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TRABALHO DE BIOQUÍMICA Fenilcetonúria Faculdade Maurício de Nassau – Campus Dorotéias. Farmácia 2019.2 – Manhã. Professor: Daniel Soares. Equipe: • Anderson Coelho Lira. • Diego Nogueira de Brito. • Emanuelle Mably Carlos Silva. • Lorena Pereira de Oliveira. • Thalia de Melo Taumaturgo. Introdução ▪ Neste trabalho, temos a intenção de aprofundar e caracterizar o nosso conhecimento sobre a Fenilcetonúria. A fenilcetonúria é um erro inato do metabolismo, especificamente no metabolismo de aminoácidos, sendo uma doença de herança genética com característica autossômica recessiva. O diagnóstico e o tratamento da doença devem ser realizados o mais precocemente possível. Esperamos ter resultados positivos, fazendo o possível para mostrar em detalhes o assunto citado. Princípios da Fenilcetonúria ▪ A fenilcetonúria é uma doença genética, causada pela ausência ou pela diminuição da atividade de uma enzima do fígado, que transforma a fenilalanina (aminoácido presente nas proteínas) em outro aminoácido chamado tirosina. ▪ O que é fenilalanina (PHE)? É um aminoácido. Os aminoácidos são partículas que unidas formam as proteínas. Após a ingestão, a proteína é digerida (dividida) nessas partes, que são absorvidas pelo intestino. Princípios da Fenilcetonúria ▪ Diagnóstico: O diagnóstico precoce da fenilcetonúria só é possível pela realização do exame de triagem neonatal, conhecido como teste do pezinho. Este exame laboratorial é feito a partir do sangue coletado do calcanhar do recém- nascido em papel filtro, entre o 3º e o 5º dia de vida. O exame permite a suspeita do diagnóstico pela dosagem da quantidade de fenilalanina presente no sangue. Princípios da Fenilcetonúria ▪ Sintomas: Os recém-nascidos com fenilcetonúria inicialmente não apresentam sintomas, porém os sintomas surgem alguns meses depois, sendo os principais: ▪ Feridas na pele semelhante ao eczema; ▪ Odor desagradável na urina. ▪ Náusea e vômito; ▪ Comportamento agressivo; ▪ Hiperatividade; ▪ Retardo mental, geralmente grave e irreversível; ▪ Convulsões; ▪ Problemas comportamentais e sociais. Princípios da Fenilcetonúria ▪ Tratamento: O tratamento consiste em uma dieta especial que controla a ingestão de alimentos que contêm fenilalanina, não sendo permitido o consumo de alimentos ricos em proteínas como carne, ovos, leite e derivados, entre outros. ▪ Dieta: Como a fenilalanina está presente em muitos alimentos em quantidade variável, a família deve estar atenta às recomendações dos nutricionistas. Neste caso, os alimentos podem ser assim classificados: ▪ Alimentos PROIBIDOS. ▪ Alimentos CONTROLADOS. ▪ Alimentos PERMITIDOS. Princípios da Fenilcetonúria ▪ Alimentos PROIBIDOS. ▪ Alimentos CONTROLADOS. ▪ Alimentos PERMITIDOS. Contêm grandes quantidades de fenilalanina – não podem ser usados, não importa a quantidade. Contêm quantidade moderada de fenilalanina. Contêm muito pouca quantidade ou que não contêm fenilalanina. Exs: Carnes de qualquer tipo/animal. Grãos. Leite e derivados. Exs: Massas e Legumes. Vegetais e Frutas. Exs: Açúcar em geral. Dados Bioquímicos da Fenilcetonúria ▪ Tipos de Fenilcetonúria: Fenilcetonúria Clássica: A atividade da enzima fenilalanina hidroxilase é praticamente inexistente (atividade inferior a 1%) e, consequentemente, os níveis plasmáticos encontrados de