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Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Coluna vertebral Dividido em cinco regiões: Cervical (pescoço), com sete vértebras; Torácica (tronco), com doze vértebras; Lombar (região da cintura), com cinco vértebras; Sacro (região do quadril), com cinco vértebras fundidas; Cóccix (ponta final da coluna) tem de quatro a cinco vértebras, também fundidas. Assim como a caixa craniana protege o cérebro a coluna vertebral é o “tubo” protetor que protege a medula espinhal de traumas e compressões. A coluna vertebral e seus discos têm como função primária proteger a medula espinhal e suas raízes, e esses desgastes poderão levar a compressões e atritos nessa estrutura neurológica provocando dores e incapacidades indesejadas. A coluna vertebral, vista de frente ou de costas, deve ser reta. Quando ela é vista de perfil (lateral), cada região se apresenta com curvatura específica, chamada de lordose ou de cifose. É muito comum encontrarmos pessoas com essas linhas acentuadas (hiperlordose ou hipercifose), assim como encontramos também pessoas sem essas curvaturas. Quando isso acontece, chamamos de zonas planas ou com o segmento retificado. Quando essas curvaturas não existem ou estão alteradas, isso é sinal de problema postural e geralmente é causa de dores e degeneração dos discos e de vértebras. Esse conceito é aplicado para todo o segmento vertebral; Numa pessoa adulta normal a coluna vertebral deve ter basicamente quatro curvaturas, sendo duas primárias e duas secundárias. As curvaturas primárias, chamadas assim por formarem-se primeiro, são as cifoses. As secundárias, que são quebras angulares das primárias, são as lordoses que aparecem mediante as forças impostas sobre a coluna durante a infância. Outra curvatura patológica é a escoliose. Esta, mais grave, pode estar associada a fatores genéticos e se caracteriza por desvios laterais da coluna vertebral. A escoliose pode ser adquirida, congênita ou idiopática (sem causa aparente). Quando é muito visível, a cintura pélvica e os ombros normalmente estão desalinhados. A escoliose estrutural é aquela em que a formação óssea e de outros tecidos estão comprometidos, e neste caso a estabilização é a única solução, visto que a formação corporal já está constituída. Em muitos casos a cirurgia é indicada para conter uma provável evolução da patologia, que pode em determinados casos, chegar ao óbito se não contida. Quando a escoliose é funcional existe sim a possibilidade de melhora, pois somente a função está danificada e a estrutura está intacta. Neste caso o tratamento fisioterápico especializado ajuda bastante o paciente. Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Tratamento Médico: Sintomático – Com remédios analgésicos, antiinflamatórios, relaxantes musculares e etc. Cirúrgico Coletes – Milwalkee, Boston, etc. Tratamento Fisioterapêutico: Sintomático Eletroterapia, Termoterapia, Fototerapia, Massoterapia, Hidroterapia, acupuntura, etc. Funcional Osteopatia, Quiropraxia, RPG, Estabilização segmentar, GDS e Pilates. Vértebras Os 7 Elementos Básicos: 1. Corpo: É a maior parte da vértebra. É único e mediano e está voltado para frente é representado por um segmento cilindro, apresentando uma face superior e outra inferior. Função: Sustentação. 2. Processo Espinhoso: É a parte do arco ósseo que se situa medialmente e posteriormente. Função: Movimentação. 3. Processo Transverso: São 2 prolongamentos laterais, direito e esquerdo, que se projetam transversalmente de cada lado do ponto de união do pedículo com a lâmina. Função: Movimentação. 4. Processos Articulares: São em número de quatro, dois superiores e dois inferiores. São saliências que se destinam à articulação das vértebras entre si. Função: Obstrução. 5. Lâminas: São duas lâminas, uma direita e outra esquerda, que ligam o processo espinhoso ao processo transverso. Função: Proteção. 