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1
5.1. IMPUGNAÇÃO DE PESSOA FÍSICA À DELEGA-
CIA DA RECEITA FEDERAL
ILMO SR. DELEGADO DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL
DO BRASIL DE JULGAMENTO EM __________(ART. 16,
INCISO I DO DEC. 70.235/72)
Auto de Infração ou Notificação de Lançamento de __________
Processo n.º _______________
Impugnação
____Fulano de Tal_________, residente a rua
_________,cep município, UF, CPF_________, não se confor-
mando com o auto de infração/Notificação de Lançamento aci-
ma referido, do qual foi notificado em _____, vem, respeitosa-
mente, no prazo legal, com amparo no que dispõem o art. 15 do
Dec. 70.235/72, apresentar sua impugnação, pelos motivos de
fato e de direito que se seguem (art. 16, inciso II do Dec.70.235/
72):
I – OS FATOS
Descrição dos motivos de fato, de forma minuciosa e cla-
ra. Deverão ser descritos aqueles importantes para a solução do
conflito.
2
II - O DIREITO
II. 1 - PRELIMINAR
Nas preliminares pode-se alegar tudo o que precisa
ser decidido antes de apreciar o mérito. A preliminar não discute
as razões da impugnação e sim as razões que podem modificar,
inclusive anular o lançamento efetuado.
II. 2 - MÉRITO (inciso III e IV do art. 16 do Dec.70.235/72)
Descrição do direito em que se fundamenta, os pontos de
discordância e as razões e provas que possuir (anexá-las ).
III- A CONCLUSÃO
(modelo de conclusão)
À vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e
improcedência da ação fiscal, espera e requer a impugnante seja
acolhida a presente impugnação para o fim de assim ser decidi-
do, cancelando-se o débito fiscal reclamado.
Termos em que
Pede deferimento.
(Local, Data)
Nome:
Fone:
3
5.2. IMPUGNAÇÃO DE ESPÓLIO À DELEGACIA DA
RECEITA FEDERAL
ILMO SR. DELEGADO DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL
DO BRASIL DE JULGAMENTO EM __________(ART. 16,
INCISO I DO DEC. 70.235/72)
Auto de Infração ou Notificação de Lançamento de __________
Processo n.º _______________
Impugnação
Espólio__de__Fulano de Tal_________, residente a rua
_________,cep município, UF, CPF_________, por seu repre-
sentante legal(inventariante), Nome do Inventariante, residente
a rua, município, UF, CEP, não se conformando com o auto de
infração/Notificação de Lançamento acima referido, do qual foi
notificado em _____, vem, respeitosamente, no prazo legal, com
amparo no que dispõem o art. 15 do Dec. 70.235/72, apresentar
sua impugnação, pelos motivos de fato e de direito que se se-
guem (art. 16, inciso II do Dec.70.235/72):
I – OS FATOS
4
Descrição dos motivos de fato, de forma minuciosa e
clara. Deverão ser descritos aqueles importantes para a solução
do conflito.
II - O DIREITO
II. 1 - PRELIMINAR
Nas preliminares pode-se alegar tudo o que precisa ser
decidido antes de apreciar o mérito. A preliminar não discute as
razões da impugnação e sim as razões que podem modificar, in-
clusive anular o lançamento efetuado.
II. 2 - MÉRITO ( inciso III e IV do art. 16 do Dec.70.235/72
Descrição do direito em que se fundamenta, os pon-
tos de discordância e as razões e provas que possuir (anexá-las
).
III - A CONCLUSÃO
(modelo de conclusão)
À vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e
improcedência da ação fiscal, espera e requer a impugnante seja
acolhida a presente impugnação para o fim de assim ser decidi-
do, cancelando-se o débito fiscal reclamado.
5
Termos em que
Pede deferimento.
(Local, Data)
Nome:
Fone:
6
5.3. IMPUGNAÇÃO DE PESSOA JURÍDICA À DELE-
GACIA DA RECEITA FEDERAL
ILMO SR. DELEGADO DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL
DO BRASIL DE JULGAMENTO EM __________(ART. 16,
INCISO I DO DEC. 70.235/72)
Auto de Infração ou Notificação de Lançamento de __________
Processo n.º _______________
Impugnação
_____________, com sede e estabelecimento industrial
na rua _________, cep município, UF, CNPJ_________, por seu
representante legal, não se conformando com o auto de infra-
ção acima referido, lavrado pelo Sr. Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil, do qual foi notificado em _____, vem, respeito-
samente, no prazo legal, com amparo no que dispõem o art. 15
do Dec. 70.235/72, apresentar sua impugnação, pelos motivos
de fato e de direito que se seguem (art. 16, inciso II do Dec.70.235/
72):
I – OS FATOS
Descrição dos motivos de fato, de forma minuciosa e
clara. Deverão ser descritos aqueles importantes para a solução
do conflito.
7
II - O DIREITO
II. 1 - PRELIMINAR
Nas preliminares pode-se alegar tudo o que precisa ser
decidido antes de apreciar o mérito. A preliminar não discute as
razões da impugnação e sim as razões que podem modificar,
inclusive anular o lançamento efetuado.
II. 2 - MÉRITO (inciso III e IV do art. 16 do Dec.70.235/72)
Descrição do direito em que se fundamenta, os pontos
de discordância e as razões e provas que possuir (anexá-las ).
III - A CONCLUSÃO
(modelo de conclusão)
À vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e
improcedência da ação fiscal, espera e requer a impugnante seja
acolhida a presente impugnação para o fim de assim ser decidi-
do, cancelando-se o débito fiscal reclamado.
Termos em que
Pede deferimento.
(Local, Data)
Empresa:
Fone
8
5.4. CONSULTA LEGISLATIVA
Ao Superintendente Regional da Secretaria da Receita
Federal da __a Região Fis-
cal:________________________________________________
estabelecida na cidade de _______________________ , na (Rua,
Avenida, Praça, Travessa) _______________,n.º ____________,
bairro _________________________, telefone
_______________,emai_____________________inscrita no
Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) sob nº
_____________________ e como ramo de atividade de
____________________________ vem por meio de seu (repre-
sentante legal ou procurador), Sr. ________________________
portador da Carteira de Identidade RG n.º
___________________, formular a presente consulta sobre a
interpretação (ou aplicação) da legislação do
_______________________.
*Expor os fatos concretos que visa a atingir e os disposi-
tivos legais aplicáveis ao caso.
Isto posto, pergunta:
1º) Está correto o procedimento (ou entendimento) ado-
tado pela consulente?
9
2º) Caso contrário, qual será o procedimento (ou entendi-
mento) correto?
Por último, a consulente declara que:Nnão se encontra
sob procedimento fiscal iniciado ou já instaurado, para apurar
fatos que se relacionem com a matéria objeto da consulta;
Não está intimada para cumprir obrigação relativa ao fato
objeto da consulta;
O fato nela exposto não foi objeto de decisão anterior,
proferida em consulta ou litígio em que foi parte.
____________________________, _____ de
_______________ de _______
____________________________________________
(assinatura do representante legal ou procurador)
10
5.5. RECURSO VOLUNTÁRIO DE ESPÓLIO
AO ( 1º / 2º / 3º ) CONSELHO DE CONTRIBUINTES ( VIDE COM-
PETÊNCIA DE CADA CONSELHO DE CONTRIBUINTES, DEFI-
NIDA POR MATÉRIA)
Processo n.º _______________
Recurso Voluntário
Espólio de Fulano de tal , CPF No.__________,residente
e domiciliado na rua _________, CEP município, UF, por seu
representante legal (inventariante), residente e domiciliado na rua
_________, CEP município, UF, CPF ___________________,
não se conformando com o auto de infração/notificação de lan-
çamento e a decisão de primeira instância, da qual foi cientificada
em ______, vem, respeitosamente, no prazo legal, com amparo
no que dispõe o art. 33 do Decreto 70.235/72, apresentar seu
recurso, pelos motivos que se seguem.
I – OS FATOS
Descrição dos fatos importantes para a decisão da lide.