fenilalanina são superiores a 20mg/dl. Fenilcetonúria Leve: A atividade da enzima é de 1 a 3% e os níveis plasmáticas de fenilalanina encontram-se entre 10 a 20mg/dl. Hiperfenilalaninemia Transitório Permanente (HPA): A atividade enzimática é superior a 3% e os níveis de fenilalaninemia encontram-se entre 4 e 10mg/dl; esta situação é considerada benigna, não ocasionando qualquer sintomatologia clínica. Dados Bioquímicos da Fenilcetonúria ▪ Quais os valores de fenilalanina no sangue recomendados para as pessoas com fenilcetonúria? (Veja o quadro abaixo): Do nascimento até 6 anos: De 7 a 10 anos: Acima de 10 anos: 120 a 360 mcmol/L (2 a 6 mg/dL) 120 a 480 mcmol/L (2 a 8 mg/dL) 120 a 700 mcmol/L (2 a 11.5 mg/dL) Fisiopatologia da Fenilcetonúria ▪ A Fenilcetonúria possui padrão de herança autossômico recessivo e menor incidência. É uma doença hereditária, ou seja, que passa de pais para filhos. O pai e a mãe devem passar o gene defeituoso para que o bebê apresente a doença. A causa genética desta doença reside numa mutação do gene pertencente ao cromossomo 12 que codifica a Fenilalanina Hidroxilase. O defeito metabólico, gerado da enzima hepática Fenilalanina Hidroxilase, leva ao acúmulo do aminoácido Fenilalanina no sangue e ao aumento da Fenilalanina e da excreção urinária de Ácido Fenilpirúvico. ▪ O excesso de fenilalanina da dieta (que não é usada para a síntese proteica) é normalmente convertido em tirosina pela fenilalanina hidroxilase, e a tetraidrobiopterina (BH4) é um cofator essencial para esta reação. Quando uma das várias mutações gênicas resulta em deficiência ou ausência da fenilalanina hidroxilase, a fenilalanina da dieta se acumula e o cérebro é o principal órgão afetado, possivelmente devido a anormalidades de mielinização. Fisiopatologia da Fenilcetonúria ▪ Se a enfermidade não for diagnosticada e tratada imediatamente após o nascimento, ocorre o comprometimento da saúde com o aparecimento de sintomas neurológicos, como por exemplo, as crises de convulsão, as quais geralmente ocorrem entre os seis e 18 meses de vida. Consequentemente mais de 99% das crianças que as apresentam PKU tornam-se deficientes mentais de grau e intensidade variáveis (de moderado a agudo) e sempre irreversível. Conclusão ▪ A fenilcetonúria deve ser diagnosticada e tratada o mais precocemente possível. O diagnóstico assim como o tratamento tardio de fenilcetonúria pode ocasionar sequelas, como distúrbios comportamentais, crises convulsivas e perda progressiva da função cerebral, bem como déficit de desenvolvimento. O teste do pezinho torna-se essencial no diagnóstico. Por fim, o conteúdo abordado no trabalho contribuiu para uma maior aprendizagem sobre a fenilcetonúria. Referências Bibliográficas ▪ NÚCLEO DE AÇÕES E PESQUISA EM APOIO DIAGNÓSTICO DA FACULDADE DE MEDICINA DA UFMG. Fenilcetonúria. Minas Gerais: 2019. ▪ SANTOS, Mikaelly Pereira; HAACK, Adriana. Fenilcetonúria: diagnóstico e tratamento, 2013. 8f. Trabalho de Conclusão de Curso - Universidade Paulista, Brasil, 2013. ▪ BITTAR, Renata Valadão. Fenilcetonúria, 2018. 2f. Trabalho de Graduação - Centro Universitário Tiradentes, Brasil, 2018. ▪ MARQUI, Alessandra Bernadete. Fenilcetonúria: aspectos genéticos, diagnóstico e tratamento, 2016. 288f. Trabalho de Conclusão de Curso. - Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Brasil, 2016.