6. Pedículos: São partes mais estreitadas, que ligam o processo transverso ao corpo vertebral. Função: Proteção. Neuroanatomia - Anatomia II Canibais 7. Forame Vertebral: Situado posteriormente ao corpo e limitado lateral e posteriormente pelo arco ósseo. Função: Proteção Discos intervertebrais: São estruturas cartilaginosas de pouca vascularização (circulação sanguínea). Eles variam de tamanho, de espessura e de formato; ou seja, suas características variam de acordo com o segmento vertebral. Os discos formam cerca de 25% do comprimento total da coluna. Por isso, o envelhecimento e a desidratação dessas estruturas anatômicas irão provocar diminuição na estatura dos idosos. O disco é constituído na sua periferia por um anel fibroso e, na sua parte interna, por uma estrutura ”gelatinosa” chamada de núcleo pulposo. Esse anel fibroso, quando fissura ou está desgastado, permite que o líquido gelatinoso que está mantido no seu centro realize uma expansão ou abaulamento da sua estrutura e também pode se extravasar. Quando esse fenômeno ocorre em pequenas proporções, chamamos protusão discal. Se a lesão no anel fibroso que mantém o núcleo for grande, o líquido contido no núcleo poderá sair para o meio externo e, quando isso acontece, o disco poderá diminuir de volume, achatando-se. Por isso, chamamos de hérnia de disco. Dependendo do local da saída desse “gel”, o paciente poderá sentir fortes dores ou não. A hérnia de disco é uma lesão que ocorre com mais frequência na região lombar. Essa doença é a que mais provoca dores nas costas e alterações de sensibilidade para coxa, perna e pé. Os sintomas mais comuns são dores localizadas nas regiões onde existe a lesão do disco. Essas dores podem ser irradiadas para outras partes do corpo. Quando a hérnia é na coluna cervical, as dores ou as alterações de sensibilidade se irradiam para as regiões superiores dos ombros, para os braços, as mãos e os dedos. Se a hérnia de disco é lombar, as dores se irradiam para as pernas e pés. O paciente pode também sentir formigamento, dormência, ardência e dores na parte interna da coxa. Nos casos mais graves, a compressão poderá causar perda de força nas pernas e até mesmo incontinência urinária. A hérnia de disco apresenta diferentes fases de evolução. Quando o nível de comprometimento da coluna não é tão crônico, opções de tratamento conservador, como técnicas de fisioterapia, podem ser adotadas com êxito. A própria administração de medicamentos anti-inflamatórios e relaxantes musculares, prescritos pelo médico, também pode auxiliar bastante. Apesar de constituírem a minoria, há os casos mais graves, onde nenhum procedimento não invasivo surte efeito. Nesses casos, a cirurgia pode ser necessária para corrigir o problema. Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Medula espinhal Composição: Neurônios Corpo (cinza) e prolongamentos (branca) Glias A medula é uma estrutura cilíndrica que fica dentro do canal vertebral. O seu início ocorre entre o crânio e a primeira vértebra cervical (divisor – forame magno) e se estende até a primeira ou segunda vértebra lombar. A medula dá origem a vários pares de nervos, que são no total de 31. Esses nervos saem da coluna vertebral por meio dos orifícios formados entre uma vértebra e outra, também chamados de orifício de conjugação. Por intermédio desses nervos, a medula conduz os impulsos nervosos e exerce funções importantes sobre os músculos, proporcionando os movimentos. A medula espinhal tem a função de conduzir impulsos nervosos das regiões do corpo até o encéfalo, produzir impulsos e coordenaratividades musculares e reflexos. *Recebe impulsos sensoriais de receptores e envia impulsos motores a efetuadores tanto somáticos quanto viscerais. *Pode atuar em reflexos dependente ou independentemente do encéfalo. *É a parte mais simples do Sistema Nervoso Central tanto ontogenético (embriológico), quanto filogeneticamente (evolutivamente). *A maioria das conexões encefálicas com o Sistema Nervoso Periférico ocorrer via medula. O trajeto do impulso nervoso num ato reflexo, é denominado arco reflexo. As estruturas que constituem um arco reflexo são: Receptores Nervo aferente (sensitivo) Centro nervoso Nervo eferente (ou motor) Órgão efetuador Crescimento da Crescimento da Medula espinhal X Coluna vertebral: Fetal – do tamanho da coluna vertebral Nascimento – Na altura de L3 No adulto - a medula espinhal termina ao nível de L1 e L2, enquanto o saco dural (dura- máter) e espaço subaracnoideo estendem-se até S2. No final da medula, uma extensão da pia-máter se estende para a primeira vértebra coccígea e compõe o filamento terminal. As fibras nervosas abaixo do filamento terminal constituem, em conjunto, a cauda equina. Quando o líquido cerebrospinal está disponível, durante uma punção lombar, a agulha é inserida