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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI JUINA 
DANIELLY DE LIMA FRANÇA 
MIRIAN MAZIERI CEZARO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
JUÍNA-MT 
2016 
 
 
 
DANIELLY DE LIMA FRANÇA 
MIRIAN MAZIERI CEZARO 
 
 
 
 
 
 
 
 
MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS 
Estudo de caso da empresa: Belo Monte Madeiras 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso 
apresentado ao Serviço Nacional de 
Aprendizagem Industrial – SENAI JUINA, 
como requisito parcial para a conclusão 
do Curso Técnico de Segurança do 
Trabalho. 
 
Orientador: Marcos Roberto Seccki 
 
 
 
 
 
Juína-MT 
2016 
 
 
 
DANIELLY DE LIMA FRANÇA 
MIRIAN MAZIERI CEZARO 
 
 
MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS 
 
 
 
 
Este Trabalho de conclusão de curso foi julgado e aprovado para obtenção do titulo 
de Técnico em Segurança do Trabalho no curso de Segurança do Trabalho do 
SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. 
 
 
 
Juina, _____ de______________ de__________ 
 
 
Cristiane da Rosa 
Coordenadora do Programa 
 
 
Banca Examinadora 
 
_____________________________________________ 
Marcos Roberto Seccki 
 
_____________________________________________ 
Martinho Dalmaso 
 
_____________________________________________ 
Edenilson Vicente Dias 
 
 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
 
 
Agradecemos em primeiro lugar a Deus, pela vida, pela saúde, inteligência, pela 
força e pela oportunidade de concluir esse curso. 
Agradecemos nossos professores e os demais colaboradores do SENAI, pela 
motivação, dedicação e pela amizade. 
E a nossa família, que amamos e sempre nos apoiou e incentivou para que não 
desistíssemos pelo caminho. 
 
Danielly e Mirian. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao 
esforço, dedicação, não existe meio termo. Ou você faz 
uma coisa bem feita ou não faz”. 
 
 Ayrton Senna 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
FRANÇA, Danielly. Mapa de Riscos Ambientais. 2016. Trabalho de Conclusão de 
Curso (Técnico em Segurança do Trabalho) – SENAI Serviço de Aprendizagem 
Industrial, Juína, 2016. 
 
CEZARO, Mirian. Mapa de Riscos Ambientais. 2016. Trabalho de Conclusão de 
Curso (Técnico em Segurança do Trabalho) – SENAI Serviço de Aprendizagem 
Industrial, Juína, 2016. 
 
O referente trabalho de conclusão de curso aborda a importância do mapa de riscos 
ambientais como ferramenta de informação do trabalhador, exposto no ambiente de 
trabalho aos riscos físico, químico, biológico, ergonômico e mecânico. O Mapa de 
risco é uma representação gráfica dos riscos ambientais, elaborado a partir do layout 
do setor onde será afixado. Os riscos são representados por cores dentro de 
círculos, grande, médio ou pequeno de acordo com a gravidade do risco. O Mapa de 
risco é obrigatório para todas as empresas publicas ou privadas. O trabalhador 
conhecendo os riscos presentes em seu local de trabalho cobrará as medidas de 
proteção ao seu empregador, e será mais consciente do uso dos equipamentos de 
proteção individual. As ferramentas utilizadas para o desenvolvimento do trabalho 
foram: pesquisa em livros, rede mundial de informação (internet), artigos e trabalhos 
acadêmicos. A partir dessas pesquisas desenvolvemos um questionário de 
avaliação do ambiente de trabalho, visita na empresa Belo Monte Madeiras para 
levantamento das condições ambientais da mesma, logo em seguida o 
desenvolvimento do mapa de riscos ambientais e o plano de ação para adoção de 
medidas corretivas. Os resultados obtidos mostraram a incidência maior de riscos 
químico, mecânico e ergonômico. O grau de risco químico e de acidente, 
demonstrou ser os mais graves, devido ao acumulo de poeira, maquinas sem 
proteções e uma alta probabilidade de incêndio, pela grande quantidade de madeira 
seca estocada. Através da elaboração do mapa de risco foi permitido que os 
trabalhadores identifiquem os riscos do seu local de trabalho e ajudem na melhoria 
das condições de segurança. 
 
Palavras Chave: Mapa de Risco, CIPA, Normas Regulamentadoras, Proteção. 
 
 
ABSTRACT 
 
FRANÇA, Danielly. Map of Environmental Risks. 2016. Course Conclusion Work 
(Work Safety Technician) – SENAI Serviço de Aprendizagem Industrial, Juína, 2016. 
 
CEZARO, Mirian. Map of Environmental Risks. 2016. Course Conclusion Work 
(Work Safety Technician) – SENAI Serviço de Aprendizagem Industrial, Juína, 2016. 
 
The referent course conclusion work addresses the importance of the maps 
environmental risks as worker information tool, exposed in the workplace to physical 
risks, chemical, biological, ergonomic and mechanic. The risk map is a graphical 
representation of environmental risk, elaborated from the sector layout which will be 
posted. The risks are represented by a large, median or small circle according to the 
seriousness of the risk. The risk map is mandatory for all public or private companies. 
The employees knowing the risks present in the workplace will charge the protective 
measures to your employer, and will be more aware of the use of personal protective 
equipment. The tools used for development work were: research in books, global 
information network (internet), articles and academic works. From these surveys was 
developed an evaluation questionnaire desktop, visit the company Belo Monte 
Madeiras to survey the environmental conditions, soon after the development of 
environmental risk map and the action plan for corrective action. The results showed 
a higher incidence of chemical, mechanical and ergonomic risks. The level of 
chemical and accident risk, proved to be the most serious, due to accumulation of 
dust , machinery without protection and a high probability of fire, because of the large 
amount of stored dry wood. through the development of risk map was allowed 
workers to identify the risks of their workplace and help in improving the safety 
conditions. 
 
Keywords: Risk of Map, CIPA, Regulatory Norms, Protection. 
 
 
 
 
 
 
 
ÍNDICE DE ILUSTRAÇÕES 
 
Figura 1: efeitos da vibração nos dedos conhecida como dedos brancos ................ 28 
Figura 2: trabalhador exposto à umidade .................................................................. 29 
Figura 3: exemplos de mecanismos de transferência de calor.................................. 31 
Figura 4: Atleta transpirando ..................................................................................... 32 
Figura 5: barreiras de blindagem da radiação ionizante ............................................ 34 
Figura 6: Trabalhador exposto à radiação da soldagem ........................................... 35 
Figura 7: tambores com sinalizados com o símbolo de risco químico ....................... 37 
Figura 8: profissional analisando amostra no microscópio ........................................ 39 
Figura 9: representação de empregados desmotivados e estressados .................... 44 
Figura 10: ilustração de um trabalhador acidentado ................................................. 46 
Figura 11: classificação de riscos ambientais por círculos e cores ........................... 48 
Figura 12: modelo de mapa de risco setorial............................................................. 50 
Figura 13: modelo de mapa de riscos geral .............................................................. 51 
Figura 14: Roteiro para realização do mapa de riscos ambientais ............................ 52 
Figura 15 Roteiro para realização do mapa de riscos continuação ........................... 53 
Figura 16 Questionário para levantamento de riscos ambientais. ............................. 56 
Figura 17: Questionário para levantamento de riscos ambientais p. 2. ..................... 57 
Figura 18: Questionário para levantamento de riscosambientais p. 3 ...................... 58 
Figura 19: Questionário para levantamento de riscos ambientais p. 4 ...................... 59 
Figura 20: Modelo de mapa setorial, realizado a partir do roteiro para realização do 
mapa ......................................................................................................................... 61 
Figura 21: exemplo de plano de ação 5W2H ............................................................ 65 
Figura 22: registro da situação logo na entrada do barracão da empresa ................ 67 
Figura 23: foto dos extintores sem sinalização e com acesso obstruído. .................. 68 
Figura 24: foto da serra circular e respigadeirasem proteção. .................................. 68 
Figura 25: foto do trabalhador usando avental e bota. .............................................. 69 
Figura 26: foto do banheiro, vaso sanitário e pia, em desacordo com a NR 24 ........ 69 
Figura 27: fotos da caixa de destruição elétrica ........................................................ 70 
Figura 28: fotos do acúmulo de pó, do sistema de exaustão e máscaras no lixo. ..... 71 
Figura 29: Fotos das ferramentas sem organização e espalhadas pela produção. .. 71 
Figura 30: latas de produtos químicos espalhados pela produção............................ 72 
Figura 31: Instalação do bebedouro/ armário de copos. ........................................... 72 
 
 
Figura 32: Mapa de Riscos Ambientais ..................................................................... 74 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INDICE DE QUADROS 
 
Quadro 2: Classificação de riscos ambientais e seus agentes.................................. 24 
Quadro 3 : Limites de Tolerância de Ruídos ............................................................. 26 
Quadro 4: Riscos Ambientais e seus agentes (classificação da cor e grupo) ........... 48 
Quadro 5: Medidas do 5S.......................................................................................... 62 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMARIO 
 
1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 13 
2 REFERENCIAL TEORICO ..................................................................................... 14 
2.1 HISTÓRIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO ................................................... 14 
2.1.1História da Segurança do Trabalho no Brasil ........................................... 15 
2.1.1.1Comissão Interna de Prevenção de Acidentes .................................... 18 
2.1.1.2 Surgimento do Mapa de Riscos Ambientais ....................................... 19 
2.2 ANÁLISE DE RISCO E HIGIENE OCUPACIONAL ............................................. 21 
2.3 RISCO E PERIGO ............................................................................................... 21 
2.4 AVALIAÇÕES AMBIENTAIS OCUPACIONAIS ................................................... 22 
2.5RISCOS AMBIENTAIS ......................................................................................... 23 
2.5.1 Riscos Físicos ............................................................................................. 25 
2.5.1.1 Ruído .................................................................................................. 25 
2.5.1.1.1 Efeitos do Ruído no sistema auditivo ........................................... 25 
2.5.1.1.2 Limites de Tolerância para o Ruído ............................................. 26 
2.5.1.1.3 Medidas de controle do Ruído ..................................................... 27 
2.5.1.2 Vibração ............................................................................................. 27 
2.5.1.2.1 Efeitos Da Vibração Para o Ser Humano ..................................... 28 
2.5.1.3 Umidade ............................................................................................. 28 
2.5.1.4 Pressões Anormais ............................................................................. 29 
2.5.1.5 Temperaturas Extremas ..................................................................... 30 
2.5.1.5.1 Calor ............................................................................................ 30 
2.5.1.5.2 Frio ............................................................................................... 32 
2.5.1.6Radiação Ionizante .............................................................................. 33 
2.5.1.7 Radiação não ionizante ...................................................................... 34 
2.5.1.7.1 Efeitos da radiação não ionizante para a saúde .......................... 35 
2.5.2 Riscos Químicos ......................................................................................... 36 
2.5.2.1 Classificação Dos Contaminantes ...................................................... 36 
2.5.2.1.1 Fatores Que Influenciam Na Toxicidade Dos Agentes Químicos 
No Ambiente ............................................................................................... 37 
2.5.2.1.2 Toxicidade e Tempo De Exposição .............................................. 38 
 
 
2.5.2.1.3Pneumoconiose ............................................................................ 38 
2.5.3 Riscos Biológicos ....................................................................................... 38 
2.5.3.2 Classificação dos Agentes Biológicos ................................................ 39 
2.5.4 Risco Ergonômico ...................................................................................... 41 
2.5.4.1 Análise Ergonômica de Trabalho ........................................................ 42 
2.5.4.2 Lesão por Esforço Repetitivo (LER)/ Doença Osteomuscular 
Relacionada ao Trabalho (DORT) .................................................................. 43 
2.5.4.3 Estresse .............................................................................................. 43 
2.5.5 Risco Mecânico ou de Acidente ................................................................ 44 
2.5.5.1 Acidentes do Trabalho ........................................................................ 45 
2.6 MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS ....................................................................... 46 
2.6.1Representação de Riscos Ambientais no Mapa. ....................................... 47 
2.6.2 Tipos de Mapas de Risco ........................................................................... 49 
2.6.3 Elaboração do Mapa de Risco ................................................................... 51 
2.6.3.1 Roteiro Para Realização De Mapa De Risco ...................................... 52 
2.6.3.2 Instruções De Preenchimento Do Roteiro .......................................... 53 
2.6.3.3 Confecção do Mapa de Riscos Ambientais ........................................ 60 
2.7 PROGRAMA 5S .................................................................................................. 62 
2.8 FERRAMENTA 5W2H ......................................................................................... 64 
3- ESTUDO DE CASO .............................................................................................. 66 
3.1 INSPEÇÃO DE SEGURANÇA ............................................................................ 67 
3.1.1 Avaliação De Riscos Da Empresa ............................................................. 73 
3.1.2 Mapa De Risco ............................................................................................ 74 
3.1.2.1 – Recomendações de Medidas Preventivas/Corretivas ..................... 75 
3.2 PLANO DE AÇÃO ............................................................................................... 75 
4 CONCLUSÃO .........................................................................................................80 
5 BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................... 81 
 
 
 
 
 
13 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Desde os tempos antigos já havia preocupação em diminuir os acidentes 
ocorridos em função do trabalho. Com revolução industrial de 1760, na França, os 
empregados das fabricas trabalhavam em condições inseguras, não havia leis 
trabalhista para proteção dos mesmos nem limitação de jornada de trabalho, por 
causa disso ocorriam vários acidentes e mortes. Com passar dos anos foram criadas 
leis trabalhistas, graças à preocupação com a segurança dos trabalhadores, neste 
sentido surgiu a necessidade de informação dos trabalhadores aos riscos que os 
mesmos estavam expostos durante sua jornada de trabalho. 
O Mapa de Riscos Ambientais mostrou ser uma das ferramentas eficaz, de 
informação dos riscos presentes no ambiente de trabalho. No Brasil o mapa de 
riscos ambientais tornou-se obrigatório em 1990, através da portaria n.5 do DNSST, 
pela Norma Regulamentadora 9, que em 1994, passou a fazer parte da Norma 
Regulamentadora 5, onde permanece até os dias de hoje. 
Este trabalho visa prover conhecimento sobre o mapa de riscos ambientais; 
quem tem obrigação de realizar sua elaboração; por que é importante sua 
implantação no ambiente de trabalho; quais os benefícios tanto para empresa 
quanto para os trabalhadores. Trará também conhecimentos de como deve ser feita 
sua elaboração, de forma detalhada e como é sua aplicação, que será demonstrada 
através do estudo de caso, onde desenvolvemos o mapa de riscos ambientais, e 
elaboramos um plano de ação para eliminar/minimizar os riscos do ambiente. 
Este trabalho foi dividido em 9 capítulos, sendo eles: História da Segurança do 
Trabalho, Análise de Risco e Higiene Ocupacional, Risco e Perigo, Avaliações 
Ambientais Ocupacionais, Riscos Ambientais, Mapa de Riscos Ambientais, 
Programa 5S, Ferramenta 5W2H e Estudo de Caso Da Empresa Belo Monte 
Madeiras. 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
2 REFERENCIAL TEORICO 
 
