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SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI JUINA DANIELLY DE LIMA FRANÇA MIRIAN MAZIERI CEZARO MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS JUÍNA-MT 2016 DANIELLY DE LIMA FRANÇA MIRIAN MAZIERI CEZARO MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS Estudo de caso da empresa: Belo Monte Madeiras Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI JUINA, como requisito parcial para a conclusão do Curso Técnico de Segurança do Trabalho. Orientador: Marcos Roberto Seccki Juína-MT 2016 DANIELLY DE LIMA FRANÇA MIRIAN MAZIERI CEZARO MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS Este Trabalho de conclusão de curso foi julgado e aprovado para obtenção do titulo de Técnico em Segurança do Trabalho no curso de Segurança do Trabalho do SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Juina, _____ de______________ de__________ Cristiane da Rosa Coordenadora do Programa Banca Examinadora _____________________________________________ Marcos Roberto Seccki _____________________________________________ Martinho Dalmaso _____________________________________________ Edenilson Vicente Dias AGRADECIMENTOS Agradecemos em primeiro lugar a Deus, pela vida, pela saúde, inteligência, pela força e pela oportunidade de concluir esse curso. Agradecemos nossos professores e os demais colaboradores do SENAI, pela motivação, dedicação e pela amizade. E a nossa família, que amamos e sempre nos apoiou e incentivou para que não desistíssemos pelo caminho. Danielly e Mirian. “No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz”. Ayrton Senna RESUMO FRANÇA, Danielly. Mapa de Riscos Ambientais. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Técnico em Segurança do Trabalho) – SENAI Serviço de Aprendizagem Industrial, Juína, 2016. CEZARO, Mirian. Mapa de Riscos Ambientais. 2016. Trabalho de Conclusão de Curso (Técnico em Segurança do Trabalho) – SENAI Serviço de Aprendizagem Industrial, Juína, 2016. O referente trabalho de conclusão de curso aborda a importância do mapa de riscos ambientais como ferramenta de informação do trabalhador, exposto no ambiente de trabalho aos riscos físico, químico, biológico, ergonômico e mecânico. O Mapa de risco é uma representação gráfica dos riscos ambientais, elaborado a partir do layout do setor onde será afixado. Os riscos são representados por cores dentro de círculos, grande, médio ou pequeno de acordo com a gravidade do risco. O Mapa de risco é obrigatório para todas as empresas publicas ou privadas. O trabalhador conhecendo os riscos presentes em seu local de trabalho cobrará as medidas de proteção ao seu empregador, e será mais consciente do uso dos equipamentos de proteção individual. As ferramentas utilizadas para o desenvolvimento do trabalho foram: pesquisa em livros, rede mundial de informação (internet), artigos e trabalhos acadêmicos. A partir dessas pesquisas desenvolvemos um questionário de avaliação do ambiente de trabalho, visita na empresa Belo Monte Madeiras para levantamento das condições ambientais da mesma, logo em seguida o desenvolvimento do mapa de riscos ambientais e o plano de ação para adoção de medidas corretivas. Os resultados obtidos mostraram a incidência maior de riscos químico, mecânico e ergonômico. O grau de risco químico e de acidente, demonstrou ser os mais graves, devido ao acumulo de poeira, maquinas sem proteções e uma alta probabilidade de incêndio, pela grande quantidade de madeira seca estocada. Através da elaboração do mapa de risco foi permitido que os trabalhadores identifiquem os riscos do seu local de trabalho e ajudem na melhoria das condições de segurança. Palavras Chave: Mapa de Risco, CIPA, Normas Regulamentadoras, Proteção. ABSTRACT FRANÇA, Danielly. Map of Environmental Risks. 2016. Course Conclusion Work (Work Safety Technician) – SENAI Serviço de Aprendizagem Industrial, Juína, 2016. CEZARO, Mirian. Map of Environmental Risks. 2016. Course Conclusion Work (Work Safety Technician) – SENAI Serviço de Aprendizagem Industrial, Juína, 2016. The referent course conclusion work addresses the importance of the maps environmental risks as worker information tool, exposed in the workplace to physical risks, chemical, biological, ergonomic and mechanic. The risk map is a graphical representation of environmental risk, elaborated from the sector layout which will be posted. The risks are represented by a large, median or small circle according to the seriousness of the risk. The risk map is mandatory for all public or private companies. The employees knowing the risks present in the workplace will charge the protective measures to your employer, and will be more aware of the use of personal protective equipment. The tools used for development work were: research in books, global information network (internet), articles and academic works. From these surveys was developed an evaluation questionnaire desktop, visit the company Belo Monte Madeiras to survey the environmental conditions, soon after the development of environmental risk map and the action plan for corrective action. The results showed a higher incidence of chemical, mechanical and ergonomic risks. The level of chemical and accident risk, proved to be the most serious, due to accumulation of dust , machinery without protection and a high probability of fire, because of the large amount of stored dry wood. through the development of risk map was allowed workers to identify the risks of their workplace and help in improving the safety conditions. Keywords: Risk of Map, CIPA, Regulatory Norms, Protection. ÍNDICE DE ILUSTRAÇÕES Figura 1: efeitos da vibração nos dedos conhecida como dedos brancos ................ 28 Figura 2: trabalhador exposto à umidade .................................................................. 29 Figura 3: exemplos de mecanismos de transferência de calor.................................. 31 Figura 4: Atleta transpirando ..................................................................................... 32 Figura 5: barreiras de blindagem da radiação ionizante ............................................ 34 Figura 6: Trabalhador exposto à radiação da soldagem ........................................... 35 Figura 7: tambores com sinalizados com o símbolo de risco químico ....................... 37 Figura 8: profissional analisando amostra no microscópio ........................................ 39 Figura 9: representação de empregados desmotivados e estressados .................... 44 Figura 10: ilustração de um trabalhador acidentado ................................................. 46 Figura 11: classificação de riscos ambientais por círculos e cores ........................... 48 Figura 12: modelo de mapa de risco setorial............................................................. 50 Figura 13: modelo de mapa de riscos geral .............................................................. 51 Figura 14: Roteiro para realização do mapa de riscos ambientais ............................ 52 Figura 15 Roteiro para realização do mapa de riscos continuação ........................... 53 Figura 16 Questionário para levantamento de riscos ambientais. ............................. 56 Figura 17: Questionário para levantamento de riscos ambientais p. 2. ..................... 57 Figura 18: Questionário para levantamento de riscosambientais p. 3 ...................... 58 Figura 19: Questionário para levantamento de riscos ambientais p. 4 ...................... 59 Figura 20: Modelo de mapa setorial, realizado a partir do roteiro para realização do mapa ......................................................................................................................... 61 Figura 21: exemplo de plano de ação 5W2H ............................................................ 65 Figura 22: registro da situação logo na entrada do barracão da empresa ................ 67 Figura 23: foto dos extintores sem sinalização e com acesso obstruído. .................. 68 Figura 24: foto da serra circular e respigadeirasem proteção. .................................. 68 Figura 25: foto do trabalhador usando avental e bota. .............................................. 69 Figura 26: foto do banheiro, vaso sanitário e pia, em desacordo com a NR 24 ........ 69 Figura 27: fotos da caixa de destruição elétrica ........................................................ 70 Figura 28: fotos do acúmulo de pó, do sistema de exaustão e máscaras no lixo. ..... 71 Figura 29: Fotos das ferramentas sem organização e espalhadas pela produção. .. 71 Figura 30: latas de produtos químicos espalhados pela produção............................ 72 Figura 31: Instalação do bebedouro/ armário de copos. ........................................... 72 Figura 32: Mapa de Riscos Ambientais ..................................................................... 74 INDICE DE QUADROS Quadro 2: Classificação de riscos ambientais e seus agentes.................................. 24 Quadro 3 : Limites de Tolerância de Ruídos ............................................................. 26 Quadro 4: Riscos Ambientais e seus agentes (classificação da cor e grupo) ........... 48 Quadro 5: Medidas do 5S.......................................................................................... 62 SUMARIO 1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 13 2 REFERENCIAL TEORICO ..................................................................................... 14 2.1 HISTÓRIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO ................................................... 14 2.1.1História da Segurança do Trabalho no Brasil ........................................... 15 2.1.1.1Comissão Interna de Prevenção de Acidentes .................................... 18 2.1.1.2 Surgimento do Mapa de Riscos Ambientais ....................................... 19 2.2 ANÁLISE DE RISCO E HIGIENE OCUPACIONAL ............................................. 21 2.3 RISCO E PERIGO ............................................................................................... 21 2.4 AVALIAÇÕES AMBIENTAIS OCUPACIONAIS ................................................... 22 2.5RISCOS AMBIENTAIS ......................................................................................... 23 2.5.1 Riscos Físicos ............................................................................................. 25 2.5.1.1 Ruído .................................................................................................. 25 2.5.1.1.1 Efeitos do Ruído no sistema auditivo ........................................... 25 2.5.1.1.2 Limites de Tolerância para o Ruído ............................................. 26 2.5.1.1.3 Medidas de controle do Ruído ..................................................... 27 2.5.1.2 Vibração ............................................................................................. 27 2.5.1.2.1 Efeitos Da Vibração Para o Ser Humano ..................................... 28 2.5.1.3 Umidade ............................................................................................. 28 2.5.1.4 Pressões Anormais ............................................................................. 29 2.5.1.5 Temperaturas Extremas ..................................................................... 30 2.5.1.5.1 Calor ............................................................................................ 30 2.5.1.5.2 Frio ............................................................................................... 32 2.5.1.6Radiação Ionizante .............................................................................. 33 2.5.1.7 Radiação não ionizante ...................................................................... 34 2.5.1.7.1 Efeitos da radiação não ionizante para a saúde .......................... 35 2.5.2 Riscos Químicos ......................................................................................... 36 2.5.2.1 Classificação Dos Contaminantes ...................................................... 36 2.5.2.1.1 Fatores Que Influenciam Na Toxicidade Dos Agentes Químicos No Ambiente ............................................................................................... 37 2.5.2.1.2 Toxicidade e Tempo De Exposição .............................................. 38 2.5.2.1.3Pneumoconiose ............................................................................ 38 2.5.3 Riscos Biológicos ....................................................................................... 38 2.5.3.2 Classificação dos Agentes Biológicos ................................................ 39 2.5.4 Risco Ergonômico ...................................................................................... 41 2.5.4.1 Análise Ergonômica de Trabalho ........................................................ 42 2.5.4.2 Lesão por Esforço Repetitivo (LER)/ Doença Osteomuscular Relacionada ao Trabalho (DORT) .................................................................. 43 2.5.4.3 Estresse .............................................................................................. 43 2.5.5 Risco Mecânico ou de Acidente ................................................................ 44 2.5.5.1 Acidentes do Trabalho ........................................................................ 