no nível lombar inferior (L4-L5), evitando a extremidade inferior da medula. Neuroanatomia - Anatomia II Canibais A um nível abaixo da segunda vértebra lombar encontramos apenas as meninges e as raízes nervosas dos últimos nervos espinhais, que dispostas em torno do cone medular e filamento terminal, constituem, em conjunto, a chamada cauda equina. RELAÇÃO COM O CANAL VERTEBRAL C1 emerge entre o atlas e o osso occipital. De C2 a C7 emergem acima de sua vértebra correspondente. C8 emerge entre a sétima vértebra cervical e a primeira torácica. Todos os nervos torácicos, lombares e sacros emergem abaixo de suas vértebras correspondentes. Interpretação da topografia vertebro-medular: Entre C2 e T10 - soma-se 2 Entre T11 e T12 - corresponde aos cinco segmentos lombares Na vértebra L1 - corresponde aos cinco segmentos sacrais Seu calibre não é uniforme, pois ela apresenta duas dilatações denominadas de intumescência cervical e intumescência lombar. Estas intumescências medulares correspondem às áreas em que fazem conexão com as grossas raízes nervosas que formam o plexo braquial e lombossacral, destinados à inervação dos membros superiores e inferiores respectivamente. Neuroanatomia - Anatomia II Canibais A formação destas intumescências se deve pela maior quantidade de neurônios e, portanto, de fibras nervosas que entram ou saem destas áreas. Importância clinica A área entre L2 e S2 tem importância para a coleta do líquido cefalorraquidiano e para a administração de anestésicos espinhais. A topografia vertebro medular é importante para o diagnóstico, prognóstico e tratamento de lesões da medula. Os segmentos medulares de C2 a T10 correspondem aos processos espinhosos acrescidos de duas unidades. Os cinco segmentos lombares correspondem aos processos espinhosos T11 e T12. E os cinco sacrais correspondem ao processo espinhoso L1. Na medula, a substância cinzenta localiza-se por dentro da branca e apresenta a forma de uma borboleta, ou de um “H”. Nela distinguimos de cada lado, três colunas que aparecem nos cortes como cornos e que são as colunas anterior, posterior e lateral. A coluna lateral só aparece na medula torácica e parte da medula lombar. No centro da substância cinzenta localiza-se o canal central da medula. A substância branca é formada por fibras, a maioria delas mielínicas, que sobem e descem na medula e que podem ser agrupadas de cada lado em três funículos ou cordões: Funículo Anterior, Funículo Lateral e Funículo Posterior A medula é envolvida por três membranas que também protegem o encéfalo. São elas: Dura-máter; Aracnoide; Pia-máter (Também chamada de meninges espinhais) Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Dentro dessas membranas encontramos líquido cefalorraquidiano, que banha todo o sistema nervoso. Por meio desse líquido, alguns diagnósticos poderão ser efetuados como: meningite, tumores etc. Dura-máter: paquimeninge Saco dural Filamento da dura-máter espinhal Ligamento coccígeo Aracnóide: leptomeninge Trabéculas aracnóideas Pia-máter: leptomeninge Ligamentos denteados Cavidades da medula Em relação com as meninges que envolvem a medula existem três cavidades ou espaços, epidural, subdural e subaracnóideo. Os espaços epidural situa-se a dura matér e o periósteo do canal vertebral, contem tecido adiposo e um grande número de veias. O espaço subdural, situado entre a dura-máter e a aracnóide, é uma fenda estreita contendo uma pequena quantidade de liquido, suficiente apenas para evitar a aderência das paredes. O espaço subaracnóideo é o mais importante e contém uma quantidade razoavelmente grande de liquido cérebro-espinhal ou líquor. A exploração clínica do espaço subaracnóideo. Sabe que não há perigo de lesão da medula, por este espaço estar entre a S2 e L2 e seu espaço é maior esta área é ideal para a introdução de uma agulha Importância deste espaço Retirada do líquor – para fins terapêuticos ou diagnósticos Medida de pressão do líquor Introdução de substâncias que aumentam o contraste das radiografias, tais como ar hélio e sais de iodo. Introdução de anestésicos nas chamadas anestesias raquidianas. CANAL CENTRAL O canal central da medula ou canal do epêndima se estende por todo o comprimento da medula durante o desenvolvimento. É revestido por células ependimárias. Segundo o autor Jack de Groot, este canal é cheio de líquido cefalorraquidiano. Ângelo Machado que afirma que este canal não apresenta líquor. Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Em adultos, este canal é muito estreito e parcialmente obliterado e geralmente desaparece, exceto nos níveis cervicais. Anestesias Raquidiana É introduzido no espaço subaracnóideo por meio de uma agulha que penetra no espaço entre as vértebras L2, L3 ou L3, L4. No seu trajeto, a agulha perfura sucessivamente a pele e a tela subcutânea, o ligamento interespinhoso, o ligamento amarelo, a dura-matér e a aracnóide Anestesia Epidurais (ou peridurais) São feitas geralmente na região lombar. Apresenta alguns incômodos como dor de cabeça que resulta da perfuração da dura-máter e do vazamento do líquor. Isquemia da Medula Fraturas, luxações podem interferir com o suprimento sanguínea para a medula Que pode levar a fraqueza e a paralisia dos músculos TERMINOLOGIA DAS LESÕES MEDULARES: Segundo Stokes (2000), os termos utilizados para descrever os pacientes lesionados, baseiam-se no nível geral da coluna vertebral e da perda da função. São eles: Paraplegia e Tetraplegia. PARAPLEGIA: Refere-se à deficiência ou perda da função motora e/ou sensorial nos segmentos torácico, lombar ou sacral (exceto o segmento cervical) da medula espinhal, decorrente de lesão dos elementos neurais internos do canal medular. TETRAPLEGIA: Antigamente era conhecida como quadriplegia, mas este termo vem sendo substituída. Tetraplegia é o termo usado para lesão da medula espinhal que causa perda ou disfunção sensitiva e motora nos segmentos cervicais (elementos neurais internos do canal medular). Bulbo É também conhecido por bulbo raquídeo ou medula oblonga. Tem a formade um cone e é a parte mais caudal do tronco encefálico. Sua parte inferior está ligada à medula espinhal e a parte superior à ponte. Seu limite superior se encontra no nível do sulco bulbo-pontino (margem inferior da ponte) e seu limite inferior se encontra no nível do forame magno. O Bulbo recebe informações de vários órgãos do corpo, controlando as funções autônomas, chamadas de vida vegetativa, como: batimentos cardíacos, respiração, pressão do sangue, reflexos de salivação, tosse, espirro e o ato de engolir. Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Face anterior ou ventral: Pirâmide - eminência alongada, constituída de um feixe compacto de fibras nervosas descendentes que ligam as áreas motoras do cérebro aos neurônios motores da medula - trato córtico-espinhal. Decussação das pirâmides - parte caudal do bulbo, onde 75-90% das fibras cruzam o plano mediano, obliterando a fissura mediana anterior – para continuar como trato córtico-espinhal lateral Face lateral: Olivas - Acidente formado por grande massa de substância cinzenta - núcleo olivar inferior, o qual recebe fibras do córtex cerebral, da medula espinhal e do núcleo rubro. Liga-se ao cerebelo (fibras olivocerebelares). Relaciona-se com a aprendizagem motora, a qual permite realizar determinada tarefa com velocidade e eficiência cada vez maiores se for repetida. Posterior ou Dorsal: Fascículos grácil e cuneiforme - conduzem a propriocepção consciente, tato epicrítico, e a sensibilidade vibratória. Tubérculos dos núcleos grácil e cuneiforme - massa de substância cinzenta. Pedúnculo cerebelar inferior (corpo restiforme) Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Emergências de nervos cranianos: Nervo hipoglosso (XII) Origem Aparente - Sulco lateral anterior do bulbo Emergência Craniana - Canal do hipoglosso Função - Motor Território de Inervação - músculos da língua (extrínsecos e intrínsecos) Nervo acessório (XI) Origem Aparente - A raiz bulbar do sulco lateral posterior Emergência Craniana - Forame jugular Função – Motor Território de Inervação - inerva vísceras da cavidade torácica bem como estruturas da laringe; já as raízes espinhais inervam musculatura estriada esquelética esternocleidomastóideo e o trapézio. Nervo vago (X) Origem Aparente - Sulco lateral posterior do bulbo Emergência Craniana - Forame jugular Função - Misto Território de Inervação - Gustação (epiglote); Sensibilidade (faringe, laringe, traqueia, esôfago e vísceras torácicas e abdominais); Músculos da faringe e da laringe Nervo glossofaríngeo (IX) Origem Aparente - Sulco lateral posterior do bulbo Emergência Craniana – Forame jugular Função - misto Território de Inervação – Gustação (1/3 da