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óleo vem se 
tornando cada vez mais obsoleta, quando em comparação com as modernas 
técnicas à vácuo e a SF6. Isto se justifica pois as mesmas apresentam maiores 
confiabilidade, segurança e manutenção reduzida. 
 
 
 
 
Figura 9 – Trajetória dos disjuntores de MT no mercado europeu; 
 
A tabela 3 faz uma comparação entre as diversas técnicas de interrupção, 
utilizadas nos disjuntores de média tensão, destacando as vantagens da 
utilização do SF6/Vácuo em relação ao óleo e ar. 
 
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CAPÍTULO 8 – EQUIPAMENTOS DE SECCIONAMENTO E PROTEÇÃO 
 
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Tabela 3 – Comparação entre as diversas técnicas de interrupção. 
 Óleo 
 
Ar SF6/Vácuo 
Segurança Risco de explosão e fogo 
se a pressão aumentar. 
Múltiplas operações causa 
falhas. 
Efeitos externos 
significativos (emissão de 
gás quente e ionizado 
durante a interrupção) 
Sem riscos de explosão e 
efeitos externos 
Tamanho Volumoso Instalação exige grandes 
distancias. 
Pequeno 
Manutenção Troca regular de óleo Substituição dos contatos 
de arco quando possível. 
Manutenção regular do 
mecanismo de controle. 
Nada para os componentes 
de interrupção. 
Lubrificação mínima no 
mecanismo de controle. 
Sensibilidade ao meio 
ambiente 
Umidade, poeira, etc. Umidade, poeira, etc. Insensível. Lacrado por 
toda a vida. 
Ciclo rápido de 
abertura 
 A lenta evacuação do ar 
quente exige uma 
capacidade de 
superdimensionar. 
Tanto o SF6 como o vácuo 
restabelecem rapidamente 
as suas propriedades. Não 
há a necessidade de 
sobredimensionamento. 
Suportabilidade Medíocre Média Excelente 
 
 
2.1.5 – QUADRO COMPARATIVO 
A título de informação, mostra-se no quadro resumo 3, um estudo 
comparativo de algumas características dos disjuntores de entrada exigidas 
pelas principais concessionárias de energia elétrica. 
 
 
 
 
 
 
 
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CAPÍTULO 8 – EQUIPAMENTOS DE SECCIONAMENTO E PROTEÇÃO 
 
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Quadro Resumo 1 – Estudo comparativo das exigências das concessionárias quanto aos 
disjuntores de entrada 
DISJUNTOR DE ENTRADA 
 Equipamento 
 padrão=S= 
 atende? 
Existe ficha 
técnica da 
concessionária
 
CERJ Sim Não 
Equipado com dispositivo mecânico de desligamento além 
dos dispositivos elétricos de ligar e desligar. 
Para definição do nível da capacidade de interrupção, 
consultar a concessionária. 
CPFL Sim 
Tempo de interrupção inferior a 3 ciclos. 
A capacidade de interrupção não deverá ser inferior a 31,5 
kVA. 
CELESC Sim Não Capacidade de interrupção dimensionada de acordo com informações do nível de curto-circuito CELESC. 
ELETROPAULO Sim Icc = 33 kA em 88 kV Icc = 31,4 kA em 138 kV 
CEMIG Sim Não A ser fixado pela CEMIG para cada local específico. Para efeito de oferta consultar concessionária. 
CELPE Sim Sim 
In ≥ 600 A – 60 Hz 
Tensão máxima 72,5 kV 
Iccmáx = 12,5 kA 
Aconselhável uso de TRIP CAPACITIVO 
COELCE Sim Sim In = 1.600 a Icc = 20 kA 
 
 
2.2 – FUSÍVEIS 
 
Os fusíveis são dispositivos de interrupção súbitas, extremamente eficazes na 
proteção de circuitos de média tensão devido às suas excelentes características 
de tempo e corrente. Eles devem ser manualmente repostos para restaurar a 
operacionalidade do circuito. 
 
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CAPÍTULO 8 – EQUIPAMENTOS DE SECCIONAMENTO E PROTEÇÃO 
 
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Enquanto os disjuntores necessitam de equipamentos adicionais (relês e TC’s) 
para detectar e interromper correntes anormais, os fusíveis possuem 
características próprias de detecção e interrupção, as quais devem ser 
coordenadas com outros dispositivos de proteção. 
 
