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1 5.1. IMPUGNAÇÃO DE PESSOA FÍSICA À DELEGA- CIA DA RECEITA FEDERAL ILMO SR. DELEGADO DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO EM __________(ART. 16, INCISO I DO DEC. 70.235/72) Auto de Infração ou Notificação de Lançamento de __________ Processo n.º _______________ Impugnação ____Fulano de Tal_________, residente a rua _________,cep município, UF, CPF_________, não se confor- mando com o auto de infração/Notificação de Lançamento aci- ma referido, do qual foi notificado em _____, vem, respeitosa- mente, no prazo legal, com amparo no que dispõem o art. 15 do Dec. 70.235/72, apresentar sua impugnação, pelos motivos de fato e de direito que se seguem (art. 16, inciso II do Dec.70.235/ 72): I – OS FATOS Descrição dos motivos de fato, de forma minuciosa e cla- ra. Deverão ser descritos aqueles importantes para a solução do conflito. 2 II - O DIREITO II. 1 - PRELIMINAR Nas preliminares pode-se alegar tudo o que precisa ser decidido antes de apreciar o mérito. A preliminar não discute as razões da impugnação e sim as razões que podem modificar, inclusive anular o lançamento efetuado. II. 2 - MÉRITO (inciso III e IV do art. 16 do Dec.70.235/72) Descrição do direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir (anexá-las ). III- A CONCLUSÃO (modelo de conclusão) À vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a impugnante seja acolhida a presente impugnação para o fim de assim ser decidi- do, cancelando-se o débito fiscal reclamado. Termos em que Pede deferimento. (Local, Data) Nome: Fone: 3 5.2. IMPUGNAÇÃO DE ESPÓLIO À DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL ILMO SR. DELEGADO DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO EM __________(ART. 16, INCISO I DO DEC. 70.235/72) Auto de Infração ou Notificação de Lançamento de __________ Processo n.º _______________ Impugnação Espólio__de__Fulano de Tal_________, residente a rua _________,cep município, UF, CPF_________, por seu repre- sentante legal(inventariante), Nome do Inventariante, residente a rua, município, UF, CEP, não se conformando com o auto de infração/Notificação de Lançamento acima referido, do qual foi notificado em _____, vem, respeitosamente, no prazo legal, com amparo no que dispõem o art. 15 do Dec. 70.235/72, apresentar sua impugnação, pelos motivos de fato e de direito que se se- guem (art. 16, inciso II do Dec.70.235/72): I – OS FATOS 4 Descrição dos motivos de fato, de forma minuciosa e clara. Deverão ser descritos aqueles importantes para a solução do conflito. II - O DIREITO II. 1 - PRELIMINAR Nas preliminares pode-se alegar tudo o que precisa ser decidido antes de apreciar o mérito. A preliminar não discute as razões da impugnação e sim as razões que podem modificar, in- clusive anular o lançamento efetuado. II. 2 - MÉRITO ( inciso III e IV do art. 16 do Dec.70.235/72 Descrição do direito em que se fundamenta, os pon- tos de discordância e as razões e provas que possuir (anexá-las ). III - A CONCLUSÃO (modelo de conclusão) À vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a impugnante seja acolhida a presente impugnação para o fim de assim ser decidi- do, cancelando-se o débito fiscal reclamado. 5 Termos em que Pede deferimento. (Local, Data) Nome: Fone: 6 5.3. IMPUGNAÇÃO DE PESSOA JURÍDICA À DELE- GACIA DA RECEITA FEDERAL ILMO SR. DELEGADO DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO EM __________(ART. 16, INCISO I DO DEC. 70.235/72) Auto de Infração ou Notificação de Lançamento de __________ Processo n.º _______________ Impugnação _____________, com sede e estabelecimento industrial na rua _________, cep município, UF, CNPJ_________, por seu representante legal, não se conformando com o auto de infra- ção acima referido, lavrado pelo Sr. Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, do qual foi notificado em _____, vem, respeito- samente, no prazo legal, com amparo no que dispõem o art. 15 do Dec. 70.235/72, apresentar sua impugnação, pelos motivos de fato e de direito que se seguem (art. 16, inciso II do Dec.70.235/ 72): I – OS FATOS Descrição dos motivos de fato, de forma minuciosa e clara. Deverão ser descritos aqueles importantes para a solução do conflito. 7 II - O DIREITO II. 1 - PRELIMINAR Nas preliminares pode-se alegar tudo o que precisa ser decidido antes de apreciar o mérito. A preliminar não discute as razões da impugnação e sim as razões que podem modificar, inclusive anular o lançamento efetuado. II. 2 - MÉRITO (inciso III e IV do art. 16 do Dec.70.235/72) Descrição do direito em que se fundamenta, os pontos de discordância e as razões e provas que possuir (anexá-las ). III - A CONCLUSÃO (modelo de conclusão) À vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a impugnante seja acolhida a presente impugnação para o fim de assim ser decidi- do, cancelando-se o débito fiscal reclamado. Termos em que Pede deferimento. (Local, Data) Empresa: Fone 8 5.4. CONSULTA LEGISLATIVA Ao Superintendente Regional da Secretaria da Receita Federal da __a Região Fis- cal:________________________________________________ estabelecida na cidade de _______________________ , na (Rua, Avenida, Praça, Travessa) _______________,n.º ____________, bairro _________________________, telefone _______________,emai_____________________inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) sob nº _____________________ e como ramo de atividade de ____________________________ vem por meio de seu (repre- sentante legal ou procurador), Sr. ________________________ portador da Carteira de Identidade RG n.º ___________________, formular a presente consulta sobre a interpretação (ou aplicação) da legislação do _______________________. *Expor os fatos concretos que visa a atingir e os disposi- tivos legais aplicáveis ao caso. Isto posto, pergunta: 1º) Está correto o procedimento (ou entendimento) ado- tado pela consulente? 9 2º) Caso contrário, qual será o procedimento (ou entendi- mento) correto? Por último, a consulente declara que:Nnão se encontra sob procedimento fiscal iniciado ou já instaurado, para apurar fatos que se relacionem com a matéria objeto da consulta; Não está intimada para cumprir obrigação relativa ao fato objeto da consulta; O fato nela exposto não foi objeto de decisão anterior, proferida em consulta ou litígio em que foi parte. ____________________________, _____ de _______________ de _______ ____________________________________________ (assinatura do representante legal ou procurador) 10 5.5. RECURSO VOLUNTÁRIO DE ESPÓLIO AO ( 1º / 2º / 3º ) CONSELHO DE CONTRIBUINTES ( VIDE COM- PETÊNCIA DE CADA CONSELHO DE CONTRIBUINTES, DEFI- NIDA POR MATÉRIA) Processo n.º _______________ Recurso Voluntário Espólio de Fulano de tal , CPF No.__________,residente e domiciliado na rua _________, CEP município, UF, por seu representante legal (inventariante), residente e domiciliado na rua _________, CEP município, UF, CPF ___________________, não se conformando com o auto de infração/notificação de lan- çamento e a decisão de primeira instância, da qual foi cientificada em ______, vem, respeitosamente, no prazo legal, com amparo no que dispõe o art. 33 do Decreto 70.235/72, apresentar seu recurso, pelos motivos que se seguem. I – OS FATOS Descrição dos fatos importantes para a decisão da lide. II – O DIREITO 11 II.1 – PRELIMINAR Nas preliminares pode-se alegar tudo o que precisa ser decidido antes de apreciar o mérito. A preliminar não discute as razões da impugnação e sim as razões que podem modificar, inclusive anular o lançamento efetuado.II. 2 – MÉRITO Apresentação do direito.