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Educação Infantil 1ª etapa da Educação Básica – faz parte do Sistema do Ensino RCNEI – estabelece parâmetros e referências, orientações gerais Creche 0 a 3 antes 1988 – vinculação à Assistência Social Video Fórum discussão II Crianças tem rotina, roda de conversa, professor escuta e fala, costura os assuntos com os alunos, trabalho diversificados, jogos simbólicos em que se trabalha mundo adulto, tem cantinho de arte, crianças tem autonomia para fazer alguma coisa, vestem, fantasias, jogos matemáticos, cantinho do jogo livre, lúdico, espaço externo da sala para brincadeiras, parque 30 minutos, recreio merenda, rodízio, parque/merenda, higiene, conto de história – professor e aluno participam; momento vídeo da sala de apoio – vídeo e fantoche. Almoço. Formação continuada de professores Pré-escola 4 a e Fórum de Discussão II 1) O vídeo traz questões atuais e outras que necessitam de adequações devido às mudanças previstas pela LDB 9394/96. De acordo com a legislação quais modificações são necessárias para adequarmos o vídeo à atual realidade das escolas de Educação Infantil? Acredito que seja o artigo 26 da LDB (1996), com redação alterada em 2013: Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos. Dessa forma, com a implantação da Base Nacional Comum Curricular em 2017, a Educação Infantil deve adequar seus currículos, sem deixar de ter uma parte diversificada devido a particularidades locais e regionais dos educandos. De acordo com a BNCC a criança tem seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e se conhecer. Portanto, nem toda escola deve seguir exatamente a rotina tratada no vídeo, devido a particularidades dos seus educandos. 2) Fundamente a rotina escolar apresentada pelas professoras do vídeo a partir do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998). No vídeo as crianças têm uma rotina conhecida, e a professora enfatiza a importância de se estimular a autonomia no vestir, brincar, alimentar-se, escovar os dentes, contar história, o que está em conformidade com o RCNEI quando estabelece que o "conhecimento da sequencia da rotina é também fator que favorece o desenvolvimento da autonomia", (RCNEI, 1998 - volume 2 Formação Pessoal e Social, p. 40http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume2.pdf ). http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume2.pdf Material Teórico 1 - Currículo O Ratio Studiorum tem como preceito a formação intelectual clássica estreitamente vinculada à formação moral, tendo como base as virtudes, os costumes e hábitos saudáveis. A intenção do currículo é formar homens cristãos, tendo a convicção de que a educação sem a religião se torna um perigo para a sociedade. Analisando o contexto desse documento, foi o marco fundamental do que se intitula o Modelo Tradicional da Educação. A escola até o início do Sec. XX acolhia uma pequena parcela da população, o conhecimento acumulado típico da educação tradicional era destinado a uma elite. O processo de industrialização, de urbanização, obrigará o sistema educacional a repensar o seu modelo curricular, buscando uma nova forma de pensar o ensino. Nesse processo, há uma valorização da atuação do aluno, de seu interesse, tendo como influências no Brasil vários pensadores como Fernando de Azevedo, Lourenço Filho e Anísio Teixeira. Um documento que consolidava o ideário do movimento renovador foi o Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova, que reconhecia a educação como direito de todos e dever do Estado, reivindicando uma escola pública, apoiada nos princípios de laicidade, obrigatoriedade e gratuidade. Novas exigências para o currículo começam a surgir nesse momento histórico como: olhar para o ensino aprendizagem, avaliação, método, planejamento, eficácia e objetivo. modelo de currículo fica definido como tecnicista. Nessa concepção, os alunos podem ficar retidos por décimos não cumpridos dentro da avaliação da disciplina, o livro didático constitui um suporte para as disciplinas, a avaliação assume um destaque no cenário curricular e a estrutura da equipe gestora composta por diretor, coordenador serve para supervisionar o processo educativo. Outro destaque desse momento é o planejamento, sendo uma influência de um contexto fabril, tendo como berço teórico as ideias de Taylor e Fayol. Esse modelo não é muito distante da época atual, pois até hoje as escolas utilizam esses instrumentos na dinâmica das instituições. Teorias acima são tratadas como “tradicionais”, por não desenvolverem uma proposta crítica e por não questionarem o modelo social vigente. No cenário da educação nos últimos 50 anos, questões relativas ao currículo têm ocupado um lugar diferente nas políticas nacionais e internacionais sobre educação, suscitando interessantes debates e discussões sobre a sua elaboração, implementação e legislação. Autores importantes como Freire, Althusser, Bourdieu, Passeiron, entre outros, contribuíram no questionamento desse currículo e desse tipo de escola que reproduzia o sistema social. Dentre esses autores citados, podemos destacar