Prévia do material em texto
Estrutura das Estrutura Primária Sequência linear de aminoácidos unidos por ligações peptídicas. Apresenta apenas uma dimensão. Alterações nessa sequência podem modificar as funções da proteína e causar patologias, como anemia falciforme e a fibroce cística. Estrutura Secundária Arranjo das pontes de hidrogênio do esqueleto proteico, interações entre aminoácidos que estão próximos uns aos outros na cadeia linear. Dentro de cada resíduo de aminoácido há duas estruturas com liberdade de rotação: Ângulo Φ: A ligação entre o carbono alfa e o nitrogênio da amina deste resíduo. Ângulo Ψ: A ligação entre o carbono alfa e o carbono da carboxila. Os ângulos acima são conhecidos como Ângulos de Ramachandran e possuem impedimento estérico, pois pode ocorrer colisão ou repulsão entre os aminoácidos dependendo da torção molecular. O diagrama de Ramachandran consegue definir os ângulos permitidos estericamente pelas propriedades dos aminoácidos. Branco: Ângulos permitidos estericamente. Cinza-escuro: Área limiar. Círculos: Ângulos de conformação de estrutura secundária. As conformações resultantes das cadeias laterais dos aminoácidos não fazem parte da estrutura secundária. α-hélice: Esqueleto polipetídico é firmemente enrolado em torno de um eixo imaginário desenhado longitudinalmente no centro da hélice, as cadeias laterais dos resíduos de aminoácidos são projetados para fora do esqueleto helicoidal. Cada volta da hélice é formada por 3,6 resíduos de aminoácidos. As ligações de hidrogênio estão presentes nas ligações entre o grupo C-O de cada resíduo com o grupo N-H do resíduo localizado a 4 resíduos adiante na cadeia. Possui ligações de Van de Waals internamente para aumentar sua estabilidade. Fatores de desestabilização: O aminoácido prolina desestabiliza estruturas em α-hélice criando curvaturas na estrutura proteica. Também, pode ocorrer repulsão eletrostática causada pela presença de grupos carregados com o mesmo sinal, como por exemplo a lisina e arginina carregadas positivamente e o aspartato e glutamato carregados negativamente. Além disso, pode ocorre repulsão estérica causada pela aproximação de cadeias laterais, como no caso da valina, isoleucina e treonina. Irregularidades estruturais: Ocorrem em segmentos pequenos e quebram a natureza regular da α-hélice. O exemplo mais frequente é a hélice 310, a qual apresenta 3 resíduos por volta e 10 átomos no anel ao formar a ponte de hidrogênio. A ocorrência dela parece estar relacionada a presença de resíduos de aspartato. Normalmente, presentes em forma globular em proteínas mais hidrossolúveis. Bioquímica Júlia Morais de Moura – 143 (2019.2) 23/08/19 Prof. Pablo Trindade Proteínas Júlia Morais marca 2 Folhas β-pregueadas: O esqueleto da cadeia polipeptídica está entendido por vários segmentos lado a lado em forma de zigue-zague. As ligações de hidrogênio são formadas entre os segmentos adjacentes da cadeia polipetídica, dentro da folha. São perpendiculares em relação a cadeia. Quando ligações de hidrogênio se formam entre partes de uma mesma cadeia dobram sobre si. As cadeias laterais do aminoácidos adjacentes se projetam da estrutura em zigue-zague em direções opostas, criando um padrão alternado. As paralelas possuem as proteínas direcionadas para uma mesma direção. Já nas antiparalelas as proteínas estão em direções diferentes. Irregularidades estruturais: São irregularidade não repetitivas relativamente comuns nas folhas, são denominadas de protuberâncias β. Normalmente, são encontradas em proteínas menos hidrossolúveis. Estruturas em voltas reversas: Importante para os dobramentos proteicos. Geralmente marcam a transição de uma estrutura secundária para outra. Glicina e prolina são frequentemente encontrados em voltadas reversas. Estruturas super secundárias: Combinações de estruturas secundárias. São elas, βαβ, αα, meandro β, barril β e chave grega. βαβ αα meandro β barril β chave grega Motivos: Estruturas super-secundária que se repetem e podem se organizar em motivos maiores. Apresentam-se em diversas