2.1 HISTÓRIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO 
 
Dados Históricos mostram que desde o Egito Antigo já existia uma 
preocupação com a saúde dos escravos de minas de cobre. No império Romano os 
pioneiros a implantar medidas preventivas de segurança do Trabalho foram Plínio e 
Rotário, que recomendam em sua obra, que os trabalhadores fizessem uso de 
máscaras para evitar a inalação de poeiras metálicas, proveniente de chumbo e 
mercúrio. 
De acordo com Reis, (2006, p.01), em 1.700 Bernardino Romazzine, pela 
primeira vez, descreve em sua obra De Morbis Articum Diatriba (As Doenças dos 
Trabalhadores) inúmeras doenças relacionadas a algumas profissões existentes na 
época, graças a isso é considerado o “Pai da Medicina do Trabalho”. As descrições 
em sua obra são oriundas das observações clínicas dos seus pacientes, pois 
sempre lhes perguntava “Qual a sua ocupação?”. 
Na Inglaterra entre os anos de 1760 e 1830, iniciou-se a Revolução Industrial, 
o marco inicial da industrialização moderna, com o surgimento da Máquina de Fiar. 
Até então, a fiação e a tecelagem eram desenvolvidas para atender as necessidades 
domésticas, sendo seu excedente vendido a preço elevado, em regiões onde essas 
atividades não existiam. 
Conforme Michel, (2008, p.26), devido o custo da máquina de fiar ser elevado 
o artífice não conseguiu mais possuí-las. Visando as possibilidades econômicas dos 
altos níveis de produção, surgiram as primeiras fábricas de tecido, a mão de obra 
necessária para a manipulação das máquinas era facilmente garantida pelas 
famílias pobres, sendo aceitos como trabalhadores homens, mulheres e crianças, 
não importando a saúde nem quaisquer outros requisitos. Os empregadores, 
ansiosos por obter um suprimento inesgotável de mão de obra barata, aceitavam 
uma criança deficiente mental para cada 12 “sadias”. 
O trabalho em máquinas sem proteção, executado em ambientes fechados 
onde à ventilação era precária e o ruído atingia limites altíssimos e longas jornadas 
de trabalho trouxeram como consequências, elevados índices de acidentes e de 
doenças profissionais. 
15 
 
Segundo Michel, (2008, p.26), durante esse período a causa prevencionista 
ganhou um grande aliado Charles Dickens, romancista inglês, que através de 
críticas violentas, procurava a todo custo condenar o tratamento impróprio que as 
crianças recebiam nas indústrias britânicas. 
A partir de então surgiram às primeiras leis de proteção ao trabalho na 
Inglaterra, França, Alemanha e Itália. 
 Conforme Oliveira et al (2013, p. 3), na Inglaterra, no ano de 1802, criou-se a 
lei de amparo aos trabalhadores, estabelecendo a respeito do trabalho de 
aprendizes paroquianos nos moinhos. A Lei estabelecia o limite de 12 horas de 
trabalho diário para esses menores, que eram indigentes recolhidos pelos serviços 
de proteção, que os exploravam. 
Nos anos posteriores novas outras leis foram criadas proibindo o trabalho de 
crianças menores de nove anos, e limitando a carga horária de trabalho para 
menores de 16 anos a 12 horas diárias, até que em 1908, foi estabelecida a jornada 
de 8 horas diárias; depois em 1910, foi criada a folga de meio dia por semana dos 
comerciários, e , em 1912, o Código de Leis Trabalhistas, ampliado sempre por 
estatutos especiais e portarias administrativas. 
Podemos dizer que a Inglaterra foi à percussora da ideia do repouso semanal 
e da limitação da jornada diária de trabalho, daí advindo a “semana inglesa”. 
(Oliveira et al (2013, p. 3). 
 Na América, a Constituição do México promulgada em 1917, foi a primeira a 
instituir o limite de 8 (oito) horas diária de trabalho, a regulamentação do trabalho da 
mulher e de menores de idade, férias remuneradas e proteção do direito da 
maternidade. A partir de 1919, as Constituições dos países europeus também 
adotaram esses direitos. 
 Conforme o site Brasil (2011), após a 1ª Guerra Mundial, cria-se a 
Organização Mundial do Trabalho (OIT) através do Tratado de Versalhes o que 
incentivou a formação de um Direito do Trabalho Mundial, pois naquele período 
havia um grande conflito entre os interesses do Capital e dos Trabalhadores. 
 
2.1.1História da Segurança do Trabalho no Brasil 
 
No Brasil no começo do século XX, começou a surgir às primeiras leis de 
proteção ao trabalhador. 
16 
 
Ferreira et al (2012, p.21) fala que no ano de 1918, o então presidente do 
Brasil Wenceslau Braz Gomes institui através do Decreto nº 3.550, o Departamento 
Nacional do Trabalho, com o intuito de regulamentar a organização do trabalho. 
Um ano depois, foi instituída a reparação em caso de doença contraída pelo 
exercício do trabalho pelo Decreto Legislativo nº 3.724, que ficou conhecido como a 
primeira lei sobre acidentes de trabalho. 
Oliveira et al (2013, p. 4) nos diz que em 1934, o então presidente do Brasil 
Getúlio Vargas promulga a terceira Constituição Brasileira, nela regulamentou-se o 
trabalho da mulher e do menor, a jornada de 08 horas, instituiu-se o salário mínimo, 
os sindicatos foram reconhecidos, mas não houve contemplação sobre acidente de 
trabalho. 
Segundo Ferreira et al (2012, p.22) em 1923, é criada a Inspetoria de Higiene 
Industrial e Profissional junto ao Departamento Nacional de Saúde, no Ministério da 
Justiça e Negócios Interiores, que em 1938, se transforma em Serviço de Higiene do 
Trabalho passando, em 1942, a se chamar Divisão de Higiene e Segurança do 
Trabalho. 
No site cntq, (2015) fala que em 21 de abril de 1941 empresários no Rio de 
Janeiro fundam a ABPA (Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes). Dois 
anos depois o decreto-lei 5.452, de 1 de maio de 1943, institui a Consolidação das 
Leis Trabalhistas - CLT, que se tornaria prática efetiva da prevenção no Brasil. 
Em 10 de novembro de 1944, o decreto n º 7.036 possibilitou um maior 
entendimento sobre acidentes de trabalho, ajudou a implantação dos dispositivosda 
CLT no tocante à Segurança e Higiene do Trabalho “garantindo assistência médica, 
hospitalar e farmacêutica aos acidentados e indenização por danos pessoais por 
acidentes. Neste decreto, no artigo 82, foram criadas as Cipas (Comissão Interna de 
Prevenção de Acidentes)”. (cntq, 2015). 
 Seguindo o que nos trás o site cntq, (2015), em 27 de novembro de 1953 o 
decreto-lei 34.715 institui a SIPAT (Semana de Prevenção de Acidentes de 
Trabalho), sempre realizada na quarta semana de novembro de cada ano, ainda 
nesse mesmo, a Portaria 155 regulamenta as CIPAs, estabelecendo as normas para 
sua aplicação. Depois em 16 de novembro de 1955 a portaria 157 para coordenar e 
uniformizar as atividades da SIPAT, na realização do Congresso Anual das Cipas 
durante a SIPAT, que em 1961 passou a se chamar Congresso Nacional de 
Prevenção de Acidentes de Trabalho ou CONPAT. 
17 
 
 Em 30 de dezembro de 1960, a portaria 319 regulamenta o uso de 
Equipamentos de Proteção Individual (EPI). No ano de 1966 é criada a Fundação 
Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, atualmente 
conhecida como FUNDACENTRO. (cntq, 2015). 
 Continuando o que trás o site cntq, (2015), no ano 1967 a Lei n° 5.316 de 
14/09/1967 incluiu o seguro de acidentes de trabalho na Previdência Social (INSS). 
No mesmo ano surge a sexta lei de acidentes de trabalho, e identifica doença 
profissional e doença do trabalho como sinônimos e os equipara ao acidente de 
trabalho. 
 Em 25 de julho de 1972 é baixado o Decreto n° 7.086, que estabeleceu a 
prioridade da Política do PNVT-Programa Nacional de Valorização do Trabalhador, 
instituindo 10 prioridades, entre elas a Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho. 
No mesmo ano a Portaria 3.237, criou os serviços de Segurança, Higiene e Medicina 
do Trabalho nas empresas, juntamente os cursos de preparação nessa área. (site 
cntq, 2015). 
Conforme Oliveira et al (2013, p. 5), em 1975 a Portaria 3.460, instituiu a 
obrigatoriedade dos serviços Medicina e Segurança nas empresas, no art. 162 da 
CTL estabeleceu as Normas Gerais. Em 1977 a Lei n. 6.514, alterou o capítulo V, do 
título II, da CLT, com relação à Segurança e Medicina do Trabalho. Um ano depois 
pela portaria n. 3.214, foram criadas as primeiras Normas Regulamentadoras (NR), 
que desde então são atualizadas e criadas novas existindo atualmente 36 delas. 
 No ano de 1979 através da resolução n°262 é regulamentada a criação de 
cursos voltados para a área de Segurança e Medicina do Trabalho por conta da 
escassez de profissionais para compor o SESMT. Já em 1983 a NR-5 foi alterada 
pela portaria n° 33, incluindo nela os Riscos Ambientais. No ano de 1985 pela lei n° 
7410 de 27/11/85 criou-se a profissão de Técnico em Segurança do trabalho e a 
especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. Que só foi estabelecido 
dois anos depois, pelo parecer 632/87 do MEC.(site cntq, 2015). 
Continuando o que diz o site cntq,(2015), em 1991, estabeleceu-se o conceito 
de Acidente de Trabalho e de Trajeto, na Lei 8.213/91, e a obrigação das empresas 
a comunicar os Acidentes de Trabalho as autoridades competentes, alterado pelo 
Decreto nº 611, de 21 de julho de 1992. 
Em 2009 foi retirado do item 1.7 da NR-1, o termo Ato Inseguro devido que 
muitas vezes os Acidentes de Trabalho eram categorizados apenas como ato 
18 
 
inseguro, pelos empregadores, transferindo a responsabilidade do acidente para o 
trabalhador, impondo barreiras na investigação para descobrir a verdadeira causa 
dos acidentes. E em 2012 institui-se o dia 10 de outubro, como o Dia Nacional de 
Segurança e Saúde nas Escolas, através da Lei nº 12.645 de 16/05/2012.(site cntq, 
2015). 
 
2.1.1.1Comissão Interna de Prevenção de Acidentes 
 
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) é um grupo formado 
por representantes dos empregados e do empregador, cujo objetivo principal é 
colaborar na prevenção de acidentes na empresa. Esse grupo precisa passar por 
treinamento de 20 horas.(Ferreira et al, 2010, p.101) 
Conforme Ponzetto, (2010, p. 13) a primeira forma de CIPA no Brasil surgiu 
em 1921, na empresa Light, a sua principal função era de levantar e eliminar os 
riscos ambientais, devido crescente número de acidentes que ocorriam na empresa. 
“Em 1945, uma das atribuições das primeiras CIPAs regulamentadas no País 
era a de fazer levantamentos de riscos nas áreas de trabalho.” (Ponzetto, 2010, p. 
13). 
A CIPA surgiu com o objetivo de reduzir o grande número de acidentes de 
trabalho nas indústrias. “O cipeiro é o elo de ligação entre o empregador, o SESMT 
e os empregados”. (Ferreira et al, 2010, p.101) 
A CIPA foi instituída pelo decreto n.º 3.214, de 08 de junho de 1978, com a 
criação das Normas Regulamentadoras na NR 05 que trata especificamente dela. 
A CIPA tem por objetivo prevenir acidentes e doenças do trabalho, preservar 
a vida e a saúde do trabalhador. (NR 05, item 5.1) 
“Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular 
funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia 
mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, 
associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que 
admitam trabalhadores como empregados”.(Norma Regulamentadora NR 05, 
item 5.2. 
 
A CIPA deve ser composta por representantes do empregador e dos 
empregados (item 5.6, da norma regulamentadora 5). 
Os representantes dos empregadores serão por eles designados (titulares e 
suplentes). 
19 
 
“Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em 
escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, 
exclusivamente os empregados interessados”. (Norma regulamentadora 5, item 
5.6.2). 
Para determinar o número de membros que deverá conter na CIPA, deve-se 
observar o Quadro I da norma. Quando a empresa não se enquadrar no mesmo, 
deve designar um responsável para cumprimento dos objetivos da NR 5, podendo 
haver participação dos empregados. 
De acordo com o item 5.16, da NR 5, CIPA terá por atribuição identificar os 
riscos no ambiente de trabalho, elaborar o mapa de risco, contando com a ajuda dos 
trabalhadores e do SESMT, realizar ações preventivas para solucionar problemas de 
segurança e saúde no trabalho, vistoriar o ambiente de trabalho, afim de identificar 
situações de risco para os trabalhadores, participar do SESMT, colaborar na 
implementação do PCMSO e PPRA, ou outros programas relacionados a saúde e 
segurança no trabalho, promover anualmente, juntamente com o SESMT, a Semana 
Interna de Prevenção de Acidentes – SIPAT, participar de campanhas de prevenção 
de DST/ AIDS, tabagismo, drogas, dentre outras. 
Segundo item 5.23, da norma regulamentadora 5, a CIPA deverá realizar 
reuniões ordinárias mensalmente registradas em Atas. 
Essas reuniões devem ser realizadas durante expediente normal da empresa, 
em um ambiente apropriado. (item 5.24, NR5). 
Conforme Norma Regulamentadora 5, item 5.27, deverá realizar reuniões 
extraordinárias quando: houver alguma denuncia de risco grave e iminente, que 
necessite de medidas corretivas de emergência, quando ocorrer acidente de 
trabalho, sendo ele grave ou fatal e quando houver solicitação expressa de uma das 
representações. 
 