( Anexar as provas, se houver ) III – A CONCLUSÃO À vista de todo o exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a recorrente seja acolhido o presente recurso para o fim de assim ser decidi- do, cancelando-se o débito fiscal reclamado. Termos em que, Pede deferimento Local, data. _______________________________ Nome: Fone: 12 5.6. RECURSO VOLUNTÁRIO DE PESSOA FÍSICA AO ( 1º / 2º / 3º ) CONSELHO DE CONTRIBUINTES ( VIDE COM- PETÊNCIA DE CADA CONSELHO DE CONTRIBUINTES, DEFI- NIDA POR MATÉRIA ) Processo n.º _______________ Recurso Voluntário ___ __Fulano de tal_ , CPF ______________,residen- te e domiciliado na rua _________, CEP município, UF, não se conformando com o auto de infração/notificação de lançamento e a decisão de primeira instância, da qual foi cientificada em ______, vem, respeitosamente, no prazo legal, com amparo no que dispõe o art. 33 do Decreto 70.235/72, apresentar seu recurso, pelos motivos que se seguem. I – OS FATOS Descrição dos fatos importantes para a decisão da lide. II – O DIREITO II.1 – PRELIMINAR 13 Nas preliminares pode-se alegar tudo o que precisa ser decidido antes de apreciar o mérito. A preliminar não discute as razões da impugnação e sim as razões que podem modificar, inclusive anular o lançamento efetuado. II. 2 – MÉRITO Apresentação do direito.( Anexar as provas, se houver ) III – A CONCLUSÃO À vista de todo o exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a recorrente seja acolhido o presente recurso para o fim de assim ser decidi- do, cancelando-se o débito fiscal reclamado. Termos em que, Pede deferimento Local, data. _______________________________ Nome: Fone: 14 5.7. RECURSO VOLUNTÁRIO DE PESSOA JURÍDI- CA ILMO SR. DELEGADO DA DELEGACIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DE JULGAMENTO EM __________(ART. 16, INCISO I DO DEC. 70.235/72) Auto de Infração ou Notificação de Lançamento de __________ Processo n.º _______________ Impugnação _____________, com sede e estabelecimento industrial na rua _________, cep município, UF, CNPJ_________, por seu representante legal, não se conformando com o auto de infra- ção acima referido, lavrado pelo Sr. Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, do qual foi notificado em _____, vem, respeito- samente, no prazo legal, com amparo no que dispõem o art. 15 do Dec. 70.235/72, apresentar sua impugnação, pelos motivos de fato e de direito que se seguem (art. 16, inciso II do Dec.70.235/ 72): I – OS FATOS Descrição dos motivos de fato, de forma minuciosa e cla- ra. Deverão ser descritos aqueles importantes para a solução do conflito. 15 II - O DIREITO II. 1 - PRELIMINAR Nas preliminares pode-se alegar tudo o que precisa ser decidido antes de apreciar o mérito. A preliminar não discute as razões da impugnação e sim as razões que podem modificar, in- clusive anular o lançamento efetuado. II. 2 - MÉRITO (inciso III e IV do art. 16 do Dec.70.235/72) Descrição do direito em que se fundamenta, os pon- tos de discordância e as razões e provas que possuir (anexá- las). III - A CONCLUSÃO (modelo de conclusão) À vista de todo exposto, demonstrada a insubsistência e improcedência da ação fiscal, espera e requer a impugnante seja acolhida a presente impugnação para o fim de assim ser decidi- do, cancelando-se o débito fiscal reclamado. Termos em que Pede deferimento. (Local, Data) Empresa: Fone: 16 5.8.PETIÇÃO DE CONSULTA DE CLASSIFICAÇÃO FISCAL DE MERCADORIAS ILMO. SR. SUPERINTENDENTE REGIONAL DA RECEITA FE- DERAL DA __ª REGIÃO FISCAL. Assunto: Consulta sobre classificação fiscal de mercadoria na TIPI ( ou TEC ). ___ (nome empresarial) ___ com sede na ___ (rua/cida- de/Estado)_, telefone________________, e-mail ________________, registrada no CNPJ n.º ________________, (Número do CNPJ) ____, por seu representante legal (ou procu- rador) _____ ( nome do representante ou procurador) ____, (con- trato social, ata e estatuto e/ou procuração em anexo), que adi- ante assina vem, à presença de V.Sa., nos termos do parágrafo 1º, inciso II, do art. 48 da Lei n.º 9.430, de 26 de dezembro de 1996, combinado com os artigos 46 a 53 do Decreto n.º 70.235, de 06/03/72 e com a Instrução Normativa nº 230, de 25.10.02, apresentar consulta sobre a classificação, na Tarifa Externa Co- mum (TEC), do Mercosul, aprovada pelo Decreto n.º 2.376, de 12/11/97 (D.O.U. de 13/11/97 - retificação D.O.U.de 12/12/97) – Anexos Resolução CAMEX nº 42, de 26/12/2001, (D.O.U. 09/01/ 2002) (ou na Tabela do IPI (TIPI), aprovada pelo Decreto n.º 4.542, de 26/12/2002, (D.O.U. de 27/12/2002)), declarando que: 17 Não se encontra sob procedimento fiscal iniciado ou já ins- taurado, para apurar fatos que se relacionem com a matéria objeto da consulta; Não está intimada a cumprir obrigação relativa ao fato ob- jeto da consulta; O fato nela exposto não foi objeto de decisão anterior, ain- da não modificada, proferida em consulta ou litígio em que foi parte. Importante: Indicação dos dispositivos que ensejaram a apresentação da consulta, bem assim dos fatos a que será aplicada a interpretação solicitada. Na hipótese de consulta que verse sobre situação determinada ainda não ocorrida, deverá o consulente demonstrar a sua vinculação como sujeito passivo da obrigação tributária com o fato, bem como a efetiva possibilidade da ocorrência. Circunscreva- se a mercadoria determinada, descrevendo-a suficientemen- te e indicando as informações necessárias a sua perfeita identificação para fins de enquadramento fiscal. DESCRIÇÃO DE MERCADORIA I - Nome Vulgar, Comercial, Científico e Técnico; II - Marca Registrada, Modelo, Tipo e Fabricante; III - Função Principal e Secundária; 18 IV - Princípio e Descrição do Funcionamento; V - Aplicação, Uso ou Emprego (incluindo a configuração de uso ou montagem e instalação, se for o caso); VI - Forma de Acoplamento ou Ligação a Motores, outras Máquinas ou Aparelhos, quando for o caso; VII - Dimensões e Peso Líquido; VIII - Peso Molecular, Ponto de Fusão e Densidade (capí- tulo 39 da NCM); IX - FORMA (líquido, pó, escamas, etc.) e APRESENTA- ÇÃO (tambores, caixas, etc. com respectivas capacidades em peso ou volume), esclarecendo se destinado a reembalagem ou ao consumidor final, se montado ou des- montado, presença de acessórios, opcionais, etc; X - Matéria ou Materiais de que é constituída a mercadoria e suas percentagens em Peso ou em Volume ou a Confi- guração de Fornecimento (componentes), no caso de Máquinas, Instrumentos ou Aparelhos; XI - Processo Industrial Detalhado de Obtenção; XII - Classificação Fiscal Adotada e Pretendida, com os correspondentes Critérios Utilizados. 19 5.9.MANDADO DE SEGURANÇA EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA COMARCA ____________ NOME, nacionalidade, estado civil, função, portador da Carteira de Identidade nº____________ e do CPF nº ___________, residente e domiciliado neste município à Rua ____________________ por seu advogado infra-assinado, con- forme documento de procuração em anexo, com escritório nesta cidade, aonde recebe, intimações, citações, avisos e demais documentos de praxe, vêm perante Vossa Excelência, impetrar: MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO DE LIMINAR contra ato do Excelentíssimo Senhor _______________, Prefeito Municipal de __________________, que poderá ser encontrado na sede da Prefeitura à Rua ______________________ I – DO CABIMENTO Os atos administrativos, em regra, são os que mais ensejam lesões a direitos individuais e coletivos; portanto estão sujeitos a impetração de Mandado de Segurança. 