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TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O EXAME DE PAPANICOLAU OU CITOLOGIA ONCÓTICA 01/08/2017 Sinônimos: Preventivo, exame citológico, exame colpocitológico, citologia oncótica O que é? É uma maneira de examinar células coletadas do colo do útero. O objetivo principal do exame é detectar o câncer de colo de útero em estágio precoce ou anormalidades nas células que podem estar associadas ao desenvolvimento deste tipo de tumor. Ele também pode encontrar condições não-cancerígenas, como infecções viróticas no colo do útero, tais como verrugas genitais causadas pelo HPV (papilomavírus humano) e herpes, infecções vaginais causadas por fungos, como a candidíase ou por bactérias, como o Trichonomas vaginalis. O exame também pode dar informações sobre os níveis hormonais, principalmente estrogênio e progesterona. Quem deve fazer este exame? É recomendado para todas as mulheres sexualmente ativas, pelo menos três anos após o início da vida sexual ativa e não mais que 21-25 anos de idade. E AS VIRGENS? Se você nunca teve nenhum contato sexual com um homem ou uma mulher (isso inclui o sexo com penetração e o contato pele-a-pele da área genital), o risco de desenvolver câncer do colo do útero é muito baixo. Converse com seu médico a respeito Mulheres com 65 anos ou mais, cujos últimos 3 testes foram normais, não precisam mais exames de prevenção. Mulheres que fizeram histerectomia (retirada do útero) por motivos que não o câncer, também não precisam mais fazê-lo. Qual o intervalo ideal entre as coletas? O intervalo ideal entre as coletas de citologia varia entre um a três anos. A coleta deve ser anual caso algum destes fatores esteja presente: Início precoce da atividade sexual História de múltiplos parceiros sexuais Nível socioeconômico baixo História de ter tido parceiro com infecções genitais Passado de câncer de vulva ou vagina Ter parceiro com história de câncer de pênis Ser fumante Estar imunodeprimida Mulheres com exames repetidamente normais podem espaçar mais, sendo que aquelas maiores de 30 anos podem optar por fazer o exame citológico + teste para HPV e aumentar o intervalo para cinco anos, caso sejam normais. Como devo me preparar para a realização do exame? Pode ser feito em qualquer período do ciclo menstrual, menos na menstruação. Deve ser evitado o uso de cremes, duchas, tampões e relações sexuais por pelo menos 48 horas anteriores ao exame. O que ocorre durante a realização do procedimento? É um exame bastante simples. A mulher fica na posição ginecológica (deitada, com os joelhos dobrados e as pernas afastadas), o médico introduz um espéculo na vagina, retira material do orifício do colo do útero e da parede vaginal e encaminha para análise em laboratório de citopatologia. Não há dor durante o exame, algumas mulheres sentem um leve desconforto. É importante manter-se relaxada durante o procedimento para facilitar a introdução do espéculo. O que esperar após a realização do exame? Se o resultado mostrar células normais, não é necessário nenhum tratamento. Caso haja alguma infecção, o ginecologista irá orientar um tratamento específico. Se as células apresentarem alguma alteração, poderão ser necessários outros exames, como, por exemplo, uma colposcopia. Converse com o seu médico sobre esta necessidade. Como é coletado material do colo do útero, às vezes pode ocorrer um leve sangramento no local. A presença de dor ou a manutenção do sangramento deve ser prontamente comunicada ao ginecologista. www.telediu.com.br O exame de citologia oncótica conhecido também por exame preventivo do colo do útero, papanicolau ou PapTest, é, no Brasil, a principal estratégia escolhida para o rastreamento precoce do câncer de colo de útero e doenças sexualmente transmissíveis. Existem hoje em dia muitos fatores associados ao câncer de colo de útero: • fatores como o início precoce da atividade sexual, • a contaminação por HPV, • o uso prolongado de anticoncepcionais orais. Por isso a prevenção é a melhor escolha para a saúde, esta prevenção se dá pelo exame simples que é realizado em consultório médico e pode ser realizado por médico ou por enfermeiro. O exame consiste na coleta de material do colo do útero, é simples e normalmente não dói, para ser realizado é necessário que a mulher não tenha