posterior da língua); glândula parótida Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Ponte Repousa na parte basilar do osso occipital e dorso da sela túrsica. Interposto entre o bulbo e o mesencéfalo, localiza-se ventralmente ao cerebelo. É dividida em uma porção ventral ou base e uma porção dorsal ou tegmento. É uma grande massa ovoide. É cortada por longos feixes de fibras orientadas transversalmente, a fibra transversal da ponte. A ponte participa de algumas atividades do bulbo. Interfere no controle da respiração, é um centro de transmissão de impulsos para o cerebelo e atua ainda, como passagem para as fibras nervosas que ligam o cérebro à medula. Limites: Superior - plano horizontal que passa na altura da fossa interpeduncular. Inferior - sulco bulbo pontino Elementos descritivos: Sulco basilar (repousa a artéria basilar) Sulco bulbo-pontino Pedúnculo cerebelar médio Emergências de nervos cranianos: Nervo trigêmeo (V) - emerge no corpo da ponte, apresenta uma raiz sensitiva (maior) e uma raiz motora. Origem Aparente – Face Ventrolateral da ponte Emergência Craniana - Fissura orbital superior (r.oftálmico); forame redondo (r. maxilar); forame oval (r. mandibular) Função - Misto Território de Inervação - Face; Língua (2/3 anteriores - exterocepção/ sensibilidade); Propriocepção dos dentes; Músculos da mastigação; ATM Nervo abducente (VI) Origem Aparente - Sulco bulbo-pontino Emergência Craniana - Fissura orbital Superior Função - Motor Território de Inervação - Músculo reto lateral Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Nervo facial e intermédio (VII) Origem Aparente - Sulco bulbo-pontino Emergência Craniana - Poro (meato) acústico interno Função – Misto Território de Inervação - Gustação (2/3 anteriores da língua); glândula lacrimal; glândulas submandibular e sublingual; músculos da mímica Nervo vestíbulo-coclear (VIII) Origem Aparente - Sulco bulbo-pontino Emergência Craniana - Passa pelo meato acústico interno, mas não sai do crânio Função - Sensitivo Território de Inervação - Orelha interna Mesencéfalo Interpõe-se entre a ponte e o diencéfalo. Controla muitas funções sensoriais e motoras, incluindo os movimentos dos olhos e a coordenação dos reflexos visual e auditivo. É a menor parte do tronco encefálico. Interpõe-se entre a ponte e o diencéfalo. É atravessado por um estreito canal, o aqueduto cerebral, que une o III ao IV ventrículo. Na face anterior encontra uma depressão que separa o mesencéfalo da ponte chamada de sulco pontino superior. Na face posterior do mesencéfalo distingue-se uma lâmina quadrigêmea, os colículos. Os colículos superiores recebem informações visuais e os colículos inferiores fazem parte da via auditiva. O mesencéfalo é responsável por algumas funções como a visão, audição, movimento dos olhos e movimento do corpo. Elementos descritivos: 1 - Colículos superiores (relacionados com os órgãos da visão) e colículos inferiores (relacionados com a audição) 2 - Aqueduto cerebral (2) Percorre longitudinalmente o mesencéfalo e é circundado por uma espessa camada de substância cinzenta - periaquedutal. Relacionada a liberação de substâncias químicas que modulam a dor - opióides endógenos: encefalinas ou endorfinas. 3 - Tecto: Linha imaginária que passa na altura do aqueduto. Braços dos colículos superiores e inferiores Componentes do mesencéfalo 4 - Tegmento 5 – Substância negra do mesencéfalo 6 – Base Obs: 4,5 e 6 formam o pedúnculo cerebral Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Emergência de nervos cranianos: Nervos oculomotor (III) Origem Aparente - Sulco medial do Pedúnculo cerebral (parte anterior) Emergência Craniana - Fissura orbital superior Função - Motor Território de Inervação - Músculos elevador da pálpebra superior; oblíquo inferior e retos superior, inferior e medial; Músculos esfíncter da Pupila e ciliar Nervo troclear (IV) Origem Aparente - Véu medular superior Emergência Craniana - Fissura orbital superior Função - Motor Território de Inervação - Músculo oblíquo superior Obs: único par craniano que emerge posteriormente, abaixo dos colículos inferiores, contorna o mesencéfalo para surgir ventralmente entre a ponte e o mesencéfalo. Neuroanatomia - Anatomia II Canibais 1- Nervo troclear 2-Nervo Oculomotor 3- Nervo Abducente Neuroanatomia - Anatomia II Canibais CERÉBRO Cérebro: Diencéfalo (tálamo, hipotálamo, epitálamo