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Família Rhabdoviridae○ Vírus de RNA: Lyssavirus• 1 e 2 não existem mais 3: transmitida pelo morcego Vacina coompreende todas as variantes Variantes: 1, 2, 3 e 4○ No Brasil: genótipo 1• Etiologia Recepção e fusão na superfícia da célula do hospedeiro e alvo para indução de produção de anticorpos ○ Glicoproteína G• Bicamada lipidica• Proteína L e P (RNA pol)• Genoma• Proteína do capsídeo• Envelope com camada lipídica• Estrutura viral Interacao do virus da raiva com celula hospedeira Recorte de tela efetuado: 21/11/2019 20:44 Isolados da natureza de animais doentes ○ De rua• Obtidos em cultura○ Período de incubação conhecido○ Vacina○ Virulência alterada○ Fixo• Virus Agentes químicos: éter, clorofórmio, hipoclorido, sabões, detergentes ○ Agentes físicos: calor e luz UV○ Condições ambientais: dessecação,luminosidade, T ○ Pouco resistente• Resistencia Página 1 de DIP Formol, glutaraldeído, ac sulfúrico □ Desinfecção de instrumental, ambiente e vestuário Ambiente de necrópsia○ Raposas e roedores Morcego, coelho, gambá Cães, ovinos, caprinos e equinos Aves e mamíferos primitivos Animais de sangue quente○ Mamíferos são vetores e reservatórios○ Suscetibiidade• Epidemiologia Por depósito da saliva○ Mordedura, lambedura, arranhadura• inalaçãoZoofilia• Inter-humana• Transplacentaria e transmamaria - morcegos e bov • Ingestão de carne contaminada• Manipulação de carcaças• Transmissao Hematófago □ popular □ Maior fonte de infecção na transmissão do vírus rábico entre as espécies □ Saliva – substância anticoagulante □ Adoece de raiva□ Desmodus rotundus Diaemus young Diphylla ecaudata Morcego○ Aéreo• Ciclos de transmissao e fontes de infeccao Excreção do vírus ocorre por breve período antes dos sinais clínicos se manifestarem e continua até a morte do animal • 2 a 7 dias antes do aparecimento dos sinais ○ Cães e gatos• Casos de eliminação de vírus até 202 dias sem sinais clínicos ○ Desmodus rotundos• Poucos estudos em herbívoros e silvestres• Periodo de transmissao viral Patogenia Entra por nervos periféricos -> se replica em miócitos e se dissemina para terminações nervosas motoras -> Disseminação intra-axônica retrógrada para SNC ocorre em nervos motores periféricos ->vírus se replica em neurônios da Medula -> disseminação para todo o sistema nervoso (paralisia progressiva do neurônio motor inferior) ->vírus entra no cérebro -> déficit de nervos cranianos e alterações de comportamento -> dissemina-se de maneira centrífuga para nervos periféricos e cranianos -> entra em gl. Salivares, na saliva e outro tecidos. • Sistema imune adaptativo é ativado tardiamente em virtude do neurotropismo e capacidade do vírus de ultrapassar barreiras imunes. ○ O vírus da raiva, antes de adentrar o sistema nervoso, desencadeia a resposta imune inata, com presença de macrófagos e outras células apresentadoras de antígeno, que fagocitam e apresentam o vírus para células imunes, o que dá início à resposta imune adaptativa com presença de linfócitos T e principalmente Th1 com liberação de interleucina 2,6 e IFN gama; O desenvolvimento de anticorpos só se dá depois do inicio dos sinais clínicos ○ Parte imunológica• Página 2 de DIP Página 3 de DIP Diversidade clínica○ Encefalítica□ Furiosa/paralítica□ Muda□ Clássica Não clássica Formas○ Capacidade invasiva□ Patogenicidade□ Carga infectante do inóculo individual □ Local de inoculação□ Idade□ Imunocompetêncial□ Dependem de: Sinais clínicos e período de incubação○ Sinais clinicos Forma “muda” da doença ○ Manifestar em período curto e pode evoluir por até 10 dias ○ Incoordenação motora ○ Típicas manifestações “queixo caído” e “osso de galinha” ○ Progressão para paralisia do corpo todo ○ Coma e óbito○ Furiosa/paralítica• Atividade diurna ○ Hiperexcitabilidade (agressividade) ○ Falta de coordenação ○ Paralisia e morte○ Morcegos Hematófagos • Persiste por 