20 O objeto da Mandado de Segurança será sempre a corre- ção deato ou omissão de autoridade, desde que, ilegal e ofensivo de direito individual ou coletivo, líquido e certo, do impetrante. O Art. 5º, LXIX,da Constituição Federal do Brasil, determi- na: “Conceder-se-á Mandado de Segurança para prote- ger direito líquido e certo, não amparado por hábeas corpus ou hábeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribui- ções do Poder Público”. O art. 144 da lei 8.112/90 determina: “As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada a autenticidade”. O caso em tela tem cabimento constitucional, ainda am- parado pelas Leis 1.533/51, 8.112/90 e demais dispositivos apli- cáveis à espécie. II - DOS FATOS O Senhor ______________, servidor estável do Municí- pio de _____________ Nomeado em _________, conforme do- cumento em anexo, após aprovação em primeiro lugar, no con- 21 curso público para o cargo de __________. No dia __________, pela Portaria nº___________, o Pre- feito constituiu comissão de sindicância, composta por três servi- dores municipais, para apurar fatos ilícitos apontados em denún- cia anônima formulada contra o impetrante. Logo após foi deter- minado o seu afastamento, por 10 dias, prorrogados por igual prazo pelas Portarias nº____________ .De ambos os atos teve o servidor ciência imediata. No dia ___________, o impetrante foi notificado através do Ofício nº___________ da instauração de sindicância e deter- minado seu comparecimento perante a comissão de Sindicância para tratar de assuntos de seu interesse e tomar ciência dos fa- tos narrados na investigação realizada e dos documentos já pro- duzidos. Logo no dia seguinte, o servidor prestou esclarecimen- tos, limitando-se a responder às indagações feitas pelo Presi- dente da Comissão de Sindicância, uma vez que não foi faculta- da, a palavra aos outros membros para realizar quaisquer inda- gações. Já em ___________(data), o impetrante foi notificado da instauração de Inquérito Administrativo / Processo Administrativo Disciplinar, pela Portaria nº__________ contra ele e contra seu colega Matias da Silva, e do afastamento de ambos, preventiva- 22 mente, por 60 dias. No dia __________, o impetrante requereu ao Presidente da Comissão de Inquérito , cópia do processo administrativo em curso, sendo o pedido negado verbalmente sob justificativa de que o acesso aos autos somente poderia ocorrer após o oferecimento da defesa por razões de sigilo do Processo Disciplinar. Somente no dia _____________ foi entregue ao impetrante cópia dos au- tos, liberada pelo Presidente da Comissão, começando na mes- ma data a correr o prazo para defesa, estipulada em 10 dias. A defesa foi apresentada em ____________(data), tendo em vista o feriado do dia __________(data), em 15 laudas, e com o requerimento de produção de provas testemunhais em número de quatro e juntada de documentos. Em ___________, o impetrante foi notificado de que no dia imediatamente posterior estaria sendo realizada a audiência de inquirição das testemunhas de defesa. Foram inquiridas as testemunhas, oportunidade em que foi requerida pelo impetrante a oitiva de uma outra testemunha, o chefe do departamento pes- soal, com vistas à demonstração da verdade real, o que foi inde- ferido. No dia ____________, a Comissão de Inquérito Admi- nistrativo, apresentou o seu relatório imputando ao impetrante a prática dos seguintes ilícitos administrativos, ausentar-se do ser- viço durante o expediente sem autorização do superior e não aten- 23 der à solicitação da administração para atualização de seus da- dos cadastrais, pugnando pela aplicação da penalidade de de- missão. A autoridade julgadora acolheu as conclusões da Comis- são de Inquérito Administrativo, expedindo Portaria de demissão do impetrante em _______________, não obstante o impetrante jamais ter sofrido qualquer punição disciplinar. III - DO DIREITO O impetrante era servidor concursado estável do municí- pio desde 1989, diga-se ainda que foi aprovado em primeiro lu- gar no concurso público para o cargo de digitador. O Art. 41, § 1º, I, II, III da CRFB determina: “São estáveis após 3 anos de efetivo exercício, os servidores nomeados para cargo de provimento efe- tivo, em virtude de concurso público.” Assim comprovada está sua estabilidade uma vez que já cumpriu o estágio probatório de 3 (três) anos. Vem ainda contrariando o art. 144 da lei 8.112/90 que rege a matéria, uma vez que a denúncia contra o impetrante foi feita por carta anônima. 24 “As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formula- das por escrito, confirmada a autenticidade”. Portanto, nulo é, de pleno direito, todos os atos, desde o início, mediante tal arbitrariedade, pois a denúncia originária do Inquérito Administrativo se amparou em uma carta anônima. A jurisprudência dispõe de caso semelhante já julgado pelo STJ, a saber: Acórdão: ROMS 1278/RJ; RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA (1991/0018676-7)Fonte: DJ/ DATA: 10/03/1993 Órgão Julgador: T2- SEGUNDA TURMA EMENTA:ADMNISTRATIVO. INSTAURAÇÃO DE INQUÉ- RITO, MEDIANTE DENÚNCIA ANÕNIMA. POSSIBILIDA- DE. ANISTIA. NÃO CARACTERIZAÇÃO. I – A instauração de Inquérito Administrativo, ainda que re- sultante de denúncia anônima, não encerra, no caso, qual- quer irregularidade. II- Não havendo ainda contra o impetrante qualquer san- ção administrativa, não há cogitar-se da anistia prevista no art. 29 do ADCT da Constituição do Estado do Rio de Ja- neiro. III- Recurso Ordinário Desprovido. 25 M.M. Juiz, o que mais causa surpresa é verificar que o re- latório que imputa ao impetrante os seguintes ilícitos adminis- trativos: ausentar-se do serviço durante o expediente sem autori- zação do superior e não atender a solicitação da administração para atualização de seus dados cadastrais, proibições contidas no art. 117, I e XIX da lei 8.112/90; pugnou a Comissão pela aplicação da penalidade de demissão do impetrante, quando diz a Lei: As penas disciplinares no nosso Direito Administrativo Federal são de seis espécies, enumerando-se nesta ordem cres- cente de gravidade: 1) advertência; 2) suspensão: 3) demissão; A apuração regular da falta disciplinar é indispensável para a legalidade da punição interna da Administração. O discri- cionário do poder disciplinar não vai ao ponto de permitir que o superior hierárquico puna arbitrariamente o subordinado. Deverá em primeiro lugar, apurar a falta, pelos meios legais compatíveis com a gravidade da pena a ser imposta, dando-se oportunidade de defesa ao acusado. Sem o atendimento desses dois requisi- tos, a punição será arbitrária e não discricionária, e, como tal, ilegítima e invalidável pelo judiciário, por não seguir o devido pro- cesso legal – due process of law -, de prática universal nos pro- cedimentos punitivos acolhidos pela nossa Constituição (Art. LIV e LV) e pela nossa Doutrina. Daí o cabimento de Mandado de Segurança contra ato disciplinar (Lei 1.533/51, art. 5º, III). Absurdamente, a autoridade julgadora acolheu as