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Apostila sobre Linguagem Jurídica que define noções de linguagem, signo, denotação/conotação, língua e fala; níveis e modalidades (oral/escrita); técnicas de oratória (voz, vocabulário, expressão corporal, aparência, leitura em público) e campos etimológico/semântico.

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Linguagem Jurídica 
Professora: Aparecida Correia da Silva
Linguagem Jurídica
Linguagem: é a capacidade comunicativa dos seres.
A Conotação e a Denotação: são as variações de significados que ocorrem no signo linguístico. 
O signo linguístico: é composto de um significante (letras e sons) e um significado (conceito, ideia).
Língua: conjunto de sinais organizados convencionalmente para servir à comunicação. A língua é uma das formas de linguagem, o código que melhor atende às necessidades de expressão humana.
Fala: uso que cada indivíduo faz das combinações possibilitadas pela língua. Enquanto a língua constitui um depositório de signos, a fala pressupõe uma postura ativa sobre a língua.
A linguagem verbal é aquela expressa por meio de palavras escritas ou faladas, ou seja, a linguagem verbalizada, enquanto a linguagem não- verbal, utiliza dos signos visuais para ser efetivada, por exemplo, as imagens nas placas e as cores na sinalização de trânsito.
Dicionário: conjunto de palavras organizado, indicando o seu significado. É o elemento concreto de uma língua, de grande mobilidade, mas não registra todas as possibilidades lexicais.
NÍVEIS DE LINGUAGEM:
Língua culta padrão: escolhida como a língua que deve ser usada em todos os documentos oficiais, imprensa, ciência... Empregada primordialmente na escrita.
Língua coloquial ou comum: usada no cotidiano, principalmente na forma oral.
Língua popular: usada por pessoas com pouca escolaridade, marcada pelo desconhecimento gramatical.
Língua familiar: afetividade, sentimentos (diminutivos, apelidos carinhosos...)
Língua grupal: utilizada por grupos pequenos ou específicos.
· Regionalismos
· Gírias
· Línguas técnicas
· Dialetos
Modalidade Oral :
· É mais abrangente / democrática.
· Gestos, olhares..
· Entonação, ritmo.
· Percepção da reação do receptor.
· Repetição de palavras
· Inversões, rupturas, ideias não concluídas.
· Marcadores como “tá?”, “certo?”
· Omissão de certas construções, como pretérito-mais- que-perfeito, mesóclise...
Modalidade escrita:
· É menos abrangente / menos democrática.
· Não se utiliza de gestos, olhares, entonação, ritmo.
· Não se percebe da reação do receptor.
· É possível apagar, corrigir.
· É mais formal.
· Maior precisão.
· É mais prestigiada socialmente.
Oratória
Requisitos Importantes para a Oratória 
· Naturalidade.
· Emoção e envolvimento.
· Imagem bem construída.
· Conhecimento e autoridade sobre o assunto.
· Confiança.
· Coerência e conduta exemplar.
A voz 
· Respiração adequada.
· Pronunciar bem as palavras.
· Ajustar o volume a cada ambiente.
· Velocidade apropriada.
· Alternar o volume e a velocidade.
· Ênfase nas palavras e pausas adequadas.
· O sotaque deve ser corrigido se dificultar a compreensão.
Vocabulário 
· Precisa ser amplo.
· Evitar gírias, termos incomuns, termos técnicos.
· Tiques e vícios.
Expressao Corporal 
Atitudes desaconselháveis:
· Braços e mãos: nas costas, nos bolsos, cruzados.
· Apoiar braços sobre a mesa / tribuna.
· Gestos abaixo da cintura ou acima da cabeça.
· Coçar a cabeça, segurar a gola da blusa ou paletó, mexer na aliança, na pulseira, distrair-se com o lápis/caneta.
· Pernas com movimentos desordenados.
· Pernas muito abertas ou fechadas.
· Com apoio ora sobre uma, ora sobre outra.
· Muito rígidas.
· Postura negligente, de alguém derrotado.
· Prepotente, com ar arrogante.
A boa expressão corporal para falar:
· Faça um gesto para cada informação predominante na frase.
· Não tenha pressa de voltar à posição de apoio.
· Gesticule com os braços acima da linha da cintura.
· Faça o movimento a partir do ombro.
· Varie os gestos.
· Harmonia entre gesto, voz e fala.
· Posicione-se naturalmente sobre as duas pernas.
· Use o semblante para se comunicar com expressividade.
· Olhe para os ouvintes.
Aparencia 
· A sua aparência também fala.
· Na escolha de roupas, calçados, óculos e acessórios, considere o seu bem-estar e a impressão que causará nos ouvintes.
· A roupa não deve chamar mais atenção do que você mesmo.
Ler em público 
· Mantenha contato visual com os ouvintes, mesmo nas pausas mais prolongadas.
· Segure a folha na altura da parte superior de seu peito.
· Faça poucos gestos.
· Faça marcação para pausas expressivas, para destacar palavras mais significativas e também indicar o momento mais adequado de olhar para a plateia.
· Se sentir muito nervosismo para ler, use folhas mais grossas, isso transmite tranquilidade.
Linguagem Jurídica
Campo etimológico e campo semântico:
· Campo etimológico significa reunir vocábulos que tenham a mesma raiz ou o mesmo radical.
· Campo semântico reúne palavras cognatas, ou seja, palavras “parentes”.
Campo etimológico da palavra Chuva:
chover – chuveiro – chuvisco – chuvoso – chuvarada- chove-não-molha
Construir um campo semântico significa reunir vocábulos por associação de significados, construindo um universo em que, a partir de uma palavra-chave, todas se remetam a ela por diversos critérios de aproximação.
Campo semântico do vocábulo - chuva
aguaceiro – temporal – garoa- resfriado – galocha – poça - guarda-chuva - nuvem
Denotação e Conotação
· Denotação: uso do signo linguístico em seu sentido comum, corrente, arbitrário.
· Conotação: uso do signo linguístico em sentido figurado, criativo, não relacionado à arbitrariedade de sua significação, mas ao que suscita o conceito por ele evocado.
- A palavra no contexto:
· contrair o músculo (endurecer o músculo);
· contrair uma dívida (dever);
· contrair uma doença (adoecer);
· contrair matrimônio (casar).
- Parônimos: semelhantes na grafia e na pronúncia.
· Atuar: agir
· Autuar: processar
· Deferir: conceder algo
· Diferir: ser diferente
· Degradar: rebaixar
· Degredar: exilar
· Delatar: trair
· Dilatar: aumentar
· Descriminar: inocentar
· Discriminar: diferenciar
· Despensa: depósito de mantimentos
· Dispensa: licença
· Destratar: ofender
· Distratar: rescindir um contrato
· Flagrante: evidente
· Fragrante: perfumado
· Infligir: aplicar pena
· Infringir: violar
· Mandado: ordem de autoridade judicial
· Mandato: procuração (mandato de deputado)
- Homônimas: grafia e pronúncia igual.
- Homônimas perfeitas:
· venda
· sentença
· cabo
· real
· sonho
- Homófonas: som igual, grafia diferente
· Arrochar: apertar
· Arroxar: tornar roxo
· Caçar: apanhar, perseguir animais
· Cassar: invalidar
· Cela: cubículo
· Sela: arreio
· Censo: recenseamento
· Senso: juízo
· Cessão: ato de ceder
· Seção (secção): parte, setor
· Sessão: reunião
· Paço: palácio
· Passo: ato de avançar a pé
· Tacha: prego
· Taxa: imposto
- Homógrafos: escrita igual, som diferente.
· -Acordo (substantivo) / acordo (ó) ( verbo acordar)
· -Erro (ê) (substantivo) / erro (é) (verbo errar)
· -Jogo (ô)(substantivo) / jogo (ó) (verbo jogar)
· -Apoio (ô) e apoio (ó) ...
· -Gelo (ê) e gelo (é) ...
Linguagem Jurídica: Linguagem jurídica é um ramo de estudo da linguagem que vem se desenvolvendo, dedicado ao estudo da linguagem do direito.
EXPRESSÕES JURÍDICAS LATINAS APLICADAS AO COTIDIANO FORENSE: 
Oriundas do acervo lexical empregado por juízes, advogados, escrivães, tabeliães, serventuários da justiça, as expressões a seguir representam um esforço que pretende mostrar aos estudiosos a maneira pela qual essas mesmas expressões se apresentam no cotidiano forense. 
Vocabulário Jurídico: 
O vocabulário jurídico não se limita apenas aos termos de pertinência jurídica exclusiva. Ele se estende a todas as palavras que o direito emprega numa acepção que lhe é própria.
Ele engloba todos os termos que, tendo ao menos um sentido no uso ordinário e ao menos um sentido diferente aos olhos do direito, são marcados pela polissemia.
