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GEOLOGIA ECONÔMICA
2 – Depósitos do sistema endomagmático
Profa. Flávia Braga
SISTEMA ENDOMAGMÁTICO
 Geneticamente ligados à 
evolução de magmas 
alojados na crosta 
(continental ou oceânica).
 Minério são os próprios 
magmas ou são as fases 
minerais segregadas 
diretamente do magma.
 Minérios são formados 
dentro da câmara 
magmática.
Origem:
Magmas 
máficos/básicos e 
ultramáficos/ultra
básicos
SISTEMA ENDOMAGMÁTICO
Composição primária do magma 
depende de:
1) Composição do manto e da 
astenosfera no local da fusão
2) Profundidade (pressão)
3) Grau de Fusão
Fe 
Na, K 
Na, K, Ca 
Classificação com relação ao teor de 
sílica:
Rochas Ultrabásicas ou Ultramáficas
< 45% SiO2
Rochas Máficas ou Básicas (teor em 
sílica) 
52 - 45% SiO2
Rochas Intermediárias · 65 - 52% SiO2
Rochas Félsicas ou Ácidas
65% SiO2 
Rochas plutônicas máficas/básicas –
ultramáficas/ultrabásicas
Gabro e norito : textura fanerítica e granulação fina a 
grossa.
Composto por plagioclásio cálcicos, piroxênios, 
podendo conter olivina magnesiana.
Dunitos: Rocha fanerítica fina 
a grossa composta 
basicamente por olivina
Rochas plutônicas máficas/básicas –
ultramáficas/ultrabásicas
Peridotitos: Rocha fanerítica média a grossa.
Composta por olivina e piroxênio
Rochas plutônicas máficas/básicas –
ultramáficas/ultrabásicas
Anortosito: Rocha fanerítica média a grossa.
Composta essencialmente por plagioclásio com 
pequena quantidade de piroxênio
Rochas plutônicas máficas/básicas –
ultramáficas/ultrabásicas
Carbonatito: Rocha fanerítica composta essencialmente por calcita, 
dolomita e ankerita.
Rochas plutônicas máficas/básicas –
ultramáficas/ultrabásicas
Rocha ígnea ultrabásica, potássica, rica em voláteis;
Textura inequigranular resultante da presença de
fenocristais em matriz fina;
Fenocristais anédricos
derivados do manto e
ferromagnesianos, com olivina,
flogopita, espinélio cromífero,
granada magnesiana e diopsídio
cromífero;
Aspecto de um kimberlito no campo, 
University of Manitoba
Características texturais do Kimberlito: 
fragmentos inequigranulares e angulosos 
são observados.
University of British Columbia
Kimberlitos
Rochas vulcânicas máficas/básicas –
ultramáficas/ultrabásicas
Rochas vulcânicas máficas/básicas – ultramáficas/ultrabásicas
 Kimberlitos  Lamproítos
Atingem profundidades de 2km Não ultrapassam 500 metros
Intrusão em formato de cone Intrusão em formato de taça de 
champagne
Intrusões econômicas confinadas 
em crátons arqueanos
Ocorrem nas margens dos crátons, 
junto aos cinturões móveis
Presença de carbonato e serpentina 
primários
Presença de leucita, anfibólio e 
sanidina
Ricos em CO2 Pobres em CO2
Rochas vulcânicas máficas/básicas – ultramáficas/ultrabásicas
Ofiolito:
Conjunto litológico ou sequência típica de crosta oceânica, 
apresentando rochas máfico-ultramáficas serpentinizadas
originadas nas zonas de riftes das cadeias meso-
oceânicas em um edifício pluto-vulcânico-sedimentar.
A sucessão típica de um Ofiolito inclui:
1- Unidade basal de peridotitos
2- Sequência de cumulados ultramáficos (peridotitos, 
piroxenitos) e máficos no topo (gabros);
3- Unidade de (diabásios);
4- Conjunto de vulcânicas basálticas, com frequente 
estrutura almofadada (pillow) derramadas no topo, 
contendo intercalações eventuais de formações ferríferas 
e cherts;
5- No topo, sedimentos pelágicos: cherts, calcários, vazas 
de radiolários etc...