o autor Paulo Freire, que contribuiu significativamente para a construção de uma nova Pedagogia, defendendo que o conhecimento das pessoas excluídas podia se tornar referência para debater o currículo dentro da sala de aula. Defendia que certa compreensão de mundo poderia transformar a vida das pessoas. Era contra a educação bancária, típica do currículo tradicional, em que o professor deposita o conhecimento em um aluno carecido de seus próximos pensamentos, devido à maneira de conduzir sua aula. Retratava o autor que essa forma de sistema somente reproduziria a estratificação das classes sociais, servindo o ensino de adestramento para a formação de massa de trabalho. A partir de todas essas discussões e efervescências de novos teóricos, houve uma mudança de direcionamento do currículo, do tradicional para o crítico, e houve no Brasil a valorização das políticas públicas de educação. Retomando o período anterior, o sistema educacional brasileiro, por oferecer historicamente um atendimento dual e elitista, foi marcado por um modelo curricular extremamente excludente e de baixa qualidade. A abordagem técnico-linear do currículo vigorou primeiramente, na década de 1940, nos Estados Unidos, estendendo-se aos demais países nos anos seguintes. No modelo técnico-linear, o currículo é concebido como uma atividade racional e neutra. Como instrumento de racionalização da atividade educativa, seu desenvolvimento depende estritamente da execução e da qualidade do planejamento De acordo com Souza (2008), dois movimentos de reconceptualização do currículo surgiram na época, sendo eles: • O Enfoque Histórico Hermenêutico: influenciado pelos estudos de Paulo Freire, que evidencia a experiência dos alunos e suas necessidades como centrais à construção do currículo. No Brasil, Paulo Freire foi um dos pioneiros a denunciar e a demonstrar de forma consistente o descaso do sistema escolar brasileiro e seu caráter discriminatório, opressor e a sua verdadeira intenção de destinar a educação apenas a uma elite; • Enfoque Neomarxista: conduzido por Michael Apple e Henry Giroux, que afirmam que o currículo não pode ser separado da totalidade social e cultural, tratando-se especificamente de um ato político. Nas décadas de 1970 e 1980, na área da Sociologia da Educação, Bourdieu e Passeron também mostraram o caráter reprodutivo da escola, que inevitavelmente impacta em seu currículo. Em outras palavras, podemos dizer que o currículo oculto consiste no conjunto de concepções que o professor transfere aos alunos durante as aulas, sem que haja um planejamento prévio e sem que esse tenha consciência do que transmite. Dessa forma, pode-se afirmarque por meio do currículo oculto são disseminadas ideologias pertencentes a determinados grupos hegemônicos da sociedade. Souza (2008) traz uma interpretação importante acerca do currículo oculto: Reconhecer a existência do currículo oculto não deve levar os professores a um certo ceticismo e a um sentimento de culpa pelo fato de transmitirem, sem o desejarem, muitas vezes normas, valores ideologias a seus alunos. Na realidade a análise do currículo oculto deve servir para desmistificar a aparente neutralidade do ato pedagógico. A ideia de Souza (2008, p. 25), de que “todo currículo compreende uma seleção de elementos da cultura considerados válidos para serem transmitidos nas escolas”, nos revela que os conteúdos selecionados para compor o currículo são elementos legitimados culturalmente pela sociedade e que essa seleção não ocorre de forma dissociada das relações de poder. Assim, historicamente, as propostas curriculares desenvolvidas no Brasil a partir da década de 1980 foram fundamentadas nas perspectivas críticas, mantendo alguns dos seus elementos e atribuindo-lhes novas dimensões e significados, surgindo uma nova concepção: a tendência teórico-prática do currículo. A dimensão processual do currículo, que atualmente prevalece no Brasil, preocupa-se não só com as determinações políticas, mas também com as questões institucionais. Nesse sentido, o currículo adquire um papel dinâmico que envolve o currículo apresentado, prescrito e realizado, uma vez que, “é na sala de aula que o currículo se concretiza” (SOUZA, 2008, p. 35).U Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios [...]: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; [...]. Sabendo que todo cu rrículo expressa uma leitura do contexto social, cultural e político, a oferta democrática do ensino e a garantia de direitos repercutiram diretamente nas discussões sobre o currículo escolar. Para o cumprimento da lei, coube a construção de um novo currículo, tendo em vista a superação de modelos tradicionais e conservadores que, até então, acentuavam ainda mais as diferenças e injustiças sociais. A organização do ensino em séries, conteúdos rigidamente estabelecidos e um sistema de avaliação seletivo, classificatório e meritocrático, acabou constituindo-se como uma representação de escola incoerente aos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) e da Constituição Federal (1988). Art 3 LDB I. Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II. Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; III. Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; IV. Respeito à liberdade e apreço à tolerância; V. Coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; VI. Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; VII. Valorização do profissional da educação escolar; VIII. Gestão democrática do ens ino público, na forma desta lei e da legislação dos sistemas de ensino; IX. Garantia de padrão de qualidade; X. Valorização da experiência extra-escolar; XI. Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais. Dessa forma, através dessa resolução, pode-se perceber que as redes e sistemas poderão elaborar os seus currículos baseados nas propostas progressivas essenciais da BNCC. A nova base tem como proposta estabelecer os objetivos de aprendizagem que todas as escolas do país (públicas e privadas) devem estar preparados para garantir aos seus estudantes. Espera-se que a BNCC consiga estabelecer um conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os estudantes deverão alcançar em sua trajetória escolar, e que, nesse processo, oriente o desenvolvimento e a implementação dos currículos da educação básica dos sistemas e das redes das distintas unidades federativas A elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n.º 9.394, de 20 de Dezembro de 1996, é a primeira lei educacional a explicitar um conceito de educação e apontar a garantia de inclusão social. Com o fim do Regime Militar e o modelo econômico em processo de transformação, e com a promulgação da Constituição Federal de 1988, ficou mais que evidente a necessidade de se redefinir os rumos da educação no país. A LDB n.º 9.394/96 apresenta avanços significativos sobre currículo ao assumir a concepção de educação em um sentido abrangente, englobando, além do processo de escolarização, a formação que ocorre no seio da família, na escola, no trabalho e na convivência em geral. Em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) e a Constituição Federal (1988), os princípios da LDB n.º 9.394/96 são apresentados no Artigo 3º Se quisermos recorrer à etimologia da palavra “currículo”, que vem do latim curriculum, “pista de corrida”, podemos dizer que no curso desta “corrida”, que é o currículo, acabamos por nos tornar o que somos. De acordo com Sacristán (1998, p. 125), “o termo currículo provém da palavra latina currere, que se refere à carreira, a um percurso que deve ser realizado e, por derivação, à sua representação ou apresentação”. Kishimoto (1994, p. 13) diz que “o termo latino currus – carro, carruagem –, currículo significa o lugar no qual se corre”. O sentido etimológico aqui adotado se refere ao apresentado por Silva (1995), uma vez que o currículo: Vai muito além da escola, mas também está dentro dela, que faz suas escolhas por conteúdos, métodos, formas de organização pedagógica e institucional no seu constituir-se cotidiano O currículo há muito tempo deixou de ser apenas uma área meramente técnica, voltada para questões relativas a procedimentos, técnicas, métodos. Já se pode falar agora em uma tradição crítica do currículo, guiada por questões sociológicas, políticas, epistemológicas Nesse sentido, pode-se afirmar que ao longo da história o currículo tem adquirido determinados significados como: (a) Os conteúdos a serem ensinados e aprendidos; (b) as experiências de aprendizagem escolares a serem vividas pelos alunos; (c) os planos pedagógicos elaborados por professores, escolas e sistemas educacionais; (d) Os objetivos a serem alcançados por meio do processo de ensino; (e) os processos de avaliação que terminam por influir nos conteúdos e nos procedimentos selecionados nos diferentes graus da escolarização. (MEC, 2007, p. 18) Material Teórico 2 - Múltiplas Interpretações Curriculares e Desafios da BNCC Partindo desse pressuposto, a BNCC está sendo apresentada como uma aposta de mudança na elaboração dos currículos, a partir do estabelecimento de objetivos educativos a serem garantidos para todos os brasileiros como elemento de equidade e promoção da qualidade da educação para todos. Essas expectativas se efetivam nesse documento apresentando aprendizagens obrigatórias para todos os níveis e escolas de todo o país A elaboração de um currículo é um processo social por relacionar-se diretamente com fatores lógicos, epistemológicos, intelectuais e determinantes sociais como poder, interesses, conflitos simbólicos e culturais, dirigidos por fatores ligados à classe, raça, etnia e gênero. Sacristán (1998) afirma que: O currículo é a ligação entre a cultura e a sociedade exterior à escola e à educação, entre o conhecimento e cultura herdados e a aprendizagem dos alunos; entre a teoria – ideias, suposições e aspirações – e a prática possível, dadas determinadas condições. (SACRISTÁN, 1998, p. 61) A essência da BNCC, de acordo com a legislação e as normas educacionais, bem como com suas concepções pedagógicas, deve: a.Abonar que a BNCC seja o currículo nacional, o qual contém o conjunto de referenciais sobre os processos crítico e criativo que as escolas devem seguir, a