- Unívocos: contêm apenas um sentido. Ex.: 
· furto (subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel);
· roubo (subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel mediante grave ameaça ou violência, depois de reduzir a resistência da pessoa).
Equívocos: são plurissignificantes, sendo identificados no contexto. Ex.: “sequestrar”
· Direito Processual: apreender judicialmente bem em litígio.
· Direito Penal: privar alguémde sua liberdade de locomoção.
- Análogos: possuem à mesma família ideológica. Ex.: 
· Resolução: dissolução de um contrato, acordo, ato jurídico.
· Resilição: dissolução pela vontade dos contraentes.
· Rescisão: dissolução por lesão do contrato.
Mesmo significado na língua corrente e na linguagem jurídica: 
· Hipótese
· Estrutura
· Confiança
· Reunião
· Critério
· Argumentos
Possuem um significado na língua corrente e outro significado na linguagem jurídica – polissemia
Língua Corrente
Sentença = frase
Ação = agir
Linguagem Jurídica
Ação = processo
Sentença = decisão de um juiz
· Termos que possuem mais de um significado no universo do Direito, por exemplo:
- prescrição (prescrever): eterminação, orientação.
A lei prescreve em tais casos, que se aplique o art. 12 da Lei de..... pode também significar a perda de um direito pelo decurso do prazo. O direito de agir, em tais casos, prescreve em dois anos.
· Termos que só têm significação no âmbito do Direito: usucapião, acórdão etc.
· Termos latinos de uso jurídico, por exemplo: caput, data venia, ad judicia etc.
Níveis da Linguagem Jurídica: A linguagem do direito compreende, pois, vários níveis. O estudo do discurso jurídico não pode ser feito a não ser por nível de linguagem.
Assim, levando-se em consideração que a finalidade é que atribui a juridicidade à linguagem jurídica, pode-se detalhar seus níveis em:
1. Linguagem legislativa – a linguagem dos códigos, das normas; sua finalidade: criar o direito.
2. Linguagem judiciária, forense ou processual – é a linguagem dos processos; sua finalidade é aplicar o direito.
3. Linguagem convencional ou contratual – é a linguagem dos contratos, por meio dos quais se criam direitos e obrigações entre as partes.
4. Linguagem doutrinária – é a linguagem dos mestres, dos doutrinadores, cuja finalidade é explicar os institutos jurídicos, é ensinar o direito.
5. Linguagem cartorária ou notarial – a linguagem jurídica que tem por finalidade registrar os atos de direito.
Pesquisar no dicionário de termos jurídicos o significado dos termos grifados:
1. “De início cumpre registrar, a respeito do instituto da litispendência, as imprecisões do Código de Processo Civil no trato do vocábulo, empregado indiscriminadamente, para duas situações totalmente distintas.”
2. “Em regra, a fungibilidade é própria dos bens móveis, e a infungibilidade, dos imóveis. Entretanto, há bens móveis que são infungíveis.”
3. “Essa restauração de eficácia é categorizável como repristinação, e admitida em nome do princípio da segurança e da estabilidade das relações sociais.”
4. A ab-rogação, expressão raramente usada hodiernamente12, pode ser tácita13 ou expressa.
5. “Daí a parecença14 entre a rescisão por vício redibitório e a resolução por inadimplemento, conforme a concebeu no art. 1.092, parágrafo único, do Código Civil.”
6. “Os poderes e as obrigações do curador são fixados pelo juiz, conforme as circunstâncias.”
7. “O sequestro e o arresto são medidas cautelares cuja diferença se situa no objeto da medida.”
8. “É função típica, prevalecente, do Poder Judiciário exercer a jurisdição.”
9. “Os casos de contrafação são previstos pelo Código Civil.”
10. “Nada tem a teoria da decadência, ou seja, da temporariedade dos direitos, com a teoria da prescrição.”
A Diferença entre Descrição, Narração e Dissertação 
Narração: Como o próprio nome já diz, a narração narra, ou seja, conta um fato ou uma história. Por formar um enredo, um conjunto de ações e acontecimentos que desatinarão em um fim, a maioria dos verbos usados será de ação. Elementos básicos que devem conter em uma narração são:
Fato – Qual propulsor deu início à história? Sobre o quê ela aborda?
Quem? – Personagem principal e personagens secundários.
Quando? – Em que período se deu os acontecimentos?
Onde? – Qual a localidade se passa o enredo? Numa cidade? Em uma floresta?
Como? – O que motivou o fato? Como os personagens agiram?
Exemplo: “Maria costumava sair todos os dias para encontrar com seus amigos no parque da cidade onde morava. Certa manhã, num dia frio de inverno, ela resolveu mudar a rota e ir por um novo caminho. Enquanto se deliciava com a visão de novas ruas e casas, ela foi surpreendida ao esbarrar em um garoto que, para Maria, era o mais lindo do universo. Eles riram e começaram a conversar.”
Fato – Maria conheceu um garoto muito lindo.
Quem – Maria, personagem principal. / Amigos e garoto (que teria o nome revelado mais a frente, caso a história continuasse) – personagens secundários.
Quando – Numa manhã fria de inverno. Nesse caso, não precisou de data específica, pois a estação e o período do dia situaram o leitor.
Onde? – Antes, no parque da cidade. Agora, em uma rua nova que Maria nunca tinha passado.
Como – A história vai continuar a partir do esbarrão de Maria nesse garoto, e da risada e conversas.
Os agentes de texto narrativos serão os verbos de ação, advérbios de lugar, advérbios de tempo e substantivos que nomeiam as pessoas. Eles vão costurar a rede de acontecimentos que é a própria narração.
Descrição
Imagine uma paisagem. Agora, tire uma fotografia mental dela. Imprimir a imagem dessa fotografia num papel é basicamente escrever um texto descritivo. É o tipo textual com mais adjetivos que existe. Os verbos mais comuns são os de ligação, como parecer, ser, permanecer, ficar, estar, ter etc.
Veja o exemplo de um texto descritivo.
“Da velha janela do quarto de hóspedes dava para ver o pôr do sol vermelho-sangue que se formava no horizonte. Via-se, também, o antigo carvalho que permanecia isolado bem nos fundos da casa da minha rica tia Annie. Eu adorava esse lugar quando criança. Mas hoje, não sei se é o cheiro de mofo e de coisas passadas, ou a eterna solidão do silêncio dos corredores que me assusta.”
Note que os adjetivos usados e verbos de ligação fazem com que o leitor se sinta quase vendo o lugar, dentro da história. Lembre-se: toda descrição é uma narração, mas nem toda narração é descrição.
Dissertação
A dissertação é um conjunto de reflexões, debates, discussões e questionamentos acerca determinado tema. É o tipo de discurso mais solicitado em vestibulares. Portanto, dissertar é expor fatos e opiniões de forma coerente e concisa, fundamentados em argumentos válidos e convincentes. A argumentação é o fator principal para uma boa dissertação.
Nesse texto, você deve levar o leitor em uma sequência lógica dos seus pensamentos, de modo que ele aceite sua posição. Mas é impessoal. A menos que se peça o contrário, todas as dissertações devem transpor impessoalidade, utilizando assim, verbos e pronomes na terceira pessoa. Seja objetivo e não fique enrolando com subjetividades também. A melhor forma de se fazer uma dissertação é a seguinte:
Elabore uma pergunta a partir do tema dado. Por exemplo, se o tema for “Jihad – a luta pela disseminação da religião”, você pode transformar em pergunta principal (O que é o jihad?) e perguntas secundárias (Como ocorre? De onde surgiu? Seria o jihadismo um tipo de “Guerra Santa”?).
Responda as perguntas. Por isso, é necessário o conhecimento de campo. A maioria das dissertações em vestibulares vem com os textos de apoio, ou imagens. Tente calcar seu ponto de vista a partir desses saberes.
Coloque o porquê das suas respostas. É aqui que você argumenta, propõe suas ideologias e opiniões a respeito.
Por fim, lembre-se que esse tipo de texto pede se siga a uma estrutura coerente que abrange introdução, desenvolvimento e conclusão.
Texto Descritivo, Narrativo, Dissertativo 
Classificações dos textos atribuídas pela linguística
Os tipos de textos, também chamados tipologias textuais, são as classificações recebidas por um texto de acordo com as regras gramaticais, dependendo de suas características. A tipologia textual é analisada a partir de sua estrutura e observando sua finalidade. Um texto pode contar uma história, descrever um fato, argumentar sobre um ponto de vista, explicar ou informar sobre um acontecimento.
Existem diferentes tipos de textos e cada um apresenta estruturas diferentes, linguagens específicas, vocabuláriovariado, construções frasais distintas, tempos verbais adequados, relações lógicas e modos de interação com o leitor. Para determinar os tipos de textos é preciso levar em conta os aspectos sintáticos e lexicais de cada texto. No entanto, um mesmo texto pode apresentar mais de uma tipologia textual.