e subtálamo) Núcleosda base (neurônios localizados na parte interna medular que recebem nutrição devido a proximidade com os ventrículos) Telencéfalo Diencéfalo: Definição: É a região central do cérebro, recoberto pelos hemisférios e dividido em grande parte pelo terceiro ventrículo em esquerdo e direito Origem ontogenética: Prosencéfalo: Telencéfalo Diencéfalo Há 4 divisões Tálamo Hipotálamo Epitálamo Subtálamo TÁLAMO É um agregado de núcleos de conexões muito diferentes, o que indica funções diversas (sensibilidade, motricidade, comportamento emocional, ativação do córtex) Funciona como estação de retransmissão dos impulsos sensoriais provindos da periferia, agindo como “filtro moderador” das informações que são enviadas ao córtex cerebral, assim, chegando a consciência do indivíduo – direciona a informação para região que responde a essa informação- aumenta o tempo de resposta Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Participa da integração da informação motora entre os núcleos da base e cerebelo (centro motor), retransmitindo a informação para o córtex Processa informações de ordem superior, tendo participação de forma ativa em funções relacionadas ao córtex – “melhora a informação” OBS: Síndrome Talâmica – Se manifestam dramáticas alterações da sensibilidade. Uma delas é o aparecimento de crises da chamada DOR CENTRAL, dor espontânea e pouco localizada, que frequentemente se irradia a toda metade do corpo situado do lado oposto do tálamo comprometido HIPOTÁLAMO O hipotálamo é parte di diencéfalo e se dispões nas paredes do III ventrículo, abaixo do sulco hipotalâmico, que o separa do tálamo. Apresenta também algumas formas anatômicas visíveis na face interior do cérebro: o quiasma óptico, o tuber cinéreo, o infundíbulo e os corpos mamilares. Relacionado com o equilíbrio do corpo – Homeostasia Controla o Sistema Nervoso Autônomo assim como o funcionamento hormonal do corpo Grande parte desta regulação se faz pela sua influência sobre a glândula hipófise (pituitária), a qual secreta os principais hormônios que estimulam as demais glândulas do corpo Função dos principais núcleos: Núcleo supraótico e paraventricular – equilíbrio hídrico (regula a diurese) Núcleo supraquiasmático: regulação do ciclo-circadiano (relógio biológico) Área hipotalâmica posterior: conservação de calor do organismo Área hipotalâmica anterior: controla a perda de calor do organismo Núcleo pré-óptico medial: Controla a Pressão Arterial Núcleo Ventramedial: saciedade HIPOTÁLAMO – HIPÓFISE Conhecida como glândula pituitária (0,5 a 1g) Localiza-se na base do cérebro, abaixo do hipotálamo, sendo ligada por este pelo infundíbulo “Glândula mestre”: secreta hormônios que controlam o funcionamento de outras glândulas Dividida em: Neuro-hipófise (hipófise posterior) e Adeno-hipófise (hipófise anterior) Neuro- Hipófise: Contato direto com os capilares – secreções diretas na corrente sanguínea Fazem neurossecreção (células endócrinas, ao contrario de neurônios normais que secretam substancias por sinapse) Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Principais hormônios: Ocitocina (promove contrações do útero durante o parto e ejeção de leite por estimulo mecânico nas glândulas mamarias) e ADH/Vasopressina Adeno- Hipófise Principais Hormônios: Somatrotrofina (GH) – epífise de ossos longos LH- Produção de estrógeno, progesterona, testosterona Prolactina – prod. de estrógeno, progesterona e estimula a produção de leite Mamotrofina: estimula a produção de leite materno ou sêmen Patologias da Hipófise: I. Acromegalia: Distúrbio causado pelo excesso de GH II. Nanismo: III. Diabetes insipidus: Causada pela produção reduzida de vasopressina. Se caracteriza pelo grande aumento na produção de urina, o que provoca sede, e consequentemente aumento na ingestão de água. IV. Hipopituitarismo: Doença endócrina caracterizada pela redução na produção de um ou mais hormônios da hipófise. Consequentemente a redução de um ou mais hormônios da hipófise vai influenciar no funcionamento das demais glândulas do organismo EPITÁLAMO Estrutura posterior ao diencéfalo, sendo um segmento central do cérebro. Tem como uma de suas principais estruturas a glândula pineal É uma importante via de comunicação entre o sistema límbico, núcleos da base e outras áreas do cérebro Graças a retina e aos impulsos que chegam através do