2.1.1.2 Surgimento do Mapa de Riscos Ambientais 
 
Na Itália em meados dos anos 1960, os operários preocupados em informar 
seus companheiros sobre os riscos a que estavam expostos, criaram um mapa que 
apresentava as áreas de riscos, bem como a intensidade e os tipos, juntamente com 
as recomendações para a possível eliminação. (Ponzetto, 2010, p. 13) 
20 
 
Desta forma surgiu o Mapa de Riscos Ambientais, que facilitava o 
conhecimento dos riscos existentes em cada local, através da sua representação 
gráfica. 
Esse mapa foi adotado por vários países do mundo, no Brasil começou ser 
utilizado na década de 1980. 
Em São Paulo, os resultadosda queda de acidentes de trabalho nas 
metalúrgicas de Osasco, após a implantação do Mapa de Risco, foi muito 
significativa, e graças a isso discutida em Debates sobre Segurança no Trabalho. 
(Ponzetto, 2010, p. 15). 
No inicio da década de 1990 através da portaria n.5 do DNSST, publicada em 
20.8.1992, se tornou obrigatório à elaboração do Mapa de Riscos Ambientais pela 
Norma Regulamentadora 09 - Riscos Ambientais. 
Em 1994 a execução do mapa de risco passou a ser atribuída aos membros 
da CIPA, após a aplicação da portaria n. 25, de 29.12.1994, com redação incluída na 
NR 05 item 5.16. 
No ano seguinte foi alterado o texto da Norma Regulamentadora n. 9, que 
passou a ser chamada de “Programa de Prevenção de Riscos Ambientais”- PPRA. 
Conforme nos diz Ponzetto (2010, p.16), hoje em dia os cipeiros encontram 
grande dificuldade para elaborar o mapa de risco, pois não possuem instruções 
necessárias, pois o mapa de risco contém linguagem complexa, repleta de termos 
técnicos, necessitando assim um conhecimento prévio adequado e de acordo com a 
situação da empresa, sem esquecer-se da necessidade de possuir a expertise para 
a representação correta do desenho que será divulgado a todos. 
[...] Afinal, um desenho mal feito, apagado, inexpressível, sem esquadra, 
com linhas feitas à mão, ou seja, sem critério algum pode descaracterizar 
totalmente o Mapa, e muitas vezes induzir os funcionários da empresa a 
encara-lo de forma dispensada. Assim, mais uma das exigências da lei que, 
na visão dos funcionários, não traria nenhum beneficio completo para a 
segurança dos diversos ambientes de trabalho. (PONZETTO;2010, p.16 e 
17). 
Esta dificuldade se dá pelo fato de que no curso de Prevenção de Acidentes 
para os membros da CIPA, não se aprofunda na elaboração do mapa de risco, pois 
a carga horária obrigatória do curso é de somente 20 horas, e raramente as 
empresas autorizam a extensão deste horário. 
Seria necessário que o treinamento de Mapa de Risco inclui-se aulas práticas 
e teóricas, para o completo entendimento dos diversos riscos no ambiente de 
21 
 
trabalho. Sabendo–se que existem situações complexas e diversas em cada 
ambiente de trabalho, colocando toda a teoria em dúvida. 
Conforme Ponzetto, (2010, p.17), tentou-se tornar obrigatório no curso de 
CIPA, pela Portaria n. 5, de 18.4.1994 a elaboração e implantação de Mapa de 
Riscos Ambientais, mas não foi implantada na prática, ficando apenas na teoria. 
 
2.2 ANÁLISE DE RISCO E HIGIENE OCUPACIONAL 
 
Segundo Araújo, (2010, p.164), Análise de risco é uma técnica utilizada para 
avaliar e identificar os riscos presentes nos locais de trabalho. Essa técnica busca 
destacar a prevenção, controle e eliminação dos riscos em sua fonte, evitando 
ocorrência de acidentes e doenças do trabalho. Os trabalhadores tem papel 
fundamental para identificação dos riscos ambientais, pois convivem e sofrem seus 
efeitos no seu cotidiano de trabalho. 
Ainda conforme Araújo, as empresas são responsáveis pelos riscos gerados 
nas suas instalações, devendo assim fazer o controle dos mesmos, investindo em 
segurança, saúde e meio ambiente. Sempre que houver mudanças nos locais de 
trabalho, seja tecnológica, organizacionais e estruturais, deve-se realizar a analise 
de risco, a fim de proteger a saúde do trabalhador. 
 
2.3 RISCO E PERIGO 
 
Segundo Araújo, (2010, p.166), a saúde do trabalhador engloba aspectos 
mais amplos do que os riscos nos locais de trabalho, como por exemplo, salário, 
moradia, alimentação, qualidade de vida, participação ativa na sociedade etc. 
Risco é qualquer situação que tenha potencial para provocar danos ou 
leões aos trabalhadores, resultantes de doenças ocupacionais ou de 
acidentes de trabalho. 
Perigo é exposição relativa a um risco. (ARAÚJO;2010, p.166). 
 
A OHSAS (Occupational Health and Safety Assessment Services) estabelece 
requisitos para Sistemas de Gestão da Segurança e da Saúde do Trabalho. Define 
como: 
Perigo é a fonte, situação ou ato com um potencial para o dano em termos 
de lesões, ferimentos ou danos para a saúde (3.8), ou uma combinação 
destes. (OHSAS 18001:2007, requisito 3.6). 
 
22 
 
Risco é combinação da probabilidade da ocorrência de um acontecimento 
perigoso ou exposição e da severidade das lesões, ferimentos ou danos 
para a saúde (3.8), que pode ser causada pelo acontecimento ou pela 
exposição. (OHSAS 18001:2007, requisito 3.21). 
 
De acordo com Araújo, (2010, p.66), os acidentes e doenças no ambiente de 
trabalho são consequências da falta de medidas preventivas eficazes, muitas vezes 
só são implantados controles de risco após a ocorrência de acidentes ou surgimento 
de doenças do trabalho. 
Os riscos não estão presentes apenas nas maquinas, equipamentos, 
produtos e substâncias, mas também na maneira em que a atividade é realizada 
(processo de produção ou execução do serviço), o profissional de segurança no 
trabalho deve levar em consideração estes fatores, quando realizar análise de risco. 
 
2.4 AVALIAÇÕES AMBIENTAIS OCUPACIONAIS 
 
 De acordo com Ponzetto, (2010, p.19), para realizar um levantamento de 
riscos ambientais ocupacionais no local de trabalho, é necessário avaliar as 
condições de risco que os trabalhadores estão submetidos. Essa avaliação precisa 
ser executada em todos os ambientes da organização, deve ser bem elaborada e 
não deixar nenhuma duvida quanto aos riscos nos ambientes profissionais, o 
avaliador deverá consultar os riscos já levantados no PPRA (Programa de 
Prevenção de Riscos Ambientais) e na duvida consultar um profissional na área de 
segurança do trabalho. 
 Ainda de acordo com Ponzetto, mediante necessidade de obter resultados 
positivos, a avaliação dos riscos ambientais foi classificada em dois tipos: 
quantitativa e qualitativa. 
Avaliação quantitativa é aquela que necessita de instrumentos científicos 
para sua realização, devendo esses estarem calibrados e preparados para 
cada tipo de analise a ser realizada. 
É fundamental para elaboração do Programa de Prevenção de Riscos 
Ambientais, Norma regulamentadora N.9 (NR-9), pois através dela que se 
pode afirmar que o ambiente de trabalho é insalubre ou não. (PONZETTO; 
2010, p.20). 
 
De acordo com Ponzetto, (2010, p.20), na avaliação qualitativa não faz uso de 
instrumentos científicos em sua elaboração, é embasado na observação do 
ambiente de trabalho, inspeções de segurança, reclamações dos colaboradores 
23 
 
referentes aos riscos presentes no ambiente e a experiência profissional do técnico 
em segurança do trabalho que está realizando a avaliação de risco. 
 Ainda segundo Ponzetto, (2010, p.21) essa avaliação é subjetiva uma vez que 
se baseia na experiência pessoal do avaliador, que pode ser um membro da CIPA 
ou um empregado com mais conhecimento do setor, que tenha participado de 
treinamentos prevencionistas ou conhecimentos básicos de riscos ambientais. 
Podemos citar como exemplo de avaliação qualitativa: em uma madeireira, no 
setor de fabricação de portas, existem inúmeras maquinas que geram vários riscos 
ambientais como: ruído, vibrações, poeira, risco de acidente como amputações de 
membros, calor, pouca iluminação, também encontramos neste ambiente: 
exposições a produtos químicos que geram gazes tóxicos como: solventes, cola, 
tinta, etc. Neste caso o avaliador usará de sua experiência profissional para 
qualificar o grau de risco de cada atividade exercida neste setor, na duvida o 
avaliador contara com a ajuda da CIPA. 
 
2.5RISCOS AMBIENTAIS 
 
Segundo a NR-9 são Riscos Ambientais no trabalho os agentes físicos, 
químicos e biológicos que em função do tempo de exposição podem vir a causar 
danos à saúde dos trabalhadores (SALIBA, 2011, p.10). 
Considera-se também Risco Ambiental, os agentes Ergonômicos e Mecânicos 
(ou acidentes), regulamentados pelas normas: NR-17 Ergonomia, NR-10 
Eletricidade, NR-23 Proteção Contra Incêndio, NR-19 Explosivos, NR 32 SegurançaE Saúde No Trabalho Em Serviços De Saúde entre outras. 
Conforme SALIBA, (2011, p.10), agentes físicos são considerados as diversas 
formas de energia que os trabalhadores estejam expostos. Exemplos: ruído, 
vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas (calor e frio), radiações 
(ionizantes e não ionizantes). 
Os agentes químicos são substancias compostos ou produtos que podem 
penetrar no organismo por via respiratória, cutâneos ou ingeridos devido à 
exposição pela atividade do trabalhador. Exemplos: poeiras, fumos, névoas, 
neblinas, gases ou vapores. 
Conforme a NR-15 são considerados agentes biológicos, fungos, bactérias, 
parasitas, protozoários, vírus entre outros. Os trabalhadores que estão mais 
24 
 
expostos são os que trabalham em frigoríficos, laboratórios, hospitais, coleta de lixo, 
controle de zoonose entre outros. 
De acordo com a NR-17, é considerado risco ergonômico, quando o 
trabalhador exerce atividades que podem provocar desconforto psicofisiológico, 
provocando á longo prazo doenças osteomusculares. Exemplos: postura 
inadequada, levantamento e transporte de peso sem meios auxiliares, movimentos 
repetitivos e similares. 
Segundo PONZETTO, (2010, p.65), pode se considerar como risco de 
acidente, os que decorrem de condições precárias do ambiente ou aos próprios 
processos de varias atividades profissionais, podemos dizer que as condições de 
insegurança no ambiente de trabalho são capazes de afetar a saúde, a segurança e 
o bem estar do trabalhador. 
 
[...] o acidente pode ocorrer quando se têm maquinas ou equipamentos, 
instrumentos, materiais, ferramentas, edificações, eletricidade ou 
armazenamento inadequado, com proteção inadequada ou inexistente, 
matéria prima fora de especificações, manutenções malfeitas ou 
inexistentes, dentre outros (PONZETTO, 2010, p.66). 
 
Conforme Ponzetto, (2010, p.22) os riscos ambientais podem ser classificados 
conforme a tabela abaixo. 
 
Quadro 1: Classificação de riscos ambientais e seus agentes 
Fonte: retirada do livro Mapa de Riscos Ambientais, Ponzetto, (2010). 
25 
 
2.5.1 Riscos Físicos 
 
Segundo Moraes, (2011, p.27) os riscos físicos são provenientes dos agentes 
que modificam as características físicas do meio ambiente. Os agentes físicos são 
conhecidos por: 
Exigirem um meio de transmissão (em geral o ar), para propagarem sua 
nocividade, agirem mesmo sobre indivíduos que não tem contato com a 
fonte de risco, ocasionarem lesões crônicas ou mediatas aos indivíduos 
expostos. (MORAES, 2011 p.27). 
 
2.5.1.1 Ruído 
 
Segundo Saliba, (2011, p.17) o som é qualquer vibração ou conjunto de 
vibrações ou ondas mecânicas que podem ser ouvidas. 
Segundo Moraes, (2011, p.65) o ruído é um agente físico considerado como o 
maior risco prejudicial à saúde dos trabalhadores da indústria e de outras atividades. 
 
[...] O ruído é um fenômeno físico vibratório com características indefinidas 
de variações de pressão em função da uma dada frequência. Pode existir 
em forma aleatória através do tempo, variações de diferentes pressões. 
Para a física o ruído é definido como uma variação de pressão sonora sob a 
forma de ondas mecânicas. (MORAES, 2011, p.65). 
 
Existem três tipos de ruídos: continuo intermitente e de impacto ou impulso. 
• Ruído Continuo: é aquele produzido constantemente, sem interrupção, um 
exemplo é uma maquina que produz o mesmo barulho durante um longo período de 
tempo. 
• Ruído Intermitente: é aquele produzido em curtos períodos ao longo de uma 
jornada de trabalho, um exemplo é quando um passa um veiculo próximo a pessoa, 
e ou uma maquina que é ligada e desligada durante o uso. 
• Ruído de Impacto: é aquele proveniente de explosões ou impactos, é breve e 
abrupto, e provoca grandes danos á audição. 
De acordo com a NR 15,anexo 1 o ruído continuo ou intermitente é aquele não 
classificado como de impacto. 
2.5.1.1.1 Efeitos do Ruído no sistema auditivo 
 
Segundo Moraes, (2011, p.68) o ruído acima de 70dB(A), pode causar uma 
serie de desconfortos e doenças ao ser humano, como estresse, desgaste do 
26 
 
organismo, aumenta o risco de infarto, derrame cerebral, infecções , hipertensão 
arterial e outras patologias. Acima de 80dB(A), já pode haver perda de audição. 
De acordo com Moraes, 2011, p.68 os Efeitos do ruído podem vir a ser leves, 
causando lesão passageira ou temporária, ou até a perda total e irreversível da 
audição como no trama acústico ou perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR). 
2.5.1.1.2 Limites de Tolerância para o Ruído 
 
De acordo com Moraes, (2011, p.76) existe limites de tolerância para cada 
tipo de ruído, o continuo ou intermitente estão presente na NR 15 anexo 1, onde o 
quadro 2.7 apresenta esse limite. O ruído de impacto terá o limite de 130dB(A) de 
acordo com a NR 15, e durante os intervalos entre picos , se houver ruído deve ser 
considerado como continuo. 
O item 15.1.5, NR 15, da Portaria n.3.214/78, define como limite de 
tolerância a concentração ou intensidade de exposição ao agente, que não 
causará danos á saúde do trabalhador durante sua vida laboral(SALIBA, 
2011, p.31). 
 