Diferença entre tipos de textos e gêneros textuais
Frequentemente há uma confusão entre os conceitos de tipos textuais e de gêneros textuais. Os tipos textuais ou tipos de textos se referem ao conteúdo dos textos e ao seu formato. Os gêneros textuais são formas variadas do texto. Eles têm a função comunicativa e surgem a partir das relações sociocomunicativas.
Podem surgir gêneros textuais a qualquer momento, já um tipo textual, não. Não existe quantidade limitada. Enquanto os tipos textuais já estão definidos, os gêneros estão inseridos em algum contexto cultural. Nesse sentido, os gêneros de textos podem ser inúmeros enquanto os tipos de textos são limitados aos cinco tipos que serão abordados a seguir.
Os tipos de texto são classificados de acordo com sua estrutura, características e finalidade. (Foto: Pixabay)
Classificação dos tipos de textos
Existem cinco tipos de textos que são classificados com base em estruturas específicas. Eles se dividem em: narrativo, descritivo, expositivo, dissertativo e injuntivo.
Texto narrativo
Uma das características principais do texto narrativo é a presença de um narrador. Uma narração tem por objetivo contar o enredo que envolve tempo, espaço, personagem e ação.
Os elementos que compõem uma narração são:
• Personagens - quem vive a história. Os personagens podem ser reais ou imaginários
• Enredo - o que é e como as coisas aconteceram. Os fatos também podem ser reais ou imaginários.
• Espaço/ Tempo – onde e quando se passam as ações.
O texto narrativo possui desenvolvimento, clímax e desfecho. Geralmente, o tempo verbal que predomina nesse tipo de texto é o passado. São classificados como textos narrativos: romances, contos, fábulas, depoimentos, relatos, crônicas, novelas, piadas.
Texto descritivo
A característica principal do texto descritivo é descrever algo ou alguém detalhadamente, de forma que o leitor consiga criar uma imagem mental do que é descrito. Para uma melhor compreensão e estruturação do texto descritivo são utilizados adjetivos, verbos de ligações, metáforas e comparações.
O texto descritivo se estrutura da seguinte forma: apresentação do que será descrito, desenvolvimento que inclui caracterização e finalização da descrição.
•Introdução – a parte na qual se faz a apresentação do que será descrito para que o leitor volte sua atenção a esse ser ou objeto.
•Desenvolvimento – nessa parte ocorre a descrição propriamente dita do objeto ou ser que está sendo descrito, nela os detalhes são apresentados. 
•Conclusão – a conclusão acontece quando a caracterização do que está sendo descrito terminar.
O texto descritivo pode ser encontrado dentro de outros textos, em passagens nas quais se quer caracterizar um objeto, um lugar ou uma pessoa. São exemplos textos descritivos: classificados, folhetos turísticos, cardápios, anúncios e, ainda, descrição de personagens dentro de textos narrativos.
Texto dissertativo
O texto dissertativo é classificado em dissertativo-argumentativo e dissertativo-expositivo. O texto dissertativo-argumentativo apresenta um ponto de vista e tem como objetivo persuadir e convencer o leitor a concordar com a ideia defendida. 
Já um texto dissertativo-expositivo busca expor um ponto de vista sem a necessidade de convencer o leitor. Um texto dissertativo possui uma ideia central a ser trabalhada, a fundamentação do tema e o fechamento da ideia desenvolvida no decorrer do texto. 
A estrutura básica do texto argumentativo é a seguinte:
• Introdução – parte onde se apresenta o assunto e a tese sobre ele que será defendida no texto.
• Desenvolvimento – no desenvolvimento se explora os argumentos que sustentam a tese. Os argumentos devem ser embasados com exemplos e fatos a fim de comprová-los e validá-los.
• Conclusão – é o desfecho do assunto no qual se retoma à tese inicial. Pode ocorrer a apresentação de soluções viáveis ou de propostas de intervenção.
Fazem parte desse tipo de texto os ensaios, as cartas argumentativas, a dissertação-argumentativa e o editorial.
Texto expositivo
O texto expositivo tem a finalidade de informar e esclarecer o leitor através da exposição de um determinado assunto ou tema. Esse tipo de texto não tem a pretensão de convencer o leitor, apenas de expor conhecimentos, ideias e pontos de vista. Sua linguagem é clara e concisa.
O texto expositivo se estrutura da seguinte maneira:
Introdução – parte do texto onde se faz apresentação e contextualização do tema. Na introdução também se define o objetivo do texto.
Desenvolvimento - no desenvolvimento é feita uma explicação detalhada, clara e objetiva do tema.
Conclusão - na conclusão o tema é reafirmado com uma síntese dos conteúdos abordados.
São exemplos desse tipo de texto: reportagem, resumo, fichamento, artigo científico e seminário.
Texto injuntivo
Os textos injuntivos e textos prescritivos são textos que têm como finalidade a instrução e orientação do leitor. Além de fornecer uma informação, eles instigam a ação do leitor. Os textos injuntivos se caracterizam por utilizar verbos no imperativo, no infinitivo ou presente do indicativo, sempre indeterminando o sujeito.
São exemplos de textos injuntivos os manuais de instruções, receitas culinárias, bulas, regulamentos, editais, códigos e leis.
Petição 
Petição é o ato de pedir algo de modo formal, através da assinatura de um requerimento por escrito.
As petições são, por norma, direcionadas a uma instituição superior, responsável direta ou indiretamente por assuntos relacionados com os indivíduos que solicitam estes pedidos.
Normalmente, as petições representam um ato de manifestação contra alguma situação ou condição considerada insatisfatória pela população. As petições trabalhistas são exemplos de reclamações mais comuns.
Na internet, por exemplo, existem vários sites e grupos que organizam petições públicas, angariando um determinado número de assinaturas para tentar provar a insatisfação da maioria popular, se for o caso.
O direito de petição está previsto no artigo 5º, inciso XXXIV, da Constituição Federal de 1988, conforme indicado no texto abaixo:
“ XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal;”
Petição Inicial
No âmbito jurídico, chama-se de petição inicial a exposição e explicação feita pelo advogado ao juiz quando é desejado dar prosseguimento a determinada causa ou processo.
No entanto, de acordo com o artigo 282, do Código de Processo Civil, a petição inicial deverá seguir alguns requisitos obrigatórios para ser considerada válida, como:
· Endereçamento;
· Os nomes, prenomes, estado civil, profissão, domicílio e residência do autor e do réu;
· O fato e os fundamentos jurídicos do pedido;
· O pedido, com as suas devidas especificações;
· O valor da causa;
· As provas que demonstram a verdade dos fatos alegados;
· O requerimento para a citação do réu;
Ainda no campo do Direito, quando um novo documento é anexado pelo advogado (seja do réu ou do autor) ao processo já existente, este ato é chamado de juntada de petição.
Nos termos jurídicos, as petições são todos os recursos especiais, extraordinários e ordinários que deverão ser juntadas aos autos do processo. A expressão “juntada de petição” é referente a esta ação.
Exemplo de Petição Inicial – Novo CPC
EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA __ VARA CÍVEL DO FORO DA COMARCA DE...
NOME DO CLIENTE, nacionalidade..., estado civil... (indicar existência de união estável), profissão..., portador do documento de identidade RG. N..., inscrito no CPF sob o n..., tendo comoendereço eletrônico..., domiciliado e residente na rua..., por meio de sua advogada que esta subscreve (procuração em anexo), com endereço profissional à..., CEP..., nesta Comarca, onde recebe intimações, vem, respeitosamente perante Vossa Excelência, propor
AÇÃO...,
Com fundamento no artigo... Do Código... (o artigo que justifique o nome da peça),
em face de NOME DA PARTE CONTRÁRIA, pessoa jurídica inscrita no CNPJ sob o nº..., com sede em..., endereço eletrônico..., pelos motivos de fato e de Direito a seguir expostos.
I DOS FATOS
O Autor... (narrar)
Dessa forma, como será demonstrado a seguir, o autor tem direito a...
II DO DIREITO
Trata-se de ação...
A esse respeito, o artigo... Do código... Afirma que: (transcrever)
“Art. N...”
No mesmo sentido... (outro art.)
Além disso... (sumula)
No presente caso... (lei aplicada)
Infere-se, portanto, que o Autor tem direito a...
III DOS PEDIDOS
Por todo o exposto, requer a Vossa Excelência:
(Requerer pedido liminar, se houver)
[Nos moldes do Art. 319, § 1º, requer que sejam realizadas as diligências necessárias para a obtenção de dados que possibilitem a citação do réu, gerando ofícios para intimação da Receita Federal, do Tribunal Eleitoral e empresas privadas de telefonia, para fornecimento do endereço para citação.](caso não possua informações suficientes para a citação)
(Requerimento para citação não é mais necessário)
(Pedidos principais)
Requer, também a condenação do réu ao pagamento dos honorários e custas de sucumbência, em conformidade com o artigo 85 do Novo Código de Processo Civil.
