança mão para captar, por meio de empréstimo, recursos monetários e aplicá-los aos gastos públicos, tanto para custear investimentos como para antecipar receita, assumindo, em contrapartida, a obrigação de restituí-los nos prazos e condições fixados. Tb é conhecido como empréstimo público. 74 CLASSIFICAÇÃO DO CRÉDITO PÚBLICO Quanto à origem dos recursos obtidos: Ele pode ser interna ou externa quando obtido dentro ou fora do território nacional. Quanto ao prazo: Dívida flutuante quando assumida para ser paga dentro do mesmo exercício financeiro. E dívida fundada quando destinada a ser paga em período superior a um ano. 75 CLASSIFICAÇÃO DO CRÉDITO PÚBLICO Quanto à forma: Voluntária – quando obtida após real consenso de quem cede a importância Obrigatória – quando obtida em razão do poder de império, verdadeiro tributo. 76 TÉCNICAS INSTRUMENTAIS Alguns são os exemplos de obtenção de crédito público que podemos citar: Emissão de papel moeda, Emissão de títulos da dívida pública, Realização de contratos de empréstimo, Retenção de investimentos e empréstimos compulsórios. 77 O QUE É O ORÇAMENTO PÚBLICO? É tecnicamente a autorização que o legislativo dá para que a atividade financeira do Estado seja exercida. É um instrumento de planejamento e execução das finanças públicas. Na atualidade, o conceito está intimamente ligado à previsão das Receitas e à fixação das Despesas públicas. 78 O QUE É O ORÇAMENTO PÚBLICO? Essa ferramenta estima tanto as receitas que o Governo espera arrecadar quanto fixa as despesas a serem efetuadas com o dinheiro. As receitas são estimadas porque os tributos arrecadados (e outras fontes) podem sofrer variações ano a ano, enquanto as despesas são fixadas para garantir que o governo não gaste mais do que arrecada. 79 PROCESSO DE ELABORAÇÃO O orçamento terá início com um texto elaborado pelo Poder Executivo e entregue ao Poder Legislativo para discussão, aprovação e conversão em lei. Ele deve ser composto: Do orçamento fiscal Do orçamento da seguridade social Do orçamento de investimento das empresas estatais. 80 PROCESSO DE ELABORAÇÃO O processo de planejamento envolve várias etapas, porém três delas se destacam: A aprovação da Lei do Plano Plurianual (PPA), Da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Da Lei Orçamentária Anual (LOA). 81 PROCESSO DE ELABORAÇÃO O PPA deve ser elaborado no primeiro ano de governo e encaminhado até 31 de agosto desse ano. Nele é declarado o conjunto das políticas públicas do governo para um período de quatro anos, com fundamento, em princípio, nos compromissos firmados na eleição. 82 PROCESSO DE ELABORAÇÃO A LDO é feita a cada ano e deve ser enviada ao Poder Legislativo até o dia 15 de abril de cada ano, e sua finalidade é orientar a elaboração do orçamento anual e sua execução, estabelecendo diretrizes, objetivos e metas para aquele ano. 83 PROCESSO DE ELABORAÇÃO A LOA é o próprio orçamento e deve ser apresentada até o dia 31 de agosto. Ela deve ser votada e aprovada até o final de cada legislatura. 84 CICLO ORÇAMENTÁRIO É a sequencia lógica das etapas desenvolvidas pelo processo orçamentário. 85 CICLO ORÇAMENTÁRIO 1.PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA O poder executivo elabora seu projeto de lei orçamentária, com base no qual será elaborado o orçamento público. A proposta orçamentária é uma sugestão (pode ser alterada). O orçamento, por usa vez, é lei já pronta. 86 CICLO ORÇAMENTÁRIO 2.ELABORAÇÃO ORÇAMENTÁRIA Envolve a tramitação do projeto de lei do orçamento no âmbito do Poder Legislativo até sua aprovação. 87 CICLO ORÇAMENTÁRIO 2.1.INICIATIVA Ato que deflagra, desencadeia, inaugura, instaura o processo legislativo. No caso das leis orçamentárias (PPA, LDO e LOA) a iniciativa é privativa do Chefe do Poder Executivo (165/CF) Destinatário: Congresso Nacional. 88 CICLO ORÇAMENTÁRIO 2.1.INICIATIVA A omissão no envio do projeto (iniciativa) no prazo legal é considerado crime de responsabilidade. 89 CICLO ORÇAMENTÁRIO 2.2 EXAME PRÉVIO DOS PROJETOS Será ele enviado a uma comissão mista permanente de Senadores e Deputados. Examinar e emitir parecer Órgão mais opinativo. 90 CICLO ORÇAMENTÁRIO 2.3 MENSAGEM ADITIVA O PR poderá encaminhar mensagem ao CN para propor modificações nos projetos de lei (PPA, LDO, LOA) enquanto não iniciar a votação na comissão mista. 91 CICLO ORÇAMENTÁRIO 2.4 EMENDAS Reservada aos parlamentares Desde que: A) Não importem em aumento da despesa prevista B) Guardem afinidade lógica (relação de pertinência) com a proposição original 92 CICLO ORÇAMENTÁRIO 2.5 DISCUSSÃO E VOTAÇÃO Plenário das duas casas do CN 2.6 SANÇÃO OU VETO Atopelo qual o chefe do executivo manifesta sua aquiescência ao projeto de lei aprovado pelo Legislativo. 