fim de elaborar sua proposta pedagógica. b. expandir as discussões por meio do Conselho Estadual de Educação de cada Estado e, ao analisar a parte comum e os conteúdos estabelecidos na BNCC, levar em conta a diversidade social e regional de cada localidade. c. homoloar pela Secretaria de Educação de cada região, padronizar os conteúdos da parte diversificada, publicada no Diário Oficial da União, para começar a valer no ano de 2020, revisada a cada cinco anos. d. fixar as diretrizes para os currículos das escolas de ensino médio, as quais deverão enviar às secretarias de educação, reenviadas ao Conselho Nacional de Educação (CNE) no início do ano 2020. e. possibilitar que as escolas possam agregar ou expandir os objetivos de aprendizagem, organizar seus currículos, incluindo outros objetivos que contemplem as diferenças regionais e as necessidades específicas das comunidades atendidas O currículo formal se apresenta como o currículo vigente e é transmitido aos professores na forma de guias de ensino, projetos e livros didáticos. A partir de 2017, com o documento da BNCC aprovado passa a ser uma referência nacional obrigatória para processos de elaboração de currículo e materiais didáticos, de políticas de formação de professores, além de estabelecer critérios para avaliações externas. Vale ressaltar que ele não constitui um currículo, mas é suporte para a elaboração dos currículos estaduais e municipais. Antes da publicação da Base Nacional Comum Curricular com a ausência de um referencial curricular obrigatório, o que ocorria dentro das instituições escolares é que os processos de aprendizagem eram definidos por duas fontes principais. Em qual dos itens a seguir são apresentas as duas fontes corretas? a. Projeto Político da escola e/ou a comunidade. b. Matrizes de avaliações padronizadas e/ou os livros didáticos. c. Sistema de gestão e/ou avaliações bimestrais. d. Projetos e/ou as sequências. e. Livros de literatura e/ou os projetos didáticos. Antes da publicação da Base Nacional Comum Curricular, o que ocorria dentro das instituições escolares, com a ausência de um referencial curricular obrigatório, era que os processos de aprendizagem eram definidos por duas fontes principais: por um lado, os livros didáticos, que constituíam uma proposta pedagógica de um currículo não declarado; e também pelas matrizes de avaliação padronizadas. Isso contribuiu para dois efeitos negativos: • primeiro, as avaliações padronizadas mensuram somente uma parte do que os sistemas educativos devem ensinar. Como culminância, aquilo que não entra na matriz avaliativa tende a não ser ensinado, uma vez que a mensagem transmitida é que seria de menos importância por não ser avaliada. O agravante é que nessa categoria não se enquadram várias aprendizagens procedimentais, de desenvolvimento de habilidades, atitudes, que, por não serem mensuradas, são retiradas desse tipo de avaliação em larga escala; • e em segundo lugar, também é impossível que provas padronizadas contemplem todos os saberes importantes para todas as comunidades, de modo que muitos conhecimentos são desconsiderados devido a sua pouca importância e, consequentemente, eliminados. Com a implementação da BNCC em 2017, os estados e municípios terão uma grande responsabilidade de desenvolver os seus currículos de forma a dar significado e qualidade ao ensino nas escolas, respeitando a diversidade de características regionais e continentais e, ao mesmo tempo, considerando a base de equidade de habilidade e competências propostas no documento. Analise o enunciado: Com a implementação da BNCC em 2017, _____________________terão uma grande responsabilidade de desenvolver os seus currículos de forma a dar significado e qualidade ao ensino nas escolas, respeitando a diversidade de características regionais e continentais e, ao mesmo tempo, considerando a base de equidade de habilidade e competências propostas no documento. Assinale a alternativa que preenche de forma correta a lacuna: a. Ministério da educação e dirigentes. b. Técnicos e equipe escolar. c. Estados e municípios. d. Estados e sociedade civil. e. Municípios e escolas. A BNCC foi elaborada para garantir a efetivação dos direitos de aprendizagem, com a intenção de articular de forma efetiva os universos citados acima. Além disso, desencadeia uma série de processos nas diferentes instâncias educativas que devem convergir na intenção do desenvolvimento integral dos alunos. Veja no diagrama a seguir a amplitude de responsabilidades de diversas instâncias para o sucesso da implementação do documento: Figura 7 Fonte: BNCC, 2018 Esse nível refere-se ao currículo estabelecido pelos sistemas de ensino, é expresso em diretrizes curriculares, objetivos e conteúdos das áreas e disciplinas. É o currículo prescrito que traz institucionalmente conjuntos de diretrizes educacionais como os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997), o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (1998) e a Base Nacional Comum Curricular (2017). O currículo formal se apresenta como o currículo vigente e é transmitido aos professores na