Resumo de Ortopedia - A1 - FCMSJF
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Resumo – Ortopedia
A1 – Lucas Silva
Aula 1 – Fratura da Criança e do Adolescente
1. Introdução
Esqueleto embrionário ! cartilagionoso ! ossificações sempre ocorrem nas
diáfises de ossos longos (centros de ossificação primária);
Epífises que começaram a ossificar no recém nascido:
oDistal do fêmur; proximal do joelho; tálus e calcâneo;
Epífises que começam ossificação após nascimento (surgindo em momentos
específicos):
oFêmur proximal, 6 meses;
oCapítulo do úmero, 8 meses;
oCabeça do rádio, 3-4 anos;
oTróclea do úmero, 7 anos;
oOlecrano, 9 anos,
oMedial da clavícula, 17 anos (última);
2. Traumas
Problema de saúde pública ! altas taxas de mortalidade e morbidade;
oFraturas em crianças estão principalmente associadas a mortalidade e
morbidade;
Tipos de trauma:
oContusão ! trauma direto. Pancada, chute na mesa, mordida, tapa !
pode gerar desde um edema;
oFratura ! Solução de continuidade óssea. Decorre de uma entorse ou de
uma contusão. Advém de trauma direto ou indireto. fratura quando a
energia cinética do trauma ultrapassa o limiar de resistência do tecido
ósseo. Quando dano nas partes moles, pode haver complicações em
outros sistemas;
oEntorse ! traumas indiretos (como ocorre com uso de salto, por exemplo)
Traumas em lactentes:
oTraumas ocorrem normalmente por conta de ações de familiares, tração,
pressão ou agressões. Muitas vezes, ao se segurar a criança para que não
caia, pode ocorrer um trauma.
oMuitos traumas são por tração ou pressão ! causam luxações de cutuvelo
(promoção dolorosa), ombro;
3. Incidência
Idade escolar é a mais acometida (crianças entram mais cedo hoje na escola);
É comum crianças morderem (fase oral);
As lesões raramente determinam risco de vida, mas pode determinar perdas
funcionais importantes;
Ambiente domiciliar ! crianças pulam mui to em casa. Acidentes ocorrem mais nos
finais de semana;
As extremidades, normalmente, são mais acometidas ! por conta do reflexo de
proteção;
Em grandes ci dades, é comum que crianças tenham TCEs graves por brincar de
soltar pipa em lajes;
A grande maioria dos traumas (64%) são leves
4. Perfil dos acidentes
Sexo masculino predominante;
oDestaque para idade entre 7 e 12 anos ! meninos que crescem mais;
Maioria dos acidentes no ambiente domiciliar, seguido pela escola e via pública;
oHá poucos atropelamentos de crianças
5. Tipos de queda
Queda da própria altura ! predominante;
Bicicleta;
Queda de moveis domésticos etc
6. Classificação
Leves:
oC o n t u s ã o , e n t o r s e , a r t r a l g i a ( c o m u m e m c r i a n ç a , m a s d e v e s e r
diferenciada), escoriação, mialgia, presença de corpo estranho, ruptura de
ligamento e eritema
Graves:
oFratura;
oLuxação (perda de congruência articular leva a lesão na cápsula articular e
vasos ! se não tratado, pode levar a rigidez articular ou até necrose);
oSubluzação, lesão tendínea, ferimento corto-contuso, etc;
Pronação dolorosa ! muito frequente ! mãe segura a criança pelo braço
(quando vai cair) e isso causa luxação da cabeça do rádio;
Descolamento epifisário e a necrose óssea pós-traumática ! lesões mais
graves e prevalentes;
7. Classificação de Salter-Harri - Prova
A) Tipo I – Fratura transversa na placa de crescimento:
Solução de continuidade (fise fica distante do osso). Necessita que seja feita
uma redução anatômica precisa, para que não ocorram deformações. 6% dos
casos
B) Tipo II
Ocorre na placa e na metáfase. 75% dos casos ! é a mais frequente;
É necessária a redução.