45 2.6 MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS ....................................................................... 46 2.6.1Representação de Riscos Ambientais no Mapa. ....................................... 47 2.6.2 Tipos de Mapas de Risco ........................................................................... 49 2.6.3 Elaboração do Mapa de Risco ................................................................... 51 2.6.3.1 Roteiro Para Realização De Mapa De Risco ...................................... 52 2.6.3.2 Instruções De Preenchimento Do Roteiro .......................................... 53 2.6.3.3 Confecção do Mapa de Riscos Ambientais ........................................ 60 2.7 PROGRAMA 5S .................................................................................................. 62 2.8 FERRAMENTA 5W2H ......................................................................................... 64 3- ESTUDO DE CASO .............................................................................................. 66 3.1 INSPEÇÃO DE SEGURANÇA ............................................................................ 67 3.1.1 Avaliação De Riscos Da Empresa ............................................................. 73 3.1.2 Mapa De Risco ............................................................................................ 74 3.1.2.1 – Recomendações de Medidas Preventivas/Corretivas ..................... 75 3.2 PLANO DE AÇÃO ............................................................................................... 75 4 CONCLUSÃO .........................................................................................................80 5 BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................... 81 13 1 INTRODUÇÃO Desde os tempos antigos já havia preocupação em diminuir os acidentes ocorridos em função do trabalho. Com revolução industrial de 1760, na França, os empregados das fabricas trabalhavam em condições inseguras, não havia leis trabalhista para proteção dos mesmos nem limitação de jornada de trabalho, por causa disso ocorriam vários acidentes e mortes. Com passar dos anos foram criadas leis trabalhistas, graças à preocupação com a segurança dos trabalhadores, neste sentido surgiu a necessidade de informação dos trabalhadores aos riscos que os mesmos estavam expostos durante sua jornada de trabalho. O Mapa de Riscos Ambientais mostrou ser uma das ferramentas eficaz, de informação dos riscos presentes no ambiente de trabalho. No Brasil o mapa de riscos ambientais tornou-se obrigatório em 1990, através da portaria n.5 do DNSST, pela Norma Regulamentadora 9, que em 1994, passou a fazer parte da Norma Regulamentadora 5, onde permanece até os dias de hoje. Este trabalho visa prover conhecimento sobre o mapa de riscos ambientais; quem tem obrigação de realizar sua elaboração; por que é importante sua implantação no ambiente de trabalho; quais os benefícios tanto para empresa quanto para os trabalhadores. Trará também conhecimentos de como deve ser feita sua elaboração, de forma detalhada e como é sua aplicação, que será demonstrada através do estudo de caso, onde desenvolvemos o mapa de riscos ambientais, e elaboramos um plano de ação para eliminar/minimizar os riscos do ambiente. Este trabalho foi dividido em 9 capítulos, sendo eles: História da Segurança do Trabalho, Análise de Risco e Higiene Ocupacional, Risco e Perigo, Avaliações Ambientais Ocupacionais, Riscos Ambientais, Mapa de Riscos Ambientais, Programa 5S, Ferramenta 5W2H e Estudo de Caso Da Empresa Belo Monte Madeiras. 14 2 REFERENCIAL TEORICO 2.1 HISTÓRIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO Dados Históricos mostram que desde o Egito Antigo já existia uma preocupação com a saúde dos escravos de minas de cobre. No império Romano os pioneiros a implantar medidas preventivas de segurança do Trabalho foram Plínio e Rotário, que recomendam em sua obra, que os trabalhadores fizessem uso de máscaras para evitar a inalação de poeiras metálicas, proveniente de chumbo e mercúrio. De acordo com Reis, (2006, p.01), em 1.700 Bernardino Romazzine, pela primeira vez, descreve em sua obra De Morbis Articum Diatriba (As Doenças dos Trabalhadores) inúmeras doenças relacionadas a algumas profissões existentes na época, graças a isso é considerado o “Pai da Medicina do Trabalho”. As descrições em sua obra são oriundas das observações clínicas dos seus pacientes, pois sempre lhes perguntava “Qual a sua ocupação?”. Na Inglaterra entre os anos de 1760 e 1830, iniciou-se a Revolução Industrial, o marco inicial da industrialização moderna, com o surgimento da Máquina de Fiar. Até então, a fiação e a tecelagem eram desenvolvidas para atender as necessidades domésticas, sendo seu excedente vendido a preço elevado, em regiões onde essas atividades não existiam. Conforme Michel, (2008, p.26), devido o custo da máquina de fiar ser elevado o artífice não conseguiu mais possuí-las. Visando as possibilidades econômicas dos altos níveis de produção, surgiram as primeiras fábricas de tecido, a mão de obra necessária para a manipulação das máquinas era facilmente garantida pelas famílias pobres, sendo aceitos como trabalhadores homens, mulheres e crianças, não importando a saúde nem quaisquer outros requisitos. Os empregadores, ansiosos por obter um suprimento inesgotável de mão de obra barata, aceitavam uma criança deficiente mental para cada 12 “sadias”. O trabalho em máquinas sem proteção, executado em ambientes fechados onde à ventilação era precária e o ruído atingia limites altíssimos e longas jornadas de trabalho trouxeram como consequências, elevados índices de acidentes e de doenças profissionais. 15 Segundo Michel, (2008, p.26), durante esse período a causa prevencionista ganhou um grande aliado Charles Dickens, romancista inglês, que através de críticas violentas, procurava a todo custo condenar o tratamento impróprio que as crianças recebiam nas indústrias britânicas. A partir de então surgiram às primeiras leis de proteção ao trabalho na Inglaterra, França, Alemanha e Itália. Conforme Oliveira et al (2013, p. 3), na Inglaterra, no ano de 1802, criou-se a lei de amparo aos trabalhadores, estabelecendo a respeito do trabalho de aprendizes paroquianos nos moinhos. A Lei estabelecia o limite de 12 horas de trabalho diário para esses menores, que eram indigentes recolhidos pelos serviços de proteção, que os exploravam. Nos anos posteriores novas outras leis foram criadas proibindo o trabalho de crianças menores de nove anos, e limitando a carga horária de trabalho para menores de 16 anos a 12 horas diárias, até que em 1908, foi estabelecida a jornada de 8 horas diárias; depois em 1910, foi criada a folga de meio dia por semana dos comerciários, e , em 1912, o Código de Leis Trabalhistas, ampliado sempre por estatutos especiais e portarias administrativas. Podemos dizer que a Inglaterra foi à percussora da ideia do repouso semanal e da limitação da jornada diária de trabalho, daí advindo a “semana inglesa”. (Oliveira et al (2013, p. 3). Na América, a Constituição do México promulgada em 1917, foi a primeira a instituir o limite de 8 (oito) horas diária de trabalho, a regulamentação do trabalho da mulher e de menores de idade, férias remuneradas e proteção do direito da maternidade. A partir de 1919, as Constituições dos países europeus também adotaram esses direitos. Conforme o site Brasil (2011), após a 1ª Guerra Mundial, cria-se a Organização Mundial do Trabalho (OIT) através do Tratado de Versalhes o que incentivou a formação de um Direito do Trabalho Mundial, pois naquele período havia um grande conflito entre os interesses do Capital e dos Trabalhadores. 2.1.1História da Segurança do Trabalho no Brasil No Brasil no começo do século XX, começou a surgir às primeiras leis de proteção ao trabalhador. 16 Ferreira et al (2012, p.21) fala que no ano de 1918, o então presidente do Brasil Wenceslau Braz Gomes institui através do Decreto nº 3.550, o Departamento Nacional do Trabalho, com o intuito de regulamentar a organização do trabalho. Um ano depois, foi instituída a reparação em caso de doença contraída pelo exercício do trabalho pelo Decreto Legislativo nº 3.724, que ficou conhecido como a primeira lei sobre acidentes de trabalho. Oliveira et al (2013, p. 4) nos diz que em 1934, o então presidente do Brasil Getúlio Vargas promulga a terceira Constituição Brasileira, nela regulamentou-se o trabalho da mulher e do menor, a jornada de 08 horas, instituiu-se o salário mínimo, os sindicatos foram reconhecidos, mas não houve contemplação sobre acidente de trabalho. Segundo Ferreira et al (2012, p.22) em 1923, é criada a Inspetoria de Higiene Industrial e Profissional junto ao Departamento Nacional de Saúde, no Ministério da Justiça e Negócios Interiores, que em 1938, se transforma em Serviço de Higiene do Trabalho passando, em 1942, a se chamar Divisão de Higiene e Segurança do Trabalho. No site cntq, (2015) fala que em 21 de abril de 1941 empresários no Rio de Janeiro fundam a ABPA (Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes). Dois anos depois o decreto-lei 5.452, de 1 de maio de 1943, institui a Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT, que se tornaria prática efetiva da prevenção no Brasil. Em 10 de novembro de 1944, o decreto n º 7.036 possibilitou um maior entendimento sobre acidentes de trabalho, ajudou a implantação dos dispositivosda CLT no tocante à Segurança e Higiene do Trabalho “garantindo assistência médica, hospitalar e farmacêutica aos acidentados e indenização por danos pessoais por acidentes. Neste decreto, no artigo 82, foram criadas as Cipas (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes)”. (cntq, 2015). Seguindo o que nos trás o site cntq, (2015), em 27 de novembro de 1953 o decreto-lei 34.715 institui a SIPAT (Semana de Prevenção de Acidentes de Trabalho), sempre realizada na quarta semana de novembro de cada ano, ainda nesse mesmo, a Portaria 155 regulamenta as CIPAs, estabelecendo as normas para sua aplicação. Depois em 16 de novembro de 1955 a portaria 157 para coordenar e uniformizar as atividades da SIPAT, na realização do Congresso Anual das Cipas durante a SIPAT, que em 1961 passou a se chamar Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho ou CONPAT. 17 Em 30 de dezembro de 1960, a portaria 319 regulamenta o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). No ano de 1966 é criada a Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, atualmente conhecida como FUNDACENTRO. (cntq, 2015). Continuando o que trás o site cntq, (2015), no ano 1967 a Lei n° 5.316 de 14/09/1967 incluiu o seguro de acidentes de trabalho na Previdência Social (INSS). No mesmo ano surge a sexta lei de acidentes de trabalho, e identifica doença profissional e doença do trabalho como sinônimos e os equipara ao acidente de trabalho. Em 25 de julho de 1972 é baixado o Decreto n° 7.086, que estabeleceu a prioridade da Política do PNVT-Programa Nacional de Valorização do Trabalhador, instituindo 10 prioridades, entre elas a Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho. No mesmo ano a Portaria 3.237, criou os serviços de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho nas empresas, juntamente os cursos de preparação nessa área. (site cntq, 2015). Conforme Oliveira et al (2013, p. 5), em 1975 a Portaria 3.460, instituiu a obrigatoriedade dos serviços Medicina e Segurança nas empresas, no art. 162 da CTL estabeleceu as Normas Gerais. Em 1977 a Lei n. 6.514, alterou o capítulo V, do título II, da CLT, com relação à Segurança e Medicina do Trabalho. Um ano depois pela portaria n. 3.214, foram criadas as primeiras Normas Regulamentadoras (NR), que desde então são atualizadas e criadas novas existindo atualmente 36 delas. No ano de 1979 através da resolução n°262 é regulamentada a criação de cursos voltados para a área de Segurança e Medicina do Trabalho por conta da escassez de profissionais para compor o SESMT. Já em 1983 a NR-5 foi alterada pela portaria n° 33, incluindo nela os Riscos Ambientais. No ano de 1985 pela lei n° 7410 de 27/11/85 criou-se a profissão de Técnico em Segurança do trabalho e a especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. Que só foi estabelecido dois anos depois, pelo parecer 632/87 do MEC.(site cntq, 2015). Continuando o que diz o site cntq,(2015), em 1991, estabeleceu-se o conceito de Acidente de Trabalho e de Trajeto, na Lei 8.213/91, e a obrigação das empresas a comunicar os Acidentes de Trabalho as autoridades competentes, alterado pelo Decreto nº 611, de 21 de julho de 1992. Em 2009 foi retirado do item 1.7 da NR-1, o termo Ato Inseguro devido que muitas vezes os Acidentes de Trabalho eram categorizados apenas como ato 18 inseguro, pelos empregadores, transferindo a responsabilidade do acidente para o trabalhador, impondo barreiras na investigação para descobrir a verdadeira causa dos acidentes. E em 2012 institui-se o dia 10 de outubro, como o Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas, através da Lei nº 12.645 de 16/05/2012.(site cntq, 2015). 2.1.1.1Comissão Interna de Prevenção de Acidentes A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) é um grupo formado por representantes dos empregados e do empregador, cujo objetivo principal é colaborar na prevenção de acidentes na empresa. Esse grupo precisa passar por treinamento de 20 horas.