forma de guias de ensino, projetos e livros didáticos De acordo com Sacristán (1998), como podemos definir o currículo prescrito? a. É o conjunto de indicações ou orientações gerais definidas em um nível oficial. b. É a realização entre o currículo e as avaliações realizadas. c. É o currículo passível de ser realizado no período letivo e que se traduz nas aprendizagens dos alunos em relação aos conhecimentos trabalhados nas instituições educativas. d. É o conjunto de materiais pedagógicos, tais como guias de ensino e livros didáticos. e. É a concretização curricular que ocorre com a prática pedagógica em sala de aula. Currículo Real É o currículo que acontece dentro da sala de aula com professores e alunos a cada dia em decorrência de um projeto pedagógico e dos planos de ensino, corresponde ao currículo operacional. A passagem entre o que é e o que se deseja, entre o ideal e o real, a teoria e a prática, determinam o currículo real. Currículo Oculto É o termo utilizado para denominar as influências que afetam a aprendizagem dos alunos e o trabalho dos professores. O currículo oculto representa tudo o que os alunos aprendem diariamente em várias práticas, atitudes, comportamentos, gestos, percepções, que vigoram no meio social e escolar. O currículo é oculto porque ele não aparece no planejamento do professor, mas sim nas relações cotidianas. O currículo oculto é representado pelas influências que afetam a aprendizagem dos alunos e o trabalho do professor proveniente da experiência cultural, dos valores e significados trazidos pelas pessoas de seu meio social e vivenciado na própria escola, ou seja, das práticas e experiências compartilhadas em escola e na sala de aula. (LIBANEO, 2004 p. 172) Segundo Silva (2003), o currículo oculto é constituído por todos aqueles aspectos do ambiente escolar que, sem fazer parte do currículo oficial, explícito, contribuem, de forma implícita, para aprendizagens sociais relevantes. Assim o currículo escolar associa-se a um conjunto de esforços pedagógicos, podemos afirmar que é por intermédio do currículo que as “coisas” acontecem na escola. Daí a necessidade de constantes discussões e reflexões sobre o currículo, tanto o formalmente planejado e desenvolvido quanto o currículo oculto. De acordo com Sacristán (1998), o currículo escolar se define a partir da atividade de diferentes profissionais da educação, com competências e características múltiplas de intervenção, dispondo de mecanismos de ação e decisão próprios. Também apresenta outra distinção que ajuda a compreender os diferentes tipos de decisões e práticasque intervêm em cada nível de objetivação do currículo. Assim, esse autor considera: Quadro 2 a. Currículo prescrito: conjunto de prescrições ou orientações gerais definidas em um nível oficial; b. Currículo apresentado: conjunto de materiais pedagógicos, tais como guias de ensino e livros didáticos, elaborado com o objetivo de traduzir para os professores o significado e os conteúdos do currículo prescrito; c. Currículo moldado: cada professor molda o currículo com base na sua cultura profissional, nas orientações oficiais e nos conteúdos de guias e materiais didático-pedagógicos; refere-se aos planos de ação elaborados pelos docentes; d. Currículo em ação: concretização curricular que ocorre com a prática pedagógica em sala de aula. É o fazer pedagógico propriamente dito; e.Currículo realizado: o que é possível e passível de ser efetivado no período letivo e que se traduz nas aprendizagens dos alunos em relação aos conhecimentos trabalhos nas instituições educativas; f. Currículo avaliado: evidencia a relação entre currículo e as avaliações realizadas, pois trata do currículo formulado para atender às expectativas dos processos internos e externos de avaliação. Material Teórico 3 - O Currículo Escolar e os Documentos Ofi ciais: Educação Infantil e Ensino Fundamental O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI); Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental ; (PCN) As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) RCNEI De uso não obrigatório, o MEC expediu o referencial nacional servindo de subsídio para a uniformidade do atendimento das escolas de educação infantil no país. Portanto, apesar de apresentar uma base curricular nacional, o RCNEI (1998) não é mandatário, mas apresenta-se como um documento de reflexão e apoio às escolas. Vol 1 – Introdução - O caderno introdutório apresentava o contexto da educação infantil e trazia questões importantes acerca dos princípios que norteiam a proposta curricular, como o respeito à dignidade e aos direitos das crianças consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas e religiosas. Vol2 - Formação Pessoal e Social O Volume 2 trazia contribuições prioritárias a respeito dos processos de construção da identidade e da autonomia da criança. Para tanto, no documento, foram apresentados aspectos relacionados às características e potencialidades do processo de desenvolvimento, concebendo a criança, acima de tudo, como sujeito ativo no processo de autoconhecimento. No mesmo volume, encontravam-se conteúdos