 
Quadro 2: Limites de Tolerância de Ruídos 
Fonte: Livro Mapa de Riscos Ambientais, Ponzetto, (2010), 
 
27 
 
De acordo com a NR 15, Anexo 1 , item 2 os níveis de ruído contínuo ou 
intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de 
pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e circuito de resposta 
lenta (SLOW). As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. 
Segundo a NR 15, Anexo 1, item 3 os tempos de exposição aos níveis de 
ruído não devem exceder os limites de tolerância fixados no Quadro deste anexo. 
2.5.1.1.3 Medidas de controle do Ruído 
 
De acordo com Moraes (2011, p.77),existem duas formas de controle para o 
ruído, sendo elas: medidas de controle na fonte e de controle no percurso. 
A medida de controle na fonte consiste em substituir equipamentos por outros 
que sejam mais silenciosos, lubrificar os rolamentos das maquinas, evitar que 
permaneça em funcionamento muitas maquinas ao mesmo tempo, realizar 
manutenção das maquinas, etc. 
A medida de controle de percurso consiste em evitar a propagação do ruído, 
fazendo isolamento acústico das maquinas, existem duas formas para realizar o 
isolamento, que são: Isolar a fonte, onde evita a propagação do ruído por meio de 
uma barreira isolante, onde haverá separação da fonte de ruído do ambiente, e o 
isolamento do receptor, ou seja, evitar que som chegue ao trabalhador, construindo 
uma barreira de isolamento e absorvente de som, que mantém o receptor separado 
da fonte de ruído. 
Segundo Moraes (2011, p.77) quando não é possível controlar o ruído direto 
de sua fonte, deve- se adotar outras medidas de controle, que visam reduzir o ruído 
até que atinja o limite permitido pela norma. O protetor auditivo é o mais 
recomendado para reduzir a dose de ruído, mas deve ser considerado como uma 
medida temporária. 
 
2.5.1.2 Vibração 
 
A vibração é um risco ocupacional definida como: 
[...] um movimento oscilatório e periódico, ou aleatório, de um elemento 
estrutural ou peça de uma maquina. São movimentos repetitivos a partir de 
uma posição de repouso(MORAES, 2011, p.84). 
Segundo Moraes (2011, p.85), a vibração causa danos à saúde do ser 
humano, atingindo o sistema nervoso periférico, e central. A vibração pode causar 
28 
 
desconforto para algumas pessoas e para outras não. Ela começa afetar o 
trabalhador só após um longo período de exposição e ocasiona os seguintes 
sintomas: desconforto, labirintite, lentidão dos reflexos, afeta o sistema cardíaco, e 
psicológico, distúrbios da visão e gastrointestinais, degeneração do tecido muscular 
e nervoso e pode causar a doença conhecida como dedo branco, que causa perda 
da capacidade manipulativa. 
2.5.1.2.1 Efeitos Da Vibração Para o Ser Humano 
 
Segundo Moraes, (2011, p.89) as medidas a seremtomadas para evitar 
danos á saúde pela exposição á vibração são: diminuir o tempo de exposição, 
realizar pausas, e rodízio de atividades para manter o nível de exposição dentro dos 
limites de tolerância, realizar treinamentos indicando a forma correta para utilização 
das maquinas, equipamentos e ferramentas, em alguns casos utilizar os EPIs, como 
luvas antivibração. 
 
 
Figura 1: efeitos da vibração nos dedos conhecida como dedos brancos 
Fonte: retirado de www.yeling.com.br (2015) 
 
 
2.5.1.3 Umidade 
 
De acordo com o site drauziovarella, (2014), a umidade é a quantidade de 
vapor de água presente no ar. 
29 
 
Os trabalhadores expostos à umidade são aqueles que exercem suas 
atividades em lugares alagados, encharcados ou com umidade excessiva como: 
lavanderias, lava á jato, frigoríficos, cozinhas, atividades de pesca, etc. (Ponzetto, 
2010, p. 36). 
Segundo Ponzetto, (2010, p. 36) para medir a umidade do ar é necessária a 
utilização de instrumentos como: termômetro de bulbo seco e de bulbo úmido, e com 
o diagrama psicrométrico. A velocidade do ar também deve ser medida para se 
determinar a umidade, isso se faz com diversos tipos de anemômetros. 
 
 
Figura 2: trabalhador exposto à umidade 
Fonte: retirado de www.dmtemdebate.com.br, (2014) 
 
2.5.1.4 Pressões Anormais 
 
Pressão atmosférica pode ser definida como: 
A pressão que o ar da atmosfera exerce sobre a superfície do planeta. Essa 
pressão pode mudar de acordo com a variação de altitude, ou seja, quanto 
maior a altitude menor a pressão e, consequentemente, quanto menor a 
altitude maior a pressão exercida pelo ar na superfície terrestre (site: 
infoescola.com, 2006-2016). 
 
De acordo com Moraes, (2011, p.57) existem dois tipos de pressões 
anormais: a hiperbárica e hipobárica. 
30 
 
A pressão hiperbárica ocorre quando o trabalhador é submetido à pressão 
maior que a pressão atmosférica ao nível do mar, por exemplo, em mergulho em 
grandes profundidades, perfuração de túneis subterrâneos, mineração, etc. 
A pressão hipobárica ocorre quando o trabalhador fica submetido à pressão 
menor que a atmosférica, por exemplo, em atividades em locais de alta altitude, 
como alpinismo, voo de aeronaves, etc. 
Ainda Segundo Moraes, em 1643 o físico italiano Evangelista Torriceli 
inventou um equipamento capaz de medir a pressão atmosférica por meio de uma 
coluna de mercúrio chamado Barômetro, que é utilizado até os dias atuais. 
Os efeitos negativos ao organismo deve-se que, a grandes atitudes há uma 
quantidade menor de oxigênio na atmosfera, isso provoca dificuldade para o corpo 
manter a oxigenação adequada do organismo o que causa dores de cabeça, 
náuseas e prostração. Quando o trabalhador é submetido grandes profundidades, a 
pressão será exercida sobre seu peito, dificultando a expansão dos músculos do 
tórax, e a volta a superfície também é perigosa e deve ser feita lentamente, para não 
provocar danos á saúde como embolia pulmonar. (revista: superinteressante, edição 
132, 1998) 
 
2.5.1.5 Temperaturas Extremas 
 
Conforme Moraes, (2011, p.28) o ser humano é capaz de manter sua 
temperatura interna estável em torno de 37ºC, independente da temperatura do 
ambiente. As temperaturas acima de 41°C podem causar lesões no cérebro, 
consequentemente temperaturas abaixo de 26° podem provocar arritmia cardíaca. 
2.5.1.5.1 Calor 
 
 De acordo com Moraes, (2011, p.29) o calor é um agente físico, que ocorre 
em diversos setores da indústria como: siderurgia, fundições, produção de vidro e 
têxtil. 
Conforme Saliba, (2011, p.91) o trabalhador pode ser exposto ao calor por 
mecanismos diferentes que são: por condução, convecção e radiação, e o perde 
pela evaporação. 
31 
 
• Condução: é quando ocorre a transferência de calor entre dois corpos com 
temperaturas diferentes, em contato, onde o corpo com maior temperatura transfere-
a para o corpo de menor temperatura até que haja o equilíbrio térmico, ou seja, 
quando os dois ficarem com a mesma temperatura. 
Ex: aquecimento de materiais metálicos (panelas, barras de ferro, etc.). 
• Convecção: é a transferência de calor que ocorre entre dois corpos que se 
realiza através de gases ou líquidos. 
Ex: agua fervendo em uma chaleira. 
• Radiação: é a transferência de calor sem a necessidade de contato entre os 
corpos, essa troca de calor se propaga pelo vácuo e aquece a superfície atingida. 
Ex: a radiação solar, o fogo, etc. 
 
 
Figura 3: exemplos de mecanismos de transferência de calor 
Fonte: retirada de www.estudokids.com.br, (2011) 
 
• Evaporação: é o processo físico da transformação de um liquido para estado 
gasoso devido a elevação da temperatura, esse vapor mistura-se ao ar da 
atmosfera. 
Ex: o suor liberado pelo corpo após atividades físicas intensas ( futebol, 
corrida, etc.). 
 
• Efeitos do Calor no Organismo 
 
Quando um organismo fica exposto a temperaturas elevadas no ambiente, 
seu corpo começa a reagir de maneira que libere calor para não superaquecer. 
Segundo Moraes, (2011, p.30) os mecanismos de defesa do organismo para 
evitar o super aquecimento são a vaso dilatação periférica: consiste no aumento do 
fluxo de sangue na superfície do corpo, com aumento da temperatura da pele, e a 
32 
 
sudorese: aumento da evaporação de liquido do corpo ( suor), podendo chegar até 2 
litros por hora. 
De acordo com Saliba, (2011, p.95) caso esses dois mecanismos de defesa 
não sejam suficientes para diminuir a temperatura do organismo, haverá 
consequências como: 
a) Exaustão por calor: devido a vaso dilatação em resposta ao calor, o 
sangue não chega ao cérebro em quantidade suficiente, consequentemente ocorre a 
baixa da pressão arterial. 
b) Desidratação: perda excessiva de líquido pela sudorese, que provoca 
a diminuição do volume de sangue, causando exaustão do calor. 
c) Câimbras: devido a perda de água pela sudorese, o corpo perde 
também sais minerais, como o cloreto de sódio, com isso poderá ocorrer espasmos 
musculares e câimbras. 
d) Choque térmico: ocorre quando a temperatura interna do corpo 
aumenta (hipertermia) de maneira que o organismo entra em colapso, 
comprometendo as funções cerebrais, vasculares e musculares, podendo levar a 
desmaios, confusão mental ou até a morte. 
 
 
Figura 4: Atleta transpirando 
Fonte: retirada deesporte.ig.com.br, (2012) 
 
2.5.1.5.2 Frio 
 
De acordo com Moraes, (2011, p.36) as principais atividades de exposição ao 
frio, causadoras de danos nos trabalhadores, são as executadas em câmeras 
33 
 
frigoríficas, embalagem de carnes ou outros alimentos, atividades portuárias, onde 
se manuseiam cargas congeladas, dentre outras. 
O nosso corpo reage ao frio, no intuito de manter a temperatura interna em 
média de 37ºC, quando a pessoa fica exposta a uma temperatura muito baixa por 
um longo período de tempo pode haver consequências severas para o corpo 
humano. 
De acordo com Moraes, (2011, p.37) a exposição ao frio intenso, pode causar 
hipotermia, que é o que ocorre quando a temperatura do corpo atinge 36°C ou 
menos, aonde surgem arritmias, rigidez muscular, fibrilação ventricular, parada 
respiratória e morte. 
Conforme Saliba, (2011,p.113), o artigo 253 da CLT estabelece parâmetros 
para a exposição ao frio para serviços em frigoríficos: 
“Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os 
que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice versa, depois 
de 1 ( uma) hora e 40 (quarenta) minutos do trabalho continuo, será assegurado um período 
de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. 
Parágrafo único. Considera-se artificialmente frio para os fins do presente artigo que 
for inferior na primeira, segunda e terceira zonas climáticas do mapa oficial do ministério do 
trabalho, a 15º (quinze graus), na quarta zona a 12º ( doze graus) e na quinta, sexta e 
sétima zonas a 10º (dez graus).”2.5.1.6Radiação Ionizante 
 
Conforme Moraes, (2011, p.44) a radiação ionizante é definida por ondas 
eletromagnéticas que possuem grande poder de ionização, ou seja, consegue 
separar elétrons dos átomos da matéria, provocando alteração nas células, podendo 
gerar mutações genéticas nos seres humanos e vários problemas de saúde ao 
trabalhador exposto a essa radiação. 
Segundo Ponzetto, (2010, p.41) os principais tidos de radiações são os raios 
X, raios gama, partículas alfa, beta, nêutrons e outros com elevada energia. 
34 
 
 
Figura 5: barreiras de blindagem da radiação ionizante 
Fonte: retirado de www.infoescola.com (2006-2016) 
 
Conforme Moraes (2011, p.50), as medidas de controle ambiental para a 
radiação ionizante são: manter as fontes radioativas barradas por algum tipo de 
blindagem, blindar portas, janelas, ou até isolar salas ao redor, em caso de locais 
públicos, os materiais para realizar essa blindagem podem ser concreto comum, 
concreto denso, aço e chumbo, desde que tenham a espessura necessária para a 
mesma.As medidas que devem ser tomadas pelo trabalhador, é fazer a utilização 
dos equipamentos de proteção individual adequados, que são: avental de chumbo 
com espessura de 0,5mm, óculos de vidro plumbífero com proteção lateral e protetor 
de tireoide. 
 
2.5.1.7 Radiação não ionizante 
 
 De acordo com Moraes, (2011, p.52) a radiação é considerada não ionizante 
quando não possui energia suficiente para arrancar elétrons dos átomos. 
[...] a radiação eletromagnética consiste em ondas elétricas vibratórias que 
se transladam no espaço acompanhadas por um campo magnético 
vibratório, com as características de um movimento ondulatório. As 
características das radiações eletromagnéticas são possuir frequência, 
comprimento de onda e energia. (SALIBA, 2011, p.124). 
 