(Ferreira et al, 2010, p.101) Conforme Ponzetto, (2010, p. 13) a primeira forma de CIPA no Brasil surgiu em 1921, na empresa Light, a sua principal função era de levantar e eliminar os riscos ambientais, devido crescente número de acidentes que ocorriam na empresa. “Em 1945, uma das atribuições das primeiras CIPAs regulamentadas no País era a de fazer levantamentos de riscos nas áreas de trabalho.” (Ponzetto, 2010, p. 13). A CIPA surgiu com o objetivo de reduzir o grande número de acidentes de trabalho nas indústrias. “O cipeiro é o elo de ligação entre o empregador, o SESMT e os empregados”. (Ferreira et al, 2010, p.101) A CIPA foi instituída pelo decreto n.º 3.214, de 08 de junho de 1978, com a criação das Normas Regulamentadoras na NR 05 que trata especificamente dela. A CIPA tem por objetivo prevenir acidentes e doenças do trabalho, preservar a vida e a saúde do trabalhador. (NR 05, item 5.1) “Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados”.(Norma Regulamentadora NR 05, item 5.2. A CIPA deve ser composta por representantes do empregador e dos empregados (item 5.6, da norma regulamentadora 5). Os representantes dos empregadores serão por eles designados (titulares e suplentes). 19 “Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados”. (Norma regulamentadora 5, item 5.6.2). Para determinar o número de membros que deverá conter na CIPA, deve-se observar o Quadro I da norma. Quando a empresa não se enquadrar no mesmo, deve designar um responsável para cumprimento dos objetivos da NR 5, podendo haver participação dos empregados. De acordo com o item 5.16, da NR 5, CIPA terá por atribuição identificar os riscos no ambiente de trabalho, elaborar o mapa de risco, contando com a ajuda dos trabalhadores e do SESMT, realizar ações preventivas para solucionar problemas de segurança e saúde no trabalho, vistoriar o ambiente de trabalho, afim de identificar situações de risco para os trabalhadores, participar do SESMT, colaborar na implementação do PCMSO e PPRA, ou outros programas relacionados a saúde e segurança no trabalho, promover anualmente, juntamente com o SESMT, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes – SIPAT, participar de campanhas de prevenção de DST/ AIDS, tabagismo, drogas, dentre outras. Segundo item 5.23, da norma regulamentadora 5, a CIPA deverá realizar reuniões ordinárias mensalmente registradas em Atas. Essas reuniões devem ser realizadas durante expediente normal da empresa, em um ambiente apropriado. (item 5.24, NR5). Conforme Norma Regulamentadora 5, item 5.27, deverá realizar reuniões extraordinárias quando: houver alguma denuncia de risco grave e iminente, que necessite de medidas corretivas de emergência, quando ocorrer acidente de trabalho, sendo ele grave ou fatal e quando houver solicitação expressa de uma das representações. 2.1.1.2 Surgimento do Mapa de Riscos Ambientais Na Itália em meados dos anos 1960, os operários preocupados em informar seus companheiros sobre os riscos a que estavam expostos, criaram um mapa que apresentava as áreas de riscos, bem como a intensidade e os tipos, juntamente com as recomendações para a possível eliminação. (Ponzetto, 2010, p. 13) 20 Desta forma surgiu o Mapa de Riscos Ambientais, que facilitava o conhecimento dos riscos existentes em cada local, através da sua representação gráfica. Esse mapa foi adotado por vários países do mundo, no Brasil começou ser utilizado na década de 1980. Em São Paulo, os resultadosda queda de acidentes de trabalho nas metalúrgicas de Osasco, após a implantação do Mapa de Risco, foi muito significativa, e graças a isso discutida em Debates sobre Segurança no Trabalho. (Ponzetto, 2010, p. 15). No inicio da década de 1990 através da portaria n.5 do DNSST, publicada em 20.8.1992, se tornou obrigatório à elaboração do Mapa de Riscos Ambientais pela Norma Regulamentadora 09 - Riscos Ambientais. Em 1994 a execução do mapa de risco passou a ser atribuída aos membros da CIPA, após a aplicação da portaria n. 25, de 29.12.1994, com redação incluída na NR 05 item 5.16. No ano seguinte foi alterado o texto da Norma Regulamentadora n. 9, que passou a ser chamada de “Programa de Prevenção de Riscos Ambientais”- PPRA. Conforme nos diz Ponzetto (2010, p.16), hoje em dia os cipeiros encontram grande dificuldade para elaborar o mapa de risco, pois não possuem instruções necessárias, pois o mapa de risco contém linguagem complexa, repleta de termos técnicos, necessitando assim um conhecimento prévio adequado e de acordo com a situação da empresa, sem esquecer-se da necessidade de possuir a expertise para a representação correta do desenho que será divulgado a todos. [...] Afinal, um desenho mal feito, apagado, inexpressível, sem esquadra, com linhas feitas à mão, ou seja, sem critério algum pode descaracterizar totalmente o Mapa, e muitas vezes induzir os funcionários da empresa a encara-lo de forma dispensada. Assim, mais uma das exigências da lei que, na visão dos funcionários, não traria nenhum beneficio completo para a segurança dos diversos ambientes de trabalho. (PONZETTO;2010, p.16 e 17). Esta dificuldade se dá pelo fato de que no curso de Prevenção de Acidentes para os membros da CIPA, não se aprofunda na elaboração do mapa de risco, pois a carga horária obrigatória do curso é de somente 20 horas, e raramente as empresas autorizam a extensão deste horário. Seria necessário que o treinamento de Mapa de Risco inclui-se aulas práticas e teóricas, para o completo entendimento dos diversos riscos no ambiente de 21 trabalho. Sabendo–se que existem situações complexas e diversas em cada ambiente de trabalho, colocando toda a teoria em dúvida. Conforme Ponzetto, (2010, p.17), tentou-se tornar obrigatório no curso de CIPA, pela Portaria n. 5, de 18.4.1994 a elaboração e implantação de Mapa de Riscos Ambientais, mas não foi implantada na prática, ficando apenas na teoria. 2.2 ANÁLISE DE RISCO E HIGIENE OCUPACIONAL Segundo Araújo, (2010, p.164), Análise de risco é uma técnica utilizada para avaliar e identificar os riscos presentes nos locais de trabalho. Essa técnica busca destacar a prevenção, controle e eliminação dos riscos em sua fonte, evitando ocorrência de acidentes e doenças do trabalho. Os trabalhadores tem papel fundamental para identificação dos riscos ambientais, pois convivem e sofrem seus efeitos no seu cotidiano de trabalho. Ainda conforme Araújo, as empresas são responsáveis pelos riscos gerados nas suas instalações, devendo assim fazer o controle dos mesmos, investindo em segurança, saúde e meio ambiente. Sempre que houver mudanças nos locais de trabalho, seja tecnológica, organizacionais e estruturais, deve-se realizar a analise de risco, a fim de proteger a saúde do trabalhador. 2.3 RISCO E PERIGO Segundo Araújo, (2010, p.166), a saúde do trabalhador engloba aspectos mais amplos do que os riscos nos locais de trabalho, como por exemplo, salário, moradia, alimentação, qualidade de vida, participação ativa na sociedade etc. Risco é qualquer situação que tenha potencial para provocar danos ou leões aos trabalhadores, resultantes de doenças ocupacionais ou de acidentes de trabalho. Perigo é exposição relativa a um risco. (ARAÚJO;2010, p.166). A OHSAS (Occupational Health and Safety Assessment Services) estabelece requisitos para Sistemas de Gestão da Segurança e da Saúde do Trabalho. Define como: Perigo é a fonte, situação ou ato com um potencial para o dano em termos de lesões, ferimentos ou danos para a saúde (3.8), ou uma combinação destes. (OHSAS 18001:2007, requisito 3.6). 22 Risco é combinação da probabilidade da ocorrência de um acontecimento perigoso ou exposição e da severidade das lesões, ferimentos ou danos para a saúde (3.8), que pode ser causada pelo acontecimento ou pela exposição. (OHSAS 18001:2007, requisito 3.21). De acordo com Araújo, (2010, p.66), os acidentes e doenças no ambiente de trabalho são consequências da falta de medidas preventivas eficazes, muitas vezes só são implantados controles de risco após a ocorrência de acidentes ou surgimento de doenças do trabalho. Os riscos não estão presentes apenas nas maquinas, equipamentos, produtos e substâncias, mas também na maneira em que a atividade é realizada (processo de produção ou execução do serviço), o profissional de segurança no trabalho deve levar em consideração estes fatores, quando realizar análise de risco. 2.4 AVALIAÇÕES AMBIENTAIS OCUPACIONAIS De acordo com Ponzetto, (2010, p.19), para realizar um levantamento de riscos ambientais ocupacionais no local de trabalho, é necessário avaliar as condições de risco que os trabalhadores estão submetidos. Essa avaliação precisa ser executada em todos os ambientes da organização, deve ser bem elaborada e não deixar nenhuma duvida quanto aos riscos nos ambientes profissionais, o avaliador deverá consultar os riscos já levantados no PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e na duvida consultar um profissional na área de segurança do trabalho. Ainda de acordo com Ponzetto, mediante necessidade de obter resultados positivos, a avaliação dos riscos ambientais foi classificada em dois tipos: quantitativa e qualitativa. Avaliação quantitativa é aquela que necessita de instrumentos científicos para sua realização, devendo esses estarem calibrados e preparados para cada tipo de analise a ser realizada. É fundamental para elaboração do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, Norma regulamentadora N.9 (NR-9), pois através dela que se pode afirmar que o ambiente de trabalho é insalubre ou não. (PONZETTO; 2010, p.20). De acordo com Ponzetto, (2010, p.20), na avaliação qualitativa não faz uso de instrumentos científicos em sua elaboração, é embasado na observação do ambiente de trabalho, inspeções de segurança, reclamações dos colaboradores 23 referentes aos riscos presentes no ambiente e a experiência profissional do técnico em segurança do trabalho que está realizando a avaliação de risco. Ainda segundo Ponzetto, (2010, p.21) essa avaliação é subjetiva uma vez que se baseia na experiência pessoal do avaliador, que pode ser um membro da CIPA ou um empregado com mais conhecimento do setor, que tenha participado de treinamentos prevencionistas ou conhecimentos básicos de riscos ambientais. Podemos citar como exemplo de avaliação qualitativa: em uma madeireira, no setor de fabricação de portas, existem inúmeras maquinas que geram vários riscos ambientais como: ruído, vibrações, poeira, risco de acidente como amputações de membros, calor, pouca iluminação, também encontramos neste ambiente: exposições a produtos químicos que geram gazes tóxicos como: solventes, cola, tinta, etc. Neste caso o avaliador usará de sua experiência profissional para qualificar o grau de risco de cada atividade exercida neste setor, na duvida o avaliador contara com a ajuda da CIPA. 2.5RISCOS AMBIENTAIS Segundo a NR-9 são Riscos Ambientais no trabalho os agentes físicos, químicos e biológicos que em função do tempo de exposição podem vir a causar danos à saúde dos trabalhadores (SALIBA, 2011, p.10). Considera-se também Risco Ambiental, os agentes Ergonômicos e Mecânicos (ou acidentes), regulamentados pelas normas: NR-17 Ergonomia, NR-10 Eletricidade, NR-23 Proteção Contra Incêndio, NR-19 Explosivos, NR 32 SegurançaE Saúde No Trabalho Em Serviços De Saúde entre outras. Conforme SALIBA, (2011, p.10), agentes físicos são considerados as diversas formas de energia que os trabalhadores estejam expostos. Exemplos: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas (calor e frio), radiações (ionizantes e não ionizantes). Os agentes químicos são substancias compostos ou produtos que podem penetrar no organismo por via respiratória, cutâneos ou ingeridos devido à exposição pela atividade do trabalhador. Exemplos: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores. Conforme a NR-15 são considerados agentes biológicos, fungos, bactérias, parasitas, protozoários, vírus entre outros. Os trabalhadores que estão mais 24 expostos são os que trabalham em frigoríficos, laboratórios, hospitais, coleta de lixo, controle de zoonose entre outros. De acordo com a NR-17, é considerado risco ergonômico, quando o trabalhador exerce atividades que podem provocar desconforto psicofisiológico, provocando á longo prazo doenças osteomusculares. Exemplos: postura inadequada, levantamento e transporte de peso sem meios auxiliares, movimentos repetitivos e similares. Segundo PONZETTO, (2010, p.65), pode se considerar como risco de acidente, os que decorrem de condições precárias do ambiente ou aos próprios processos de varias atividades profissionais, podemos dizer que as condições de insegurança no ambiente de trabalho são capazes de afetar a saúde, a segurança e o bem estar do trabalhador. [...] o acidente pode ocorrer quando se têm maquinas ou equipamentos, instrumentos, materiais, ferramentas, edificações, eletricidade ou armazenamento inadequado, com proteção inadequada ou inexistente, matéria prima fora de especificações, manutenções malfeitas ou inexistentes, dentre outros (PONZETTO, 2010, p.66). Conforme Ponzetto, (2010, p.22) os riscos ambientais podem ser classificados conforme a tabela abaixo. Quadro 1: Classificação de riscos ambientais e seus agentes Fonte: retirada do livro Mapa de Riscos Ambientais, Ponzetto, (2010). 