con- clusões da Comissão de Inquérito, expedindo portaria de demis- são do impetrante em 21 de novembro de 2005. Não obstante o 26 impetrante ter sofrido jamais qualquer punição disciplinar, o que comprova que não foi em momento algum observado o disposi- tivo da Lei 8.112/90, assim aplicando sanção não adequada ao caso da conduta leve praticada servidor, que seria apenas uma advertência, se a tivesse cometido. Segundo a moderna Doutrina Francesa, hoje aceita pe- los nossospublicistas e pela nossa jurisprudência, todo ato ad- ministrativo é inoperante, quando o motivo invocado é falso ou inidôneo, vale dizer, quando ocorre inexistência material ou inexistência jurídica dos motivos. Esses motivos, na expressão de Jèze, devem ser “materialmente exatos e juridicamente fun- dados”. Tal teoria tem inteira aplicação ao ato disciplinar que é espécie do gênero – ato administrativo. Haveria forma condizente para punir o impetrante de acor- do com a falta cometida com um simples termo de declaração que, segundo a doutrina, é forma sumária de comprovação de faltas menores de servidores através de tomada de se depoi- mento que, em si, já é defesa sobre irregularidade que lhe é atri- buída e, se confessada, servirá de base para punição cabível. Esse meio sumário evita demoradas sindicâncias e pro- cessos sobre pequenos deslizes funcionais que devam ficar documentalmente comprovados para imediata punição ou para atestar futuras reincidências do servidor. Se o inquirido negar a falta, haverá a necessidade de processo administrativo discipli- nar para legitimar e comprovar a punição, assim ensina o Profes- 27 sor Hely Lopes Meirelles em Direito Administrativo Brasileiro, V – Poder Disciplinar. Passados 5 dias, o impetrante já estava notificado da instauração de inquérito e afastado preventivamente por 60 dias. Inconformado, o impetrante requereu ao Presidente da Comis- são a cópia do processo administrativo e, mais uma vez, teve sua defesa cerceada com a negativa verbal do Presidente da Comissão, justificando sigilo do processo disciplinar, observe-se, contra ele mesmo. Somente um mês após foi entregue ao impetrante a cópia dos autos começando na mesma data a cor- rer o prazo para sua defesa, estipulado em 10 dias. Mesmo assim, na ânsia de comprovar sua inocência, o impetrante apresentou sua defesa dentro do prazo estipulado pela Comissão, requerendo produção de prova testemunhal e juntada de documentos com base no art. 156 da lei 8.112/90, que assim rege: “É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de procurador, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e for- mular quesitos, quando se tratar de prova pericial”. Continuou o impetrante afastado de suas funções e, so- mente quase dois meses depois, foi notificado que no dia se- guinte haveria audiência de inquirição de suas testemunhas de defesa, oportunidade em que o impetrante requereu a oitiva do chefe de departamento de pessoal como testemunha de primor- 28 dial importância diante dos fatos que lhe estavam sendo imputa- dos. O que, inusitadamente, lhe foi indeferido. Procedimento este coercivo e abusivo, violando a ampla defesa do impetrante, seu relevante interesse de evitar a lesão difícil e de incerta reparação a que está sendo submetido. Vicente Greco Filho sintetiza o princípio de maneira bem prática e simples: “O contraditório se efetiva assegurando-se os seguintes elementos: a) o conhecimento da demanda por meio de ato formal de citação; b) a oportunidade, em prazo razoável, de se contrariar o pedido inicial; c) a oportunidade de produzir prova e se manifestar sobre a prova produzida pelo adversário; d) a oportunidade de estar presente a todos os atos processuais orais, fazendo consignar as observações que desejar; e) a opor- tunidade de recorrer da decisão desfavorável.” A Ampla Defesa “não é uma generosidade, mas um inte- resse público. Para além de uma garantia constitucional de qual- quer país, o direito de defender-se é essencial a todo e qualquer Estado que se pretenda minimamente democrático”. Alexandre Moraes preleciona que, embora no campo administrativo, não exista necessidade de tipificação estrita que subsuma rigorosamente a conduta à norma, a capitulação do ilícito administrativo não pode ser tão aberta a ponto de impossi- bilitar o direito de defesa, pois nenhuma penalidade poderá ser imposta, tanto no campo judicial, quanto nos campos administra- tivos ou disciplinares, sem a necessária amplitude de defesa. 29 Paulo Tadeu Rodrigues Rosa1 assevera que “A Lei existe para ser cumprida e observada, e quando esta é violada surge para o Estado o direito de punir o infrator, que poderá ter o seu jus libertatis cerceado, ou ainda perder os bens que conquistou no decorrer da vida. Mas, o direito de punir, jus puniendi, pressu- põe o direito de defesa que deve ser amplo e irrestrito. A Consti- tuição Federal no art. 5.º, LV, assegura aos acusados e ao liti- gantes em geral, em processo judicial ou administrativo, o direito a ampla e contraditório, com todos os recursos a ela inerentes. Apesar da clareza do Texto Constitucional, e da sua auto- aplicabilidade, norma de eficácia plena, alguns administradores ainda insistem em não lhe dar cumprimento. Vasta jurisprudência consagra casos semelhantes em julgados pelo STF: 39002169 – CONCURSO PÚBLICO – ANULAÇÃO – DE- MISSÃO DE SERVIDORES ESTÁVEIS SEM OBSERVÂN- CIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL – Ausência do con- traditório e da ampla defesa – Ato arbitrário e ilegal do Che- fe do Executivo – Segurança concedida para recondução dos servidores a seus cargos de origem com todas as van- tagens. (TJMG – AC 118.634/5 – 2ª C. Cív. – Rel. Des. Sérgio Lellis Santiago – J. 30.03.1999) 801624 – MANDADO DE SEGURANÇA – SERVIDOR 1 Op.cit.p.55. 30 PÚBLICO CONCURSADO E ESTÁVEL – SINDICÂNCIA INSTAURADA SEM QUE FOSSE CON- SIGNADA A POSSIBILIDADE DE DEMISSÃO – ILE- GALIDADE DO ATO – LEI Nº 759/90 – ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS MUNICIPAIS DE SEARA – SEGURANÇA CONCEDIDA – REMESSA DESPROVIDA – Configura ilegalidade a aplicação de pena de demissão a servidor público concursado e estável, após sindicância cuja portaria não consignou esta hipótese, não se-lhe propiciando deste modo o contraditório e ampla defesa. Além disto, a Lei Munici- pal de Seara nº 759 de 14.12.1990 prevê em seu art. 193 que da sindicância somente poderia resultar o “I – o arquivamento do processo”, “II – a aplicação de pe- nalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trin- ta) dias” ou “III – a instauração de processo discipli- nar”. (TJSC – AC em mandado de segurança 96.001254-0 – 2ª C.C.Esp. – Rel. Des. Nelson Schaefer Martins – J. 19.06.1997) Sendo o relatório a síntese do apurado no processo, é apenas peça informativa e opinativa, não tendo efeito vinculante. Daí porque pode a autoridade julgadora divergir tanto das con- clusões quanto das sugestões do relatório sem qualquer ofensa ao interesse público ou ao direito das partes, fundamentando sua decisão em elementos existentes no processo ou na insuficiên- cia de provas para uma decisão punitiva ou, mesmo, deferitória ou indeferitória da pretensão postulada. 