Conforme Saliba, (2011, p.125) as radiações não ionizantes incluem: radiação 
ultravioleta, radiação visível e infravermelha, laser, micro-ondas e radiofrequências. 
A exposição à radiação ultravioleta ocorre nos ambientes de trabalho onde há 
operação com solda e trabalho a céu aberto com exposição direta ao sol. 
35 
 
Podemos afirmar que radiação infravermelha é a luz visível, sua principal 
fonte natural é o sol, e entre as artificiais estão as superfícies muito quentes, 
chamas, lâmpadas incandescentes, fluorescentes ou descargas de alta intensidade. 
Conforme Saliba, (2011, p. 129) um feixe de laser produz uma intensidade de 
luz maior do que quando olhamos diretamente para o sol. A exposição ocupacional a 
esse agente físico ocorre em hospitais, clinicas e outros estabelecimentos que 
utilizam laser em tratamentos médicos. 
De acordo com Saliba, (2011, p. 129), a radiação de micro-ondas e 
radiofrequência são encontradas em diversas fontes nos ambientes de trabalho, 
como radar de transmissão de radio, forno micro-ondas, sistemas de comunicação 
entre outros. 
2.5.1.7.1 Efeitos da radiação não ionizante para a saúde 
 
De acordo com Saliba, (2011, p. 121-132) as radiações não ionizantes 
causam uma serie de lesões ao trabalhador exposto á essas fontes, que variam 
desde queimaduras leves na pele e nos olhos, dependendo do tempo de exposição 
até câncer de pele. 
Conforme Moraes, (2011, p.53) estudos realizados com micro-ondas de baixa 
intensidade, na antiga União Soviética, no leste europeu, mostraram alterações do 
sistema nervoso central, e sintomas como dores de cabeça, fadiga, fraqueza, tontura 
e insônia. Outro efeito da exposição às micro-ondas são lesões nos testículos, 
afetando diretamente a produção de espermatozoides. 
 
Figura 6: Trabalhador exposto à radiação da soldagem 
Fonte: retirado de www.conectadosaseguranca.blogspot.com.br (2015) 
 
36 
 
2.5.2 Riscos Químicos 
 
Conforme a NR 09 item 9.1.5.2 Consideram-se agentes químicos as 
substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via 
respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou 
que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos 
pelo organismo através da pele ou por ingestão 
 Segundo o site portaleducacao, (2013) compreende-se como via de 
contaminação: 
Via respiratória: o sistema formado pelo nariz, boca, faringe, laringe, 
bronquíolos e pulmões e trata-se de via de entrada mais importante para a maioria 
dos contaminantes químicos. 
Via cutânea ou dérmica: trata-se de todo o tecido de proteção que envolve o 
corpo humano (derme ou pele), só algumas substancias são capazes de atravessar 
a pele, outras podem penetrar por ferimentos abertos. 
 Via digestiva ou oral: é o sistema formado pela boca, faringe, esôfago, 
estômago e intestinos. A contaminação por essa via ocorre quando acidentalmente o 
trabalhador ingere água ou alimentos contaminados por produtos químicos. 
 
2.5.2.1 Classificação Dos Contaminantes 
 
 De acordo com Ponzetto, (2010, p. 26), existem seis tipos mais comuns de 
agentes químicos ou substancias contaminantes encontrados no ambiente de 
trabalho, que prejudicam a saúde do trabalhador. 
 Poeiras: conforme Moraes, (2011, p. 97), são partículas geradas 
mecanicamente pela fragmentação de materiais sólidos, ex. lixamento de madeira, 
trituração grãos, perfuração de concreto, etc. 
Fumos: segundo Ponzetto, (2010, p. 26), fumos são partículas produzidas 
por condensação de vapores metálicos, ex. operações de soldagem de metais, 
produz fumo de oxido de zinco, e outros metais nas operações de fusão. 
Fumaça: conforme Ponzetto, (2010, p. 26), a fumaça é resultante da 
combustão incompleta de materiais, ex. queima de combustível nos veículos gera 
monóxido de carbono, fumaça derivada de incêndios, queimadas, etc., devido serem 
contaminantes ambientais geram risco á saúde. 
37 
 
Névoas: de acordo com Morais, (2011, p. 97) névoas são partículas líquidas 
provenientes de processos mecânicos, gerados de operações de pulverizações de 
inseticidas, jateamentos de tintas ou em spray. 
Neblinas: conforme Ponzetto, (2011, p.27), as Neblinas são partículas 
líquidas produzidas por condensação de vapores sendo altamente perigosas á 
saúde, quando são provenientes substancias químicas como anidrido sulfúrico, e 
gás clorídrico. 
 Gases: segundo Ponzetto, (2011, p 27), os gases são dispersões de 
moléculas que se mistura com o ar, o que torna o gás tóxico são os elementos 
químicos de sua constituição, podemos citar exemplos o Gás Liquefeito de Petróleo 
(gás de cozinha), o monóxido de carbono, o gás sulfídrico, gás cianídrico, dentre 
outros. 
Vapores: conforme Ponzetto, (2010, p. 27) os vapores são dispersões de 
moléculas no ar que podem se condensar para formar líquidos ou sólidos em 
condições normais de temperatura e pressão, ex. água, gasolina, vapores de benzol, 
dissulfito de carbono, etc. 
 
 
Figura 7: tambores com sinalizados com o símbolo de risco químico 
Fonte: retirado de www.manutencaoesuprimentos.com.br (2012) 
 
2.5.2.1.1 Fatores Que Influenciam Na Toxicidade Dos Agentes Químicos No 
Ambiente 
 
 Segundo Ponzetto, (2010, p. 27), devemos considerar, que a presença de 
produtos ou agentes no local de trabalho, não significa que existe perigo para a 
saúde, o risco representado por essas substancias, depende de 3 fatores: 
38 
 
a) Concentração: Quanto maio for a concentração do produto, mais 
rapidamente seus efeitos nocivos se manifestarão no organismo. 
b) Índice respiratório: Representa a quantidade de ar inalado pelo trabalhador 
durante a jornada de trabalho. 
c) Sensibilidade individual: é o nível de resistência de cada um, e de certa 
forma pode variar de pessoa para pessoa, podendo determinada exposição 
ser extremamente prejudicial para um indivíduo e para outro não haver 
consequências mais graves. (PONZETTO, 2010, p. 27). 
 
 
2.5.2.1.2 Toxicidade e Tempo De Exposição 
 
 Segundo Ponzetto, (2010, p. 27), cada substância tem um determinado 
potencial de toxidade, conforme o grau,maior é o potencial nocivo para o ser 
humano. Para uma analise qualitativa é necessário o conhecimento sobre a toxidade 
de cada substancia. 
 Tempo de exposição é o tempo em que o trabalhador fica exposto ao 
agente contaminante. 
 
2.5.2.1.3Pneumoconiose 
 
 Conforme Moraes, (2011, p. 99), são doenças ocupacionais pulmonares, 
provenientes da inalação de poeiras no ambiente de trabalho. 
A poeira inalada não é eliminada pelas células de defesa do organismo, 
conforme acontece com os microorganismos que são destruídos pelos anticorpos. O 
tamanho das partículas inaladas influencia no local da via respiratória que ela 
afetará, por exemplo, partículas maiores são retidas nas narinas, enquanto as 
menores atingem o pulmão. 
São Consideradas pneumoconioses: Siderose, Silicose, Abestoses, 
Bissiniose, etc. 
 
2.5.3 Riscos Biológicos 
 
A NR 09 estabelece que são considerados agentes biológicos: bactérias, 
fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, e outros, que provocam doenças aos 
trabalhadores quando expostos no local de trabalho ou no exercício de suas 
atividades. 
39 
 
 Também são considerados riscos biológicos animais peçonhentos (que usam 
como defesa, veneno/peçonha, ferrões, etc.) como cobras, escorpiões, aranhas, 
abelhas, vespas, lagartas (taturanas), entre outros. (PONZETTO, 2010, p. 45). 
2.5.3.1 Profissionais que estão expostos á agentes Biológicos 
 
Conforme NR 15 anexo, nº 14 os trabalhadores expostos aos agentes biológicos 
são: 
• Profissionais da área da saúde, que mantém contato direto com pacientes 
acometidos por doenças infectocontagiosas, em hospitais, serviços de emergência, 
enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação e outros. 
• Profissionais que trabalham com animais em frigoríficos e abatedouros, 
tratamento do couro, manuseio dos animais em fazendas (trabalhadores que tem 
contato com fezes e urina de animais doentes), etc. 
• Profissionais que trabalham em esgotos (galerias e tanques), e coleta e 
tratamento de lixo urbano. 
• Profissionais que exercem atividades em gabinetes de autópsias e cemitérios. 
• Profissionais de laboratórios destinados ao preparo de soros, vacinas e outros 
produtos, provenientes de animais peçonhentos, vírus e bactérias. 
 
Figura 8: profissional analisando amostra no microscópio 
Fonte: http://consultoriodigital.pt/patologias/ 
 
2.5.3.2 Classificação dos Agentes Biológicos 
 
 Bactérias 
Ponzetto (2010, 45) diz que “são seres unicelulares, invisíveis ao olho 
humano e que se multiplicam mediante simples divisão”. 
40 
 
Conforme o site bomcorpobom (2014), algumas bactérias são benéficas ao 
ser humano, estão presentes em nosso organismo e auxiliam na digestão. Se o 
organismo estiver com suas defesas baixas as bactérias podem provocar doenças. 
O site grupoescolar (2015), informa que as bactérias causam doenças como: 
tuberculose, cólera, difteria, cáries dentárias, pneumonia e doenças sexualmente 
transmissíveis. 
 
Vírus 
Os vírus são microorganismos infecciosos, que invadem as células do 
hospedeiro para se reproduzir. Podem ser transmitidos através do contato com 
pessoas infectadas, animais e insetos, por equipamentos e outros meios. (Ponzetto, 
2010, p. 45) 
Algumas doenças causadas por vírus: gripe, caxumba, sarampo, poliomielite 
ou paralisia infantil, raiva ou hidrofobia e Aids. (site: mdsaude, 2015). 
 
Fungos 
Existem microrganismos classificados como fungos, que são responsáveis 
por inúmeras enfermidades. 
“Os fungos podem ser unicelulares ou pluricelulares, compostos por hifas, que 
nada mais são do que filamentos de células que formam uma rede, chamada de 
micélio. Essa estrutura se estende até o alimento, realizando a absorção de seus 
nutrientes.” (site: guiadoestudante, 2011). 
 Segundo educação, (2013), Os principais fungos são os bolores, mofos, 
levedos, cogumelos. O antibiótico penicilina é produzida pelo fungo Penicillium. 
 Os fungos são muito utilizados na culinária e estão presentes em alguns 
alimentos que necessitam de fermentação, como no fermento biológico utilizado em 
preparos de pães, outros na fabricação de bebidas alcoólicas. Alguns são 
prejudiciais á saúde, pois provocam doenças como câncer no fígado, micoses como 
frieiras, sapinho (candidíase oral), histoplasmose, candidíase genital, etc. 
 
 Protozoários 
Conforme o site super (2003) protozoários são organismos unicelulares, 
eucarióticos e que apresentam nutrição heterotrófica (não possui capacidade de 
produzir seu alimento). 
41 
 
 Os protozoários vivem em ambientes aquáticos ou úmidos, e algumas 
espécies são parasitárias de outros seres vivos. Entre as doenças provocadas por 
esses organismos estão: a doença de Chagas, que é transmitida através das fezes 
de um inseto chamado barbeiro ou chupança, Amebíase provocada pela ingestão 
de água ou alimento com presença da ameba, Malária causada pela picada do 
mosquito anopheles, Toxoplasmose causa é o contato com fezes de animais 
domésticos (gato, principalmente) doentes, Giardíase: provocada pelo contato com 
fezes de pessoas infectadas com o protozoário. (site: estudopratico, 2013). 
 
Parasitas 
Os parasitas, são seres vivos que necessitam de um hospedeiro para viver e 
se reproduzir, são capazes de viver tanto dentro do organismo (endoparasitas), 
como por exemplo: lombriga, solitária, o esquistossomo, entre outros, ou fora dele 
(ectoparasitas) exemplo: pulgas, carrapatos, sangue sugas, piolho, etc. Os parasitas 
podem permanecer no organismo de um ser vivo por um longo período de tempo, 
sem que cause prejuízos ás funções vitais, mas alguns deles levam á 
consequências severas, podendo causar até a morte. (site portaleducacao, 2008). 
A forma de transmissão dos parasitas é através de contato pessoal com seres 
humanos contaminados, ou através da utilização de objetos pessoais. Podem ser 
transmitidos também através de alimentos e água contaminada, falta de higiene 
pessoal, entre outros. (site portaleducacao, 2008). 
 
2.5.4 Risco Ergonômico 
 
 O risco ergonômico está presente na maioria dos ambientes de trabalho, tanto 
em escritórios, como indústrias, mecânicas, em todos os trabalhos que exigem força 
física como exemplo: trabalho rural, carregamento e descarregamento de materiais, 
também em linhas de montagem onde o trabalho é repetitivo e monótono. 
“A ergonomia é um conjunto de ciências e tecnologias que procura a 
adaptação confortável e produtiva entre o ser humano e seu trabalho, basicamente 
adequando as condições de trabalho ás características do ser humano”. (Ponzetto, 
2010, p. 47). 
42 
 
 Segundo Ponzetto, (2010, p.47) o principal objetivo da ergonomia é melhorar 
as condições de trabalho, proporcionando o bem-estar, evitando riscos á saúde 
física e psicológica do trabalhador. 
 Na NR 17 – Ergonomia diz que: 
“17.1.1 As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, 
transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições 
ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho.” 
 
2.5.4.1 Análise Ergonômica de Trabalho 
 
 Para solucionar os problemas relacionados com o risco ergonômico, e 
diminuir o índice de afastamentos por doenças provocadas devido ao esforço físico, 
movimentos repetitivos, entre outros, surgiu a analise ergonômica de trabalho. 
“Analise Ergonômica do Trabalho AET, aplica os conhecimentos da 
ergonomia para analisar, diagnosticar, e corrigir uma situação real do trabalho [...]” 
(Moraes, 2011, p.205). 
A AET tem por objetivo desenvolver medidas de transformação pelo 
conhecimento das atividades exercidas pelos trabalhadores, através desse 
conhecimento é possível estabelecer um diagnostico dos diversos riscos 
ergonômicos das atividades e suas conseqüências, para resolver um problema ou 
situação problemática. A AET só pode ser realizada setorialmente na empresa 
(Moraes, 2011, p.205). 
A AET estuda uma situação de trabalhovisando adaptá-la ao homem, a partir 
das analises das: 
Condições técnicas: estruturas gerais do sistema de produção, fluxo de 
produção, sistema de controle, etc 
Condições ambientais: estuda seu layout mobiliário, ruído, iluminação, 
temperatura. 
Condições organizacionais: horas de trabalho, turnos, índice de 
retrabalho, dificuldades operacionais, ambientais e organizacionais. 
Condições cognitivas: são exigências na realização do trabalho, controle, 
qualidade e inspeção. 
Condições de regulação no trabalho: pausas, flexibilidade, paradas, 
ginásticas pré-laboral (MORAES, 2011, p.206). 
 