25 2.5.1 Riscos Físicos Segundo Moraes, (2011, p.27) os riscos físicos são provenientes dos agentes que modificam as características físicas do meio ambiente. Os agentes físicos são conhecidos por: Exigirem um meio de transmissão (em geral o ar), para propagarem sua nocividade, agirem mesmo sobre indivíduos que não tem contato com a fonte de risco, ocasionarem lesões crônicas ou mediatas aos indivíduos expostos. (MORAES, 2011 p.27). 2.5.1.1 Ruído Segundo Saliba, (2011, p.17) o som é qualquer vibração ou conjunto de vibrações ou ondas mecânicas que podem ser ouvidas. Segundo Moraes, (2011, p.65) o ruído é um agente físico considerado como o maior risco prejudicial à saúde dos trabalhadores da indústria e de outras atividades. [...] O ruído é um fenômeno físico vibratório com características indefinidas de variações de pressão em função da uma dada frequência. Pode existir em forma aleatória através do tempo, variações de diferentes pressões. Para a física o ruído é definido como uma variação de pressão sonora sob a forma de ondas mecânicas. (MORAES, 2011, p.65). Existem três tipos de ruídos: continuo intermitente e de impacto ou impulso. • Ruído Continuo: é aquele produzido constantemente, sem interrupção, um exemplo é uma maquina que produz o mesmo barulho durante um longo período de tempo. • Ruído Intermitente: é aquele produzido em curtos períodos ao longo de uma jornada de trabalho, um exemplo é quando um passa um veiculo próximo a pessoa, e ou uma maquina que é ligada e desligada durante o uso. • Ruído de Impacto: é aquele proveniente de explosões ou impactos, é breve e abrupto, e provoca grandes danos á audição. De acordo com a NR 15,anexo 1 o ruído continuo ou intermitente é aquele não classificado como de impacto. 2.5.1.1.1 Efeitos do Ruído no sistema auditivo Segundo Moraes, (2011, p.68) o ruído acima de 70dB(A), pode causar uma serie de desconfortos e doenças ao ser humano, como estresse, desgaste do 26 organismo, aumenta o risco de infarto, derrame cerebral, infecções , hipertensão arterial e outras patologias. Acima de 80dB(A), já pode haver perda de audição. De acordo com Moraes, 2011, p.68 os Efeitos do ruído podem vir a ser leves, causando lesão passageira ou temporária, ou até a perda total e irreversível da audição como no trama acústico ou perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR). 2.5.1.1.2 Limites de Tolerância para o Ruído De acordo com Moraes, (2011, p.76) existe limites de tolerância para cada tipo de ruído, o continuo ou intermitente estão presente na NR 15 anexo 1, onde o quadro 2.7 apresenta esse limite. O ruído de impacto terá o limite de 130dB(A) de acordo com a NR 15, e durante os intervalos entre picos , se houver ruído deve ser considerado como continuo. O item 15.1.5, NR 15, da Portaria n.3.214/78, define como limite de tolerância a concentração ou intensidade de exposição ao agente, que não causará danos á saúde do trabalhador durante sua vida laboral(SALIBA, 2011, p.31). Quadro 2: Limites de Tolerância de Ruídos Fonte: Livro Mapa de Riscos Ambientais, Ponzetto, (2010), 27 De acordo com a NR 15, Anexo 1 , item 2 os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. Segundo a NR 15, Anexo 1, item 3 os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância fixados no Quadro deste anexo. 2.5.1.1.3 Medidas de controle do Ruído De acordo com Moraes (2011, p.77),existem duas formas de controle para o ruído, sendo elas: medidas de controle na fonte e de controle no percurso. A medida de controle na fonte consiste em substituir equipamentos por outros que sejam mais silenciosos, lubrificar os rolamentos das maquinas, evitar que permaneça em funcionamento muitas maquinas ao mesmo tempo, realizar manutenção das maquinas, etc. A medida de controle de percurso consiste em evitar a propagação do ruído, fazendo isolamento acústico das maquinas, existem duas formas para realizar o isolamento, que são: Isolar a fonte, onde evita a propagação do ruído por meio de uma barreira isolante, onde haverá separação da fonte de ruído do ambiente, e o isolamento do receptor, ou seja, evitar que som chegue ao trabalhador, construindo uma barreira de isolamento e absorvente de som, que mantém o receptor separado da fonte de ruído. Segundo Moraes (2011, p.77) quando não é possível controlar o ruído direto de sua fonte, deve- se adotar outras medidas de controle, que visam reduzir o ruído até que atinja o limite permitido pela norma. O protetor auditivo é o mais recomendado para reduzir a dose de ruído, mas deve ser considerado como uma medida temporária. 2.5.1.2 Vibração A vibração é um risco ocupacional definida como: [...] um movimento oscilatório e periódico, ou aleatório, de um elemento estrutural ou peça de uma maquina. São movimentos repetitivos a partir de uma posição de repouso(MORAES, 2011, p.84). Segundo Moraes (2011, p.85), a vibração causa danos à saúde do ser humano, atingindo o sistema nervoso periférico, e central. A vibração pode causar 28 desconforto para algumas pessoas e para outras não. Ela começa afetar o trabalhador só após um longo período de exposição e ocasiona os seguintes sintomas: desconforto, labirintite, lentidão dos reflexos, afeta o sistema cardíaco, e psicológico, distúrbios da visão e gastrointestinais, degeneração do tecido muscular e nervoso e pode causar a doença conhecida como dedo branco, que causa perda da capacidade manipulativa. 2.5.1.2.1 Efeitos Da Vibração Para o Ser Humano Segundo Moraes, (2011, p.89) as medidas a seremtomadas para evitar danos á saúde pela exposição á vibração são: diminuir o tempo de exposição, realizar pausas, e rodízio de atividades para manter o nível de exposição dentro dos limites de tolerância, realizar treinamentos indicando a forma correta para utilização das maquinas, equipamentos e ferramentas, em alguns casos utilizar os EPIs, como luvas antivibração. Figura 1: efeitos da vibração nos dedos conhecida como dedos brancos Fonte: retirado de www.yeling.com.br (2015) 2.5.1.3 Umidade De acordo com o site drauziovarella, (2014), a umidade é a quantidade de vapor de água presente no ar. 29 Os trabalhadores expostos à umidade são aqueles que exercem suas atividades em lugares alagados, encharcados ou com umidade excessiva como: lavanderias, lava á jato, frigoríficos, cozinhas, atividades de pesca, etc. (Ponzetto, 2010, p. 36). Segundo Ponzetto, (2010, p. 36) para medir a umidade do ar é necessária a utilização de instrumentos como: termômetro de bulbo seco e de bulbo úmido, e com o diagrama psicrométrico. A velocidade do ar também deve ser medida para se determinar a umidade, isso se faz com diversos tipos de anemômetros. Figura 2: trabalhador exposto à umidade Fonte: retirado de www.dmtemdebate.com.br, (2014) 2.5.1.4 Pressões Anormais Pressão atmosférica pode ser definida como: A pressão que o ar da atmosfera exerce sobre a superfície do planeta. Essa pressão pode mudar de acordo com a variação de altitude, ou seja, quanto maior a altitude menor a pressão e, consequentemente, quanto menor a altitude maior a pressão exercida pelo ar na superfície terrestre (site: infoescola.com, 2006-2016). De acordo com Moraes, (2011, p.57) existem dois tipos de pressões anormais: a hiperbárica e hipobárica. 30 A pressão hiperbárica ocorre quando o trabalhador é submetido à pressão maior que a pressão atmosférica ao nível do mar, por exemplo, em mergulho em grandes profundidades, perfuração de túneis subterrâneos, mineração, etc. A pressão hipobárica ocorre quando o trabalhador fica submetido à pressão menor que a atmosférica, por exemplo, em atividades em locais de alta altitude, como alpinismo, voo de aeronaves, etc. Ainda Segundo Moraes, em 1643 o físico italiano Evangelista Torriceli inventou um equipamento capaz de medir a pressão atmosférica por meio de uma coluna de mercúrio chamado Barômetro, que é utilizado até os dias atuais. Os efeitos negativos ao organismo deve-se que, a grandes atitudes há uma quantidade menor de oxigênio na atmosfera, isso provoca dificuldade para o corpo manter a oxigenação adequada do organismo o que causa dores de cabeça, náuseas e prostração. Quando o trabalhador é submetido grandes profundidades, a pressão será exercida sobre seu peito, dificultando a expansão dos músculos do tórax, e a volta a superfície também é perigosa e deve ser feita lentamente, para não provocar danos á saúde como embolia pulmonar. (revista: superinteressante, edição 132, 1998) 2.5.1.5 Temperaturas Extremas Conforme Moraes, (2011, p.28) o ser humano é capaz de manter sua temperatura interna estável em torno de 37ºC, independente da temperatura do ambiente. As temperaturas acima de 41°C podem causar lesões no cérebro, consequentemente temperaturas abaixo de 26° podem provocar arritmia cardíaca. 2.5.1.5.1 Calor De acordo com Moraes, (2011, p.29) o calor é um agente físico, que ocorre em diversos setores da indústria como: siderurgia, fundições, produção de vidro e têxtil. Conforme Saliba, (2011, p.91) o trabalhador pode ser exposto ao calor por mecanismos diferentes que são: por condução, convecção e radiação, e o perde pela evaporação. 31 • Condução: é quando ocorre a transferência de calor entre dois corpos com temperaturas diferentes, em contato, onde o corpo com maior temperatura transfere- a para o corpo de menor temperatura até que haja o equilíbrio térmico, ou seja, quando os dois ficarem com a mesma temperatura. Ex: aquecimento de materiais metálicos (panelas, barras de ferro, etc.). • Convecção: é a transferência de calor que ocorre entre dois corpos que se realiza através de gases ou líquidos. Ex: agua fervendo em uma chaleira. • Radiação: é a transferência de calor sem a necessidade de contato entre os corpos, essa troca de calor se propaga pelo vácuo e aquece a superfície atingida. Ex: a radiação solar, o fogo, etc. Figura 3: exemplos de mecanismos de transferência de calor Fonte: retirada de www.estudokids.com.br, (2011) • Evaporação: é o processo físico da transformação de um liquido para estado gasoso devido a elevação da temperatura, esse vapor mistura-se ao ar da atmosfera. Ex: o suor liberado pelo corpo após atividades físicas intensas ( futebol, corrida, etc.). • Efeitos do Calor no Organismo Quando um organismo fica exposto a temperaturas elevadas no ambiente, seu corpo começa a reagir de maneira que libere calor para não superaquecer. Segundo Moraes, (2011, p.30) os mecanismos de defesa do organismo para evitar o super aquecimento são a vaso dilatação periférica: consiste no aumento do fluxo de sangue na superfície do corpo, com aumento da temperatura da pele, e a 32 sudorese: aumento da evaporação de liquido do corpo ( suor), podendo chegar até 2 litros por hora. De acordo com Saliba, (2011, p.95) caso esses dois mecanismos de defesa não sejam suficientes para diminuir a temperatura do organismo, haverá consequências como: a) Exaustão por calor: devido a vaso dilatação em resposta ao calor, o sangue não chega ao cérebro em quantidade suficiente, consequentemente ocorre a baixa da pressão arterial. b) Desidratação: perda excessiva de líquido pela sudorese, que provoca a diminuição do volume de sangue, causando exaustão do calor. c) Câimbras: devido a perda de água pela sudorese, o corpo perde também sais minerais, como o cloreto de sódio, com isso poderá ocorrer espasmos musculares e câimbras. d) Choque térmico: ocorre quando a temperatura interna do corpo aumenta (hipertermia) de maneira que o organismo entra em colapso, comprometendo as funções cerebrais, vasculares e musculares, podendo levar a desmaios, confusão mental ou até a morte. Figura 4: Atleta transpirando Fonte: retirada deesporte.ig.com.br, (2012) 2.5.1.5.2 Frio De acordo com Moraes, (2011, p.36) as principais atividades de exposição ao frio, causadoras de danos nos trabalhadores, são as executadas em câmeras 33 frigoríficas, embalagem de carnes ou outros alimentos, atividades portuárias, onde se manuseiam cargas congeladas, dentre outras. O nosso corpo reage ao frio, no intuito de manter a temperatura interna em média de 37ºC, quando a pessoa fica exposta a uma temperatura muito baixa por um longo período de tempo pode haver consequências severas para o corpo humano. De acordo com Moraes, (2011, p.37) a exposição ao frio intenso, pode causar hipotermia, que é o que ocorre quando a temperatura do corpo atinge 36°C ou menos, aonde surgem arritmias, rigidez muscular, fibrilação ventricular, parada respiratória e morte. Conforme Saliba, (2011,p.113), o artigo 253 da CLT estabelece parâmetros para a exposição ao frio para serviços em frigoríficos: “Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice versa, depois de 1 ( uma) hora e 40 (quarenta) minutos do trabalho continuo, será assegurado um período de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo. Parágrafo único. Considera-se artificialmente frio para os fins do presente artigo que for inferior na primeira, segunda e terceira zonas climáticas do mapa oficial do ministério do trabalho, a 15º (quinze graus), na quarta zona a 12º ( doze graus) e na quinta, sexta e sétima zonas a 10º (dez graus).”2.5.1.6Radiação Ionizante Conforme Moraes, (2011, p.44) a radiação ionizante é definida por ondas eletromagnéticas que possuem grande poder de ionização, ou seja, consegue separar elétrons dos átomos da matéria, provocando alteração nas células, podendo gerar mutações genéticas nos seres humanos e vários problemas de saúde ao trabalhador exposto a essa radiação. Segundo Ponzetto, (2010, p.41) os principais tidos de radiações são os raios X, raios gama, partículas alfa, beta, nêutrons e outros com elevada energia. 