núcleo supraquiasmático se torna possível, através da luz, a produção de Melatonina. Este hormônio secretado pela glândula pineal é responsável direto pelo ciclo vigília/sono Ambientes escuros – muita melatonina / Ambientes claros: pouca melatonina SUBTÁLAMO Localizada na zona de transição entre o Diencéfalo e o Mesencéfalo O núcleo subtalamico tem papel importante entre os circuitos da córtex cerebral e os núcleos da base, estes sendo fundamentais para regulação da motricidade Lesões nesta região são responsaveis por uma sindrome conhecida como HEMIBALISMO que consiste em movimentos involuntários das extremidades do corpo. No Mal de Parkison é uma das vias afetadas. Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Núcleos da Base Os núcleos da base fazem conexões entre o córtex motor e outras regiões do córtex cerebral, estão envolvidos no controle do movimento no controle do movimento Os NB + Tálamo + Cerebelo e partes associativas do córtex cerebral, participam do planejamento e da programação dos movimentos intencionais. A medida que ocorre a concretização da aprendizagem, os movimentos tornam-se automáticos Desta forma, os núcleos basais, através do estriado, desempenham um papel importante no controle de movimentos involuntários e estereotipados. A desregulação desta estrutura está associada a algumas doenças degenerativas como: Doença de Parkison, doença de Huntigton, síndrome de Tourette. TELENCÉFALO Ocupa maior parte da cavidade craniana Fissura longitudinal divide em 2 hemisférios que são ligados pelo corpo caloso Constituição de 2 substancias: Branca – meio Cinzenta – parte interna – núcleos da base / parte externa – córtex Divisão em sulcos e lobos: Sulcos: ajudam a delimitar os lobos cerebrais I. Sulco Lateral: separa o lobo temporal do lobo frontal e dirige-se para a face súpero-lateral Neuroanatomia - Anatomia II Canibais II. Sulco central: percorre obliquamente a face súpero-lateral do hemisfério, separando os lobos frontal e parietal. É ladeado por dois giros, um anterior (pré-central – relacionado com a motricidade) e um posterior (pós-central – relacionado com a sensibilidade) Lobos: recebem a denominação de acordo com os ossos do crânio, com os quais relacionam (frontal, parietal, occipital e temporal) + Lobo insular (situado profundamente ao sulco lateral e que não tem relação imediata com ossos do crânio Dividida em 5 lobos Obs: Lobo Occipital – relacionado com a visão Cortex Hemisfério Esquerdo Linguagem (96% indivíduos destros e 70% canhotos e ambidestros Raciocínio matemático Organização do tempo e sequência Hemisfério Direito Desempenho das habilidades artísticas, como música e pintura Percepção de relações espaciais Reconhecimento da fisionomia das pessoas Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Cerebelo É a parte do encéfalo responsável pelo controle dos movimentos voluntários,aprendizagem motora, controle do tônus muscular e do equilíbrio Divisões do cerebelo: Divisão anatômica: Vémis Hemisfério cerebelar direito Hemisfério cerebelar esquerdo Divisão ontogenética: I. Lobo anterior II. Lobo posterior III. Lobo flóculo-nodular (mais primitivo) Divisão filogenética: Analisada pelo desenvolvimento do cerebelo de seres mais simples a seres mais complexos - localizar síndromes cerebelares ARQUICEREBELO - 1ª fase de evolução aparece juntamente com os seres bem primitivos, os ciclóstomos. Estes animais têm a necessidade de se manter em equilíbrio no meio líquido, por serem desprovidos de membros e fazerem movimentos ondulatórios bem simples. O equilíbrio é conseguido, pois o cerebelo consegue coordenar a atividade muscular dos ciclóstomos, através de impulsos recebidos dos canais semicirculares que se encontram na parte vestibular da orelha interna, e dão informações sobre a posição do animal. Neuroanatomia - Anatomia II Canibais PALEOCEREBELO - Cerebelo da 2ª fase é assim chamado porque mantém conexões com a medula espinhal. Os animais surgidos nessa fase são os peixes, que por apresentarem membros (nadadeiras) fazem movimentos mais elaborados do que os ciclóstomos. O cerebelo já é capaz de controlar o tônus muscular e manter uma postura adequada NEOCEREBELO - É a 3ª e última fase. Corresponde ao surgimento dos mamíferos. Esta parte do cerebelo mantém conexões com o córtex cerebral, com o objetivo de manter o controle dos movimentos finos. Nesta