relacionados aos objetivos gerais previstos para as crianças de zero a três anos e orientações didáticas para subsidiar o planejamento do professor a partir de atividades permanentes, sequenciadas e projetos Vol 3 – Conhecimento de Mundo O Volume 3 é relativo ao âmbito das experiências acerca do conhecimento de mundo a partir do trabalho com os eixos: Movimento, Música, Artes Visuais, Linguagem Oral e Escrita, Natureza e Sociedade e Matemática. Apesar dos eixos serem apresentados separadamente, a proposta construtivista que subjaz o RCNEI (1998) recomendava que a abordagem das áreas de conhecimento não poderia ser fragmentada, mas de maneira integrada, respeitando o sujeito em sua totalidade. Assinale a alternativa que apresenta a resposta correta, que estejade acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, volume 2 (1998). O complexo processo de construção da identidade e da autonomia depende tanto das: a. vivências como de algumas experiências consideradas essenciais. b. interações socioculturais como das vivências de algumas experiências consideradas essenciais associadas à fusão e diferenciação, construção de vínculos e expressão da sexualidade. c. vivências quanto de conhecimento de Mundo. d. vivências de algumas experiências consideradas essenciais associadas à expressão da sexualidade. e. interações socioculturais como das vivências de algumas experiências de Movimento, Música, Artes Visuais, Linguagem Oral e Escrita, Natureza e Sociedade e Matemática. proposta de criação de uma base curricular não é recente. As discussões acerca do currículo escolar acompanham a Constituição Federal de 1988 que, desde então, determinou em seu Artigo 210 o dever do Estado em fixar “conteúdos mínimos para o Ensino Fundamental, de maneira a assegurar a formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais”. A análise cronológica das legislações no Brasil revela que a educação teve um investimento significativo das políticas públicas, efetivando-se na década de 1990, a partir da reformulação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, estabelecendo em seu Artigo 26 que: Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais (1997) foram elaborados em um contexto em que dados do Censo de 1990 apontavam que apenas 19% da população brasileira possuía o ensino fundamental. A exclusão escolar tinha início logo no primeiro ano de escolaridade, em que apenas 51% do total de alunos eram aprovados. Além disso, mesmo aqueles que concluíam os oitos anos de estudos que compunham o ensino fundamental na época acabavam dispondo de menos conhecimentos do que o esperado para os concluintes. De acordo com o Volume 1 dos Parâmetros Curriculares Nacionais (1997, p. 17): Durante as décadas de 70 e 80 a tônica da política educacional brasileira recaiu sobre a expansão das oportunidades de escolarização, havendo um aumento expressivo no acesso à escola básica. Todavia, os altos índices de repetência e evasão apontavam problemas que evidenciavam a grande insatisfação com o trabalho realizado pela escola. Porém, o documento não se constituía como obrigatório, o que fez com que muitos municípios e estados elaborassem seus próprios currículos durante a primeira década do século XXI e, devido à sua generalidade e amplitude, acabou se tornando invisível diante do ordenamento dos currículos estaduais e municipais, que por sua vez foram obtendo características próprias. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997) apontavam questões de tratamento didático por área de conhecimento e por ciclo. O documento estava organizado, de modo a servir de referência, de fonte de consulta e de objeto para reflexão e debate fundamentando a relevância das áreas de conhecimento para a formação cidadã, Vol – 2 – Port; trabalhava com a ideia que a escola tem a responsabilidade de garantir a todos os seus alunos o acesso aos saberes linguísticos, necessários para o exercício da cidadania. Vol 3 – Matem.; deu suporte para resolver problemas da vida cotidiana e com aplicações no mundo do trabalho, funcionou como instrumento essencial para a construção de conhecimentos em outras áreas curriculares Vol 4 – Ciências Naturais o papel das ciências naturais é o de colaborar para a compreensão do mundo e suas transformações, situando o homem como indivíduo participativo e parte integrante do universo. Vol 5 – Hist e Geo - desempenham funções de cidadania e de relações com diferentes espaços e tempos entre a humanidade e a natureza Vol 6 – Arte Vol 7 Educ Física Apesar de apresentar os volumes por área de conhecimento, os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997) buscaram contribuir para a superação da fragmentação das disciplinas e ainda trouxeram outros documentos para integrar a grade curricular, os chamados temas transversais. Esses expressam conceitos e valores necessários ao exercício da democracia e da cidadania a partir de temáticas emergentes na sociedade contemporânea: Ética, Meio Ambiente, Saúde, Trabalho e Consumo, Orientação Sexual e a PluralidadeCultural; essas não são disciplinas autônomas, mas temas que permeiam todas as áreas de conhecimento. DCN/BNCC Em 2012, o Ministério da Educação (MEC) lançou as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN), sendo um documento de muita relevância para o desenvolvimento curricular brasileiro. As DCN instituíram os critérios gerais que deveriam ser considerados por municípios e estados para a elaboração dos currículos. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) vem a ser a operacionalização das DCNs, dos objetivos curriculares estabelecidos no documento anterior e no direito de aprender dos alunos. Dessa forma, os documentos são complementares e ambos se organizam como referenciais que devem ser considerados e aos quais os currículos dos sistemas locais (municipais ou estaduais) devem responder. De acordo com o próprio material, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os educandos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da educação básica, de modo que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE) (BRASIL, 2017), Essa é a direção para a qual apontavam os PCN, as DCN estabelecidas também no PNE, com a complementação da publicação dos Direitos de Aprendizagem. Esses pressupostos finalmente se concretizam em um documento de objetivos de aprendizagem obrigatórios para todos os níveis e escolas do país, a BNCC. Vale a pena a evidenciar que a BNCC não se constituiu em um currículo, mas a base normativa para a elaboração dos currículos estaduais e municipais. Isso significa que todos os currículos, a partir de 2017, deverão considerar a BNCC. 10 Competências Gerais BNCC E quais são essas competências? Listamos abaixo todas elas. Ao clicar nos links você será encaminhado para um texto com informações detalhadas sobre cada uma. Para facilitar o entendimento, elas ganharam um título que sintetiza suas principais características: 1- Conhecimento 2- Pensamento científico, crítico e criativo 3- Repertório cultural 4- Comunicação 5- Cultura digital 6- Trabalho e projeto de vida 7- Argumentação 8- Autoconhecimento e autocuidado 9- Empatia e cooperação 10- Responsabilidade e cidadania CF/1988 LDB 1996 PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental (1997); RCNEI – Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998); PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (2000); DCN – Diretrizes Curriculares Nacionais (2012); • BNCC – Base Nacional Comum Curricular (2017). Unidade IV – Ensino Médio e EJA Propõe-se, no nível do ensino médio, a formação geral em oposição à formação específica; o desenvolvimento de capacidades de pesquisar, buscar informações, analisá-las e selecioná-las; a capacidade de aprender, criar, formular, em lugar do simples exercício de memorização. Os PCNs constituíram-se em um documento muito significativo e elaborado, mas que não se concretizou em uma melhoria significativa para essa etapa. O alunado do século XXI exigiu um documento mais detalhado e com maior direcionamento de aprendizagens aplicáveis à realidade; devido a isso, a BNCC apresentou objetivos mais concretos e capacidade de qualificar o ensino para toda a Educação Básica. De acordo com o Art. 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDBEN n.º 9.394/1996, um dos marcos legais que fundamentam a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) (BRASIL, 2017): Os currículos da Educação Infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum a ser complementada em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos. (BRASIL, 1996) Considerando a LDBEN n.º 9.394/96 e as afirmativas da BNCC (BRASIL, 2017), é CORRETO afirmar: a. Os conteúdos, conceitos e processos, bem como a definição das unidades temáticas do contexto diversificado do currículo estão determinados na BNCC para desempenho dos sistemas de ensino. b. A BNCC e os currículos têm funções sobrepostos no sentido de assegurar aprendizagens necessárias ao aluno de cada etapa da Educação Básica. c. De acordo com a BNCC (BRASIL, 2017), os conteúdos curriculares exercem função secundária no processo educacional, uma vez que a prioridade está na concretização das competências gerais. d. Uma das noções essenciais da BNCC é a relação entre o que básico/comum e o que é diverso em matéria curricular. As competências/diretrizes são comuns enquanto os currículos são diversos. e. O contexto diversificado está para os direitos de aprendizagem assim como a Base Nacional Comum Curricular está para considerar à diversidade regional na discussão curricular. Explorando um pouco mais a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de propriedade normativa que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem atingir ao longo das etapas e modalidades da educação básica. Conforme prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei n.