II – O DIREITO
11
II.1 – PRELIMINAR
Nas preliminares pode-se alegar tudo o que precisa ser
decidido antes de apreciar o mérito. A preliminar não discute as
razões da impugnação e sim as razões que podem modificar,
inclusive anular o lançamento efetuado.II. 2 – MÉRITO
Apresentação do direito.( Anexar as provas, se houver )
III – A CONCLUSÃO
À vista de todo o exposto, demonstrada a insubsistência
e improcedência da ação fiscal, espera e requer a recorrente
seja acolhido o presente recurso para o fim de assim ser decidi-
do, cancelando-se o débito fiscal reclamado.
Termos em que,
Pede deferimento
Local, data.
_______________________________
Nome:
Fone:
12
5.6. RECURSO VOLUNTÁRIO DE PESSOA FÍSICA
AO ( 1º / 2º / 3º ) CONSELHO DE CONTRIBUINTES ( VIDE COM-
PETÊNCIA DE CADA CONSELHO DE CONTRIBUINTES, DEFI-
NIDA POR MATÉRIA )
Processo n.º _______________
Recurso Voluntário
___ __Fulano de tal_ , CPF ______________,residen-
te e domiciliado na rua _________, CEP município, UF, não se
conformando com o auto de infração/notificação de lançamento e
a decisão de primeira instância, da qual foi cientificada em ______,
vem, respeitosamente, no prazo legal, com amparo no que dispõe
o art. 33 do Decreto 70.235/72, apresentar seu recurso, pelos
motivos que se seguem.
I – OS FATOS
Descrição dos fatos importantes para a decisão da lide.
II – O DIREITO
II.1 – PRELIMINAR
13
Nas preliminares pode-se alegar tudo o que precisa ser
decidido antes de apreciar o mérito. A preliminar não discute as
razões da impugnação e sim as razões que podem modificar,
inclusive anular o lançamento efetuado.
II. 2 – MÉRITO
Apresentação do direito.( Anexar as provas, se houver )
III – A CONCLUSÃO
À vista de todo o exposto, demonstrada a insubsistência
e improcedência da ação fiscal, espera e requer a recorrente
seja acolhido o presente recurso para o fim de assim ser decidi-
do, cancelando-se o débito fiscal reclamado.
Termos em que,
Pede deferimento
Local, data.
_______________________________
Nome:
Fone:
14
5.7. RECURSO VOLUNTÁRIO DE PESSOA JURÍDI-
CA
ILMO SR. DELEGADO DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL
DO BRASIL DE JULGAMENTO EM __________(ART. 16,
INCISO I DO DEC. 70.235/72)
Auto de Infração ou Notificação de Lançamento de __________
Processo n.º _______________
Impugnação
_____________, com sede e estabelecimento industrial
na rua _________, cep município, UF, CNPJ_________, por seu
representante legal, não se conformando com o auto de infra-
ção acima referido, lavrado pelo Sr. Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil, do qual foi notificado em _____, vem, respeito-
samente, no prazo legal, com amparo no que dispõem o art. 15
do Dec. 70.235/72, apresentar sua impugnação, pelos motivos
de fato e de direito que se seguem (art. 16, inciso II do Dec.70.235/
72):
I – OS FATOS
Descrição dos motivos de fato, de forma minuciosa e cla-
ra. Deverão ser descritos aqueles importantes para a solução do
conflito.
15
II - O DIREITO
II. 1 - PRELIMINAR
Nas preliminares pode-se alegar tudo o que precisa ser
decidido antes de apreciar o mérito. A preliminar não discute as
razões da impugnação e sim as razões que podem modificar, in-
clusive anular o lançamento efetuado.
II. 2 - MÉRITO (inciso III e IV do art. 16 do Dec.70.235/72)
Descrição do direito em que se fundamenta, os pon-
tos de discordância e as razões e provas que possuir (anexá-
las).
III - A CONCLUSÃO
(modelo de conclusão)
À vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e
improcedência da ação fiscal, espera e requer a impugnante seja
acolhida a presente impugnação para o fim de assim ser decidi-
do, cancelando-se o débito fiscal reclamado.
Termos em que
Pede deferimento.
(Local, Data)
Empresa:
Fone:
16
5.8.PETIÇÃO DE CONSULTA DE CLASSIFICAÇÃO
FISCAL DE MERCADORIAS
ILMO. SR. SUPERINTENDENTE REGIONAL DA RECEITA FE-
DERAL DA __ª REGIÃO FISCAL.
Assunto: Consulta sobre classificação fiscal de mercadoria na
TIPI ( ou TEC ).
___ (nome empresarial) ___ com sede na ___ (rua/cida-
de/Estado)_, telefone________________, e-mail
________________, registrada no CNPJ n.º ________________,
(Número do CNPJ) ____, por seu representante legal (ou procu-
rador) _____ ( nome do representante ou procurador) ____, (con-
trato social, ata e estatuto e/ou procuração em anexo), que adi-
ante assina vem, à presença de V.Sa., nos termos do parágrafo
1º, inciso II, do art. 48 da Lei n.º 9.430, de 26 de dezembro de
1996, combinado com os artigos 46 a 53 do Decreto n.º 70.235,
de 06/03/72 e com a Instrução Normativa nº 230, de 25.10.02,
apresentar consulta sobre a classificação, na Tarifa Externa Co-
mum (TEC), do Mercosul, aprovada pelo Decreto n.º 2.376, de
12/11/97 (D.O.U. de 13/11/97 - retificação D.O.U.de 12/12/97) –
Anexos Resolução CAMEX nº 42, de 26/12/2001, (D.O.U. 09/01/
2002) (ou na Tabela do IPI (TIPI), aprovada pelo Decreto n.º 4.542,
de 26/12/2002, (D.O.U. de 27/12/2002)), declarando que:
17
Não se encontra sob procedimento fiscal iniciado ou já ins-
taurado, para apurar fatos que se relacionem com a matéria objeto
da consulta;
Não está intimada a cumprir obrigação relativa ao fato ob-
jeto da consulta;
O fato nela exposto não foi objeto de decisão anterior, ain-
da não modificada, proferida em consulta ou litígio em que foi
parte.
Importante: Indicação dos dispositivos que ensejaram
a apresentação da consulta, bem assim dos fatos a que
será aplicada a interpretação solicitada. Na hipótese de
consulta que verse sobre situação determinada ainda não
ocorrida, deverá o consulente demonstrar a sua vinculação
como sujeito passivo da obrigação tributária com o fato, bem
como a efetiva possibilidade da ocorrência. Circunscreva-
se a mercadoria determinada, descrevendo-a suficientemen-
te e indicando as informações necessárias a sua perfeita
identificação para fins de enquadramento fiscal.
DESCRIÇÃO DE MERCADORIA
I - Nome Vulgar, Comercial, Científico e Técnico;
II - Marca Registrada, Modelo, Tipo e Fabricante;
III - Função Principal e Secundária;
18
IV - Princípio e Descrição do Funcionamento;
V - Aplicação, Uso ou Emprego (incluindo a configuração
de uso ou montagem e instalação, se for o caso);
VI - Forma de Acoplamento ou Ligação a Motores, outras
Máquinas ou Aparelhos, quando for o caso;
VII - Dimensões e Peso Líquido;
VIII - Peso Molecular, Ponto de Fusão e Densidade (capí-
tulo 39 da NCM);
IX - FORMA (líquido, pó, escamas, etc.) e APRESENTA-
ÇÃO (tambores, caixas, etc. com respectivas capacidades
em peso ou volume), esclarecendo se destinado a
reembalagem ou ao consumidor final, se montado ou des-
montado, presença de acessórios, opcionais, etc;
X - Matéria ou Materiais de que é constituída a mercadoria
e suas percentagens em Peso ou em Volume ou a Confi-
guração de Fornecimento (componentes), no caso de
Máquinas, Instrumentos ou Aparelhos;
XI - Processo Industrial Detalhado de Obtenção;
XII - Classificação Fiscal Adotada e Pretendida, com os
correspondentes Critérios Utilizados.