31 Vejamos ainda o que continua a ensinar Hely Lopes Meirelles2: “O essencial é que a decisão seja motivada com base na acusação, na defesa e na prova, não sendo lícito a autoridade julgadora argumentar com fatos estranhos ao processo ou silenci- ar sobre razões do acusado, porque isto equivale a cerceamento de defesa e conduzirá à nulidade do julgamento, que não é discri- cionário mas vinculado ao devido processo legal.” 815759 – MANDADO DE SEGURANÇA – ATO ADMINIS- TRATIVO PRATICADO COM CARÁTER DISCIPLINAR – PODER DISCRICIONÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO – ADMISSÍVEL O CONTROLE JUDICIAL DE LEGALIDADE – CABIMENTO DO WRIT – O ato administrativo praticado com caráter disciplinar, ainda que inerente ao poder discri- cionário da administração, é passível de apreciação jurisdicional para o exercício do controle de legalidade, via mandado de segurança. SERVIDOR PÚBLICO MUNICI- PAL – REINTEGRAÇÃO – DEMISSÃO INOCORRENTE – IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO – A reintegra- ção é a recondução do servidor demitido ao cargo que ocu- pava, desde que reconhecida, por decisão judicial, a ilega- lidade de sua demissão. Não tendo sido demitido o servi- dor, torna-seimpossível seu pedido reintegratório. SERVI- DOR PÚBLICO MUNICIPAL – SUSPENSÃO DOS VENCI- MENTOS – PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR EM CURSO – INADMISSIBILIDADE – Não pode a admi- nistração pública municipal suspender o pagamento dos vencimentos de seu servidor, antes de concluído o respec- tivo processo administrativo disciplinar que apura sua res- ponsabilidade por falta cometida. (TJSC – AC-MS 96.008409- 2 Op.cit.p.37. 32 6 – SC – 2ª C.Cív.Esp. Rel. Des. Nilton Macedo Machado – J. 06.08.1998) Diante da Carta Magna, da Doutrina e da Jurisprudên- cia aqui expostas e demais matérias reguladoras da espécie, cla- ros estão os atos abusivos e ilegais que sofre o impetrante. Mostram os fatos e provados estão, que houve abuso de autoridade além de omissão do julgador que não se preocupou da obrigação de analisar as provas tendo a prerrogativa de dis- cordar e desprezá-las, evitando os danos causados ao impetrante e sua família, com quem tem toda responsabilidade financeira. Manifesto está o perigo do dano patrimonial, moral e a necessidade “in continenti” do pedido. IV – LIMINAR ISTO POSTO, o impetrante requer a V. Exª. deferir a se- gurança LIMINARMENTE INALDITA ALTERA PARTS, ante a ofen- sa ao direito líquido e certo e o perigo da demora. O “fumus boni iuris” apresenta-se fartamente demons- trado pelo impetrante nos autos, onde se comprova a existência do direito incontestável, líquido e certo, requerido. 33 O “periculum in mora” é fato indiscutível, questão de vida e sobrevivência familiar ameaçada que está, mais ainda será pela demora na prestação jurisdicional. V - DO PEDIDO Requer-se: A nulidade total do processo administrativo instaurado con- tra o impetrante; Que seja deferida a LIMINAR INALDITA ALTERA PARTS, a imediata reintegração ao cargo do impetrante, assim como o pagamento das verbas remuneratórias desde a data da impetração deste mandado e o deferimento definitivo da presen- te segurança confirmando a liminar deferida. Que seja notificada a autoridade coatora para que preste informações; Que seja concedido o benefício da gratuidade da justiça, abrangendo também a autenticação dos documentos. Após, dando vistas ao Douto Ministério Público, para manifestar-se. 34 Tudo por medida da mais relevante JUSTIÇA! Dá-se à causa, o valor de R$___________(valor para fins de alçada) Termos em que Pede Deferimento (Data, Cidade) ________________ Advogado OAB nº 35 5.9.2. AÇÃO POPULAR EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAZENDA PÚ- BLICA ESTADUAL DA COMARCA DE ......................... (AUTOR)................., brasileiro, solteiro, advogado, ins- crito na OAB/... sob o nº ............, estabelecido profissionalmente à Rua ..............., onde recebe as intimações de estilo, advogan- do em causa própria, vem, ante a ínclita presença de V. Exa., com fundamento nos arts. 5º, LXXIII e 73, § 1º, I ambos da Cons- tituição Federal e art. 28, § 1º, I da Constituição Estadual, propor AÇÃO POPULAR contra ato que contraria a moralidade administrativa, pra- ticado pelo Tribunal Pleno do TRIBUNAL DE CONTAS DO ES- TADO DE ..................., pelas razões de fato e de direito a seguir aduzidas: I - DOS FATOS Os Tribunais de Contas dos Estados são formados por sete conselheiros, conforme reza o art. 75, § único da Constituição Federal. 36 Conforme reiteradas decisões do Supremo Tribunal Fe- deral, quatro conselheiros devem ser nomeados pela Assembléia Legislativa e três pelo Governador do Estado, sendo que um é de sua livre escolha, um dentre auditores do Tribunal de Contas e um dentre membros do ministério público do mesmo órgão, estes dois últimos escolhidos por lista tríplice elaborada pelos respectivos órgãos. A Constituição Estadual, por sua vez, prevê que a sexta vaga deverá ser escolhida pelo Governador, em lista tríplice den- tre os auditores do Tribunal de Contas do Estado, obedecendo o critério de antigüidade e merecimento. Referida lista deve ser elaborada por este órgão. Entretanto, o art. 73, § 1º da Constituição Federal e o art. 28, § 1º, I da Constituição Estadual prevêem alguns requisitos inerentes a pessoa do futuro conselheiro. Entre eles prevêem que a pessoa a ser nomeada deve ter mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta e cinco anos de idade. Ocorre que o auditor ........(nome).................., nascido em ..../..../....... (Certidão de Nascimento em anexo), possui sessen- ta e cinco anos completos, não podendo, destarte, compor a refe- rida lista tríplice por não atender o requisito imposto tanto pela Constituição Federal quanto pela Constituição Estadual, qual seja, possuir menos de sessenta e cinco anos de idade. 37 Mesmo assim, o Tribunal de Contas do Estado de ..........., em sessão plenária (Ata nº ..., de .... de .......... de ......., doc. 04 em anexo), elaborou lista tríplice constando o nome do referido Audi- tor, em total desarmonia com os dispositivos constitucionais apon- tados. Assim, em decorrência da inobservância do princípio da moralidade administrativa, que enseja a propositura da presente Ação Popular, aliado ao prescrito no art. 74, § 2º da Constituição Federal, o Autor pretende seja declarada nula a indicação do auditor ..........(nome)....... na lista tríplice elaborada pelo Tribunal de Contas do Estado de ............ II – DO DIREITO 2.1. DO CABIMENTO DA AÇÃO POPULAR A Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, LXXIII, alargou as hipóteses do cabimento da ação popular previsto em constituições anteriores. Assim, também, enseja a referida ação a inobservância do princípio da moralidade administrativa, senão vejamos: “LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para pro- por ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambi- ente, e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judi- ciais e do ônus da sucumbência.” (grifou-se) 38 Dessa sorte, salta aos olhos que qualquer ato administra- tivo que contrarie a moralidade administrativa está sujeito a ser impugnado por qualquer cidadão através de Ação Popular. Ora, o desrespeito às Constituições Federal e Estadual é ato de extrema imoralidade haja vista que esta é o alicerce de todo ordenamento jurídico pátrio. Aliás, o Supremo Tribunal Federal já teve a oportunidade de declarar o cabimento de Ação Popular, por infrigência à moralidade administrativa, contra ato de nomeação de conselheiro do Tribunal de Contas sem a observância dos re- quisitos do art. 73, § 1º da Constituição Federal de 1988: “TRIBUNAL DE CONTAS. NOMEAÇÃO de seus membros em Estado recém-criado. Natureza do ato administrativo. Parâmetros a serem observados. AÇÃO POPULAR desconstitutiva do ato. TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO TOCANTINS. PROVIMENTO DOS CARGOS DE CONSELHEIROS. A no- meação dos membros do Tribunal de Contas do Estado recém-criado não é ato discricionário, mas vinculado a de- terminados critérios, não só estabelecidos pelo art. 235, III, das disposições gerais, mas também, naquilo que couber, pelo art. 73, § 1º, da CF. NOTÓRIO SABER – Incisos III, art. 235 e III, § 1º, art. 73, CF. Necessidade de um mínimo de pertinência entre as qualida- des intelectuais dos nomeados e o ofício a desempenhar. Prece- dente histórico: parecer de Barbalho e a decisão do Senado. 