Requer, ainda, nos moldes do Art. 98 do CPC/15, a concessão dos benefícios da Assistência Judiciária Gratuita, em sua totalidade, por tratar-se de pessoa pobre na acepção jurídica do termo, cuja situação econômica não permite arcar com as custas e despesas processuais, sem prejuízo alimentar próprio ou de sua família, como estabelece o parágrafo único, do artigo 2º, da Lei 1060/50. (junte documentos que comprove a necessidade de gratuidade total, ou requeira gratuidade parcial)
(Requerer prioridade de julgamento, se houver)
(Requerer intimação do MP se necessário)
O Autor provará o alegado por todos os meios de provas admitidos em direito, notadamente...
O autor possui (ou não possui) interesse na autocomposição. (A ausência desse item gera presunção de aceitação)
Dá à causa o valor de R$... (valor...).
Termos em que,
Pede deferimento.
Local e data...
Advogado...
OAB n...
Endereço profissional para intimações...
Brocardos Jurídicos
- aberratio delicti Desvio do delito. Erro por parte do criminoso quanto à pessoa da vítima.
- aberratio ictus Desvio do golpe. Dá-se quando o delinquente atinge, por imperícia, pessoa diversa da que visava.
- ab incunabulis Desde o berço. Desde o princípio; desde a origem.
- ab initio Desde o começo.
- ab intestato Sem deixar testamento. Diz-se da sucessão sem testamento, ou dos herdeiros que dela se beneficiam.
- ab origine Desde a origem; desde o princípio.
- ab ovo Desde o ovo; desde o começo.
- abusus non tollit usum O abuso não impede o uso. Princípio segundo o qual se pode usar de uma coisa boa em si, mesmo quando outros usam dela abusivamente.
- accipiens O que recebe. Pessoa que recebe um pagamento; recebedor.
- ad argumentandum tantum Somente para argumentar. Concessão feita ao adversário, a fim de refutá-lo com mais segurança.
- ad cautelam Por precaução. Diz-se do ato praticado a fim de prevenir algum inconveniente.
- ad corpus Expressão usada para indicar a venda de imóvel sem a medida de sua área, por oposição à venda ad mensuram.
- ad diem Até o dia. Prazo último para o cumprimento de uma obrigação.
- ad hoc Para isso. Diz-se de pessoa ou coisa preparada para determinada missão ou circunstância: secretário ad hoc, tribuna ad hoc.
- ad honores Para as honras, como título de glória. Foi nomeado ad honores, isto é, para um cargo ou função meramente honorífico. Sin: honoris causa.
- adhuc sub judice lis est O processo ainda se acha em poder do juiz. A questão não foi definitivamente dirimida (refere-se a litígio ainda não julgado em última instância).
- ad judicem dicere Falar ao juiz.
- ad judicia Para os juízos. Diz-se do mandato judicial outorgado ao advogado pelo mandante.
- ad litem Para o litígio. Relativo ao processo em causa.
- ad mensuram Conforme a medida. Venda estipulada de acordo com o peso ou a medida.
- ad negotia Para os negócios. Refere-se ao mandato outorgado para fins de negócio.
- ad nutum Segundo a vontade de; ao arbítrio de: Diz-se do ato que pode ser revogado pela só vontade de uma das partes; refere-se também à demissibilidade do funcionário que ocupa cargo de confiança.
- ad quem Para quem. 1 Diz-se do juiz ou tribunal a que se recorre de sentença ou despacho de juiz inferior. 2 Dia marcado para a execução de uma obrigação.
- ad referendum Para ser referendado. 1 Dir Diz-se do ato que depende de aprovação ou ratificação da autoridade ou poder competente. 2 Dipl Diz-se da negociação do agente diplomático, sujeita à aprovação de seu governo.
- ad rem À coisa.1 Dir Diz-se do direito ligado à coisa. 2 Log Argumento que atinge o âmago da questão; opõe-se ao argumento ad hominem.
- ad retro Para trás. Dir Diz-se do pacto em que o vendedor tem o direito de reaver a coisa vendida, mediante a restituição do preço e despesas acessórias, dentro de prazo determinado. - ad solemnitatem Para a solenidade. Dir Diz-se do requisito da lei necessário para a forma essencial ou intrínseca do ato e sua validade, e não somente para a sua prova.
- ad valorem Segundo o valor. Dir Diz-se da tributação feita de acordo com o valor da mercadoria importada.
-alibi Em outro lugar. Meio de defesa pelo qual o acusado alega e prova que, no momento do delito, se encontrava em lugar diverso daquele onde o fato delituoso se verificou.
- animus abandonandi Intenção de abandonar.
- animus abutendi Intenção de abusar.
- animus furandi Intenção de roubar.
- animus laedendi Intenção de prejudicar.
- animus necandi Intenção de matar.
- a non domino Por parte de quem não é dono. Diz-se da transferência de bens móveis ou imóveis, por quem não é seu legítimo dono.
- ante litem Antes do litígio. Antes de proposta a ação ou como ato preparatório para ela.
- a posteriori A partir do que vem depois. Sistema de argumentação que parte do efeito para a causa. Opõe-se à argumentação a priori.
- a priori A partir do que vem antes. Prova fundada unicamente na razão, sem fundamento na experiência. Opõe-se a a posteriori.
- apud Junto a; em. Usada em bibliografia para indicação de fonte compulsada, nas citações indiretas.
- apud acta Nos autos; junto aos autos.
- a quo Da parte de cá.1 Na ignorância; sem entender, sem saber. 2 Dir Diz-se do dia a partir do qual se começa a contar um prazo. 3 Dir Diz-se do juiz de um tribunal de cuja decisão se recorre: Juiz a quo (opõe-se, neste caso, a ad quem, juiz, ou tribunal, para o qual se recorre). 4 Lóg Diz-se do termo ou princípio sobre que se fundamenta uma conclusão.
- argumentum ad crumenam Argumento da bolsa. Emprego do suborno, na falta de razões convincentes.
- argumentum baculinum Argumento do porrete. Emprego da violência para a consecução de um objetivo.
- auctori incumbit onus probandi Ao autor cabe o trabalho de provar. Quem acusa que prove.
- audiatur et altera pars Que a outra parte seja também ouvida. Para haver imparcialidade e justiça no julgamento, deve-se ouvir a defesa depois da acusação.
- bis de eadem re non sit actio Não haja dupla ação sobre a mesma coisa. V litispendência.
- bona fide De boa fé: Enganar-se, proceder bona fide.
- capitis diminutio Diminuição de capacidade. Empregada para designar a perda da autoridade.
- casus belli Motivo de guerra. Incidente que pode levar duas ou mais nações a um conflito.
- causa debendi Causa da dívida. Base de um compromisso ou obrigação.
- causa mortis A causa da morte.1 Diz-se da causa determinante da morte de alguém. 2 Imposto pago sobre a importância líquida da herança ou legado.
- causa obligationis Causa da obrigação. Fundamento jurídico de umaobrigação.
- causa petendi A causa de pedir. Fato que serve para fundamentar uma ação.
- causa possessionis Causa da posse. Fundamento jurídico da posse.
- causa traditionis Causa da entrega. Razão da tradição das coisas entre os interessados.
- causa turpis Causa torpe. Causa obrigacional ilícita ou desonesta.
- citra petita Aquém do pedido. Diz-se do julgamento incompleto, que não resolve todas as questões da lide.
- compurgatio Instituição jurídica de defesa, observada em sociedades mais simples, em que o réu procura obter absolvição, arrolando certo número de testemunhas, que juram pela sua inocência.
- conditio juris Condição de direito. Condição, circunstância ou formalidade indispensável para a validade de um ato jurídico.
- conditio sine qua non Condição sem a qual não. Expressão empregada pelos teólogos para indicar circunstâncias absolutamente indispensáveis à validade ou existência de um sacramento, p. Ex., a vontade expressa dos noivos para a validade do matrimônio.
- conscientia fraudis Consciência da fraude.
- conscientia sceleris Consciência do crime.
- consensus omnium Assentimento de todos; opinião generalizada.
- conventio est lex Ajuste é lei, o que foi tratado deve ser cumprido: Cumprirei a cláusula, pois conventio est lex.
- corpus alienum Coisa estranha que não é objeto da lide.
- corpus delicti Corpo de delito. 1 Objeto, instrumento ou sinal que prove a existência do delito. 2 Ato judicial feito pelas autoridades a fim de provar a existência de um crime e descobrir os responsáveis por ele.
- corpus juris civilis Corpo do Direito Civil. Denominação dada por Dionísio Godofredo ao conjunto das obras do Direito Romano formado pelas Institutas, Pandectas, Novellas e Código, organizado por ordem do imperador Justiniano.
- cui prodest? A quem aproveita? Os criminalistas colocam entre os prováveis criminosos as pessoas a quem o delito podia beneficiar.