34 Figura 5: barreiras de blindagem da radiação ionizante Fonte: retirado de www.infoescola.com (2006-2016) Conforme Moraes (2011, p.50), as medidas de controle ambiental para a radiação ionizante são: manter as fontes radioativas barradas por algum tipo de blindagem, blindar portas, janelas, ou até isolar salas ao redor, em caso de locais públicos, os materiais para realizar essa blindagem podem ser concreto comum, concreto denso, aço e chumbo, desde que tenham a espessura necessária para a mesma.As medidas que devem ser tomadas pelo trabalhador, é fazer a utilização dos equipamentos de proteção individual adequados, que são: avental de chumbo com espessura de 0,5mm, óculos de vidro plumbífero com proteção lateral e protetor de tireoide. 2.5.1.7 Radiação não ionizante De acordo com Moraes, (2011, p.52) a radiação é considerada não ionizante quando não possui energia suficiente para arrancar elétrons dos átomos. [...] a radiação eletromagnética consiste em ondas elétricas vibratórias que se transladam no espaço acompanhadas por um campo magnético vibratório, com as características de um movimento ondulatório. As características das radiações eletromagnéticas são possuir frequência, comprimento de onda e energia. (SALIBA, 2011, p.124). Conforme Saliba, (2011, p.125) as radiações não ionizantes incluem: radiação ultravioleta, radiação visível e infravermelha, laser, micro-ondas e radiofrequências. A exposição à radiação ultravioleta ocorre nos ambientes de trabalho onde há operação com solda e trabalho a céu aberto com exposição direta ao sol. 35 Podemos afirmar que radiação infravermelha é a luz visível, sua principal fonte natural é o sol, e entre as artificiais estão as superfícies muito quentes, chamas, lâmpadas incandescentes, fluorescentes ou descargas de alta intensidade. Conforme Saliba, (2011, p. 129) um feixe de laser produz uma intensidade de luz maior do que quando olhamos diretamente para o sol. A exposição ocupacional a esse agente físico ocorre em hospitais, clinicas e outros estabelecimentos que utilizam laser em tratamentos médicos. De acordo com Saliba, (2011, p. 129), a radiação de micro-ondas e radiofrequência são encontradas em diversas fontes nos ambientes de trabalho, como radar de transmissão de radio, forno micro-ondas, sistemas de comunicação entre outros. 2.5.1.7.1 Efeitos da radiação não ionizante para a saúde De acordo com Saliba, (2011, p. 121-132) as radiações não ionizantes causam uma serie de lesões ao trabalhador exposto á essas fontes, que variam desde queimaduras leves na pele e nos olhos, dependendo do tempo de exposição até câncer de pele. Conforme Moraes, (2011, p.53) estudos realizados com micro-ondas de baixa intensidade, na antiga União Soviética, no leste europeu, mostraram alterações do sistema nervoso central, e sintomas como dores de cabeça, fadiga, fraqueza, tontura e insônia. Outro efeito da exposição às micro-ondas são lesões nos testículos, afetando diretamente a produção de espermatozoides. Figura 6: Trabalhador exposto à radiação da soldagem Fonte: retirado de www.conectadosaseguranca.blogspot.com.br (2015) 36 2.5.2 Riscos Químicos Conforme a NR 09 item 9.1.5.2 Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão Segundo o site portaleducacao, (2013) compreende-se como via de contaminação: Via respiratória: o sistema formado pelo nariz, boca, faringe, laringe, bronquíolos e pulmões e trata-se de via de entrada mais importante para a maioria dos contaminantes químicos. Via cutânea ou dérmica: trata-se de todo o tecido de proteção que envolve o corpo humano (derme ou pele), só algumas substancias são capazes de atravessar a pele, outras podem penetrar por ferimentos abertos. Via digestiva ou oral: é o sistema formado pela boca, faringe, esôfago, estômago e intestinos. A contaminação por essa via ocorre quando acidentalmente o trabalhador ingere água ou alimentos contaminados por produtos químicos. 2.5.2.1 Classificação Dos Contaminantes De acordo com Ponzetto, (2010, p. 26), existem seis tipos mais comuns de agentes químicos ou substancias contaminantes encontrados no ambiente de trabalho, que prejudicam a saúde do trabalhador. Poeiras: conforme Moraes, (2011, p. 97), são partículas geradas mecanicamente pela fragmentação de materiais sólidos, ex. lixamento de madeira, trituração grãos, perfuração de concreto, etc. Fumos: segundo Ponzetto, (2010, p. 26), fumos são partículas produzidas por condensação de vapores metálicos, ex. operações de soldagem de metais, produz fumo de oxido de zinco, e outros metais nas operações de fusão. Fumaça: conforme Ponzetto, (2010, p. 26), a fumaça é resultante da combustão incompleta de materiais, ex. queima de combustível nos veículos gera monóxido de carbono, fumaça derivada de incêndios, queimadas, etc., devido serem contaminantes ambientais geram risco á saúde. 37 Névoas: de acordo com Morais, (2011, p. 97) névoas são partículas líquidas provenientes de processos mecânicos, gerados de operações de pulverizações de inseticidas, jateamentos de tintas ou em spray. Neblinas: conforme Ponzetto, (2011, p.27), as Neblinas são partículas líquidas produzidas por condensação de vapores sendo altamente perigosas á saúde, quando são provenientes substancias químicas como anidrido sulfúrico, e gás clorídrico. Gases: segundo Ponzetto, (2011, p 27), os gases são dispersões de moléculas que se mistura com o ar, o que torna o gás tóxico são os elementos químicos de sua constituição, podemos citar exemplos o Gás Liquefeito de Petróleo (gás de cozinha), o monóxido de carbono, o gás sulfídrico, gás cianídrico, dentre outros. Vapores: conforme Ponzetto, (2010, p. 27) os vapores são dispersões de moléculas no ar que podem se condensar para formar líquidos ou sólidos em condições normais de temperatura e pressão, ex. água, gasolina, vapores de benzol, dissulfito de carbono, etc. Figura 7: tambores com sinalizados com o símbolo de risco químico Fonte: retirado de www.manutencaoesuprimentos.com.br (2012) 2.5.2.1.1 Fatores Que Influenciam Na Toxicidade Dos Agentes Químicos No Ambiente Segundo Ponzetto, (2010, p. 27), devemos considerar, que a presença de produtos ou agentes no local de trabalho, não significa que existe perigo para a saúde, o risco representado por essas substancias, depende de 3 fatores: 38 a) Concentração: Quanto maio for a concentração do produto, mais rapidamente seus efeitos nocivos se manifestarão no organismo. b) Índice respiratório: Representa a quantidade de ar inalado pelo trabalhador durante a jornada de trabalho. c) Sensibilidade individual: é o nível de resistência de cada um, e de certa forma pode variar de pessoa para pessoa, podendo determinada exposição ser extremamente prejudicial para um indivíduo e para outro não haver consequências mais graves. (PONZETTO, 2010, p. 27). 2.5.2.1.2 Toxicidade e Tempo De Exposição Segundo Ponzetto, (2010, p. 27), cada substância tem um determinado potencial de toxidade, conforme o grau,maior é o potencial nocivo para o ser humano. Para uma analise qualitativa é necessário o conhecimento sobre a toxidade de cada substancia. Tempo de exposição é o tempo em que o trabalhador fica exposto ao agente contaminante. 2.5.2.1.3Pneumoconiose Conforme Moraes, (2011, p. 99), são doenças ocupacionais pulmonares, provenientes da inalação de poeiras no ambiente de trabalho. A poeira inalada não é eliminada pelas células de defesa do organismo, conforme acontece com os microorganismos que são destruídos pelos anticorpos. O tamanho das partículas inaladas influencia no local da via respiratória que ela afetará, por exemplo, partículas maiores são retidas nas narinas, enquanto as menores atingem o pulmão. São Consideradas pneumoconioses: Siderose, Silicose, Abestoses, Bissiniose, etc. 2.5.3 Riscos Biológicos A NR 09 estabelece que são considerados agentes biológicos: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, e outros, que provocam doenças aos trabalhadores quando expostos no local de trabalho ou no exercício de suas atividades. 39 Também são considerados riscos biológicos animais peçonhentos (que usam como defesa, veneno/peçonha, ferrões, etc.) como cobras, escorpiões, aranhas, abelhas, vespas, lagartas (taturanas), entre outros. (PONZETTO, 2010, p. 45). 2.5.3.1 Profissionais que estão expostos á agentes Biológicos Conforme NR 15 anexo, nº 14 os trabalhadores expostos aos agentes biológicos são: • Profissionais da área da saúde, que mantém contato direto com pacientes acometidos por doenças infectocontagiosas, em hospitais, serviços de emergência, enfermarias, ambulatórios, postos de vacinação e outros. • Profissionais que trabalham com animais em frigoríficos e abatedouros, tratamento do couro, manuseio dos animais em fazendas (trabalhadores que tem contato com fezes e urina de animais doentes), etc. • Profissionais que trabalham em esgotos (galerias e tanques), e coleta e tratamento de lixo urbano. • Profissionais que exercem atividades em gabinetes de autópsias e cemitérios. • Profissionais de laboratórios destinados ao preparo de soros, vacinas e outros produtos, provenientes de animais peçonhentos, vírus e bactérias. Figura 8: profissional analisando amostra no microscópio Fonte: http://consultoriodigital.pt/patologias/ 2.5.3.2 Classificação dos Agentes Biológicos Bactérias Ponzetto (2010, 45) diz que “são seres unicelulares, invisíveis ao olho humano e que se multiplicam mediante simples divisão”. 40 Conforme o site bomcorpobom (2014), algumas bactérias são benéficas ao ser humano, estão presentes em nosso organismo e auxiliam na digestão. Se o organismo estiver com suas defesas baixas as bactérias podem provocar doenças. O site grupoescolar (2015), informa que as bactérias causam doenças como: tuberculose, cólera, difteria, cáries dentárias, pneumonia e doenças sexualmente transmissíveis. Vírus Os vírus são microorganismos infecciosos, que invadem as células do hospedeiro para se reproduzir. Podem ser transmitidos através do contato com pessoas infectadas, animais e insetos, por equipamentos e outros meios. (Ponzetto, 2010, p. 45) Algumas doenças causadas por vírus: gripe, caxumba, sarampo, poliomielite ou paralisia infantil, raiva ou hidrofobia e Aids. (site: mdsaude, 2015). Fungos Existem microrganismos classificados como fungos, que são responsáveis por inúmeras enfermidades. “Os fungos podem ser unicelulares ou pluricelulares, compostos por hifas, que nada mais são do que filamentos de células que formam uma rede, chamada de micélio. Essa estrutura se estende até o alimento, realizando a absorção de seus nutrientes.” (site: guiadoestudante, 2011). Segundo educação, (2013), Os principais fungos são os bolores, mofos, levedos, cogumelos. O antibiótico penicilina é produzida pelo fungo Penicillium. Os fungos são muito utilizados na culinária e estão presentes em alguns alimentos que necessitam de fermentação, como no fermento biológico utilizado em preparos de pães, outros na fabricação de bebidas alcoólicas. Alguns são prejudiciais á saúde, pois provocam doenças como câncer no fígado, micoses como frieiras, sapinho (candidíase oral), histoplasmose, candidíase genital, etc. Protozoários Conforme o site super (2003) protozoários são organismos unicelulares, eucarióticos e que apresentam nutrição heterotrófica (não possui capacidade de produzir seu alimento). 41 Os protozoários vivem em ambientes aquáticos ou úmidos, e algumas espécies são parasitárias de outros seres vivos. Entre as doenças provocadas por esses organismos estão: a doença de Chagas, que é transmitida através das fezes de um inseto chamado barbeiro ou chupança, Amebíase provocada pela ingestão de água ou alimento com presença da ameba, Malária causada pela picada do mosquito anopheles, Toxoplasmose causa é o contato com fezes de animais domésticos (gato, principalmente) doentes, Giardíase: provocada pelo contato com fezes de pessoas infectadas com o protozoário. (site: estudopratico, 2013). Parasitas Os parasitas, são seres vivos que necessitam de um hospedeiro para viver e se reproduzir, são capazes de viver tanto dentro do organismo (endoparasitas), como por exemplo: lombriga, solitária, o esquistossomo, entre outros, ou fora dele (ectoparasitas) exemplo: pulgas, carrapatos, sangue sugas, piolho, etc. Os parasitas podem permanecer no organismo de um ser vivo por um longo período de tempo, sem que cause prejuízos ás funções vitais, mas alguns deles levam á consequências severas, podendo causar até a morte. (site portaleducacao, 2008). A forma de transmissão dos parasitas é através de contato pessoal com seres humanos contaminados, ou através da utilização de objetos pessoais. Podem ser transmitidos também através de alimentos e água contaminada, falta de higiene pessoal, entre outros. (site portaleducacao, 2008). 2.5.4 Risco Ergonômico O risco ergonômico está presente na maioria dos ambientes de trabalho, tanto em escritórios, como indústrias, mecânicas, em todos os trabalhos que exigem força física como exemplo: trabalho rural, carregamento e descarregamento de materiais, também em linhas de montagem onde o trabalho é repetitivo e monótono. “A ergonomia é um conjunto de ciências e tecnologias que procura a adaptação confortável e produtiva entre o ser humano e seu trabalho, basicamente adequando as condições de trabalho ás características do ser humano”. (Ponzetto, 2010, p. 47). 