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FORMULÁRIO PARA AS DISCIPLINAS DE ÁLGEBRA LINEAR E GEOMETRIA
ANALÍTICA E ÁLGEBRA LINEAR.
MATRIZ INVERSA
DISPOSITIVO PRÁTICO
Se A =
dc
ba
e det A
0 , então A 1 =
Adet
1
ac
bd
0AdetA 1
CLASSIFICAÇÃO DE UM SISTEMA LINEAR QUANTO ÀS SOLUÇÕES:
determinado (solução única) - SPD
compatível
Sistema Linear (possui solução) indeterminado (várias soluções) - SPI
incompatível (não possui solução) - SI
ESPAÇO VETORIAL REAL
Da mesma forma que o
n
, qualquer conjunto V
no qual estão definidas duas
operações: adição e multiplicação por escalar em relação as quais valem as dez
propriedades citadas acima chama-se espaço vetorial real.
Os elementos de um espaço vetorial são chamados vetores independente de sua natureza.
Para o conjunto
n
, no qual estão definidas as operações adição e multiplicação por
escalar, isto é
u,v
n
, u+v
n
e
,
u
n
, u
n
é fácil verificar-se as seguintes
propriedades:
A1 : u + v = v + u , u,v n
A2 : (u + v) + w = u + (v + w) , u,v,w n
A3 : 0 n , u n , u + 0 = u
A4 : u n , (-u) n , u + (-u) = 0
2
M1 : ( + )u = u + u , e u n
(u + v) = u + v ,
e
u,v
n
M3 : ()u = (u) , e u n
M4 : 1u = u , u n
Este conjunto
n
, no qual estão definidas as operações adição e multiplicação por
escalar e em relação as quais valem as dez propriedades citadas, é chamado espaço
vetorial real.
SUBESPAÇO VETORIAL
Seja S um subconjunto não-vazio de um espaço vetorial V. S é um subespaço vetorial de
V sse:
i)
Sv,u
,
Svu
ii)
Su
Su
Obs.: sse significa “se e somente e se”.
COORDENADAS DE UM VETOR
Seja B = {
n21 v,...,v,v
} uma base de um espaço vetorial V.
v
V,
nn2211 va...vavav
. Os reais
n21 a,...,a,a
são chamados de componentes ou
coordenadas de
v
na base B e se representa por
)a,...,a,a(v n21B
.
Notação matricial:
n
2
1
B
a
:
a
a
v .
MUDANÇA DE BASE
Da relação acima,
ABv 1B
vA e
BAv 1A
vB , onde:
-
A1B
é denominada matriz mudança de base de A para B e é representada por
A
BM
.
-
BA 1
é denominada matriz mudança de base de B para A e é representada por
B
AM
.
VETORES ORTOGONAIS
Dois vetores u e v de V são ortogonais se e somente se u.v=0 .
u
v
u.v = 0
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BASE ORTOGONAL E BASE ORTONORMAL
Uma base B de um espaço vetorial V é ortogonal se os seus vetores são dois a dois
ortogonais.
Uma base B de um espaço vetorial é ortonormal se B é ortogonal e todos os seus vetores
são unitários.
B é ortogonal : vi.vj = 0 para i
j.
B é ortonormal : vi.vj =0 para i
j e vi.vj = 1 para i=j.
PROCESSO DE ORTOGONALIZAÇÃO DE GRAM-SCHMIDT
O processo de Gram-Schmidt que nos possibilita construir uma base ortogonal
B={u1,u2,...,un} de um espaço vetorial V a partir de uma base qualquer A={v1,v2,...,vn} de V,
consiste no seguinte:
Considera-se u1 = v1 e ui = vi -
1i
1i1i
1ii
1
11
1i u.
u.u
u.v
....u.
u.u
u.v
, para i=2,...,n.
TRANSFORMAÇÃO LINEAR
Sejam V e W espaços vetoriais. Uma função T de V em W é chamada transformação linear
(TL) , se
i) T(u+v) = T(u) + T(v) ,
Vv,u
ii) T(
u) =
T(u),
e
Vu
No caso de V = W, T é chamada operador linear sobre V.
MATRIZ ORTOGONAL
Uma matriz quadrada A é ortogonal se A-1 = At
PROPRIEDADES
a) Se A é uma matriz ortogonal então detA =
1
.
b) Se A é uma matriz ortogonal e det A = 1 então A é uma matriz rotação.
c) Uma matriz A é ortogonal sse as colunas(ou linhas) de A são vetores ortonormais.
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MATRIZ DE UMA TRANSFORMAÇÃO LINEAR EM BASES QUAISQUER
Sejam T:V
W uma TL, A=
n21 v,...v,v
uma base de V e B={w1,w2,...wm} uma base
de W. Como T(v1),T(v2),...T(vn)
W, podemos escrever:
T(v1)=a11w1+a21w2+ . . . +am1wm
T(v1)B= (a11,a21, . . . am1)
T(v2)=a12w1+a22w2+ . . . +am2wm
T(v2)B= (a12,a22, . . . am2)
. . . . . .
. . . . . .
. . . . . .
T(vn)=a1nw1+a2nw2+ . . . +amnwm
T(vn)B= (a1n,a2n, . . . amn)
A matriz que representa a TL T em relação as bases A e B é
mnmm
n
n
A
B
aaa
aaa
aaa
T
21
22221
11211
...
...
][
T(vn)B
T(v2)B
T(v1)B
A matriz
A
BT ][
é tal que T(v)B=
A
BT ][
.vA
VETORES PRÓPRIOS E VALORES PRÓPRIOS
T(v) =
v
A.v =
v
A.v -
v = 0
A.v -
I.v = 0
(A -
I).v = 0
O sistema homogêneo correspondente admitirá soluções v
0
, se det(A -
I) = 0.
A equação é chamada “equação característica de T ” e suas raízes são os valores
próprios de T.
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DIAGONALIZAÇÃO DE OPERADORES
Seja o operador linear T:V
V com dim V = n. Se os valores próprios de T são distintos,
o conjunto P, formado pelos correspondentes vetores próprios é LI, e portanto, P é uma
base de V.
Sejam
1,
2,...,
n os valores próprios de T e P=
n21 v,...v,v
a base dos vetores
próprios correspondentes. Então, podemos escrever:
T(v1) =
1v1 =
1v1 + 0.v2 + . . . + 0.vn
T(v1)P = (
1,0, . . .,0)
T(v2) =
2v2 = 0.v1 +
2v2 + . . . + 0.vn
T(v2)P = (0,
2,. . . ,0)
. . . . . . .
. . . . . . .
. . . . . . .
T(vn) =
nvn = 0.v1 + 0.v2 + . . . +
nvn
T(vn)P = (0,0, . . .,
n)
Logo, a matriz que representa T em relação a base P é
n
PT
00
0...0
0...0
][
1
2
1
= D
A matriz D é tal que T(v)P =D.vP
Sejam T:V
V um operador linear , D a matriz diagonal que representa T na base P dos
vetores próprios
e A a matriz que representa T na base canônica C.
As matrizes [T]P = D e [T]C = A são semelhantes.
De relação entre matrizes semelhantes, [T]P = Q-1 .[T]C . Q com Q =
M
P
C
= C-1.P = P.
Logo, D = P-1.A.P
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Seja A uma matriz simétrica com valores próprios distintos. A matriz P formada pelos
vetores próprios unitários é ortogonal, isto é , P-1 = Pt . Nesse caso, dizemos que P
diagonaliza A ortogonalmente e D =PtAP.