- dare nemo potest quod non habet, neque plus quam habet.Ninguém pode dar o que não possui, nem mais do que possui.
- data venia Dada a vênia. Expressão delicada e respeitosa com que se pede ao interlocutor permissão para discordar de seu ponto de vista. Usada em linguagem forense e em citações indiretas.
- de cujus De quem. Primeiras palavras da locução de cujus sucessione agitur (de cuja sucessão se trata) Refere-se à pessoa falecida, cuja sucessão se acha aberta.
- de facto De fato. Diz-se das circunstâncias ou provas materiais que têm existência objetiva ou real. Opõe-se a de jure.
- de jure De direito. Opõe-se a de facto.
- de jure constituendo Do direito de constituir. Diz-se de matérias ou situações jurídicas não previstas nas leis, mas que poderão ou deverão, no futuro, tornar-se normas do direito objetivo.
- de jure et de facto De direito e de fato.
- de lege ferenda Da lei a ser criada. V de jure constituendo.
- de plano Calculadamente; premeditadamente.
- desiderandum Que se deve desejar. Pl: desideranda.
- desideratum O que se deseja. Pl: desiderata.
- de visu De vista. Diz-se da pessoa que presenciou o fato, chamada, por isso, testemunha de visu.
- de visu et auditu De vista e ouvido. Testemunha ao mesmo tempo ocular e auricular.
- do ut des Dou para que tu dês. Norma de contrato oneroso bilateral.
- do ut facias Dou para que faças. Norma admitida em contrato bilateral, em que uma das partes oferece dinheiro pela prestação de serviços da outra.
- dura lex sed lex A lei é dura, mas é a lei. Apesar de exigir sacrifícios, a lei deve ser cumprida.
- erga omnes Para com todos. Diz-se de ato, lei ou dispositivo que obriga a todos.
- error in objecto Erro quanto ao objeto. V aberratio ictus. - error in persona Erro quanto à pessoa. V aberratio delicti.
- et caetera E outras coisas. Expressão que se coloca abreviadamente (etc.) no fim de uma enumeração que se poderia alongar.
- ex abruptoDe repente; inopinadamente.
- ex abundantia Com abundância, em grande quantidade.
- ex adverso Do lado contrário. Refere-se ao advogado da parte contrária.
- ex aequo Segundo a eqüidade.
- ex auctoritate legis Pela força da lei.
- ex auctoritate propria Pela sua própria autoridade; sem delegação.
- ex causa Pela causa. Diz-se das custas pagas pela parte que requer ou promove certo ato incontrovertível que somente a ela interessa ou aproveita.
- exceptio firmat regulam A exceção confirma a regra.
- exceptis excipiendis Exceto o que se deve excetuar.
- ex dono Por doação. Expressão empregada em obras de coleção, que foram doadas por alguém.
- exempli gratia Por exemplo. Geralmente empregada abreviadamente: e. G.
- exequatur Execute-se. Dir 1 Autorização dada por chefe de Estado para que um cônsul estrangeiro possa exercer suas funções no país. 2 Decisão de se cumprir no país uma sentença de justiça estrangeira. 3 Fórmula que autoriza a execução de sentença pronunciada por árbitros.
- ex expositis Do que ficou exposto: Portanto, ex expositis, nada lhe resta.
- ex improviso De improviso.
- ex informata conscientia Sem ouvir o réu ou acusado ou o condenado. Literalmente significa: com a consciência informada, isto é, já com julgamento de antemão formado: Condenar alguém ex informata conscientia.
- ex itinere Do caminho.
- ex lege Por força da lei: Foi nomeado ex lege.
- ex officio Por obrigação, por dever do cargo. Dir Diz-se do ato realizado sem provocação das partes.
- ex professo Do proferido. Como profundo conhecedor; magistralmente.
- ex proprio jure Por direito próprio.
- extra petita Além do pedido. Diz-se do julgamento proferido em desacordo com o pedido ou natureza da causa. - ex tuncDesde então. Com efeito retroativo.
- ex vi Por força. Por determinação de; em virtude de.
- ex vi legis Por força da lei. Em virtude da lei.
- ex voto Por voto. Imagem, quadro ou outro objeto que se coloca nos altares, em agradecimento a Deus ou a um santo por uma graça conseguida.
- facio ut des Faço para que dês. Norma de contrato bilateral.
- facio ut facias Faço para que faças. Contrato em que o pagamento de um serviço é pago com a prestação de outro serviço.
- factum principis Fato do príncipe. Dir Em direito trabalhista, cessação do trabalho por imposição da autoridade pública, sem culpa do empregador, ficando o governo responsável pela indenização devida ao empregado (CLT, art. 486).
- flagrante delicto Ao consumar o delito. Diz-se do momento exato em que o indivíduo é surpreendido a perpetrar o ato criminoso, ou enquanto foge, após interrompê-lo ou consumá-lo, perseguido pelo clamor público.
- gratia argumentandi Pelo prazer de argumentar. Emprega-se quando se quer usar um argumento do adversário considerado inconsistente.
- gravis testis Testemunha grave. Testemunha digna; testemunha de peso.
- graviter facere Agir com prudência, com moderação, com gravidade.
- grosso modo De modo geral. Por alto, sem penetrar no âmago da questão.
- habeas corpus Que tenhas o corpo. Meio extraordinário de garantir e proteger com presteza todo aquele que sofre violência ou ameaça de constrangimento ilegal na sua liberdade de locomoção, por parte de qualquer autoridade legítima.
- hic et nunc Aqui e agora. Imediatamente; neste instante.
- honoris causa Por causa da honra. Título honorífico concedido a pessoas ilustres.
- improbus litigator Litigante desonesto. O que entra em demanda sem direito, por ambição, malícia ou emulação.
- in absentia Na ausência. Diz-se do julgamento a que o réu não está presente.
- in abstracto Em abstrato. Sem fundamento; teoricamente. - in actu No ato. No momento de ação.
- in aeternum Para sempre; eternamente.
- in albis Em branco. Sem nenhuma providência. Diz-se também da pessoa vestida apenas com as roupas íntimas.
- in ambiguo Na dúvida.
- in continenti Imediatamente.
- in dubio contra fiscum Na dúvida, contra o fisco.
- in dubio libertas Na dúvida, Iiberdade. Princípio de moral que autoriza a consciência duvidosa a agir livremente, quando na incapacidade de remover a dúvida.
- in dubio pro reo Na dúvida, pelo réu. A incerteza sobre a prática de um delito ou sobre alguma circunstância relativa a ele deve favorecer o réu.
- in extenso Naíntegra.
- in fine No fim. Refere-se ao fim de um capítulo, parágrafo ou livro.
- in fraudem legis Em fraude da lei.
- in integrum restituere Restituir por inteiro. Devolver a coisa no seu estado primitivo.
- in limine litis No limiar do processo. Logo no início do processo.
- in situ No lugar. No lugar determinado.
- in solido Em sólido; na massa. Dir Solidariamente.
- in terminis No fim. Decisão final que encerra o processo.
- inter vivos Entre os vivos. Diz-se da doação propriamente dita, com efeito atual, realizada de modo irrevogável, em vida do doador.
- in totum No todo; na totalidade.
- intuitu personae Em consideração à pessoa.
- ipsis litteris Pelas mesmas letras; textualmente.
- ipsis verbis Com as mesmas palavras, com as próprias palavras.
- ipso facto Só pelo mesmo fato; por isso mesmo, conseqüentemente.
- ipso jure Pelo próprio direito; de acordo com o direito.
- is pater est quem nuptiae demonstrant É pai aquele que as núpcias indicam. Não se supõe a paternidade atribuída a outro, enquanto perdura o matrimônio.
- judex damnatur, ubi nocens absolvitur O juiz é condenado quando o culpado é absolvido.
- jure et facto De direito e de fato.
- juris et de jure De direito e por direito. Estabelecido por lei e considerado por esta como verdade.
- juris tantum De direito somente. O que resulta do próprio direito e somente a ele pertence.
- jus agendi Direito de agir, de proceder em juízo.
- jus conditum Direito constituído; que está em vigor.
- jus est ars boni et aequi O direito e a arte do bem e do justo.
- jus et norma loquendi A lei é a norma da linguagem. Horácio refere-se ao uso, que ele considera fator preponderante na formação da língua.
- jus gentium Direito das Gentes. Direito aplicado aos estrangeiros, equivalente ao atual Direito Internacional.
- jus privatum Direito privado; o direito civil.
- jus publicum Direito público, isto é, das relações dos cidadãos com o Estado; direito político.
- jus sanguinis direito de sangue. Princípio que só reconhece como nacionais os filhos de pais nascidos no país.
- jus soli Direito do solo. Princípio pelo qual a pessoa tem a cidadania no país onde nasceu.
- justae nuptiae Justas núpcias. Expressão usada pelos romanos para designar o casamento legal.