fase se desenvolveu a capacidade de usar os membros para movimentos delicados e assimétricos. Disfunções cerebelares: Produzem sintomas e sinais ipsiolaterais (corresponde ao mesmo lado que ocorreu a lesão). Lesões no Vérmis correspondendo as manifestações no tronco e lesões nos hemisférios correspondendo aos membros I. Síndrome do Paleocerebelo: Esta síndrome está ligada ao alcoolismo crônico. Ocorre como consequência da degeneração do córtex do lobo anterior. O paciente perde o equilíbrio, necessitando andar com a base alargada – ataxia dos membros inferiores. II. Síndrome do Arquicerebelo: Seu sintoma é caracterizado por perda de equilíbrio. O paciente não consegue ficar em pé, entretanto deitado consegue coordenar os movimentos de forma praticamente normal. III. Síndrome do Neocerebelo - Essa síndrome tem como sintoma fundamental a incoordenação motora (Ataxia), que pode ser testada por vários sinais, alguns descrevemos a seguir: o DISMETRIA – “medida dos movimentos”, acertar o alvo - Dedo no nariz o DECOMPOSIÇÃO – movimentos realizados em etapas por cada uma das articulações o DISDIADOCOCINESIA – Dificuldade de fazer movimentos rápidos e alternados o RECHAÇO – Musculos extensores custam a agir e os movimentos são violentos (sem controle) o NISTAGMO – Falta de coordenação dos músculos extrínsecos do globo ocular o TREMOR Vascularização do SNC O sistema nervoso é formado por estruturas especializadas que exigem um suprimento sanguíneo permanente e intenso, para manter níveis elevados de glicose e oxigênio (não entra em metabolismo anaeróbio) 7 segundos de falta de hipóxia – perda de consciência/ 5min – lesões irreversíveis Áreas diferentes do SNC são lesadas em tempos diferentes I. Neocórtex > Paleocórtex (unco e para-hipocampal) > Arquicórtex (hipocampo) Neuroanatomia - Anatomia II Canibais II. Sistema nervoso Supra segmentar (cérebro e cerebelo) III. Centro respiratório (bulbo) Vascularização arterial Artéria carótida interna + Artéria Vertebral Vascularização Art. Carótida Interna entra pelo canal carotídeo Art. Vertebral (Ramo da subclávia) entra pelo forame magno Formação do círculo arterial do cérebro Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Art. Cerebral Posterior Irriga a parte inferior do cérebro e o polo occipital. (Percorre a face inferior do lóbulo temporal) Art. Cerebral Anterior vai irrigar o lobo frontal até a fissura parieto-occipital; irriga a parte mais alta da face supero lateral de cada hemisfério. (Percorre a fissura longitudinal do cérebro) Art. Cerebral Média Irriga a face súpero lateral de cada hemisfério e o polo temporal. (Percorre todo o sulco lateral) Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Vascularização da medula espinhal Art. Espinal Anterior Art. Espinal Posterior Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Sistema Venoso Drenam o sangue para os seios da dura-máter, de onde o sangue converge para as veias jugulares internas, que recebem praticamente todo o sangue venoso encefálico Paredes mais finas e desprovidas de musculatura Regulação ativa da circulação: Aspiração da cavidade torácica Força da gravidade Pulsação das artérias (seio cavernoso) Foice do cérebro: Septo mediano que se insere na fissura longitudinal dividindo o cérebro em dois hemisférios Tenda do cerebelo: Septo que separa o lobo occipital do cerebelo, dividindo as estruturas do encéfalo como supra e infratentoriais Foice cerebelar: Septo que divide o cerebelo em dois hemisférios Diafragma selar: Isola e protege a glândula hipófise ao fechar a sela túrcica; este diafragma possui uma abertura para a passagem da haste hipofisária que liga a glândula ao encéfalo. Neuroanatomia - Anatomia II Canibais Liquido cerebroespinal (BARREIRAS ENCEFÁLICAS) Formação: plexos corioideos Circulação: ventrículos e espaço subaracnóideo (cisterna magna/ cerebelobulbar – ocupa o espaço entre a face inferior do cerebelo e posterior do bulbo) Absorção: granulações aracnóideas Características gerais das barreiras encefálicas: Impedimento não pode ser completo A barreira liquor- encefálica é mais fraca Em geral, as barreiras hemoencefálicas e hemoliquoricas impedem a passagem de agentes tóxicos para o SN Loc. Anatômica barreira hemoliquorica: Plexo corioideo Loc. Anatômica barreira hemoencefálica: Neuropilo Capilar cerebral Loc. Anatômica da bareira liquor-encefálica: Pia- máter