Rochas vulcânicas máficas/básicas – ultramáficas/ultrabásicas
Komatiíto: Rocha afanítica, 
composta principalmente por 
olivina e piroxênio.
Rocha de quimismo magnesiano 
típica das associações 
de greenstone belts arqueanos, 
de natureza extrusiva, formando 
derrames muito fluidos (magma 
de alta temperatura) com 
texturas muito típicas, 
notadamente a spinifex.
Greenstone belt:
Cinturão de rochas 
verdes representadas 
por xistos máficos e 
ultramáficos, 
intercalados com 
formação ferrífera 
bandada, chert e 
rochas 
vulcanoquímicas
diversas, de baixo 
grau metamórfico, 
muito comuns em 
áreas arqueanas, 
representando em 
grande parte restos 
de crosta oceânica 
constituída por 
magmatismo, muitas 
vezes komatiítico
ultramáfica máfica intermediária ácida
Quando deslocados de seu lugar de origem, o magma pode mudar de 
composição devido à:
 Diminuição de temperatura e pressão,
 Assimilação de rochas da crosta.
Sistema endomagmático = minérios são formados dentro da câmara 
magmática
Volume→ depende da quantidade de magma
Forma → acamadada ou lenticular (sedimentação dos minerais na câmara 
magmática), pipes (ex. kimberlitos), diques (cromita podiforme)
Diferenciação magmática 
 Diferenciação magmática é um 
importante mecanismo de 
geração de diferentes tipos de 
magmas e, consequentemente, 
rochas ígneas.
 Processo pelo qual um magma 
se separa em porções químicas e 
mineralogicamente diferentes, 
podendo cada uma delas evoluir 
independentemente, gerando 
rochas diferentes. 
 Importante na diversificação de rochas ígneas e na geração de depósitos 
minerais magmáticos
Diferenciação magmática 
Os tipos principais de diferenciação magmática são:
1) Fracionamento Cristal-líquido: ocorre quando cristais coexistentes com o 
líquido são separados do magma, deixando a fusão residual com composição 
diferente da original.
Figura 3.6 Pagina 183
cristalização fracionada
Diferenciação magmática 
2) Imiscibilidade de líquidos: envolve a separação de um magma originalmente 
homogêneo em duas frações líquidas coexistentes. Em fusões silicatadas, o grau 
de imiscibilidade é muito pequeno, mas em fusões de composição silicato-
carbonato e silicato-sulfeto a imiscibilidade líquida é mais extensa.
Imiscibilidade de magmas silicatado x 
carbonatado. Coalescência de glóbulos de 
carbonatito (claro) em rocha carbonato-
silicática (escuro)
Diferenciação magmática 
Separação magmática: separação 
e deposição de cristais
Características geológicas que definem o sistema o sistema mineralizador 
endomagmático:
 O corpo mineralizado está contido em um volume circunscrito de magma 
cristalizado
 O minério é o próprio magma → minerais cristalizados diretamente dele.
 Os cátions dos minerais de minério provêm, em sua maior parte, do próprio 
magma → óxidos=comuns; fosfatos e carbonatos=raros.
 Enxofre dos minérios sulfetados provém de fonte externa → assimilação ou 
contaminação fluido.
Classificação:
 Influência de agentes externos
 Nível estrutural
Sistema endógeno
Sistema endógeno
Aberto ou com 
influência
Plutônico
Vulcânico
Plutônico
Vulcânico
Principais depósitos
do sistema, em
dimensões e valor
Depósitos de cromita
e os de magnetita 
→ são acamadados e 
de grande extensão 
lateral
A cromita
relacionada a esses 
depósitos é do tipo 
metalúrgico, com 
baixo teor de Al2O3,
com cristais 
milimétricos, 
geralmente 
euédricos e os 
depósitos têm 
grande tonelagem 
(~500 Mt). 