3 a 7 dias ○ Fase fácil de ser reconhecida ○ Forma “furiosa” da doença ○ Extremamente agressivo, nervoso e irritado ○ Evita presença de humanos ○ Fotofobia, aerofobia e intolerância ao barulho ○ Ato de “caçar moscas” ausentes ○ Latido bitonal ○ Hidrofobia – nem sempre ○ Convulsão e óbito○ Excitação • Observação clínica é capaz apenas de suspeitar da doença ○ Adicionalmente realizar anamnese ○ Manter em observação por 10 dias em isolamento ○ Durante a observação não recomenda-se a tratar o animal ○ Clínico• Hemograma sem alterações ii. Alterações no LCR – alta [ ] ptns e linfócitos Laboratorial • Intoxicações ○ Cinomose – fase paralítica○ Diferencial • Diagnostico Página 4 de DIP Os sinais e lesões macroscópicas características são escassas ○ Congestão cerebral – não fecha diagnóstico ○ Inflamação linfocitária Corpúsculo de negri - patognomônicos Histopatológico: ○ Anatomopatológicos • Animal inteiro○ Silvestres• Cabeça inteira○ Cães e gatos• SNC○ Bovinos• Coleta e envio de material Fixação da cabeça do animal• Hipocampo, tronco encefálico, tálamo, córtex, cerebelo, medula, oblonga, • Necropsia ELISA• Imunofluorescência indireta• Identificação de corpúsculo de negri○ Imunohistoquímica• Replicação viral após inoculação• Testes diagnosticos Doença imunoprevinível• Vacina de vírus inativado• A partir de 6 meses• Primovacinado - reforço em 30 d• Profilaxia Educação em saúde• Vacinação de animais domésticos• Pasta anticoagulante em morcegos hematófagos • Controle Página 5 de DIP Doença infecto contagiosa• Envelopado○ Família Paramyxoviridae○ Vírus RNA fita simples○ Codificam proteínas capazes de se integrar à membrana celular ○ Sensível a éter, PH 4,5, inativado pelo calor(60ºC), formol, amonia quaternária e hipoclorito ○ Morbilivírus• Etiologia Ocorrência mundial• Perda de anticorpos maternos pós desmame ○ Prevalência em cães de 3 a 6 meses de idade • Não vacinados○ Acomete mais animais de rua• Canidae: cão doméstico, raposa, lobo e coiote ○ Mustelidae: furão ○ Felidae: leão, jaguar e cheeta ○ Tayassuidae: queixada ○ Patogenicidade do vírus está relacionada diretamente com a espécie ○ Acomete famílias do grupo• Surgimento pequenos surtos • Persistência do vírus no ambiente e em animais portadores • Surgimento de novas cepas • Vacina não induz imunidade absoluta ○ Desenvolvimento da doença em animais vacinados • Brasil é considerado endêmico para cinomose – cães • Ocorre em qualquer época do ano – Mais em setembro e outubro • Importância maior em animais silvestres • Cães - reservatórios• Epidemiologia Aerossóis• Vírus é abundante em exsudatos respiratórios ○ Gotículas respiratórias• Infecção transplacentária• Fômites• Não pode ser isolado de outros tecidos• Vírus é eliminado 7 dias após infecção e pode durar até 90 • Transmissao Período de 1 a 4 semanas em média○ Idade Patogenicidade Resposta imune Depende de○ Incubação• Contato direto ou por aerossóis -> Após 24 horas de inoculação, há multiplicação nos macrófagos e disseminação do vírus para as tonsilas e para os linfonodos brônquicos -> Em quatro a seis dias há multiplicação viral generalizada provocando leucopenia e aumento da temperatura corporal. • Após a disseminação o vírus destrói pneumócitos, células dos bronquíolos e macrófagos da região dosalvéolos, o que predispõe a infecções secundárias e diminui a oxigenação. Neste quadro é comum que o animal apresente broncopneumonia supurativa. Sistema respiratório○ O vírus da cinomose destrói os enterócitos e pode provocar diarreia. Em animais que conseguem a recuperação, pode ocorrer hipoplasia do esmalte dentário, pois o vírus acometeu o desenvolvimento de brotos dentários e ameloblastos Sistema digestório○ A intensidade da infecção e dos sinais depende da resposta imunológica e da cepa viral em questão, porém a imunossupressão predispõe a infecções secundárias, sendo comuns quadros de gastroenterites, broncopneumonias, dermatites