º 9.394/1996, a Base deve nortear os currículos dos sistemas e das redes de ensino das unidades federativas, como também os projetos pedagógicos de todas as escolas públicas e privadas de educação infantil, ensino fundamental e ensino médio em todo o Brasil (BRASIL, 2018). A Base define conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todos os educandos desenvolvam ao longo da escolaridade básica. Norteada pelos princípios éticos, políticos e estéticos delineados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN), a Base soma-se ao intento que direciona a educação brasileira para a formação humana integral e para a estruturação de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. O que vale ser evidenciado é que a BNCC não se constitui como um currículo em si, mas como parte dele, ou seja, a sua finalidade é nortear a elaboração dos referenciais curriculares e dos Projetos Político-Pedagógicos (PPP) das escolas, à medida que institui as competências e habilidades que serão desenvolvidas pelos educandos ano a ano. De modo geral, pode-se afirmar que a Base indica o ponto em que se deseja chegar. O currículo trabalha o caminho para se chegar lá. Diante disso, preserva-se a autonomia de cada rede de ensino para adaptar os currículos, respeitando a diversidade e as peculiaridades de cada contexto educacional; isso é, as instituições escolares poderão contextualizá-los e adaptá-los de acordo com seus projetos pedagógicos. A implantação da BNCC foi pautada em um processo de colaboração entre União, estados, municípios e Distrito Federal, bem como instituições privadas. Cada ator educativo tem sua autonomia garantida, à medida que a Base estimula a valorização da diversidade e considera as particularidades múltiplas dos contextos educacionais brasileiros. BNCC Educ Inf O segundo capítulo explora a estrutura da BNCC, ou seja, como está organizada a primeira etapa da educação básica. De acordo com os eixos estruturantes, a primeira constitui a etapa da educação infantil, e nela devem ser garantidos seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento, para que as crianças tenham condições de aprender e se desenvolver. Sendo eles: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e se conhecer. Ainda nessa mesma parte do documento, indo além dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento, são definidos os cinco campos de experiências, nos quais as crianças podem aprender e se desenvolver: 1. O eu, o outro e o nós; 2. Corpo, gestos e movimentos; 3. Traços, sons, cores e formas; 4. Escuta, fala, pensamento e imaginação; 5. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações O terceiro capítulo abarca os direcionamentossobre a educação infantil, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos, desdobrando um aprofundamento dos campos de experiência e o significado de uma passagem tranquila desse período para o fundamental. Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Médio A última versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino médio foi entregue pelo Ministério da Educação (MEC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE) no final do 2º semestre de 2018, mas não foi homologada no mesmo período que a educação infantil e ensino fundamental. A carga horária do ensino médio será distribuída em cinco itinerários formativos, explícitos no capítulo2 (Estrutura da BNCC) como: Linguagens e suas tecnologias (Arte, Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa); Matemática e suas tecnologias (Matemática); Ciências da natureza e suas tecnologias (Biologia, Física e Química); Ciências humanas e sociais aplicadas (História, Geografia, Sociologia e Filosofia); Formação técnica e profissional. De acordo com o documento (BRASIL, 2018), essa nova estrutura aumenta o protagonismo juvenil, uma vez que prevê a oferta de variados itinerários formativos1 para atender à variedade de interesses dos alunos: o aprofundamento acadêmico e a formação técnica profissional. Ademais, ratifica a organização do ensino médio por áreas do conhecimento, sem referência direta a todos os componentes que tradicionalmente compõem o currículo dessa etapa. Os desafios do ensino médio ainda são maiores do que o fundamental, afinal pesquisas têm mostrado que essa etapa representa uma lacuna na garantia do direito à educação. Dentre os fatores que expõem esse cenário, evidencia-se o desempenho insuficiente dos alunos nos anos finais do Ensino Fundamental, a organização curricular do ensino médio antes da Base, com excesso de componentes curriculares, e uma abordagem pedagógica apartada das culturas juvenis e do mundo do trabalho. Quadro 1 Desafios para o Ensino Médio Universalizar o acesso, a permanência e o direito à aprendizagem e ao desenvolvimento na faixa etária de 15 a 17 anos; Ampliar o acesso da faixa etária acima de 18 anos com a garantia das mesmas condições; Ampliar ações de superação da distorção idade-série; Consolidar a identidade e a organização curricular dessa etapa educacional. EJA Programa Nacional do Livro Didático para Educação de Jovens e Adultos (PNLD EJA) A Resolução CD/FNDE n.º 51/2009 dispõe sobre o Programa Nacional do Livro Didático para Educação de Jovens e Adultos, com o objetivo de disponibilizar livros didáticos aos alfabetizandos e estudantes jovens, adultos e idosos das entidades parceiras do Programa Brasil Alfabetizado, das escolas públicas com turmas de alfabetização e de ensino fundamental na modalidade EJA.