19
5.9.MANDADO DE SEGURANÇA
EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA COMARCA
____________
 
 
NOME, nacionalidade, estado civil, função, portador da
Carteira de Identidade nº____________ e do CPF nº
___________, residente e domiciliado neste município à Rua
____________________ por seu advogado infra-assinado, con-
forme documento de procuração em anexo, com escritório nesta
cidade, aonde recebe, intimações, citações, avisos e demais
documentos de praxe, vêm perante Vossa Excelência, impetrar:
MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO DE LIMINAR
contra ato do Excelentíssimo Senhor _______________,
Prefeito Municipal de __________________, que poderá ser
encontrado na sede da Prefeitura à Rua
______________________
I – DO CABIMENTO
Os atos administrativos, em regra, são os que mais
ensejam lesões a direitos individuais e coletivos; portanto estão
sujeitos a impetração de Mandado de Segurança.
20
O objeto da Mandado de Segurança será sempre a corre-
ção deato ou omissão de autoridade, desde que, ilegal e ofensivo
de direito individual ou coletivo, líquido e certo, do impetrante.
O Art. 5º, LXIX,da Constituição Federal do Brasil, determi-
na:
“Conceder-se-á Mandado de Segurança para prote-
ger direito líquido e certo, não amparado por hábeas
corpus ou hábeas data, quando o responsável pela
ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública
ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribui-
ções do Poder Público”.
O art. 144 da lei 8.112/90 determina:
“As denúncias sobre irregularidades serão objeto de
apuração, desde que contenham a identificação e o
endereço do denunciante e sejam formuladas por
escrito, confirmada a autenticidade”.
O caso em tela tem cabimento constitucional, ainda am-
parado pelas Leis 1.533/51, 8.112/90 e demais dispositivos apli-
cáveis à espécie.
II - DOS FATOS
O Senhor ______________, servidor estável do Municí-
pio de _____________ Nomeado em _________, conforme do-
cumento em anexo, após aprovação em primeiro lugar, no con-
21
curso público para o cargo de __________.
No dia __________, pela Portaria nº___________, o Pre-
feito constituiu comissão de sindicância, composta por três servi-
dores municipais, para apurar fatos ilícitos apontados em denún-
cia anônima formulada contra o impetrante. Logo após foi deter-
minado o seu afastamento, por 10 dias, prorrogados por igual
prazo pelas Portarias nº____________ .De ambos os atos teve
o servidor ciência imediata.
No dia ___________, o impetrante foi notificado através
do Ofício nº___________ da instauração de sindicância e deter-
minado seu comparecimento perante a comissão de Sindicância
para tratar de assuntos de seu interesse e tomar ciência dos fa-
tos narrados na investigação realizada e dos documentos já pro-
duzidos.
Logo no dia seguinte, o servidor prestou esclarecimen-
tos, limitando-se a responder às indagações feitas pelo Presi-
dente da Comissão de Sindicância, uma vez que não foi faculta-
da, a palavra aos outros membros para realizar quaisquer inda-
gações.
Já em ___________(data), o impetrante foi notificado da
instauração de Inquérito Administrativo / Processo Administrativo
Disciplinar, pela Portaria nº__________ contra ele e contra seu
colega Matias da Silva, e do afastamento de ambos, preventiva-
22
mente, por 60 dias.
No dia __________, o impetrante requereu ao Presidente
da Comissão de Inquérito , cópia do processo administrativo em
curso, sendo o pedido negado verbalmente sob justificativa de que
o acesso aos autos somente poderia ocorrer após o oferecimento
da defesa por razões de sigilo do Processo Disciplinar. Somente
no dia _____________ foi entregue ao impetrante cópia dos au-
tos, liberada pelo Presidente da Comissão, começando na mes-
ma data a correr o prazo para defesa, estipulada em 10 dias.
A defesa foi apresentada em ____________(data), tendo
em vista o feriado do dia __________(data), em 15 laudas, e com
o requerimento de produção de provas testemunhais em número
de quatro e juntada de documentos.
Em ___________, o impetrante foi notificado de que no
dia imediatamente posterior estaria sendo realizada a audiência
de inquirição das testemunhas de defesa. Foram inquiridas as
testemunhas, oportunidade em que foi requerida pelo impetrante
a oitiva de uma outra testemunha, o chefe do departamento pes-
soal, com vistas à demonstração da verdade real, o que foi inde-
ferido.
No dia ____________, a Comissão de Inquérito Admi-
nistrativo, apresentou o seu relatório imputando ao impetrante a
prática dos seguintes ilícitos administrativos, ausentar-se do ser-
viço durante o expediente sem autorização do superior e não aten-
23
der à solicitação da administração para atualização de seus da-
dos cadastrais, pugnando pela aplicação da penalidade de de-
missão.
A autoridade julgadora acolheu as conclusões da Comis-
são de Inquérito Administrativo, expedindo Portaria de demissão
do impetrante em _______________, não obstante o impetrante
jamais ter sofrido qualquer punição disciplinar.
III - DO DIREITO
O impetrante era servidor concursado estável do municí-
pio desde 1989, diga-se ainda que foi aprovado em primeiro lu-
gar no concurso público para o cargo de digitador.
 
O Art. 41, § 1º, I, II, III da CRFB determina:
 “São estáveis após 3 anos de efetivo exercício, os
servidores nomeados para cargo de provimento efe-
tivo, em virtude de concurso público.”
 
Assim comprovada está sua estabilidade uma vez que já
cumpriu o estágio probatório de 3 (três) anos.
Vem ainda contrariando o art. 144 da lei 8.112/90 que
rege a matéria, uma vez que a denúncia contra o impetrante foi
feita por carta anônima.
24
“As denúncias sobre irregularidades serão objeto de
apuração, desde que contenham a identificação e 
o endereço do denunciante e sejam formula-
das por escrito, confirmada a autenticidade”.
 
Portanto, nulo é, de pleno direito, todos os atos, desde o
início, mediante tal arbitrariedade, pois a denúncia originária do
Inquérito Administrativo se amparou em uma carta anônima.
 
A jurisprudência dispõe de caso semelhante já julgado
pelo STJ, a saber:
Acórdão: ROMS 1278/RJ; RECURSO ORDINÁRIO EM
MANDADO DE SEGURANÇA (1991/0018676-7)Fonte: DJ/
DATA: 10/03/1993
Órgão Julgador: T2- SEGUNDA TURMA
EMENTA:ADMNISTRATIVO. INSTAURAÇÃO DE INQUÉ-
RITO, MEDIANTE DENÚNCIA ANÕNIMA. POSSIBILIDA-
DE. ANISTIA. NÃO CARACTERIZAÇÃO.
I – A instauração de Inquérito Administrativo, ainda que re-
sultante de denúncia anônima, não encerra, no caso, qual-
quer irregularidade.
II- Não havendo ainda contra o impetrante qualquer san-
ção administrativa, não há cogitar-se da anistia prevista no
art. 29 do ADCT da Constituição do Estado do Rio de Ja-
neiro.
III- Recurso Ordinário Desprovido.
25
M.M. Juiz, o que mais causa surpresa é verificar que o re-
latório que imputa ao impetrante os seguintes ilícitos adminis-
trativos: ausentar-se do serviço durante o expediente sem autori-
zação do superior e não atender a solicitação da administração
para atualização de seus dados cadastrais, proibições contidas
no art. 117, I e XIX da lei 8.112/90; pugnou a Comissão pela
aplicação da penalidade de demissão do impetrante, quando diz
a Lei:
As penas disciplinares no nosso Direito Administrativo
Federal são de seis espécies, enumerando-se nesta ordem cres-
cente de gravidade: 1) advertência; 2) suspensão: 3) demissão;
A apuração regular da falta disciplinar é indispensável
para a legalidade da punição interna da Administração. O discri-
cionário do poder disciplinar não vai ao ponto de permitir que o
superior hierárquico puna arbitrariamente o subordinado. Deverá
em primeiro lugar, apurar a falta, pelos meios legais compatíveis
com a gravidade da pena a ser imposta, dando-se oportunidade
de defesa ao acusado. Sem o atendimento desses dois requisi-
tos, a punição será arbitrária e não discricionária, e, como tal,
ilegítima e invalidável pelo judiciário, por não seguir o devido pro-
cesso legal – due process of law -, de prática universal nos pro-
cedimentos punitivos acolhidos pela nossa Constituição (Art. LIV
e LV) e pela nossa Doutrina. Daí o cabimento de Mandado de
Segurança contra ato disciplinar (Lei 1.533/51, art. 5º, III).