- lato sensu No sentido lato, geral.
- legem habemus Temos lei. Expressão usada contra dissertações que ferem dispositivos legais.
- lex est quod notamus O que escrevemos é lei; isto é, tem força de lei. (Divisa da Câmara de Notários de Paris).
- manu militari Pela mão militar. Diz-se da execução de ordem da autoridade, com o emprego da força armada.
- mens legis O espírito da lei.
- meta optata Fim colimado. O fim alcançado pelo agente do delito.
- modus faciendi Modo de agir.
- modus vivendi Modo de viver. Convênio provisório entre nações, feito quase sempre através de permuta de notas diplomáticas.
- mutatis mutandis Mudando-se o que se deve mudar. Feitas algumas alterações.
- nomen juris Denominação legal; o termo técnico do direito.
- non bis in idem Não duas vezes pela mesma coisa. Axioma jurídico, em virtude do qual ninguém pode responder, pela segunda vez, sobre o mesmo fato já julgado, ou ser duplamente punido pelo mesmo delito.
- non dominus Não dono. Diz-se daquele que não é proprietário da coisa de que se trata.
- non nova, sed nove Não coisas novas, mas (tratadas) de (modo) novo.
- nulla poena sine lege Nenhuma pena sem lei. Não pode existir pena, sem a prévia cominação legal.
- onus probandi Encargo de provar. Expressão que deixa ao acusador o trabalho de provar (a acusação).
- opus citatum Obra citada. Geralmente empregada abreviadamente op. Cit. e indica que oportunamente foi ou será citada a obra.
- patere quam ipse fecisti legem Suporta a lei que tu próprio fizeste. Não podemos fugir das conseqüências de princípios estabelecidos por nós. Aplica-se aos legisladores e moralistas.
- per capita Por cabeça; para cada um. Termo muito empregado nas estatísticas.
- primo occupanti Ao primeiro ocupante. Princípio aceito em jurisprudência, segundo o qual, na falta de outra circunstância, o primeiro ocupante adquire o direito de propriedade.
- pro rata Proporcionalmente. Recebendo cada um, ou pagando, a quota que lhe toca num rateio.
- pro re nata Segundo as circunstâncias. - q. E. D. abrev de quod erat demonstrandum, Que se devia demonstrar.
- quando bene se gesserit Enquanto se comportar bem.
- quot capita, tot sensus Quantas cabeças, tantas sentenças.
- rapere in jus Conduzir a juízo.
- ratio juris Razão do direito. Dir Motivo que o hermeneuta encontra no direito vigente para justificar a interpretação ou solução que dá a uma regra jurídica ou a certo caso concreto.
- ratio legis A razão da lei. Dir Espírito que inspira a lei e deve ser objeto de investigação dos intérpretes e comentadores que procuram esclarecer o seu texto.
- ratio summa Razão superior. Dir Espírito de eqüidade que deve determinar a escolha da solução mais benigna, dentre as duas resultantes da interpretação estrita de determinada regra jurídica.
- ratione materiae Em razão da matéria. Dir Razão resultante da matéria.
- ratione officii Em razão do ofício.
- res integra A coisa inteira.
- res inter alios judicata aliis neque nocet neque prodest A coisa julgada não pode aproveitar nem prejudicar senão às próprias partes.
- res judicata est quae finem controversiarum pronuntiatione judicis accipit Coisa julgada é a que, pelo pronunciamento do juiz, põe fim às controvérsias.
- res judicata pro veritate habetur Acoisa julgada é tida por verdade. Axioma jurídico, segundo o qual aquilo que foi objeto de julgamento definitivo não pode ser novamente submetido a discussão.
- res non verba Fatos e não palavras. Citada quando se pleiteia a ação imediata e não promessas.
- res nullius Coisa de ninguém, isto é, que a ninguém pertence.
- salus populi suprema lex esto A salvação do povo seja a suprema lei. Máxima do Direito Romano.
- sine die Sem dia. Adiar sine die, isto é, sem data fixa.
- sine qua non Sem a qual não. Diz da condição essencial à realização de um ato.
- sui juris Do seu direito. Dir Diz-se da pessoa livre, capaz de determinar-se sem depender de outrem.
- summum jus, summa injuria Excesso de direito, excesso de injustiça. Dir Axioma jurídico que nos adverte contra a aplicação muito rigorosa da lei, que pode dar margem a grandes injustiças.
- suo jure Por seu direito; por direito próprio.
- testis unus, testis nullus Testemunha única, testemunha nula. Aforismo antigo, recusado pelo Direito brasileiro, o qual admite, em determinadas circunstâncias, a validade do depoimento de uma só pessoa.
- ubi eadem ratio ibi eadem legis dispositio Onde existe a mesma razão, aí se aplica o mesmo dispositivo legal.
- ubicumque sit res, pro domino suo clamat Onde quer que esteja a coisa clama pelo seu dono. Princípio jurídico que resume o direito de propriedade, também citado assim em moral: res clamat domino, a coisa clama por seu dono.
- ubi non est justitia, ibi non potest esse jus Onde não existe justiça não pode haver direito. A justiça é que sustenta as diversas formas de direito.
- ubi societas, ibi jus Onde (está) a sociedade aí (está) o direito. De modo geral, as causas correm no foro da comarca onde a sociedade foi estabelecida.
- ultra petitaAlém do pedido. Diz-se da demanda julgada além do que pediu o autor.
- uti possidetis Como possuís. 1 Fórmula diplomática que estabelece o direito de um país a um território, baseada na ocupação pacifica dele. 2 Princípio que faz prevalecer a melhor posse provada da coisa imóvel, no caso de confusão de limites com outra contígua.
Sinais de Pontuação 
 Sinais de pontuação são recursos prosódicos que conferem às orações ritmo, entoação e pausa, bem como indicam limites sintáticos e unidades de sentido. Na escrita, substituem, em parte, o papel desempenhado pelos gestos na fala, garantindo coesão, coerência e boa compreensão da informação transmitida.
Confira abaixo os dez sinais de pontuação utilizados na nossa língua, assim como as situações em que devem ser empregados, seguidas de exemplos.1. Ponto (.)
O ponto pode ser utilizado para:
a) Indicar o final de uma frase declarativa:
Acho que Pedro está gostando de você.
b) Separar períodos:
Ela vai estudar mais tempo. Ainda é cedo.
c) Abreviar palavras:
V. Ex.ª (Vossa excelência)
2. Dois-pontos (:)
Deve ser utilizado com as seguintes finalidades:
a) Iniciar fala de personagens:
Ela gritou:
– Vá embora!
b) Anteceder apostos ou orações apositivas, enumerações ou sequência de palavras que explicam e/ou resumem ideias anteriores.
Esse é o problema dessa geração: tem liberdade, mas não tem responsabilidade.
Anote meu número de telefone: 863820847.
c) Anteceder citação direta:
É como disse Platão: “De todos os animais selvagens, o homem jovem é o mais difícil de domar.”
3. Reticências (...)
Usa-se para:
a) Indicar dúvidas ou hesitação:
Sabe... preciso confessar uma coisa: naquela viagem gastei todas as minhas economias.
b) Interromper uma frase incompleta sintaticamente:
Talvez se você pedisse com jeitinho...
c) Concluir uma frase gramaticalmente incompleta com a intenção de estender a reflexão:
Pedofilia, estupros, assassinatos, pessoas sem ter onde morar, escândalos ligados à corrupção... assim caminha a humanidade.
d) Suprimir palavras em uma transcrição:
“O Cristo não pediu muita coisa. (...) Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.” (Chico Xavier)
4. Parênteses ( )
Os parênteses são usados para:
a) Isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo, datas e, também, podem substituir a vírgula ou o travessão:
Rosa Luxemburgo nasceu em Zamosc (1871).
Numa linda tarde primaveril (meu caçula era um bebê nessa época), ele veio nos visitar pela última vez.
5. Ponto de exclamação (!)
Em que situações utilizar:
a) Após vocativo:
Juliana, bom dia!
b) Final de frases imperativas:
Fuja!
c) Após interjeição:
Ufa! Graças a Deus!
d) Após palavras ou frases de caráter emotivo, expressivo:
Que lástima!
6. Ponto de interrogação (?)
Quando utilizar:
a) Em perguntas diretas:
Quando você chegou?
b) Às vezes, pode ser utilizada junto com o ponto de exclamação para enfatizar o enunciado:
Não acredito, é sério?!
7. Vírgula (,)
Esse é o sinal de pontuação que exerce o maior número de funções, por isso aparece em várias situações. A vírgula marca pausas no enunciado, indicando que os termos por ela separados não formam uma unidade sintática, apesar de estarem na mesma oração.