42 Segundo Ponzetto, (2010, p.47) o principal objetivo da ergonomia é melhorar as condições de trabalho, proporcionando o bem-estar, evitando riscos á saúde física e psicológica do trabalhador. Na NR 17 – Ergonomia diz que: “17.1.1 As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do trabalho.” 2.5.4.1 Análise Ergonômica de Trabalho Para solucionar os problemas relacionados com o risco ergonômico, e diminuir o índice de afastamentos por doenças provocadas devido ao esforço físico, movimentos repetitivos, entre outros, surgiu a analise ergonômica de trabalho. “Analise Ergonômica do Trabalho AET, aplica os conhecimentos da ergonomia para analisar, diagnosticar, e corrigir uma situação real do trabalho [...]” (Moraes, 2011, p.205). A AET tem por objetivo desenvolver medidas de transformação pelo conhecimento das atividades exercidas pelos trabalhadores, através desse conhecimento é possível estabelecer um diagnostico dos diversos riscos ergonômicos das atividades e suas conseqüências, para resolver um problema ou situação problemática. A AET só pode ser realizada setorialmente na empresa (Moraes, 2011, p.205). A AET estuda uma situação de trabalhovisando adaptá-la ao homem, a partir das analises das: Condições técnicas: estruturas gerais do sistema de produção, fluxo de produção, sistema de controle, etc Condições ambientais: estuda seu layout mobiliário, ruído, iluminação, temperatura. Condições organizacionais: horas de trabalho, turnos, índice de retrabalho, dificuldades operacionais, ambientais e organizacionais. Condições cognitivas: são exigências na realização do trabalho, controle, qualidade e inspeção. Condições de regulação no trabalho: pausas, flexibilidade, paradas, ginásticas pré-laboral (MORAES, 2011, p.206). Esse método se divide em 5(cinco) etapas:analise de demanda, analise da tarefa, analise das atividades, diagnósticos e recomendações. 43 2.5.4.2 Lesão por Esforço Repetitivo (LER)/ Doença Osteomuscular Relacionada ao Trabalho (DORT) Paoleshi (2014, p.105), define LER como “[...] lesões que acometem os membros superiores por sobrecargas provocadas pelo trabalho repetido, sem pausas e repouso adequados a recuperação física. Essas lesões são doenças progressivas em muitos casos irreversíveis”. Conforme Vendrame, (2013, p.152) DORT são um conjunto de síndromes que acometem os nervos, músculos, tendões, sinóvias, fáscias e ligamentos, (juntos ou separadamente) afetando os membros superiores, região escapular do pescoço provocando irritações e inflamações. A DORT é provocada por trabalho repetitivo com os membros superiores, como que ocorrem em linhas de montagem, também por falta de pausas para repouso e recuperação física do esforço e ritmo acelerado de produção que provoca um grande desgaste físico. (Paoleshi, 2014, p.105). A DORT é caracterizada por sintomas como: dor, formigamento, dormência, sensação de peso, fadiga, que surgem aos poucos, geralmente afeta os membros superiores e pescoço, com o agravamento causam incapacidade laboral, temporária ou permanente (Vendrame, 2013, p.152). 2.5.4.3 Estresse O estresse é uma resposta do organismo a situações que representam ameaças, mudanças súbitas, entre outras situações, com resposta a isso o corpo ativa a produção de hormônios, entre eles a adrenalina. Deixando a pessoa em estado de alerta e em condições de reagir (Paoleshi, 2014, p.108). Essa reação é natural e importante ao ser humano, mas em situações anormais e prolongadas, torna-se prejudicial, causando vários transtornos á saúde, dentre elas estão: enfraquecimento do sistema imunológico que pode ocasionar vários outros tipos de doenças. As maiores causas do estresse podem estar relacionadas a preocupações, acumulo de raiva, sentimentos negativos, problemas de relacionamento, descontrole emocional, falta de descanso e pressões do trabalho (Paoleshi, 2014, p.108). 44 Na situação em que o individuo chega à fase de exaustão do estresse ocasionará uma serie de doenças crônicas como: hipertensão, úlceras, e distúrbios do sono. (Paoleshi, 2014, p.108). Figura 9: representação de empregados desmotivados e estressados Fonte: http://www.pressaoalta.com.br/estresse-no-trabalho/ 2.5.5 Risco Mecânico ou de Acidente Os riscos mecânicos ou de acidente existem em todos os locais em que houver condições inseguras de trabalho, sujeitando o trabalhador ao risco. Pode ser definido da seguinte forma: “São as condições inseguras de trabalho representadas por arranjos físicos inadequados ou deficientes, maquinas e equipamentos que oferecem riscos, ferramentas defeituosas, inadequadas ou inexistentes, eletricidade viva, sinalização deficiente, perigo de incêndio ou explosão, transporte de materiais inadequados, edificações em condições ruins, armazenamento inadequado, etc.” (VENDRAME, 2013, p.59). A legislação trabalhista estabelece que as empresas devem adotar medidas preventivas para minimizar o máximo os acidentes de trabalho, como manter em dia a manutenção de máquinas, equipamentos, veículos e instalações elétricas, implantar medidas de combate á incêndios, promover treinamentos sobre prevenção de acidentes e uso de equipamentos de proteção individual, instruir qualquer trabalhador antes de operar máquinas perigosas, manter o ambiente de trabalho sempre limpo e organizado, remover qualquer objeto que possa provocar acidentes nos corredores de circulação de pessoas, sinalizar os locais onde há movimentação de veículos e cargas, eletricidade de alta voltagem, EPIs obrigatórios, Saídas de emergência, etc. Informar a CIPA sempre que detectado o risco de acidente em uma 45 atividade ou local de trabalho, para que a mesma informe a direção da empresa, e essa por sua vez possa tomar medidas preventivas/corretivas. Quadro 05 – Riscos Mecânicos e suas Consequências Fonte: site http://www1.pucminas.br (2008) 2.5.5.1 Acidentes do Trabalho • Acidente Típico do Trabalho De acordo com Garcia, (2011, p.17) o artigo 19 da lei 8.213, de 24/07/1991, define-se como acidente do trabalho aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, permanente ou temporária, que cause a morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho. • Acidente de Trajeto Acidentes de trajeto são aqueles que acontecem durante o percurso do trabalhador de casa para o trabalho, ou vice e versa. (Vendrame, 2013, p.293). • Doença Profissional Entende-se que é a doença relacionada diretamente com profissão exercida pelo trabalhador “[...] produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar 46 determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social” (Garcia, 2013, p.18). • Doença do Trabalho Entende-se que é a doença relacionada diretamente com o local onde o trabalhador exerce suas funções “[...] adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação mencionada no inciso I” (Garcia, 2013, p.18). Tanto a doença profissional quanto a doença do trabalho são equiparadas ao acidente de trabalho. Figura 10: ilustração de um trabalhador acidentado Fonte: http://www.lopesms.com.br/prevenir-um-acidente-do-trabalho(2016) 2.6 MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS O Mapa de Risco está previsto na Norma Regulamentadora n.05, item 5.16 alínea “a”, a elaboração do mesmo é de responsabilidade dos membros da CIPA, caso a empresa não possui CIPA, de seu designado, com o auxílio do SESMT da empresa. O mapa de riscos ambientais é uma representação gráfica dos riscos presentes nos locais de trabalho, inerentes ou não ao processo produtivo de fácil visualização e afixado em locais acessíveis. Os objetivos do mapa de risco são: 47 a) reunir informações suficientes para o reconhecimento dos riscos existentes no local de trabalho; b) possibilitar a troca de experiências e divulgação de informações entre os trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção (VENDRAME, 2013, p.53). Segundo Ponzetto, (2010, p. 99), a elaboração do mapa de risco é anual, para realizar um mapa de risco é necessário: a) Conhecer o processo de trabalho local, analisando os trabalhadores, os instrutores e materiais de trabalho, as atividades exercidas, e o ambiente de trabalho; b) Identificar os riscos existentes no local (Risco Físico, Químico, Biológico, Ergonômico e Mecânico); c) Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia (medidas de proteção coletiva, de organização do trabalho, de proteção individual, de higiene e conforto); d) Identificar os indicadores de saúde (queixas mais frequente e comum entre os trabalhadores expostos aos mesmos riscos, acidente de trabalho ocorrido, doenças profissionais diagnosticadas, causa mais frequentes de ausência ao trabalho); e) Conhecer os levantamentos ambientaisjá realizados no local, isso facilita muito na elaboração do novo mapa de risco. O Mapa de Riscos deve ser elaborado sobre o layout da empresa, indicar por meio de círculos e pela cor padronizada o tipo de risco existente naquele local, o número de trabalhadores expostos ao risco, a especificação do agente; a intensidade do risco pelo tamanho do círculo, de acordo com a percepção dos trabalhadores. (Ponzetto, 2010, p. 101). Conforme Ferreira et al (2012, p.21) o elaborador do mapa de risco tem como ferramenta principal o relatório de inspeção de segurança, já que no mesmo encontra-se informações importantes sobre os ambientes de trabalho. 2.6.1Representação de Riscos Ambientais no Mapa. No mapa de riscos ambientais, cada risco é representando por uma cor específica dentro de círculos cujo tamanho informa a gravidade da exposição naquele ambiente, conforme a figura abaixo: 48 Figura 11: classificação de riscos ambientais por círculos e cores Fonte Própria Quadro 3: Riscos Ambientais e seus agentes (classificação da cor e grupo) Fonte: http://www.estudoemfocosaude.com/site3/sesmt-nr-32/231-estruturas-do-ppra.html Segundo Ponzetto, (2010, p. 100) a avaliação de risco para elaboração do mapa de risco é qualitativa, ou seja, sem uso de instrumentos de medição, apenas a percepção do trabalhador á intensidade do risco. 49 Para confeccionar o mapa de risco os membros da CIPA necessitam ter conhecimento técnico específico de segurança do trabalho e de desenho de plantas arquitetônicas, conhecer bem os setores, os riscos e como eliminá-los, precisa de tempo e materiais adequados para desenho como cartolina, lápis de cor, canetas, réguas, esquadros, computadores, etc. O mapa de Risco torna-se a atribuição mais complexa e importante da CIPA, pois contribui para a prevenção, informação e promoção da qualidade de vida dos trabalhadores. (Ponzetto, 2010, p. 102). 2.6.2 Tipos de Mapas de Risco Existem dois tipos de mapas de riscos ambientais o mapa de risco setorial e o Mapa de Risco Geral. O Mapa de risco setorial, é elaborado por setor na empresa, descreve de forma mais específica cada risco, possui maiores informações relacionadas aos riscos de cada setor, assim como recomendações e procedimentos que devem seguido, número de empregados do setor e tipo de riscos que estão expostos. (Ponzetto, 2010, p. 110). Por conter no layout do setor a descrição de cada máquina, equipamento ou instrumento utilizado na rotina da empresa, este modelo de mapa de risco é considerado completo. 50 Figura 12: modelo de mapa de risco setorial Fonte: livro Mapa de Riscos Ambientais, Ponzetto, (2010) Conforme Ponzetto (2010, p. 112) o mapa de risco geral, é aplicado em locais grandes,não apresenta divisórias, nem paredes, pode ser utilizado em indústrias, montagem industrial, construção civil, dentre outras. Por permitir uma visão ampla dos ambientes de trabalho, ele permite que os trabalhadores identifiquem com facilidade os riscos aos quais estão expostos. Esse modelo deve ser elaborado sobre o layout da empresa igualmente ao modelo setorial, “pois dessa forma é possível levantar todos os riscos e situações de riscos existentes no ambiente de trabalho”. (Ponzetto, 2010, p.112). O Mapa de riscos Geral é usualmente afixado em locais de grande circulação de pessoas como mercados, lojas, pátios de escolas etc. Na apresentação deste os riscos levantados no local são descritos ao lado do círculo colorido, o que torna fácil sua compreensão, mesmo podendo colocar até dois tipos de risco em um círculo, não é aconselhável colocar mais que isso, pois pode causar confusão e erro de interpretação das pessoas e trabalhadores que lerão o mapa. (Ponzetto, 2010, p. 112). 51 Figura 13: modelo de mapa de riscos geral Fonte: livro Mapa de Riscos Ambientais, Ponzentto, (2010) 2.6.3 Elaboração do Mapa de Risco Para elaborar o Mapa de risco, os Membros da CIPA podem seguir um roteiro elaborado conforme Ponzetto, (2010, p. 103) mostra em seu livro, a fim criar um padrão a ser seguido de levantamento de problemas e soluções nos setores. Nessa ocasião a ajuda do SESMT é muito importante para auxiliar quando houver dúvidas, também é importante ouvir os trabalhadores que estão há mais tempo naquele setor, o encarregado, gerente ou supervisor do setor deverá ser o responsável pelo preenchimento deste formulário. 