39 AÇÃO POPULAR. A não observância dos requisitos que vinculam a nomeação, enseja a qualquer do povo sujeitá-la à cor- reção judicial, com a finalidade de desconstituir o ato lesivo à moralidade administrativa. Recurso Extraordinário conhecido e provido para julgar procedente a ação.” (RE nº 167.137-8, rel. Min. Paulo Brossard, unânime, j. em 18.10.94, DJ 25.11.94) (grifou-se)(acórdão em anexo, doc. 05) Assim, resta demonstrado o cabimento da presente Ação Popular para desconstituição do ato administrativo do Tribunal de Contas de elaborar lista tríplice com Auditor que não cumpre os requisitos previstos na Constituição Federal. O art. 73, § 1º da Carta Magna estabelece alguns requisitos para a nomeação de Ministro do Tribunal de Contas da União, repetidos pelo art. 28, § 1º da Constituição do Estado de ............ no caso de nome- ação para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de ............... Cumpre trazer à baila referido dispositivo: “Art. 73. (...) § 1º. Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: I – mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cin- co anos de idade; II – idoneidade moral e reputação ilibada 40 III – notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, eco- nômicos e financeiros ou de administração pública; IV – mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija conhecimen- tos mencionados no inciso anterior.” Ora, Exa., (colocar fundamentações plausíveis do caso concreto). Assim, como o requisito imposto pela Constituição é o de possuir menos de sessenta e cinco anos de idade, o referido Auditor, por ter completado a idade limite, não pode, nos termos do dispositivo citado da CF, ser nomeado para o cargo de Conse- lheiro do Tribunal de Contas deste Estado. Relevante colacionar decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal neste sentido: “CONSTITUCIONAL. ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA ESTA- DUAL: MESA DIRETORA: RECONDUÇÃO PARA O MES- MO CARGO. Constituição do Estado de Rondônia, art. 29, inc. I, alínea b, com redação da Emenda Const. Estadual nº 3/92 C.F., art. 57, § 4º. TRIBUNAL DE CONTAS: CONSELHEIRO: NOMEAÇÃO: REQUISITO DE CONTAR MENOS DE SESSENTA E CINCO ANOS DE IDA- DE. Constituição do Estado de Rondônia, art. 48, § 1º, I, com a redação da Emenda Const. Estadual nº 3/92. C.F., art. 73, § 1º, I. 41 I – A norma do § 4º do art. 57 da C.F. que, cuidando da eleição das mesas das casas legislativas federais, veda a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamen- te subsequente, não é de reprodução obrigatória nas Cons- tituições dos Estados-membros, porque não se constitui num princípio constitucional estabelecido. II – Precedente do STF: Rep 1.245-RN, Oscar Corrêa, RTJ 119/964. III – Os requisitos para nomeação dos membros do Tribu- nal de Contas da União, inscritos no art. 73, § 1º, da C.F., devem ser reproduzidos, obrigatoriamente, na Constituição dos Estados-membros, porque são requisitos que deverão ser observados na nomeação dos conselheiros dos Tribu- nais de Contas dos Estados e dos Conselhos de Contas dos Municípios. C.F., art. 75. IV – Ação direta de inconstitucionalidade julgada proceden- te, em parte.” (ADIN nº 793-9, Rondônia, Rel. Min. Carlos Velloso, j. em 03.04.97, unânime, DJ 16.05.97) (acórdão em anexo, doc. 06) Ora, o STF, através de ação direta de inconstitucionalidade, afastou a possibilidade de nomeação de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia sem a observância do limite de idade imposto pela Constituição Fe- deral em caso análogo ao ora posto em discussão. De sorte que não restam dúvidas que referido limite há que ser observado para a citada nomeação em qualquer dos Estados-membros. 42 . Conclui-se, pelo até aqui exposto, que se o Governador não pode nomear quem não possui os requisitos do art. 73, § 1º da Constituição Federal (art. 28, § 1º, I da CE), o Tribunal de Contas, também, não pode indicar quem não atende aos requisi- tos em evidência. É de clareza meridiana a imoralidade adminis- trativa praticada por este Tribunal através do ato administrativo de indicação em lista tríplice de Auditor que não preenche os requisitos impostos pela Magna Carta. Isto porque, repita-se, conforme decisão do STF, referidos requisitos são de observân- cia obrigatória pelos Estados. É notório que os Tribunais pátrios vêm reconhecendo que para o acesso ao Tribunal de Justiça os nomeados possam ter idade superior à sessenta e cinco anos de idade. Entretanto, a forma de acesso à esse Tribunal é regulada pela Constituição Federal de 1988 de forma diferente do Tribunal de Contas, con- forme restará demonstrado. A primeira questão funda-se no art. 93, VI da CF que prescreve que um magistrado só pode aposentar-se no cargo depois de cinco anos de exercício efetivo no cargo. Assim, discu- tia-se se poderia alguém ser nomeado Desembargador com ida- de superior a sessenta e cinco anos de idade, e depois cair na aposentadoria compulsória (70 anos) antes de completar os cin- co anos no cargo que lhe daria o direito de aposentar-se com as vantagens do cargo de Desembargador. Vale ressaltar que, não existe impedimento constitucional 43 expresso impedindo que maior de sessenta e cinco anos possa ser nomeado Desembargador. Inexiste, tanto no corpo da Cons- tituição Federal quanto no texto da Constituição Estadual, qual- quer dispositivo que proíba a nomeação de Desembargador com idade superior à referida. Dessa sorte, conforme já mencionado, os Tribunais vêm reconhecendo, acertadamente, a possibilidade de acesso aos Tribunais de Justiça de pessoa com idade superi- or a sessenta e cinco anos de idade. A segunda questão tem pertinência com a primeira uma vez que o acesso ao cargo de Desembargador dá-se por provi- mento derivado, ou seja, por promoção. Assim, não é de admitir- se que uma pessoa com mais de sessenta e cinco anos de idade seja obstada de ocupá-lo somente por não poder aposentar-se com as vantagens do cargo em referência. Relevante reafirmar que a Constituição Federal não prescreve, expressamente, que o candidato a Desembargador possua menos de sessenta e cin- co anos de idade. Entretanto, assim não ocorre em relação ao acesso ao Tribunal de Contas por dois motivos constitucionalmente postos, quais sejam: a) o cargo de conselheiro não é de carreira e b) a Constituição expressamente prescreve que o conselheiro deve possuir menos de sessenta e cinco anos de idade. De acordo com o voto do Ministro Nery da Silveira, no RE 179.461-5: “Estabelece, de outra parte, a Constituição, no inciso I do § 2º do art. 73, que um terço dos integrantes da Corte 44 mencionada será escolhido pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal, o que significa serem três dos nove membros indicados ao Senado pelo Chefe do Poder Exe- cutivo, sendo um, livremente, bastante atenda aos requisitos do § 1º do art. 73, e dois outros que além de satisfazerem a esses mesmos requisitos deverão pertencer, conforme exigência cons- titucional, a uma das duas áreas de recrutamento: ou ao quadro de auditores da Corte, ou ao Ministério Público junto ao Tribunal” Outro argumento que pouco merece consideração é o de que, como a Constituição Estadual equiparou o Auditor à Juiz de terceira entrância, aquele seria cargo de carreira como este. Entretanto, assim não é. Ocorre que o Juiz tem previsão expres- sa na Constituição sobre sua carreira. Ao contrário do auditor que, simplesmente, é citado como cargo isolado na Lei Maior. Corroborando esta assertiva, reitera-se que o STF já se pronun- ciou várias vezes acerca da não existência de carreira que inicia- se como Auditor e termina-se como Conselheiro. III – DA TUTELA ANTECIPATÓRIA Em razão do não cumprimento dos requisitos expressos no art. 73, § 1º da Constituição Federal (art. 28, § 1º da CE) pelo Tribunal de Contas do Estado de ................ no ato de elaborar a lista tríplice referida e, destarte, da inobservância do princípio da moralidade que dá ensejo a propositura da presente ação Popu- lar, como exaustivamente demonstrou-se nesta peça, não resta outra alternativa ao Autor senão requerer a TUTELA JURISDICIONAL ANTECIPADA. 45 O art. 273 doCódigo de Processo Civil, com a nova reda- ção que lhe foi dada pela Lei nº 8.952, de 13.12.95, instituiu a ante- cipação da tutela, desde que preenchidos os pressupostos elencados no caput e incisos do referido artigo, os quais são: Prova inequívoca e verossimilhança da alegação, e: Fundado receio de dano irreparável ou de difícil repara- ção; No caso em tela, verificam-se presentes todos os referi- dos requisitos para a antecipação da tutela. A prova inequívoca do direito do Autor resta presente uma vez que a Certidão de Nascimento (doc. 03) do Auditor ......(nome)........ comprova que este possui sessenta e cinco anos completos, ou seja, não cum- pre o requisito de ter idade menor à referida. Outrossim, o ato do Tribunal de Contas de fazer constar em lista tríplice o nome do Auditor em referência, também, está comprovado através da Ata nº ... de ... de ...... de ...... (doc. 04). A verossimilhança da alegação encontra-se fundamen- tada na inconstitucionalidade da indicação em lista tríplice para o provimento do cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas de quem possui idade não inferior à sessenta e cinco anos de idade em total afronta ao disposto no art. 73, § 1º, I da Constituição Federal (art. 28, § 1º, I da CE). De mais a mais, reiteradas deci- sões do STF vêm reconhecendo a necessidade da observância dos requisitos do § 1º dos dispositivos em comento, conforme exaustivamente demonstrado ao longo desta exordial. 46 Também existente o justo receio de dano irreparável ou de difícil reparação, pois o retardamento da prestação jurisdicional pretendida possibilitaria que o Governador nomeasse no cargo de Conselheiro o Auditor .....(nome)....... que não possui o requi- sito de possuir menos de sessenta e cinco anos de idade confor- me prescrevem as Constituições Estadual e Federal. Por outro lado, o Superior Tribunal de Justiça vem enten- dendo que empossado Conselheiro de Corte de Contas, em ra- zão da vitaliciedade inerente ao cargo, este ato administrativo só pode ser anulado depois de transitado em julgado a Ação que visa a desconstituição do referido ato. Dessa sorte, caso a referida Tutela não for concedida, a presente Ação perderá o objeto uma vez que, em razão do gran- de número de demandas judiciais aliado ao reduzido número de Juizes que possuímos neste país, referida Ação levará no míni- mo cinco anos para transitar em julgado. Relevante ressaltar que a imprensa deste Estado vem divulgando que o chefe do Executivo .....(do Estado)............ deve nomear o .....(nome)....... para o cargo de Conselheiro do Tribu- nal de Contas (doc. 12). De sorte que o dano de difícil reparação resta comprovado vez que se não concedida a tutela em comento o Governador poderá nomear o referido Auditor em total arrepio às Constituições Federal e Estadual. 47 IV – DO PEDIDO Em razão do acima exposto, o Autor requer o que se se- gue: A concessão de TUTELA ANTECIPATÓRIA nos termos do art. 273 do Código de Processo Civil, sem a audiência das partes contrárias, para seja declarada nula a Ata nº .... de .... de ............ de ......... da sessão extraordinária do Tribunal Pleno do Tribunal de Contas do Estado de ......... e, destarte, seja o Governador do Es- tado de .......... impedido de nomear o Auditor ......(nome).......... na vaga de Conselheiro daquele Tribunal, vez que presentes estão os requisitos da tutela invocada. A citação do Tribunal de Contas do Estado de ............ es- tabelecido na ....(endereço).................., na pessoa de seu Presi- dente, para responder a presente ação sob pena de presumirem- se verdadeiros os fatos alegados. A citação dos Conselheiros que votaram para a elabora- ção da lista tríplice em questão como Litisconsortes Passivos Necessários: os Srs. .......(nomes).............., nos endereços de seus domicílios profissionais no Tribunal de Contas do Estado de .........., localizado à ....(endereço)............, nesta Capital, para responde- rem a presente ação sob pena de presumirem-se verdadeiros os fatos alegados. A citação do Governador do Estado de ............, Sr. ..........., 48 representado pelo Procurador Geral do Estado de ..........., como litisconsorte passivo necessário, na Procuradoria Geral do Esta- do de .........., situada à .......(endereço)............... Seja ouvida a representação de Ministério Público, na forma prevista em lei. Seja fornecida pelo Tribunal de Contas do Estado de ............ cópia autenticada atestando a semelhança com a origi- nal da Ata nº ..... de ..... de .............. de ......... da sessão extraor- dinária do seu Tribunal Pleno, como faculta o art. 7º, I, “b” da Lei 4.717/65 (Lei da Ação Popular). Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos. Ao final, seja confirmada a Tutela Antecipatória, decla- rando definitivamente nula a Ata nº ..... de ... de ......... de .......... da sessão extraordinária do Tribunal Pleno do Tribunal de Con- tas do Estado de ........ e, destarte, seja o Governador do Estado de ........ impedido de nomear o Auditor ....(nome)...... na vaga de Conselheiro daquele Tribunal, em razão dos vícios apontados nesta exordial. Dá-se a presente causa o valor de R$ 100,00 (cem reais) para efeitos legais. 