tido relações sexuais, nem ter usado duchas e medicações nas últimas 48 horas, além disso, ela não pode estar menstruada. Este exame deve ser realizado por toda mulher que já teve sua primeira relação sexual, anualmente e a cada dois resultados normais. Pode ser realizados novamente a cada três anos, a faixa etária, maiormente preconizada para a realização do exame é dos 25 aos 60 anos de idade. Quer saber mais sobre o assunto? Confira o curso de Citologia Clínica, e utilize o certificado dos cursos para complementar suas atividades acadêmicas. www.portaleducacao.com.br Citologia Resolução CFBm nº 78, de 29 de abril de 2002. A Citopatologia é a área de atuação da patologia que estuda as doenças a partir de observação ao microscópio de células obtidas por esfregaços, aspirações, raspados, centrifugação de líquidos e outros métodos. Sendo assim, exige-se conhecimentos em áreas afins como patologia, imunologia, hematologia, fisiologia, bioquímica, biologia molecular, farmacologia, microbiologia etc. Este procedimento laboratorial pode detectar alterações da morfologia celular para o diagnóstico (definitivo ou presuntivo) ou prevenção de doenças a partir do estudo ao microscópio de esfregaços celulares, líquidos corpóreos ou de amostras colhidas por escovados, raspados, imprints ou punções aspirativas. É um método rápido, de baixo custo operacional e, se realizado com técnicas adequadas e por profissional devidamente treinado, é de grande confiabilidade. As células da maioria dos cânceres iniciais sofrem esfoliação e podem ser identificadas sob o microscópio, depois de uma preparação adequada. O exemplo mais conhecido deste tipo de exame é o Papanicolaou ou preventivo do câncer de colo uterino. Este exame é colhido pelo ginecologista e enviado ao laboratório para que o citopatologista possa analisar as células e, se for o caso, fazer o diagnóstico precoce do câncer ginecológico ou de seus fatores de risco, como o HPV, possibilitando, assim, o tratamento mais adequado das pacientes acometidas por esta doença. Compete ao biomédico: • realizar, com exceções, avaliação citológica do material esfoliativo; • realizar coleta de material cervico-vaginal e leitura da respectiva lâmina, exceto a coleta de material através da técnica de Punção Biópsia Aspirativa por Agulha Fina (PAAF); • realizar a leitura de citologia de raspados e aspirados de lesões e cavidades corpóreas, através da metodologia de Papanicolaou; • atuar no setor de imunohistoquímica e imunocitoquímica, referente ao diagnóstico citológico; • assumir responsabilidade técnica, firmando os respectivos laudos; • emitir laudos dos exames citopatológicos cervico-vaginal/microflora. Fonte: Conselho Regional de Biomedicina - 1ª Região www.sinbiesp-biomedicina.com.br Blog: Por qual motivo você escolheu Citologia Oncótica? - A Citologia Oncótica é uma dessas áreas da Biomedicina extremamente promissora. São vários os atrativos que despertaram meu interesse para me tornar um citopatologista, dentre eles eu poderia citar a possibilidade de prestar serviços especializados para vários laboratórios, simultaneamente, sem ter que cumprir horários rígidos, alavancando assim meus honorários. Além disso a habilitação em citologia oncótica possibilita ao biomédico a atuação na área da docência universitária, área que gosto muito. Blog: Em que consiste a Citologia Oncótica? - A Citologia Oncótica é um ramo da patologia destinada ao estudo das doenças que acometem as células dos mais diferentes sítios anatômicos, tais como, colo uterino, tireoide, mama, líquidos cavitários (ascíticos, sinovial, pleural, líquido cefalorraquidiano),linfonodos, entre outros. Blog: Existe diferença entre Citopatologia e Citologia Oncótica? - Não, são termos sinônimos. Blog: O que o biomédico está habilitado a fazer nessa área? - A habilitação confere o direito, ao citopatologista, de fazer coleta de raspados de secreção vaginal, assim com a confecção dos esfregaços, sua coloração, o exame microscópico e a responsabilidade pela liberação do laudo. Blog: O que o biomédico não pode fazer? - Existem alguns sítios anatômicos que a coleta precisa ser realizada por um procedimento invasivo denominado Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF). Essa é uma coleta realizada apenas por médico, contudo os laudos desses exames podem ser