proteínas com funções biológicas distintas, como por exemplo porinas e proteínas transmembrana. Colágeno: É uma proteína fibrosa insolúvel em água e que apresenta grande resistência, constituída por 3 cadeias polipeptídicas que se dobram sobre si mesmas formando uma tripla hélice única que contém 3 aminoácidos por volta. A glicina está presente em maior quantidade pois é o único aminoácido capaz de caber no centro compactado das hélices do colágeno, por essa razão a cada 3 aminoácidos temos sempre uma glicina. A substituição dela causa a osteogênese imperfeita. As três cadeias apresentam duas sequências de 3 aminoácidos x-pro-gly ou x-hyp-gly. Até 30% de resíduos do colágeno são formados por prolina e hidroxiprolina. Além disso, podem possuir hidroxilisina. No colágeno ocorrem ligações covalentes intramoleculares e intermoleculares entre resíduos de lisina e histidina. O número de ligações cruzadas aumenta com a idade, por isso a carne de animais mais velhos é mais dura. Estrutura Terciária Trata-se do arranjo tridimensional total de todos os átomos de uma proteína. Isso inclui as cadeias laterais dos aminoácidos e os eventuais grupos prostéticos (componentes de natureza não proteica). Dobramento proteico: Forças que estabilizam a estrutura terciária de proteínas. Essas ligações são do tipo não-covalente, logo, são fracas. Interações hidrofóbicas. Pontes dissulfeto. Júlia Morais marca 2 Pontes de hidrogênio de cadeias laterais entre resíduos muito distantes. Atração eletrostática. Desnaturação: Como as interações que mantêm a estrutura tridimensional são consideradas fracas, elas estão sujeitas a desnaturação, que seria o desdobramento de uma proteína. Pode ocorrer devido ao aumento da temperatura, extremos de pH afetam as interações eletrostáticas ou adição de substância que quebrem as ligações. Detergentes desfazem interações hidrofóbicas e interações eletrostáticas. A desnaturação é reversível em condições ideais. Mioglobina: Primeira proteína a ter sua estrutura terciária descoberta por difração de raios X. Tem a presença de um grupo protético heme (ferro com quatro anéis pirrólicos) que permite a ligação de gás oxigênio, além disso, o seu interior apresenta aminoácidos apolares. Armazena oxigênio no músculo. A presença da histidina 7 faz com que moléculas tenham que se ligar ao grupo heme em um ângulo de 120º, causando a perda da afinidade que o monóxido de carbono possui pelo grupo heme. Satura rapidamente em baixas concentrações de oxigênio. Conforme a pO2 cai, o oxigênio é liberado do sítio da mioglobina para circular. Estrutura Quaternária Proteínas que apresentam mais de uma cadeia polipeptídica, as quais interagem entre si por meio de ligações não covalentes. A proteína passa a possuir mais de uma subunidade podendo elas serem idênticas ou distintas. Modificações alostéricas: Mudanças estruturais causadas pela ação de uma molécula ligante em um situo de uma cadeia podem afetar as demais partes. Conformações das Proteínas Fibrosas: Em geral, formadas por umúnico tipo de estrutura secundária, e sua estrutura terciária é relativamente simples. Possui cadeias polipeptídicas arranjadas em longos filamentos ou folhas. São insolúveis em água. Normalmente, compõem estruturas que garantem suporte, forma e proteção. Globulares: Contêm diversos tipos de estruturas secundárias. Possui cadeias polipeptídicas dobradas em forma esférica ou globular. Em geral, são proteínas reguladoras. Hemoglobina: Apresenta estrutura quaternária, possuindo duas cadeias α e duas cadeias β, as quais estão unidas para formar uma mesma proteína. Realiza o transporte de oxigênio pelas hemácias. Possui 4 grupos heme. Como é responsável pelo transporte para os tecidos, ela deve se ligar e desligar com mais facilidade do O2 e satura apenas em altas concentrações. Possui cooperação positiva, pois a cada molécula de oxigênio ligada, fica mais fácil da subsequente se ligar ao outro sítio. Funciona como tampão. A oxiemoglobina, ainda possui as subunidades β próximas, diferente da desoxiemoglobina. Júlia Morais marca 2