A seguir confira as situações em que se deve utilizar vírgula.
a) Separar o vocativo:
Marília, vá à padaria comprar pães para o lanche.
b) Separar apostos:
Camila, minha filha caçula, presenteou-me com este relógio.
c) Separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado:
Os políticos, muitas vezes, visam somente os próprios interesses.
d) Separar elementos de uma enumeração:
Meus bolos prediletos são os de chocolate, coco, doce de leite e nata com morangos.
e) Isolar expressões explicativas:
Faça um bolo de chocolate, ou melhor, de chocolate e morangos.
f) Separar conjunções intercaladas:
Os deputados não explicaram, porém, o porquê de tantas faltas.
g) Separar o complemento pleonástico antecipado:
Havia no rosto dela ódio, uma ira, uma raiva que não possuía justificativa.
h) Isolar o nome do lugar na indicação de datas:
São Paulo, 10 de Dezembro de 2016.
i) Separar termos coordenados assindéticos:
Vim, vi, venci. (Júlio César)
j) Marcar a omissão de um termo:
Maria gosta de praticar esportes, e eu, de comer. (omissão do verbo gostar)
Antes da conjunção, como nos casos abaixo:
k) Quando as orações coordenadas possuem sujeitos diferentes:
Os políticos estão cada vez mais ricos, e seus eleitores, cada vez mais pobres.
l) Quando a conjunção “e” repete-se com o objetivo de enfatizar alguma ideia (polissíndeto):
Eu alerto, e brigo, e repito, e faço de tudo para ela perceber que está errada, porém nunca me escuta.
m) Utilizamos a vírgula quando a conjunção “e” assume valores distintos que não retratam sentido de adição (adversidade, consequência, por):
Teve febre a noite toda, e ainda está muito fraca.
Entre orações:
n) Para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas:
Amélia, que não se parece em nada com a Amélia da canção, não suportou seu jeito grosseiro e mandão.
o) Para separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas, com exceção das orações iniciadas pela conjunção “e”:
Pediu muito, mas não conseguiu convencer-lhe.
p) Para separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas), principalmente se estiverem antepostas à oração principal:
A casa, tão cara que ela desistiu da compra, hoje está entregue às baratas.
q) Para separar as orações intercaladas:
Ficou doente, creio eu, por conta da chuva de ontem.
r) Para separar as orações substantivas antepostas à principal:
Quando me formarei, ainda não sei.
8. Ponto e vírgula (;)
a) Utiliza-se ponto e vírgula para separar os itens de uma sequência de outros itens:
Para preparar o bolo vamos precisar dos seguintes ingredientes:
1 xícara de trigo;
4 ovos;
1 xícara de leite;
1 xícara de açúcar;
1 colher de fermento.
b) Utilizamos ponto e vírgula, também, para separar orações coordenadas muito extensas ou orações coordenadas nas quais já se tenha utilizado a vírgula:
“O rosto de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude apática, era pronunciadamente vultuoso, o que mais se acentuava no fim da vida, quando a bronquite crônica de que sofria desde moço se foi transformando em opressora asma cardíaca; os lábios grossos, o inferior um tanto tenso." (O Visconde de Inhomerim - Visconde de Taunay)
9. Travessão (—)
O travessão deve ser utilizado para os seguintes fins:
a) Iniciar a fala de um personagem no discurso direto:
Então ela disse:
— Gostaria que fosse possível fazer a viagem antes de Outubro.
b) Indicar mudança do interlocutor nos diálogos:
— Querido, você já lavou a louça?
— Sim, já comecei a secar, inclusive.
c) Unir grupos de palavras que indicam itinerários:
O descaso do poder público com relação à rodovia Belém—Brasília é decepcionante.
d) Substituir a vírgula em expressões ou frases explicativas:
Dizem que Elvis — o rei do rock — na verdade, detestava atuar.
10. Aspas (“”)
As aspas são utilizadas com os seguintes objetivos:
a) Isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões populares:
A aula do professor foi “irada”.
Ele me pediu um “feedback” da resposta do cliente.
b) Indicar uma citação direta:
“Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com todo o sangue na face, desfiz e refiz a mala.” (O prazer de viajar - Eça de Queirós)
Observação: Quando houver necessidade de utilizar aspas dentro de uma sentença onde ela já esteja presente, usa-se a marcação simples ('), não dupla (").
Coesão e Coerência: 
Texto de Lei 
PRIMEIRO: QUEM FEZ A LEI?
A primeira coisa a ser identificada numa lei é a sua entidade de origem. Existem leis federais (e nacionais, mas esta diferenciação fica para um próximo texto), estaduais (e distritais, no caso de Brasília) e municipais. Essa identificação vai indicar qual o espaço geográfico de incidência daquela lei. Uma lei federal, por exemplo, como o Código Civil, inicia com o brasão da República e com os dizeres “Presidência da República”, o que quer dizer que se aplica em todo o território nacional.
Em seguida, encontramos o número de referência daquela lei, bem como a data em que foi criada. Além disso, algumas leis são denominadas complementares, enquanto outras não (o porquê desta diferença você confere neste texto). Sabendo se a lei é federal, estadual ou municipal, se é de lei ordinária (identificada simplesmente como “lei”) ou complementar, bem como seu número e data de criação, podemos identificá-la sem chances de confusão. Por exemplo, a Lei de Responsabilidade Fiscal é a Lei Complementar Federal n° 101, criada em 4 de maio de 2000. Essa descrição é como uma impressão digital, inconfundível.
EMENTA: A DESCRIÇÃO DA LEI
Ementa da Lei de Responsabilidade Fiscal. Foto: reprodução.
Passada a identificação, as leis costumam ter uma descrição recuadaà direita, chamada de ementa. Trata-se do resumo do que é tratado na lei. Se você estiver fazendo uma pesquisa a fundo, entretanto, não se apegue tanto ao resumo da ementa. Especialmente porque, na maioria dos casos, ela termina com a expressão “e dá outras providências”. Isso é uma verdadeira técnica de camuflagem normativa. É possível encontrar leis que ao final escondem alguma surpresa importante (que são essas tais “outras providências”) e que são colocadas pelo legislador assim justamente para não chamar a atenção da opinião pública. Isso acontece especialmente nas medidas provisórias (que ainda não são leis, mas têm a mesma estrutura e força das leis). Um exemplo de ementa é o da Lei de Responsabilidade Fiscal: “Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade da gestão fiscal e dá outras providências”.
Preâmbulo
A ementa é seguida do preâmbulo, que é, basicamente, um parágrafo introdutório que representa o “espírito” em que foi criada uma lei. A utilização do preâmbulo não é muito comum na técnica legislativa empregada no Brasil. Seu melhor exemplo é o preâmbulo da Constituição, que diz:
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
ENFIM, O CONTEÚDO
Capítulo I da Lei de Responsabilidade Fiscal. Foto: reprodução.
Em seguida, nos deparamos com o conteúdo propriamente dito da lei. Esse conteúdo pode estar organizado de forma temática em títulos, capítulos e seções, seguidos de números romanos (I, II, III, IV, etc.). Isso nem sempre acontece, apenas no caso de leis mais complexas e robustas, como os Códigos (civil, tributário, comercial, etc.). Trata-se apenas de um agrupamento temático, como os capítulos de um livro.
“Título” é um agrupamento mais amplo, que se divide em “capítulos”, que por sua vez são divididos em “seções”. Cada um deles tem uma denominação específica, que indicará a matéria de que trata. Por exemplo, o “Título I” da Constituição trata “Dos Princípios Fundamentais”.
Artigos
Muito bem. Essas subdivisões da lei estarão compostas por artigos. Os artigos estão numerados de forma sequencial em algarismos arábicos (1, 2, 3, 4 etc).
Entre o primeiro e o nono artigo, a numeração costuma ser ordinal (1°, 2°, 3°, 4° etc). Por isso, se você disser “este direito está no artigo cinco da Constituição”, fica evidente que você não conhece a linguagem utilizada pelos operadores (ou conhecedores) das leis. Se você é um estudante de direito, estará cometendo uma gafe. Do artigo 10 em diante, a numeração é cardinal e você pode dizer, sem medo, “os direitos de nacionalidade estão previstos no artigo doze da Constituição”. Neste caso, evite usar “décimo segundo”.
Os artigos podem ter uma forma simples ou podem, também, conter subdivisões. Quando há subdivisões, chamamos a parte inicial do artigo (aquela que acompanha o número) de caput, que significa cabeça em latim. É, portanto, a cabeça do artigo. Ela é considerada sua parte mais importante e serve para a interpretação das demais subdivisões do artigo. A princípio, todas as partes do artigo devem ser interpretadas de modo que sejam compatíveis com o caput.
Parágrafos, incisos e alíneas
Além do caput, as outras partes dos artigos são parágrafos, incisos e alíneas. Se o artigo dispuser de apenas um parágrafo ele será denominado “Parágrafo único”. Se existirem múltiplos parágrafos, eles serão designados pelo símbolo “§” seguido da respectiva numeração.