Absurdamente, a autoridade julgadora acolheu as con-
clusões da Comissão de Inquérito, expedindo portaria de demis-
são do impetrante em 21 de novembro de 2005. Não obstante o
26
impetrante ter sofrido jamais qualquer punição disciplinar, o que
comprova que não foi em momento algum observado o disposi-
tivo da Lei 8.112/90, assim aplicando sanção não adequada ao
caso da conduta leve praticada servidor, que seria apenas uma
advertência, se a tivesse cometido.
Segundo a moderna Doutrina Francesa, hoje aceita pe-
los nossospublicistas e pela nossa jurisprudência, todo ato ad-
ministrativo é inoperante, quando o motivo invocado é falso ou
inidôneo, vale dizer, quando ocorre inexistência material ou
inexistência jurídica dos motivos. Esses motivos, na expressão
de Jèze, devem ser “materialmente exatos e juridicamente fun-
dados”. Tal teoria tem inteira aplicação ao ato disciplinar que é
espécie do gênero – ato administrativo.
Haveria forma condizente para punir o impetrante de acor-
do com a falta cometida com um simples termo de declaração
que, segundo a doutrina, é forma sumária de comprovação de
faltas menores de servidores através de tomada de se depoi-
mento que, em si, já é defesa sobre irregularidade que lhe é atri-
buída e, se confessada, servirá de base para punição cabível.
Esse meio sumário evita demoradas sindicâncias e pro-
cessos sobre pequenos deslizes funcionais que devam ficar
documentalmente comprovados para imediata punição ou para
atestar futuras reincidências do servidor. Se o inquirido negar a
falta, haverá a necessidade de processo administrativo discipli-
nar para legitimar e comprovar a punição, assim ensina o Profes-
27
sor Hely Lopes Meirelles em Direito Administrativo Brasileiro, V –
Poder Disciplinar.
Passados 5 dias, o impetrante já estava notificado da
instauração de inquérito e afastado preventivamente por 60 dias.
Inconformado, o impetrante requereu ao Presidente da Comis-
são a cópia do processo administrativo e, mais uma vez, teve
sua defesa cerceada com a negativa verbal do Presidente da
Comissão, justificando sigilo do processo disciplinar, observe-se,
contra ele mesmo. Somente um mês após foi entregue ao
impetrante a cópia dos autos começando na mesma data a cor-
rer o prazo para sua defesa, estipulado em 10 dias.
Mesmo assim, na ânsia de comprovar sua inocência, o
impetrante apresentou sua defesa dentro do prazo estipulado
pela Comissão, requerendo produção de prova testemunhal e
juntada de documentos com base no art. 156 da lei 8.112/90,
que assim rege:
“É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o
processo pessoalmente ou por intermédio de procurador, arrolar
e reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e for-
mular quesitos, quando se tratar de prova pericial”.
Continuou o impetrante afastado de suas funções e, so-
mente quase dois meses depois, foi notificado que no dia se-
guinte haveria audiência de inquirição de suas testemunhas de
defesa, oportunidade em que o impetrante requereu a oitiva do
chefe de departamento de pessoal como testemunha de primor-
28
dial importância diante dos fatos que lhe estavam sendo imputa-
dos. O que, inusitadamente, lhe foi indeferido. Procedimento este
coercivo e abusivo, violando a ampla defesa do impetrante, seu
relevante interesse de evitar a lesão difícil e de incerta reparação
a que está sendo submetido.
Vicente Greco Filho sintetiza o princípio de maneira bem
prática e simples: “O contraditório se efetiva assegurando-se os
seguintes elementos: a) o conhecimento da demanda por meio
de ato formal de citação; b) a oportunidade, em prazo razoável,
de se contrariar o pedido inicial; c) a oportunidade de produzir
prova e se manifestar sobre a prova produzida pelo adversário;
d) a oportunidade de estar presente a todos os atos processuais
orais, fazendo consignar as observações que desejar; e) a opor-
tunidade de recorrer da decisão desfavorável.”
A Ampla Defesa “não é uma generosidade, mas um inte-
resse público. Para além de uma garantia constitucional de qual-
quer país, o direito de defender-se é essencial a todo e qualquer
Estado que se pretenda minimamente democrático”.
Alexandre Moraes preleciona que, embora no campo
administrativo, não exista necessidade de tipificação estrita que
subsuma rigorosamente a conduta à norma, a capitulação do
ilícito administrativo não pode ser tão aberta a ponto de impossi-
bilitar o direito de defesa, pois nenhuma penalidade poderá ser
imposta, tanto no campo judicial, quanto nos campos administra-
tivos ou disciplinares, sem a necessária amplitude de defesa.
29
Paulo Tadeu Rodrigues Rosa1 assevera que “A Lei existe
para ser cumprida e observada, e quando esta é violada surge
para o Estado o direito de punir o infrator, que poderá ter o seu
jus libertatis cerceado, ou ainda perder os bens que conquistou
no decorrer da vida. Mas, o direito de punir, jus puniendi, pressu-
põe o direito de defesa que deve ser amplo e irrestrito. A Consti-
tuição Federal no art. 5.º, LV, assegura aos acusados e ao liti-
gantes em geral, em processo judicial ou administrativo, o direito
a ampla e contraditório, com todos os recursos a ela inerentes.
Apesar da clareza do Texto Constitucional, e da sua auto-
aplicabilidade, norma de eficácia plena, alguns administradores
ainda insistem em não lhe dar cumprimento.
Vasta jurisprudência consagra casos semelhantes em
julgados pelo STF:
39002169 – CONCURSO PÚBLICO – ANULAÇÃO – DE-
MISSÃO DE SERVIDORES ESTÁVEIS SEM OBSERVÂN-
CIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL – Ausência do con-
traditório e da ampla defesa – Ato arbitrário e ilegal do Che-
fe do Executivo – Segurança concedida para recondução
dos servidores a seus cargos de origem com todas as van-
tagens. (TJMG – AC 118.634/5 – 2ª C. Cív. – Rel. Des.
Sérgio Lellis Santiago – J. 30.03.1999)
801624 – MANDADO DE SEGURANÇA – SERVIDOR
1 Op.cit.p.55.
30
PÚBLICO CONCURSADO E ESTÁVEL –
SINDICÂNCIA INSTAURADA SEM QUE FOSSE CON-
SIGNADA A POSSIBILIDADE DE DEMISSÃO – ILE-
GALIDADE DO ATO – LEI Nº 759/90 – ESTATUTO
DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS MUNICIPAIS DE
SEARA – SEGURANÇA CONCEDIDA – REMESSA
DESPROVIDA – Configura ilegalidade a aplicação de
pena de demissão a servidor público concursado e
estável, após sindicância cuja portaria não consignou
esta hipótese, não se-lhe propiciando deste modo o
contraditório e ampla defesa. Além disto, a Lei Munici-
pal de Seara nº 759 de 14.12.1990 prevê em seu art.
193 que da sindicância somente poderia resultar o “I –
o arquivamento do processo”, “II – a aplicação de pe-
nalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trin-
ta) dias” ou “III – a instauração de processo discipli-
nar”. (TJSC – AC em mandado de segurança
96.001254-0 – 2ª C.C.Esp. – Rel. Des. Nelson Schaefer
Martins – J. 19.06.1997)
Sendo o relatório a síntese do apurado no processo, é
apenas peça informativa e opinativa, não tendo efeito vinculante.