52 2.6.3.1 Roteiro Para Realização De Mapa De Risco Figura 14: Roteiro para realização do mapa de riscos ambientais Fonte: Adaptado do modelo do livro Mapa de Riscos Ambientais, Ponzetto, (2010) 53 Figura 15 Roteiro para realização do mapa de riscos continuação Fonte Adaptado do modelo do livro Mapa de Riscos Ambientais, Ponzetto, (2010) 2.6.3.2 Instruções De Preenchimento Do Roteiro Ponzentto, (2010, p. 106) orienta o preenchimento da seguinte forma: • Item 1 – deve ser preenchido com as principais atividades, exercidas no dia a dia do setor. 4. 54 • Item 2 – anotar as máquinas e equipamentos usados para execução das atividades, não deixar nenhum de fora. • Item 2.1 – levar em consideração o conhecimento e experiência do trabalhador entrevistado em relação aos diversos tipos de acidentes que a atividade ou etapa de trabalho podem provocar. Ele com certeza sabe quais são os acidentes que podem ocorrer naquele ambiente durante a produção. • Item 2.2 – O colaborador deve se sentir a vontade para comentar sobre as queixas mais frequentes daquele setor (falta de proteção, adoecimentos, condições ruins de trabalho). • Item 2.3 – Neste item os membros da CIPA devem esclarecer ao encarregado a diferença entre incidente e acidente, que o incidente é um quase acidente. • Item 2.4 - Para preenchimento deste item o responsável precisa ter sido informado sobre as ocorrências de acidentes, que causaram parada da produção ou afastamentos nos últimos 12 meses, se necessário, as informações podem ser obtidas com o Departamento de Recursos Humanos. • Item 3- Preencher com os EPIs e EPCs, obrigatórios estabelecidos pelo profissional responsável pela Segurança e Saúde no Trabalho. • Item 4 – Esse item é importante para esclarecer os tipos de riscos identificados e o grau de risco para o tamanho dos círculos, e conforme as queixas do item 2.2, como por exemplo: pouca iluminação, ruído, poeira, calor, trabalho em ritmo excessivo, e etc. Já o Autor Vendrame, (2013, p. 60 - 65), nos traz um questionário que pode ser respondido pelo mapeador que normalmente é um membro da CIPA que já tenha participado do Curso de CIPA, no entanto, isso nem sempre é suficiente para capacitá-lo no reconhecimento dos riscos. O Mapeador deve possuir algumas características como: • Senso de observação, • Percepção aguçada, • Criatividade, • Bom senso, • Simpatia, educação e discrição, • Persistência, 55 • Visão global, Deve conhecer todos os setores da empresa, as atividades desenvolvidas, e saber sobre: • Histórico da organização • A política interna da empresa, • Normas e procedimentos, • Instalações prediais, • Organograma administrativo Conforme Vendrame, (2013, p. 59), os cipeiros “[...] deverão percorrer as áreas que serão mapeadas com lápis e papel na mão, ouvindo as pessoas acercas de situações de riscos de acidentes de trabalho”. Perguntando aos empregados sobre o que os incomodam e a intensidade do incomodo, marcar os locais dos riscos levantados, não há necessidade no primeiro momento de classificar os riscos, apenas anotar que existe e o local, isso poderá ser feito depois. Após essa fase, a CIPA deverá se reunir para discutir sobre os riscos identificados na visita para mapeamento, classificá-los conforme o tipo, de acordo com a tabela de riscos, e também determinar o grau do risco em pequeno, médio ou grande. (Vendrame,2013, p. 59). A seguir reproduzimos o modelo de questionário de Vendrame para auxiliar no levantamento dos riscos nos setores que serão mapeados: 56 . Figura 16 Questionário para levantamento de riscos ambientais. Fonte adaptado do Livro de Bolso do Técnico de Segurança, Vendrame, (2013) 57 Figura 17: Questionário para levantamento de riscos ambientais p. 2. Fonte adaptado do Livro de Bolso do Técnico de Segurança, Vendrame, (2013) 58 Figura 18: Questionário para levantamento de riscos ambientais p. 3 Fonte adaptado do Livro de Bolso do Técnico de Segurança, Vendrame, (2013) 59 Figura 19: Questionário para levantamento de riscos ambientais p. 4 Fonte adaptado do Livro de Bolso do Técnico de Segurança, Vendrame, (2013) 60 2.6.3.3 Confecção do Mapa de Riscos Ambientais Ponzetto (2010, p. 114) dá algumas dicas para os membros da CIPA montarem o mapa de riscos ambientais: Primeiro não devem ficar receosos de não atingir um bom resultado, o importante é seguir o padrão estabelecido, e ao colocar em prática, o resultado será muito satisfatório. O Mapa de Riscos pode ser elaborado de várias maneiras, cabe a CIPA escolher a maneira mais adequada de acordo com os recursos da empresa. a) Cartolina comum e canetas coloridas, Os cipeiros necessitarão de material de desenho como: lápis, borracha, régua, esquadro, canetas coloridas etc. Dessa forma o resultado fica muito satisfatório, é uma forma rápida e fácil de ser confeccionado, já que não precisa de um computador. b) Programa de computador Word para Windows: Necessita um que o cipeiro tenha mais conhecimento das ferramentas para manipulação de figuras no Word. c) Software do Auto Cad: Apesar de ser o melhor método de elaboração do mapa é necessário que o responsável tenha conhecimento e familiaridade do programa CAD. d) Programa Corel Draw: Este programa pode ser o mais acessível aos que conhecem computação, “as barras de ferramentas são fáceis de interpretar, e existem versões em português que facilitam a elaboração do mapa”. e) Qualquer programa computação que se possa desenhar o mapa de riscos: Paint, Power Point. Seja qual for o instrumento utilizado para o desenvolvimento do mapa de riscos ele deverá ser impresso, e colocado em moldura de vidro ou plástico, para que tenha uma durabilidade de 12 meses, pois é o período ficará exposto no setor, que consiste ao mandado da CIPA, conforme a NR 05. (Ponzetto, 2010, 115) O Local para expor o Mapa de risco deve ser escolhido com cuidado e obedecer alguns requisitos: a) Ficar em local onde tenha um fluxo bom de pessoas e empregados, desejável nos acessos de entrada de um setor ou departamento. 61 b) Não ser fixado ao lado de extintores, caixas de primeiros socorros, macas, etc. Nada que comprometa a visão do mapa. c) colocá-lo em local com iluminação adequada e fácil acesso, d) Ser bem fixado em paredes de alvenaria, colunas ou vigas, de maneira que não caia com facilidade, a altura deve ficar no ângulo de visão normal. “A falta da elaboração e afixação do mapa de riscos, nos locais de trabalho, pode implicar em penalidades para empresa pela fiscalização do trabalho” (Vendrame, 2010, p.?) Figura 20: Modelo de mapa setorial, realizado a partir do roteiro para realização do mapa Fonte: livro Mapa de Riscos Ambientais ,Ponzetto, (2010) 62 2.7 PROGRAMA 5S Criado no Japão, nos anos 60, o programa 5s tem por objetivo melhorar o ambiente de trabalho, manter a limpeza, organização, eliminar desperdício, reduzir os números de acidentes pessoais e impessoais e melhorar a produtividade das empresas. (site: univates, 2015) O Programa 5s é fundamentado nos conceitos: Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu e Shitsuke, seu nome provém de palavras em japonês, iniciadas com a letra S. • Seiri: Senso de Organização ou utilização; • Seiton: Senso de Arrumação ou Ordem; • Seiso: Senso de Limpeza; • Seiketsu: Senso de Padronização ou Sáude; • Shitsuke: Senso de Disciplina • Seiri: Senso de Organização ou Utilização Consiste na analise do ambiente de trabalho, separar os objetos conforme utilidade e frequência de uso, retirar do ambiente tudo aquilo que não se necessita no mesmo. O quadro a seguir mostra como realizar essas medidas: Quadro 4: Medidas do 5S Fonte www.univates.br/tecnicos/media/artigos/vivian.pdf Deve-se manter no ambiente de trabalho apenas as ferramentas, peças e equipamentos, que estejam em bom estado de conservação, eliminando assim os que estiverem quebrados ou defeituosos. A implantação do Senso de Organização ou Utilização trás inúmeros benefícios para a empresa como: desocupar espaço, reduzir o risco de acidentes, 63 reduzir o tempo de procura dos materiais, ferramentas ou documentos, liberação das maquinas que estiverem paradas entre outros. • Seiton: Senso de Arrumação ou Ordem Neste senso deve-se definir locais apropriados, para estocar os materiais, de maneira que torne mais fácil sua utilização, manuseio e localização. A organização dos materiais, objetos, maquinas, equipamentos e ferramentas, faz com que o trabalhador economize tempo para encontrar as ferramentas necessárias para determinada atividade. Devemos sempre lembrar que após utilização de um material ou ferramenta, ele deve ser devolvido no lugar ao qual foi designado (site: portaleducacao, 2014). • Seiso: Senso de Limpeza Este senso tem como objetivo eliminar toda e qualquer sujeira, mantendo assim a limpeza do ambiente de trabalho. Deve ser feita a conscientização dos trabalhadores para que mantenham o ambiente limpo, pois isso contribui para o bem estar, a segurança de todos e aumenta a produtividade. (site: portaleducacao, 2014). Para implantação deste senso, deve-se limpar todos os locais do ambiente de trabalho, incluindo paredes, tetos, janelas, móveis, objetos, maquinas e equipamentos, etc. (site: portaleducacao, 2014). • Seiketsu: Senso de Padronização ou Sáude Após realizar a organização, arrumação e limpeza do ambiente de trabalho, devemos padronizar tudo que foi feito até o momento. O Seiketsu faz com que se torne algo rotineiro, fazendo com que os 3 primeiros sensos se mantenham sempre em funcionamento. (site: duplofoco, 2012). Um ambiente que esteja sempre limpo, organizado, evita doenças, faz com que os trabalhadores se sintam bem, tenham uma melhor produção, melhora o equilíbrio mental e físico dos colaborados. (site: duplofoco, 2012). • Shitsuke: Senso de Disciplina 64 O Senso de disciplina é a ultima etapa do programa, momento em que deve haver conscientização da necessidade de buscar auto desenvolvimento, e fixar as melhorias já aplicadas com os “4S” anteriores. (site: administradores, 2011). É necessário exigir autodisciplina frequente, determinação, e pontualidade nos compromissos assumidos. Nesta etapa deve haver comprometimento dos colaboradores, ética, educação, paciência, responsabilidade, respeito com as normas e os procedimentos, e melhoras na comunicação. (site: administradores, 2011). Após ter implantado o programa 5S na empresa, devemos verificar se não deixamos nada para trás, para isso podemos responder as seguintes questões: • Há algum material fora do lugar? • Há material bom perto de objetos inúteis? • Há excesso de material de expediente? • Os materiais/equipamentos estão organizados, identificados e limpos? • A apresentação do pessoal (uniforme/vestuário) demonstra asseio? • O relacionamento entre os colegas é bom? • Os EPI’s estão sendo usados? Para implantar o 5S, reúna-se com todos da empresa, mostre como funciona o programa, seus objetivos e benefícios. Indique lideres para avaliar os resultados, e verificar se tudo está sendo implantado corretamente. Realize reuniões periodicamente para mostrar os resultados,isso fará com que incentive os trabalhadores. 2.8 FERRAMENTA 5W2H Conforme o site sobreadministracao (2009) é um plano de ação que auxilia na execução de uma atividade, resolução de problemas ou na tomada de decisões. Serve como um roteiro, que facilita à execução das ações necessárias, proporciona também o controle de processos e a gestão de qualidade. O 5W2H é a abreviação das seguintes perguntas, em inglês: 65 Método dos 5W2H 5W What O Que? Que ação será executada? Who Quem? Quem irá executar/participar da ação? Where Onde? Onde será executada a ação? When Quando? Quando a ação será executada? Why Por Quê? Por que a ação será executada? 2H How Como? Como será executada a ação? Howmuch Quanto custa? Quanto custa para executar a ação? Ao colocar esse plano de ação em uma planilha fica mais fácil de gerenciar o projeto, qual será a ação a ser executada, saber quais serão os envolvidos nesta ação, qual será o prazo de execução, quais as necessidades da realização, como será realizado o processo e qual será o custo. Figura 21: exemplo de plano de ação 5W2H Fonte: certificacaoiso.com. br/5w2h-tabela/ Após descrever o plano na planilha do Excel é necessário aplicar na prática tudo que foi escrito, sempre monitorando se todas as etapas estão sendo cumpridas dentro do prazo estabelecido, e também se estão dentro do orçamento. 66 3- ESTUDO DE CASO O estudo de caso que será apresentado é referente à empresa Belo Monte Madeiras, razão social S. M. de Barros Cia Ltda, fundada em 2011, a empresa está localiza á Rua Gravataí, S/N, no Bairro Padre Duílio, setor Industrial, tem como proprietário o Sr. Senhorinho de Moura Barros. A principal atividade da empresa é a fabricação de portas, portais e objetos decorativos com madeiras de várias espécies, a produção é vendida para os estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia e um pouco em nossa região. A empresa tem oito empregados registrados, no momento da visita estavam trabalhando apenas quatro, pois tinham três empregados de férias e um afastado por acidente de trabalho. A produção se concentra em um único barracão, divido em dois setores, um onde se beneficia a madeira, outro onde se estoca o produto acabado. A estrutura do barracão é de madeira, com pé direito de aproximadamente 5 metros de altura, piso de chão batido, telhas de fibrocimento, a iluminação é natural e artificial, ventilação natural. Máquinas e Equipamentos da empresa: • 01 - Respigadeira; • 02 - Respigadeira Simples; • 01 - Plaina/Desengrosso; • 03 - Tupia; • 02 - Lixadeira; • 02 - Serra Circular/Mesa Móvel; • 01 - Serra Circular/Mesa Fixa; • 01 - Serra Múltipla; • 01 - Destopadeira Pneumática; • 01 - Destopadeira de Bancada; • 01 - Furadeira de Corrente; • 01 - Prensa; • 01 - Empilhadeira; • 01 - Compressor de ar; • 01 - Lixadeira Elétrica Treme Treme. 