Além da cromita Bushveld apresenta também grandes depósitos de magnetita 
titanífera e vanadinífera. Pt e Pd são os platinóides associados a essa cromita.
Exemplo: Bushveld
(Africa do Sul)
 520 km x 300 km
 Mineralização 
acamadada
 Cromita, magnetita 
vanadífera (camadas 
de 0,5 a 2 m)
 EGP (camadas de ~5 
m)
A arquitetura dos depósitos minerais 
Carbonatitos
→ corpos 
magmáticos 
de maior 
fertilidade
Depósitos em Carbonatitos
 Magma composto em Ca, Mg, Fe, 
Na
 Rochas derivadas do manto que 
podem formar-se:
(a) a partir de fusão direta do manto
(b) por imiscibilidade de líquido
(c) por cristalização fracionada
 Afloramcomo estruturas 
complexas, multifásicas
 Principais minerais minério: 
pirocloro (Nb), apatita (P e ETR), 
monazita e florencita (ETR), 
barita (Ba), anatásio, rutilo e 
brookita (Ti) ...
 Depósitos em carbonatitos e rocha 
alcalina 
Minério laterítico quase sempre é o 
principal minério lavrado nos complexos 
alcalino-carbonatíticos.
O minério primário é a rocha inalterada, 
quando tiver teores elevados que 
viabilizem a lavra.
FIGURA 2.48 PG. 79
Depósito com pirocloro, apatita e ETR tipo “Araxá”
Kimberlitos e Lamproítos
→ ambientes intracontinentais
estáveis
→ ultrabásicas alcalinas 
→ depósito primário de diamantes
Diamantes não cristalizaram em meio aos kimberlitos e lamproitos de 
onde são lavrados.
Lineamentos que 
parecem controlar a 
localização de 
intrusões 
kimberlíticas e 
lampríticas no Brasil
125° Az
1
2
3
1)Coromandel
2) Três Ranchos
3) Paranatinga e 
Juína
Controle do posicionamento geográfico-geológico das províncias 
carbonatiticas e kimberlíticas:
1) Organizam-se ao longo de estruturas rígidas profundas (falhas / fraturas).
2) Ocorrem em crátons.
A arquitetura dos depósitos minerais 
Carbonatitos
Ocorrem como parte de intrusões alcalinas-ultrabásicas
Dimensões relativamente pequenas (ex. Tapira = ~6,7 km de diâmetro)
Teor da rocha é em geral baixo → lavra-se o manto supergênico
Kimberlitos e Lamproítos
Co-genéticos a carbonatitos
Formas cilíndricas, verticais
Partes lavradas → diâmetro dezenas de 
metros / prof. até 1.500 m
Mina de diamantes em Kimberley, África do Sul
Depósitos de diamantes em kimberlitos e Lamproítos
 Kimberlitos  Lamproítos
Atingem profundidades de 2km Não ultrapassam 500 metros
Intrusão em formato de cone Intrusão em formato de taça de 
champagne
Intrusões econômicas confinadas 
em crátons arqueanos
Ocorrem nas margens dos crátons, 
junto aos cinturões móveis
Presença de carbonato e serpentina 
primários
Presença de leucita, anfibólio e 
sanidina
Ricos em CO2 Pobres em CO2
Sistema endógeno
Sistema endógeno
Aberto ou com 
influência
Plutônico
Vulcânico
Plutônico
Vulcânico
Conjunção do 
magma original com 
as encaixantes
Sulfetos de Ni-Cu plutônicos
→ plútons básicos e 
ultrabásicos
→ contaminação de S
Cromita refratária, 
tipo podiforme
→ Região de 
dorsais meso-
oceânicas
→ reação entre 
magmas 
basálticos e 
peridotitos
→ dimensões 
reduzidas
Depósitos basais de Ni-Cu-EGP dependentes de uma fonte externa de enxofre
 Adaptam-se aos contatos da base das intrusões, quando o contato faz-se 
com rochas ricas em enxofre, como folhelhos piritosos, formações ferríferas 
bandadas fácies sulfeto, ou evaporitos. 