e conjuntivite • Patogenia Página 6 de DIP Acometimento de brotos dentários e ameloblastos pode levar á hipoplasia do esmalte dentário • Dentes○ Alguns animais apresentam hiperqueratose nos coxins e nas narinas; durante o período virêmico os vírus que atingiram o epitélio causam proliferação dos queratinócitos basais. • Pústulas abdominais• CCS• Sinais dermatológicos○ Os animais acometidos acabam apresentando alta taxa de encefalomielite não supurativa aguda. Após esta fase, um processo de desmielinização pode ocorrer e causar danos de caráter nervoso irreversíveis. A sintomatologia nervosa pode apresentar- se de maneiras diversas, pois depende da área acometida. De forma geral, podem surgir inclinações da cabeça, convulsões, nistagmo, paralisia parcial ou total, andar compulsivo, mioclonia, tremores, hiperestesia e cegueira • Sinais neurológicos○ VC entra no trato respiratório via aerossóis -> coloniza tecidos linfoides locais, como as tonsilas (gera resposta imune inata, onde serão recrutados macrófagos e APCs) -> A replicação viral primária ocorre nas tonsilas, nos linfonodos retrofaríngeos e brônquicos e no tecido linfoide gastrintestinal -> macrófagos contendo VC entram nos vasos linfáticos que seguem de volta para o coração, onde entram no sangue como uma viremia associada a células mononucleares ( respostas imune adaptativa de Linfócitos Th1 com interleucinas e INF gama juntamente com Linf T citotóxicos podem levar à eliminação do vírus da maioria dos tecidos impedir a apresentação de sinais clínicos) -> O vírus entra no sistema nervoso central (SNC) via circulação cerebral -> se aloja nos espaços perivasculares dos vasos sanguíneos finos -> vírus entra nos vasos do plexo coroide -> líquido cerebrospinal (LCS) e sistema vestibular ○ Como um fenômeno incomum em cães, o VC pode seguir pelas vias nasais, através da lâmina cribriforme e em sentido anterógrado pelo nervo olfatório para o bulbo olfatório e o SNC, onde se localiza predominantemente nos lobos piriformes do córtex cerebral. ○ Grave e agudo e com manifestações de outros sinais sistêmicos ii. Encefalite em cães jovens ○ Crônicos e podem estar em conjunto com manifestações sistêmicas Encefalite em cães adultos ○ Encefalite do cão velho○ Formas:• Página 7 de DIP Utilizado na fase sistêmica Detecta qualitativamente o Ag Mucosa nasal, saliva, conjuntiva, urina, soro e plasma Falso negativo – depender da fase Não detecta vírus vacinal – entre 1 e 14° após a vacinação Swab: conjuntival, nasal e vaginal □ Baixa sensibilidade□ Melhor performance – até 3 semanas de infecção □ VI. Detecta IgG – qualitativo □ Sangue e soro □ Falso positivos em @ vacinados □ Imunofluorescência direta○ Viável em diversas amostras biológicas □ Alta acurácia independente da forma e tempo de doença □ RT-PCR VII. Método molecular• Diagnóstico diferencial• Hidratação○ Anti-emético○ Soro hiperimune○ Antimicrobianos○ Anticonvulsivantes○ Complexo vitamínico○ De suporte• Tratamento Pico febril, corrimento nasal e ocular• Hiperqueratose○ Pústulas abdominais○ CCS○ Sinais dermatológicos• Rinite○ Descarga nasocular e mucopurulenta ○ Pneumonia intersticial○ Coinfecção bordetella○ Sinais respiratórios• Anorexia○ Êmese○ Diarreia ○ Sinais gastrointestinais• Lesões – córtex frontal, via óptica, cerebelo, tronco encefálico, tálamo e hipotálamo ○ Déficits motores e de propriocepção Cegueira Síndrome vestibular e cerebelar Mudança no comportamento Principais sinais encontrados: ○ Sinais neurológicos• Sinais clinicos Atrofia dos músculos temporais○ Convulsão – “goma de mascar” ○ Mioclonias i. Único ou grupo musculares ○ Auriculares, temporais, reto abdominal ou flexores dos membros ○ Uveíte anterior○ Principais sinais encontrados:• istórico, clínica e exames laboratoriais• Hematológicos: leucopenia, linfopenia, anemia, corpúsculo de Lentz ○ Bioquímicos○ Radiografia: pneumonia○ Achados laboratoriais • Superior a outros métodos sorológicos Detecta aumento de IgG ou IgM ELISA○ Teste rápido imunocromatográfico detecção Ag ○ Métodos sorológicos • Página 8 de DIP Família parvoviridae• Pequeno, esférico e com capsídeo• Vírus de DNA• Afetam principalmente células em multiplicação ○ Se replica em células na fase S• Absorção: vírus se liga a local específico do receptor transferrina (glicoproteína encontrada em células com alta taxa de mitose) e se funde à membrana ○ Penetração: vírus penetra na célula hospedeira e material genético entra na célula ○ Descapsidação: Ac. Nucleico é liberado da cápside ○ Transcrição e replicação: o material genético viral reporgrama a célula para produzir os componentes virais ○ Montagem: novo ac. Nucleico e capsides se montam ○ Liberação○ Replicação do parvovírus• Similaridade genética com VPF (palnleucopenia felina) • Evolução deu origem a novas cepas : CPV-2a e CPV 2b • Adaptação de proteínas no capsídeo permite propagação eficiente inter- espécie • Etiologia Filhotes, propensos○ Raças de porte médio: doença mais severa ○ Qualquer idade, sexo, raça• Gravidade: falta de imunização da população canina • Anticorpos maternos protegem nas primeiras semanas de vida ○ em determinado momento ac são insuficientes e ainda bloqueiam desenvolvimento de resposta imune da vacina • Janela de suscetibilidade: vacinados infectados • Período crítico ○ Filhotes entre 6 semanas e 6 meses - se não vacinados são muito suscetiveis • Epidemiologia Exposição oronasal a partículas virais em fezes, fômites ou ambientes contaminados • Infecção transplacentária é rara• Grandes quantidades por até 20 dias ○ Desenvolvimento de imunidade -> diminuição de excreção viral fecal ○ Eliminação do vírus nas fezes se inicia no 3 ou 4 dia de infecção e se intensifica com o surgimento da doença • Transmissao Multiplicação nas células epiteliais das criptas no jejuna e íleo -> destruição de células -> constante multiplicação de enterócitos -> dilatação de células da cripta -> achatamento de microvilosidades (má absorção) -> necrose epitelial -> exposição da lamina própria -> ruptura de vasos -> sangramento -> diarréia hemorrágica Podem ocorrer coinfecçoes e sepse Forma entérica○ Miocardite - danos causados pela replicação viral no tecido cardíaco □ Morte súbita, sinais inespecíficos □ Infecção transplacentária ou até 8 semanas de vida Forma cardíaca○ Entrada do vírus -> multiplicação no tecido linfóide (orofaringe e depois órgãos linfóides - resposta imune inata com a atração de macrófagos) -> viremia precoce e de curta duração (2º ao 4º dia)(resposta imune adaptativa com a presença de linfócitos e liberaçãode inteleucinas e IFN gama) -> replicação viral nos tecidos linfóides (linfopenia e neutropenia -> imunodepressão transitória -> vírus na circulação sanguínea • Patogenia Página 9 de DIP Aumento da pressão na circulação pulmonar -> extravasamento de líquido Esquerda Edema pulmonar ICC○ Ensaio imunocromatografico das fezes - presença ou não de virus nas fezes (não diferencia qual virus) □ PCR□ HA□ Detecção viral ELISA□ IHA□ Sorológico Exames laboratoriais○ Histórico, idade, perfil do animal, exames laboratoriais (diagnostico por imagem - descartar intussuscepção; descartar parasitos) • Diferenciar de gastroenterites• Diagnostico Variam com idade, estado imunológico, raça, cepa, dose infectante • Prostração súbita, vômitos, diarréia, perda de escore corporal, desidratação severa ○ Necropsia: placa de peyer evidente, mucosas congestas e hemorragicas, lúmen intestinal hemorrágico ○ Forma entérica• Sinais clinicos Corrigir desidratação e diminuir risco de choque ○ Antibióticos, antieméticos○ IFN gama○ Terapia de suporte • Tratamento Vacinas atenuadas• 2 doses reforço a cada 4 semanas ○ 1ª dose: 6 a 8 semanas• Revacinação anual• Limpeza e desinfecção com hipoclorito de sódio • Profilaxia Página 10 de DIP