Na numeração dos parágrafos, são utilizados algarismos arábicos (1, 2, 3, 4, etc.) e vale a regra dos números ordinais e cardinais, como nos artigos (apesar de que dificilmente um artigo tem mais do que nove parágrafos). Então, quando vir numa lei ou num texto “§1°”, você deve ler “parágrafo primeiro” e já sabe que existirão outros – senão ele seria um “Parágrafo único”. Normalmente, os parágrafos destacam aspectos importantes de um artigo que não estão diretamente explicitados em sua cabeça. Também podem trazer alguma exceção à aplicação da regra do artigo.
Os incisos, por outro lado, estão simbolizados por algarismos romanos e podem constar logo após a cabeça do artigo ou após o texto principal do parágrafo. Eles costumam ser utilizados para descrever as hipóteses em que a regra que está na cabeça deve ser aplicada. A cabeça do artigo ou o parágrafo descreve a regra e termina com o sinal “:”, ou “nos casos de:”, ou “nas seguintes formas:”. Essa descrição feita nos incisos pode ser exaustiva (contendo todas as hipóteses possíveis) ou pode simplesmente dar exemplos de hipóteses em que a regra é aplicável.
As alíneas, por sua vez, estão simbolizadas por letras minúsculas (“a”, “b”, “c”, “d” etc) e são subdivisões dos incisos. Normalmente cumprem a mesma função dos incisos, detalhando hipóteses de aplicação de uma regra prevista logo anteriormente.
Argumentação: Argumentação é um conjunto de afirmações, premissas ou suposições que defendem um ponto de vista e que tem por objetivo convencer o leitor sobre algo.
Argumentar não é necessariamente atacar ou criticar alguém. Os argumentos também podem ser usados ​​para apoiar os pontos de vista de outras pessoas.
O que é um texto argumentativo?
Um texto argumentativo é aquele que apresenta uma tese, ou seja, uma opinião sobre algo, junto a um conjunto de fundamentos utilizados para embasa esse ponto de vista.
Caso o texto não possua um ponto de vista ou um fundamento, ele não pode ser considerado argumentativo, já que esses dois pontos são cruciais para que um texto seja coerente em defesa ou crítica a qualquer tema.
Como construir um bom texto argumentativo?
Um texto argumentativo precisa ser embasado, além de defender um ponto de vista. Porém, a construção de um bom texto argumentativo vai muito além disso.
Há pontos essenciais que quando presentes em uma dissertação, por exemplo, podem fazer toda a diferença para quem a lê ou analisa. Abaixo citamos dois pontos principais que auxiliam nessa produção:
Apresentar opinião contrária
Esse ponto é um dos mais importantes para a construção de um texto argumentativo. O pensamento concessivo é o reconhecimento, por parte de quem está escrevendo o texto, de que existe um outro ponto de vista sobre o tema, contrário ao defendido por ele mesmo.
Exemplo:
Em um texto argumentativo com opiniões contrárias à redução da maior idade penal, é possível descrever e fundamentar a opinião defendida e ao mesmo tempo reconhecer que existe uma opinião contrária àquela que está no texto. Neste caso, o apoio a redução, por exemplo.
Sendo assim, o autor que é contra a redução da maior idade penal pode explicar em seu texto que existem argumentos a favor da redução da maior idade penal.
Isso ajuda a identificar o porquê do autor do texto defender aquela opinião, sabendo que ele conhece o tema de forma holística, ou seja, como um todo.
Na análise de uma dissertação, por exemplo, esse ponto é importante para apresentar a quem lê ou analisa, que os fundamentos foram estruturados reconhecendo a opinião contrária, o que torna a argumentação mais forte.
Antecipar possíveis objeções ao argumento apresentado
Qualquer tema concede duas possibilidades de argumentação: contra ou a favor. Assim, um argumento forte e bem fundamentado em um texto é aquele apresenta o seu embasamento já se defende antecipadamente de possíveis objeções ao seu ponto de vista.
Exemplo:
Alguém que defenda o veganismo, consegue produzir um bom texto argumentativo se já conseguir se defender das possíveis objeções contrárias ao tema.
Nesse caso, as objeções poderiam ser a falta de nutrientes em uma dieta, problemas econômicos geradospela queda da produção agropecuária, entre outros.
Contra-argumentar essas possíveis questões, ajuda a construir um texto mais forte e convincente.
Os tipos de argumentação em um texto
Há várias formas de se argumentar em um texto. Abaixo explicamos os três principais tipos de argumentação utilizados:
Argumento de autoridade: é quando o autor do texto utiliza alguma frase, citação ou ideia de outra pessoa ou instituição de pesquisa, que ajude a embasar e fundamentar a opinião defendida;
Argumento de comprovação: é o tipo de argumento que utiliza dados, estatística e notícias que ajudem a comprovar a veracidade da opinião defendida no texto;
Argumento por raciocínio lógico: é quando o autor do texto encontra um ponto lógico, que deixa óbvio e claro o porquê de defender aquele ponto de vista. 
Sentença 
De acordo com o artigo 203, § 1º, do Código de Processo Civil, "ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais, sentença é o pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento nos arts. 485 e 487, põe fim à fase cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execução". Assim, a sentença é o ato do juiz que extingue o processo com ou sem resolução de mérito, ou que rejeita ou acolhe os pedidos do autor. Sentença é a decisão do juiz sobre os pedidos formulados na petição inicial, ainda que o processo prossiga.
No Processo Penal, a sentença tem a mesma definição. O artigo 381, do Código de Processo Penal, apresenta os requisitos para a validade da sentença, sendo eles: os nomes das partes ou, quando não possível, as indicações necessárias para identificá-las; a exposição sucinta da acusação e da defesa; a indicação dos motivos de fato e de direito em que se fundar a decisão; a indicação dos artigos de lei aplicados; o dispositivo; a data e a assinatura do juiz.
O recurso cabível contra a sentença do juiz de 1º grau é a apelação, via pela qual a matéria é remetida ao Tribunal de Justiça.
Decisão Judicial 
É a decisão do magistrado sobre um determinado caso concreto que se realiza através da sentença (1º grau), acórdão (Tribunais Superiores) e voto (Corte Suprema).
Citação: para o Direito, consiste no ato processual no qual a parte ré é comunicada de que se lhe está sendo movido um processo e a partir da qual a relação triangular deste se fecha, com os três sujeitos envolvidos no litígio devidamente ligados: autor, réu e juiz — ou interessados e juiz.
Quando uma ação judicial é proposta perante a Justiça, a pessoa em relação a quem se pretende fazer valer um direito tem que ser chamada a compor a relação processual, sendo tal chamamento realizado por um ato formal, definido em lei: o ato de citação.
Contestação: A contestação é a peça que comporta a toda a defesa do réu. É neste instrumento que o réu deve rebater todos os argumentos do autor, demonstrando, claramente, a impossibilidade de sucesso da demanda.
Na contestação, o réu poderá se manifestar sobre aspectos formais, e materiais.
Os argumentos de origem formal se relacionam à ausência de alguma formalidade processual exigida, e que não fora cumprida pelo autor em sua peça inicial.
Esses argumentos, dependendo da gravidade, podem ocasionar fim do processo antes mesmo do magistrado apreciar o conteúdo do direito pretendido. A imperfeição apontada pelo réu retiraria do autor a possibilidade de seguir adiante, ou retardaria o procedimento até que seja sanada a imperfeição. Essa é a chamada defesa indireta.
Já os aspectos materiais se relacionam ao conteúdo do direito que o autor reivindica; é mérito da causa. É a chamada defesa direta ou de mérito, na qual o réu ataca o fato gerador do direito do autor, ou as conseqüências jurídicas que o autor pretende. O art. 300 do CPC dispõe acerca da contestação:
Art. 300. Compete ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito, com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir.
O princípio da concentração (ou princípio da eventualidade) determina que o réu deve, em sede de contestação, alegar toda a matéria de defesa, tanto processual, quanto de mérito.
Não há possibilidade, como ocorre no processo penal, de aguardar um momento mais propício para expor as teses de defesa. No processo civil é necessário que o réu deduza todas as matérias de defesa que serão utilizadas na própria contestação.
Dessa forma, ressalta-se a grande importância da contestação para a defesa do réu, pois este é o momento oportuno para que o mesmo possa alegar todas as suas razões, sob pena de não poder mais se utilizar de determinados argumentos de defesa que não foram alegados em sede de contestação.
Queixa-crime: É a petição feita pelo particular ofendido em ação penal privada, denunciando o fato criminoso para a punição do culpado. Para que a queixa-crime seja recebida pelo juiz, a fim de que se instaure o inquérito policial, é necessário que preencha aos requisitos previstos no artigo 41, do Código de Processo Penal, ou seja, nela deverá conter exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas.
Querelante: aquele que querela, que move ação penal contra outrem, dito querelado.
Querelado: Aquele que sofre ação penal pelo querelante

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