Daí porque pode a autoridade julgadora divergir tanto das con-
clusões quanto das sugestões do relatório sem qualquer ofensa
ao interesse público ou ao direito das partes, fundamentando sua
decisão em elementos existentes no processo ou na insuficiên-
cia de provas para uma decisão punitiva ou, mesmo, deferitória
ou indeferitória da pretensão postulada.
31
Vejamos ainda o que continua a ensinar Hely Lopes
Meirelles2: “O essencial é que a decisão seja motivada com base
na acusação, na defesa e na prova, não sendo lícito a autoridade
julgadora argumentar com fatos estranhos ao processo ou silenci-
ar sobre razões do acusado, porque isto equivale a cerceamento
de defesa e conduzirá à nulidade do julgamento, que não é discri-
cionário mas vinculado ao devido processo legal.”
815759 – MANDADO DE SEGURANÇA – ATO ADMINIS-
TRATIVO PRATICADO COM CARÁTER DISCIPLINAR –
PODER DISCRICIONÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO –
ADMISSÍVEL O CONTROLE JUDICIAL DE LEGALIDADE
– CABIMENTO DO WRIT – O ato administrativo praticado
com caráter disciplinar, ainda que inerente ao poder discri-
cionário da administração, é passível de apreciação
jurisdicional para o exercício do controle de legalidade, via
mandado de segurança. SERVIDOR PÚBLICO MUNICI-
PAL – REINTEGRAÇÃO – DEMISSÃO INOCORRENTE –
IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO – A reintegra-
ção é a recondução do servidor demitido ao cargo que ocu-
pava, desde que reconhecida, por decisão judicial, a ilega-
lidade de sua demissão. Não tendo sido demitido o servi-
dor, torna-seimpossível seu pedido reintegratório. SERVI-
DOR PÚBLICO MUNICIPAL – SUSPENSÃO DOS VENCI-
MENTOS – PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
EM CURSO – INADMISSIBILIDADE – Não pode a admi-
nistração pública municipal suspender o pagamento dos
vencimentos de seu servidor, antes de concluído o respec-
tivo processo administrativo disciplinar que apura sua res-
ponsabilidade por falta cometida. (TJSC – AC-MS 96.008409-
2 Op.cit.p.37.
32
6 – SC – 2ª C.Cív.Esp. Rel. Des. Nilton Macedo Machado –
J. 06.08.1998)
 
 Diante da Carta Magna, da Doutrina e da Jurisprudên-
cia aqui expostas e demais matérias reguladoras da espécie, cla-
ros estão os atos abusivos e ilegais que sofre o impetrante.
 
Mostram os fatos e provados estão, que houve abuso de
autoridade além de omissão do julgador que não se preocupou
da obrigação de analisar as provas tendo a prerrogativa de dis-
cordar e desprezá-las, evitando os danos causados ao impetrante
e sua família, com quem tem toda responsabilidade financeira.
Manifesto está o perigo do dano patrimonial, moral e a
necessidade “in continenti” do pedido.
IV – LIMINAR
ISTO POSTO, o impetrante requer a V. Exª. deferir a se-
gurança LIMINARMENTE INALDITA ALTERA PARTS, ante a ofen-
sa ao direito líquido e certo e o perigo da demora.
O “fumus boni iuris” apresenta-se fartamente demons-
trado pelo impetrante nos autos, onde se comprova a existência
do direito incontestável, líquido e certo, requerido.
33
O “periculum in mora” é fato indiscutível, questão de vida
e sobrevivência familiar ameaçada que está, mais ainda será pela
demora na prestação jurisdicional.
V - DO PEDIDO
Requer-se:
A nulidade total do processo administrativo instaurado con-
tra o impetrante;
Que seja deferida a LIMINAR INALDITA ALTERA PARTS,
a imediata reintegração ao cargo do impetrante, assim como o
pagamento das verbas remuneratórias desde a data da
impetração deste mandado e o deferimento definitivo da presen-
te segurança confirmando a liminar deferida.
Que seja notificada a autoridade coatora para que preste
informações;
Que seja concedido o benefício da gratuidade da justiça,
abrangendo também a autenticação dos documentos.
Após, dando vistas ao Douto Ministério Público, para
manifestar-se.
34
Tudo por medida da mais relevante JUSTIÇA!
Dá-se à causa, o valor de R$___________(valor para fins
de alçada)
Termos em que
Pede Deferimento
(Data, Cidade)
________________
Advogado
OAB nº
35
5.9.2. AÇÃO POPULAR
EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚ-
BLICA ESTADUAL DA COMARCA DE .........................
(AUTOR)................., brasileiro, solteiro, advogado, ins-
crito na OAB/... sob o nº ............, estabelecido profissionalmente
à Rua ..............., onde recebe as intimações de estilo, advogan-
do em causa própria, vem, ante a ínclita presença de V. Exa.,
com fundamento nos arts. 5º, LXXIII e 73, § 1º, I ambos da Cons-
tituição Federal e art. 28, § 1º, I da Constituição Estadual, propor
AÇÃO POPULAR
contra ato que contraria a moralidade administrativa, pra-
ticado pelo Tribunal Pleno do TRIBUNAL DE CONTAS DO ES-
TADO DE ..................., pelas razões de fato e de direito a seguir
aduzidas:
I - DOS FATOS
Os Tribunais de Contas dos Estados são formados por
sete conselheiros, conforme reza o art. 75, § único da Constituição
Federal.
36
Conforme reiteradas decisões do Supremo Tribunal Fe-
deral, quatro conselheiros devem ser nomeados pela Assembléia
Legislativa e três pelo Governador do Estado, sendo que um é
de sua livre escolha, um dentre auditores do Tribunal de Contas
e um dentre membros do ministério público do mesmo órgão,
estes dois últimos escolhidos por lista tríplice elaborada pelos
respectivos órgãos.
A Constituição Estadual, por sua vez, prevê que a sexta
vaga deverá ser escolhida pelo Governador, em lista tríplice den-
tre os auditores do Tribunal de Contas do Estado, obedecendo o
critério de antigüidade e merecimento. Referida lista deve ser
elaborada por este órgão.
Entretanto, o art. 73, § 1º da Constituição Federal e o art.
28, § 1º, I da Constituição Estadual prevêem alguns requisitos
inerentes a pessoa do futuro conselheiro. Entre eles prevêem
que a pessoa a ser nomeada deve ter mais de trinta e cinco anos
e menos de sessenta e cinco anos de idade.
Ocorre que o auditor ........(nome).................., nascido em
..../..../....... (Certidão de Nascimento em anexo), possui sessen-
ta e cinco anos completos, não podendo, destarte, compor a refe-
rida lista tríplice por não atender o requisito imposto tanto pela
Constituição Federal quanto pela Constituição Estadual, qual seja,
possuir menos de sessenta e cinco anos de idade.
37
Mesmo assim, o Tribunal de Contas do Estado de ...........,
em sessão plenária (Ata nº ..., de .... de .......... de ......., doc. 04 em
anexo), elaborou lista tríplice constando o nome do referido Audi-
tor, em total desarmonia com os dispositivos constitucionais apon-
tados.
Assim, em decorrência da inobservância do princípio da
moralidade administrativa, que enseja a propositura da presente
Ação Popular, aliado ao prescrito no art. 74, § 2º da Constituição
Federal, o Autor pretende seja declarada nula a indicação do
auditor ..........(nome)....... na lista tríplice elaborada pelo Tribunal
de Contas do Estado de ............
II – DO DIREITO
2.1. DO CABIMENTO DA AÇÃO POPULAR
A Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, LXXIII,
alargou as hipóteses do cabimento da ação popular previsto em
constituições anteriores. Assim, também, enseja a referida ação
a inobservância do princípio da moralidade administrativa, senão
vejamos:
“LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para pro-
por ação popular que vise a anular ato lesivo ao
patrimônio público ou de entidade de que o Estado
participe, à moralidade administrativa, ao meio ambi-
ente, e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o
autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judi-
ciais e do ônus da sucumbência.” (grifou-se)
38
 Dessa sorte, salta aos olhos que qualquer ato administra-
tivo que contrarie a moralidade administrativa está sujeito a ser
impugnado por qualquer cidadão através de Ação Popular.