 Têm idades que variam desde o Proterozóico até o Terciário.
 Os minérios podem ser maciços os disseminados, são sulfetados, compostos 
por pirrotita, pentlandita, calcopirita, cubanita, minerais com EGP, grafita...
Ni-Cu sulfetado tipo “Duluth”
 Processo mineralizador: soma dos processos de segregação de uma fase 
sulfetada, diferenciação gravitacional e contaminação por uma fase fluida.
 Provavelmente a saturação do magma em sulfetos foi consequência da 
assimilação de componentes crustais. 
Ni-Cu sulfetado tipo “Duluth”
Sulfetos de Ni-Cu plutônicos
→ lentes de sulfetos maciços 
e sulfetos disseminados
→ komatitítos duníticos
Depósitos de Ni-Cu-EGP em komatiítos tipo Scotia, formados por contaminação 
e/ou assimilação de rochas e solos
 Encontrados na base de sequências komatiíticas (greenstone belt)
 Formam-se dentro de derrames espessos, com mais de 10 m de espessura.
 Os corpos mineralizados são alongados no sentido dos fluxos de lavas e 
mostram-se seccionados por falhas ativas durante a época de solidificação 
dos komatiítos. 
Ni-Cu em komatiítos tipo “Scotia”
 Situam-se em depressões, em paleosuperfícies, , dentro das quais os fluxos 
de lavas correram e estacionaram. Na região do vulcanismo sempre há 
rochas sulfetadas
 Os sulfetos são pirita, calcopirita, pirrotita e pentlandita.
 O processo genético que melhor explica a gênese desse tipo de depósito é a 
assimilação das rochas encaixantes e solos.
Ni-Cu em komatiítos tipo “Scotia”
Ni-Cu em komatiítos tipo “Scotia”
Ambiente tectônico
Os depósitos de Ni-Ci tipo Scotia associam-se a komatiítos. Essas lavas 
ultramagnesianas são típicas dos cinturões de rochas verdes (greenstone belts).
Têm corpos mineralizados formados por sulfetos maciços e disseminados, 
precipitados dentro de depressões topográficas nas quais lavas komatiiticas se 
acumularam quando extrudiram.
Têm formas lenticulares ou acanaladas, com espessuras de poucos metros e 
extensões laterais de até um quilômetro. 
Arquitetura dos depósitos
Os corpos mineralizados têm formas 
irregulares, geralmente 
grosseiramente lenticulares, com 
espessura de dezenas de metros e 
extensões laterais muito variadas, que 
podem alcançar mais de um 
quilômetro. Podem também ocorrer 
disseminados ou na forma de veios de 
sulfeto maciço.
Ni-Cu em komatiítos tipo “Scotia”
Arquitetura dos depósitos
Processo mineralizador do subsistema endógeno aberto
Exemplos de depósitos brasileiros
Exemplos de depósitos brasileiros endógenos 
plutônico e vulcânico
 Depósitos de Cromita “cromititos de 
Bushveld”
Cromititos de Campo Formoso (Bahia) 
Disseminado 15% a 20% de Cr2O3
Fitado 20% a 30% de Cr2O3
Maciço 30% a 45% de Cr2O3
Cromititos de Ipueira e Medrado (Bahia)
Cromititos de Pedras Petras (Bahia) 
Cromititos de Bacuri (Amapá)
 Depósitos de EGP (elementos do 
grupo da platina)
Depósito de EGP de 
Niquelândia (Goiás)
Complexos máfico-ultramáfico de 
Niquelândia, Barro Alto e Cana-Brava
situam-se na parte norte-nordeste do 
estado de Goiás
Sequência linear descontínua com 
350 km de extensão
 Depósitos de EGP (elementos do grupo da platina) e cromititos
Depósito de Luanga (PA) – sill máfico-ultramáfico metamorfizado e deformado.