Esse método se divide em 5(cinco) etapas:analise de demanda, analise da 
tarefa, analise das atividades, diagnósticos e recomendações. 
 
43 
 
2.5.4.2 Lesão por Esforço Repetitivo (LER)/ Doença Osteomuscular Relacionada ao 
Trabalho (DORT) 
 
Paoleshi (2014, p.105), define LER como “[...] lesões que acometem os 
membros superiores por sobrecargas provocadas pelo trabalho repetido, sem 
pausas e repouso adequados a recuperação física. Essas lesões são doenças 
progressivas em muitos casos irreversíveis”. 
Conforme Vendrame, (2013, p.152) DORT são um conjunto de síndromes que 
acometem os nervos, músculos, tendões, sinóvias, fáscias e ligamentos, (juntos ou 
separadamente) afetando os membros superiores, região escapular do pescoço 
provocando irritações e inflamações. 
 A DORT é provocada por trabalho repetitivo com os membros superiores, 
como que ocorrem em linhas de montagem, também por falta de pausas para 
repouso e recuperação física do esforço e ritmo acelerado de produção que provoca 
um grande desgaste físico. (Paoleshi, 2014, p.105). 
 A DORT é caracterizada por sintomas como: dor, formigamento, dormência, 
sensação de peso, fadiga, que surgem aos poucos, geralmente afeta os membros 
superiores e pescoço, com o agravamento causam incapacidade laboral, temporária 
ou permanente (Vendrame, 2013, p.152). 
 
2.5.4.3 Estresse 
 
O estresse é uma resposta do organismo a situações que representam 
ameaças, mudanças súbitas, entre outras situações, com resposta a isso o corpo 
ativa a produção de hormônios, entre eles a adrenalina. Deixando a pessoa em 
estado de alerta e em condições de reagir (Paoleshi, 2014, p.108). 
Essa reação é natural e importante ao ser humano, mas em situações 
anormais e prolongadas, torna-se prejudicial, causando vários transtornos á saúde, 
dentre elas estão: enfraquecimento do sistema imunológico que pode ocasionar 
vários outros tipos de doenças. As maiores causas do estresse podem estar 
relacionadas a preocupações, acumulo de raiva, sentimentos negativos, problemas 
de relacionamento, descontrole emocional, falta de descanso e pressões do trabalho 
(Paoleshi, 2014, p.108). 
44 
 
Na situação em que o individuo chega à fase de exaustão do estresse 
ocasionará uma serie de doenças crônicas como: hipertensão, úlceras, e distúrbios 
do sono. (Paoleshi, 2014, p.108). 
 
 
Figura 9: representação de empregados desmotivados e estressados 
Fonte: http://www.pressaoalta.com.br/estresse-no-trabalho/ 
 
2.5.5 Risco Mecânico ou de Acidente 
 
Os riscos mecânicos ou de acidente existem em todos os locais em que 
houver condições inseguras de trabalho, sujeitando o trabalhador ao risco. 
Pode ser definido da seguinte forma: 
“São as condições inseguras de trabalho representadas por arranjos físicos 
inadequados ou deficientes, maquinas e equipamentos que oferecem 
riscos, ferramentas defeituosas, inadequadas ou inexistentes, eletricidade 
viva, sinalização deficiente, perigo de incêndio ou explosão, transporte de 
materiais inadequados, edificações em condições ruins, armazenamento 
inadequado, etc.” (VENDRAME, 2013, p.59). 
 
 A legislação trabalhista estabelece que as empresas devem adotar medidas 
preventivas para minimizar o máximo os acidentes de trabalho, como manter em dia 
a manutenção de máquinas, equipamentos, veículos e instalações elétricas, 
implantar medidas de combate á incêndios, promover treinamentos sobre prevenção 
de acidentes e uso de equipamentos de proteção individual, instruir qualquer 
trabalhador antes de operar máquinas perigosas, manter o ambiente de trabalho 
sempre limpo e organizado, remover qualquer objeto que possa provocar acidentes 
nos corredores de circulação de pessoas, sinalizar os locais onde há movimentação 
de veículos e cargas, eletricidade de alta voltagem, EPIs obrigatórios, Saídas de 
emergência, etc. Informar a CIPA sempre que detectado o risco de acidente em uma 
45 
 
atividade ou local de trabalho, para que a mesma informe a direção da empresa, e 
essa por sua vez possa tomar medidas preventivas/corretivas. 
 
Quadro 05 – Riscos Mecânicos e suas Consequências 
Fonte: site http://www1.pucminas.br (2008) 
 
2.5.5.1 Acidentes do Trabalho 
 
• Acidente Típico do Trabalho 
 
De acordo com Garcia, (2011, p.17) o artigo 19 da lei 8.213, de 24/07/1991, 
define-se como acidente do trabalho aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a 
serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, 
provocando lesão corporal ou perturbação funcional, permanente ou temporária, que 
cause a morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho. 
 
• Acidente de Trajeto 
Acidentes de trajeto são aqueles que acontecem durante o percurso do 
trabalhador de casa para o trabalho, ou vice e versa. (Vendrame, 2013, p.293). 
 
• Doença Profissional 
Entende-se que é a doença relacionada diretamente com profissão exercida 
pelo trabalhador “[...] produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar 
46 
 
determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério 
do Trabalho e da Previdência Social” (Garcia, 2013, p.18). 
 
• Doença do Trabalho 
Entende-se que é a doença relacionada diretamente com o local onde o 
trabalhador exerce suas funções “[...] adquirida ou desencadeada em função de 
condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione 
diretamente, constante da relação mencionada no inciso I” (Garcia, 2013, p.18). 
Tanto a doença profissional quanto a doença do trabalho são equiparadas ao 
acidente de trabalho. 
 
Figura 10: ilustração de um trabalhador acidentado 
Fonte: http://www.lopesms.com.br/prevenir-um-acidente-do-trabalho(2016) 
 
 
2.6 MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS 
 
O Mapa de Risco está previsto na Norma Regulamentadora n.05, item 5.16 
alínea “a”, a elaboração do mesmo é de responsabilidade dos membros da CIPA, 
caso a empresa não possui CIPA, de seu designado, com o auxílio do SESMT da 
empresa. O mapa de riscos ambientais é uma representação gráfica dos riscos 
presentes nos locais de trabalho, inerentes ou não ao processo produtivo de fácil 
visualização e afixado em locais acessíveis. 
Os objetivos do mapa de risco são: 
47 
 
a) reunir informações suficientes para o reconhecimento dos riscos 
existentes no local de trabalho; 
b) possibilitar a troca de experiências e divulgação de informações entre os 
trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de 
prevenção (VENDRAME, 2013, p.53). 
 
Segundo Ponzetto, (2010, p. 99), a elaboração do mapa de risco é anual, 
para realizar um mapa de risco é necessário: 
a) Conhecer o processo de trabalho local, analisando os trabalhadores, os 
instrutores e materiais de trabalho, as atividades exercidas, e o ambiente de 
trabalho; 
b) Identificar os riscos existentes no local (Risco Físico, Químico, Biológico, 
Ergonômico e Mecânico); 
c) Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia (medidas de 
proteção coletiva, de organização do trabalho, de proteção individual, de higiene e 
conforto); 
d) Identificar os indicadores de saúde (queixas mais frequente e comum entre os 
trabalhadores expostos aos mesmos riscos, acidente de trabalho ocorrido, doenças 
profissionais diagnosticadas, causa mais frequentes de ausência ao trabalho); 
e) Conhecer os levantamentos ambientaisjá realizados no local, isso facilita 
muito na elaboração do novo mapa de risco. 
O Mapa de Riscos deve ser elaborado sobre o layout da empresa, indicar por 
meio de círculos e pela cor padronizada o tipo de risco existente naquele local, o 
número de trabalhadores expostos ao risco, a especificação do agente; a 
intensidade do risco pelo tamanho do círculo, de acordo com a percepção dos 
trabalhadores. (Ponzetto, 2010, p. 101). 
Conforme Ferreira et al (2012, p.21) o elaborador do mapa de risco tem como 
ferramenta principal o relatório de inspeção de segurança, já que no mesmo 
encontra-se informações importantes sobre os ambientes de trabalho. 
 
2.6.1Representação de Riscos Ambientais no Mapa. 
 
 No mapa de riscos ambientais, cada risco é representando por uma cor 
específica dentro de círculos cujo tamanho informa a gravidade da exposição 
naquele ambiente, conforme a figura abaixo: 
48 
 
 
Figura 11: classificação de riscos ambientais por círculos e cores 
Fonte Própria 
 
 
 
Quadro 3: Riscos Ambientais e seus agentes (classificação da cor e grupo) 
Fonte: http://www.estudoemfocosaude.com/site3/sesmt-nr-32/231-estruturas-do-ppra.html 
 
 
Segundo Ponzetto, (2010, p. 100) a avaliação de risco para elaboração do 
mapa de risco é qualitativa, ou seja, sem uso de instrumentos de medição, apenas a 
percepção do trabalhador á intensidade do risco. 
49 
 
Para confeccionar o mapa de risco os membros da CIPA necessitam ter 
conhecimento técnico específico de segurança do trabalho e de desenho de plantas 
arquitetônicas, conhecer bem os setores, os riscos e como eliminá-los, precisa de 
tempo e materiais adequados para desenho como cartolina, lápis de cor, canetas, 
réguas, esquadros, computadores, etc. 
O mapa de Risco torna-se a atribuição mais complexa e importante da CIPA, 
pois contribui para a prevenção, informação e promoção da qualidade de vida dos 
trabalhadores. (Ponzetto, 2010, p. 102). 
 
2.6.2 Tipos de Mapas de Risco 
 
 Existem dois tipos de mapas de riscos ambientais o mapa de risco setorial e o 
Mapa de Risco Geral. 
O Mapa de risco setorial, é elaborado por setor na empresa, descreve de 
forma mais específica cada risco, possui maiores informações relacionadas aos 
riscos de cada setor, assim como recomendações e procedimentos que devem 
seguido, número de empregados do setor e tipo de riscos que estão expostos. 
(Ponzetto, 2010, p. 110). 
 Por conter no layout do setor a descrição de cada máquina, equipamento ou 
instrumento utilizado na rotina da empresa, este modelo de mapa de risco é 
considerado completo. 
50 
 
 
Figura 12: modelo de mapa de risco setorial 
Fonte: livro Mapa de Riscos Ambientais, Ponzetto, (2010) 
 
 
Conforme Ponzetto (2010, p. 112) o mapa de risco geral, é aplicado em locais 
grandes,não apresenta divisórias, nem paredes, pode ser utilizado em indústrias, 
montagem industrial, construção civil, dentre outras. 
Por permitir uma visão ampla dos ambientes de trabalho, ele permite que os 
trabalhadores identifiquem com facilidade os riscos aos quais estão expostos. 
Esse modelo deve ser elaborado sobre o layout da empresa igualmente ao 
modelo setorial, “pois dessa forma é possível levantar todos os riscos e situações de 
riscos existentes no ambiente de trabalho”. (Ponzetto, 2010, p.112). 
O Mapa de riscos Geral é usualmente afixado em locais de grande circulação 
de pessoas como mercados, lojas, pátios de escolas etc. Na apresentação deste os 
riscos levantados no local são descritos ao lado do círculo colorido, o que torna fácil 
sua compreensão, mesmo podendo colocar até dois tipos de risco em um círculo, 
não é aconselhável colocar mais que isso, pois pode causar confusão e erro de 
interpretação das pessoas e trabalhadores que lerão o mapa. (Ponzetto, 2010, p. 
112). 
51 
 
 
Figura 13: modelo de mapa de riscos geral 
Fonte: livro Mapa de Riscos Ambientais, Ponzentto, (2010) 
 
2.6.3 Elaboração do Mapa de Risco 
 
Para elaborar o Mapa de risco, os Membros da CIPA podem seguir um roteiro 
elaborado conforme Ponzetto, (2010, p. 103) mostra em seu livro, a fim criar um 
padrão a ser seguido de levantamento de problemas e soluções nos setores. Nessa 
ocasião a ajuda do SESMT é muito importante para auxiliar quando houver dúvidas, 
também é importante ouvir os trabalhadores que estão há mais tempo naquele setor, 
o encarregado, gerente ou supervisor do setor deverá ser o responsável pelo 
preenchimento deste formulário. 
 
 
 
52 
 
2.6.3.1 Roteiro Para Realização De Mapa De Risco 
 
 
Figura 14: Roteiro para realização do mapa de riscos ambientais 
Fonte: Adaptado do modelo do livro Mapa de Riscos Ambientais, Ponzetto, (2010) 
53 
 
 
Figura 15 Roteiro para realização do mapa de riscos continuação 
Fonte Adaptado do modelo do livro Mapa de Riscos Ambientais, Ponzetto, (2010) 
 
2.6.3.2 Instruções De Preenchimento Do Roteiro 
 
Ponzentto, (2010, p. 106) orienta o preenchimento da seguinte forma: 
• Item 1 – deve ser preenchido com as principais atividades, exercidas no dia a 
dia do setor. 
4. 
54 
 
• Item 2 – anotar as máquinas e equipamentos usados para execução das 
atividades, não deixar nenhum de fora. 
• Item 2.1 – levar em consideração o conhecimento e experiência do 
trabalhador entrevistado em relação aos diversos tipos de acidentes que a atividade 
ou etapa de trabalho podem provocar. Ele com certeza sabe quais são os acidentes 
que podem ocorrer naquele ambiente durante a produção. 
• Item 2.2 – O colaborador deve se sentir a vontade para comentar sobre as 
queixas mais frequentes daquele setor (falta de proteção, adoecimentos, condições 
ruins de trabalho). 
• Item 2.3 – Neste item os membros da CIPA devem esclarecer ao encarregado 
a diferença entre incidente e acidente, que o incidente é um quase acidente. 
• Item 2.4 - Para preenchimento deste item o responsável precisa ter sido 
informado sobre as ocorrências de acidentes, que causaram parada da produção ou 
afastamentos nos últimos 12 meses, se necessário, as informações podem ser 
obtidas com o Departamento de Recursos Humanos. 
• Item 3- Preencher com os EPIs e EPCs, obrigatórios estabelecidos pelo 
profissional responsável pela Segurança e Saúde no Trabalho. 
• Item 4 – Esse item é importante para esclarecer os tipos de riscos 
identificados e o grau de risco para o tamanho dos círculos, e conforme as queixas 
do item 2.2, como por exemplo: pouca iluminação, ruído, poeira, calor, trabalho em 
ritmo excessivo, e etc. 
 