 Ora, o desrespeito às Constituições Federal e Estadual é
ato de extrema imoralidade haja vista que esta é o alicerce de todo
ordenamento jurídico pátrio. Aliás, o Supremo Tribunal Federal já
teve a oportunidade de declarar o cabimento de Ação Popular, por
infrigência à moralidade administrativa, contra ato de nomeação
de conselheiro do Tribunal de Contas sem a observância dos re-
quisitos do art. 73, § 1º da Constituição Federal de 1988:
“TRIBUNAL DE CONTAS. NOMEAÇÃO de seus membros
em Estado recém-criado. Natureza do ato administrativo.
Parâmetros a serem observados. AÇÃO POPULAR
desconstitutiva do ato.
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO TOCANTINS.
PROVIMENTO DOS CARGOS DE CONSELHEIROS. A no-
meação dos membros do Tribunal de Contas do Estado
recém-criado não é ato discricionário, mas vinculado a de-
terminados critérios, não só estabelecidos pelo art. 235, III,
das disposições gerais, mas também, naquilo que couber,
pelo art. 73, § 1º, da CF.
NOTÓRIO SABER – Incisos III, art. 235 e III, § 1º, art. 73,
CF. Necessidade de um mínimo de pertinência entre as qualida-
des intelectuais dos nomeados e o ofício a desempenhar. Prece-
dente histórico: parecer de Barbalho e a decisão do Senado.
39
AÇÃO POPULAR. A não observância dos requisitos que
vinculam a nomeação, enseja a qualquer do povo sujeitá-la à cor-
reção judicial, com a finalidade de desconstituir o ato lesivo à
moralidade administrativa.
Recurso Extraordinário conhecido e provido para julgar
procedente a ação.” (RE nº 167.137-8, rel. Min. Paulo Brossard,
unânime, j. em 18.10.94, DJ 25.11.94) (grifou-se)(acórdão em
anexo, doc. 05)
 Assim, resta demonstrado o cabimento da presente Ação
Popular para desconstituição do ato administrativo do Tribunal
de Contas de elaborar lista tríplice com Auditor que não cumpre
os requisitos previstos na Constituição Federal.
O art. 73, § 1º da Carta Magna estabelece alguns
requisitos para a nomeação de Ministro do Tribunal
de Contas da União, repetidos pelo art. 28, § 1º da
Constituição do Estado de ............ no caso de nome-
ação para o cargo de Conselheiro do Tribunal de
Contas do Estado de ............... Cumpre trazer à baila
referido dispositivo:
“Art. 73. (...)
§ 1º. Os Ministros do Tribunal de Contas da União
serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os
seguintes requisitos:
I – mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cin-
co anos de idade;
II – idoneidade moral e reputação ilibada
40
III – notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, eco-
nômicos e financeiros ou de administração pública;
IV – mais de dez anos de exercício de função ou de
efetiva atividade profissional que exija conhecimen-
tos mencionados no inciso anterior.”
Ora, Exa., (colocar fundamentações plausíveis do caso
concreto).
Assim, como o requisito imposto pela Constituição é o
de possuir menos de sessenta e cinco anos de idade, o referido
Auditor, por ter completado a idade limite, não pode, nos termos
do dispositivo citado da CF, ser nomeado para o cargo de Conse-
lheiro do Tribunal de Contas deste Estado. Relevante colacionar
decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal neste sentido:
“CONSTITUCIONAL. ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA ESTA-
DUAL: MESA DIRETORA: RECONDUÇÃO PARA O MES-
MO CARGO. Constituição do Estado de Rondônia, art. 29,
inc. I, alínea b, com redação da Emenda
Const. Estadual nº 3/92 C.F., art. 57, § 4º. TRIBUNAL DE
CONTAS: CONSELHEIRO: NOMEAÇÃO: REQUISITO DE
CONTAR MENOS DE SESSENTA E CINCO ANOS DE IDA-
DE. Constituição do Estado de Rondônia, art. 48, § 1º, I,
com a redação da Emenda Const. Estadual nº 3/92. C.F.,
art. 73,
§ 1º, I.
41
I – A norma do § 4º do art. 57 da C.F. que, cuidando da
eleição das mesas das casas legislativas federais, veda a
recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamen-
te subsequente, não é de reprodução obrigatória nas Cons-
tituições dos Estados-membros, porque não se constitui
num princípio constitucional estabelecido.
II – Precedente do STF: Rep 1.245-RN, Oscar Corrêa, RTJ
119/964.
III – Os requisitos para nomeação dos membros do Tribu-
nal de Contas da União, inscritos no art. 73, § 1º, da C.F.,
devem ser reproduzidos, obrigatoriamente, na Constituição
dos Estados-membros, porque são requisitos que deverão
ser observados na nomeação dos conselheiros dos Tribu-
nais de Contas dos Estados e dos Conselhos de Contas
dos Municípios. C.F., art. 75.
IV – Ação direta de inconstitucionalidade julgada proceden-
te, em parte.” (ADIN nº 793-9, Rondônia, Rel. Min. Carlos
Velloso, j. em 03.04.97, unânime, DJ 16.05.97) (acórdão
em anexo, doc. 06)
Ora, o STF, através de ação direta de
inconstitucionalidade, afastou a possibilidade de nomeação de
Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia sem
a observância do limite de idade imposto pela Constituição Fe-
deral em caso análogo ao ora posto em discussão. De sorte que
não restam dúvidas que referido limite há que ser observado para
a citada nomeação em qualquer dos Estados-membros.
42
. Conclui-se, pelo até aqui exposto, que se o Governador
não pode nomear quem não possui os requisitos do art. 73, § 1º
da Constituição Federal (art. 28, § 1º, I da CE), o Tribunal de
Contas, também, não pode indicar quem não atende aos requisi-
tos em evidência. É de clareza meridiana a imoralidade adminis-
trativa praticada por este Tribunal através do ato administrativo
de indicação em lista tríplice de Auditor que não preenche os
requisitos impostos pela Magna Carta. Isto porque, repita-se,
conforme decisão do STF, referidos requisitos são de observân-
cia obrigatória pelos Estados.
É notório que os Tribunais pátrios vêm reconhecendo que
para o acesso ao Tribunal de Justiça os nomeados possam ter
idade superior à sessenta e cinco anos de idade. Entretanto, a
forma de acesso à esse Tribunal é regulada pela Constituição
Federal de 1988 de forma diferente do Tribunal de Contas, con-
forme restará demonstrado.
A primeira questão funda-se no art. 93, VI da CF que
prescreve que um magistrado só pode aposentar-se no cargo
depois de cinco anos de exercício efetivo no cargo. Assim, discu-
tia-se se poderia alguém ser nomeado Desembargador com ida-
de superior a sessenta e cinco anos de idade, e depois cair na
aposentadoria compulsória (70 anos) antes de completar os cin-
co anos no cargo que lhe daria o direito de aposentar-se com as
vantagens do cargo de Desembargador.
Vale ressaltar que, não existe impedimento constitucional
43
expresso impedindo que maior de sessenta e cinco anos possa
ser nomeado Desembargador. Inexiste, tanto no corpo da Cons-
tituição Federal quanto no texto da Constituição Estadual, qual-
quer dispositivo que proíba a nomeação de Desembargador com
idade superior à referida. Dessa sorte, conforme já mencionado,
os Tribunais vêm reconhecendo, acertadamente, a possibilidade
de acesso aos Tribunais de Justiça de pessoa com idade superi-
or a sessenta e cinco anos de idade.
A segunda questão tem pertinência com a primeira uma
vez que o acesso ao cargo de Desembargador dá-se por provi-
mento derivado, ou seja, por promoção. Assim, não é de admitir-
se que uma pessoa com mais de sessenta e cinco anos de idade
seja obstada de ocupá-lo somente por não poder aposentar-se
com as vantagens do cargo em referência. Relevante reafirmar
que a Constituição Federal não prescreve, expressamente, que
o candidato a Desembargador possua menos de sessenta e cin-
co anos de idade.