67 Algumas das máquinas encontram-se paradas por causa da diminuição da produção. 3.1 INSPEÇÃO DE SEGURANÇA Realizamos a visita no dia 14/04/2016, com o acompanhamento do proprietário. Logo na entrada do barracão, observamos que a iluminação era insuficiente, havia pilhas de portas, madeiras, serragem, pedaços de madeiras em todos os lugares, dificultando a movimentação entre as máquinas e pilhas de portas. Os empregados usavam alguns EPIs como avental e bota. Figura 22: registro da situação logo na entrada do barracão da empresa Fonte Própria Evidenciamos que não existia sinalização de segurança no local. Apesar de ter extintores de incêndio, eles estavam vencidos, sem sinalização/demarcação e o acesso a eles estava obstruído. 68 Figura 23: foto dos extintores sem sinalização e com acesso obstruído. Fonte Própria Encontramos algumas máquinas sem as proteções adequadas nas correias e serras, algumas tinham o botão de parada de emergência, outras não. Figura 24: foto da serra circular e respigadeira sem proteção. Fonte: Própria Verificamos que os trabalhadores estavam utilizando botas e avental, apesar de que, o proprietário nos informou que eles recebem deveriam usar luvas de raspas, botas, óculos de proteção, avental de raspas, protetor auricular e mascaras. 69 Figura 25: foto do trabalhador usando avental e bota. Fonte Própria O barracão conta com apenas um sanitário, que não atende a Norma Regulamentadora 24. O banheiro é de parede de madeira, o piso de cimento queimado, sem revestimento de cerâmica, a pia é de fibra de plástico, velha, encardida e com lodo, encanamento da pia estava exposto, não havia sabonete nem toalha de papel para enxugar as mãos. Figura 26: foto do banheiro, vaso sanitário e pia, em desacordo com a NR 24 Fonte Própria 70 A caixa da distribuição de eletricidade, esta de acordo com a Norma Regulamentadora 10, porém não tinha sinalização de segurança, apesar de haver cabos de eletricidade visíveis e espalhados nas paredes e no chão, não evidenciamos nenhuma fiação exposta. Figura 27: fotos da caixa de destruição elétrica Fonte Própria Evidenciamos que havia um acúmulo muito grande de resíduos do processo produtivo (pó de serra da madeira). A empresa possui sistema de exaustão, mas não estava em funcionamento. Não existe nenhum controle de limpeza/controle para esses resíduos. Foram encontradas máscaras PFF1, jogadas no lixo e nenhum colaborador estava utilizando no momento. 71 Figura 28: fotos do acúmulo de pó, do sistema de exaustão e máscaras no lixo. Fonte Própria Observamos que as ferramentas não estavam organizadas de maneira a facilitar sua identificação e utilização, algumas foram encontradas espalhadas pela produção. Figura 29: Fotos das ferramentas sem organização e espalhadas pela produção. Fonte Própria 72 Havia também embalagens de óleos lubrificantes, verniz, graxa e tinta, espalhadas pelas pilhas de madeira. Figura 30: latas de produtos químicos espalhados pela produção Fonte Própria Podemos observar que o bebedouro é adequado, conforme a Norma Regulamentadora 24, porem o local onde está instalado não é, o mesmo estava mal higienizado e tinha uma torneira quebrada. Os trabalhadores têm copos individuais, que ficam guardados em um armário, mas o mesmo é inadequado, por ser de madeira, material que libera resíduos. Figura 31: Instalação do bebedouro/ armário de copos. Fonte própria 73 Conversamos com um dos empregados da empresa se ele tinha alguma queixa, o mesmo informou que às vezes surge uma tosse que ele trata com xarope. O proprietário nos informou sobre um acidente que ocorreu na plaina onde um pedaço de madeira ao ser colocado na máquina voltou e o acertou no abdômen, devido a isso ele estava afastado de suas atividades. Fora esse acidente ele nos relatou que não houve mais acidentes graves, apenas pequenos corte nos dedos da mão. A empresa possui um designado da CIPA, que segundo informação do proprietário fez o curso da CIPA pelo SESI. Não localizamos nenhum mapa de riscos ambientais na empresa. 3.1.1 Avaliação De Riscos Da Empresa Conforme avaliação qualitativa feita durante a visita, podemos classificar os ricos da seguinte forma: TIPO DE RISCO FONTE DO RISCO GRAU DO RISCO FÍSICO (VERDE) P M G Ruído Intermitente Serra circular, plaina de desengrosso, furadeira e martelo. X Vibração Martelo utilizado na montagem das portas e da furadeira. X QUIMICO (VERMELHO) P M G Poeira Pó de serra da madeira X Contato com substâncias químicas Verniz, graxa, óleo lubrificante e cola de madeira. X BIOLÓGICO (MARROM) P M G Fungos, bactérias, vírus, protozoários Exposição á fezes de pombos, ratos e contaminação do banheiro. X Animais peçonhentos Aranhas, escorpião, lacraia, abelhas. X ERGONOMICO (AMARELO) P M G Movimentosrepetitivos, postura inadequada e levantamento de peso moderado. X MECANICO OU ACIDENTES (AZUL) P M G Arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem X 74 proteção, ferramentas inadequadas ou defeituosas, iluminação inadequada, risco de incêndio, armazenamento inadequado, corte, amputação de membros, esmagamento e queda de mesmo nível. 3.1.2 Mapa De Risco A Partir do Levantamento de Riscos na empresa Belo Monte, desenvolvemos o mapa de risco ambiental abaixo: Figura 32: Mapa de Riscos Ambientais Fonte Própria 75 3.1.2.1 – Recomendações de Medidas Preventivas/Corretivas Após elaboração do mapa de riscos ambientais, sugerimos algumas medidas necessárias para minimização dos riscos existentes na empresa: A empresa pode implantar a ferramenta dos 5S e a ferramenta 5W2H. Essas ferramentas são muito importantes para a gestão da qualidade no processo de melhoria da empresa. A empresa necessita se adequar as normas regulamentadoras 6, 10, 12, 17, 23, 24 e 26. Verificar se as ações indicadas no plano de ação do PPRA estão sendo realizadas. Sempre que novos colaboradores começarem a trabalhar é recomendável promover treinamento de integração, e ao adquirir novas máquinas e equipamentos é necessário um treinamento para operação da mesma. Abrir a ordem de serviço de cada empregado, conforme NR 01 item 1.7 alínea ‘b’. 3.2 PLANO DE AÇÃO Para ajudar a empresa a adequar-se as exigências legais, de forma que elimine os riscos de acidentes e garanta a segurança e integridade física do seus empregados, propusemos um plano de ação com medidas corretivas, prazos e orçamento aproximando do custos da implantação das medidas. 76 Plano de Ação 5W2Hda empresa BELO MONTE MADEIRAS Data da criação: 20/04/2016 Responsáv el: Senhorinho Objetivo: Redução De Riscos Ambientais/Organização Da Produção Meta: 80% Data da revisão: 31/12/2016 Responsáv el: Senhorinho Indicador: CONCLUSÃO DAS METAS O que Como Quem Quando Onde Por que Quanto % Completo Hoje Situa ção Atual Início Fim Organizar o arranjo físico da empresa, organizar as ferramentas em um quadro com identificação de cada uma. Aplicar a ferramenta 5 S, organizar melhor a linha de produção e as etapas de trabalho. Responsáve l pela empresa/ empregados 02/05/ 2016 02/07/ 2016 Setor de Produção Atender a NR 17 e 24. Essa medida é necessária para que os empregados não sofram acidentes, possam circular de maneira segura entre as a máquinas e as pilhas de portas. A organização das ferramentas facilita o trabalho diminuindo o tempo de procura de uma ferramenta. R$ 1.000,00 0% 0 Adequar a iluminação do ambiente. Instalar mais lâmpadas florescentes, e na altura adequada, perto das seções de acabamento e nas áreas de movimentação, ou trocar algumas telhas comuns por translúcidas (NR 24). Terceiros e responsável pela empresa 02/05/ 2016 02/07/ 2016 Setor de Produção Atender a NR 24 e 17. Para melhorar a visibilidade, evitando que o empregado canse a visão, facilitando o trabalho de acabamento, evitando acidentes de trabalho. R$ 5.000,00 0% 0 77 Adequar as instalações do banheiro (sanitário), pia e do bebedouro conforme NR 24 Reforma ou construção de sanitário com paredes de alvenaria, o piso revestido de cerâmica, descarga da privada automática. O bebedouro deve ficar em um local com separado da produção, deve ser limpo periodicamente. (NR 24) Terceiros e responsável pela empresa 02/05/ 2016 08/09/ 2016 Banheiro e bebedouro da empresa Eliminar o risco de contaminação por bactérias, fungos e parasitas, umidade, garantir qualidade de vida do trabalhador, e adequar as normas higiene e conforto. R$ 3.000,00 0% 0 Implantar Equipamentos de Proteção Coletiva Realizando manutenção periódica das máquinas, quando possível enclausurar as que emitam ruídos, arrumar o sistema de exaustão para a eliminação do pó de serra do ambiente fabril, designar um colaborador para a limpeza dos resíduos de madeira que não forem eliminados pelo sistema de exaustão. (NR 09) Terceiros e responsável pela empresa 02/05/ 2016 31/12/ 2016 Setor de Produção Conforme NR 09 os Equipamentos de Proteção Coletiva são a primeira linha de defesa contra riscos ambientais, eliminando /minimizando a exposição dos empregados ao risco químico (pó de serra), físico (ruído/vibração), prevenindo doenças ocupacionais e/ou afastamentos por pneumoconiose. R$ 6.500,00 0% 0 78 Fornecer e exigir o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Adquirir, fornecer e cobrar o uso dos EPIs adequados com número do C.A. (certificado de aprovação), conforme estabelecido no PPRA/PCMSO, manter registrado na ficha de entrega de EPIs a entrega dos mesmos, ministrar palestras sobre a importância do uso de EPIs, adotar medidas administrativas para os empregados resistentes que não usarem os EPIs. (NR 06) Responsáve l pela empresa 02/05/ 2016 30/06/ 2016 Setor de Produção Atender a NR 06. Os EPIs são a segunda linha de defesa contra riscos ambientais, devem ser utilizado quando os EPCs não forem suficientes, encontrarem- se em fase de estudo, planejamento ou implantação, o uso dos EPIs além de obrigatórios, são necessários para proteger o corpo do trabalhador dos agentes de riscos que podem provocar doenças ocupacionais. R$ - Providenciar Proteção de máquinas como a serra circular, das correias expostas em algumas máquinas. Colocar proteção nas correias expostas da respigadeira, serras circulares, destopadeiras, instalar sistema de parada de emergência, atendendo as normativas legais. Terceiros e responsável pela empresa 02/05/ 2016 15/07/ 2016 Setor de Produção Atender a NR 12, as máquinas que não tem proteção nas correias e serras, são extremamente perigosas e oferecem riscos de acidentes graves como amputação de membros, cortes, hemorragias, lacerações, etc. R$ 2.000,00 0% 0 Implantar Sinalização de Segurança Colocar placas de uso obrigatório de EPIs, sinalizar as caixas de distribuição de energia, as máquinas perigosas, onde há movimentação de empilhadeira, acima dos extintores, proibido fumar, etc. Terceiros e responsável pela empresa 02/05/ 2016 02/06/ 2016 Setor de Produção Atender a NR 10, os locais onde existem instalações de alta voltagem devem ser sinalizados com placas ou adesivos, para evitar choques elétricos, as caixas com chaves gerais também devem ser sinalizadas para melhor localização em uma emergência. Também os extintores devem ser sinalizados os conforme NR 23. R$ 500,00 0% 0 79 Medidas de Combate á incêndios. Desenvolver um projeto de combate á incêndio, se possível instalar um sistema de extinção de incêndio por chuveiros automáticos (sprinklers) em toda fábrica, hidrantes e mangueiras, sinalizar de maneira adequada todos os equipamentos de combate á incêndio, e promover treinamento com os empregados. Terceiros e responsável pela empresa 02/05/ 2016 31/12/ 2016 Setor de Produção Atender a NR 23. Por se tratar de uma empresa que trabalha com materiais altamente inflamáveis (madeira), o risco de incêndio é grande, e necessitam de medidas de combate á princípios de incêndios eficazes, pois o fogo pode se alastrar muito rápido e causar prejuízos tanto materiais, como também a perda de vidas. R$ 15.000,00 0% 0 80 4 CONCLUSÃO Pela observação dos aspectos analisados concluímos que o Mapa de Riscos Ambientais tem por objetivo conscientizar os trabalhadores aos riscos que estão expostos em suas atividades diariamente, para redução dos acidentes e doenças dotrabalho. Faz se necessário o conhecimento dos Riscos Ambientais: físico, químico, biológico, ergonômico e risco mecânico, para elaboração do mapa de risco. Tendo em vista os aspectos observados no estudo de caso, concluímos que há uma serie de problemas a serem solucionados na empresa Belo Monte Madeiras, para que ocorra a diminuição dos riscos ambientais no local. Em virtude do que foi mencionado, sugerimos a utilização das ferramentas: 5W2H e 5S, pois serão úteis no auxilio da redução dos riscos ambientais. 81 5 BIBLIOGRAFIA PAOLESCHI, Bruno, CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidente. 1ª Edição. São Paulo: Érica Ltda, 2014. OLIVEIRA, Claudio Antônio Dias de et al. Manual Prático de Saúde e Segurança do Trabalho. 2ª Edição. São Paulo: Yendis, 2013. PONZETTO, Gilberto. Mapa de Riscos Ambientais. 3ª Edição. São Paulo: LTR, 2010. ARAÚJO, Wellington Tavares. Manual de segurança do trabalho. São Paulo: DCL, 2010. REIS, Roberto Salvador. Segurança e A Saúde do Trabalho. 11ª Edição. 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