liberados pelo citopatologista biomédico. Blog: Como você avalia o mercado de trabalho para os biomédicos nessa área? - É um mercado em ascensão e muito promissor, pois a prevenção do câncer de colo uterino é uma das metas do governo federal e, consequentemente, estadual e municipal. Com o fim do pleito pela exclusividade dessa área, pela classe médica, os biomédicos ganham força e fôlego para ampliar ainda mais sua ocupação no combate ao câncer de útero. Blog: O biomédico pode começar a atuar na área só com a graduação ou é necessário fazer pós-graduação antes? - De acordo com a Resolução Nº 78 do CFBM só é permitido a atuação do biomédico em determinada habilitação após um estágio obrigatório de 500 horas. E isso serve para todas as habilitações. Normalmente a habilitação em Analises Clínicas já faz parte da grade curricular da graduação em biomedicina, em todo o país. Portanto, faz-se necessário uma especialização de no mínimo 500 horas em Citopatologia. Blog: Quais características pessoais devem ser levadas em consideração na escolha dessa habilitação? - Essa é uma das poucas áreas dentro de um laboratório que não se tem implantado e implementado, pelo menos ainda, a automação. Com isso todas as análises são feitas manualmente, ou seja, através da leitura das lâminas ao microscópio. Então eu diria que a principal característica é ter paciência e disposição para passar algumas horas na frente do microscópio. Contudo, essa habilitação tem seu status. Blog: Quais os conselhos que você dá para quem tem interesse em ser um citopatologista? - Em primeiro lugar deve-se preparar na graduação, pois é lá que o graduando terá melhores condições de avaliar as áreas que poderá seguir. Caso se identifique com a citopatologia, o caminho será os estudos, pois essa é uma área de atualizações constantes, por isso meu prazer de ser citopatologista. Blog: Considerações finais. - Gostaria, primeiramente, de agradecer o convite para essa entrevista. É um prazer estar aqui. E dizer que eu luto pela valorização, conhecimento e reconhecimento da Biomedicina tanto por parte da nossa categoria, como por parte da sociedade civil. E uma das ferramentas que acredito que irá projetar ainda mais a Biomedicina, no cenário da saúde brasileira, é a diversificação na área de atuação dos biomédicos, pois isso ajudará a diminuir a oferta de mão de obra em uma única área, no caso das análises clínicas, possibilitando assim promover o equilíbrio mercadológico do valor da mão de obra, de acordo com a lei da oferta e procura. A citopatologia é uma área de atuação para o biomédico em amplo crescimento e extremamente lucrativa, quando comparada com outras seções de um laboratório clínico. Obrigados a todos e sejam bem-vindos à citopatologia. www.biomedicinapadrao.com.br Resumo A citologia oncótica possui grande aplicabilidade no diagnóstico de doenças, especialmente na detecção de lesões cancerosas. A citologia oncótica visa analisar as células de forma individualizada, intervindo na detecção de células anormais. Para um diagnóstico confiável por meio da técnica de citologia é fundamental a realização de uma coleta de material adequada, a preparação correta das lâminas, bem como uma análise fidedigna do material. Uma das áreas mais comuns de aplicação da citologia é o uso dessa técnica para o diagnóstico de câncer de colo uterino, porém essa metodologia também pode ser usada para detectar outros tipos de cânceres, bem como derrame pleural, ascite, entre outras. A área de citologia oncótica é uma das áreas de atuação do profissional biomédico, porém ainda é uma ênfase pouco difundida, o que justifica nosso interesse no presente tema. A citologia oncótica é a análise microscópica das características das células de nosso corpo em qualquer localização, a fim de detectar lesões tumorais. É um método de rastreamento do câncer de colo uterino utilizado desde 1950 em diversos países na busca de alterações cervicais em mulheres sexualmente ativas (MÜLLER & MAZIERO, 2010). A citologia oncótica destaca-se por sua importância na prevenção e diagnóstico do câncer de colo uterino, como um exame simples e barato, que tem a capacidade de detectar lesões préneoplásicas do colo do útero, possibilitando ao clínico intervir no desenvolvimento do carcinoma invasor. Todavia, vale ressaltar que a citologia oncótica