Entretanto, assim não ocorre em relação ao acesso ao
Tribunal de Contas por dois motivos constitucionalmente postos,
quais sejam: a) o cargo de conselheiro não é de carreira e b) a
Constituição expressamente prescreve que o conselheiro deve
possuir menos de sessenta e cinco anos de idade.
 De acordo com o voto do Ministro Nery da Silveira, no
RE 179.461-5: “Estabelece, de outra parte, a Constituição, no
inciso I do § 2º do art. 73, que um terço dos integrantes da Corte
44
mencionada será escolhido pelo Presidente da República, com
aprovação do Senado Federal, o que significa serem três dos
nove membros indicados ao Senado pelo Chefe do Poder Exe-
cutivo, sendo um, livremente, bastante atenda aos requisitos do
§ 1º do art. 73, e dois outros que além de satisfazerem a esses
mesmos requisitos deverão pertencer, conforme exigência cons-
titucional, a uma das duas áreas de recrutamento: ou ao quadro
de auditores da Corte, ou ao Ministério Público junto ao Tribunal”
Outro argumento que pouco merece consideração é o
de que, como a Constituição Estadual equiparou o Auditor à Juiz
de terceira entrância, aquele seria cargo de carreira como este.
Entretanto, assim não é. Ocorre que o Juiz tem previsão expres-
sa na Constituição sobre sua carreira. Ao contrário do auditor
que, simplesmente, é citado como cargo isolado na Lei Maior.
Corroborando esta assertiva, reitera-se que o STF já se pronun-
ciou várias vezes acerca da não existência de carreira que inicia-
se como Auditor e termina-se como Conselheiro.
III – DA TUTELA ANTECIPATÓRIA
Em razão do não cumprimento dos requisitos expressos
no art. 73, § 1º da Constituição Federal (art. 28, § 1º da CE) pelo
Tribunal de Contas do Estado de ................ no ato de elaborar a
lista tríplice referida e, destarte, da inobservância do princípio da
moralidade que dá ensejo a propositura da presente ação Popu-
lar, como exaustivamente demonstrou-se nesta peça, não resta
outra alternativa ao Autor senão requerer a TUTELA
JURISDICIONAL ANTECIPADA.
45
O art. 273 doCódigo de Processo Civil, com a nova reda-
ção que lhe foi dada pela Lei nº 8.952, de 13.12.95, instituiu a ante-
cipação da tutela, desde que preenchidos os pressupostos
elencados no caput e incisos do referido artigo, os quais são:
Prova inequívoca e verossimilhança da alegação, e:
Fundado receio de dano irreparável ou de difícil repara-
ção;
No caso em tela, verificam-se presentes todos os referi-
dos requisitos para a antecipação da tutela. A prova inequívoca
do direito do Autor resta presente uma vez que a Certidão de
Nascimento (doc. 03) do Auditor ......(nome)........ comprova que
este possui sessenta e cinco anos completos, ou seja, não cum-
pre o requisito de ter idade menor à referida. Outrossim, o ato do
Tribunal de Contas de fazer constar em lista tríplice o nome do
Auditor em referência, também, está comprovado através da Ata
nº ... de ... de ...... de ...... (doc. 04).
A verossimilhança da alegação encontra-se fundamen-
tada na inconstitucionalidade da indicação em lista tríplice para o
provimento do cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas de
quem possui idade não inferior à sessenta e cinco anos de idade
em total afronta ao disposto no art. 73, § 1º, I da Constituição
Federal (art. 28, § 1º, I da CE). De mais a mais, reiteradas deci-
sões do STF vêm reconhecendo a necessidade da observância
dos requisitos do § 1º dos dispositivos em comento, conforme
exaustivamente demonstrado ao longo desta exordial.
46
Também existente o justo receio de dano irreparável ou de
difícil reparação, pois o retardamento da prestação jurisdicional
pretendida possibilitaria que o Governador nomeasse no cargo
de Conselheiro o Auditor .....(nome)....... que não possui o requi-
sito de possuir menos de sessenta e cinco anos de idade confor-
me prescrevem as Constituições Estadual e Federal.
Por outro lado, o Superior Tribunal de Justiça vem enten-
dendo que empossado Conselheiro de Corte de Contas, em ra-
zão da vitaliciedade inerente ao cargo, este ato administrativo só
pode ser anulado depois de transitado em julgado a Ação que
visa a desconstituição do referido ato.
Dessa sorte, caso a referida Tutela não for concedida, a
presente Ação perderá o objeto uma vez que, em razão do gran-
de número de demandas judiciais aliado ao reduzido número de
Juizes que possuímos neste país, referida Ação levará no míni-
mo cinco anos para transitar em julgado.
Relevante ressaltar que a imprensa deste Estado vem
divulgando que o chefe do Executivo .....(do Estado)............ deve
nomear o .....(nome)....... para o cargo de Conselheiro do Tribu-
nal de Contas (doc. 12). De sorte que o dano de difícil reparação
resta comprovado vez que se não concedida a tutela em comento
o Governador poderá nomear o referido Auditor em total arrepio
às Constituições Federal e Estadual.
47
IV – DO PEDIDO
Em razão do acima exposto, o Autor requer o que se se-
gue:
A concessão de TUTELA ANTECIPATÓRIA nos termos do
art. 273 do Código de Processo Civil, sem a audiência das partes
contrárias, para seja declarada nula a Ata nº .... de .... de ............ de
......... da sessão extraordinária do Tribunal Pleno do Tribunal de
Contas do Estado de ......... e, destarte, seja o Governador do Es-
tado de .......... impedido de nomear o Auditor ......(nome).......... na
vaga de Conselheiro daquele Tribunal, vez que presentes estão os
requisitos da tutela invocada.
A citação do Tribunal de Contas do Estado de ............ es-
tabelecido na ....(endereço).................., na pessoa de seu Presi-
dente, para responder a presente ação sob pena de presumirem-
se verdadeiros os fatos alegados.
A citação dos Conselheiros que votaram para a elabora-
ção da lista tríplice em questão como Litisconsortes Passivos
Necessários: os Srs. .......(nomes).............., nos endereços de seus
domicílios profissionais no Tribunal de Contas do Estado de ..........,
localizado à ....(endereço)............, nesta Capital, para responde-
rem a presente ação sob pena de presumirem-se verdadeiros os
fatos alegados.
A citação do Governador do Estado de ............, Sr. ...........,
48
representado pelo Procurador Geral do Estado de ..........., como
litisconsorte passivo necessário, na Procuradoria Geral do Esta-
do de .........., situada à .......(endereço)...............
Seja ouvida a representação de Ministério Público, na
forma prevista em lei.
Seja fornecida pelo Tribunal de Contas do Estado de
............ cópia autenticada atestando a semelhança com a origi-
nal da Ata nº ..... de ..... de .............. de ......... da sessão extraor-
dinária do seu Tribunal Pleno, como faculta o art. 7º, I, “b” da Lei
4.717/65 (Lei da Ação Popular).
Protesta provar o alegado por todos os meios de prova
em direito admitidos.
Ao final, seja confirmada a Tutela Antecipatória, decla-
rando definitivamente nula a Ata nº ..... de ... de ......... de ..........
da sessão extraordinária do Tribunal Pleno do Tribunal de Con-
tas do Estado de ........ e, destarte, seja o Governador do Estado
de ........ impedido de nomear o Auditor ....(nome)...... na vaga de
Conselheiro daquele Tribunal, em razão dos vícios apontados
nesta exordial.
Dá-se a presente causa o valor de R$ 100,00 (cem reais)
para efeitos legais.
49
Termos em que,
P.Deferimento,
Local data
Advogado
(OAB)
50
5.9.3. AÇÃO CIVIL PÚBLICA
 
EXECENTÍSSIMO SR. DR. JUIZ DA ______ VARA CÍVEL DA
COMARCA DE _________
Autos nº:
O representante do Ministério Público, com fundamen-
to no art.5° da Lei n°7347, de 24.07.1985, vem, à presença de V.