Já o Autor Vendrame, (2013, p. 60 - 65), nos traz um questionário que pode 
ser respondido pelo mapeador que normalmente é um membro da CIPA que já 
tenha participado do Curso de CIPA, no entanto, isso nem sempre é suficiente para 
capacitá-lo no reconhecimento dos riscos. 
O Mapeador deve possuir algumas características como: 
• Senso de observação, 
• Percepção aguçada, 
• Criatividade, 
• Bom senso, 
• Simpatia, educação e discrição, 
• Persistência, 
55 
 
• Visão global, 
Deve conhecer todos os setores da empresa, as atividades desenvolvidas, e 
saber sobre: 
• Histórico da organização 
• A política interna da empresa, 
• Normas e procedimentos, 
• Instalações prediais, 
• Organograma administrativo 
 
Conforme Vendrame, (2013, p. 59), os cipeiros “[...] deverão percorrer as 
áreas que serão mapeadas com lápis e papel na mão, ouvindo as pessoas acercas 
de situações de riscos de acidentes de trabalho”. Perguntando aos empregados 
sobre o que os incomodam e a intensidade do incomodo, marcar os locais dos riscos 
levantados, não há necessidade no primeiro momento de classificar os riscos, 
apenas anotar que existe e o local, isso poderá ser feito depois. 
Após essa fase, a CIPA deverá se reunir para discutir sobre os riscos 
identificados na visita para mapeamento, classificá-los conforme o tipo, de acordo 
com a tabela de riscos, e também determinar o grau do risco em pequeno, médio ou 
grande. (Vendrame,2013, p. 59). 
A seguir reproduzimos o modelo de questionário de Vendrame para auxiliar 
no levantamento dos riscos nos setores que serão mapeados: 
56 
 
. 
Figura 16 Questionário para levantamento de riscos ambientais. 
Fonte adaptado do Livro de Bolso do Técnico de Segurança, Vendrame, (2013) 
 
 
57 
 
 
Figura 17: Questionário para levantamento de riscos ambientais p. 2. 
Fonte adaptado do Livro de Bolso do Técnico de Segurança, Vendrame, (2013) 
 
 
58 
 
 
Figura 18: Questionário para levantamento de riscos ambientais p. 3 
Fonte adaptado do Livro de Bolso do Técnico de Segurança, Vendrame, (2013) 
 
59 
 
 
Figura 19: Questionário para levantamento de riscos ambientais p. 4 
Fonte adaptado do Livro de Bolso do Técnico de Segurança, Vendrame, (2013) 
 
 
 
60 
 
2.6.3.3 Confecção do Mapa de Riscos Ambientais 
 
 Ponzetto (2010, p. 114) dá algumas dicas para os membros da CIPA 
montarem o mapa de riscos ambientais: 
 Primeiro não devem ficar receosos de não atingir um bom resultado, o 
importante é seguir o padrão estabelecido, e ao colocar em prática, o resultado será 
muito satisfatório. 
 O Mapa de Riscos pode ser elaborado de várias maneiras, cabe a CIPA 
escolher a maneira mais adequada de acordo com os recursos da empresa. 
a) Cartolina comum e canetas coloridas, 
Os cipeiros necessitarão de material de desenho como: lápis, borracha, 
régua, esquadro, canetas coloridas etc. Dessa forma o resultado fica muito 
satisfatório, é uma forma rápida e fácil de ser confeccionado, já que não precisa de 
um computador. 
b) Programa de computador Word para Windows: 
Necessita um que o cipeiro tenha mais conhecimento das ferramentas para 
manipulação de figuras no Word. 
c) Software do Auto Cad: 
Apesar de ser o melhor método de elaboração do mapa é necessário que o 
responsável tenha conhecimento e familiaridade do programa CAD. 
d) Programa Corel Draw: 
Este programa pode ser o mais acessível aos que conhecem computação, “as 
barras de ferramentas são fáceis de interpretar, e existem versões em português 
que facilitam a elaboração do mapa”. 
e) Qualquer programa computação que se possa desenhar o mapa de riscos: 
Paint, Power Point. 
Seja qual for o instrumento utilizado para o desenvolvimento do mapa de 
riscos ele deverá ser impresso, e colocado em moldura de vidro ou plástico, para 
que tenha uma durabilidade de 12 meses, pois é o período ficará exposto no setor, 
que consiste ao mandado da CIPA, conforme a NR 05. (Ponzetto, 2010, 115) 
O Local para expor o Mapa de risco deve ser escolhido com cuidado e 
obedecer alguns requisitos: 
a) Ficar em local onde tenha um fluxo bom de pessoas e empregados, desejável 
nos acessos de entrada de um setor ou departamento. 
61 
 
b) Não ser fixado ao lado de extintores, caixas de primeiros socorros, macas, 
etc. Nada que comprometa a visão do mapa. 
c) colocá-lo em local com iluminação adequada e fácil acesso, 
d) Ser bem fixado em paredes de alvenaria, colunas ou vigas, de maneira que 
não caia com facilidade, a altura deve ficar no ângulo de visão normal. 
“A falta da elaboração e afixação do mapa de riscos, nos locais de trabalho, 
pode implicar em penalidades para empresa pela fiscalização do trabalho” 
(Vendrame, 2010, p.?) 
 
 
Figura 20: Modelo de mapa setorial, realizado a partir do roteiro para realização do mapa 
Fonte: livro Mapa de Riscos Ambientais ,Ponzetto, (2010) 
 
 
 
 
62 
 
2.7 PROGRAMA 5S 
 
Criado no Japão, nos anos 60, o programa 5s tem por objetivo melhorar o 
ambiente de trabalho, manter a limpeza, organização, eliminar desperdício, reduzir 
os números de acidentes pessoais e impessoais e melhorar a produtividade das 
empresas. (site: univates, 2015) 
O Programa 5s é fundamentado nos conceitos: Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu 
e Shitsuke, seu nome provém de palavras em japonês, iniciadas com a letra S. 
• Seiri: Senso de Organização ou utilização; 
• Seiton: Senso de Arrumação ou Ordem; 
• Seiso: Senso de Limpeza; 
• Seiketsu: Senso de Padronização ou Sáude; 
• Shitsuke: Senso de Disciplina 
 
• Seiri: Senso de Organização ou Utilização 
Consiste na analise do ambiente de trabalho, separar os objetos conforme utilidade 
e frequência de uso, retirar do ambiente tudo aquilo que não se necessita no 
mesmo. 
O quadro a seguir mostra como realizar essas medidas: 
 
Quadro 4: Medidas do 5S 
Fonte www.univates.br/tecnicos/media/artigos/vivian.pdf 
 
Deve-se manter no ambiente de trabalho apenas as ferramentas, peças e 
equipamentos, que estejam em bom estado de conservação, eliminando assim os 
que estiverem quebrados ou defeituosos. 
A implantação do Senso de Organização ou Utilização trás inúmeros 
benefícios para a empresa como: desocupar espaço, reduzir o risco de acidentes, 
63 
 
reduzir o tempo de procura dos materiais, ferramentas ou documentos, liberação das 
maquinas que estiverem paradas entre outros. 
 
• Seiton: Senso de Arrumação ou Ordem 
 
Neste senso deve-se definir locais apropriados, para estocar os materiais, de 
maneira que torne mais fácil sua utilização, manuseio e localização. 
A organização dos materiais, objetos, maquinas, equipamentos e 
ferramentas, faz com que o trabalhador economize tempo para encontrar as 
ferramentas necessárias para determinada atividade. Devemos sempre lembrar que 
após utilização de um material ou ferramenta, ele deve ser devolvido no lugar ao 
qual foi designado (site: portaleducacao, 2014). 
 
• Seiso: Senso de Limpeza 
 
Este senso tem como objetivo eliminar toda e qualquer sujeira, mantendo 
assim a limpeza do ambiente de trabalho. Deve ser feita a conscientização dos 
trabalhadores para que mantenham o ambiente limpo, pois isso contribui para o bem 
estar, a segurança de todos e aumenta a produtividade. (site: portaleducacao, 2014). 
Para implantação deste senso, deve-se limpar todos os locais do ambiente de 
trabalho, incluindo paredes, tetos, janelas, móveis, objetos, maquinas e 
equipamentos, etc. (site: portaleducacao, 2014). 
 
• Seiketsu: Senso de Padronização ou Sáude 
 
Após realizar a organização, arrumação e limpeza do ambiente de trabalho, 
devemos padronizar tudo que foi feito até o momento. O Seiketsu faz com que se 
torne algo rotineiro, fazendo com que os 3 primeiros sensos se mantenham sempre 
em funcionamento. (site: duplofoco, 2012). 
Um ambiente que esteja sempre limpo, organizado, evita doenças, faz com que os 
trabalhadores se sintam bem, tenham uma melhor produção, melhora o equilíbrio 
mental e físico dos colaborados. (site: duplofoco, 2012). 
 
• Shitsuke: Senso de Disciplina 
64 
 
 
O Senso de disciplina é a ultima etapa do programa, momento em que deve 
haver conscientização da necessidade de buscar auto desenvolvimento, e fixar as 
melhorias já aplicadas com os “4S” anteriores. (site: administradores, 2011). 
 
É necessário exigir autodisciplina frequente, determinação, e pontualidade 
nos compromissos assumidos. Nesta etapa deve haver comprometimento dos 
colaboradores, ética, educação, paciência, responsabilidade, respeito com as 
normas e os procedimentos, e melhoras na comunicação. (site: administradores, 
2011). 
Após ter implantado o programa 5S na empresa, devemos verificar se não 
deixamos nada para trás, para isso podemos responder as seguintes questões: 
• Há algum material fora do lugar? 
• Há material bom perto de objetos inúteis? 
• Há excesso de material de expediente? 
• Os materiais/equipamentos estão organizados, identificados e limpos? 
• A apresentação do pessoal (uniforme/vestuário) demonstra asseio? 
• O relacionamento entre os colegas é bom? 
• Os EPI’s estão sendo usados? 
Para implantar o 5S, reúna-se com todos da empresa, mostre como funciona 
o programa, seus objetivos e benefícios. Indique lideres para avaliar os resultados, e 
verificar se tudo está sendo implantado corretamente. Realize reuniões 
periodicamente para mostrar os resultados,isso fará com que incentive os 
trabalhadores. 
 
2.8 FERRAMENTA 5W2H 
 
Conforme o site sobreadministracao (2009) é um plano de ação que auxilia na 
execução de uma atividade, resolução de problemas ou na tomada de decisões. 
Serve como um roteiro, que facilita à execução das ações necessárias, proporciona 
também o controle de processos e a gestão de qualidade. O 5W2H é a abreviação 
das seguintes perguntas, em inglês: 
 
65 
 
Método dos 5W2H 
5W 
What O Que? Que ação será executada? 
Who Quem? Quem irá executar/participar da ação? 
Where Onde? Onde será executada a ação? 
When Quando? Quando a ação será executada? 
Why Por Quê? Por que a ação será executada? 
2H 
How Como? Como será executada a ação? 
Howmuch Quanto custa? Quanto custa para executar a ação? 
 
Ao colocar esse plano de ação em uma planilha fica mais fácil de gerenciar o 
projeto, qual será a ação a ser executada, saber quais serão os envolvidos nesta 
ação, qual será o prazo de execução, quais as necessidades da realização, como 
será realizado o processo e qual será o custo. 
 
Figura 21: exemplo de plano de ação 5W2H 
Fonte: certificacaoiso.com. br/5w2h-tabela/ 
 
Após descrever o plano na planilha do Excel é necessário aplicar na prática 
tudo que foi escrito, sempre monitorando se todas as etapas estão sendo cumpridas 
dentro do prazo estabelecido, e também se estão dentro do orçamento. 
 
66 
 
3- ESTUDO DE CASO 
 
 O estudo de caso que será apresentado é referente à empresa Belo Monte 
Madeiras, razão social S. M. de Barros Cia Ltda, fundada em 2011, a empresa está 
localiza á Rua Gravataí, S/N, no Bairro Padre Duílio, setor Industrial, tem como 
proprietário o Sr. Senhorinho de Moura Barros. A principal atividade da empresa é a 
fabricação de portas, portais e objetos decorativos com madeiras de várias espécies, 
a produção é vendida para os estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia 
e um pouco em nossa região. 
A empresa tem oito empregados registrados, no momento da visita estavam 
trabalhando apenas quatro, pois tinham três empregados de férias e um afastado 
por acidente de trabalho. 
 A produção se concentra em um único barracão, divido em dois setores, um 
onde se beneficia a madeira, outro onde se estoca o produto acabado. 
A estrutura do barracão é de madeira, com pé direito de aproximadamente 5 
metros de altura, piso de chão batido, telhas de fibrocimento, a iluminação é natural 
e artificial, ventilação natural. 
Máquinas e Equipamentos da empresa: 
• 01 - Respigadeira; 
• 02 - Respigadeira Simples; 
• 01 - Plaina/Desengrosso; 
• 03 - Tupia; 
• 02 - Lixadeira; 
• 02 - Serra Circular/Mesa Móvel; 
• 01 - Serra Circular/Mesa Fixa; 
• 01 - Serra Múltipla; 
• 01 - Destopadeira Pneumática; 
• 01 - Destopadeira de Bancada; 
• 01 - Furadeira de Corrente; 
• 01 - Prensa; 
• 01 - Empilhadeira; 
• 01 - Compressor de ar; 
• 01 - Lixadeira Elétrica Treme Treme. 
67 
 
Algumas das máquinas encontram-se paradas por causa da diminuição da 
produção. 
 
3.1 INSPEÇÃO DE SEGURANÇA 
 
 Realizamos a visita no dia 14/04/2016, com o acompanhamento do 
proprietário. 
Logo na entrada do barracão, observamos que a iluminação era insuficiente, 
havia pilhas de portas, madeiras, serragem, pedaços de madeiras em todos os 
lugares, dificultando a movimentação entre as máquinas e pilhas de portas. Os 
empregados usavam alguns EPIs como avental e bota. 
 
 
Figura 22: registro da situação logo na entrada do barracão da empresa 
Fonte Própria 
 
Evidenciamos que não existia sinalização de segurança no local. 
Apesar de ter extintores de incêndio, eles estavam vencidos, sem 
sinalização/demarcação e o acesso a eles estava obstruído. 
68 
 
 
Figura 23: foto dos extintores sem sinalização e com acesso obstruído. 
Fonte Própria 
 
Encontramos algumas máquinas sem as proteções adequadas nas correias e 
serras, algumas tinham o botão de parada de emergência, outras não. 
 