93 CICLO ORÇAMENTÁRIO 2.6 SANÇÃO OU VETO Decorrido o prazo de 15 dias, contados das data do recebimento do projeto, o silêncio do PR importará em sanção. (66, §3º/CF). Se o PR considerar o projeto aprovado, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público , poderá vetá-lo total ou parcialmente desde que indique expressamente os motivos. 94 CICLO ORÇAMENTÁRIO 2.6 SANÇÃO OU VETO O veto será apreciado em sessão conjunta (Câmara e Senado) dentro de 30 dias a contar do seu recebimento. Só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores, em escrutínio secreto (66, §4º). 95 CICLO ORÇAMENTÁRIO 2.6 SANÇÃO OU VETO A rejeição do veto significa aprovação definitiva do projeto. Equivale à sanção e consequente promoção do projeto à categoria de lei devendo ser enviada, para promulgação, ao PR. 96 CICLO ORÇAMENTÁRIO 2.7 PROMULGAÇÃO E PUBLICAÇÃO A promulgação é o ato que atesta a existência da lei, incorporando-a à ordem jurídica. Se não for promulgada em 48 horas pelo PR, o Presidente do Senado a promulgará, e, se este não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo. 97 CICLO ORÇAMENTÁRIO 2.7 PROMULGAÇÃO E PUBLICAÇÃO Publicação: condição da eficácia do ato normativo. Condição da própria vigência da lei e, consequentemente, da sua eficácia. Sem a publicação da lei, esta não poderá produzir efeitos. 98 CICLO ORÇAMENTÁRIO 3. EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA Publicado o orçamento, passa-se à fase de execução a partir de 1º de janeiro do exercício financeiro a que corresponda. 99 CONTROLE E FISCALIZAÇÃO DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA O QUE É O TRIBUNAL DE CONTAS? É o órgão do Estado responsável pela análise, principalmente, dos gastos públicos auxiliando o Poder Legislativo a exercer o que se chama de controle externo da atividade financeira do Estado. 101 O QUE É O TRIBUNAL DE CONTAS? CONTROLE EXTERNO: É aquele realizado externa corporis, isto é, efetuado de “fora para dentro”, por poder diverso do controlado, diretamente ou com o auxílio de órgão preposto, cujo objetivo consiste na verificação de legitimidade e/ou supervisão político-administrativa. 102 O QUE É O TRIBUNAL DE CONTAS? CONTROLE EXTERNO: Os órgãos responsáveis pelo controle externo da Administração Pública são de ordem jurisdicional e parlamentar. 103 O QUE É O TRIBUNAL DE CONTAS? CONTROLE INTERNO: É aquele que a administração de cada um dos Poderes exerce interna corporis, isto é, sobre seus próprios atos. 104 QUAL É A FUNÇÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS? Possui múltiplas funções: A primeira função é a fiscalizadora, que compreende a realização de auditorias e inspeções e tem como objetivo avaliar a gestão dos recursos públicos. 105 QUAL É A FUNÇÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS? A segunda função é consultiva, prestada por meio de pareceres técnicos prévios e específicos sobre prestações de contas anuais de todos os órgãos e poderes do Estado, para subsidiar o julgamento pelo Congresso Nacional. 106 QUAL É A FUNÇÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS? A terceira é a função normativa - poder regulamentar, ele deve expedir instruções e atos normativos, de cumprimento obrigatório, sob pena de responsabilidade do infrator, em matéria de sua competência e em matéria de organização dos processos que lhe sejam submetidos. 107 QUAL É A FUNÇÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS? A quarta função é a judicante, mas não jurisdicional. Ele julga as contas dos administradores públicos e outros responsáveis por dinheiro, bens e valores públicos, assim como as contas dos que causaram qualquer prejuízo, extravio ou irregularidades que venham a prejudicar o erário respectivo. 108 QUAL É A FUNÇÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS? A quinta função é a sancionadora através da aplicação aos responsáveis das sanções previstas na Lei Orgânica do Tribunal (no caso da União, Lei 8.443/92) e, conforme previsão constitucional (art. 71, VIII a XI), na hipótese de ilegalidade ou irregularidade das contas. 109 QUAL É A FUNÇÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS? A sexta é a corretiva, pois, havendo ilegalidade ou irregularidade nos atos de gestão, caberá ao Tribunal de Contas estabelecer prazo para cumprimento da lei, e, se não atendido o ato administrativo, o Tribunal de Contas deve determinar a sustação do ato impugnado. 110 QUAL É A FUNÇÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS? A sétima função é a função de ouvidoria, pois é de sua responsabilidade receber denúncias e representações relativas a irregularidades ou ilegalidades que lhe sejam comunicadas pelos responsáveis pelo controle interno, autoridades, partidos políticos, associações, sindicatos e até mesmo o cidadão. 