Texto_Orgaos_das_relacoes_internacionais
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Direito Internacional Público 
09 nov 2016, 04:15 
por: Jonatas de Sousa Sanches 
RESUMO: Este trabalho trata dos órgãos do Estado nas Relações 
internacionais, suas classificações e competências, bem como as formas como 
os mesmos são importantes nas relações internacionais, já que é sabido que as 
relações internacionais entre os Estados, Entes estes que são uma idealização, 
uma ficção jurídica, pois este ente só ganha vida, ou melhor, só poderá produzir 
resultado naturalístico, à medida que atua através daqueles que o representam. 
Assim sendo, a atuação do Estado no cenário internacional dá-se por meio da 
interferência de pessoas. Os órgãos supracitados são tem a sua atuação 
chancelada pela ordem jurídica internacional. Porém, há se ressalta, devem ter 
também a sua competência devidamente reconhecida pelo ordenamento 
jurídico interno, ou seja, do país por eles representados. 
Palavras Chave: Direito internacional; Relações internacionais; Órgãos do 
Estado nas Relações Internacionais; Privilégios e Imunidades. 
 
INTRODUÇÃO 
Os órgãos do Estado nas relações internacionais são os indivíduos encarregados 
de representar os Estados, que são pessoa jurídicas, no campo do 
relacionamento externo, tendo competência para administrar a dinâmica das 
relações estatais com os outros Estados, organizações internacionais e demais 
sujeitos de Direito Internacional Público e para agir em nome de ente estatal na 
sociedade internacional. Tradicionalmente, a representação do Estado tem sido 
incumbência do Chefe de Estado, do Chefe de Governo, do Ministro das 
Relações Exteriores, dos Agentes Diplomáticos e dos agentes consulares, que 
continuam, aliás, papel destacado na formulação e condução da política externa 
estatal 
Traçando um paralelo com a noção de pessoa jurídica, podemos afirmar que o 
Estado é uma idealização, uma ficção jurídica, pois este ente só ganha vida, ou 
melhor, só poderá produzir resultado naturalístico, à medida que atua através 
daqueles que o representam. Assim sendo, a atuação do Estado no cenário 
internacional dá-se por meio da interferência de pessoas. Estas pessoas 
compõem, por sua vez, órgãos dos Estados nas relações internacionais, os quais 
recebem competências e garantias seja concedido pelo ordenamento jurídico 
interno do seu Estado, seja através das normas de Direito Internacional. 
A necessidade de se estabelecer relações entre os diferentes sujeitos de Direito 
Internacional existe desde tempos remotos, pois deverão estabelecer entre um 
contato diplomático que perfaça como principal objetivo, a conciliação e 
sinergia de ideias, que unidas contribuirão para o desenvolvimento social e 
econômico da humanidade. Essas relações refletem os mais diversos níveis com 
uma crescente interdependência e complexidade entre os vários atores no 
âmbito da sociedade internacional, já que não é mais possível os Estados 
desenvolverem suas políticas de desenvolvimento em modo isolado. A própria 
estrutura desta comporta uma atividade intensa no que diz respeito às relações 
entre os Estados que são variadas e incluem, dentre outros aspectos, o 
estabelecimento de missões diplomáticas e consulares, a negociação e 
celebração de tratados internacionais e, também, a visita de representantes 
estatais a fim de tratar de assuntos de interesse comum. 
DESENVOLVIMENTO 
ÓRGÃOS DOS ESTADOS NAS RELAÇOES INTERNACIONAIS 
SÃO OS SEGUINTES OS ÓRGÃOS DE RELAÇÕES ENTRE ESTADOS: 
1. Chefe de Estado ou Chefe de Governo 
2. Ministro das Relações Exteriores 
3. Agentes Diplomáticos 
4. Agentes Consulares 
5. Delegados junto às Organizações Internacionais. 
 
O CHEFE DE ESTADO: 
 Para o Direito internacional Público, o Chefe de Estado (quer se intitule 
imperador, rei, Presidente da República ou Chefe de Governo) é, salvo 
declaração formal em contrário, o órgão encarregado das Relações 
Internacionais dos Estados. Não é possível estabelecer uma definição de \u201cChefe 
de Estado\u201d, este papel é desempenhado pela Constituição e ordem jurídica de 
cada estado, que define as funções e formas de eleição de tal entidade. Ou seja, 
nem o Direito Internacional, nem o direito de estados estrangeiros têm 
influência na determinação deste conceito. 