 
Figura 24: foto da serra circular e respigadeira sem proteção. 
Fonte: Própria 
 
Verificamos que os trabalhadores estavam utilizando botas e avental, apesar 
de que, o proprietário nos informou que eles recebem deveriam usar luvas de 
raspas, botas, óculos de proteção, avental de raspas, protetor auricular e mascaras. 
69 
 
 
Figura 25: foto do trabalhador usando avental e bota. 
Fonte Própria 
 
O barracão conta com apenas um sanitário, que não atende a Norma 
Regulamentadora 24. O banheiro é de parede de madeira, o piso de cimento 
queimado, sem revestimento de cerâmica, a pia é de fibra de plástico, velha, 
encardida e com lodo, encanamento da pia estava exposto, não havia sabonete nem 
toalha de papel para enxugar as mãos. 
 
 
Figura 26: foto do banheiro, vaso sanitário e pia, em desacordo com a NR 24 
Fonte Própria 
70 
 
A caixa da distribuição de eletricidade, esta de acordo com a Norma 
Regulamentadora 10, porém não tinha sinalização de segurança, apesar de haver 
cabos de eletricidade visíveis e espalhados nas paredes e no chão, não 
evidenciamos nenhuma fiação exposta. 
 
 
Figura 27: fotos da caixa de destruição elétrica 
Fonte Própria 
 
Evidenciamos que havia um acúmulo muito grande de resíduos do processo 
produtivo (pó de serra da madeira). A empresa possui sistema de exaustão, mas 
não estava em funcionamento. Não existe nenhum controle de limpeza/controle para 
esses resíduos. 
 Foram encontradas máscaras PFF1, jogadas no lixo e nenhum colaborador 
estava utilizando no momento. 
 
71 
 
 
Figura 28: fotos do acúmulo de pó, do sistema de exaustão e máscaras no lixo. 
Fonte Própria 
 
Observamos que as ferramentas não estavam organizadas de maneira a 
facilitar sua identificação e utilização, algumas foram encontradas espalhadas pela 
produção. 
 
Figura 29: Fotos das ferramentas sem organização e espalhadas pela produção. 
Fonte Própria 
72 
 
Havia também embalagens de óleos lubrificantes, verniz, graxa e tinta, 
espalhadas pelas pilhas de madeira. 
 
Figura 30: latas de produtos químicos espalhados pela produção 
Fonte Própria 
 
Podemos observar que o bebedouro é adequado, conforme a Norma 
Regulamentadora 24, porem o local onde está instalado não é, o mesmo estava mal 
higienizado e tinha uma torneira quebrada. Os trabalhadores têm copos individuais, 
que ficam guardados em um armário, mas o mesmo é inadequado, por ser de 
madeira, material que libera resíduos. 
 
 
Figura 31: Instalação do bebedouro/ armário de copos. 
Fonte própria 
73 
 
Conversamos com um dos empregados da empresa se ele tinha alguma 
queixa, o mesmo informou que às vezes surge uma tosse que ele trata com xarope. 
O proprietário nos informou sobre um acidente que ocorreu na plaina onde um 
pedaço de madeira ao ser colocado na máquina voltou e o acertou no abdômen, 
devido a isso ele estava afastado de suas atividades. Fora esse acidente ele nos 
relatou que não houve mais acidentes graves, apenas pequenos corte nos dedos da 
mão. 
A empresa possui um designado da CIPA, que segundo informação do 
proprietário fez o curso da CIPA pelo SESI. 
 Não localizamos nenhum mapa de riscos ambientais na empresa. 
 
3.1.1 Avaliação De Riscos Da Empresa 
 
Conforme avaliação qualitativa feita durante a visita, podemos classificar os 
ricos da seguinte forma: 
 
TIPO DE RISCO FONTE DO RISCO GRAU DO RISCO 
FÍSICO (VERDE) P M G 
Ruído Intermitente 
 
Serra circular, plaina de desengrosso, 
furadeira e martelo. 
 X 
Vibração Martelo utilizado na montagem das 
portas e da furadeira. 
 X 
QUIMICO (VERMELHO) P M G 
Poeira Pó de serra da madeira X 
Contato com 
substâncias químicas 
Verniz, graxa, óleo lubrificante e cola 
de madeira. 
X 
BIOLÓGICO (MARROM) P M G 
Fungos, bactérias, 
vírus, protozoários 
Exposição á fezes de pombos, ratos e 
contaminação do banheiro. 
 X 
Animais peçonhentos Aranhas, escorpião, lacraia, abelhas. X 
ERGONOMICO (AMARELO) P M G 
Movimentosrepetitivos, postura inadequada e levantamento de 
peso moderado. 
 X 
MECANICO OU ACIDENTES (AZUL) P M G 
Arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem X 
74 
 
proteção, ferramentas inadequadas ou defeituosas, iluminação 
inadequada, risco de incêndio, armazenamento inadequado, 
corte, amputação de membros, esmagamento e queda de 
mesmo nível. 
 
3.1.2 Mapa De Risco 
 
A Partir do Levantamento de Riscos na empresa Belo Monte, desenvolvemos 
o mapa de risco ambiental abaixo: 
 
Figura 32: Mapa de Riscos Ambientais 
Fonte Própria 
 
 
75 
 
3.1.2.1 – Recomendações de Medidas Preventivas/Corretivas 
 
Após elaboração do mapa de riscos ambientais, sugerimos algumas medidas 
necessárias para minimização dos riscos existentes na empresa: 
 A empresa pode implantar a ferramenta dos 5S e a ferramenta 5W2H. Essas 
ferramentas são muito importantes para a gestão da qualidade no processo de 
melhoria da empresa. 
A empresa necessita se adequar as normas regulamentadoras 6, 10, 12, 17, 
23, 24 e 26. Verificar se as ações indicadas no plano de ação do PPRA estão sendo 
realizadas. 
Sempre que novos colaboradores começarem a trabalhar é recomendável 
promover treinamento de integração, e ao adquirir novas máquinas e equipamentos 
é necessário um treinamento para operação da mesma. 
Abrir a ordem de serviço de cada empregado, conforme NR 01 item 1.7 alínea 
‘b’. 
 
3.2 PLANO DE AÇÃO 
 
Para ajudar a empresa a adequar-se as exigências legais, de forma que 
elimine os riscos de acidentes e garanta a segurança e integridade física do seus 
empregados, propusemos um plano de ação com medidas corretivas, prazos e 
orçamento aproximando do custos da implantação das medidas. 
 
 
76 
 
Plano de Ação 5W2Hda empresa BELO MONTE MADEIRAS 
Data da criação: 20/04/2016 
Responsáv
el: Senhorinho Objetivo: 
Redução De Riscos 
Ambientais/Organização Da Produção Meta: 80% 
Data da revisão: 31/12/2016 
Responsáv
el: Senhorinho Indicador: CONCLUSÃO DAS METAS 
 
O que Como Quem 
Quando 
Onde Por que Quanto 
% 
Completo 
Hoje 
Situa
ção 
Atual Início Fim 
Organizar o arranjo 
físico da empresa, 
organizar as 
ferramentas em um 
quadro com 
identificação de cada 
uma. 
Aplicar a ferramenta 5 S, 
organizar melhor a linha de 
produção e as etapas de 
trabalho. Responsáve
l pela 
empresa/ 
empregados 
02/05/
2016 
02/07/
2016 
Setor de 
Produção 
Atender a NR 17 e 24. Essa 
medida é necessária para que os 
empregados não sofram 
acidentes, possam circular de 
maneira segura entre as a 
máquinas e as pilhas de portas. 
A organização das ferramentas 
facilita o trabalho diminuindo o 
tempo de procura de uma 
ferramenta. 
 R$ 
1.000,00 0% 0 
Adequar a iluminação 
do ambiente. 
Instalar mais lâmpadas 
florescentes, e na altura 
adequada, perto das 
seções de acabamento e 
nas áreas de 
movimentação, ou trocar 
algumas telhas comuns 
por translúcidas (NR 24). 
Terceiros e 
responsável 
pela 
empresa 
02/05/
2016 
02/07/
2016 
Setor de 
Produção 
Atender a NR 24 e 17. Para 
melhorar a visibilidade, evitando 
que o empregado canse a visão, 
facilitando o trabalho de 
acabamento, evitando acidentes 
de trabalho. 
 R$ 
5.000,00 0% 0 
77 
 
Adequar as 
instalações do 
banheiro (sanitário), 
pia e do bebedouro 
conforme NR 24 
Reforma ou construção de 
sanitário com paredes de 
alvenaria, o piso revestido 
de cerâmica, descarga da 
privada automática. O 
bebedouro deve ficar em 
um local com separado da 
produção, deve ser limpo 
periodicamente. (NR 24) 
Terceiros e 
responsável 
pela 
empresa 
02/05/
2016 
08/09/
2016 
Banheiro e 
bebedouro 
da 
empresa 
Eliminar o risco de contaminação 
por bactérias, fungos e parasitas, 
umidade, garantir qualidade de 
vida do trabalhador, e adequar as 
normas higiene e conforto. R$ 
3.000,00 0% 0 
Implantar 
Equipamentos de 
Proteção Coletiva 
Realizando manutenção 
periódica das máquinas, 
quando possível 
enclausurar as que emitam 
ruídos, arrumar o sistema 
de exaustão para a 
eliminação do pó de serra 
do ambiente fabril, 
designar um colaborador 
para a limpeza dos 
resíduos de madeira que 
não forem eliminados pelo 
sistema de exaustão. (NR 
09) 
Terceiros e 
responsável 
pela 
empresa 
02/05/
2016 
31/12/
2016 
Setor de 
Produção 
Conforme NR 09 os 
Equipamentos de Proteção 
Coletiva são a primeira linha de 
defesa contra riscos ambientais, 
eliminando /minimizando a 
exposição dos empregados ao 
risco químico (pó de serra), físico 
(ruído/vibração), prevenindo 
doenças ocupacionais e/ou 
afastamentos por 
pneumoconiose. 
 R$ 
6.500,00 0% 0 
78 
 
Fornecer e exigir o 
uso de Equipamentos 
de Proteção Individual 
(EPI). 
Adquirir, fornecer e cobrar 
o uso dos EPIs adequados 
com número do C.A. 
(certificado de aprovação), 
conforme estabelecido no 
PPRA/PCMSO, manter 
registrado na ficha de 
entrega de EPIs a entrega 
dos mesmos, ministrar 
palestras sobre a 
importância do uso de 
EPIs, adotar medidas 
administrativas para os 
empregados resistentes 
que não usarem os EPIs. 
(NR 06) 
Responsáve
l pela 
empresa 
02/05/
2016 
30/06/
2016 
Setor de 
Produção 
Atender a NR 06. Os EPIs são a 
segunda linha de defesa contra 
riscos ambientais, devem ser 
utilizado quando os EPCs não 
forem suficientes, encontrarem-
se em fase de estudo, 
planejamento ou implantação, o 
uso dos EPIs além de 
obrigatórios, são necessários 
para proteger o corpo do 
trabalhador dos agentes de 
riscos que podem provocar 
doenças ocupacionais. 
 R$ 
- 
Providenciar Proteção 
de máquinas como a 
serra circular, das 
correias expostas em 
algumas máquinas. 
Colocar proteção nas 
correias expostas da 
respigadeira, serras 
circulares, destopadeiras, 
instalar sistema de parada 
de emergência, atendendo 
as normativas legais. 
Terceiros e 
responsável 
pela 
empresa 
02/05/
2016 
15/07/
2016 
Setor de 
Produção 
Atender a NR 12, as máquinas 
que não tem proteção nas 
correias e serras, são 
extremamente perigosas e 
oferecem riscos de acidentes 
graves como amputação de 
membros, cortes, hemorragias, 
lacerações, etc. 
 R$ 
2.000,00 0% 0 
Implantar Sinalização 
de Segurança 
Colocar placas de uso 
obrigatório de EPIs, 
sinalizar as caixas de 
distribuição de energia, as 
máquinas perigosas, onde 
há movimentação de 
empilhadeira, acima dos 
extintores, proibido fumar, 
etc. 
Terceiros e 
responsável 
pela 
empresa 
02/05/
2016 
02/06/
2016 
Setor de 
Produção 
Atender a NR 10, os locais onde 
existem instalações de alta 
voltagem devem ser sinalizados 
com placas ou adesivos, para 
evitar choques elétricos, as 
caixas com chaves gerais 
também devem ser sinalizadas 
para melhor localização em uma 
emergência. Também os 
extintores devem ser sinalizados 
os conforme NR 23. 
 R$ 
500,00 0% 0 
79 
 
Medidas de Combate 
á incêndios. 
Desenvolver um projeto de 
combate á incêndio, se 
possível instalar um 
sistema de extinção de 
incêndio por chuveiros 
automáticos (sprinklers) 
em toda fábrica, hidrantes 
e mangueiras, sinalizar de 
maneira adequada todos 
os equipamentos de 
combate á incêndio, e 
promover treinamento com 
os empregados. 
Terceiros e 
responsável 
pela 
empresa 
02/05/
2016 
31/12/
2016 
Setor de 
Produção 
Atender a NR 23. Por se tratar de 
uma empresa que trabalha com 
materiais altamente inflamáveis 
(madeira), o risco de incêndio é 
grande, e necessitam de 
medidas de combate á princípios 
de incêndios eficazes, pois o 
fogo pode se alastrar muito 
rápido e causar prejuízos tanto 
materiais, como também a perda 
de vidas. 
 R$ 
15.000,00 0% 0 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
80 
 
4 CONCLUSÃO 
 
Pela observação dos aspectos analisados concluímos que o Mapa de Riscos 
Ambientais tem por objetivo conscientizar os trabalhadores aos riscos que estão 
expostos em suas atividades diariamente, para redução dos acidentes e doenças dotrabalho. 
Faz se necessário o conhecimento dos Riscos Ambientais: físico, químico, 
biológico, ergonômico e risco mecânico, para elaboração do mapa de risco. 
Tendo em vista os aspectos observados no estudo de caso, concluímos que 
há uma serie de problemas a serem solucionados na empresa Belo Monte Madeiras, 
para que ocorra a diminuição dos riscos ambientais no local. 
Em virtude do que foi mencionado, sugerimos a utilização das ferramentas: 
5W2H e 5S, pois serão úteis no auxilio da redução dos riscos ambientais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
81 
 
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