Resumo Neuroanatomia - Angelo Machado
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Resumo Neuroanatomia - Angelo Machado


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Denilson Duarte \u2013 TXXX \u2013 Medicina UFCA 
[NEUROANATOMIA FUNCIONAL] 
 
 
[Neuroanatomia funcional] | Denilson Duarte \u2013 TXXX \u2013 Medicina UFCA 
 
1 | P á g i n a 
 
Sumário 
Filogênese do Sistema Nervoso ............................................................................................................ 2 
Embriologia do Sistema Nervoso .......................................................................................................... 3 
Anatomia da Medula Espinhal e seus Envoltórios ................................................................................ 4 
Anatomia do Tronco Encefálico e do Cerebelo ..................................................................................... 6 
A. TRONCO ENCEFÁLICO ............................................................................................................... 6 
B. CEREBELO ................................................................................................................................. 8 
Anatomia do Diencéfalo ..................................................................................................................... 11 
Anatomia do Telencéfalo .................................................................................................................... 15 
FACE DORSOLATERAL...................................................................................................................... 16 
FACE MEDIAL .................................................................................................................................. 18 
FACE INFERIOR ................................................................................................................................ 20 
Estrutura do Bulbo .............................................................................................................................. 26 
Estrutura da Ponte .............................................................................................................................. 29 
Estrutura do Mesencéfalo .................................................................................................................. 31 
Estrutura e Funções do Cerebelo ........................................................................................................ 33 
Estrutura e Funções do Hipotálamo ................................................................................................... 36 
Estrutura e Funções do Tálamo, Subtálamo e Epitálamo ................................................................... 38 
Meninges e Líquor .............................................................................................................................. 41 
Nervos em Geral \u2013 Terminações Nervosas \u2013 Nervos Espinhais .......................................................... 44 
 
 
[Neuroanatomia funcional] | Denilson Duarte \u2013 TXXX \u2013 Medicina UFCA 
 
2 | P á g i n a 
 
Filogênese do Sistema Nervoso
1. ORIGEM DE ALGUNS REFLEXOS 
1.1. Irritabilidade 
Propriedade de ser sensível a um estímulo, 
permite que uma célula detecte as modificações do 
meio ambiente. 
1.2. Condutibilidade 
Quando a célula responde a um estímulo e dá 
origem a um impulso conduzido pelo protoplasma ela 
possui condutibilidade, determinando uma resposta 
em outra parte da célula. 
1.3. Contratilidade 
Esta resposta pode se manifestar por um 
encurtamento da célula, caracterizando a 
contratilidade. 
 
2. CONCEITOS BÁSICOS PARA O SISTEMA 
NERVOSO 
2.1. Aferência 
Fibras ou feixes de fibras que trazem impulsos a 
uma determinada área do sistema nervoso. 
2.2. Eferência 
Fibras ou feixes de fibras que levam impulso para 
fora do sistema nervoso, para o efetuador. 
2.3. Sinapse 
Conexão estabelecida entre um neurônio 
sensitivo com o neurônio motor. 
 
3. REFLEXOS DA MEDULA ESPINHAL 
3.1. Arco reflexo simples 
Estímulo no neurônio aferente é direcionado 
para um segmento da medula espinhal, gerando uma 
sinapse com o neurônio motor, fazendo com que 
ocorra estimulação do órgão efetuador/receptor. 
3.2. Arco reflexo segmentar 
Na medula espinhal dos vertebrados ocorre uma 
segmentação. Esta segmentação é evidenciada pela 
conexão dos vários pares de nervos espinhais. 
Existem reflexos na medula dos vertebrados que a 
parte aferente do arco reflexo se liga à parte eferente 
no mesmo segmento ou em segmentos adjacentes. 
3.3. Arco reflexo intersegmentar 
O impulso aferente chega à medula espinhal em 
um segmento e a resposta eferente se origina em 
segmento às vezes muito distantes, situados acima ou 
abaixo. 
4. NEURÔNIOS FUNDAMENTAIS DO 
SISTEMA NERVOSO 
4.1. Neurônio aferente ou sensitivo 
Tem a função de levar ao sistema nervoso 
central informações sobre as modificações ocorridas 
no meio externo, estando inicialmente em relação 
com a superfície do animal. O aparecimento de 
metazoários mais complexos trouxe como 
consequência a formação de um meio interno, no qual 
existem alguns neurônios aferentes para levar 
informações para o SNC. 
4.2. Neurônio eferente ou motor 
A função do neurônio eferente é conduzir 
impulso nervoso ao órgão efetuador, podendo ser um 
músculo ou uma glândula. Dessa forma, o impulso 
eferente determina ou contração ou uma secreção. 
4.3. Neurônios internunciais ou de 
associação 
O aparecimento dos neurônios de associação 
trouxe um considerável aumento a complexidade do 
sistema nervoso e permitindo a realização de padrões 
de comportamento cada vez mais elaborados. Alguns 
desses neurônios possuem axônios longos e fazem 
conexões com neurônios situados em áreas distantes. 
Outros tem axônios curtos e ligam-se apenas com 
neurônios vizinhos. 
 
Os neurônios eferentes que inervam 
os músculos lisos, músculos cardíacos ou 
glândulas têm seus corpos fora do sistema 
nervoso central, em estruturas que são os 
gânglios viscerais. 
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3 | P á g i n a 
 
Embriologia do Sistema Nervoso
 
1. ORIGEM DO SISTEMA NERVOSO 
O primeiro indício de formação do sistema 
nervoso consiste em um espessamento do 
ectoderma, situado acima da notocorda, formando a 
chamada placa neural. Para a formação dessa placa, a 
notocorda e o mesoderma desempenham papel 
fundamental de ação indutora. 
Após o crescimento progressivo da placa neural, 
ela adquire um sulco longitudinal denominado sulco 
neural, que se aprofunda para formar a goteira 
neural. Os lábios da goteira neural se unem para 
formar o tubo neural. No ponto em que este 
ectoderma encontra os lábios da goteira neural, 
desenvolvem-se células que formam de cada lada 
uma lâmina longitudinal denominada crista neural. 
1.1. Crista Neural 
As cristas neurais são responsáveis por dar 
origem a diversos fragmentos que vão formar os 
gânglios espinhais, situados na raiz dorsal dos nervos 
espinhais. Várias células da crista neural migram e dão 
origem a células em tecidos situados longe do SNC. 
Esses elementos são: gânglios sensitivos, gânglios do 
sistema nervoso autônomo, medula da glândula 
suprarrenal, paragânglios, melanócitos, células de 
Schwann, anfícitos, células C da tireoide, 
odontoblastos, dura-máter e aracnóide. 
1.2. Tubo Neural 
A formação do tubo neural ocorre no meio da 
goteira neural e é mais lento nas suas extremidades. 
Assim em determinada idade, temos tubo neural no 
meio do embrião e goteira nas extremidades. Esses 
dois pequenos orifícios que ocorrem na extremidade 
cranial e caudal do embrião recebem o nome de 
neuróporo rostral e neuróporo caudal, 
respectivamente. 
 
 
 
1.2.1. Paredes do Tubo Neural 
O crescimento das paredes do tubo neural 
não é uniforme, dando