Exa., propor
AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE RESPONSABILIDADE
em face de ____________________, empresa com sede
à Rua _______, nº _______, Bairro _______, Cidade ________,
Cep. _________, no Estado de __________, pelos motivos de
fato e de direito que passa a expor:
DOS FATOS:
Comentário: deve expor os fatos que ocasionaram o dano
e o prejuízo ao meio ambiente, patrimônio histórico ou outra cau-
sa prevista na Lei.
DO DIREITO:
Comentário: Deve expor os fundamentos jurídicos e a
51
jurisprudência que abarcam a tese.
Pelo exposto, REQUER:
A citação da Requerida, na pessoa de seu representante
legal______, para responder, sob pena de revelia, aos termos da
presente ação, que visa1 à obrigação de não fazer a obra indicada
no item_______.
Sejam liminarmente e por cautela suspendidos
______________(objeto da ação) Seja a Requerida, a final, con-
denada a abster-se da realização do ato danoso aos interesses
da comunidade e a pagar as custas e honorários de advogado.
Protesta provar por todos os meios de provas admitidos
em direito.
Dá-se à causa o valor de R$___________________
Termos em que
P.Deferimento
(Local, Data)
__________________
 Assinatura do MP
52
5.9.4. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL
EX.MO. SR. DR. JUIZ FEDERAL DA ............. VARA DA SEÇÃO
JUDICIÁRIA DE .............
 
............(Nome) empresa comercial, domiciliada nesta ci-
dade, na rua ..............................., inscrita no CGC/MF sob o n.º
..................., por seu procurador infra-assinado, vem, respeito-
samente, propor contra o Instituto Nacional do Seguro Social,
autarquia federal, com Superintendência neste Estado, na
........................., a presente Ação Anulatória de Débito
Previdenciário, o que faz com respaldo no art. 38, da Lei n.º 6.830/
80 e no art. 282, do Código de Processo Civil, mediante os se-
guintes fatos e fundamentos:
DOS FATOS
Em ......., através da Notificação Fiscal n.º ......., a fiscali-
zação do Réu autuou a Autora pelo não-recolhimento de contri-
buições previdenciárias, referentes ao período de ....... a .......,
relativas à filial sediada em .........
Neste sentido, entendeu a fiscalização do Réu que a re-
ferida filial não poderia contar com o trabalho de apenas um
empregado, o que levou a presumir a existênciade outro, cujo
salário foi estipulado em um mínimo regional. Destaca-se que, a
53
Autora defendeu-se, em tempo próprio, na esfera administrativa,
sendo-lhe desfavorável a decisão de primeiro grau, de que não
foi cientificada, a fim de interpor recurso. Notadamente a Autora
notificada, administrativamente, para recolher o débito, sob pena
de cobrança judicial.
DO DIREITO
Consoante reiterada jurisprudência, a conclusão regular
do processo administrativo é pressuposto para a inscrição da
dívida previdenciária A contribuição previdenciária estava sujeita
ao prazo de decadência de cinco anos, previsto no art. 173, do
Código Tributário Nacional.
Registra-se que, o lançamento da contribuição
previdenciária, conforme majoritárias doutrina e jurisprudência,
não pode ser feito presuntivamente. Assim, assiste razão aos
entendimentos jurisprudenciais e a este pedido, pois a contribui-
ção previdenciária cobrada pelo Fisco, sem estar relacionada a
empregado identificado, importa em locupletamento ilícito da Pre-
vidência Social.
Conclusão
Inexistente a oportunidade de recorrer da decisão admi-
nistrativa, nulo é o processo instaurado e todos os atos dele de-
correntes, inclusive a inscrição da dívida previdenciária. Estan-
do o período cobrado atingido pela decadência, eis que decorri-
dos mais de cinco anos do início do lançamento, indevida é a
54
contribuição cobrada.
“Ad argumentandum tantum”, não houvesse a decadência,
indevida é a exigência fiscal na ausência do necessário suporte
fático: a prova do exercício de atividade profissional remunerada,
que o Fisco não pode presumir.
Pelo exposto, requer se digne determinar a citação do réu
para os termos da presente ação e para que a conteste em 60
dias, com as advertências legais (CPC, art. 285), e, a final, seja
declarado nulo o débito inscrito e indevidas as contribuições
previdenciárias cobradas, condenando-se o réu nas custas pro-
cessuais e honorários de advogado, fixados judicialmente.
Requer, ainda, se digne Vossa Excelência autorizar o
depósito prévio do montante da dívida fiscal, atualizada, para os
efeitos da lei n.º 6.830/80, art. 33, e a produção das provas teste-
munhal e documental, se necessárias, protestando pela produ-
ção de quaisquer outras permissíveis em Direito, bem como a
interveniência do Ministério Público na ação.10
Dá à causa o valor de R$ __________________
P.Deferimento.
Data e assinatura.
_________________________
ADVOGADO - OAB Nº:
55
5.9.5. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELA-
ÇÃO JURÍDICO - TRIBUTÁRIA
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA
_____ VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE __________.
(Qualificação da empresa), sediada na
Rua____________, por meio de seu advogado vem, à presença
de Vossa Excelência, com fulcro no art. 4º, I, combinado com os
artigos 273 e 282, todos do CPC, propor:
AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO
JURÍDICO -TRIBUTÁRIA com pedido de TUTELA ANTECIPA-
DA
em face da União, de acordo com as razões de fato e de
Direito a seguir expostas:
DOS FATOS
A Autora vem recolhendo regularmente os débitos tribu-
tários referentes ao IRPJ de acordo com a legislação vigente.
Entretanto, o Decreto-regulamentar nº_____ majorou as
56
alíquotas do IRPJ e determinou seu pagamento a partir da data da
publicação do mencionado ato normativo. Esta exigência surpre-
endeu a Autora, motivando, assim, a presente Ação.
DO DIREITO
De acordo com o art. 150, I, da CF/88, o qual consagra o
princípio da legalidade, nenhum tributo pode ser criado ou au-
mentado sem lei que o estabeleça.
O art. 150, III, “b”, da CF/88 determina que nenhum tribu-
to pode ser cobrado no mesmo exercício financeiro em que foi
publicada a lei que o aumentou ou instituiu. Esse é o denomina-
do princípio da anterioridade.
(fundamentar com as disposições legais aplicáveis ao
caso concreto)
DA TUTELA ANTECIPADA
Segundo o art. 273, do CPC, são pressupostos
autorizadores da tutela antecipatória: a verossimilhança da ale-
gação, em face da prova inequívoca da alegação, e o fundado
receio de dano irreparável. Ora, no presente caso tem-se consta-
tada a irreparabilidade do dano vez que como comprovado nos
documentos o requerente está sendo majorado indevidamente
pelo fisco e a maior.
*Comprovar a cobrança indevida do tributo.
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DO PEDIDO
Pelo exposto, o autor requer:
a) a concessão da tutela jurisdicional antecipada, de acor-
do com o art. 273, do CPC, afastando, assim, a exigência quanto
à majoração de alíquota do IRPJ, pois a prova inequívoca da
verossimilhança do pedido e o receio de perda financeira foram
demonstrados;
b) o julgamento procedente do pedido, declarando-se a
inexistência de relação jurídico-tributária com a União Federal,
em relação à majoração da alíquota de IRPJ, em face da viola-
ção dos princípios da legalidade e da anterioridade e, por fim,
confirmando-se a tutela anteriormente concedida;
c) a citação da União Federal para, se quiser, apresentar
contestação;
d) a condenação da Ré ao pagamento das custas pro-
cessuais e dos honorários advocatícios;
e) a produção de todos os meios de prova em direito
admitidos em direito.
58
Dá-se à causa o valor de R$_______________.
Nestes termos
P.Deferimento
(Local, data)
____________________
Advogado
OAB nº

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