49 Termos em que, P.Deferimento, Local data Advogado (OAB) 50 5.9.3. AÇÃO CIVIL PÚBLICA EXECENTÍSSIMO SR. DR. JUIZ DA ______ VARA CÍVEL DA COMARCA DE _________ Autos nº: O representante do Ministério Público, com fundamen- to no art.5° da Lei n°7347, de 24.07.1985, vem, à presença de V. Exa., propor AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE RESPONSABILIDADE em face de ____________________, empresa com sede à Rua _______, nº _______, Bairro _______, Cidade ________, Cep. _________, no Estado de __________, pelos motivos de fato e de direito que passa a expor: DOS FATOS: Comentário: deve expor os fatos que ocasionaram o dano e o prejuízo ao meio ambiente, patrimônio histórico ou outra cau- sa prevista na Lei. DO DIREITO: Comentário: Deve expor os fundamentos jurídicos e a 51 jurisprudência que abarcam a tese. Pelo exposto, REQUER: A citação da Requerida, na pessoa de seu representante legal______, para responder, sob pena de revelia, aos termos da presente ação, que visa1 à obrigação de não fazer a obra indicada no item_______. Sejam liminarmente e por cautela suspendidos ______________(objeto da ação) Seja a Requerida, a final, con- denada a abster-se da realização do ato danoso aos interesses da comunidade e a pagar as custas e honorários de advogado. Protesta provar por todos os meios de provas admitidos em direito. Dá-se à causa o valor de R$___________________ Termos em que P.Deferimento (Local, Data) __________________ Assinatura do MP 52 5.9.4. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL EX.MO. SR. DR. JUIZ FEDERAL DA ............. VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ............. ............(Nome) empresa comercial, domiciliada nesta ci- dade, na rua ..............................., inscrita no CGC/MF sob o n.º ..................., por seu procurador infra-assinado, vem, respeito- samente, propor contra o Instituto Nacional do Seguro Social, autarquia federal, com Superintendência neste Estado, na ........................., a presente Ação Anulatória de Débito Previdenciário, o que faz com respaldo no art. 38, da Lei n.º 6.830/ 80 e no art. 282, do Código de Processo Civil, mediante os se- guintes fatos e fundamentos: DOS FATOS Em ......., através da Notificação Fiscal n.º ......., a fiscali- zação do Réu autuou a Autora pelo não-recolhimento de contri- buições previdenciárias, referentes ao período de ....... a ......., relativas à filial sediada em ......... Neste sentido, entendeu a fiscalização do Réu que a re- ferida filial não poderia contar com o trabalho de apenas um empregado, o que levou a presumir a existênciade outro, cujo salário foi estipulado em um mínimo regional. Destaca-se que, a 53 Autora defendeu-se, em tempo próprio, na esfera administrativa, sendo-lhe desfavorável a decisão de primeiro grau, de que não foi cientificada, a fim de interpor recurso. Notadamente a Autora notificada, administrativamente, para recolher o débito, sob pena de cobrança judicial. DO DIREITO Consoante reiterada jurisprudência, a conclusão regular do processo administrativo é pressuposto para a inscrição da dívida previdenciária A contribuição previdenciária estava sujeita ao prazo de decadência de cinco anos, previsto no art. 173, do Código Tributário Nacional. Registra-se que, o lançamento da contribuição previdenciária, conforme majoritárias doutrina e jurisprudência, não pode ser feito presuntivamente. Assim, assiste razão aos entendimentos jurisprudenciais e a este pedido, pois a contribui- ção previdenciária cobrada pelo Fisco, sem estar relacionada a empregado identificado, importa em locupletamento ilícito da Pre- vidência Social. Conclusão Inexistente a oportunidade de recorrer da decisão admi- nistrativa, nulo é o processo instaurado e todos os atos dele de- correntes, inclusive a inscrição da dívida previdenciária. Estan- do o período cobrado atingido pela decadência, eis que decorri- dos mais de cinco anos do início do lançamento, indevida é a 54 contribuição cobrada. “Ad argumentandum tantum”, não houvesse a decadência, indevida é a exigência fiscal na ausência do necessário suporte fático: a prova do exercício de atividade profissional remunerada, que o Fisco não pode presumir. Pelo exposto, requer se digne determinar a citação do réu para os termos da presente ação e para que a conteste em 60 dias, com as advertências legais (CPC, art. 285), e, a final, seja declarado nulo o débito inscrito e indevidas as contribuições previdenciárias cobradas, condenando-se o réu nas custas pro- cessuais e honorários de advogado, fixados judicialmente. Requer, ainda, se digne Vossa Excelência autorizar o depósito prévio do montante da dívida fiscal, atualizada, para os efeitos da lei n.º 6.830/80, art. 33, e a produção das provas teste- munhal e documental, se necessárias, protestando pela produ- ção de quaisquer outras permissíveis em Direito, bem como a interveniência do Ministério Público na ação.10 Dá à causa o valor de R$ __________________ P.Deferimento. Data e assinatura. _________________________ ADVOGADO - OAB Nº: 55 5.9.5. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELA- ÇÃO JURÍDICO - TRIBUTÁRIA EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA _____ VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE __________. (Qualificação da empresa), sediada na Rua____________, por meio de seu advogado vem, à presença de Vossa Excelência, com fulcro no art. 4º, I, combinado com os artigos 273 e 282, todos do CPC, propor: AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICO -TRIBUTÁRIA com pedido de TUTELA ANTECIPA- DA em face da União, de acordo com as razões de fato e de Direito a seguir expostas: DOS FATOS A Autora vem recolhendo regularmente os débitos tribu- tários referentes ao IRPJ de acordo com a legislação vigente. Entretanto, o Decreto-regulamentar nº_____ majorou as 56 alíquotas do IRPJ e determinou seu pagamento a partir da data da publicação do mencionado ato normativo. Esta exigência surpre- endeu a Autora, motivando, assim, a presente Ação. DO DIREITO De acordo com o art. 150, I, da CF/88, o qual consagra o princípio da legalidade, nenhum tributo pode ser criado ou au- mentado sem lei que o estabeleça. O art. 150, III, “b”, da CF/88 determina que nenhum tribu- to pode ser cobrado no mesmo exercício financeiro em que foi publicada a lei que o aumentou ou instituiu. Esse é o denomina- do princípio da anterioridade. (fundamentar com as disposições legais aplicáveis ao caso concreto) DA TUTELA ANTECIPADA Segundo o art. 273, do CPC, são pressupostos autorizadores da tutela antecipatória: a verossimilhança da ale- gação, em face da prova inequívoca da alegação, e o fundado receio de dano irreparável. Ora, no presente caso tem-se consta- tada a irreparabilidade do dano vez que como comprovado nos documentos o requerente está sendo majorado indevidamente pelo fisco e a maior. *Comprovar a cobrança indevida do tributo. 57 DO PEDIDO Pelo exposto, o autor requer: a) a concessão da tutela jurisdicional antecipada, de acor- do com o art. 273, do CPC, afastando, assim, a exigência quanto à majoração de alíquota do IRPJ, pois a prova inequívoca da verossimilhança do pedido e o receio de perda financeira foram demonstrados; b) o julgamento procedente do pedido, declarando-se a inexistência de relação jurídico-tributária com a União Federal, em relação à majoração da alíquota de IRPJ, em face da viola- ção dos princípios da legalidade e da anterioridade e, por fim, confirmando-se a tutela anteriormente concedida; c) a citação da União Federal para, se quiser, apresentar contestação; d) a condenação da Ré ao pagamento das custas pro- cessuais e dos honorários advocatícios; e) a produção de todos os meios de prova em direito admitidos em direito. 58 Dá-se à causa o valor de R$_______________. Nestes termos P.Deferimento (Local, data) ____________________ Advogado OAB nº