 Depósitos de Ti-Fe-V
Barro Vermelho (Custódia, Pernambuco)
Campo Alegre de Lourdes (Bahia)
Titanomagnetita e ilmenita
45% Fe, 21% TiO2, 0,71%V2O5
 Depósitos em 
complexos 
alcalinos e 
carbonatíticos
Kimberlitos e 
lamproítos: poucas 
dezenas de metros 
de diâmetro
Complexos alcalinos: 
dimensões médias 
próximas ao 
quilômetro
A grande maioria dos complexos mineralizados é de idade juro-cretácica. 
Depósitos minerais existem associados a rochas alcalinas de todas as idades, desde o 
Proterozóico. É muito provável que quando for feita a prospecção detalhada dos 
complexos mesoproterozóicos da região amazônica, muitos outros depósitos minerais 
serão descobertos
 Depósitos em carbonatitos e rocha 
alcalina 
Minério laterítico quase sempre é o 
principal minério lavrado nos complexos 
alcalino-carbonatíticos.
O minério primário é a rocha inalterada, 
quando tiver teores elevados que 
viabilizem a lavra.
FIGURA 2.48 PG. 79
Depósito com pirocloro, apatita e ETR tipo “Araxá”
Exemplos brasileiros de depósito do sistema endógeno aberto
Depósitos de cromita aluminosa – Cromitito Podiforme
Cromínia, Morro Feio e Abadiânia (GO)
Corpos alongados de serpentinito com 5 km de comprimento, que fazem 
contatos tectônicos com metassedimentos neoproterozóicos do Grupo Araxá.
Esses serpentinitos contêm lentes e bolsões (podiformes) de cromita com 0,5 a 
2 m de espessura e 3 a 6 m de comprimento dentro de harzburgitos ofiolíticos. 
Al2O3 – varia de 27 a 28%
Cr2O3 – varia de 40 a 42%
Exemplos brasileiros de depósito do sistema endógeno aberto
Ni-Cu-Co (EGP) dependente de fonte externa tipo “Duluth”
Americano do Brasil (GO)
 Intrusão com cerca de 7km de comprimento e 2,5 km de largura. Faz parte de um conjunto de cerca de 20 intrusões semelhantes, situadas em 
torno de Goiânia. 
 Estão alojados em granito-gnaisses arqueanos e são considerados 
proterozóicos.
 O corpo mineralizado mais importante está em meio a piroxenito-melanorito.
 O minério variam de maciço (90% a 40% de sulfetos) a disseminado (10% a 40% 
de sulfetos)
Exemplos brasileiros de depósito do sistema endógeno aberto
Ni-Cu-Co (EGP) dependente de fonte externa tipo “Duluth”
A mineralização 
consiste essencialmente 
de pirrotita, pentlandita
e calcopirita.
4,98 Mt de minério com 
teores de :
0,62% de Ni
0,65% de Cu
0,04% de Co
Exemplos brasileiros de depósito do sistema endógeno aberto
Depósitos de Ni-Cu (EGP) em komatiítos, tipo “Scotia”
Fortaleza de Minas – Mina O’Toole
 Descoberto em 1983, é o maior depósito de níquel sulfetado conhecido no 
país.
 Rochas komatiíticas intercaladas com rochas sedimentares químicas 
(formações ferríferas)
 Todas as rochas foram deformadas e recristalizadas em, ao menos, três 
eventos tectônitos, que geraram dobras e foliações de transposição.
Exemplos brasileiros de depósito do sistema endógeno aberto
Depósitos de Ni-Cu (EGP) em komatiítos, tipo “Scotia”
Fortaleza de Minas – Mina O’Toole
 O corpo mineralizado está no flanco de um grande sinclinal. É tabular, 
subvertical, com cerca de 1.700 m de comprimento e 700 m de extensão em 
profundidade e espessuras de 2 a 11 m.
 Reservas: 6,6 Mt de minério com 2,2% de Ni, 0,4% de Cu, 0,05% de Co e 1,2 
ppm de MGP+Au.
 A maior parte do minério foi 
remobilizada e reconcentrada 
pelos dobramentos e 
cisalhamento.
 Os minerais minério são 
predominantemente pirrotita, 
pentlandita e calcopirita

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