Exemplo: Menina que chegou no pronto socorro com uma entorse, que foi
tratada incorretamente com uma tala para ser retirada no dia seguinte. Com
isso a menina voltou com dor e, finalmente, no dia seguinte, outro médico viu a
lesão ! foi necessária intervenção cirúrgica.
Se raio x estiver norma l ! orientar retorno em caso de piora e anotar
orientações no prontuário.
C) Tipo III
Ocorre entre a placa e epífise (ou cartilagem epifisária);
8% dos casos;
Requer tratamento cirúrgico ! necessita xação adequada, caso não ocorra,
pode causar artrose precoce, por exemplo.
D) Tipo IV
Acomete placa, metáfise e epífise;
Cerca de 10% dos casos ! são graves e, geralmente, necessitam de
intervenção cirúrgica, com colocação de pino.
E) Tipo V
Tipo de lesão mais séria. Ocorre por compressão da placa de crescimento por
esmagamento ! criança pula e faz a fratura. O diagnóstico normalmente é tardio.
1% dos casos ! a criança deverá ser acompanhada por seis meses, até que haja
consolidação da fratura. Pode acontecer lesão na epífise de crescimento e
crescimento desproporcional entre os membros.
Outras: VI, VII, VIII e IX (bem menos frequentes).
O tipo II é mais comum (75%) e o tipo V é o mais grave (1%);
Tipos I e II ! bom prognóstico, não promovem fechamento epifisário e não
comprometem o crescimento. Podem ser tratadas com redução incruenta e
imobilização gessada, sem necessidade de redução perfeita (prognóstico é muito
bom);
Tipos III, IV e V ! são potencialmente comprometedoras, podendo determinar o
fechamento parcial ou total da placa ! deformidades, problemas de crescimento
8. Mecanismo de Trauma e Local ! Trauma direto é predominante em criança e
adolescente
Via b li c a ! trauma direto (atropelamentos);
Domiciliar ! trauma direto (quedas);
Escolar !trauma direto, agressão
Clube !queda e trauma esportivo
Trabalho !trauma direto
9. Mecanismo de trauma e idade
A medida que a criança cresce, a proporção de traumas aumenta. Traumas diretos
ainda predominam em crianças e adolescentes
Síndrome da criança espancada:
oNotificação compulsória pelo profissional da saúde. Tem que chamar o
conselho tutelar;
oNormalmente, encontramos vários calos ósseos em uma radiografia e a
criança tem muito medo do médico;
oMuitas vezes, o agressor é quem leva a criança, não a deixa responder e
não sai do lado. Percebemos a criança com medo;
oPrognóstico melhor ! menos de 3 anos
10. Politraumatismo da criança
Traumas graves predominam no sexo masculino, com idade média de 7 a 8 anos
(1 mês a 15 anos);
Principais causas:
oAcidentes de trânsito (65%) e atropelamento (46%). Em seguida, quedas
de nível, principalmente de lado (25%).
Dentre essas crianças, apenas 1% das vítimas usavam cinto de
segurança ! pais devem orientar quanto ao uso do cinto, ensinar a
atravessar a rua etc;
Consequências:
oChoque hipovolêmico, TCE (incidência alta ! cabeça da criança é quase
do tamanho do tórax); fraturas múltiplas dos membros (podem não ser
vistas em radiografia e até ressonância);
oHá necessidade de cuidado em UTI
oPode levar a sequelas imediatas, fraturas na coluna e óbito no momento do
acidente.
11 . Fraturas na Clavícula
Lesão muito comum ! mais prevalente no sexo masculino e incidência em
menores de 15 anos;
Principais causas:
oQuedas (78%); acidente de carro (12%); trauma do parto (5%); arma de
fogo (2%);
Podem causar lesão do plexo braquial (relação anatômica) ! Lesão
de Erb-Duchenne;
Tratamento conservador ! Uso de Velpeaul;