também é utilizada para rastreamento de outros tipos de cânceres que não o uterino. A citologia oncótica é uma analise microscópica das características celulares, geralmente utilizada na detecção de lesões tumorais. Um dos exemplos mais comuns de aplicação dessa metodologia é o exame preventivo de colo de útero, popularmente conhecido como Papanicolau, e tecnicamente denominado de Colpocitologia oncótica (colpos de origem grega, o qual significa colo uterino). A citologia oncótica analisa as células de forma individual, descamadas, expelidas ou retiradas da superfície dos órgãos de diferentes partes do organismo. Esses materiais apresentam diferentes características, devido às distintas formas de organização e composição do local onde a coleta do material foi realizada. 4 TÉCNICAS UTILIZADAS NA CITOLOGIA ONCÓTICA 4.1. Punção aspirativa por agulha fina (paaf) Também chamada de citopunção, é uma técnica que visa fornecer informações sobre uma lesão ou doença através da técnica de aspiração, em geral realizada pelo método de seringa e agulha, de material de um órgão ou desta lesão, tal como de determinada estrutura do corpo humano. Após é feita a análise microscópica feita com este material em lâminas de vidro e coradas por técnicas especiais. Frequentemente está técnica oferece a confirmação ou a negação de malignidade em uma lesão, como nódulos ou tumores de tireóide e de mama Sua aplicação consiste em obter informações sobre lesões corporais, superficiais ou profundas, tanto em relação a tumores, quanto para obter informações sobre outras doenças. O método de PAAF procura chegar a um diagnóstico de uma lesão ou doença sem precisar retirar a lesão ou fazer uma cirurgia para obter material para biopsia, ou seja, é um método com o mínimo de invasão corporal. 4.2 Citologia em meio líquido É um método diagnóstico em que as células cervico-vaginais, após coletadas são preservadas em uma solução conservante, que permite a qualidade da coloração além da redução para apenas um dispositivo de coleta. O método em meio liquido é utilizado em alguns países na substituição do esfregaço em lâminas de vidro, que ajuda a diminuir os índices de mortes por câncer de colo uterino. Visa diagnosticas patologias benignas, lesões pré-malignas ou malignas dos sítios anatômicos, lesões provenientes de metástase de outros órgãos, lesões não acessíveis ou invisíveis 6 PAPEL DO BIOMÉDICO NA CITOLOGIA ONCÓTICA Segundo dados do Conselho Federal de biomedicina, o biomédico com habilitação em citologia oncótica, poderá realizar a colheita do material cérvico vaginal, exceto a coleta de material através do método de punção aspirativa por agulha fina, fazendo a leitura da respectiva lâmina. O biomédico pode realizar a leitura de citologia de raspados e aspirados de lesões e cavidades do corpo, através do método de Papanicolaou. Também, pode atuar no setorde imunohistoquímica e imunocitoquímica no diagnóstico citológico, e assumir responsabilidade técnica, assinando os respectivos laudos (BIOMEDICINA PADRÃO). Segundo o Manual do Biomédico disponibilizado pelo Conselho Regional de Biomedicina Primeira Região “a habilitação em citologia oncótica vem cada vez mais abrindo possibilidades para o aprimoramento e crescimento profissional do biomédico. A atuação nessa área exige desse profissional um conhecimento amplo, não só no contexto diagnóstico, mas também no gerenciamento de serviços públicos e privados. Essa habilitação promove um aperfeiçoamento contínuo do profissional em virtude do dinamismo com que se desenvolvem as metodologias diagnósticas. A especialidade não limita o profissional apenas à análise citológica de amostras celulares, mas permite atuação no desenvolvimento de novas metodologias e diagnósticos em materiais processados por citologia em meio líquido, imunocitoquímica e diagnóstico molecular a partir do material celular obtido, aumentando assim a sensibilidade e a especificidade no diagnóstico de doenças malignas. Áreas de atuação como programas de prevenção do câncer ginecológico, mamas e demais sítios corporais são de extrema importância no combate às doenças malignas e os profissionais biomédicos têm conhecimento específico em citologia e anatomia patológica, não limitada apenas ao diagnóstico, mas, principalmente, na criação e gerenciamento de políticas de saúde”