Os fusíveis são empregados para executar a proteção de transformadores de 
força, acoplados, em geral, a um seccionador interruptor, ou ainda, na 
substituição do disjuntor geral de uma subestação de pequeno porte, quando 
associados a um interruptor automático. Eles também são largamente 
utilizados na proteção de motores de MT e banco de capacitores. 
 
A principal característica deste dispositivo de proteção é a capacidade de 
limitar a corrente de curto-circuito em tempos extremamente reduzidos de 
atuação. Por possuir uma elevada capacidade de interrupção, os fusíveis 
limitadores são largamente utilizado em sistemas elétricos onde o nível de 
curto-circuito é elevado. 
 
O fusível limitador de corrente é um dispositivo de interrupção único, pois não 
aguarda a passagem de corrente pelo zero para efetuar a abertura, mas força a 
mesma a anular-se. 
 
 
2.2.1 – CARACTERÍSTICAS NOMINAIS 
 
a) Tensão nominal (Vn) 
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CAPÍTULO 8 – EQUIPAMENTOS DE SECCIONAMENTO E PROTEÇÃO 
 
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É o maior valor da tensão de operação entre fases (expressa em kV) da rede na 
qual o fusível poderá ser instalado. Os valores padronizados para as tensões 
nominais, são: 3,6 – 7,2 – 12 – 17,5 – 24 – 36 kV. 
 
 
 
 
b) Corrente nominal (In) 
A corrente nominal é aquela em que o elemento fusível deve conduzir 
continuamente sem ultrapassar o limite de temperatura padronizado. Esta 
temperatura dependerá dos elementos que compõem o fusível. 
 
c) Corrente mínima de interrupção (I3) 
Neste valor de corrente é feita a distinção entre fusão e interrupção. Para 
intensidade de correntes inferiores a I3, o fusível funde mas pode não 
interromper. Neste caso, o arco é mantido até a corrente ser interrompida por 
uma ação externa. Os valores usuais para I3 se encontram entre 2 e 6 In. 
 
d) Corrente na região onde a energia produzida pelo arco é máxima (I2) 
O valor de I2 está localizado, dependendo do elo fusível, na faixa entre 50 a 
100 In. Esta corrente é responsável por um tempo de pré-arco da ordem de 5 
ms. 
 
e) Corrente máxima de interrupção (I1) 
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CAPÍTULO 8 – EQUIPAMENTOS DE SECCIONAMENTO E PROTEÇÃO 
 
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É a maior corrente de defeito presumida que o fusível pode interromper. A 
ordem de grandeza de I1 é de 20 a 50 kA ou mais. Estes níveis de corrente são 
oriundos de situações que envolvem curto-circuitos. 
 
f) Característica tempo x corrente 
Para cada tipo de elo fusível, a fusão ou o tempo de pré-arco é associado a um 
correspondente valor rms de corrente. O tempo de pré-arco para cada valor de 
corrente pode ser encontrado através de uma curva logaritma padronizada, 
conforme mostrado na figura 10. 
 
 
Figura 10 - Tempo de pré-arco em função da corrente; 
 
 
Esta curva corresponde somente ao pré-arco. O tempo de arco (tipicamente de 
5 a 50ms) deve ser adicionado para obter-se o tempo total. Esta curva é 
importantíssima, pois pode-se analisar a seletividade deste componente com 
os demais elementos de proteção existente na instalação elétrica. 
 
 
f) Curva característica da corrente limitada 
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CAPÍTULO 8 – EQUIPAMENTOS DE SECCIONAMENTO E PROTEÇÃO 
 
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Esta curva, mostrada na figura 11, complemento indispensável à característica 
tempo x corrente, determina o valor de pico da corrente limitada em relação a 
corrente de curto presumida. 
 
 
Figura 11 - Relação entre a corrente presumida e a limitada; 
 
 
Nota-se na figura acima que, para uma corrente presumida de 40kA (ponto A), 
um fusível de 200A limitaria a corrente em 25kA (ponto B), fato este que 
reduz consideravelmente os danos provocados pelos esforços eletrodinâmicos 
produzido por uma corrente de curto-circuito. 
 
 
2.3 – SECCIONADORAS 
 
São utilizadas exclusivamente para estabelecer a conexão ou a separação de 
dois componentes ou circuitos de um sistema elétrico. Não se exige das 
chaves seccionadoras a capacidade de abertura e interrupção