111 ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DO TCU O Tribunal de Contas da União tem previsão expressa no art. 73 da CF que determina que ele será integrado por nove Ministros, terá sede no Distrito Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território. 112 ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DO TCU Seus ministros deverão ser brasileiros, maiores de trinta e cinco e menores de sessenta e cinco anos de idade, idoneidade moral e reputação ilibada, notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública, e mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija esses conhecimentos. 113 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF O objetivo dessa lei é estimular os governantes a desenvolver uma política tributária transparente, participativa e, sobretudo, responsável. Vale dizer que uma administração transparente deve demonstrar o que é feito com o dinheiro público, indicando os recursos correspondentes, para que a população pague os tributos de maneira mais consciente e participativa, ao menos na teoria. 114 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF HISTÓRICO: Os anos 80 não foram anos fáceis para a economia mundial. O endividamento público aumentou consideravelmente, e medidas para a gestão fiscal começaram a ser tomadas. 115 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF HISTÓRICO: No Brasil, em 1997 iniciou-se a elaboração de uma legislação própria com o fim de controlar o endividamento público. Isso culminou na Lei de Responsabilidade Fiscal, publicada em 2000. LC 101 de 04 de maio de 2000 (LFR) 116 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF NATUREZA JURÍDICA A Constituição da República, em seu art. 163, reserva à lei complementar regras relativas a limites da administração pública de recursos financeiros. É também uma lei nacional, já que deve ser observada pelos três níveis: federal, estadual e municipal. 117 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF PRINCIPAIS REGRAS: Trata-se de uma lei sobre a responsabilidade na gestão fiscal, o que pressupõe uma ação planejada e transparente de forma a evitar riscos e corrigir desvios prejudiciais às contas públicas. 118 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF PRINCIPAIS REGRAS: Pretende estabelecer metas de resultados de despesas e receitas, assim como fixar limites e condições para renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, seguridade, dívidas e operações de crédito. 119 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF Capítulo Planejamento: Neste capítulo, foram estabelecidas regras para as três leis orçamentárias. 120 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF Capítulo Planejamento: Ao tratar da LDO, inclui em seu conteúdo o equilíbrio de receitas e despesas, os critérios e forma de limitação de empenho, controle de custos e resultados dos programas financiados e as condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas. 121 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF Capítulo Planejamento: A LOA trará em anexo demonstrativo de compatibilidade com as metas acima referidas, medidas de compensação de renúncias de receita e do aumento de despesas obrigatórias, reserva de contingência (para eventos incertos no futuro). Deve também conter todas as despesas relativas à dívida pública e as receitas respectivas,e, em capítulo próprio, o refinanciamento da dívida. 122 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF RECEITA PÚBLICA: A Lei reserva um capítulo especial à receita pública, começando a tratar de sua previsão e arrecadação – até porque a previsão e efetiva arrecadação são dever de todos os entes da federação. 123 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF DESPESA PÚBLICA: Regra importante é o limite de despesas com pessoal. 124 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS: Correspondem à entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorram de determinação constitucional, legal ou aqueles destinados ao Sistema Único de Saúde. 125 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF DESTINAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS PARA O SETOR PRIVADO. DÍVIDA E ENDIVIDAMENTO GESTÃO PATRIMONIAL 126 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF TRANSPARÊNCIA, CONTROLE E FISCALIZAÇÃO Tema que trouxe grande inovação, trazendo instrumentos de divulgação inclusive em meios eletrônicos de acesso público. Aliás, devem ser divulgados, além dos PPAs, LDOs e LOAs, prestações de contas, parecer prévio, relatório resumido e relatório de gestão fiscal, além das versões simplificadas. 127 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - LRF TRANSPARÊNCIA, CONTROLE E FISCALIZAÇÃO É determinado o incentivo à participação popular através de audiências públicas e de informações pormenores em tempo real sobre a execução orçamentária e financeira. 128