As funções de um Chefe de Estado podem ser muito variadas, podendo ser 
meramente cerimoniais, constitucionais, políticas ou as três. Em muitas 
monarquias os reis e rainhas apenas exercem, praticamente, funções 
cerimoniais, como no caso do Reino Unido, Dinamarca e Suécia, contudo, os 
reis da Jordânia, de Marrocos e da Arábia Saudita continuam a exercer poderes 
políticos, enquanto que o Presidente da Alemanha desempenha somente um 
papel cerimonial. 
O conceito de Chefe de Estado pode ser estendido aos líderes de grupos 
religiosos e espirituais, como será o caso do Papa relativamente ao estado do 
Vaticano. 
Por outro lado, mesmo dentro de um mesmo estado, a figura do Chefe de Estado 
poderá pertencer a mais do que uma pessoa. No caso português serão Chefes de 
Estado o Presidente da República e o Primeiro Ministro, na Alemanha temos o 
Presidente e o Chanceler e no Reino Unido além da Rainha também teremos de 
ter em consideração o Primeiro Ministro. Em regra o chefe do 
executivo/governo também integra o conceito de Chefe de Estado. Desta forma, 
cabe aqui salientar, que a depender do sistema de governo, seja 
Presidencialismo, seja Parlamentarismo, a figura do chefe do Estado será a de 
Presidente da República no Presidencialismo, já no Parlamentarismo será 
normalmente exercida ou pelo Presidente ou pelo Monarca. 
O rol de competências do Chefe de Estado é definido na ordem jurídica de cada 
ente estatal e depende fundamentalmente da forma, do sistema e do regime de 
governo adotados. Em geral, porém, os Estados atribuem funções semelhantes 
a seus respectivos chefes, notadamente: declarar guerra e celebrar a paz. 
Concluir tratados. E formular e executar a política estatal. 
CHEFE DE GOVERNO 
 É uma posição ocupada, num sistema parlamentarista/presidencialista de 
governo, pelo indivíduo que exercerá as funções executivas e/ou a função de 
chefiar o Poder Executivo. Geralmente, nomeará um gabinete e ditará políticas 
públicas. Com pequenas diferenças de país a país, no que diz respeito ao 
parlamentarismo o chefe de governo - que também pode receber o nome de 
chanceler, premier, presidente do conselho de ministros, etc. - divide o poder 
com o chefe de Estado - um presidente, também escolhido pelo voto, ou um 
monarca, cujo cargo é hereditário. O chefe de governo, quase sempre, fica 
responsável pela escolha e nomeação dos ministros ou secretários, pela 
administração do Estado e, por meio de acordos, pela formação de uma maioria, 
no Parlamento, que permita a governabilidade do país. 
Quanto ao presidente (ou monarca), este mantém distância das miudezas da luta 
política, cuidando apenas de grandes questões, das linhas-mestras do Estado, 
como as relações diplomáticas com outros países e o aperfeiçoamento das 
instituições políticas nacionais, assumindo, muitas vezes, o papel de moderador 
entre as forças partidárias. Vale ressaltar que o chefe de Governo, diante de um 
grave impasse ou quando não tem mais a confiança dos parlamentares, detém o 
poder de dissolver o Parlamento ou de pedir sua dissolução ao chefe de Estado, 
que, nesses casos, convoca imediatamente novas eleições. 
Por outro lado, quando o sistema do governo é o Presidencialismo, a maioria 
dos regimes presidencialistas inspirou-se na forma de governo dos Estados 
Unidos da América, chamada de presidencial government. Em seu estado puro, 
esse tipo de governo é caracterizado pela concentração,